sexta-feira, 31 de agosto de 2018

lidos/assistidos em agosto

the feels (2018)
casal lésbico, andi e lu, fazendo despedida de solteira com uns amigos (várias amigas e um amigo, na verdade). a irmã mais velha de lu leva molly pro pessoal tomar (é esse o verbo pra essa droga?) e numa hora que lu tá curtindo um carinho sensorial ela diz "is this how an orgasm feels like?", o que faz todo mundo ficar chocado e começar a questionar se ela nunca teve orgasmo com andi. pra mim isso podia muito bem ter sido interpretado como uma brincadeira, mas ok. andi aparentemente não fazia ideia da situação, falam algo sobre lu ser depressiva, começam a hesitar sobre o casamento. andi fala sobre lu precisar crescer, amadurecer. de novo fazendo um big deal de um negócio que não precisava de tudo isso... no final acabam resolvendo as coisas, lu dizendo que esse não era o maior problema do mundo, que iam passar por isso e por muitas outras coisas no resto da vida delas. além disso delas tem o divórcio da irmã acontecendo, ela transando com o amigo delas, uma amiga chateada pelo amigo não ter ficado com ela em vez disso, outra amiga de paquera com outra amiga. durante a história vai tendo pedaços de cada personagem falando sobre sua sexualidade, primeira experiência/revelação sexual e tal. bacana isso e as atuações, melhor do que tava esperando. bom que serem lésbicas não foi a questão central de tudo.

vikings S04 (2016/2017)
floki é castigado por matar athelstan, porque björn revela isso publicamente e ragnar é obrigado a prosseguir com as coisas. rollo vira um duque, manda matar os vikings que ficaram, aprende francês magicamente bem, fica todo íntimo da princesa chata com quem se casou. ragnar não quer mais saber de nada e cria amizade com uma escrava chinesa chamada yidu, que prepara um "remédio" pra ele que acaba virando vício. não conseguem derrotar rollo em paris e retornam. passam-se muitos anos, ragnar some de kattegat, quando volta todos tão sabendo da chacina do assentamento inglês e björn quer navegar para o mediterrâneo. ragnar queria morrer há muito tempo e não conseguia, ninguém matava, a corda que usou pra tentar se enforcar partiu. bom que finalmente o mataram, apesar de ter tido que ir à inglaterra, matar as pessoas que foram junto, deixar ameaça de vingança dos filhos... lagertha toma kattegat de volta e mata aslaug. os filhos de ragnar reúnem um grande exército pra ir à inglaterra, matam o rei aelle e permitem que ecbert morra como quisesse (interessante o sangue saindo dos pulsos cortados na água). acaba com ivar matando sigurd num acesso de raiva enquanto discutem sobre o que fazer em seguida, nada que não era óbvio que aconteceria, e os vikings achando que o papel que ecbert assinou vale algo, mas ele nem é mais rei. percebi umas cenas repetidas, como ragnar passando a mão na cabeça quando dá um trovão, floki olhando o horizonte enquanto os barcos são levados por terra. todos os malditos momentos em que a cena se passa em paris começa a tocar uns sinos. muitos grunhidos, uns que não entendo como humanos podem produzir. ecbert sempre parece um personagem, no sentido de estar sendo falso ou sei lá, e nunca tá... não entendi por que björn não matou logo erlendur quando voltou do isolamento, sabendo que o anel que tava com o assassino era dele. resolveram inserir lesbianidade na história finalmente, mas claro que lagertha não para de falar de quando tava com ragnar. se astrid não tivesse transado justamente com björn, um homem, eu dava razão pra ela trair lagertha. ivar cresceu e ficou moreno, tem um olho esquisito que parece azul a parte branca. bem artificial uns sons de coisas caindo no chão e quebrando, armas se chocando, cavalos relinchando. tenho dó das crianças nessa série, sempre tão com cara de não entender nada. torvi começar a ganhar espaço parece bem desnecessário, mas não sei se tô me influenciando por algo que vi sobre ela só estar na série porque é filha de alguém, tipo o diretor ou a pessoa que escolhe os atores. e aquela cena dela caída flechada praticamente morta, seguida por ela tranquila conversando com lagertha e astrid?? floki com toda a cabeça raspada e só um quadrado torto com um tufo de cabelo preso num rabinho minúsculo... jesus.

