não sei se tem muito mais coisa pra dizer além do que eu já disse sobre a S01. a maior diferença dessa é que chega uns caras de uma empresa chamada lukrum (só com esse nome já dá pra imaginar as merdas, né) que só faz causar conflito. eles tão lá pra extrair coisa do solo e abusam da boa vontade da galera das antigas pra ter água, energia, etc. a doutora francesa descobre que tá grávida do galã espanhol (carol gosta muito dele) justo quando ela tinha avisado que ia voltar pra terra, sem chance agora. as loucuras da extração de petróleo no oceano aqui na terra, como pode existir aquelas plataformas monstruosas? e os derramamentos, puta que pariu. ativistas do greenpeace e afins, gente muito comprometida e disposta a arriscar a própria liberdade pra defender causas ambientais. pior que é urgente de verdade, né, véi. a irmã de hana morre de câncer :( tinha saído da presidência (não é bem esse o cargo né, mas enfim) pra poder viajar mas não aguenta chegar em marte, ninguém sabia de nada. que pesado que deve ser perder um irmão gêmeo. tempestade solar! contágio que se resolve da maneira mais simples! relações entre países rivaizinhos! termina com a esperança pro futuro, a bebê nascida, que loucura criar uma criança em MARTE. coitada, né, crescendo sem nenhuma companhia da idade dela, sem poder ir pra terra também porque o corpo não vai ser adaptado pra isso, já dá pra pensar nela aborrecente putona com os pais por deixarem ela existir. marsquakes em vez de earthquakes heuhue muito bom. hana e a colega da imsf sendo mais espertas que o escroto corporativo, in your face, bitch. a gente só fez passar stress com essa série, falar a verdade, viu. interessante mas nunca que eu reveria igual carol fez.
j'ai perdu mon corps (2019)
depois de um tempão pensando em que filme assistir e de 10 minutos gastos num filme em espanhol extremamente idiota, sobrou só carol, pölzl e eu e concordamos em ver uma animação potencialmente triste. queria ver essa há algum tempo, só não tinha acontecido ainda. começa com um cara no chão, choque no rosto, sangue e a mão decepada caída ao lado dele. mais tarde a mão escapa de uma geladeira de partes do corpo (onde diabos é isso? muitos olhos!), foge pela janela, enfrenta uma pomba, é atacada por ratos... fica intercalando com a história do cara, naoufel. tem uma pintinha na mão, perto da base dos dedos de fazer paz e amor. quando criança ele gravava os sons das coisas naqueles aparelinhos pra colocar fita cassete e ouvir com fones, muito show. a mãe era violoncelista, ele aprendia piano. queria ser pianista e astronauta. os pais morrem num acidente de carro e ele tava gravando, putz! triste os sonhos sendo esquecidos e a vida ficando miserável. ele adulto trabalha de entregador de pizza, sempre se atrasando, desanimado e ainda tendo que dar os trocados que ganha pro parente em cujo apartamento mora. numa noite de chuva em que ele se acidenta conhece gabrielle, mas só pelo interfone do prédio onde ela mora no 35º andar. conversa profunda e prolongada, massa. depois ele procura por ela na lista telefônica e descobre a oficina de marcenaria do tio dela, e consegue virar aprendiz dele e se mudar pra um quartinho super massa no lugar. ele gosta do que faz, mas quando passa um tempo e ele conta pra menina que a seguiu e por isso achou o tio e etc ela não gosta, óbvio. fez um iglu de madeira legal no telhado, mas poxa. desconta numa briga com um cara aleatório, volta pra casa com um soco, se distrai tentando capturar uma mosca igual fazia quando o pai ainda era vivo e o orientava sobre como conseguir isso, e pimba, relógio preso na máquina de serrar, mão brutalmente decepada. que agonia deve ser. no final a mão o encontra dormindo no quartinho, mas não se conecta de volta no pulso. termina com gabrielle encontrando a fita cassete no aparelho, o som de naoufel saltando do prédio, susto de ser suicídio, mas era pra pular num guindaste ali em frente. grito de vitória. neve caindo, suspiro. parece que tudo vai ficar bem. que bonito. gostei muito. fico com essa vontade de ir pra outro lugar e ter outra vida, fazer essas coisas diferentes, sei lá. trabalhar numa biblioteca que nem a menina, gravar sons como naoufel, escalar prédios em busca do horizonte. poder respirar e ter calma.
