whiplash (2014)
tava na minha lista de filmes do letterboxd de puiupo (além da dos filmes que talita já viu) e gabriel escolheu esse pra gente ver junto. sabia que era de bateria, mas não muito mais. logo talita já falou que tinha uma cena "famosa" em que o baterista sangrava de tanto praticar, caia na caixa clara (fingindo que eu tenho noção do que é o quê) e tal. o menino estuda numa faculdade de música, parece, que é a melhor do país, e tem um maestro ou sei lá que é o bonzão e ele quer fazer parte da banda dele. o cara é um ridículo, fica humilhando toda e qualquer pessoa, manipula o garoto com as informações que consegue fingindo se importar. um nojo. e o moleque é meio idiota também, dispensa uma menina bonitona que trabalhava no cinema onde ia com o pai regularmente só porque precisa se dedicar aos estudos. chega a dizer que já sabe como vai ser, que ele vai dar pouca atenção a ela, eles vão brigar, ela vai se sentir mal, então prefere nem começar. tem uma parte terrível em que o velho escroto não tá satisfeito com nenhum dos três bateristas, incluindo o protagonista, e ele faz eles tocarem revezando por horas e horas até ele achar que ficou bom. isso tudo com o resto da banda tendo que ficar na escola esperando, madrugada adentro, e os três músicos morrendo de dor e suor e sangue. como se não bastasse, num dia que iam ter uma competição importante o ônibus que o menino tava quebra, ele sai correndo pra um lugar de alugar carro, esquece as baquetas lá, chega já atrasado e tem que voltar pra pegar elas, corre que nem doido no carro e é atropelado por um caminhão ou sei lá, sai do carro sangrando morrendo mas pega as baquetas e corre pro lugar da competição... mano. depois dessa tiraram ele da banda, uma advogada foi pedir testemunho dos abusos do professor (ele tinha contado de um aluno que morreu, chorou até, mas a real é que o menino se matou pelas pressões dele), ele saiu da escola e o pai ficou cuidando... no fim ele encontra o velho estúpido tocando num restaurante, demitido já, e ainda vai num negócio de música que ele tá organizando. mas o velho quer se vingar, e toca uma música diferente da que tinha passado pro menino. daí ele toca loucamente, recebe uma iluminação divina, e a última cena é o olhar feliz do velho idiota que tinha dito que nunca conseguiu que um aluno se tornasse um gênio como os que haviam antes (segundo ele o método cruel era que tinha criado os sucessos do jazz de antigamente). que merda esses ambientes. cisne negro da música esse filme. agoniante, disparou ansiedade de julia até. a música é boa, mas tem a coisa de superioridade.
the l word: generation q season 1 (2019)
uhuu, massa demais ver uma série lésbica retornando depois de incríveis 10 anos (e massa demais ela ter existido há 10 anos atrás). começou sem graça, talvez porque precisavam apresentar um monte de personagem novo, mas depois do terceiro ou quarto episódio (quando teve um threesome...) ficou bastante bom, divertido e bons assuntos. quem tá das originais é bette, shane e alice, e tina se contar a aparição pequena dela. angie tá com 15 anos, fugindo da escola pra fumar maconha com a amiga jordi, por quem ela tem crush. bette tá concorrendo a prefeita de los angeles, bastante contundente sobre a questão de fármacos que causam vícios e de gente em situação de rua. ficam falando que é um tópico particular dela e já comecei a suspeitar, e mais pra frente falam que kit porter morreu depois de ter recaída por causa de medicamento inadequado :/ shane tá voltando pra cidade e recebendo papeis de divórcio, apesar de trocar mensagens de "i miss you" – a esposa quiara é modelo ou sei lá famosa e quer ter filhos, mas shane não. ela acaba aparecendo na festa surpresa de aniversário que montam pra shane no bar que ela compra (pra transformar em bar lésbico) e ficam juntas de novo, quiara já grávida, mas vai embora quando shane mostra alívio depois dela perder o bebê. antes o bar era de tess, que namorava lena, que dá em cima de shane antes de quiara voltar e claro que a idiota não resiste. palhaçada isso. não fala na história mas a atriz que interpreta tess é trans, uma famosa que fez sense8. ela tava sóbria há meses mas bebe que nem doida quando terminam, e fica com finley, que é a melhor personagem nova. estilinho mais próximo do que talita e eu somos, humor bestinha e reações que eu consigo imaginar em pessoas reais. percebi que a cara dela lembra muito a de ariel bissett! a boquinha meio pra fora quando fala e tal. ela trabalha no programa de tv (ui, dá licença) de alice como faz-tudo, e chega a morar de favor na casa de shane um pouco. quem também trabalha lá é sophie, que namora dani, ambas latinas. no começo dani trabalhava na fábrica de remédios do pai, mas vai trabalhar pra bette depois dela arregaçar com ela. mas é workaholic demais, nem dá bola pra sophie, sendo que acabou de pedir ela em casamento. no começo o pai critica e depois aparece oferecendo salão chique e o escambau, mas com umas condições ridículas do tipo se sophie tiver filhos eles não terão direito à fortuna da família de dani. sophie foi irritante numa hora pressionando dani a conversar logo após o desentendimento com o pai, mas dani nunca queria conversar também (aperto no peito demais, me identificando). quando a vó de sophie vai parar no hospital quem dá apoio é finley, dani mal aparece, e nessa as duas começam a criar uma paixãozinha. o fim da temporada é finley, dani e sophie no aeroporto, finley indo pra casa dos pais pro casamento da irmã (a família nem avisou ela, parece que não a aceitam) e dani pro havaí onde combinaram se casar, mas não mostra pra qual das duas sophie foi. alice tá com nat, que tem duas crianças pequenas, e é engraçado ela tentando cuidar deles toda sem jeito. alice tenta reaproximar nat e a ex-mulher dela/outra mãe deles, gigi (hotzona), e acaba que as três viram um trisal depois do ménage na festa de shane. maravilhosa a cena delas dando a mão na peça de angie e jordi, e bette e as outras arregalando os olhos admiradas uashuh. pena que dá errado :( nat volta com alice durante um programa dela, ao vivo. mas já é um exemplo das coisas ~novas~ que tão tratando direito agora. tem vários trans também, micah que mora com sophie e começa a namorar o vizinho bonitinho (no final aparece o marido do cara na exposição dele, clássico), o gerente de campanha de bette... tina aparece porque tão caindo em cima de bette por ela ter empurrado um cara escada abaixo depois da peça de teatro, apesar de ter sido pra proteger angie que ele derrubou também. o cara é (ex-)marido de uma tal felicity, com quem bette teve um caso, e tudo isso é parte dos ataques também. mas tina vem nessa de dar apoio e conversa com angie sobre se descobrir, que ela fez isso no tempo errado porque desde nova esteve com bette e ficaram juntas por muito tempo... de novo o aperto no peito. ah, esse sentimento com finley falando de coisa de religião também! porque no começo ela tá de romance com uma pastora. enfim, já falei muito, tá massa e espero que as próximas temporadas façam muito sucesso.
