sexta-feira, 31 de maio de 2019

lidos/assistidos em maio (10)

the amazing spider-man (2012)
véi, que filme ruim. baseado nos quadrinhos do jeito supostamente certo, só que ruim; parece uma releitura do filme com tobey maguire, com as mesmas coisas acontecendo de jeitos diferentes. demoradíssimo, ator chato e feioso, nem tem mary jane (kirsten dunst). tem gwen, que é emma stone; inteligentona no colégio e estagiária na oscorp. fica dando em cima de peter. no começo mostra os pais dele deixando ele criança com os tios e sumindo. o pai trabalhava na oscorp com pesquisa de regeneração e cura, peter se infiltra num negócio e se mete num lugar cheio de aranhas. leva a picada, fica grudando em coisa no metrô, quebrando tudo sem controlar a força. acaba que um cientista colega do pai injeta um negócio em si mesmo sem autorização e vira um lagartão. quer transformar toda a cidade nisso espalhando um gás, mas peter consegue trocar pelo antídoto. morre o pai de gwen, que era chefe da polícia. o tio ben morre de um jeito parecido com o primeiro filme também. agonia demais de ver, principalmente a cena que ele pula gwen com a teia pra beijar/contar que ele era o homem-aranha. deus me livre.

the kids are all right (2010)
tinha escolhido pra passar na movie class antes mesmo de assistir, e tive que trocar por causa das cenas de gente nua transando sexo. um casal de lésbicas (para sempre alice e mais uma) juntas há muito anos, com dois filhos, joni (mia wasikowska) e laser (josh hutcherson). o menino quer conhecer o pai biológico (hulk), o cara que doou sêmen pra elas engravidarem – porque parece que cada uma gerou um dos filhos. a menina que liga porque é mais velha, e vão escondidos conhecer ele. as mães descobrem, querem conhecer também, e depois a ruiva vai trabalhar no paisagismo do jardim da casa dele e eles começam a ter um caso. só quem não gostava dele era a outra, que sentia que ele tava roubando a família dela, já que todo mundo fazia alguma coisa com o cara. quando ela tá finalmente de boa, jantando na casa dele, ela vê cabelo da ota nas coisas e descobre o caso. brigam, as crianças ficam sem graça com ela também, param de ver o pai. a ruiva pede desculpas de um jeito bom. levam a menina pra onde ela vai começar a faculdade e o menino diz, na volta, que elas não deviam terminar porque eram muito velhas. tinha lido uma review que dizia que a única pessoa sem "final feliz" foi o pai, é. filme legalzinho mas muito ruim isso dos sexos, véi, pra quê. essa imagem pra lésbica... a ruiva sendo a tina da relação e tal. tem alguma coisa verdadeira assim que eu gostei que tinha, mas não tô lembrando.

the legend of korra S03 (2014)
depois da convergência harmônica começou a aparecer dobradores de ar em todas as nações, e entre eles um criminosão malvado que se livra e vai libertar os companheiros – um cara dobrador de terra que consegue dobrar lava, uma mulher sem braços dobradora de água e uma ota com terceiro olho dobradora de fogo daquele jeito de explosões. tão atrás de korra e até zuko aparece pra ajudar a protegê-la, mas só bem mais tarde ela entende a motivação deles. são a lótus vermelha, organização de que o tio unalaq fazia parte, que supostamente é a lótus branca do jeito que devia ser. não querem líderes mundiais porque acreditam que a ordem natural de tudo é a não-ordem. matam uma rainha chatona de ba sing se, zaheer (o que ganhou dobra de ar) tira o ar dos pulmões dela e a sufoca, pesado. sem sentido como ele dobra o ar tão bem sem treinamento algum, mas parece que ele estudava uns gurus, então quem sabe veio daí. tentam matar korra durante o estado avatar induzido por um veneno. mas claro que ela fica mais forte e miseravona, só não conseguia se controlar direito. mesmo zaheer não conseguindo deter korra ele achava que ela ia morrer por causa das toxinas, mas jinora grita que é metálico e a irmã da chefe beifong tira tudo do corpo dela, porque dobra metal. lin resolve conflitos com ela depois de uma sessão de acupuntura, visitaram a cidade de metal de onde ela é rainha. a filha dessa irmã também é das novas dobradoras, paquerinha de bolin. ele descobre que consegue dobrar lava quando tá ajudando tenzin a fugir. mako eletrocuta a mulher da água. eles destruíram o templo de ar do norte todo, judiaram de tenzin e os irmãos dele (bumi é um dos novos dobradores também)... no final korra tá na cadeira de rodas, bem debilitada, e tenzin estabelece jinora como mestre que vai guiar os novos dobradores a fazer o papel de korra pelo mundo (ela recebe as tatuagens de seta! carequinha). jinora de paquerinha com kai, um menino da tribo da terra novo dobrador (parece talita, olho verde e metade de baixo do cabelo raspado, pele não-branca). zaheer aprendeu a voar quando se "libertou de todos os desejos mundanos", ficava falando uns mantras com "enter the void", interessante. achei bem boa essa temporada.

