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segunda-feira, 31 de maio de 2021

assistidos em maio (17)

shadow and bone S01 (2021)

descobri que aquele livro preferido de cindy, six of crows, faz parte do universo dessa série ("grishaverse"), e até seji vai ler os livros pra depois assistir, então fiquei com vontade de ver também. consigo imaginar dani no celular, assistindo isso dublado no horário de almoço da times... fantasia young adult, será que achei o ya que aprovo? finalmente entendendo as referências ao tal darkling, the fold, etc. esse muro de fumaça e monstros dividindo um país ao meio, criado por acidente por um grisha, que é uma pessoa capaz de usar o que chamam de little science pra manipular matéria. acreditam que só o oposto dessa escuridão poderia destruí-la, um grisha sun summoner, e alina acaba sendo essa pessoa. num instante ela é arrancada do amigo com quem cresceu num orfanato e passa a ser perseguida everywhere. um trio de vigaristas com o trabalho de capturá-la, uma galera que persegue e mata grishas porque os considera bruxos do mal, gente que vê alina como santa e gente que quer ela morta... nesse vídeo cindy se pergunta se as pessoas que não leram os livros iam conseguir acompanhar tanta informação sobre personagens, world building e etc logo de cara, e realmente senti os primeiros episódios meio pesados nesse sentido; tava até difícil dar conta das legendas, mas depois foi ficando mais tranquilo (só solidifiquei alguns conhecimentos graças aos destaques no instagram da série). vi comentários apreciando o protagonismo também, a representação de uma pessoa mixed-race e os conflitos a partir disso, só não consegui pegar muito o porquê dos shu serem vistos como inimigos, se quem criou a fenda foi uma pessoa do próprio país de ravka (os shu nem aparecem, na real, né). também vi críticas quanto ao uso do racismo individualizado em vez de sistêmico, considerando que tem vários outros personagens de outras etnias que não recebem nem metade do que alina sofre (esse vídeo foi ótimo). uns nomes eslavos, "moi tsar" e "moya tsaritsa", ketterdam baseada numa amsterdam do passado... fiquei pensando que era só ter uma protagonista lésbica e pronto, ela não ia se deixar seduzir pelo malvado metido a galã (velho demais pra alina, aliás – odeio essas coisas nojentas de "esperei por você a minha vida inteira") e já ia ter outro desenrolar. sempre suspeitei desse cara. príncipe caspian, engraçado. e como seria massa ter amizade no centro de tudo, sem brecha pra romance... bem especial a coisa de alina e mal (bonitinho esse menino, viu?); gostei de como os dois se apoiaram na infância e a explicação pra ela não saber que era grisha. novidade (pra mim) ver homossexualidade ser tratada tão casualmente em fantasia, com a colega no little palace falando de ficar com zoya (what a perfect nose she has) e jesper flertando com o cocheiro e se pegando com ele. pelo que vejo com cindy e etc tá aparecendo muito nessas fantasias jovens mais novas, que não acompanho. no começo tava reparando nas imperfeições de cenário e efeitos, as keftas com mangas meio curtas, o chifre do veado com cara de falso, mas no fim não me importei mais. gosto de inej e me pergunto o que move kaz a se comprometer com a liberdade dela; interessante a fé dela também (o olhar lindo emocionado vendo alina conjurar luz no salãozão!). putz, a nova clavícula de alina, que loucura (nojentinho o pedaço de osso na mão do general). bom os alívios cômicos com jesper, de leve. ficava o tempo todo contando pra ver se ia dar six crows heuhue. será que eles vão ficar unidos? alina tinha era que mudar a aparência, corta esse cabelo, minha filha. claro que o darkling ia sobreviver à fenda, né. ah, nina e matthias; gostei muito da personagem dela, o jeitinho que fala, afiada em toda frase, e como é agradável ver um corpo não padrão!... mas vi gente falando que ela não é plus size de verdade e que a netflix descartou uma oportunidade marcante vinda dos livros, que bosta. esses tropes de enemies to lovers, childhood friends to lovers, me sinto jovem me inteirando dessas coisas kkk. simoneandherbooks acha que vai levar mais uns 5 anos pra segunda temporada.

the mitchells vs. the machines (2021)

unalom recomendou pra #sextaremcasa e acabei fazendo isso mesmo. bem comum os filmes e séries do netflix terem contas no instagram agora, né (ou foi sempre assim?); unalom compartilhou essa "entrevista" com o cachorro que dubla o cachorro do filme (real! hauhah) e vi mais coisas legaizinhas lá. me surpreendi demais com como os mitchells se parecem com a gente! o pai fã da natureza e sem habilidades com tecnologia e internet, o irmão sabe-tudo de dinossauros, a irmã anos mais velha indo pra faculdade (e lésbica heheh), a mãe virando uma máquina de destruição kkk. ri alto de verdade em algumas cenas, tipo essa (que tem até a música de era do gelo 3!!!), e fiquei com um sorrisinho praticamente o tempo todo, e depois que terminou também. os créditos com fotos em família me deixaram sensível... fiquei pensando em como não tenho muito ânimo pra brincar com meu irmão e ser criança. eu tava mais disposta até pouco tempo mas nas últimas semanas me sinto como quando eu cuidava dele, tendo um bloqueio total a qualquer atividade criativa ou descontraída que ele me chama pra fazer... antes do filme ele tinha brincado com minha mãe com as coisas que resgatou do baú e isso também me deixou reflexiva. enfim, a irmã do filme é super descolada e doida, faz vídeos e desenha e anima com muitos efeitos, memes, etc. o filme é como se fosse uma das coisas dela afinal, bem nesse estilo soco de informações e estímulos visuais e sonoros e doideiras. é cansativo, devo dizer. a premissa de uma revolta das máquinas é bem clichê, mesmo, mas a história é sobre mais do que isso: katie e o pai sempre tiveram atritos e agora ela finalmente vai poder sair de casa, porque conseguiu entrar na faculdade e vai estudar na califórnia, mas o pai tem a ideia de levá-la até lá de carro pra terem uma viagem em família de despedida. nisso tá sendo lançada uma nova versão dessa inteligência artificial chamada pal, mas claro que a versão descartada arquitetou uma revolta pra capturar os humanos e jogá-los no espaço. de alguma forma os mitchells são os únicos que escapam e, com a ajuda de dois androids que deram defeito e ainda obedecem comandos, vão atrás de inserir o código-bomba no sistema. um filme bem divertido sobre mudanças, amor e criatividade :)

star wars: episode I - the panthom menace (1999)

gosto de como o preto parece uma coruja heh
tive que pesquisar pra entender o nome de qui-gon, pelo amor de deus. não sei se a dublagem desse foi mais confusa ou era só o menor conhecimento que eu tinha mesmo. ewan mcgregor como obi-wan jovem, é aqui que tem o clássico trancinha + rabinho de cavalo e ele é chamado de jovem padawan. (pensei agora em "pequeno gafanhoto" mas isso é de karatê kid, parece.) rainha amidala!!! gosto muito dos penteados elaboradíssimos, engraçado o tanto que mudam, e da maquiagem e das roupas também. percebi que ela mudou de cara, fiquei desconfiada e lembrei de keira knightley não lembrando mais que papel fez em star wars; no fim era estratégia de segurança pra rainha natalie portman. tinham 12 e 16 anos aqui só. a questão com ela é protegê-la de uma galera querendo forçá-la a assinar alguma coisa sobre uma rota de comércio, taxas e sei lá o que mais. o planeta dela é naboo, gosto das muitas cores nas roupas e em tudo. qui-gon e obi-wan trombando com jar jar binx, não dá pra entender nada que ele fala, não esperava que ele fosse tão besta e atrapalhado. legal a cidade secreta do povo dele ser embaixo d'água, um blob de ar em volta. orelhonas que parecem cabelo, eles são bem dinossauros, né. vão pra tatooine pra arranjar uma peça pra nave e encontram
anakin criança.
olhando de perto esses chifres tão estranhos...
 ele e a mãe são escravos, mas não parece muito pesado além da falta de liberdade. totalmente inesperado ele não ter pai, a mãe só ter engravidado do nada, alô jesus?... e c-3po criado por ele! uma corrida doida em que apostam tudo no menino, era nerd e piloto que nem luke, já percebem aí uma quantidade anormal das células de jedi ou sei lá. profecia de alguém que vai trazer o equilíbrio pra força, aham. medo e raiva sendo perigosos mas qui-gon insistindo, declarando kenobi como pronto pra fazer a prova pra poder pegar ele como aprendiz. isso de deixar a mãe pra trás vai dar errado, já tô vendo. darth maul, um sith, cara maul (risos) vermelho com chifres; já fiquei espiando minha mãe pra ver se ela desaprovava, preciso me acostumar que ela não parece ligar mais. por algum motivo ele me chamou a atenção, gostei dos traços do rosto pintado assim e principalmente das roupas, queria poder ter um estilo massa desses. no fim ele mata qui-gon antes de kenobi jogar ele no buraco (por que diabo todos esses lugares tem um buracão pro nada?). o conselho ou sei lá dos jedis com yoda, samuel l. jackson e vários outros aliens, ainda existiam em quantidade nessa época, né. meio confuso o que tá acontecendo, muita informação e personagens novos, tivemos que ver em duas parcelas. bom de ter conhecido personagens importantes e clássicos, mas não gostei muito, não. tão longo, né... esses nomes nunca são o que eu esperava na pronúncia, padmé amidála, ánakin. preciso olhar o original.

catfight (2016)

só tava na minha lista por causa de sandra oh, e boy, was i disappointed. a personagem dela tem um filho que parece da idade dela, me perguntei se era uma pegada pen15 mas era só mais um cara de 20 e poucos designado pra ser adolescente. rica por causa do casamento com um cara feio que aparentemente trabalha com uma empresa que recolhe destroços da guerra ao iraque. é isso mesmo? falam o tempo todo de guerra, bush, oriente médio e terrorismo, humor negro e crítica social foda. encontra com uma colega da faculdade, artista lésbica sem sucesso ajudando a namorada sendo garçonete no evento do marido da ota. ofensinhas sem sensibilidade, se encontram na escadaria e descem a porrada uma na outra, coisa de sangue e quebrar a cara mesmo. sandra oh vai parar no hospital e acorda anos depois, o marido e o filho mortos, suicídio e alistamento na guerra (praticamente a mesma coisa). tudo se inverteu, a amiga tá ricassa com os quadros vermelhos falando sobre a guerra e o capitalismo. tá tentando ter filho com a namorada, eca isso de esperar um cara se masturbar e ir lá botar o sêmen na vagina. brigam de novo, a outra que entra em coma, se reencontram no meio do mato na casa da tia doida da ota, blábláblá. chega pulei várias partes, as brigas, os barulhos de soco mentirosos. que bosta. nada se salva, não. uma personagem artista tem aquela voz fininha que parece de mentira igual aquela brasileira, flavinha, sei lá.