uhuu, massa demais ver uma série lésbica retornando depois de incríveis 10 anos (e massa demais ela ter existido há 10 anos atrás). começou sem graça, talvez porque precisavam apresentar um monte de personagem novo, mas depois do terceiro ou quarto episódio (quando teve um threesome...) ficou bastante bom, divertido e bons assuntos. quem tá das originais é bette, shane e alice, e tina se contar a aparição pequena dela. angie tá com 15 anos, fugindo da escola pra fumar maconha com a amiga jordi, por quem ela tem crush. bette tá concorrendo a prefeita de los angeles, bastante contundente sobre a questão de fármacos que causam vícios e de gente em situação de rua. ficam falando que é um tópico particular dela e já comecei a suspeitar, e mais pra frente falam que kit porter morreu depois de ter recaída por causa de medicamento inadequado :/ shane tá voltando pra cidade e recebendo papeis de divórcio, apesar de trocar mensagens de "i miss you" – a esposa quiara é modelo ou sei lá famosa e quer ter filhos, mas shane não. ela acaba aparecendo na festa surpresa de aniversário que montam pra shane no bar que ela compra (pra transformar em bar lésbico) e ficam juntas de novo, quiara já grávida, mas vai embora quando shane mostra alívio depois dela perder o bebê. antes o bar era de tess, que namorava lena, que dá em cima de shane antes de quiara voltar e claro que a idiota não resiste. palhaçada isso. não fala na história mas a atriz que interpreta tess é trans, uma famosa que fez sense8. ela tava sóbria há meses mas bebe que nem doida quando terminam, e fica com finley, que é a melhor personagem nova. estilinho mais próximo do que talita e eu somos, humor bestinha e reações que eu consigo imaginar em pessoas reais. percebi que a cara dela lembra muito a de ariel bissett! a boquinha meio pra fora quando fala e tal. ela trabalha no programa de tv (ui, dá licença) de alice como faz-tudo, e chega a morar de favor na casa de shane um pouco. quem também trabalha lá é sophie, que namora dani, ambas latinas. no começo dani trabalhava na fábrica de remédios do pai, mas vai trabalhar pra bette depois dela arregaçar com ela. mas é workaholic demais, nem dá bola pra sophie, sendo que acabou de pedir ela em casamento. no começo o pai critica e depois aparece oferecendo salão chique e o escambau, mas com umas condições ridículas do tipo se sophie tiver filhos eles não terão direito à fortuna da família de dani. sophie foi irritante numa hora pressionando dani a conversar logo após o desentendimento com o pai, mas dani nunca queria conversar também (aperto no peito demais, me identificando). quando a vó de sophie vai parar no hospital quem dá apoio é finley, dani mal aparece, e nessa as duas começam a criar uma paixãozinha. o fim da temporada é finley, dani e sophie no aeroporto, finley indo pra casa dos pais pro casamento da irmã (a família nem avisou ela, parece que não a aceitam) e dani pro havaí onde combinaram se casar, mas não mostra pra qual das duas sophie foi. alice tá com nat, que tem duas crianças pequenas, e é engraçado ela tentando cuidar deles toda sem jeito. alice tenta reaproximar nat e a ex-mulher dela/outra mãe deles, gigi (hotzona), e acaba que as três viram um trisal depois do ménage na festa de shane. maravilhosa a cena delas dando a mão na peça de angie e jordi, e bette e as outras arregalando os olhos admiradas uashuh. pena que dá errado :( nat volta com alice durante um programa dela, ao vivo. mas já é um exemplo das coisas ~novas~ que tão tratando direito agora. tem vários trans também, micah que mora com sophie e começa a namorar o vizinho bonitinho (no final aparece o marido do cara na exposição dele, clássico), o gerente de campanha de bette... tina aparece porque tão caindo em cima de bette por ela ter empurrado um cara escada abaixo depois da peça de teatro, apesar de ter sido pra proteger angie que ele derrubou também. o cara é (ex-)marido de uma tal felicity, com quem bette teve um caso, e tudo isso é parte dos ataques também. mas tina vem nessa de dar apoio e conversa com angie sobre se descobrir, que ela fez isso no tempo errado porque desde nova esteve com bette e ficaram juntas por muito tempo... de novo o aperto no peito. ah, esse sentimento com finley falando de coisa de religião também! porque no começo ela tá de romance com uma pastora. enfim, já falei muito, tá massa e espero que as próximas temporadas façam muito sucesso.
o cheiro do ralo (2006)
não imaginei que ia ter umas perversões idiotas. o cara trabalha num lugar estranho que é tipo um galpão, e o que ele faz é comprar coisas que ele acha interessante. não mostra ele vendendo, mas numa parte aparece onde tudo fica guardado. a maioria das pessoas vai lá porque precisa do dinheiro, tipo uma magrela estilosa que quando não tem nada mostra o corpo pro cara e ele se masturba :( achava ela tão bonitinha. tem uma parte que ela tira a roupa e acusa ele de abusar ela, e todo mundo que tava na sala de espera cai em cima, a polícia se envolve e o escambau. no final ela que aparece com um revólver e atira nele. mas voltando, o cara frequenta uma lanchonete ruim só porque tá obcecado com a bunda da atendente. nem mostra o nome dela, quando ela fala fica mudo – ele diz que era um nome impronunciável, feio demais ou algo assim. ela tá toda felizinha com o cara mas ele dá uma bola fora (fala que daria qualquer coisa pra ver a bunda dela) e ela manda ele embora xingando, dizendo que teria ficado nua pra ele de graça se não fosse essa merda toda. ela aparece onde ele trabalha depois, sei lá pra quê, e ele enfia a cara na bunda dela. véi. o nome do filme é porque tem um banheirinho na salona do cara que tem um ralo fedido, e ele sempre avisava pras pessoas que era de lá que vinha o cheiro. com o tempo ele fica fascinado por isso também, depois de mil tentativas de tapar o buraco, tudo dando errado porque ele não queria gastar dinheiro com reforma. no fim, depois do tiro da menina, ele se arrasta pra lá pra morrer com a cara no ralo. doido total. ficou pra lá e pra cá com um olho de vidro que comprou, dizendo pros outros que foi do pai.