azul é a cor mais quente (julie maroh)
diferente do filme em vários aspectos. a menina não se chama adèle, e sim clémentine (mas a outra continua emma). tem muito mais tempo entre se cruzarem na rua, se verem no bar lésbico, se conhecerem e finalmente ficarem juntas. clémentine namora thomas por uns 6 meses, quando ainda tem 15 anos, e não chega a fazer sexo com ele. não consegue parar de pensar na menina de cabelo azul que viu na praça. depois de se encontrarem no bar começam a conversar, passam muito tempo assim, criando amizade e intimidade, mas sem envolvimento amoroso porque emma tem uma namorada com quem tá junta há anos. quando clém já tem quase uns 18 anos elas começam a ser amantes, mas emma não consegue terminar com a namorada porque ela ajudou emma em muitas coisas, na carreira, etc. até que ela o faz, mas clém discute sobre sempre ter que esperar, sobre emma não levar em conta os sentimentos e tudo o mais. se distanciam e depois de um tempo emma aparece dizendo que não quer mais viver se não for com ela, "se eu não puder passar com você todas as noites que me restam para viver, eu não quero mais esta vida"... na noite que clémentine a leva pra conhecer os pais e dormir na casa dela emma sai do quarto pra pegar leite na cozinha, nua, e os pais a veem, começam a xingar, discutir, e as expulsam da casa. vão morar juntas, passam-se vários anos, clém já tem 30 quando se desentendem por ela ter dormido com outras 3 pessoas. emma a expulsa de sua casa e ela fica um tempo morando com o amigo que a tinha convidado para o bar gay quando eram jovens. ele a leva pra ver emma porque percebe que ela tá deprimida, e descobrem que clém tem uma doença terminal. a história é emma lendo os diários dela, lembrando as coisas, pensando na vida que tiveram. bonito e triste, gostei de ler. "...eu te amo passionalmente... e eu te amo pacificamente... talvez seja isso o amor eterno, essa mistura de paz e fogo."

stranger things 2 (2017)
começa mostrando outra menina com poderes tipo eleven, outro número de nome. tem uma menina nova na cidade, uma ruiva cuja voz é bem boa de ouvir, chama max (mad max). will fica tendo umas visões como se estivesse no mundo invertido, se sentindo perseguido por uma coisa; frequenta o laboratório pra ver um psicanalista ou sei lá. a mãe dele arrumou um namorado (o ator que fez sam em o senhor dos anéis), não esperava que seria alguém bacana pra história. eleven tá com o policial, morando com ele escondida pra ficar a salvo dos caras chatos. nancy e o jonathan dão um jeito de vingar a morte de barb junto com um jornalista, conseguem provas pra incriminar o laboratório de um jeito aceitável das pessoas entenderem. acabam virando um casal. dustin começa a criar um bicho achando que é tipo um girino doido mas acaba sendo um filhote de demogorgon. tem um monte deles, são como o exército da coisa ruim que tentam combater. will encara isso de frente numa das visões por recomendação do namorado da mãe, mas claro que dá errado e ele fica meio que possuído pela coisa, um "espião" espiado. começa a gostar de frio e sei lá... faz um bilhão de desenhos que se conectam e são como um mapa da cidade, por onde o negócio se espalha debaixo da terra. eleven vai atrás da mãe, descobre como se comunicar com ela, depois vai atrás da "irmã" (que tem um grupo de gente com quem trabalha pra se vingarem das pessoas que os fizeram mal). o nome de eleven é jane. ela ajuda por um tempo mas não consegue ir em frente em ser cruel, daí volta pra cidade bem quando tavam precisando de ajuda. primeiro têm que lidar com a instalação do laboratório, de onde os bichos escapam e vira um absurdo sem energia. will tá meio sem memória, servindo só como um espião pra coisa ruim. o namorado de joyce morre... eleven consegue fechar o portalzão porque aprendeu a controlar a força com a irmã, canalizar raiva e tal. achei bem bom de ver e gosto da trilha sonora.