star wars: episode II - attack of the clones (2002)

well, this was even worse. uns 10 anos se passam, upgrade de anakin, mas adolescente chato que acha que sabe tudo e é melhor que o mestre. obi-wan bem rude com ele também, briguinhas e desentendimentos, um manda e o outro desobedece. não é possível que esse cara acha que tenha alguma chance com amidala, que conheceu ele pirralho, né? E DE FATO ACONTECE ALGO??? tudo errado, que nojo. fascista do caramba, fazendo piada com ditadura porque acha que a democracia não tá funcionando, como se apaixona por um cara desses? ela agora é senadora, foi rainha por dois mandatos, "uma das mais jovens a assumir o posto". ainda tão atrás dela, dessa vez pra matar; uma das sósias é pega nessa. um caçador de recompensas, um planeta que não aparece nos mapas, clonadores. adoreiiiii esses aliens, olha esses olhos, a altura...
e esse enfeitinho na cabeça hehe *-*
minha mãe achou que lembrava avatar, ok né. tão fazendo um exército absurdo encomendado pelo antigo líder da república; ele foi morto logo depois e ninguém ficou sabendo dessa. o atual é um cabeça-branca que não parece boa pinta, viu, tô achando que o imperador lá da frente vai ser ele. elegem ele como líder provisório do conselho galáctico (nesse ponto nem sei mais se tô inventando nomes), daí pra dar um golpe é dois tempos, já viu. amidala deixando jar jar responsável, really?... voltando pra naboo pra se proteger, anakin como protetor, história de amor do caramba. "i don't like sand" e blébléblé. pesadelos com a mãe, vai pra tatooine e descobre que foi vendida pra um cara que casou com ela. quando chega nele ela foi capturada pelos não sei o quê da areia que aparecem lá naquele primeiro filme; anakin vai atrás e acha ela à beira da morte, massacra todo mundo quando ela não resiste. a musiquinha de darth vader começando a aparecer de leve... ele tem um meio-irmão com cara de mais velho, hum. vão ajudar obi-wan, que seguiu o caçador de recompensas que foi molde pros clones, alguma-coisa fett; o nome com isso que já ouvi é do "filho", cópia inalterada que ele pediu, boba fett. mandaloriano? aquele escudinho legal. ah, os clones são os stormtroopers! acabam sendo úteis pra enfrentar o ex-jedi interpretado por saruman, liderança dos separatistas. padmé, obi-wan e anakin contra bichões numa arena, ani tendo o braço cortado, final com aparente casamento nojento, aff. única coisa que eu gosto nele é o apelido, ani. ok, ele é bom de olhar também, mas é abrir a boca que já estraga. deprimente como às vezes padmé usa armas e atira toda desconjuntada. ah, a cena na linha de produção robótica... pensei que anakin ia perder o braço ali. c-3po voltando a ser alívio cômico. espero que os próximos sejam melhores.

infinity train S01 (2019)

não lembro onde foi que vi teaser de algo mais recente, mas me interessei e baixei a primeira temporada pra ver como era. a protagonista é uma menina chamada tulip, empolgada pra um acampamento de desenvolvimento de jogos, mas que tem os planos arruinados pelos pais recém-separados que se atrapalharam na organização pra levar ela até lá. ela sai sozinha e no meio do nada aparece esse trem indicando a cidade que ela precisa ir como destino, então ela entra. logo descobre que cada vagão é uma meio que uma prova que ela tem que passar, um número na palma da mão que vai diminuindo conforme ela vai avançando; só chega no 0 quando admite sentimentos e atitudes em relação ao que tá acontecendo na vida dela. acompanham ela um robôzinho que ela chama de one-one e um corgi chamado atticus, rei da corgilândia. engraçadinho eles, gosto do lado mórbido de one-one (tem um "glad-one" e um "sad-one"). uma gata fazendo acordos, um robô com tentáculos do mal, uma condutora impostora com o objetivo de refazer o amor que perdeu (one-one é o verdadeiro condutor! nem ele sabia). rapidinho de ver, terminei de uma vez. umas coisas meio sombrias de leve, coisas pra revelar ainda provavelmente, mas não sei se me interesso o suficiente pra continuar. (talvez sim porque acabei de ver que a próxima temporada é com o reflexo liberto de tulip, um vídeo sobre transexualidade, hum?) bom pra passar o tempo, treinar inglês, etc. do cartoon network.

nation estate (2012)

curta da 2º mostra de cinema árabe feminino promovido pelo centro cultural banco do brasil do rio de janeiro. a diretora é larissa sansour, palestina, que recebe o foco na primeira sessão da mostra, de 19 a 25 de maio. ela é a protagonista aqui, uma mulher aparentemente chegando de uma viagem, andando com uma mala de rodinhas por um edifício futurístico. pega um elevador, ao lado do qual há uma placa enorme de destinos possíveis em cada andar. onde desce é onde mora, um apartamento hermético, branco esterilizado, comida em marmitas auto-esquentantes, janela de vidro de onde se vê israel (imagino). o prédio é a palestina, uma solução vertical pra questão do estado judaico e etc. uma crítica, uma piada. curtinho, efeitos parecendo de mentira, fiquei pensando que podia ser mais interessante como uma animação. música árabe, comida também. tô vendo tudo dia 25 então priorizei os filmes mais curtos e os da palestina.

a space exodus (2008)

"jerusalem, we have a problem". larissa sansour de novo, como diretora e personagem, uma astronauta a caminho da lua. "um pequeno passo para uma palestina, mas um grande salto para a humanidade". música de 2001: uma odisseia no espaço mas com instrumentos típicos da música árabe. acho que nunca tinha visto o nome larissa em alguém de outro país. bem simples e direto, como o outro. okzinho.

have you ever killed a bear – or becoming jamila (2012/2013)

sobre jamila, ícone revolucionário da resistência argelina à colonização francesa que revolucionou também o olhar sobre a mulher no mundo árabe. uma performance de marwa arsanios (what a cool name) em que ela reflete sobre as representações dessa personagem histórica, as atrizes que a encenaram, uma suposta "maldição" depois de interpretá-la – "todos os papeis que você fizer vão te afetar". reconheci a cena de jamila no bar, olhando em volta, colocando a bolsa no chão e empurrando pra perto do balcão com o pé, saindo antes da explosão das bombas caseiras. não soube dizer na hora que era do filme la battaglia di algeri, mas que massa revisitar agora. a batalha de argel foi uma das discussões que tivemos na disciplina de teoria literária lá no primeiro semestre da faculdade, em contraponto a l'étranger de albert camus. revisitei a resenha que fiz sobre o filme e achei até que bem escrita, interessante. bem boa essa música que é da trilha sonora do filme e foi usada no curta.

sexta-feira, 30 de abril de 2021

assistidos em abril (10)

chung hing sam lam (1994)

finalmente vi chungking express; não lembro como descobri, talvez através de ing lee, que gosta do diretor (wong kar-wai). me apaixonei pela personagem de faye desde a primeira vez que vi algo com ela, talvez essa thumbnail (queria TANTO que meu cabelo ficasse assim espetadinho nesse comprimento). já tinha ouvido essa música, sem ver o clipe pro filme continuar surpresa; boa demais – e faye que canta!

ai, fala sério, não sei se quero ser ela ou beijar ela :~

essa é uma das personagens de destaque, mas o filme tem dois núcleos diferentes, então não tem bem um principal. nos dois tem um policial e é sobre romance; primeiro um mais jovem (e bonito) que levou um fora recentemente e tá no processo de aceitar isso, comprando latas de abacaxi com vencimento pra 1º de maio, o aniversário dele. determina que se até lá a ex não retornar vai ser a data de vencimento do amor deles. quando não encontra mais latas sendo vendidas ele come todas de uma vez, fiquei só pensando intoxicação alimentar que eu teria se fizesse isso. ele costuma sair pra correr quando tá triste pra gastar líquido no suor e não sobrar pras lágrimas; é assim meio bobinho. encontra uma mulher misteriosa no bar tarde da noite, que usa óculos escuros e peruca e tá envolvida em algum lance de contrabando com uns caras indianos, e ela dorme num quarto de hotel enquanto ele passa a noite se empanturrando de comida (me identifiquei). depois ela telefona pra desejar feliz aniversário, bem quando ele tinha perdido as esperanças de ser lembrado :) ele frequenta uma lanchonete em que a tal faye começa a trabalhar, cruza com ela e assim o foco troca. outro policial sempre vai lá e faye se interessa nele, mas o cara tem namorada, uma aeromoça. ele sempre leva o mesmo lanche pra ela, e um dia decide ouvir a sugestão do dono de levar algo diferente, mas depois de um tempo leva um fora também. nisso tudo faye só de olho, atenta a tudo, toda distraidinha e espontânea, sua coisinha linda do caramba. e música torando no rádio. um dia a ex aparece e deixa uma carta pro cara, que todo mundo da lanchonete lê antes dele (técnicas de abrir envelope sem estragar o papel que eu nem conhecia). ela deixa uma chave também e faye começa a ir no apartamento do cara quando descobre o endereço, fica mexendo nas coisas, arrumando e passando tempo como se não houvesse amanhã. um dia dá de cara com ele quando tá prestes a entrar, desculpas esfarrapadas e vergonhinha. na rua se trombam várias vezes, uma loucura essa cidade, aliás (hong kong). no fim ele chama ela pra um encontro, mas em vez de ir pro bar califórnia ela vai pra cidade, que já tinha dito que queria visitar. acaba com ela voltando depois de um ano, aeromoça (já???), o cara comandando a lanchonete, esperando por ela. ai meu deussss. adorei essa forma de contar história, de falar de romance. tão divertidinho também, a coisa de mexer na casa, o jeito que o policial conversa com os panos de limpeza e os bichos de pelúcia, o apartamento chorando... nossa, muito bom. parece que esse diretor é bem falado mesmo, preciso ver os outros filmes dele :)

star wars: episode iv - a new hope (1977)

qual não foi minha surpresa ao ouvir, lá em dezembro, minha mãe dizer espontaneamente que tinha vontade de ver todos os filmes de star wars! surgia assim uma faísca de um desejo em comum que nos uniria. tive que pesquisar qual a ordem em que devia assistir os filmes; aparentemente a de lançamento é a recomendada pra quem não tem nenhum contato com a série, já que é como ela foi pretendida para ser vista, e também pra não estragar as surpresas. empolgante aquela música dramática e o texto correndo no início, show ver isso pela primeira vez assim de verdade, sem ser referência ou recorte. c-3po e r2d2 conduzindo a história, não imaginei que eles não iam ser parte da galera desde sempre; princesa leia que despacha os dois da nave dos rebeldes em segredo quando darth vader e o império a invadem. já começa assim capturada, pô, tamo mal hein. explodem o planeta dela a sangue frio mesmo ela supostamente revelando onde a base da rebelião tava localizada, putz. o oficial lá da nave parece um cadáver, me lembrou os memes do príncipe philip. luke criado pelos tios, curiosidade pela mensagem de leia em r2d2 e a missão pra ben kenobi, morte cruel da família (os corpos ali torrados!) e olha aí a jornada do herói bem na cara. a ~força~ abrindo os caminhos, energia que flui em tudo, não sabia que tinha um cunho meio religioso e que só sobrava darth vader como praticante conhecido. a musiquinha no bar, super reconhecível! star wars é de um nível que nem dá pra mapear a extensão das referências, né, vai saber de onde conheço. e ninguém dando a mínima pro braço amputado ou pro sujeito morto, só mais um dia normal ahhushu. chewbacca aparecendo primeiro, co-piloto de indiana jones – então é ele o tal han solo... a millenium falcon também super reconhecível, gosto do puxão no brilho das estrelas quando ativa a velocidade da luz. ai meu deus a tensão sexual entre os caras e leia, why... uma perseguiçãozinha básica dentro da nave inimiga pra resgatar ela, um lixão com uma serpente na água que afoga luke just because, geral com uma mira ruim do caramba kkk. morte de obi-wan e explosões com som no espaço hehe. gostosa a ideia de uma base rebelde, planos comunistas, colegas pilotando naves. ataque certeiro à estrela da morte, claro que seria luke quem conseguiria! e claro que darth vader ia estar fora dela quando a destruíssem... final feliz com medalhinhas, uhul. no fundo tava me preparando pra achar entediante ou geek demais pro meu gosto mas achei realmente bom, super dá vontade de acompanhar e saber mais. nem tinha me dado conta que esses filmes são da década que minha mãe nasceu, deve ter sido bem massa gostar de ficção científica desde essa época. eu confundi stormtroopers com jedis na primeira vez que apareceram e meu irmão me corrigiu, dá pra acreditar?