não imaginei que ia ter umas perversões idiotas. o cara trabalha num lugar estranho que é tipo um galpão, e o que ele faz é comprar coisas que ele acha interessante. não mostra ele vendendo, mas numa parte aparece onde tudo fica guardado. a maioria das pessoas vai lá porque precisa do dinheiro, tipo uma magrela estilosa que quando não tem nada mostra o corpo pro cara e ele se masturba :( achava ela tão bonitinha. tem uma parte que ela tira a roupa e acusa ele de abusar ela, e todo mundo que tava na sala de espera cai em cima, a polícia se envolve e o escambau. no final ela que aparece com um revólver e atira nele. mas voltando, o cara frequenta uma lanchonete ruim só porque tá obcecado com a bunda da atendente. nem mostra o nome dela, quando ela fala fica mudo – ele diz que era um nome impronunciável, feio demais ou algo assim. ela tá toda felizinha com o cara mas ele dá uma bola fora (fala que daria qualquer coisa pra ver a bunda dela) e ela manda ele embora xingando, dizendo que teria ficado nua pra ele de graça se não fosse essa merda toda. ela aparece onde ele trabalha depois, sei lá pra quê, e ele enfia a cara na bunda dela. véi. o nome do filme é porque tem um banheirinho na salona do cara que tem um ralo fedido, e ele sempre avisava pras pessoas que era de lá que vinha o cheiro. com o tempo ele fica fascinado por isso também, depois de mil tentativas de tapar o buraco, tudo dando errado porque ele não queria gastar dinheiro com reforma. no fim, depois do tiro da menina, ele se arrasta pra lá pra morrer com a cara no ralo. doido total. ficou pra lá e pra cá com um olho de vidro que comprou, dizendo pros outros que foi do pai.
zoom (2015)
filme indicado por alan, umas coisas misturando desenho e realidade. atriz que é a baterista do sex bob-omb, gael garcía bernal e mariana ximenes (pois é). a primeira (emma) trabalha numa fábrica bizarra de bonecas sexuais, o segundo (edward) é diretor de cinema e a terceira (michelle) é modelo. emma faz quadrinhos onde inventa histórias pra edward, que só existe lá, e no fim tá dirigindo a atuação de michelle num filme ruim, enquanto michelle escreve a história de emma. aqueles filmes de ideia legal mas execução peba. agonia de mariana ximenes falando inglês, "i'm in it" mas pronunciado "i mean it". ela morava no canadá com um cara chato que não acredita no potencial de escritora dela, e então volta pro brasil e vai pra um povoado pequeno (é claro) onde os pais se conheceram e a conceberam. uma brisa dela na praia vendo um casal fazendo sexo nas pedras e depois uma boneca (de criança, dessa vez), que segundo as meninas é ela (e o casal os pais). nesse lugar ela se pega com a dona do bar onde caiu de bêbada, também. o namorado aparece falando que precisam fugir, tem gente atrás dela, perseguição, helicóptero, explosão. tudo porque um outro cara assumiu a direção do filme e tá lá controlando michelle. emma se desenha com peitões, bota silicone, se arrepende, entra num negócio de tráfico de cocaína dentro duma boneca sexual pra poder ter dinheiro pra des-cirurgia... a boneca vai pro lugar errado, cara que mandou fazer igual a ex-mulher, bizarrice. tiroteio e silicones estourados vazando no papel onde ela desenhou edward, e lá vai todo mundo do mundinho do cinema ficar borrado e esquisito. antes edward era o bonzão, pintudo, mulheres, e pra descontar as frustrações emma diminiu o pênis dele. ele vai atrás de mil coisas, compra uma prótese mágica que as mulheres adoram (apesar dele só ficar de boa sentindo nada), mas pifa o negócio indo nadar na praia. um lance de karma, emma precisou devolver o tamanho do pinto dele pra que as coisas começassem a melhorar. michelle avisando um, que avisa o outro e etc. filme doido da zorra. meio cômico numas horas, sei lá. não gostei muito.
filme indicado por alan, umas coisas misturando desenho e realidade. atriz que é a baterista do sex bob-omb, gael garcía bernal e mariana ximenes (pois é). a primeira (emma) trabalha numa fábrica bizarra de bonecas sexuais, o segundo (edward) é diretor de cinema e a terceira (michelle) é modelo. emma faz quadrinhos onde inventa histórias pra edward, que só existe lá, e no fim tá dirigindo a atuação de michelle num filme ruim, enquanto michelle escreve a história de emma. aqueles filmes de ideia legal mas execução peba. agonia de mariana ximenes falando inglês, "i'm in it" mas pronunciado "i mean it". ela morava no canadá com um cara chato que não acredita no potencial de escritora dela, e então volta pro brasil e vai pra um povoado pequeno (é claro) onde os pais se conheceram e a conceberam. uma brisa dela na praia vendo um casal fazendo sexo nas pedras e depois uma boneca (de criança, dessa vez), que segundo as meninas é ela (e o casal os pais). nesse lugar ela se pega com a dona do bar onde caiu de bêbada, também. o namorado aparece falando que precisam fugir, tem gente atrás dela, perseguição, helicóptero, explosão. tudo porque um outro cara assumiu a direção do filme e tá lá controlando michelle. emma se desenha com peitões, bota silicone, se arrepende, entra num negócio de tráfico de cocaína dentro duma boneca sexual pra poder ter dinheiro pra des-cirurgia... a boneca vai pro lugar errado, cara que mandou fazer igual a ex-mulher, bizarrice. tiroteio e silicones estourados vazando no papel onde ela desenhou edward, e lá vai todo mundo do mundinho do cinema ficar borrado e esquisito. antes edward era o bonzão, pintudo, mulheres, e pra descontar as frustrações emma diminiu o pênis dele. ele vai atrás de mil coisas, compra uma prótese mágica que as mulheres adoram (apesar dele só ficar de boa sentindo nada), mas pifa o negócio indo nadar na praia. um lance de karma, emma precisou devolver o tamanho do pinto dele pra que as coisas começassem a melhorar. michelle avisando um, que avisa o outro e etc. filme doido da zorra. meio cômico numas horas, sei lá. não gostei muito.
kubo and the two strings (2016)
que linda a música do final, regina spektor (!) cantando while my guitar gently weeps (!), aquele instrumento japonês de corda tocado com casco de tartaruga (shamisen!!) que acho muito massa. a história segue kubo em busca de uns elementos que faziam parte da armadura do pai, que lutou contra o sogro pra poder ficar com a mãe de kubo. no começo ela parece doente, apática e com a mente enevoada, mas na hora do perigo ela usa os poderes pra ajudar o filho a escapar. ela é filha da lua, se me lembro bem, e se voltou contra o pai porque ele queria espalhar a escuridão no mundo. coisa de maldade, também, e eles não podem ser vistos de noite. e o pai de kubo era um guerreiro samurai com muitas façanhas heróicas, e que mostrou pra ela as coisas boas da terra. kubo tem uns poderes também, consegue manipular papel pra fazer origamis que atuam nas histórias que toca e canta, tão bonitinho. vai nessa jornada com uma macaca que era brinquedo dele mas ganhou vida, pra protegê-lo, e logo um guerreiro que diz ter sido seguidor do pai dele se junta. ele foi transformado num inseto pelos ruins e perdeu a memória. acaba que a macaca era a mãe e o guerreiro era o pai, de um jeito meio espiritual, como guias do menino, mas eles são mortos pelas irmãs ainda malvadas. kubo arrebenta as três cordas do shamisen dele e usa um fio de cabelo da mãe, a corda do arco do pai e um fio do próprio cabelo pra tocá-lo e derrotar o avô, que tinha virado um bichão. ele perde os poderes e vira um velhinho esquecido, e kubo e a vila toda o recebe de braços abertos, bonito. umas questões envolvendo memória sempre, e uma mensagem de que elas são a magia mais poderosa de todas e não podem nunca ser destruídas. muito gostosinho a história, a animação incrível também... já tinha visto esse vídeo no passado e só fui ver o filme porque julia animou de rever.
