sábado, 30 de janeiro de 2021

lidos (4) em janeiro

ein toter zu viel: wiener walzer - wiener blut (roland dittrich & natascha römer)

esse foi o livro que escolhi ler pro trabalho final de alemão, então vou só colar aqui meu resumo/review, com letra maiúscula nos substantivos e tudo (meine erste Buchrezension auf Deutsch! eigentlich habe ich schon eine gemacht, als ich Anisha über Sophie im Schloss des Zauberers geschreiben habe, aber sie war nicht fertig):

    In dem Buch „Ein Toter zu viel: Wiener Walzer - Wiener Blut“ geht es um Liebe, Eifersucht, Tod und Freundschaft. Die Geschichte beginnt in Deutschland aber spielt in Österreich: Elisabeth, die eine eigene Detektei in Köln hat, ist von ihrer Freundin Isabel zu ihrer Verlobung mit Bruno nach Wien eingeladen. Wenn sie dort ankommt, entdeckt sie, dass Isabel eigentlich nicht mehr heiraten will, weil sie einen neuen Mann kennengelernt hat: Schauspieler, Tanzlehrer und Fremdenführer Stephan – das Gegenteil von Bruno, der Ingenieur und Leiter von einer Baufirma ist. Der Konflikt tritt auf, wenn Bruno ihm droht und Stephan hält sich nicht von Isabel fern – Bruno geht in Kapuzinerkirche, wo Stephan eine Gruppe von Touristen in die Kaisergruft führt, und wenn sie allein sind, schlägt er Stephan mit der Hand ins Gesicht und läuft weg. Wenn die Museumsangestellten seinen Körper finden, fängt Elisabeth ihre eigene Untersucht an, und bald findet sie die Wahrheit heraus. Bruno wird von der Polizei verhaftet, während die zwei Freundinnen sich nach den furchtbaren Ereignissen unterstützen.
    Am Anfang der Geschichte war mir nicht klar, warum sie „Ein Toter zu viel“ heißt, weil es keinen Toter gab und deshalb hat es keinen Sinn gemacht, noch einen zu haben. Als Stephan über die Kaisergruft gesprochen hat, habe ich gar nicht gedacht, dass der Tod dort passieren könnte, aber nachdem Bruno ihn geschlagen hat, hat es mich nicht überrascht, dass Stephan daran sterben würde. Ich denke, es ist eine Übertreibung, an einem Schlag zu sterben, aber natürlich muss alles dramatisch sein... Obwohl Bruno Stephan vielleicht nicht wirklich töten wollte, habe ich mich über seine Verhaftung gefreut, weil er für die Unfälle auf der Baustelle verantwortlich gemacht werden sollte. 
    Ehrlich gesagt, ich verstehe nicht, warum Isabel mit Bruno noch eine Beziehung hat, wenn sie nicht verliebt ist. Trotzdem er Ingenieur und Leiter von einer Baufirma ist, sollte sie ihn nicht heiraten, nur weil er das Haus von ihren Eltern reformieren kann. Sie könnte es selbst tun – sie hat doch ihren Beruf und ist ein freier Mensch, wie Elisabeth sagt. Ich wünschte, Isabel hätte mehr Platz in der Geschichte und wir wüssten mehr darüber, was sie beruflich macht.
    Die Präsenz von Musik in der ganzen Geschichte gefällt mir – der Wiener Walzer, der die Musik zu „2001: Odyssee im Weltraum“ war (das wusste ich nicht!); die Ahnung von „Der Tod, das muss ein Wiener sein“; die Volksmusik im Weindorf Grinzing; das Ende mit einem traurigen Lied... Man kann merken, dies ist ein wirklich wichtiger Teil von der Wiener Kultur, und das interessiert mich sehr. Insgesamt bin ich froh, dass ich ein längeres Buch auf Deutsch lesen konnte, und ich freue mich darauf, immer mehr lesen zu können.

boa noite punpun (inio asano)