star wars: episode v - the empire strikes back (1980)

uma ótima continuação! terminou e eu tava suspeitando que tinha visto que esse era um dos favoritos dos fãs e acho que é mesmo, dá pra entender porquê. já começa com luke apanhando de um bichão e precisando ser resgatado; achei estranho que não tava reconhecendo ele, chega fui olhar se tinham trocado de ator (acabei de ir procurar fotos pra dizer que nunca mais achei ele bonitinho como no primeiro filme e vi que o cara fraturou o rosto num acidente de carro... me sinto mal agora ahushu mas concordo que veio a calhar pra dar uma aparência mais experiente e madura).
parece que usaram cartilagem da orelha dele pra reconstruir o nariz :|
daí vem um drama idiota de han pressionando leia a "admitir" que gosta dele e por isso não quer que ele vá embora (porque, esqueci de mencionar, no filme anterior ele já tinha partido quando os rebeldes começam a atacar a estrela da morte, mas volta no último momento pra dar uma força – bem previsível, afinal)... beijo em luke só pra provocar, whyyyy. são atacados pelo império com uns veículos que parecem um bichão pernudo, vi aqui que chamam "all terain armored transport" (at-at), e depois de resolver isso luke parte pro planeta que o espírito de obi-wan falou pra ele ir. é aqui que aparece yoda! muito bom a sintaxe toda doida dele, me faz pensar em como deve ter ficado em diferentes línguas (nota mental: olhar a versão alemã). gostei do "try not. do or do not. there is no try" enquanto eles treinam; parece que é uma citação popular dele. confesso que xinguei luke de burro várias vezes por causa da impaciência e das decisões precipitadas dele; tem certeza que não é melhor ouvir a criaturinha verde de 900 anos de idade, meu filho??? é claro que ia ter uma armadilha esperando onde ele viu os amigos precisando de ajuda!!! esperto eles terem se alojado dentro de um asteroide antes, numa tempestade de meteoritos, e depois escapado com o lixo da nave do império heuhe. personagem novo, lando calrissian, amigo massa de han! mas teve que trair ele por causa da ameaça do império :/ pobre c-3po desmantelado sendo carregado nas costas de chewbacca. enfim a luta de luke e vader, o menino tá se superestimando como iniciado na força, eita um braço decepado! sempre a expectativa do maior spoiler da história do cinema, fiquei chocada que minha mãe não sabia huahsush. o coitado fica na fossa depois dessa, né, mas óbvio que iam reconstruir o braço facilmente, pelo menos. ah, o pessoal do mal testa o congelamento em han solo, muito a cara dele responder "eu sei" pro "eu te amo" desolado de leia se despedindo, né. essa review no letterboxd kkk
muito bom um universo em que a preocupação com a atmosfera dos planetas ter ar respirável simplesmente não existe, aliás. e acho interessante como r2d2 consegue andar tranquilamente em qualquer superfície huehue. queria ser fluente em mais de 6 milhões de formas de comunicação que nem c-3po.

quarta-feira, 31 de março de 2021

assistidos (8) em março

m-8: quando a morte socorre a vida (2019)

tinha visto o trailer um tempo atrás e achado incrível, carol também, e surpreendentemente foi colocado no netflix, então assistimos. o protagonista é maurício, garoto que entra na faculdade de medicina e percebe que mais corpos negros passam por lá como objetos de estudo em anatomia do que como alunos, e que ele tem mais a ver com esses corpos do que com os colegas de classe. a solidão nesse sentimento é profunda e pega muito pesado, especialmente quando ele conecta os pontos e começa a suspeitar que um corpo do laboratório (identificado como “m-8”) pode ser de um dos jovens desaparecidos buscados por mães fazendo protestos nas ruas da cidade. pior ainda quando ele vivencia situações de racismo, tanto na rua quanto na “escola” (como diz a mãe dele), que mostram que pra um negro estar ali existem muitas mais camadas a atravessar do que pra qualquer outra pessoa. cida, a mãe, é auxiliar de enfermeira e criou ele sozinha – facilmente a personagem mais foda do filme –, e quando maurício volta pra casa ferido e começa a faltar nas aulas ela dá um sermão de abalar as estruturas, lembrando ele de como ela nunca abaixou a cabeça diante dos obstáculos da vida e sempre se esforçou muito pra dar uma vida digna ao filho. ela frequenta um terreiro de umbanda e estar lá vendo o m-8 querendo falar com ele ajuda maurício a ter coragem de fazer algo pelos mortos. ele descobre que o corpo foi dado como indigente e que chegou no hospital com hematomas internos, o que pode ser considerado morte suspeita, mas claro que foi registrado como morte acidental. o protocolo da universidade diz que depois das aulas do semestre os corpos são encaminhados pra uma vala comum da prefeitura, mas com a ajuda de funcionários negros ele consegue tirar o m-8 de lá e fazer um funeral simbólico pra essas mães. cena sensível demais. e é isso, não foi tão uau como o trailer prometia mas gostei. muitas reviews falando sobre a resistência do cinema brasileiro em deixar o formalismo de lado, dos diálogos e atuações engessadas, das situações estereotipadas forçando um didatismo, mas acho que tem sentido nisso também, fazer o quê. que bom que tá no mainstream, numa plataforma tão acessível e acessada, pelo menos. baseado num livro que eu pensei que era de augusto cury por causa de algum comentário no youtube (é não!).

my octopus teacher (2020)

tinha começado a ver com carol lá em janeiro, mas continuamos/terminamos só agora. um cara volta pra onde cresceu, na áfrica do sul, e descobre um polvinho quando passa a mergulhar perto de casa. de alguma forma ele reconhece o polvo sempre que vai lá e meio que se tornam amigos, se acostumam à presença um do outro, e assim ele vai acompanhando o bichinho durante quase um ano. cê tem noção do que é mergulhar todo santo dia? ele fala do frio, aquela coisa louca da temperatura eletrizante, mas não deixo de ficar chocada com a habilidade de usar aquele coiso de sugar oxigênio da superfície. só isso e os pés de pato, é tudo que o cara usa pra passear debaixo d'água. ele é fotógrafo, se não me engano, e a máquina fotográfica dele é um negócio absurdo. a melhor parte desse documentário são as imagens, as cores, as formas, as criaturas! o oceano é incomparável, não tem jeito, uma beleza imensa. engraçado às vezes o aparente exagero do cara nas metáforas sobre a própria vida que via no polvo, mas no fim ele aprendeu muita coisa e se reconectou com várias outras também, então massa. aprendi que a diferença entre polvos e polvas é mais simples do que eu imaginava, e várias outras coisas interessantes sobre polvos também, aqui (muito boa a energia dessa mulher). curioso e válido assistir se houver a oportunidade de aproveitar o hd 4k.

toc toc (2017)

a aluna bruna, lá atrás, tinha me indicado esse filme por causa do assunto de transtorno obsessivo compulsivo, que ela tinha muito forte na época de enfermeira. já tinha ele na minha lista mas não sabia que era sobre isso antes dela me falar, apesar do título. é sobre várias pessoas, com diferentes obsessões, que marcam consulta com um doutor aparentemente muito prestigiado, mas quando chegam no consultório se dão conta de que tão todas designadas pro mesmo horário e ainda por cima o cara não chega nunca, então acaba virando uma terapia em grupo que resolvem fazer entre si. me arrependi de ter demorado tanto pra ver! cada vez que assisto um filme em espanhol eu fico querendo ver mais e mais; é muito bom, muito singular o jeito que as coisas funcionam, o humor, a atuação. o final me pegou muito de surpresa, em nenhum momento suspeitei que o doutor sempre esteve entre eles! achei que a representação de tourette's talvez tenha ficado meio torta, com base no que eu conheço, mas quem sou eu pra falar alguma coisa. não acho que seja considerado um transtorno obsessivo compulsivo mas faz algum sentido (também não pesquisei pra confirmar nada). além do velho reconheci a mulher religiosa, ela faz a lésbica de kika! bem diferente aqui, muitos anos depois, né. o cara das linhas achei bem galã, não vou mentir, e muito bom ele e a menina das repetições sendo casal! fofa demais ela também. não sabia da existência da aritmomania, que loucura. a recepcionista sendo só uma atriz, hehe. as loucuras da mulher germofóbica no banheiro! naquela parte em que todo mundo se desespera pra acudir a velha vi que o bonitinho pisou numa linha e achei que tinha sido erro, daí me surpreendi quando apontaram que tinha acontecido hehe. legal a conclusão deles esquecerem das obsessões quando tão envolvidos em outra coisa. e a amizade que se forma, o grupo no whats haushus e o nome!!! genial. ecolalia, né, aparece isso em tics também. parece ter boas críticas, mas gostaria de ver alguma review de alguém com toc pra saber se foi respeitoso. eu gostei bastante.

love on the spectrum (2019)

minissérie documental que acompanha diferentes pessoas no espectro autista que querem se relacionar amorosamente. vi com carol e gostava de como ela vibrava nos encontros, a gente ficava triste de verdade quando parecia uma coisa e no final era outra. os pais parecem ser firmeza e a especialista que ajuda eles é interessante; tinha achado bom as canetinhas coloridas e os esqueminhas que ela desenha pra falar das coisas mas depois de procurar reviews own-voice me toquei que é bem infantilização de pessoas no espectro... real a complexidade que é se relacionar, muito fácil take for granted (apesar de eu estar no grupo de gente que acha dificílimo também), mas entendi que é problemático essa representação de autistas como seres assexuais que precisam decorar regrinhas sociais pra se relacionem de maneira convencional. algumas dicas até são relevantes, como manter o encontro num 50/50, não sufocar de perguntas e virar entrevistador, não dar respostas definitivas que não dão margem pra conversa se desenvolver... gostei bastante de olivia, o senso de humor dela e a personalidade! achei tão daora o carinha que ela conhece e faz cerâmica, não esperava que fosse ficar na amizade mas bom também, afinal. michael tem muitas certezas, meio desesperador hushs mas ele é bem doce, mesmo. maddi é muito gente boa e engraçada e mark a coisa mais carinhosa, muito sensível, pô... lotus e o date no campo de girassois, mdsss, muito linda ela, toda nervosa hihi. massa ver como cada pessoa é única, como é mesmo um espectro :)) bom de ouvir os sotaques australianos (a "especialista" tinha o mais louco!), e que linda a cidade. o casal perfeito do primeiro episódiooo, e o outro do final mais fofinho ainda, ah! indiquei pra minha mãe. carol e eu gostamos do jeito de mostrar os gostos e desgostos dos pretendentes (referência a amélie poulain que só percebi revendo o filme) mas vi uma crítica falando que é meio nada a ver mencionar coisas/barulhos que eles não gostam e mostrar/tocar mesmo assim; verdade. pelo menos foi melhor que terrace house, que abandonei agora que não tenho a companhia de pölzl pra saber de tsubasa e shion.

back to the future (1985)

sabe que eu acho que nunca tinha assistido? quis ver com a família e fiquei incomodada do começo ser maçante demais pra uma criança de 10 anos. desnecessário a flertação toda, claro que ia ter uma nojeira da mãe tendo crush no filho, né... e ela pensando que o nome dele era calvin klein por causa da cueca kkk fiquei pensando nas minhas/de talita com as variações absurdas. feliz pelo ator principal ser tão baixinho, 165cm hehe. no começo eu tava achando o pai e a mãe muito esquisitos e logo suspeitei que era maquiagem pra aparentarem mais velhos porque com a viagem no tempo iam aparecer como jovens, dito e feito. gosto da cara e do estilo do pai de marty jovem, aquelas belezas estranhas notáveis, mas vendo ele atualmente percebo o potencial de pinta de vilão ou personagem esquisitão (ele faz o valete em alice in wonderland!). muito bom o ator que faz o professor, a melhor caracterização é sem dúvida a dele. aquele final dando brecha pro próximo filme, não esperava. não tem um negócio de 2019 nesse universo? tenho a impressão de ter visto algo assim um tempo atrás, mas pode ser de outro filme clássico. não achei muito bom não, mas interessante ver a evolução das histórias de viagem no tempo. sempre tô dentro. ah, massa também descobrir que mcfly é um sobrenome possível ahushu. que sorte voltar pro presente com um upgrade, hein. muito bom o estilo dos anos 80.