que linda a música do final, regina spektor (!) cantando while my guitar gently weeps (!), aquele instrumento japonês de corda tocado com casco de tartaruga (shamisen!!) que acho muito massa. a história segue kubo em busca de uns elementos que faziam parte da armadura do pai, que lutou contra o sogro pra poder ficar com a mãe de kubo. no começo ela parece doente, apática e com a mente enevoada, mas na hora do perigo ela usa os poderes pra ajudar o filho a escapar. ela é filha da lua, se me lembro bem, e se voltou contra o pai porque ele queria espalhar a escuridão no mundo. coisa de maldade, também, e eles não podem ser vistos de noite. e o pai de kubo era um guerreiro samurai com muitas façanhas heróicas, e que mostrou pra ela as coisas boas da terra. kubo tem uns poderes também, consegue manipular papel pra fazer origamis que atuam nas histórias que toca e canta, tão bonitinho. vai nessa jornada com uma macaca que era brinquedo dele mas ganhou vida, pra protegê-lo, e logo um guerreiro que diz ter sido seguidor do pai dele se junta. ele foi transformado num inseto pelos ruins e perdeu a memória. acaba que a macaca era a mãe e o guerreiro era o pai, de um jeito meio espiritual, como guias do menino, mas eles são mortos pelas irmãs ainda malvadas. kubo arrebenta as três cordas do shamisen dele e usa um fio de cabelo da mãe, a corda do arco do pai e um fio do próprio cabelo pra tocá-lo e derrotar o avô, que tinha virado um bichão. ele perde os poderes e vira um velhinho esquecido, e kubo e a vila toda o recebe de braços abertos, bonito. umas questões envolvendo memória sempre, e uma mensagem de que elas são a magia mais poderosa de todas e não podem nunca ser destruídas. muito gostosinho a história, a animação incrível também... já tinha visto esse vídeo no passado e só fui ver o filme porque julia animou de rever.
i am not okay with this S01 (2020)
mais uma série bem netflix. menina sydney com poderes que não controla, que só fazem destruir as coisas ao redor dela quando saem (que é geralmente quando ela tá com muita raiva). ela vai conversando, narrando, porque escreve num diário. fim inesperadíssimo dela explodindo a cabeça do cara idiota que pegou o diário dela e que namorava a melhor amiga, em quem tem crush. syd beijou a amiga mas ela ficou confusa, meio na defensiva de que syd tinha entendido algo errado. o irmão mais novo de syd sofre bullying, tem um porco-espinho que morre talvez pelos poderes doidos dela. fazem um funeral pro bichinho e ela fala coisas bonitas, que parecem ser mais direcionadas ao pai deles, que se matou. também tinha poderes, aparentemente (ela descobre coisa dele no sótão, assim bem dark). na rua dela mora stanley, bobinho mas traficante de maconha, afim dela. amigos e uma hora transam. okzinho de ver, nada surpreendente, rapidinho e esperado.
como falar com garotas em festas (neil gaiman, fábio moon & gabriel bá)
é um conto do neil gaiman que os irmãos brasileiros fizeram em hq, ilustrado e tal. dois amigos em londres, acho, de quinze anos só mas com umas caras de homem adulto chato. enn é quem a gente acompanha, mas o amigo vic é quem leva ele pra festa. só tem garotas, todas estonteantes e misteriosas. enn se interessou pela que abriu a porta mas vic, galã, já domina a atenção. a primeira com quem enn conversa é a mais esquisita: diz que é uma "segunda", que não pode procriar e tem que contar tudo à progenitora dela. umas coisas de viajar e retornar com as impressões dos lugares por onde esteve, e as outras também tem coisa disso. a segunda é meio triste, fala sobre nadar em piscinas de fogo solar com baleias, que o pai a mandou pra "mundo" apesar dela querer ficar em "sol". a última é massa, diz que é uma forma de poema (ou um padrão, ou uma raça cujo mundo foi engolido pelo mar), tem uma aparência de máscara de teatro. ela beija enn e começa a sussurrar no ouvido dele, contando a história do povo dela, e wow. mas aí ele tem que fugir com vic porque ele fez algo errado com stella, tavam no andar de cima transando ou sei lá. e vem uma ira absurda, "você não gostaria de deixar um universo bravo". poético. quero ler de novo, revisitar. vou acabar ficando com ele por muito tempo por causa da suspensão das atividades da faculdade.
é um conto do neil gaiman que os irmãos brasileiros fizeram em hq, ilustrado e tal. dois amigos em londres, acho, de quinze anos só mas com umas caras de homem adulto chato. enn é quem a gente acompanha, mas o amigo vic é quem leva ele pra festa. só tem garotas, todas estonteantes e misteriosas. enn se interessou pela que abriu a porta mas vic, galã, já domina a atenção. a primeira com quem enn conversa é a mais esquisita: diz que é uma "segunda", que não pode procriar e tem que contar tudo à progenitora dela. umas coisas de viajar e retornar com as impressões dos lugares por onde esteve, e as outras também tem coisa disso. a segunda é meio triste, fala sobre nadar em piscinas de fogo solar com baleias, que o pai a mandou pra "mundo" apesar dela querer ficar em "sol". a última é massa, diz que é uma forma de poema (ou um padrão, ou uma raça cujo mundo foi engolido pelo mar), tem uma aparência de máscara de teatro. ela beija enn e começa a sussurrar no ouvido dele, contando a história do povo dela, e wow. mas aí ele tem que fugir com vic porque ele fez algo errado com stella, tavam no andar de cima transando ou sei lá. e vem uma ira absurda, "você não gostaria de deixar um universo bravo". poético. quero ler de novo, revisitar. vou acabar ficando com ele por muito tempo por causa da suspensão das atividades da faculdade.