the amazing spider-man 2 (2014)
tá melhor a qualidade nesse. melhor cena é gwen morrendo, puxada por uma teia na barriga mas batendo a cabeça no chão. chocante e inesperado uma morte feiona assim. talita disse que botaram gwen porque não podiam matar mary jane. dessa vez tão se formando no ensino médio, gwen é oradora da turma e peter perde porque tá combatendo crime. tem esse engenheiro elétrico que trabalha na oscorp, max, que é salvo pelo homem-aranha uma vez e é todo fã dele, finge que são best friends. ele se acidenta tentando consertar uns fios, cai num aquário de enguias e vira um ser de eletricidade que controla as coisa tudo. ninguém dava muita atenção pra ele antes e quando se encontra com homem-aranha assim diz que sente muito poder e raiva. aqui aparece o filho de osborne, harry, que tem uma doença genética que matou o pai. ele quer o sangue do homem-aranha pra se curar, mas peter (que é amigo dele de infância) acha que ele pode não aguentar e morrer. acaba que ele liberta electro de uma prisão e injeta o veneno das aranhas em si mesmo, e se salva vestindo uma armadura que regenera as feridas. doido total, vira duende verde, luta com homem-aranha logo após ele derrotar electro com muita ajuda de gwen, que aparentemente sabe tudo, e é nessa que ela morre caindo do relógio. termina com peter voltando a ser homem-aranha depois de muito tempo em luto. agonias de novo com ele e gwen tentando ser amigos e estabelecendo regras toscas como "você não pode dar essa risadinha, tem que ser mais insuportável".

the legend of korra S04 (2014)
esperando beijo entre korra e asami o tempo todo, mas o que aconteceu mesmo foi elas dando as mãos e virando de frente uma pra outra no final de tudo. começa tendo passado três anos que korra tá se recuperando, o pessoal esperando ela chegar em republic city com o pai dela que tá visitando. ele diz que já era pra ela ter chegado, que tinha saído da casa dos pais há seis meses, velejando. aí pronto, percebem que ela tá desaparecida (meio sem sentido, porque andavam mandando muita carta pra ela, e se seis meses se passaram os pais teriam continuado a receber cartas dos amigos dela... mas ok). ela tá disfarçada de dobradora de terra, roupas verdes e cabelo curto de bissexual (bem bonita assim, por sinal). tentando aquelas competições de luta que toph participava, mas se dando bem ruim. tá perturbada vendo assombração de si mesma no estado avatar, não conseguindo melhorar. devagar vai mostrando como ela voltou a andar e tudo, katara ajudando, uns sentimentos de revolta. até que ela segue um espiritinho e acha aquele pântano da árvore gigantesca, e lá encontra toph! velhinha brocadeira, "ensina" ela a não pensar enquanto luta. numa hora solta que korra que não quer se livrar do veneno no corpo dela, e ela nem tinha percebido que ainda tinha – sintoma da extrema falta de equilíbrio por que ela tá passando. toph diz que as filhas nunca foram dobradoras de metal muito boas. tenta tirar, mas korra agoniza muito; toph fala pra ela se virar e tirar quando estiver disposta a desapegar do veneno. aprende a sentir o pântano todo conectado pelas raízes da árvore, a ir além – toph mesmo diz que consegue ver o mundo inteiro, sabe como a família tá e tudo. nessa conexão pela árvore jinora e os outros filhos de tenzin identificam korra (tavam na missão de encontrá-la). korra dobra o metal pra fora de si mesma, suando o veneno. no mundo o que acontece é que kuvira, aquela militar que ajudou o pai de korra quando caiu do penhasco lutando com zaheer, assumiu o controle do reino da terra (depois daquela rainha ter sido morta), e tá unificando todos os estados feito uma ditadora. quer zaofu, a cidade de suyin, e tá cheia dos exércitos pra fazer isso. korra perde lutando com ela, não entende por que ainda tá fraca... varrick tava com kuvira desenvolvendo uma arma a partir de cipós espirituais, mas decide parar os experimentos quando percebe a possibilidade de causar tragédias – o que a aborrece, claro. zhu li se alinha a ela pra continuar o projeto, mas na verdade fica lá impedindo que dê certo. toph ajuda korra e a filha de suyin numa missão secreta pra salvar a família, que tava refém, e zhu li. kuvira então quer "tomar de volta" republic city e a cidade se prepara pra um ataque, que vem adiantado – ela construiu foi um robô absurdo de enorme com uma arma usando os cipós lá, bem guerra dos mundos com um raio rosa. muita destruição tentando pará-la, mako quase morre eletrocutado, o pai de asami é tirado da prisão pra ajudar e se sacrifica, entram na máquina que nem muriçocas de beija-flor. korra entende kuvira pois se vê muito nela, e a compaixão faz com que ela se entregue pra ser detida/punida (mas já tava sem saída, então ne). korra entra na frente de um raio pra salvar kuvira, o detém poderosona e com isso cria mais um portal pro mundo espiritual. equilíbrio de várias coisas que tava faltando. varrick e zhu li se casam, zhu li exigindo não ser tratada como assistente, vai "do the thing" forever com ele. asami foi a única pessoa cuja carta korra respondeu; se aproximaram bastante e pesquisando vi que os produtores dizem que o final é mesmo um começo de relacionamento. pena não ter tido nos episódios oficiais. gostei dessa temporada, os personagens tão mais agradáveis e interessantes, boa história também. vilãs mulheres é massa. dobradores de ar com roupinha de esquilo voador.

