sábado, 29 de setembro de 2018

lidos/assistidos em setembro

les goûts et le coulers (2018)
casal lésbico comemorando não sei quantos anos juntos. uma das mulheres é de família judia e ainda não se assumiu pros pais, tem um irmão gay que às vezes criticam. ficam arranjando homens pra ela, o irmão tem um site de relacionamento pra judeus. a colega de trabalho vai num encontro fingindo que é ela, acabam se apaixonando (a colega e o cara dos encontros) mais adiante. ela pede a companheira em casamento e toma coragem de falar pra família, mas se envolve com o cozinheiro senegalês de um restaurante que frequenta e começa a se questionar das coisas. muito desapontante ela machucando a parceira, indo pra outra cidade atrás do cara; umas coisas nojentinhas. no final ela tá no casamento do irmão bem religioso, aparece tanto o cara quanto a parceira, ela vai até os dois e apresenta pra família como "minha mulher e meu amante". tem a questão do cara ser negro e a família ser meio racista. termina com os três na estrada, numa moto esquisita... ôxe, viu.

merrily we go to hell (1932)
um dos itens de uma lista de 100 filmes dirigidos por mulheres de uma revista de cinema britânica. a diretora se chama dorothy azner e o título do filme em português é quando a mulher se opõe, que na verdade é o nome de uma peça que o protagonista escreve. nisso tem algo como "quando digo não, quero dizer sim, e quando digo sim quero dizer não"... chatão ver que desde tanto tempo atrás tem essa fala ridícula e que isso ainda é perpetuado. a história é sobre uma mulher que se casa com esse jornalista/escritor e o ama demais. ele bebia muito, para com o álcool quando se casam, volta a beber quando reencontra uma paixão que tinha tido no passado e viram amantes. a esposa fica relativamente ok com isso, diz que são um casal moderno, começa a ter suas paqueras e farras também. depois volta pra casa do pai e acaba pedindo pelo cara quando tá quase morrendo depois de ter um bebê, se beijam e dizem que se amam. esperava mais, no caso, que fosse menos assim; mas até tem uns elementos de prafrentismo.

a quiet place (2018)
começa com essa família – pai, mãe, uma menina surda, um menino, uma criança – pegando comida e remédios num lugar abandonado. parece um mundo pós-apocalíptico, tudo vazio e quebrado. todos conversam em língua de sinais, não podem fazer barulho porque existem criaturas que caçam por som. a criança é morta por um dos bichos porque acionou o barulhinho de um foguete de brinquedo. centenas de dias depois e a mulher tá grávida; a bolsa rompe e quando tá descendo uma escada na casa pisa num prego, derruba algo de vidro, liga luzes vermelhas pra avisar que tão em perigo. agonia tremenda dela morrendo de dores mas tendo que fazer as coisas silenciosamente. o pai manda o menino soltar fogos de artifício pra atrair o bicho pra longe e ela poder gritar e ter o bebê. os filhos caem num negócio que estoca grãos de milho, vão afundando que nem areia movediça, se safam do bicho porque o aparelho auditivo da menina faz um som agudo que machuca ele. no final matam a criatura assim, ela com um amplificador de som e a mãe com uma espingarda, e ficam confiantes e se preparam pros outros bichos que tão chegando. achei bacana, massa ser em língua de sinais e as mulheres tomarem conta da situação no final, interessante a falta de contexto.

clouds of sils maria (2014)
kristen é assistente pessoal de uma atriz (parece muito personal shopper nesse sentido). a mulher é convidada pra atuar numa peça de um cara que acabou de morrer; já tinha feito essa peça uns 20 anos antes como a personagem mais nova e agora faria a mais velha. é sobre o relacionamento de uma mulher jovem e outra mais velha, a mais velha sendo dependente da outra e cometendo suicídio no final. não teve nada lésbico de fato, nem mostra a peça, mas a mulher parece de certa forma envolvida com valentine (kristen). trabalho non-stop isso, viver pela outra pessoa, ainda ajudar a ensaiar as falas... val some nas montanhas quando tão indo ver um fenômeno com umas nuvens, "serpente de maloja". pena que não mostra mais ela; a próxima assistente da atriz também tem cara de sapatão. a atriz que ia fazer a personagem mais nova é aquela de kick-ass e if i stay, muita cara/voz de criança ela. engraçado como mostram filmes quando a história tem atores, sempre é muito fuleiro. legal umas conversas e risadas, a mulher falando sozinha na montanha antes de perceber a ausência de valentine, os pedaços que não dava pra saber se era ensaio ou elas realmente conversando envolvidamente.

quem soltou o pum? (blandina franco e josé carlos lollo)
pum é um cachorro e o livro faz várias piadas com soltar e prender o pum, fazer barulho, incomodar pessoas. desenhinhos bonitinhos, simples de um jeito que eu gostaria de saber fazer. só o pum colorido e a cara do menininho mais branca do que todo o resto. criativo e engraçadinho, meu pai disse que riu demais com matheus lendo.

grey's anatomy S01 (2005)
comecei a ver porque não conseguia achar nada que prestasse no youtube nem nada que me distraísse sem muito compromisso. não lembrava de muita coisa, como meredith e derek se conhecendo antes do hospital, alex sendo idiotão, george todo errado, a mãe de grey com alzheimer. chega a ser meio apelante o começo com grey sempre descobrindo os problemas, geralmente raros. absurdo que trabalham 100 horas por semana e fazem plantões de umas 30 horas. izzie e george vão morar na casa de grey, engraçado. cada episódio foca em alguma coisa, teve um sobre responsabilidade e ser adulto que fiquei me sentindo tocada. muitos casais entre os médicos, mas convivendo esse tanto de horas e tendo tão pouco tempo fora daquele ambiente é justificável. cara que curte levar tiro pra complementar tatuagens, velho que faz cirurgia de parkinson, cara intersexo traído pela mulher, menino epiléptico que tem visões, george com sífilis. às vezes a trilha sonora é extremamente óbvia, tipo pra esse cara das visões que era algo como "não posso mais ver o futuro" ou sei lá.

o mar (vários autores)
um dos livros que talita achou na rua; grosso/pesado e quadrado, tamanho médio. fala sobre o mar e coisas relacionadas. tem basicamente fotos, dividido em capítulos tratando de animais, pôr do sol, cores, etc. bonitas fotos, citações e textos nada de mais. teve um trecho de moby dick comparando o céu calmo à feminilidade e o oceano poderoso e surpreendente à masculinidade, revirei olhos.

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