mononoke hime (1997)

não tem muitos filmes do studio ghibli dublados no netflix, queria assistir com mãe e irmão e percebi isso (já tá na hora de se acostumarem com legenda, mas né). coloquei princesa mononoke mas não lembrava que era tão longo, ainda bem que eu pedi pausa pra xixi na metade. muito bem feito o comentário sobre exploração de recursos naturais, desmatamento, desequilíbrio entre homem e natureza, etc. a metáfora da raiva, mágoa, fúria é muito boa!... uma contaminação mesmo, ashitaka resistindo, lutando contra, tentando agir como ponte, pacifista. a questão de gênero e deficiência na cidade de lady eboshi (mais sobre isso na wikipedia). o deus da floresta, como é bonito o florescer a cada passo... gosto dessas histórias que têm romance mas esse não é o tema central, que nem howl's moving castle. e é tão importante ver histórias em que o bem e o mal não estão bem divididos e solidificados, em que os personagens não são moralmente determinados... acho que esse é um dos meus favoritos, mesmo. não lembrava nem um pouco que a princesa não se chamava mononoke e sim san – the term mononoke is not a name, but a japanese word for supernatural, shape-shifting beings that possess people and cause suffering, disease, or death. não me conformo nunca em como é possível existirem trilhas sonoras tão potentes, que trazem tantas emoções à tona. moved me to tearsss. esse filme é muito maravilhoso, que bom que existe. sempre fico tensa quando percebo que as coisas que chamo minha mãe pra assistir falam de demônios e coisas do tipo. ainda bem que os kodamas ficam fofinhas depois de parecerem macabros hehe. eu lembro que fiz um desenho de san uma vez, na época do cv, talvez só da máscara. algum dia tiro foto pra deixar aqui.

loving vincent (2017)

na primeira aula de interpretação usamos van gogh como exemplo pra falar de como o quanto que a gente sabe do autor influencia na interpretação da obra – primeiro vimos só as pinturas, depois trechos de cartas dele pro irmão theo, depois a música (que eu não lembrava mas já tinha ouvido antes, a julgar pelo like nesse vídeo), o episódio de doctor who, uma audiodescrição... por fim ficou o filme como recomendação. teve um tempo que ele tava no netflix, né? não tava mais, baixei mesmo. que loucura fazer uma animação em que cada frame é pintado a mão, com tinta a óleo. mais de 63 mil frames! parece que o ator que interpreta vincent é polonês e mal fala inglês, escolheram pela semelhança de aparência e tiveram que dublar as falas dele. bonitinho o ator/personagem que conduz o filme, naquele terninho amarelo com o chapéuzinho. conta sobre as últimas semanas de vida de van gogh, depois dele sair da instituição onde se internou quando mutilou a própria orelha. não sei até que ponto é real a coisa do tiro na barriga, os amigos festeiros, o médico aspirante a artista obcecado por van gogh. quanta tristeza, quanta doçura também. isso de vincent querer ser visto como alguém que sentia muito... em doctor who falam bem. mais de 800 pinturas em uma década é muita coisa, putz. li as partes dele naquele livro tudo sobre arte, show o que ele fez e as inspirações que tinha, o legado que deixou. gostei da mocinha sorridente da hospedaria; não esperava saoirse ronan como romancezinho. muito bom as partes em que as pinturas dele viram parte da realidade! espero que a produção tenha sido boa pros artistas, sem muita pressão e condições ruins de trabalho... me emocionei com o filme, foi gostosinho de ver. acho que gosto mais de van gogh agora, tenho mais interesse. quero ler essas cartas dele, são publicadas pela l&pm aqui, pelo que eu vi.

quanto vale ou é por quilo? (2015)

paralelos entre os séculos xviii e xxi, estruturas de escravidão que não parecem ter mudado tanto assim de lá pra cá. filantropia e projetos de caridade mascarando um mercado de lucro e exploração capitalista. vítimas e reféns desse sistema de merda do caralho. corpos negros e periféricos na mão de brancos ricos corrompidos. as mesmas atrizes representando personagens diferentes, uma senhora de escravos que fazia tudo visando lucro e uma mulher com um projeto de ajudar os necessitados, uma escrava fugida arrastada de volta pro dono mesmo grávida e uma professora batendo de frente contra os empresários super faturando o laboratório de informática na periferia. angry black woman e macho branco estúpido. ainda bem que perde uma orelha e uns dedos. a "amiga" da mulher da ong se vendo sem saída nos acordos, oferecendo uma menina "limpinha e quietinha" pra ficar no lugar dela, negra, claro. o crime, sequestros, captação de recursos x redistribuição de renda. muita coisa aqui, a narrativa é bem única, chega a ser documental. e esse título... forte. não conhecia. tem a ver com um conto de machado de assis e umas crônicas retiradas de relatos factuais. incômodo, importante. final ambíguo.

domingo, 31 de janeiro de 2021

assistidos (17) em janeiro

mars S02 (2018)

não sei se tem muito mais coisa pra dizer além do que eu já disse sobre a S01. a maior diferença dessa é que chega uns caras de uma empresa chamada lukrum (só com esse nome já dá pra imaginar as merdas, né) que só faz causar conflito. eles tão lá pra extrair coisa do solo e abusam da boa vontade da galera das antigas pra ter água, energia, etc. a doutora francesa descobre que tá grávida do galã espanhol (carol gosta muito dele) justo quando ela tinha avisado que ia voltar pra terra, sem chance agora. as loucuras da extração de petróleo no oceano aqui na terra, como pode existir aquelas plataformas monstruosas? e os derramamentos, puta que pariu. ativistas do greenpeace e afins, gente muito comprometida e disposta a arriscar a própria liberdade pra defender causas ambientais. pior que é urgente de verdade, né, véi. a irmã de hana morre de câncer :( tinha saído da presidência (não é bem esse o cargo né, mas enfim) pra poder viajar mas não aguenta chegar em marte, ninguém sabia de nada. que pesado que deve ser perder um irmão gêmeo. tempestade solar! contágio que se resolve da maneira mais simples! relações entre países rivaizinhos! termina com a esperança pro futuro, a bebê nascida, que loucura criar uma criança em MARTE. coitada, né, crescendo sem nenhuma companhia da idade dela, sem poder ir pra terra também porque o corpo não vai ser adaptado pra isso, já dá pra pensar nela aborrecente putona com os pais por deixarem ela existir. marsquakes em vez de earthquakes heuhue muito bom. hana e a colega da imsf sendo mais espertas que o escroto corporativo, in your face, bitch. a gente só fez passar stress com essa série, falar a verdade, viu. interessante mas nunca que eu reveria igual carol fez.

j'ai perdu mon corps (2019)

depois de um tempão pensando em que filme assistir e de 10 minutos gastos num filme em espanhol extremamente idiota, sobrou só carol, pölzl e eu e concordamos em ver uma animação potencialmente triste. queria ver essa há algum tempo, só não tinha acontecido ainda. começa com um cara no chão, choque no rosto, sangue e a mão decepada caída ao lado dele. mais tarde a mão escapa de uma geladeira de partes do corpo (onde diabos é isso? muitos olhos!), foge pela janela, enfrenta uma pomba, é atacada por ratos... fica intercalando com a história do cara, naoufel. tem uma pintinha na mão, perto da base dos dedos de fazer paz e amor. quando criança ele gravava os sons das coisas naqueles aparelinhos pra colocar fita cassete e ouvir com fones, muito show. a mãe era violoncelista, ele aprendia piano. queria ser pianista e astronauta. os pais morrem num acidente de carro e ele tava gravando, putz! triste os sonhos sendo esquecidos e a vida ficando miserável. ele adulto trabalha de entregador de pizza, sempre se atrasando, desanimado e ainda tendo que dar os trocados que ganha pro parente em cujo apartamento mora. numa noite de chuva em que ele se acidenta conhece gabrielle, mas só pelo interfone do prédio onde ela mora no 35º andar. conversa profunda e prolongada, massa. depois ele procura por ela na lista telefônica e descobre a oficina de marcenaria do tio dela, e consegue virar aprendiz dele e se mudar pra um quartinho super massa no lugar. ele gosta do que faz, mas quando passa um tempo e ele conta pra menina que a seguiu e por isso achou o tio e etc ela não gosta, óbvio. fez um iglu de madeira legal no telhado, mas poxa. desconta numa briga com um cara aleatório, volta pra casa com um soco, se distrai tentando capturar uma mosca igual fazia quando o pai ainda era vivo e o orientava sobre como conseguir isso, e pimba, relógio preso na máquina de serrar, mão brutalmente decepada. que agonia deve ser. no final a mão o encontra dormindo no quartinho, mas não se conecta de volta no pulso. termina com gabrielle encontrando a fita cassete no aparelho, o som de naoufel saltando do prédio, susto de ser suicídio, mas era pra pular num guindaste ali em frente. grito de vitória. neve caindo, suspiro. parece que tudo vai ficar bem. que bonito. gostei muito. fico com essa vontade de ir pra outro lugar e ter outra vida, fazer essas coisas diferentes, sei lá. trabalhar numa biblioteca que nem a menina, gravar sons como naoufel, escalar prédios em busca do horizonte. poder respirar e ter calma.

sib (1998)

documentário sobre duas irmãs iranianas de 13 anos de idade que há 11 anos viviam trancadas em casa. a mãe é cega e o pai fazia tudo, então quando saía deixava elas dentro de casa porque a mulher não podia tomar conta de outro jeito, e porque tinha medo por serem garotas. muito muito humilde tudo, o cara nem emprego tem, vive de dinheiro e comidas que dão pra ele. triste como em certas culturas as pessoas com deficiência são simplesmente inválidas, né. a mãe só aparece cobrindo o corpo todo, nem o rosto mostra. as irmãs parecem ter um retardo mental, mas pode ser por causa da privação de socialização; parece que os pais mal falavam com elas também. falam murmurando, fazendo barulhos só, ou usam palavras chave, frases prontas. o pai parece ter alguma coisinha também, meio velho ele. gêmeas não-idênticas, fiquei pensando naquilo de pra que ser gêmeo se for pra não ser idêntico haushu. os vizinhos que fizeram um abaixo assinado, uma assistente social levou elas mas depois devolveram sob a promessa de que os pais mudariam algumas coisas. muito louco o método dessa assistente social, tem uma hora que ela simplesmente aparece e tranca o cara pra dentro da casa, leva a chave, põe as irmãs pra fora de casa e manda elas irem fazer amigos, dá um serrote pro cara cortar as barras do portão e diz que se não fizer isso vai levar as meninas. elas ganham espelhos da assistente, bonitinho elas sorrindo e brincando com água. roubam picolés de um meninho que vende, uma vizinha paga, até uma cabra toma junto. querem comprar maçãs, depois conhecem duas meninas brincando de amarelinha, uma tagarela pra cacete. termina com elas indo buscar o pai pra comprar um relógio pra elas igual uma das meninas tem, depois da assistente dar a chave na mão delas pra tirarem o pai de lá se conseguissem. pesado tudo. carol que tinha que ver pra uma disciplina.