o meu primeiro abc da rua (kjell van ginkel)
livro de um colega de tati, estuda na faculdade de educação também. ele é holandês, artista visual, site legalzinho até. o livro é isso mesmo, o alfabeto, mas com fotografias da rua – sinais no asfalto, canos de qualquer coisa, "tartarugas" no chão, etc. massa, as páginas da direita convidam a adicionar fotos das letras no espaço urbano também.

sorry to bother you (2018)
cassius green, sobrinho do pai de todo mundo odeia o chris, começa a trabalhar numa agência de telemarketing. aprende que, pra conseguir vender as coisas, tem que usar sua white voice – e vai bombando até ser promovido a power caller, num andar diferente, pegando elevador que precisa de uma senha gigantesca, vendendo principalmente um tal de worry free (serviço de escravidão moderna em que a pessoa mora num lugar e trabalha lá dentro, tendo todo o resto garantido pela vida toda). tinha participado num protesto pequeno dentro da empresa, comandado pelo coreano de the walking dead, mas os chefes o selecionaram pra virar power caller assim mesmo. a namorada, artista que usa uns brincos com frases, acha que ele tá traindo os amigos e se corrompendo. cassius vai pra festa do dono dessa worry free e o cara quer falar com ele, dá um pó branco pra ele cheirar. cassius vai no banheiro pela porta errada e vê vários cavalo-humanos bizarríssimos, volta apavorado, o cara com um revólver apontado pra ele porque quer mostrar um vídeo de como estão criando uma nova espécie, equisapiens, cujo potencial de trabalho é muito maior que o de humanos... depois dessa cassius vaza um vídeo que os equisapiens gravaram pelo celular dele (que caiu no banheiro), se junta aos protestos pesados, vira líder e reconquista a namorada, pra no final começar a crescer um focinho de cavalo. absurdíssimo, muito doido, mas fala sobre várias coisas. isso de white voice, code switch... sociolinguística. passei na movie class e tudo se resumia a concordar com como o diretor define o filme: "an absurdist dark comedy with magical realism and science fiction, inspired by the world of telemarketing".

punch-drunk love (2002)
adam sandler tem uma empresinha de sei lá o quê. tá vestindo um terno pro trabalho e todo mundo pergunta por quê. tem 7 irmãs, uma mais irritante que a outra, que sempre ficam lembrando de coisa vergonhosa que ele fez quando mais novo. percebe um erro de marketing com um produto que dá milhas pra viajar e compra um monte de pudim. conhece uma amiga de uma irmã, loirinha com sotaque não-americano, que já tinha visto um dia que ela deixou o carro na mecânica do lado do galpão dele. descobre mais tarde que era só ela querendo conhecer ele, tinha visto foto de família, se interessou. nesse mesmo dia do carro ele pegou da rua um órgãozinho, botou no escritório. ligou pra um número de sexo por telefone porque queria alguém pra conversar, contar como se sentia. tinha visitado irmãs e contado pra um cunhado que às vezes chorava muito, que se odiava e não sabia o motivo. claro que logo todo mundo tava sabendo. a mulher com quem falou pelo telefone fica perseguindo ele, tentando extorquir dinheiro, e acaba brigando e usando toda a raiva dele pra proteger a loirinha (saíram). vai até o estado onde fica a loja do cara que tem esse negócio e o ameaça, diz pra deixar em paz, que tem a força do amor pra usar. viaja pro havaí pra encontrar a loirinha. felizes. filme legal, agonia grande das irmãs, várias cenas assim bagunçadas. não esperava adam sandler.