spider-man: far from home (2019)
poxa, fraquinho demais. esse vilão que começa parecendo bom e na real é só um monte de gente que trabalhava pro stark botando efeitos visuais em tudo. donnie darko é o tal mysterio. fury chama peter pra ajudar, de todos os heróis que prestam mais, ok. recebe um óculos de tony stark, um sistema tipo o da armadura que tinha, e quase que peter mata o rivalzinho. peter dá o óculos pra mysterio porque acha ele mais merecedor, mas logo depois descobre coisas com mary jane e tentam arrumar. se beijam! ela suspeitava que ele era o homem-aranha, duh. ned do nada começa a namorar a loirinha irritante na viagem pra itália, mas terminam como dois adultos maduros haushs. e no final fury era um metamorfo daqueles de capitã marvel, oxe. acaba com mysterio liberando um vídeo revelando que peter é o homem-aranha.
william wilson (edgar allan poe)
dá pra resumir o conto em poucas frases, como fez tatiana feltrin aqui, mas é tão socado de detalhamento e prolixismo que o negócio fica com mais de 20 páginas. lembrava do final, em que os dois caras se encontram numa sala com um espelho, e na real é só o primeiro cara vendo o próprio reflexo. apesar de demorado é interessante, todos os detalhes de como o sósia ia absorvendo as características do outro, na escola e quando reaparecia. tenso, essa coisa das histórias de poe de deixar um mistério pairando mesmo depois que o negócio acontece, assim meio inexplicável e sinistro. chega a ser engraçado as partes em que a narração era tão rebuscada que a gente lê e não entende bulhufas.
dá pra resumir o conto em poucas frases, como fez tatiana feltrin aqui, mas é tão socado de detalhamento e prolixismo que o negócio fica com mais de 20 páginas. lembrava do final, em que os dois caras se encontram numa sala com um espelho, e na real é só o primeiro cara vendo o próprio reflexo. apesar de demorado é interessante, todos os detalhes de como o sósia ia absorvendo as características do outro, na escola e quando reaparecia. tenso, essa coisa das histórias de poe de deixar um mistério pairando mesmo depois que o negócio acontece, assim meio inexplicável e sinistro. chega a ser engraçado as partes em que a narração era tão rebuscada que a gente lê e não entende bulhufas.
waking life (2001)
o quão besta foi reassistir esse filme justamente pra conseguir fazer review mas deixar passar dois meses de atraso? vou ter que ver de novo, né. tantas coisas que chamam a atenção que mal dá pra acompanhar, refletir sobre. mas deve ser pra dar a sensação de sonho, do monte de informação que a gente recebe e só vai descendo pela mente sem dar tempo de processar. igual as mudanças constantes no estilo de desenho, cores e efeitos, coisa derretendo, como um sonho bem doido. aquela cena da mulher com quem ele tromba, o assunto das formigas, deve ser o que é mais citado por aí como sendo waking life. revi com talita mas fiquei lembrando de como foi ver com aldivo, bem a cara dele, ser todo cheio de ideias e filosofias a ponto de ser difícil de tirar um sentido uniforme.
o quão besta foi reassistir esse filme justamente pra conseguir fazer review mas deixar passar dois meses de atraso? vou ter que ver de novo, né. tantas coisas que chamam a atenção que mal dá pra acompanhar, refletir sobre. mas deve ser pra dar a sensação de sonho, do monte de informação que a gente recebe e só vai descendo pela mente sem dar tempo de processar. igual as mudanças constantes no estilo de desenho, cores e efeitos, coisa derretendo, como um sonho bem doido. aquela cena da mulher com quem ele tromba, o assunto das formigas, deve ser o que é mais citado por aí como sendo waking life. revi com talita mas fiquei lembrando de como foi ver com aldivo, bem a cara dele, ser todo cheio de ideias e filosofias a ponto de ser difícil de tirar um sentido uniforme.
o poço e o pêndulo (edgar allan poe)
resenha decente aqui. um dos contos que eu lembrava de já ter lido, mas ainda me surpreendi com alguns detalhes. um cara aprisionado pela inquisição espanhola, parece, num lugar escuro e subsolo feito pra torturar gente fisica e psicologicamente. interessante que ele tenta construir uma imagem mental da cela caminhando e contando, mas quando consegue enxergar vê que tava tudo errado. um poço onde ele não caiu por pouco, ratos em busca da comida dele, e logo ele fica amarrado numa espécie de cama. acima dele um pêndulo com uma lâmina na ponta, indo e vindo que nem aquelas armadilhas de filme de terrorzão. será que poe que deu essa ideia? conforme o tempo passa mais baixo o pêndulo fico, até que no último instante o cara usa os ratos pra roerem as fivelas de couro que o seguram na cama, e então consegue escapar com vida. alguém aparece pra tirá-lo dali, também, talvez porque acabou o período tenso que tava acontecendo. massa esse, a atmosfera que a narração passa e tudo.
what the health (2017)
documentário com produção de joaquin phoenix. de novo um cara bem americano, loiro e alto, de cabelo comprido num boné ainda por cima, conduzindo a discussão e as buscas. muito chato ele, o tempo todo fazendo analogias desnecessárias com tabaco, do tipo "a associação do coração recebendo dinheiro da indústria da carne, blá blá blá, isso é como se a associação dos pulmões recebesse dinheiro da indústria do cigarro!"... amigo, eu entendi sozinha. os médicos e gentes entrevistadas pareciam estar atuando, sei lá; tipo o doutor que mandou um "meu deus, odeio quando me perguntam isso" assim pro ladinho quando o cara questionou sobre deficiência proteica se não comer carne ou algo assim, ou o velho duma instituição relacionada a diabetes que se recusou a falar sobre dieta e pediu pro cara ir embora porque tava perdendo o tempo dele. o cara olhava uns sites de associações grandes de saúde e criticava que tinha receita gordurosa e com carne, ou que não avisava sobre o consumo de leite (acho) dar mais chance de ter câncer de mama em mulheres que já tiveram, ou que não sugeria dieta vegetariana estrita... esse do câncer de mama o cara foi na sede questionar, véi, negócio de mulher lá e ele todo bam-bam-bam. tem umas coisas sobre a diabetes ser causada pela gordura, na verdade, que atrapalha a absorção de açúcar (que serve de energia e não tem tanto problema consumir mais do que precisa, já que ficaria acumulado) e aí causa a doença. não sabia. ah, outra coisa estranhíssima é que ele fala com uma mulher de 60 anos, de aparência jovem até, que usa andador e toma uma dezena de remédios pra dor e doença, com outra acima do peso que não conseguia respirar direito e podia ter ataque cardíaco a qualquer hora... e supostamente duas semanas depois, com elas tendo adotado uma alimentação vegetariana estrita, já tão muito melhores e não precisando de remédios. peraí, isso é possível? e aquela coiseira de gente que melhorou muito a vida comendo assim, etc, uma iluminação quase. eu entendo que nesses casos o que mostram é gente que tava com a saúde bem debilitada, ou então atletas que devem conhecer bem os corpos e seu rendimento físico, que dai´tem essa mudança espiritual com o veganismo. talita critica falando que não é tudo isso e eu também não vi tantos resultados no meu corpo, apesar de com certeza enxergar a coisa energética de não consumir bicho morto, mas acho que é porque começamos muito jovens e não temos essa dependência tão grande do corpo pras coisas, né. enfim, sei lá.