klaus (2019)

carol queria ver uma animação e nalu falou dessa no netflix. um cara folgado, que estudava pra ser carteiro mas tem pai rico, é mandado pra uma ilha no fim do mundo como punição. só pode sair de lá depois de mandar 3 mil cartas, se não me engano, mas o problema é que geral se odeia nesse lugar. as crianças não vão pra escola, só tem briga e más intenções, mas um dia o cara descobre um morador isolado com um depósito cheio de brinquedos e convence as crianças a mandarem cartas pra ele se quisessem ganhar brinquedos. nessa a escola é reativada (a professora tinha começado a vender peixe), a coisa toda de se comportar é inventada, e o lugar vai melhorando, estruturalmente e nos relacionamentos interpessoais também. as duas famílias inimigas que centralizam os desentendimentos querem acabar com isso e planejam um jeito de atrapalhar tudo, mas klaus (o cara isolado que fez os brinquedos) é mais esperto. acolhem o carteiro, apesar de descobrirem o acordo dele com o pai e por que ele tava ali, e no fim todos estão felizes e ele com a professora e klaus morre em paz depois de alguns anos (os brinquedos eram pros filhos que não chegaram a nascer, e depois a mulher morreu). okzinho, gostei da criatividade pra inventar os costumes natalinos (vão expandindo o megócio pra outras vilas e tal). ah, tem uma menininha indígena do povo sámi, margu, que habita o que hoje é a noruega. inesperadíssimo! fofinha demais, muito massa que não fizeram ela falando inglês :)

quinta-feira, 31 de dezembro de 2020

lidos (2) e assistidos (3) em dezembro

judy moody: judy de bom humor, judy de mau humor, sempre judy moody (megan mcdonald)

menininha mau humorada, melhor amigo rocky, preconceito com um colega de sala nerd que depois ela descobre que tem tudo a ver com ela, irmão mais novo, gatinha ratinha, clube do sapo... li com matheus enquanto tava na casa dos pais, começou sendo um capítulo por dia mas logo ele animou e acabamos lendo pelo menos dois. outra coisa ler pra criança, né, colocar emoção e surpresa na narração e se investir na história. foi uma experiência boa que nunca tinha conseguido com ele, talvez porque não era a hora certa ainda. dessa vez ele sentia minha falta e tá mais velho. o melhor de tudo foi fazer nossas próprias colagens "quem sou eu", igual judy moody fez pra escola! pedi pra minha mãe continuar a série com ele; até onde eu sei tá acontecendo. essa esperança de ser uma influência boa e uma inspiração pro irmão mais novo...

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aschenputtel (rosemarie künzler-behncke, markus zöller)

achei no sebo! a cinderela em alemão hahah. feliz de conseguir ler, afinal a indicação é de 2 anos de idade pra cima... linguagem simples, verbos que eu conheço, etc. bonitinho o jeito de contar, as ilustrações também :) e agora que pölzl tá com uma impressora posso escanear pros colegas lerem.

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soul (2020)

mal comecei a ver propagandas do filme novo da pixar e nalu perguntou se eu conseguia baixar, e assistimos um dia depois de ter sido lançado (a legenda tinha vários defeitos, inclusive). antes de assistir vi comentários no twitter sobre a disney não conseguir deixar um personagem negro com pele negra por um filme inteiro e sobre essa representação sempre burocrática do além-vida, em vez de retratar a perspectiva de outras culturas. enfim, joe gardner é o protagonista, músico que dá aula numa escola de ensino fundamental e não quer aceitar o contrato full-time porque tem esperanças de conseguir fazer o que realmente o cativa (tocar!). a mãe tem uma loja de roupa social e desaprova essas incertezas da vida do filho. e aí joe consegue ser chamado pra tocar com uma saxofonista foda e fica super feliz, mas cai num buraco e morre... no processo de passar adiante ele não se conforma, vira uma espécie de orientador de almas que ainda vão nascer, assume o posto de outra pessoa e fica com uma tal 22 conhecida por nunca ter sido convencida a nascer, mesmo com inúmeros mestres, famosos até. acabam se unindo num acordo de que ele ia nascer no lugar dela e ela ia morrer no lugar dele, mas acabam indo pra terra precipidamente, e joe cai num gato e 22 no corpo de joe. acaba que ela curte estar viva, observa as folhas, se diverte com os pequenos detalhes, mas joe age mal falando que isso não é paixão, é só viver. umas mensagens de que você não é seu talento, de que nossa missão é só viver, e não fazer coisas. joe aprende isso de certa forma, mas magoa a coitada bastante. tem um lugar onde as almas perdidas ficam, não só mortas mas de gente que se aliena pra conseguir seguir... foda. enfim, chorei muito me identificando com 22, apesar de no geral não ter me cativado muito. carol disse que esperava mais, analuísa ficou muito mal porque tem medo de morrer, e no fim ninguém conversou sobre (eu queria, mas tudo bem).

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happiest season (2020)

aff, concordo que abby devia ter ficado com riley no final em vez de perdoado harper. amando ver kristen atuar como ela mesma kkk as meninas admiraram muito ela, inclusive, tiraram até foto do momento em que ela se apoia no balcão durante o natal, encarando harper de longe, chateada. não fui com a cara dessa namorada em nenhum momento, mas bonitinho como kristen é baixinha perto dela. riley foi bem mais legal e mais interessante, compartilhou que se identificava em ser deixada de lado igual quando namorou harper e foi exposta por ela pra escola inteira sozinha. pesado, né. muito bom o amigo gay fada sensata indo resgatar abby daquela casa e dando um sermão tocante sobre o processo de cada pessoa com sair do armário. achei importante de existir pra outras gerações e tal; sempre bom ter mais representatividade em gêneros clichês, afinal. mas nada de mais o filme. foi legalzinho de assistir, passar tempo, dar sorrisinho. umas besteiras que só em comédia romântica, o amigo substituindo o peixe haushu. e o final podia ser outro, não vejo sentido nesse perdão depois de tanta mágoa. fiquei firme o tempo todo. ressignificando datas, né.

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mars season 1 (2016)

carol maratonou essa série inteira nuns dias de férias que deu a si mesma e foi engraçado o tanto que ela se envolveu e vibrou com o que acontecia. todo mundo assistiu pedaços enquanto isso e quando pölzl voltou do natal com os pais ela quis ver também, então resolvemos ver direto (carol embarcou junto pra rever). mistura ficção com documentário, gente falando de ir pra marte e tudo que isso envolve, possíveis problemas, avanços tecnológicos necessários, etc, e tudo sendo ilustrado na historinha. desde estudiosos e escritores até elon musk falando (cuja empresa spacex, por sinal, tem esse nome tosco). negócio de tentarem fazer foguetes reutilizáveis pra ter a capacidade de investir em viagens pra marte. a loucura que é considerar ir pra outro planeta enquanto a terra tá longe de ter os problemas resolvidos. strong female protagonist que ainda por cima gives off lesbian vibes e tem uma irmã gêmea correspondente na terra. problema na aterrissagem (amartissagem?) e caminhada básica de 70km até a base improvisada. segunda leva de gente com um botânico esquisitão que se mata num delírio levando mais 6 pessoas e a estufa toda. o problema da água e das tempestades de areia, gente fazendo coisa em lugares remotos na terra também. efeitos psicológicosss. descoberta de formas primitivas de vida. fiquei pensando em como o ser humano se acha o centro do universo e a última bolacha do pacote, né. se houver vida em outros planetas, qual a probabilidade de se desenvolver igual a gente? ou sequer de se desenvolver, na real, porque tem tudo aquilo de degraus evolutivos. e os milhões e bilhões de anos pra de fato observar alguma coisa...? o tanto de merda que pode acontecer, véi, não dá pra ter esperança. a conclusão é que não tem sentido ir pra marte se não for pra explorar, e que merda.

sábado, 31 de outubro de 2020

lidos (1) e assistidos (16) em outubro

little women (2019)
frances ha contando a história das irmãs march. toda hora eu achava que tava faltando a quinta, mas isso é coisa de orgulho e preconceito. sempre tem uma irmã que toca piano e adoece e outra jovem rebeldezinha, é muito fácil confundir. parece que a ideia foi contar o que não tinha sido contado, então tem bastante coisa que se passa depois do que tem no livro, ou antes. se me lembro bem tem uma sequência pra história, afinal, mas acho que nunca vi por aí. saoirse ronan é bonita demais, não tem jeito. muito europeia, tho. e o amiguinho timothy chalamet lá com sua grande cara de menino doente. pernas tortas e cara de moleque. gostei muito de amy adulta falando sobre a realidade da mulher naquele tempo, casamento e tal. meio desapontada com ela casando com laurie; ela mesma fala que sempre ficou em segundo plano, depois de jo, e no fim cede à proposta de dele. muito estranho hermione sendo outra pessoa, aliás. ela tem uma cara meio simplona, né. muito bom o acordo com o cara que publica o livro de jo, com ela ficando com um homem no final. a mãe delas é tão legal. que dó da família pobre; elas pareciam morar bem perto deles, e de tudo, afinal. na parte de jo com a irmã doente na praia pausei pra chorar, não tanto pelo filme, mas porque tava mal. pensando que queria poder ter uma vida diferente, recomeçar em outro lugar, me sentir capaz. jo fala disso, de ser capaz de deter as coisas, mudar, transformar. que bonito essa coisa de sempre ter criado histórias. a união da família, as amizades fortes. triste, de certo modo. no geral, um filme ok. acho que esperava me surpreender mais.

elena (2012)
petra costa, diretora de olmo e a gaivota e outras coisas, falando sobre a irmã que se suicidou aos 20 anos. era 13 anos mais velha, morava em nova york pra estudar, era atriz, dançava. foi ficando triste, perdendo o brilho, vendo o quanto ainda era pequena diante dos desafios dessa vida. mexeu muito comigo essa coisa de ter uma irmã pequena, que não compreende pelo que a outra tá passando. pensei muito em como eu chorava e chorava enquanto tinha que cuidar de meu irmão, em como eu não tinha capacidade de tratar ele bem. petra passou um tempo fazendo acompanhamento psicológico, apresentava coisas de transtorno obsessivo compulsivo, dizia que queria morrer e se recusava a falar sobre a irmã. o que motivou o documentário foi ela ter encontrado os escritos de elena na época em que tava deprimida, bem quando estava com a mesma idade que ela tinha quando morreu. diz ter se identificado demais, e tem toda a questão das duas parecerem muito, todo mundo falar, e petra ter essa espécie de expectativa de que ela supere a irmã. "agora você é mais velha que elena", diz a mãe quando ela passa dos 20. a mãe participa também, lembrando e contando. tem também um amigo de elena, última pessoa com quem ela falou... doloroso, sensível. meio bilíngues, elas, com essa coisa de nova york. me tocou também a fala de petra sobre tudo o que ela produz, toda a inspiração dela vir de elena, que vive nela, através dela, ou que petra vive por elena. não sei o que fazer com isso. essa identificação e dor, catarse. enfim, incrível.

der himmel über berlin (1987)
vi com pölzl, que disse que gostava desse filme e sugeriu que assistíssemos juntas. vimos sem legenda, então devo ter entendido menos que 20% das falas, mas o que entendi foi legal. em algumas partes alguém falava francês ou inglês e aparecia a legenda em alemão, o que me pareceu uma boa estratégia de estudo, também. é sobre esses anjos que observam e protegem as pessoas na terra, de forma passiva. muito bom a atmosfera e as músicas, uma coisa meio mundo dos shinigamis de death note. acontece que um dos dois anjos principais se apaixona por uma trapezista de um circo, e fica sonhando com ser humano. ele acaba virando homem, mesmo, e os dois se encontram de um jeito bem bonito, predestinado. ela fala por um tempão sobre o encontro deles, que ela ansiava, apesar de não saber quem ele era. ela deixou o circo, tava com várias inquietações. muitas coisas existencialistas, os pensamentos sendo ouvidos pelos anjos. show de nick cave. coisas melancólicas e esteticamente agradáveis. a perspectiva dos anjos é sempre em preto e branco, e quando o principal se torna humano a primeira coisa que faz é perguntar qual cor é qual. ich weiss jetzt, was kein engel weiss. bonito. vai ser massa rever com legenda pra confirmar hipóteses, mas pölzl brincou de rever quando nosso nível de alemão for melhor e tive essa ideia de rever todo ano, pra acompanhar o progresso. quem sabe.