dark S01 (2017)
série alemã que talita viu e gostou, começou a me contar de memória a um tempo atrás mas parou e por isso resolveu rever comigo. se passa numa cidadezinha que tem uma usina nuclear, em 2019, e um menino desapareceu. tão procurando, a polícia se esforçando e as pessoas meio críticas, lembrando da situação parecida que aconteceu nos anos 80 com outra criança, irmão mais novo (mads) do chefe de polícia atual (ulrich). uma caverna esquisita e uns jovens zoando de noite, uns barulhos e coisas estranhas e outro desaparecimento de criança, dessa vez o filho mais novo do chefe de polícia (mikkel). do nada acham um corpo mas vêem que não é do filho dele, e depois de um tempo ele começa a achar que é o corpo do irmão que sumiu há 33 anos. vai se envolvendo mais e mais na investigação, entrelaçando os dois casos, tentando invadir a usina – que não podem acessar, apesar da caverna dar pra ela – pra descobrir coisas incompletas. um menino, jonas, é recém órfão de pai (michael) porque o cara se suicidou. jonas ficou um tempo num hospital psiquiátrico se recuperando e agora começa a mexer nas coisas do pai. ah, ulrich é amante da mãe dele (hannah). tem uma carta que o pai deixou pra não ser aberta antes de tal data, que era quando o filho do policial desapareceu... jonas vai achando coisas, recebendo sinais e orientação de um cara estranho que aparece pra se hospedar na cidade, e a questão é que o pai, michael, é o menino que desapareceu, mikkel. de 2019 ele foi 33 anos pra trás e cresceu lá até se tornar pai de jonas. e a viagem no tempo vai além, porque envolve a usina e um padre esquisitão, noah, e uma missão que não se entende direito. ulrich consegue viajar no tempo mas vai 66 anos pra trás, e agride um menininho (helge) que no futuro se torna um cara que ajuda nos sequestros e transportes no tempo. ele não consegue matar o menino e fica lá preso no passado, e isso sai no jornal da época e uma policial de agora (charlotte) vê ele no jornal antigão. tudo doido e conectado. a policial tem uma filha surda (elisabeth) que encontra noah numa vez que ela some brevemente. charlotte tem outra filha (franziska) que começa a namorar o filho mais velho do policial (magnus), que fumava maconha na escola. a mãe dele (katharina) é diretora. e a irmã (martha) é atriz, teve um casozinho com jonas mas agora tá com o amigo dele (bartosz), depois do tempo que ele levou pra se reabilitar. tem uma travesti prostituta misteriosa, um policial com tapa-olho estranho inexplicado, a dona do hotel (regina, mãe de bartosz, casada com aleksander) tá sempre com cara de sofrimento. no passado a mãe dela (claudia) foi a primeira diretora mulher da usina, e descobriu que tinha problemas a resolver, toda a cidade pela qual se responsabilizar. um monte de tonéis perigosos. esse cara estranho que dá coisas pra jonas é jonas do futuro!!!, na esperança de conseguir destruir a câmara onde as viagens acontecem... eita que essa review tá doidona também. mas que série massa, a trilha sonora, a história, tudo showzão. assistimos em maio pra ver a segunda temporada no fim de junho. coisa de tentar reconstruir quem é quem nos diferentes anos, quais as conexões, ver que jonas tá beijando a própria tia quando jovens. episódios bons, sem ser suspense manjado ou sei lá.

desmundo (2002)
esse filme tenta recriar o português de 1500. tem que assistir com legenda, nem tudo se parece. umas jovens órfãs são levadas pro brasil pra serem esposas dos colonos, e a principal, oribela, se recusa a aceitar o cara que a quer. apanha da freira mas não cede, as mãos ardendo. outro cara a aceita, leva pra fazenda dele, quer logo fazer sexo. ela pede pra esperar, pra deixar ela o conhecer. no começo ele concorda, mas depois de oribela ser gentil com um judeu colega dele claro que ele a estupra. talvez antes disso ela tinha tentado fugir, chega na praia, pede ajuda pra uns caras que tem "nave" mas eles já tão tentando estuprar ela quando o marido chega. leva ela de volta presa ao cavalo, tendo que andar o caminho todo. fica presa num quartinho por muito tempo. grita que não é "animalia". volta se oferecendo pro marido. mais tarde foge de novo, fingindo ser homem, e chega numa cidadezinha, mas o judeu diz que não vai durar muito. o marido já tá lá esperando, procurando, e ela pede que o judeu a abrigue. tem um lugar meio escondido na casa dele e ela fica lá por um tempão. ele a trata bem, é tranquilo, e os dois ficam de romance. tentam fugir juntos, de cavalo, mas o marido persegue. ela no meio, tentando fazer parar, mas ouve-se um tiro... última cena é ela com um bebê, com o marido, sendo levada não sei pra onde numa espécie de rede que os escravos (índios, talvez) carregam. melhor do que tava esperando, apesar de ser ruim o assunto e tal. quis ver porque iam passar no cine do iel.