dear white people S01 (2017)
a questão inicial é a festa blackface, que na verdade teve convites enviados por sam (a ativista líder/criadora do programa na rádio que chama cara gente branca), que hackeou a conta do pastiche (jornal de humor de um pessoal enjoadinho). ela secretamente namora um cara branco, o que as pessoas descobrem e vira um certo problema. tem um menino que se assume gay, jornalista, tem crush no presidente de um partido da faculdade. lionel (o menino) que chamou as pessoas pra ir à festa e denunciar a coisa toda. troy é esse cara do partido, musculoso e hétero, usa drogas escondido, tem daddy issues porque o pai é reitor da escola (faz tudo pra agradar ele, como uma marionete). coco, ex-amiga de sam, questão de ser indubitavelmente negra (diferente de sam, que é mais clara) e querer controle/poder, se enturma com umas brancas pra ter status. reggie, ex de sam, sempre foi crush de coco mas continua com crush em sam (não vai com a cara de gabe, namorado de sam); acontece um incidente numa festa, gabe liga pra polícia por causa de uma discussão que tavam tendo sobre the n word e acaba que o policial aponta uma arma pra ele. se cansa de lutar e quer um tempo pra processar, bem triste. sam trai gabe com ele, terminam o relacionamento. acontece um evento com o reitor e patrocinadores da universidade, coco e o pai de troy querem passar imagem de que tá tudo sob controle. lionel toma o microfone e começa a falar a verdade, coisa de interesses e investimentos, enquanto do lado de fora tem protestos do movimento negro, do pastiche sendo brancos idiotas e mais outro. começa a ter brigas, troy tentando fazer parar, acaba pegando uma pá pra quebrar a porta do prédio (tinham trancado ele pra fora) e vem a polícia prender ele. o pai com muito medo de atirarem no filho. complexo e muitas questões, massa/válido existir nesses tempos mas meio recortado socialmente, já que é sobre uma universidade particular nos estados unidos. baseado no filme de anos atrás, não sabia.

sandman: noites sem fim (neil gaiman)
finalmente li algo de sandman (era a única coisa relacionada que tinha na biblioteca do iel). bem bom o conceito dos perpétuos, de existirem sem depender da crença das pessoas. morte, desejo, sonho, desespero, delírio, destruição, destino – sete histórias ilustradas por artistas diferentes, mas tudo combina com as narrativas e entre si. a melhor é a de sonho, que tem killalla da luminescência e sol falando com sua filha terra (pelo que entendi); o desenho é muito bonito. legal desejo ser andrógino/não binário (ficam falando "ele/a" ou "meu irmão/irmã") e delírio ter um olho verde e outro azul. morte usa um colar de ankh e é bonita, cabelo preto doido igual sonho. no capítulo de desespero tem exercícios como se fosse prova (imagem abaixo), interessante.


le sel de la terre (2014)
kátia (senhorinha que faz aula na times) que recomendou. sobre sebastião salgado, a trajetória e carreira dele, massa. conheci o fotógrafo por causa de gênesis, a visita ao sesc com o cv, etc. não lembrava de terem falado sobre o trabalho anterior dele, que era bem politicamente engajado e se concentrava mais em pessoas, sociedade e tal. bem interessante o que ele faz pra recuperar a vegetação na área que pertencia à família, virou exemplo de reflorestamento pro mundo.

scott pilgrim vs. the world (2010)
já vi tantas vezes... claro que o quadrinho é mais legal, mas não acho que o filme ficou ruim. bem diferente de outros filmes, sei lá. a parte dos poderes veganos e a polícia hauhsh. não lembrava de perceber detalhes de acordo com o número do ex do mal, tipo o primeiro sempre apontando com um dedo só e mostrando um olho e valendo 1000, o segundo com umas coisas com o número dois, o terceiro vestindo camiseta com número três (e scott uma camiseta com número zero). trocadilhos de knives chau, "chow down", "ciao". a história não é nada muito de mais, afinal, mas é bacana de ver. dei de movie class.

lady bird (2017)
adolescente de 17 anos que deseja sair da cidade e estudar "onde a cultura está", ser livre, fazer parte da coisas. lady bird é o nome que ela dá a si mesma e insiste que todos usem. a mãe é enfermeira e não põe muita fé nela, fica duvidando que vai ter sucesso na vida, não acha que vai conseguir entrar numa boa faculdade. lady bird namora com um menino que descobre ser gay, se afasta da melhor amiga pra ser colega de uma menina popularzinha, fica com um menino esquisito que tem uma banda. coisas que se arrepende e vai consertando. o pai ajuda nas aplicações pras universidades que quer ir, não conta pra mãe porque custa dinheiro e eles têm problemas financeiros. acaba conseguindo ir pra nova york, a mãe fica séria sem conversar, o pai mostra papeis que ela usou tentando escrever carta pra filha. chorei bastante e achei bonito, simples mas bom. depois de ver percebi que a atriz de frances ha que dirigiu e fez o roteiro, o que me pareceu apropriado. tem isso de mumblecore, filmes low-budget com diálogos e cenas realistas, foco em relacionamento entre pessoas em vez de plots, etc. passei como movie class também.