documentário sobre duas irmãs iranianas de 13 anos de idade que há 11 anos viviam trancadas em casa. a mãe é cega e o pai fazia tudo, então quando saía deixava elas dentro de casa porque a mulher não podia tomar conta de outro jeito, e porque tinha medo por serem garotas. muito muito humilde tudo, o cara nem emprego tem, vive de dinheiro e comidas que dão pra ele. triste como em certas culturas as pessoas com deficiência são simplesmente inválidas, né. a mãe só aparece cobrindo o corpo todo, nem o rosto mostra. as irmãs parecem ter um retardo mental, mas pode ser por causa da privação de socialização; parece que os pais mal falavam com elas também. falam murmurando, fazendo barulhos só, ou usam palavras chave, frases prontas. o pai parece ter alguma coisinha também, meio velho ele. gêmeas não-idênticas, fiquei pensando naquilo de pra que ser gêmeo se for pra não ser idêntico haushu. os vizinhos que fizeram um abaixo assinado, uma assistente social levou elas mas depois devolveram sob a promessa de que os pais mudariam algumas coisas. muito louco o método dessa assistente social, tem uma hora que ela simplesmente aparece e tranca o cara pra dentro da casa, leva a chave, põe as irmãs pra fora de casa e manda elas irem fazer amigos, dá um serrote pro cara cortar as barras do portão e diz que se não fizer isso vai levar as meninas. elas ganham espelhos da assistente, bonitinho elas sorrindo e brincando com água. roubam picolés de um meninho que vende, uma vizinha paga, até uma cabra toma junto. querem comprar maçãs, depois conhecem duas meninas brincando de amarelinha, uma tagarela pra cacete. termina com elas indo buscar o pai pra comprar um relógio pra elas igual uma das meninas tem, depois da assistente dar a chave na mão delas pra tirarem o pai de lá se conseguissem. pesado tudo. carol que tinha que ver pra uma disciplina.
carol queria ver uma animação e nalu falou dessa no netflix. um cara folgado, que estudava pra ser carteiro mas tem pai rico, é mandado pra uma ilha no fim do mundo como punição. só pode sair de lá depois de mandar 3 mil cartas, se não me engano, mas o problema é que geral se odeia nesse lugar. as crianças não vão pra escola, só tem briga e más intenções, mas um dia o cara descobre um morador isolado com um depósito cheio de brinquedos e convence as crianças a mandarem cartas pra ele se quisessem ganhar brinquedos.
nessa a escola é reativada (a professora tinha começado a vender peixe), a coisa toda de se comportar é inventada, e o lugar vai melhorando, estruturalmente e nos relacionamentos interpessoais também. as duas famílias inimigas que centralizam os desentendimentos querem acabar com isso e planejam um jeito de atrapalhar tudo, mas klaus (o cara isolado que fez os brinquedos) é mais esperto. acolhem o carteiro, apesar de descobrirem o acordo dele com o pai e por que ele tava ali, e no fim todos estão felizes e ele com a professora e klaus morre em paz depois de alguns anos (os brinquedos eram pros filhos que não chegaram a nascer, e depois a mulher morreu). okzinho, gostei da criatividade pra inventar os costumes natalinos (vão expandindo o megócio pra outras vilas e tal). ah, tem uma menininha indígena do povo sámi,
margu, que habita o que hoje é a noruega. inesperadíssimo! fofinha demais, muito massa que não fizeram ela falando inglês :)
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