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domingo, 30 de maio de 2021

lidos em maio (5)

a pirâmide vermelha (rick riordan)

huum, reavivei percy jackson na mente por algum motivo, reassisti o filme com a família e tava afim de reler a série, então veio a calhar um e-book do mesmo autor de graça na semana do livro na amazon. não sei se fui com altas expectativas por causa das lembranças de me divertir muito com percy jackson, mas achei meio fraco; pode ser a linguagem também, bastante middle grade, coisas se desenrolando fácil e brevemente, um humor que não me convenceu (não lembro se pj é assim também, talvez um pouco). ah, a tradução foi uma grande questão, percebi várias coisinhas que poderiam ser melhor resolvidas – no capítulo 19 sadie vai dormir e fala "não deixe os bichos da cama morderem" pra carter, uma tradução bem literal de "don't let the bed bugs bite", mas que não faz sentido nenhum em português (por que não usar "cuidado com o bicho papão", por exemplo?); várias coisas se apoiando no inglês, como as piadas com os nomes egípcios, que ficam truncados tendo que dar explicação (tem uma hora que sadie zoa "shu" sendo que logo depois vem "geb" – claro que não iam falar de jeba em português kkk, mas né)... enfim, dessa vez a mitologia é egípcia, os protagonistas são irmãos e a família deles vem de uma linhagem de faraós, por isso acabam sendo receptáculos perfeitos pra dois dos cinco deuses que o pai liberta explodindo a pedra de roseta no museu britânico (ficam falando "british museum"... enfim). a questão toda é resolver isso, impedir o deus set de instalar o caos geral, e nessa são protegidos (e depois perseguidos) por uma tal casa da vida, ordem de magos que cuida do mundo desde o egito antigo. referênciazinha aos olimpianos, o tio deles falando do outro lado de nova york!... aiai, essas histórias que se passam em lugares que existem de verdade. termina chamando a galera pro brooklyn, sabe? não curti muito a narração ser alternada entre carter e sadie, como se fossem fitas de áudio gravadas. interessante a magia pelas palavras, hieróglifos e tal, mas foi o que eu disse de tudo ser entendido e resolvido meio sem muitos problemas, eles dominando os poderes e lidando com ísis e hórus dentro deles, essa coisa de seres mágicos poderosos serem tosquinhos apesar dos milhares de anos de existência. carter é negro e tem alguns comentários sobre precisar ter boa aparência, mas achei uma passada bem de leve sobre isso. tô percebendo minha inclinação pra personagens garotos emos possivelmente malvados; anúbis parece legal. não tenho vontade de continuar a série, mas pelo menos foi interessante aprender mais sobre o egito antigo. (ah, parece que tem o livro em graphic novel, talvez eu tivesse aproveitado mais se tivesse lido nesse formato!)

sábado, 30 de janeiro de 2021

lidos (4) em janeiro

ein toter zu viel: wiener walzer - wiener blut (roland dittrich & natascha römer)

esse foi o livro que escolhi ler pro trabalho final de alemão, então vou só colar aqui meu resumo/review, com letra maiúscula nos substantivos e tudo (meine erste Buchrezension auf Deutsch! eigentlich habe ich schon eine gemacht, als ich Anisha über Sophie im Schloss des Zauberers geschreiben habe, aber sie war nicht fertig):