i love you phillip morris (2009)
filme de jim carrey que tava na lista de johnny ripper de talita. ele (steven) começa falando sobre como sempre se esforçou pra ser uma pessoa boa, depois dos pais terem contado que ele era adotado. policial, tocava na igreja e tudo. tão improvável uma pessoa real ter tantas expressões quanto esse cara, véi... ninguém tem essa cara. enfim, casado, uma filha, a esposa levando um tempão rezando agradecendo por tudo antes de dormirem. no meio do sexo ele puxa assunto de ter obtido resultados de uma procura que ele fez pela mãe biológica. nem deu bola quando ele bateu na porta dela no meio de uma festa de aniversário de outro filho. ele sofre um acidente de carro e quase morre, e daí decide que vai viver de forma mais verdadeira. se assume gay abertamente (ele já tinha casos enquanto casado), rodrigo santoro namoradinho que morre de aids, cachorrinhos de madame e etc. ele leva a vida sendo vigarista, tendo mil cartões, trapaçeando as coisas tudo. logo vai preso, depois de tentativas dramáticas de se matar e/ou quebrar todo. passa um tempo e ele encontra phillip morris, que é ewan mcgregor loirinho viadinho, e trocam cartas o tempo todo (phillip tava sendo transferido de ala). com sua influência e contatos steven consegue ir dividir cela com ele, e vivem um romancezinho por um tempo, até steven ser mudado de cadeia. quando saem vão viver juntos, steven continuando nos crimes pra agradar o outro, mansão e tal, mas trabalhando demais. phillip o confronta sobre mentiras e steven desconversa, mas logo descobrem as fraudes dele na empresa e levam ele preso, com phillip de possível cúmplice. discutem e terminam, pra no fim steven dar o golpe-mor que é se passar por aidético e "morrer" pra voltar e tirar phillip da cadeia. promete que vai parar, o outro não tem garantia nenhuma, e claro que acaba com ele sendo pego mais uma vez. não achei nada de mais, podia não ter assistido tranquilamente. umas coisinhas engraçadas, rodrigo santoro inesperado, a coisa toda de gay também, afinal. música irritante do caramba.
i love you phillip morris (2009)
filme de jim carrey que tava na lista de johnny ripper de talita. ele (steven) começa falando sobre como sempre se esforçou pra ser uma pessoa boa, depois dos pais terem contado que ele era adotado. policial, tocava na igreja e tudo. tão improvável uma pessoa real ter tantas expressões quanto esse cara, véi... ninguém tem essa cara. enfim, casado, uma filha, a esposa levando um tempão rezando agradecendo por tudo antes de dormirem. no meio do sexo ele puxa assunto de ter obtido resultados de uma procura que ele fez pela mãe biológica. nem deu bola quando ele bateu na porta dela no meio de uma festa de aniversário de outro filho. ele sofre um acidente de carro e quase morre, e daí decide que vai viver de forma mais verdadeira. se assume gay abertamente (ele já tinha casos enquanto casado), rodrigo santoro namoradinho que morre de aids, cachorrinhos de madame e etc. ele leva a vida sendo vigarista, tendo mil cartões, trapaçeando as coisas tudo. logo vai preso, depois de tentativas dramáticas de se matar e/ou quebrar todo. passa um tempo e ele encontra phillip morris, que é ewan mcgregor loirinho viadinho, e trocam cartas o tempo todo (phillip tava sendo transferido de ala). com sua influência e contatos steven consegue ir dividir cela com ele, e vivem um romancezinho por um tempo, até steven ser mudado de cadeia. quando saem vão viver juntos, steven continuando nos crimes pra agradar o outro, mansão e tal, mas trabalhando demais. phillip o confronta sobre mentiras e steven desconversa, mas logo descobrem as fraudes dele na empresa e levam ele preso, com phillip de possível cúmplice. discutem e terminam, pra no fim steven dar o golpe-mor que é se passar por aidético e "morrer" pra voltar e tirar phillip da cadeia. promete que vai parar, o outro não tem garantia nenhuma, e claro que acaba com ele sendo pego mais uma vez. não achei nada de mais, podia não ter assistido tranquilamente. umas coisinhas engraçadas, rodrigo santoro inesperado, a coisa toda de gay também, afinal. música irritante do caramba.
manuscrito encontrado numa garrafa (edgar allan poe)
achei bastante bom e com boas palavras, e bem curto perto dos outros. um cara vai viajar de navio e tem uma tempestade pesadona, que mata toda a tripulação menos ele e um velho sueco. eles ficam à deriva, comendo o resto de um tal de açúcar chamado jagra, até que no sexto dia surge um navio novo. tudo escuro e tenebroso, uma onda gigantesca com esse barco preto todo estranho no topo, e quando ele desce o precipício o cara voa de onde tava e cai lá de um jeito impossível. ele vai percebendo que os tripulantes nem enxergam ele (menciona mais de uma vez que "não prestaram a menor atenção" nele), que todos são velhos e doentes. um monte de instrumento de matemática e navegação abandonada. em todos esses contos os narradores são os próprios protagonistas, e sempre descrevem a personalidade que tinham no começo – esse aqui tinha pouca imaginação, forte apego à verdade, intelecto árido... tudo pra dizer que o que aconteceu não poderia ter sido história dele. parece que a madeira do navio cresce como um corpo, que a embarcação vai velejando sozinha, que tem algo de ancestral nisso tudo; a tripulação condenada a "continuar flutuando no limiar da eternidade, sem nunca dar esse derradeiro mergulho no abismo". tudo é noite e escuridão, tempestade e queda, gelo pra todo lado, até ele terminar falando que "os círculos rapidamente ficam cada vez menores — mergulhamos desvairadamente nas garras da voragem — e em meio aos rugidos, aos clamores, aos estrondos do oceano e da tempestade, o navio estremece — ai, Deus! — e —— desce!" gosto como a repetição dá esse clima de entorpecimento da viagem, do mar turbulento. tem uma nota falando que anos depois descobriram umas cartas em que representavam o oceano como uma correnteza pra dentro das entranhas da terra.