swallow (2019)
sugestão de pölzl; vimos eu, ela, carol e talits. uma mulher chamada hunter (!), toda fofinha, bochechas sempre rosadas, cabelo loiro e franjinha, voz fina, casada com um cara empresário ricão, richie (haha). moram numa casa absurda e fica lá sozinha enquanto ele trabalha. engravida, felicidades, uhul. por algum motivo só tem contato com a família do marido, e parece que enxergam ela como alguém que não tinha habilidade pra ser nada na vida, e que o casamento com richie foi a melhor chance que teve. uma conversa estranha da sogra perguntando se ela era fake it ou tinha make it. um dia ela tá lendo um livro de autoajuda que diz pra todo dia fazer algo de que se orgulha, e adivinha o que ela faz? swallow coisas, claro! quando sai no cocô e ela pega pra guardar fica toda orgulhosa de si mesma, feliz, começa uma coleção. vai ficando pior, engole um negócio pontiagudo, afiado. vai parar no hospital, cirurgia de emergência, e descobrem mais um monte de lixo lá dentro. colocam ela pra fazer terapia e ela diz gostar das texturas na boca, coisa e tal. uma brisa de estar no controle de alguma coisa, pelo menos. pra mim tem a ver com as coisas que ela engole metaforicamente na vida. numa das sessões ela solta que foi concebida quando a mãe foi estuprada, que o pai foi pra cadeia e tudo. diz como se não fosse nada de mais, como se não fosse uma questão pra ela, nem pra mãe. a terapeuta fica chocada, mas a cuzona responde diretamente à família do cara, e hunter pega ele ouvindo isso da mulher e fica malzona, né. na casa deles botaram um cara sírio pra vigiar ela, que no fim acaba sendo a única pessoa que realmente se importa com ela. bonito a cena dele se esgueirando pra baixo da cama junto. ele a ajuda a fugir quando tão levando ela pra uma clínica psiquiátrica. ia ficar lá por 7 meses, então imagino que o bebê ainda tá com 2. ela aborta, depois do marido ligar pra ela e mudar da água pro vinho quando ela diz que não quer voltar. nunca tinha visto aborto tomando pílula. termina com ela indo num banheiro público, a água da privada toda vermelha. quando sai fica filmando lá dentro e talita viu uma mulher roubando a bolsa de outra! entendeu que é pra mostrar o tanto de coisa que a gente não sabe que as pessoas tão passando, as coisas que a gente não sabe que acontecem no banheiro público. antes ainda ela tinha ido confrontar o pai, numa festinha de aniversário dele ainda por cima, pra ouvir dele que ela não tinha culpa de nada nem era igual a ele. que pesado, né. acabei pesquisando sobre esse distúrbio (pica, o nome! que deselegante), que já conhecia, e é até bem comum; muitas crianças tem, afinal. gostei do filme, esses assuntos diferentes e esquisitos. atuação, narração, cenário, tudo muito bem feito. gostei dessa review. 

der traumhafte weg (2006)
um dos filmes da mostra de diretoras alemãs no sesc digital. meio confuso esse, li uma sinopse depois que falava algo que eu nem percebi (que o casal encontra o outro 30 anos depois, sei lá). pouquíssimas falas, tudo bem devagar, todo mundo triste. ativou o modo duolingo em pölzl e eu ahushu ficamos falando o que víamos e sabíamos. alle sind traurig in diesem film. um cara que queria ser ator, na grécia com a namoradinha, mas tem que voltar pra onde a mãe tá porque ela tá mal de saúde. consegue morfina e aplica nela, pra morrer sem dor. que horror deve ser estar em dor constantemente. o pai ficou cego, também. o cara passa a viver na rua com um cachorro. triste. outra mulher é atriz também, diz algo sobre atuar que eu não lembro mais, talvez aquilo de poder viver outras coisas além da própria vida. uma filha muito esportiva, quebra o braço usando uma escada. é adaptação de livro, tenho que pesquisar mais pra entender direito. diferentão, bom que foi assim calmo, raro, né.

twilight (2008)
não tinha reparado das últimas vezes, mas agora que tenho a referência do livro fresca vejo que edward e bella passam tempo juntos batendo papo muito mais no filme do que no livro, e gosto disso, porque deixa a coisa toda da dependência um do outro um pouco mais plausível (ainda não justificável, mas menos súbita do que o livro faz parecer). sinto que vi o primeiro filme muito mais vezes que os outros, e é o pior, né, véi... tudo muito azul e artificial ahsuhu aquela sobrancelha definida de edward. que chato que fizeram a cena de jacob dando o recado de billy pra bella diferente; super podia ter deixado pacífico do jeito do livro em vez de edward chegar e tirar ela todo possessivo e escroto. agora que fico vendo memes de crepúsculo o tempo todo fico preenchendo tudo com coisa engraçada; na cena do baile victoria tava bem à vista e edward não captou o pensamento dela, claro... muito bom bella apontando os peitos de jessica e elogiando o vestido ahushsau meme de que kristen sempre foi claramente gay porque essa é a cena em que ela parece mais confortável, tru. fiquei pensando, depois de ler lua nova também, que a história é sim interessante, a proposta é sim legal, e que dava pra ser um filme menos vergonha alheia (senti tantas!) se tivesse tentado um pouco mais, até o livro dava pra ser melhorzinho. a cena do pescador sendo atacado pelo bando de james, ruinzinha né haushu. fiquei dando replay em várias coisinhas, o filme vai passando rápido demais pra se atentar pros detalhes. alice perfeita jogando baseball, essas coisas. sabe que acho robert pattinson bem bonito? fico querendo ser ele, sei lá. emo king (meme) ele vestido pro jogo hauhsu. bella dá buongiorno pra esme, né! até rosalie ri dela falando sobre virar a refeição. edward nem pra desamassar a van de tyler na hora lá do salvamento. e depois no hospital conversando audivelmente com carlisle e rosalie sobre expor a família... tenho visto que as pessoas acham os adolescentes desse filme muito accurate, mike e eric tosquinhos brincando com minhoca, "how you likin' the rain, gurl?", surfar na internet, ~la push~ haushu, e real também. as informações que bella consegue de jacob na praia nem são muito úteis, comparado ao livro, e acho muito nada a ver como bella pesquisa sobre os quileute, acha um livro de histórias do povo, vai na livraria independente comprar (isso é legal), dá só uma olhadinha e acha "os frios" lá, e aí volta pro computador pra pesquisar isso ahushsuhsus. james ameaçando a mãe de mentira também, por que a menina não liga pra mãe pra confirmar primeiro, gente? e ela foge no hotel, nem tem nada de aeroporto, né. alice e jasper lesaram aí, hein. meio desconexa a cena de edward de óculos escuros chegando na escola com bella, todo pimpolho, e eles nem tinham feito nada além de conversar bizarramente na clareira. a reação dela sabendo que a caminhonete era dela, muito kristen! não lembrava que quando stephenie meyer aparece na lanchonete chegam até a falar o nome dela entregando o ~garden burguer~ dela (hayley williams chama hambúrguer vegetariano disso numa conversa aleatória velhíssima com robert pattinson). adoro como bella é mais atenta do que edward espera. "it's the fluorescents" é bem mais engraçado em inglês haha.

anne+ season 1 (2018)
série holandesa de graça no youtube. sobre anne, estudante de letras barra jornalista que mora em amsterdã. poucos episódios de poucos minutos, mas muito legaizinhos e com legenda em tudo que é língua. cada episódio conta a história dela com alguma ex, até chegar à situação atual dela solteira. primeiro a namorada do ensino médio que se também mudou pra amsterdã pra estudar, depois uma nóia que dá um pé na bunda dela por não querer se drogar com ela e ir pra balada, depois uma sara que queria uma one-time thing e partiu o coração dela, depois a chefe que se apaixonou por ela, depois uma perfeita mas não assumida, depois a primeira revisitando e virando algo. muito bom ela conversando com a amiga e falando alguma coisa de kristen stewart. ela tem um pôster de carol e em alguma hora menciona orphan black, que aparentemente também é cultura lésbica. bonitinha essa anne, viu. ver isso tudo me deixou pensando na experiência que eu não tenho, e em como relacionamentos podem ser essa coisa banal. a musiquinha de abertura (e as fotos que aparecem nela, também) é massa, animadinha. tem essa amiga legal e um amigo fiel, também, gosto de ver isso barra queria ter. parece que a segunda temporada saiu só na tv, mas qualquer hora procuro pra piratear. gostosinho de ver, de maratonar. não consigo achar essa língua bonita, muito estranho a mistura de coisas que parecem alemão e o retroflexo forte...

toprak (2020)
primeiro filme da mostra internacional de cinema de são paulo que vimos! pölzl e eu, no caso. diz que é produção de alemanha e turquia, mas a gente tá tendo azar com filme em língua alemã, viu. mas massa ser em turco. é sobre burak, adolescente que perdeu os pais num acidente quando criança, e então mora com a avó e o tio cemil numa vilazinha. eles têm uma plantação de romãs e vendem numa banquinha na estrada, solitários. no começo para um cara procurando flores, e burak faz um buquê bonito com galhos com folhas e umas romãs. vão juntos à mesquita, que tem um lugar com torneiras pra lavar os pés, braços e rosto antes de entrar; não conhecia, legal. burak tá estudando pras provas, com a intenção de ir pra universidade, mas o tio fica desencorajando e insistindo pra que ele continue vivendo ali, fazendo o de sempre. uma hora a avó adoece e descobrem que tá com câncer, mas não têm dinheiro pra operação. na hora do susto ligam pra um conhecido que tem carro, que chega em dois segundos. louco que nessas comunidades deve ser assim mesmo, uma pessoa que tem os meios de ajudar outras e tal. cemil fala com um cara que empresta dinheiro pros outros e combina que vai vender um rim pra pagar a cirurgia da mãe, véi. mas claro que ela morre, de qualquer forma, e ele fica todo mal com dores e a ferida sangrando errado. se entrega à bebida, não vai mais à mesquita (tô achando que é outro nome que eles usam), nem vender romãs. burak recebe uma carta dizendo que ele foi admitido na universidade, mas esconde do tio. no dia que levaram a vó pro hospital ele logo em seguida limpou a casa toda, ficou os dias lá sozinho, cuidando de tudo. tem uma hora que ele queima o lixo, porque um cara vem notificar que o caminhão do lixo não vai mais passar. pölzl ficou vendo simbologias, a questão da fruta ser a romã, essa coisa da limpeza... o próprio fogo, né (esse foi eu que pensei). uma hora sozinho em casa, o tio acorda em meio às bebidas, sentado à mesa de onde não sai mais, e vai se banhar, mas cai e morre. que horrível, a expressão dele ali numa poça d'água, de cueca, com a atadura bem visível. bem triste os enterros, o cara do carro e mais outros cavando a cova. e aí vem burak saindo da casa com as coisas dele num saco e deixando o portão aberto, !!!!! isso me chocou de um tanto. podia ter acabado aí, mas tem uma cena pequena dele numa biblioteca, feliz, e o último take é ele sorrindo pra câmera. não achei que precisava disso, destoa de tudo que vem antes, do ambiente e a energia. a gente já sabia que ele ia estudar agora, afinal. achei um filme muito bom, muita coisa pra pensar, né? dá pra entender a solidão do tio, também, imagina ver todo mundo indo embora, não entender o que tem pra além dessa vida que ele conhece. uma hora ele fala da mãe de burak, que ela lia muito, tudo, e ele não entendia o que tinha de interessante naquilo. tem uma menina da idade de burak, também, que quer ir embora mas o pai não permite. ia se casar com um cara que achava bonito, mas era mentira; no fim vão casá-la com um homem da idade de cemil. triste. burak dá pra trás em ajudar ela; uma perspectiva bem outra, né, ser mulher no meio disso tudo. linda a paisagem, o silêncio, a simplicidade.