    In dem Buch „Ein Toter zu viel: Wiener Walzer - Wiener Blut“ geht es um Liebe, Eifersucht, Tod und Freundschaft. Die Geschichte beginnt in Deutschland aber spielt in Österreich: Elisabeth, die eine eigene Detektei in Köln hat, ist von ihrer Freundin Isabel zu ihrer Verlobung mit Bruno nach Wien eingeladen. Wenn sie dort ankommt, entdeckt sie, dass Isabel eigentlich nicht mehr heiraten will, weil sie einen neuen Mann kennengelernt hat: Schauspieler, Tanzlehrer und Fremdenführer Stephan – das Gegenteil von Bruno, der Ingenieur und Leiter von einer Baufirma ist. Der Konflikt tritt auf, wenn Bruno ihm droht und Stephan hält sich nicht von Isabel fern – Bruno geht in Kapuzinerkirche, wo Stephan eine Gruppe von Touristen in die Kaisergruft führt, und wenn sie allein sind, schlägt er Stephan mit der Hand ins Gesicht und läuft weg. Wenn die Museumsangestellten seinen Körper finden, fängt Elisabeth ihre eigene Untersucht an, und bald findet sie die Wahrheit heraus. Bruno wird von der Polizei verhaftet, während die zwei Freundinnen sich nach den furchtbaren Ereignissen unterstützen.
    Am Anfang der Geschichte war mir nicht klar, warum sie „Ein Toter zu viel“ heißt, weil es keinen Toter gab und deshalb hat es keinen Sinn gemacht, noch einen zu haben. Als Stephan über die Kaisergruft gesprochen hat, habe ich gar nicht gedacht, dass der Tod dort passieren könnte, aber nachdem Bruno ihn geschlagen hat, hat es mich nicht überrascht, dass Stephan daran sterben würde. Ich denke, es ist eine Übertreibung, an einem Schlag zu sterben, aber natürlich muss alles dramatisch sein... Obwohl Bruno Stephan vielleicht nicht wirklich töten wollte, habe ich mich über seine Verhaftung gefreut, weil er für die Unfälle auf der Baustelle verantwortlich gemacht werden sollte. 
    Ehrlich gesagt, ich verstehe nicht, warum Isabel mit Bruno noch eine Beziehung hat, wenn sie nicht verliebt ist. Trotzdem er Ingenieur und Leiter von einer Baufirma ist, sollte sie ihn nicht heiraten, nur weil er das Haus von ihren Eltern reformieren kann. Sie könnte es selbst tun – sie hat doch ihren Beruf und ist ein freier Mensch, wie Elisabeth sagt. Ich wünschte, Isabel hätte mehr Platz in der Geschichte und wir wüssten mehr darüber, was sie beruflich macht.
    Die Präsenz von Musik in der ganzen Geschichte gefällt mir – der Wiener Walzer, der die Musik zu „2001: Odyssee im Weltraum“ war (das wusste ich nicht!); die Ahnung von „Der Tod, das muss ein Wiener sein“; die Volksmusik im Weindorf Grinzing; das Ende mit einem traurigen Lied... Man kann merken, dies ist ein wirklich wichtiger Teil von der Wiener Kultur, und das interessiert mich sehr. Insgesamt bin ich froh, dass ich ein längeres Buch auf Deutsch lesen konnte, und ich freue mich darauf, immer mehr lesen zu können.

boa noite punpun (inio asano)