achei bastante bom e com boas palavras, e bem curto perto dos outros. um cara vai viajar de navio e tem uma tempestade pesadona, que mata toda a tripulação menos ele e um velho sueco. eles ficam à deriva, comendo o resto de um tal de açúcar chamado jagra, até que no sexto dia surge um navio novo. tudo escuro e tenebroso, uma onda gigantesca com esse barco preto todo estranho no topo, e quando ele desce o precipício o cara voa de onde tava e cai lá de um jeito impossível. ele vai percebendo que os tripulantes nem enxergam ele (menciona mais de uma vez que "não prestaram a menor atenção" nele), que todos são velhos e doentes. um monte de instrumento de matemática e navegação abandonada. em todos esses contos os narradores são os próprios protagonistas, e sempre descrevem a personalidade que tinham no começo – esse aqui tinha pouca imaginação, forte apego à verdade, intelecto árido... tudo pra dizer que o que aconteceu não poderia ter sido história dele. parece que a madeira do navio cresce como um corpo, que a embarcação vai velejando sozinha, que tem algo de ancestral nisso tudo; a tripulação condenada a "continuar flutuando no limiar da eternidade, sem nunca dar esse derradeiro mergulho no abismo". tudo é noite e escuridão, tempestade e queda, gelo pra todo lado, até ele terminar falando que "os círculos rapidamente ficam cada vez menores — mergulhamos desvairadamente nas garras da voragem — e em meio aos rugidos, aos clamores, aos estrondos do oceano e da tempestade, o navio estremece — ai, Deus! — e —— desce!" gosto como a repetição dá esse clima de entorpecimento da viagem, do mar turbulento. tem uma nota falando que anos depois descobriram umas cartas em que representavam o oceano como uma correnteza pra dentro das entranhas da terra.
daredevil (2003)
outros filmes da marvel que não fazem parte dos vingadores. talita dizendo que era legal, o cara é cego, sente tudo ao redor, massa. nem tava com expectativa alta porque aprendi com a marvel toda, mas caramba, hein. demolidor até tudo bem, ben afflect e happy, advogados de hell's kitchen (isso é um lugar? é, bairro de nova york. por que esse nome?), "cegos" porque pegam casos de gente humilde, pro bono. matt murdock sente quando o réu tá falando a verdade, que é quando o coração não acelera (será mesmo que qualquer mentira altera batimentos cardíacos em qualquer pessoa?), e assim escolhe quem vai defender. ficou cego porque caiu um líquido radioativo na cara dele quando foi procurar o pai nas docas, algum transporte estranho e inexplicado. o pai tinha sido boxeador, jack "the devil" murdock, e na época tava beberrão e trabalhando pra algum cara do crime (o que matt descobriu nessa ida pra onde o pai era pra estar trabalhando honestamente). o pai volta pra luta e não obedece o chefão do crime que manda ele perder uma luta, e na saída matam ele. deixam uma rosa no corpo, esse é o sinal. um dia ele espertinho vai dar em cima de elektra e tem que persistir porque ela não dá bola, e dali dois minutos tão os dois lutando (sensual e) cuiudamente num parquinho de crianças. ela é filha de um ricasso da cidade, de sobrenome natchios (é grego, não doritos). numa noite de chuva (em que, supostamente, ele consegue enxergar muito bem porque os pingos e o barulho permitem que ele perceba tudo ao redor, inclusive a ~beleza~ de elektra) eles se beijam, mas ele vai embora pra impedir bullseye (horrível e ridículo demais) de matar o pai dela. só que aí o cara pega o nunchaku/bengala de matt e manda no coração do véio, e elektra quer se vingar de demolidor, que até pouco tempo era lenda urbana. eles chegam a lutar e ela enfia a faquinha nele, e chora arrependida quando tira a máscara dele e entende a história. nessa bullseye "mata" ela (aspas porque tem filme dela depois, não sei se morreu mesmo) igualzinho essa imagem aí embaixo, esticando a roupa e tudo. e deixa uma rosa no corpo, o que faz com que matt ligue os pontos e vá atrás do kingpin (que nome bosta pra "rei do crime"), depois de uma luta mentirosíssima na igreja aumentada contra bullseye. não mata o chefão de propósito, blá blá blá. o jornalista protege a identidade dele no fim. umas músicas dramáticas, evanescence haushs e talita lésbica por elektra... matt numas roupas de couro, dormindo num negócio de interstellar. aiai.o gato preto (edgar allan poe)
muito bom esse também. talita disse que foi o mais claro de todos, verdade. sem muita firula na escrita, direto ao ponto. esse já tem uma pegada de crime, pra além do mistério. o narrador/protagonista começa, igual aos outros, contando que desde criança tinha sido muito terno, e nutria um grande afeto por animais de estimação. tinha alguns bichos e dentre eles um gato preto chamado pluto (que inesperado). só que o cara foi mudando, ficando irritável demais, maldoso. se alcolizava também. foi começando a descontar nos bichos. até que numa noite arrancou um dos olhos de pluto só porque o gato deu uma mordidinha na mão dele. e a frase na ecobag que carol ganhou da tag: "coro, enrubesço, estremeço conforme descrevo a abominável atrocidade". foi ficando pior, sentindo uma perversidade, uma maldade por si só: "foi esse inescrutável anseio da alma de atormentar a si mesma — de violentar sua própria natureza — de cometer o mal em nome do mal simplesmente — que me impeliu a continuar e finalmente consumar o agravo que já infligira à inofensiva criatura". então ele pega e enforca o gato no galho de uma árvore no quintal, simplesmente. acontece que na noite desse dia a casa dele pega foto e ele perde tudo, e vê que na única parede que fica de pé tem a figura de um gatão igualzinho pluto, com corda no pescoço e tudo. um tempo depois o cara tá bebendo num bar e vê um gato muito parecido com pluto, exceto por uma mancha branca que depois ele percebe ter o formato de um patíbulo, aquele negócio antigo de enforcar condenados. chega a ser um pouco engraçado o jeito dramático como ele descreve isso: "era agora a representação de um objeto que tremo em nomear — e por isso, acima de tudo, nutria ódio, e pavor, e teria me livrado do monstro caso ousasse — era agora, afirmo, a imagem de uma coisa hedionda — de uma coisa macabra — do PATÍBULO! — ah, pesaroso e terrível maquinismo de Horror e de Crime — de Agonia e de Morte!" no fim ele fica mais doido ainda, mete um machado na cabeça da esposa quando ela defende o gato de ser atingido, o cara coloca o corpo na parede e sem perceber bota o gato junto, que mia e o denuncia quando a polícia visita sua casa. massa a relação toda com paredes e enforcamentos.safety of objects (2001)