between heaven and earth (2019)
filme de palestina, luxemburgo e islândia, da mostra internacional de cinema também. salma e o marido, tamer, vão para israel para se divorciar, a desejo dela, mas não conseguem por causa de uma incongruência entre o que tamer fala e o que consta nos documentos oficiais (ele diz que o pai morreu em beirute, mas no sistema tem outra cidade). parece que o pai dele era um intelectual e revolucionário famoso. eles têm só umas 70 horas em israel pra fazer tudo, e vão atrás de uma tal hagar, que também foi revolucionária, e que tem um filho chamado tamir. não entendi bem esses emaranhados todos; no final tamer visita ela num asilo e entende que foi ela quem mandou matar os pais dele, coisa que ele lembra de quando era pequenininho. não entendi se ele foi adotado pelo cara famoso ou era pai mesmo e morreu aí. mas a questão maior é a separação, salma mostrando pra ele porque precisa disso, os conflitos de visão que os dois têm. numa hora em que se perdem (porque tamer não sabe hebraico) eles encontram uma mulher armada que mora na beira da estrada, massa. quando tão indo embora ela conta uma história sobre uma noiva que caiu no mar por onde vão passar, que não teve tempo de desfrutar da felicidade que sentia em se casar. diz que quando nos apaixonamos damos início a um ciclo de vidas e mortes. várias coisas poéticas nesse filme, que eu gostei bastante. quando discutem sobre o divórcio ela diz que sempre tentou fazer ele feliz pra se sentir amada, que foi se perdendo pouco a pouco nesse processo, e que no fim não sabia mais quem era... ela abortou, também, e fala sobre como nem nessa hora, quando mais precisava de apoio, sentiu que ele tava lá por ela. "não podia ter me feito um café da manhã, pelo menos?"...putz. eu me vendo nas coisas, um frio na barriga. meu deus, e quando visitam os pais de salma e depois ela tá falando sobre a dificuldade que tem de lidar com o pai? tamer vira e diz que pelo menos ela tem um pai, e ela responde uma coisa que me tocou demais: algo como "eu tô compartilhando uma experiência minha e você fica me trazendo pro seu mundo!"... é isso, sabe. numa hora dão carona pra um carinha, não sei se muçulmano ou budista, apesar de israelense, e ele fala sobre como essa espiritualidade o preenche, dá sentido pra vida dele. que ele só viu isso quando o coração dele tava quebrado, mas que precisa estar quebrado pra luz entrar, mesmo. salma acaba acompanhando ele pra festinha pra onde ele tá indo, pra ver os amigos tocarem, e lá eles dançam e ele diz que dança e música levam ao êxtase, e não pude deixar de pensar no kasal como complementares perfeitas. "se for de coração, é mágico". diz pra ela colocar a mão no coração, ouvi-lo, girar e se soltar. tão bonito. enquanto isso tamer tá sendo paquerado, e tudo bem. igual toprak, o final decepciona de leve: ela e tamer sentados esperando serem chamados pra se divorciar, e o número deles sendo repetido três vezes sem que eles saiam do lugar. puff. mas gostei, ainda assim. também deram carona pra um casal judeu francês, todo briguento mas que começam a se beijar quando o cara diz que tá lá porque queria se aventurar com a esposa, e quando deixam eles no ponto de ônibus dá pra ver que continuaram abraçados apaixonadamente. risos. nessa hora mariana acordou e disse "quanta carona né" kkkk. ela se esforçou pra não dormir dessa vez, mas nem assim, coitada.

new moon (stephenie meyer)
bem mais legal que twilight. quanta cena morna nesses contrastes livro-filme! lá com os volturi não acontece nada de mais, não tem aquela luta com edward massa em que ele trinca o rosto, pena. aro beija jane nos lábios, véi. não tô lembrando de detalhes sobre a idade dela e do irmão, mas naqueles curtas e nos memes parece que eram crianças, uns 12 anos ou menos. gosto dos momentos em que dá pra ver a personalidade de bella, o senso de humor dela (acho até bom). muito massa a brincadeira da idade baseada em experiências haushu. jacob sendo best friend! pô, ela surpresa de estar rindo e se divertindo de verdade... tão saudável, olha isso em comparação com o absurdo de não poder nem mesmo pensar no nome do ex-namorado. i mean, ela diz i was like a lost moonmy planet destroyed in some cataclysmic, disaster-movie scenario of desolation―that continued, nevertheless, to circle in a tight little orbit around the empty space left behind, ignoring the laws of gravity. jacob também respeita ela, diz que é porque presta atenção!!!, sabe. ele fica chatinho depois de virar lobo e de alice voltar, né, poxa. o fandom falando de como a autora estragou ele, tudo aquilo do imprinting também. ah, ainda tem o jeito que ela fala dos quileute, "superstições", desprezando as crenças do povo... que merda. e ele não podendo contar o segredo que não é dele, bella descobrindo chocada, tranquilona lá entre os montros. vampire girl e wolf girl, hehe. mas aff ela achando que eles são mais monstros que os vampiros, antes de entender tudo... de novo aquilo do livro dar todas as pistas pras coisas que vão acontecer, e pra gente que já sabe tudo é bem óbvio (pensando no bando de sam e etc). não lembrava do encontro na clareira com laurent e os lobos aparecendo, woof... o cinema com mike kkk coitado, todo cagado. deve ser massa pular de um penhasco, hein. e a paz de aceitar que vai morrer. as alucinações dela nunca foram visuais, então! é só o filme. que estranho isso, na real. coisas de heaven and hell na visão e edward. fico pensando nos memes (ou não) de que vampiros ficam presos no estado em que são transformados, então ele é pra sempre um angsty teenager hsuhu. os meses que passam só com os nomes, que nem no filme... pesadíssimo quando charlie conta pra alice como foi em detalhes. forbidden to remember, terrified to forget; it was a hard line to walk. dorzinha de se ver em bella às vezes. e essa coisa dela se perguntar se devia se contentar com jacob, deixar que ele a amasse romanticamente, etc... é uma coisa a se pensar, realmente. quando edward volta eles têm aquela conversa atrás da casa, jacob parece que tá terminando a amizade. até achei que edward foi tranquilo, aposto que no filme é mais um enfrentamento. não sabia que a refeição dos volturi vinha de outro lugar, sei lá, não podem caçar em volterra ("a cidade mais segura de ataques de vampiros, portanto", irônico). tô ansiosa pra ver o filme, lembro de ser um grande avanço em comparação com o primeiro. e a trilha sonora!!! aiai.

1986 (2019)
mostra de novo. se passa na bielorússia, apesar de ser coprodução alemã; tô vendo que pölzl e eu não vamos conseguir ver nada em alemão nesse festival. o pai de lena tá na prisão, por causa de algo a ver com sonegar impostos, acho, mas também tinha um negócio ilegal de venda de metal da área isolada por causa de chernobyl. ela insiste em continuar isso e dirige o caminhão dele e tudo, faz uns trabalhos ainda. numa vez que tinha que cruzar alguma fronteira ela leva o namorado, viktor, e por causa disso o cara que tá designando trabalhos pra ela perde a confiança nela e decide que não vai mais contratá-la. ela estuda em outra cidade, aparentemente, e tem mais de 20 anos, apesar da cara de adolescente. o namorado parece meio velho pra ela, tipo 25 pra cima, mas talvez seja pelas covas de espinha no rosto. ele é asiático. lena pede dinheiro emprestado pra um cara no começo desses trabalhos dela, e o cara beija ela e dá em cima de um jeito nojento. tem um momento que viktor tá viajando com uma amiga na suécia e ela fica paranóica porque ele diz ter perdido o celular e não se falam por alguns dias. quando ele volta ela o confronta e parece que ele traiu ela mesmo. sai revoltada, até se machuca batendo a mão em alguma coisa que corta, mas noutra hora diz que estão quites porque também o traiu. não sei se ela tava considerando o beijo no cara uma traição. eles continuam juntos mas ela não tá muito bem, fica sempre achando que tem algo com ele e mulheres em volta, trata ele super mal. acaba que ele termina com ela. não acontece muita coisa nesse filme, muitas cenas de estrada, trem, carro. uma atmosfera triste. a fala do diretor apresentando o filme caiu melhor depois de ter assistido; tem coisa acontecendo hoje na bielorússia que eu não sabia, também, ditadura e manifestações. na escola de lena tem uma aula falando sobre como é o país mais rico dos ex-soviéticos, que é o que mais investe em saúde, mas tem problemas também, né. fui ler review e achei uma que diz que o contato de lena com o lugar do desastre nuclear cria uma coisa de "sedução do mal mais profundo", o que termina com ela se rendendo à floresta, na última viagem que faz, sozinha. acho que construi expectativas demais pra esse filme, mas entendo essa coisa de chernobyl pairando sobre tudo, ela presa a esse trabalho porque precisa do dinheiro, deprimida, sei lá.

a'e mimiu haw - a história dos cantos (2019)
um cantor guajajara da aldeia maçaranduba, tribo indígena caru, no maranhão, contando como seu povo aprendeu seus cantos sagrados com os pássaros, as rãs, todos os animais. massa como às vezes tem coisa em português no meio da língua dele (tenetehara, suponho, se for como tô aprendendo com ricardo em morfologia); "como foi", "aconteceu", "de onde", "a toa"... achei os cantos dele tão lindos, tão bons de ouvir; queria achar fora do filme pra poder reouvir sempre. como deve ser incrível aprender com a natureza assim, conhecer a mata. em morfologia a'e significa ele e haw é um nominalizador.

a arca dos zo'e (1993)
wilmar passou na aula de 28/10. um indígena waiãpi, do amapá, voa até a aldeia dos zo'é, no norte do pará, pra conhecê-los e documentá-los. isso é do projeto vídeo nas aldeias desse tal vincent carelli, que também produziu a'e mimiu haw, afinal. no começo parece ter alguma dificuldade de comunicação em razão das línguas que falam, mas depois conversam tranquilamente, discutem as diferenças entre os dois povos, o que os brancos já mudaram pros waiãpi e tal. acham bonito a tanga dele, pedem pra trazer da próxima vez que visitar. matam macaco e anta pra comer juntos, que bocadão de carne! tem partes do primeiro indígena mostrando as filmagens dos zo'é pra seu povo, explicando como vivem, comparando. diz ter ficado com vergonha no início, porque eles andam todos nus, mas que depois se acostumou de novo. bonito o encontro, e triste pensar no quanto os brancos arruinaram. wilmar falou de uma freira que conheceu no início da vida dele de indigenista, e que ela dizia visitar uma aldeia uma vez por mês pra dar banho nas crianças, que não se higienizavam direito. uma maneira de se colocar no lugar do outro de toda distorcida, né, "consertando" o que não te agradaria se fosse você no lugar do outro. que merda. mas o filme é legal! ficar com esse sentimento.