eu devia ter escrito essa review depois de ter lido, mas óbvio que não fiz isso e até já devolvi pra biblioteca. conhecia fazia um bom tempo e me intrigava a representação dos personagens como pássaros, uma coisa meio dark, né, misteriosa. só a família de punpun é assim, já dá pra imaginar o porquê. começa com ele criança ainda, os pais discutindo muito em casa, o pai sem emprego e bêbado, agride a mãe e diz que foram ladrões que entraram em casa. bem na cara que não, e acho que punpun sabe. a mãe passa um tempo no hospital, tenta se matar, não quer voltar pra casa. numa hora diz até que se arrepende de ter tido filho, dessa vida sem saída de adulta. parece que quando mais jovem a mãe era aventureira (esqueci como falava essa palavra por um momento), o pai queria ser astronauta, mas tudo saiu dos trilhos por causa da realidade cruel da vida. o tio, irmão da mãe, aparece pra morar com eles depois que o pai sai de casa, e punpun assume o sobrenome dele, da família da mãe... estranho esse tio, solteirão de 30 anos meio nerd, sei lá. o pai tinha dado um telescópio pra punpun e ele enxergava um planeta só dele. solitário, triste. ele gosta da colega de classe nova, aiko, cuja família – não sei se nesse ou no segundo volume – ele descobre que é de um culto esquisito, ficam indo de porta em porta pra falar sobre e tal. eles brigam porque punpun mente o bairro onde mora e ela passa lá. promessas de viajar até um lugar lonjão juntos, a menina diz que se punpun não aparecer ela o mata, claro que não rola e fica tenso. amigos viciados em ver revista pornográfica, acham uma fita que tem uma mensagem de um cara no meio do pornô, dizendo que matou a família toda e deixou muito dinheiro numa fábrica abandonada. desafio pra irem pegar, vão todos juntos (até asako) e tem umas doideiras de ver espíritos, o amigo sofrer com fantasmas do passado e do pai decadente, criança que já fuma, explosão. tem um amigo que vê deus, uma figura meio alienígena. vê outras coisas também, bem perdido nas fantasias o coitado, nariz permanentemente escorrendo. punpun também vê um deus esquisito, que o tio falou que existe quando ele precisava de ajuda, uma falazinha pra invocar. quando ele aparece é uma imagem realista de um cara cabeludo sorrindo ou fazendo careta. com a paixão por aiko e essas coisas de pornô ele descobre masturbação pela primeira vez, umas imagens trippy com aiko no meio, vergonha. (acho que dei uma misturada nos volumes...) enfim, é assim meio perturbado, não gostei tanto quanto tava com expectativa mas tenho vontade de ver no que vai dar. interessante essa representação despersonalizada e a narrativa, a atmosfera. esse autor é o mesmo de solanin! faz sentido.

eclipse (stephenie meyer)

esse foi uma encheção de saco, hein. que porra ela ~percebendo~ que está in love com jacob depois do beijo escolhido??? precisava disso, sério? não tem explicação pra galera toda atraída por ela, nem kristen stewart ela é de verdade, tlgd. e jacob falando que com nuvens pode competir, mas não consegue lutar contra um eclipse, blablabla. uma merda ele também, violento e forçando as coisas, macho chato que não entende um não e fica pegando na mão e agindo de um jeito escroto se aproveitando das coisas. edward é muito decente mesmo, todo educado e sensato na maioria das coisas, mas outra bosta a exigência do casamento e as besteiras de não deixar bella ir pra la push. bella também só faz as coisas pelos outros né, nem se ajuda a coitada. não lembrava da coisa dos vampiros ficarem meio que "frozen" no jeito que eram quando foram transformados, só vi nas páginas de meme mas edward comenta aqui. que não acontecem grande mudanças na (pós)vida deles mas que bella transformou tudo. interessante ele não ter tido essa gana de relacionamento em um século, os cullen que são afobados e tão tudo comprometido, né. não precisava ser assim, é tão massa ter histórias de amizades fortes também... cada vez mais vou percebendo stephenie meyer mórmon. esses livros que descrevem dia após dia, primeira pessoa, em forks fica tudo tão arrastado. nem com um exército de recém-criados tem muita ação na coisa; o filme é bem melhor nesse sentido, de mostrar essa parte e tal. riley é bem jovem do jeito que descrevem, papel pequeníssimo, só pra morrer. victoria também, que fracote, quando finalmente acontece alguma coisa não é nada de mais. bella dando uma de third wife mas nem chegou a ter que ser socorrida. massa as histórias dos quileute; me pergunto se tem algum fundo de verdade, se a autora trabalhou com o que já existia (provavelmente não)... e charlie descrevendo os uivos e billy atento e dando desculpas, tudo vai fazer sentido quando jake se revelar pra ele daqui a pouco. ah, ouvi o audiolivro no youtube, gostei da experiência! poder fazer outras coisas enquanto leio, vi vantagem. mas acho que se fosse um livro com que me importo mais eu não conseguiria, ia sentir que poderia facilmente perder coisas importantes.

boa noite punpun v.2 (inio asano)

nesse já passou um tempo, punpun cresceu, tá bem mais deprimido. bem pesado aqui, na verdade; a mãe e o tio notam, mas tão perdidos nas próprias coisas também. aprofundamento na história do tio quando aparece uma menina interessada nele, ele conta um episódio bizarro do passado em que uma menina tentou matar a própria mãe na escola onde ele dava aula de cerâmica, foi com ele pra casa e assistiu ele transando com a namorada escondida no armário. traumas, traumas. tentativa de se matar na linha do trem mas "nem pra isso tem coragem", a menina nova acolhendo. passa a viver na casa com os onodera, a mãe gosta que ela cozinhe. até tenta mexer com punpun mas o coitado tá cada vez mais distante, sempre silencioso. aiko não fala mais com ele desde o incidente da fábrica, se não me engano, e agora ela namora o veterano bom no tênis. uma espécie de competição por ela, aposta em cima do jogo que tinha, fode o pé e perde mas punpun empurra aiko pra ele de qualquer forma. todo mundo mal, né... esse fiquei lendo no sofá da vó de analuísa nas noites de extrema ansiedade em que não conseguia dormir, variando entre ler o mangá e assistir elvira e gilson se matando de brincadeira. loucura nos rabiscos também. essa review parece legal pra depois que eu terminar tudo, ainda tem vários volumes... na biblioteca só tem mais o terceiro, pena. achei esse vídeo massa desses dois primeiros volumes!

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