kristen stewart novinha e parecendo tanto um menino que a história até faz uso disso. talita falou que parecia muito ela criança, e eu fiquei querendo ter sido assim. quatro famílias vizinhas que se conectam de algum jeito: kristen tem uma irmã autista, talvez, e é amiguinha de uma menina loirinha que mora ali do lado; a mãe da loirinha faz uns negócios meio yoga-terapia ("eu não me arrependo dos meus atos") e fica controlando as coisas dela falando que ela cresceu; um menino que às vezes vai brincar com elas é namorado de uma boneca que ele vê falando e vivendo, e chega até a beijar e fazer safadeza com ela, até ficar duro com um boneco e aí parar (ele mostra pra loirinha, que fala pra ele voltar quando tiver descido); o pai dele é advogado e se chateia por ser só promovido, enquanto outro funcionário vira sócio do escritório, e para de ir trabalhar mentindo pros outros que teve ameaça de bomba; uma mulher cuida do filho acamado em coma (?) e decide competir num negócio de resistência pra ganhar um carro pra filha adolescente chateada e o advogado assume o compromisso de motivar e ajudar ela... o jardinheiro da galera, um jovem-adulto musculosão de cabelo médio liso, leva kristen pra casa dele alegando que a mãe dela queria tirar um tempo sozinha, bem quando o pai divorciado dela aparece pra visitar depois de três meses e briga com a mãe, e aí faz parecer que ele levou ela pra viajar pro méxico, então a mãe só descobre depois de dias. tudo porque o cara perdeu o irmãozinho no acidente que deixou o outro menino acamado (tavam junto, o menino atrás sem cinto, os amigos bebendo cerveja) e não tinha superado, ficou fingindo que kristen era "johnny". a irmã do cara acidentado tava de namorinho com o irmão mais velho da loirinha, e eles tavam no carro que quase trombou com o do irmão dela, que capotou e causou isso tudo. a mãe do acamado faz o negócio de resistência e sai falando que se acontecer algo não é culpa dela, depois diz pro advogado ter cuidado com o que pede a deus, porque pode receber exatamente aquilo... dá pra ver que ela se arrepende de ter desejado que o filho vivesse, porque o jeito que ele tá agora não é melhor que a morte. tá meio que torcendo que ele morra nesses dias dela ausente, e quando volta pra casa depois de ter soltado a mão com um susto e perdido ela sufoca ele chorando. enfim, tudo interligado e triste, gente incerta e sem "closure", precisando de apoio e sentido na vida... no fim a filha dessa mulher canta uma musiquinha bonita com a guitarra que era do irmão (ele tinha uma banda). "and you are all i need... lift me up, i'm crying". bem melhor que eu esperava o filme, interessante e tal, as histórias e tudo.
wo die grünen ameisen träumen (1984)
era um dos filmes que talita baixou há um tempão pra tati, e como já vimos yume pensei que ia ser do mesmo diretor. é daquele werner herzog, alemão, apesar de só o título e os créditos estarem em alemão no filme todo (o arquivo tava salvo como "where the green ants dream"). tem uma empresa de mineração na áustralia querendo usar um território que os aborígenes dizem ser onde as formigas verdes sonham, e que se cavarem a terra elas vão morrer e vai ser a destruição do mundo. o geólogo liderando a exploração (ainda nem sabem se vai ser possível usar aquele espaço) começa a ir atrás de pessoas pra entender o que pode ser feito, o que já têm feito, etc. num supermercado tem um pedaço de um corredor onde aborígenes se sentam em cículos pra sonhar suas crianças, segundo um empregado. diz que tinha uma árvore grande lá antes, que tiraram pra construir, e já que não pararam de ir lá botaram os produtos menos procurados naquela seção. o geólogo ouve os aborígenes também, conversa, leva pra falar com o chefe da empresa. nessa o elevador pifa duas vezes. compram roupas e relógios pra eles, comem num restaurante, tudo pra agradar. enquanto comem o geólogo ri falando que eles ainda tão no elevador presos, que é tudo um sonho coletivo. um dos anciões pede um avião verde, que eles dão depois de construir uma pista decente, e tem um aborígene que fica bebendo e se exibindo sobre ser piloto que decola o negócio com um dos velhos juntos. parece que caíram nas montanhas, uns outros viram "grandes asas verdes". isso relacionado às formigas, que um cientista ou sei lá meio doido explica que são insetos parentes da barata, na verdade, que vivem lá e voam pras montanhas quando precisam criar uma nova rainha pra ficar dando a luz à população toda. acaba que no tribunal a empresa ganha, pelos aborígenes não terem evidência dos problemas que alegam e por causa de uma lei de terras bizarra que os britânicos inventaram na colonização. uma das coisas mais tristes foi um aborígene que chamavam de "mudo" porque era o último sobrevivente de uma nação cuja língua era diferente dos líderes, então ele não podia falar com ninguém. o geólogo parece estar com um filtro de esticar a cara o tempo todo de tão magro e alto. triste o filme, assim quieto, uma música nativa bem boa.
gone (2012)
filme da cinegrafia de shane. ela é uma policial, haush, descabelada e com aquela cara de sempre. trabalha com uns bonitões, ator namoradinho de miranda bailey e oto que faz aquele doido da barba legal em jogos vorazes. amanda seyfred no papel principal, que é essa menina jill que mora com a irmã e trabalha numa lanchonete de noite. faz um ano que jill foi encontrada perdida no meio de um parque que tem na cidade (portland, aliás. só acontece coisa ruim, já sabemos por crepúsculo – quase certeza que tô confundido as cidades na real asuhsu), toda morrendo, supostamente fugida de um cara que a raptou e manteve num buraco onde ela viu ossos de vítimas anteriores. mas parece que a investigação da polícia não achou nada, e os caras da delegacia não acreditam muito nela porque teve algum histórico de psicose, ficou até internada numa instituição psiquiátrica. só que aí acontece dela voltar pra casa de manhã e a irmã ter sumido, sendo que era dia de prova importante dela, e nessa jill começa a investigar a zorra toda. descobre com um vizinho creepy que apareceu uma van de madrugada, ameaça com um revólver um cara pra saber o nome de quem tava com a van, vai numa loja de ferramentas onde o balconista dá informação demais sobre quem comprou x coisa, chega num colega de classe da irmã, invade o apartamento abandonado do suspeito... tudo isso inventando uma história pra cada pessoa, primeiro a vó, depois o vô, a mãe, sei lá. vai fazendo parecer que ela pode estar só paranóica mesmo, com esse tanto de imaginação. mas no fim ela consegue o telefone do cara e ele a conduz pra floresta. doideira isso de ter que ir até o fim numa coisa que não sai da sua cabeça. e ela acha fotos de outras mulheres mesmo, cai no buraco de novo, mas dessa vez (da outra ela meteu um osso no ombro dele pra fugir) ela dá uns tiros e ainda taca querosene e fogo nele. a irmã tinha sido presa embaixo da própria casa, só, porque o que ele queria era mesmo ela. jill volta fingindo que não encontrou nada mas termina com ela mandando as fotos e um mapa pra polícia – será que esperou os vestígios do assassinato irem embora? bem tenso, instigante como filme desse estilo mesmo, tava dando menos pra ele.