el paraiso de la serpiente (2019)
mais um da mostra, dessa vez a história se passando no méxico. o diretor diz, na apresentação do filme, ter inserido várias ideias de lao-tsé no filme, mas acho que não conheço nada que consiga reconhecer. filmes de poucas falas, contemplativos. massa ser preto branco, bonito. tem essa frase recorrente, "todo lo creíble es una imagen de la verdad", mas quando pesquisei caiu em william blake. pode ser que ele tenha mencionado esse autor, também. começa com sky e o avô (bem jovem, afinal) resgatando um homem da estrada, de perto de um carro capotado. ele não se lembra de nada, nem de quem é. por uns dias ele fica sendo meio que prisioneiro, porque o mantém preso, mas acaba que o avô conclui que ele não serve pra nada e manda sky deixá-lo no deserto. lá uma menininha cega o encontra e fala que vai presenteá-lo com a fala, e ele volta pro povoado como um profeta, curando o menino que não pode andar, o velho ficando cego, e até o padre quando ele adoece. sky pede pra abençoar o galo de rinha dele e eles ganham a briga, reestabelecendo as pazes entre as famílias. nessa hora o profeta diz pro avô um negócio que achei massa: olhos de fogo, nariz de ar, boca de água, barba de terra. fiquei chateada por não poder ter a terra. tem um menino, coroinha, que ajuda sempre o padre e tem uma rivalidadezinha com sky, porque eles gostam da mesma menina. essa menina pede pro profeta ensiná-la a fazer milagres também, e tem uma hora massa em que ela, sky e o cara meditam juntos, guiados por ele. se vêem mergulhando num rio, em paz. tem uma peste rolando nesse povoado, também, algumas pessoas morrendo. conflito entre a religião e esse cara desconhecido que chega do nada fazendo milagre. tem duas velhas fazendo umas coisas por fora também, mas parece que se comunicam com esse padre. elas fazem uma maldição pro cara e ele termina esfaqueado, mas não mostra por quem. sky tá por perto e encontra o corpo, e o coroinha tá por lá também, com uma faca... eles lutam e podiam ter se matado, mas sky o poupa. no final tá ele e a menina nadando num rio, coisa mais linda, e essa cena é colorida. uma serpente passa por eles, mas nada de mal acontece. achei esse menino sky bonito de um jeito que eu acho massa, e o coroinha também. fico querendo ser menino. o profeta tem aquelas caras fundas nas bochechas, uma boca bem marcada. muitos traços indígenas no méxico, né. e esse misticismo misterioso, o deserto. sky também quer deixar o povoado, mas o avô não permite, tipo toprak. quantas vidas. ahh, super erro de sequência numa hora que sky aparece de cabelo cortado pra "expulsar" o coroinha de perto da menina enquanto ela ordena uma cabra, mas depois tá de cabelo grande ainda quando fala com o profeta e no fim tá cortado de novo quando enfrenta o menino!

crisálida 1ª  temporada (2019)
a série em libras e português que entrou no netflix recentemente! se passa em santa catarina, em volta da ufsc, onde tem o curso de libras que une os personagens principais. quatro episódios só, infelizmente, mas descobri que tem um curta que veio antes. tem várias cenas em que os atores tão bem mais jovens, diferentes, então deve ser por isso, daí. no primeiro tem morgana sendo atropelada na bicicleta e jaks tentando ajudar e descobrindo que ela era surda e sem libras ficava foda. ele decide fazer o curso, então, e acaba encontrando ela de novo. começam a namorar, mas ele fica insistindo pra transarem, pelo que eu entendi, e ela tá indo mais devagar com isso. tudo acaba quando ele a leva pra comer na casa dos pais, que ficam visivelmente chocados e a tratam meio mal, falando em "doença" e agindo como se ela não estivesse ali. foda isso, né. a sinopse desse episódio diz que são um casal muito diferente, "ela é branca e surda, e ele é negro", mas na real ela é amarela, pô. quiseram colocar como se a família de jaks estivesse sendo preconceituosa apesar do que passam pela cor da pele, mas faltou considerar isso também. o segundo episódio é sobre valentina e alan, casal surdo que tem uma filha ouvinte, e as dificuldades que isso apresenta na vida deles. a menina rouba uma boneca de uma loja porque quer alguém pra conversar (em português, apesar de saber libras) em casa; pede pra mãe fingir que é o pai, de quem ela parece gostar mais, porque ele tá viajando... ela se perde num parque, porque valentina cochilou, e quando a irmã ouvinte chega pra ajudar ela não diz o que o dono do parque realmente falou pra valentina, o que também causa um atrito. essa irmã dela tá pela faculdade também, e é paquerinha de rubens, cuja mãe tá aprendendo libras também, mas cujo pai acha que ele tem que usar aparelho e falar. o pai prefere gastar dinheiro com isso em vez de pagar uma intérprete pra ele na escola (ele tá no nono ano apesar de ter 17 anos, inclusive). quando finalmente conseguem a intérprete, aliás, ela pergunta à mãe se ela já considerou colocar rubens numa escola bilíngue... até o bigode atrapalha, mas depois de um tempo ele tira e entende. o professor de libras parece se interessar pela mãe, que tá meio baqueada por isso tudo também, pelo marido ser difícil. parece que rubens ficou surdo porque caiu da banheira quando bebê, num momento em que ela saiu pra pegar a toalha que esqueceu. foda. não sei bem em qual episódio teve o que, mas o intérprete da faculdade, que tá trabalhando num processo em que o réu é surdo, é uma drag queen chamada hanna diva. o advogado do caso tá meio em cima dela, também, e a namorada começa a desconfiar que tá sendo traída depois de achar um batom no banheiro dele, de ver ele ensinando "você quer jantar comigo?" pra uma fonoaudióloga bonitona aluna do curso de libras, e porque ele nunca vai nas festas com ela (porque vai de hanna diva, e ninguém sabe que é ele). ele mora com gustavo, que desenvolve um projeto super massa de uma pulseira cartão de crédito pra festas, mas o cara da empresa pra quem ele tá tentando vender não quer mais saber de nada quando descobre que ele é surdo. porra. enfim, várias histórias massa, se entrelaçando porque todos interagem. a segunda temporada tá confirmada, parece, mas tem essa complicação de pandemia agora. muito bom que entrou pra uma plataforma popularzona, que pode dar uma visibilidade necessária pra esse assunto. polzl mesmo me viu assistindo e disse que tem 0 contato com a cultura surda... espero que isso mude.

se escuchan aullidos (2019)
que filme inesperado! também é da mostra, no caso. bem improvisado, muito cara de feito em casa, por amadores. indie, né. até a apresentação do diretor foi assim, ele gravando em formato de celular, se dirigindo à filha, falando como ia ser o filme e que ela mesma ia atuar, que não sei quem ia fazer o papel de vários personagens, etc e tal. é isso mesmo: uma menina, fabiana, sozinha por aí com a espingarda herdada do avô, tentando fugir dos limites que a mãe coloca, querendo tomar chuva e andar de bicicleta. várias histórias do pai, sussuradas no ouvido dela por ele mesmo, que nunca mostra o rosto. massa ela repetindo o que ele vai ditando, sorrindo genuinamente com as coisas engraçadas. muito bom isso de uma pessoa fazer vários personagens, acho que nunca vi um filme que tenha isso. numa hora ele é o cara de uma pulqueria cujos muros os amigos do pai de fabiana picham (não sei se reais ou também na cabeça dela), e aí ele discute com o cara encarregado de olhar ela no bairro ou condomínio. cada hora ia pra um lado dela e mudava um pouco a camisa, trocando de personagem ahsuh. como é bom de ouvir esse espanhol, as expressões e o jeito de falar. as falas de fabiana quando tava triste ou sofrendo são ótimas, também, a voz comunica muito. o que ela quer fazer é buscar o lago texcoco, que era muito grande no passado mas foi drenado pra construção daquele povoado. ela diz que o pai nadava nele quando mais jovem, e agora só tem uma poça de concreto, e outra pior ainda no leito pedregoso e isolado. umas reflexões massa sobre isso, pessoas locais entrevistadas que nem documentário. um deles canta em náhuatl, que língua linda, também... às vezes o rei poeta, nezahualcóyotl, que é um personagem importante do méxico, segue fabiana (atrás do cantor duas pessoas seguram um quadro dele, um agave ao fundo e tal). ela diz que ele sempre escapava, fugia, se curava de ferimentos. esse cara que cantou conta um pouco das histórias sobre "neza" (como fabiana às vezes se refere a ele), que ele tinha uma plantação de ervas medicinais na montanha, que tinha conhecimentos avançados de hidráulica e fez um sistema de irrigação que ia até as ervas dele. gostei muito de tudo, desse jeito pitoresco de tudo, das músicas, do cenário, de fabiana. me lembra muito gabriella, o formato do rosto, a cor da pele, as expressões. que bonito essa coisa da infância/juventude efervilhante, curiosa, inquieta. ela fala que não gosta de números, que prefere ler, que queria poder brincar com os meninos na educação física, que quer ser ela mesma, que não sabe o que quer ser (o pai queria ser ladrão ou espião). tem alguma lenda, também, de uma mulher lobo, e numa hora ela chama uma amiga pra ir com ela até o restinho do lago, pra conseguir passar pelo guarda que não deixa ele avançar. é uma mulher toda coberta de pelos, mas não sei se é real (no caso, aquele distúrbio chamado hipertricose ou hirsutismo) ou não. me deu vontade de viver outra vida, falar espanhol, sair sem rumo pra descobrir coisas. quero aprender mais sobre astecas, também, e ver mais filmes desse diretor. mais coisa pra ler aqui.

under the tuscan sun (2003)
filme escolhido por pölzl pra vermos no dia em que mariana foi viajar e analuísa tava triste. sobre frances, crítica literária e escritora que descobre que seu marido tem um caso pesado e se divorcia, e que acaba indo pra toscana num tour gay que era pra ser do casal de amigas lésbicas. sandra oh é uma delas! a grávida (por isso não puderam mais viajar)! e a outra é a atriz que faz addison irmã-de-derek em grey's anatomy (!), puta casal hein. mas ver esse gif me fez pensar que elas não são lésbicas muito convincentes, também. acho que nunca vi sandra oh tão jovem, fiquei deslumbrada com ela... frances compra uma casa na toscana porque decide se arriscar a ~ir pelos caminhos inusitados do destino~ e começa uma reforma, contratando um grupo engraçado de caras poloneses. um deles é jovenzinho e paquera a filha do vizinho que tem um pomarzão de oliveiras, outro só faz tremer e olhar pra ela paralisado, outro é um professor de literatura caladão. casa de 300 anos que só conseguiu ficar porque uma pomba cagou na cabeça dela e esse foi o sinal pra velhinha que tava vendendo. uma torneira numa parede aleatória, um bocado de jornal velho amontoado, vários móveis que vieram junto. tem uma loira, também não-italiana mas acho que inglesa em vez de estadunidense, que é quase uma entidade em tudo quanto é lugar dessa cidade. parece que era atriz, e agora vive desfrutando do que pode, toda chique e cheia de si. o corretor de imóveis consola frances uma hora em que ela tá se achando doida por ter uma casa pra uma vida que ainda não tem dizendo que construiram uma ferrovia num dos pontos mais altos dos alpes antes mesmo de ter um trem pra fazer aquela viagem... também faz um comentário péssimo nessa hora, que ela não pode ficar triste porque senão vai ser obrigado a fazer amor com ela e sempre foi um marido fiel... af. queria que tivesse menos romance. primeiro ela tem um caso com um tal marcello, que ela esbarra e finge que é marido dela pra se livrar de uns caras que começam a importunar ela na rua sem sentido. mas as coisas vão acontecendo, a amiga grávida (chama patti) vai visitar ela, e passa um tempão sem se ver, e no final claro que ele já partiu pra outra. patti, coitada, foi abandonada pela outra, que disse que não queria mais ser mãe, véi. foda. tão linda nas roupinhas massa que usa. ficam lá morando juntas, no final o bebê nasce, o casal adolescente se casa na casa dela (nossa que frase foi essa), e pronto, taí as coisas que ela queria ter na vida. termina com um tal ed chegando nela perguntando de uma crítica que fez pra ele, com ares de romance. why. foi legalzinho de ver com as meninas, levinho, mas nada de mais também. se não fosse sandra oh... e a itália é bonita mesmo, hein, não tem jeito. essas coisas todas de pedra, velhas, os campos verdes, o mar.