eu devia ter escrito essa review depois de ter lido, mas óbvio que não fiz isso e até já devolvi pra biblioteca. conhecia fazia um bom tempo e me intrigava a representação dos personagens como pássaros, uma coisa meio dark, né, misteriosa. só a família de punpun é assim, já dá pra imaginar o porquê. começa com ele criança ainda, os pais discutindo muito em casa, o pai sem emprego e bêbado, agride a mãe e diz que foram ladrões que entraram em casa. bem na cara que não, e acho que punpun sabe. a mãe passa um tempo no hospital, tenta se matar, não quer voltar pra casa. numa hora diz até que se arrepende de ter tido filho, dessa vida sem saída de adulta. parece que quando mais jovem a mãe era aventureira (esqueci como falava essa palavra por um momento), o pai queria ser astronauta, mas tudo saiu dos trilhos por causa da realidade cruel da vida. o tio, irmão da mãe, aparece pra morar com eles depois que o pai sai de casa, e punpun assume o sobrenome dele, da família da mãe... estranho esse tio, solteirão de 30 anos meio nerd, sei lá. o pai tinha dado um telescópio pra punpun e ele enxergava um planeta só dele. solitário, triste. ele gosta da colega de classe nova, aiko, cuja família – não sei se nesse ou no segundo volume – ele descobre que é de um culto esquisito, ficam indo de porta em porta pra falar sobre e tal. eles brigam porque punpun mente o bairro onde mora e ela passa lá. promessas de viajar até um lugar lonjão juntos, a menina diz que se punpun não aparecer ela o mata, claro que não rola e fica tenso. amigos viciados em ver revista pornográfica, acham uma fita que tem uma mensagem de um cara no meio do pornô, dizendo que matou a família toda e deixou muito dinheiro numa fábrica abandonada. desafio pra irem pegar, vão todos juntos (até asako) e tem umas doideiras de ver espíritos, o amigo sofrer com fantasmas do passado e do pai decadente, criança que já fuma, explosão. tem um amigo que vê deus, uma figura meio alienígena. vê outras coisas também, bem perdido nas fantasias o coitado, nariz permanentemente escorrendo. punpun também vê um deus esquisito, que o tio falou que existe quando ele precisava de ajuda, uma falazinha pra invocar. quando ele aparece é uma imagem realista de um cara cabeludo sorrindo ou fazendo careta. com a paixão por aiko e essas coisas de pornô ele descobre masturbação pela primeira vez, umas imagens trippy com aiko no meio, vergonha. (acho que dei uma misturada nos volumes...) enfim, é assim meio perturbado, não gostei tanto quanto tava com expectativa mas tenho vontade de ver no que vai dar. interessante essa representação despersonalizada e a narrativa, a atmosfera. esse autor é o mesmo de solanin! faz sentido.

eclipse (stephenie meyer)

esse foi uma encheção de saco, hein. que porra ela ~percebendo~ que está in love com jacob depois do beijo escolhido??? precisava disso, sério? não tem explicação pra galera toda atraída por ela, nem kristen stewart ela é de verdade, tlgd. e jacob falando que com nuvens pode competir, mas não consegue lutar contra um eclipse, blablabla. uma merda ele também, violento e forçando as coisas, macho chato que não entende um não e fica pegando na mão e agindo de um jeito escroto se aproveitando das coisas. edward é muito decente mesmo, todo educado e sensato na maioria das coisas, mas outra bosta a exigência do casamento e as besteiras de não deixar bella ir pra la push. bella também só faz as coisas pelos outros né, nem se ajuda a coitada. não lembrava da coisa dos vampiros ficarem meio que "frozen" no jeito que eram quando foram transformados, só vi nas páginas de meme mas edward comenta aqui. que não acontecem grande mudanças na (pós)vida deles mas que bella transformou tudo. interessante ele não ter tido essa gana de relacionamento em um século, os cullen que são afobados e tão tudo comprometido, né. não precisava ser assim, é tão massa ter histórias de amizades fortes também... cada vez mais vou percebendo stephenie meyer mórmon. esses livros que descrevem dia após dia, primeira pessoa, em forks fica tudo tão arrastado. nem com um exército de recém-criados tem muita ação na coisa; o filme é bem melhor nesse sentido, de mostrar essa parte e tal. riley é bem jovem do jeito que descrevem, papel pequeníssimo, só pra morrer. victoria também, que fracote, quando finalmente acontece alguma coisa não é nada de mais. bella dando uma de third wife mas nem chegou a ter que ser socorrida. massa as histórias dos quileute; me pergunto se tem algum fundo de verdade, se a autora trabalhou com o que já existia (provavelmente não)... e charlie descrevendo os uivos e billy atento e dando desculpas, tudo vai fazer sentido quando jake se revelar pra ele daqui a pouco. ah, ouvi o audiolivro no youtube, gostei da experiência! poder fazer outras coisas enquanto leio, vi vantagem. mas acho que se fosse um livro com que me importo mais eu não conseguiria, ia sentir que poderia facilmente perder coisas importantes.

boa noite punpun v.2 (inio asano)

nesse já passou um tempo, punpun cresceu, tá bem mais deprimido. bem pesado aqui, na verdade; a mãe e o tio notam, mas tão perdidos nas próprias coisas também. aprofundamento na história do tio quando aparece uma menina interessada nele, ele conta um episódio bizarro do passado em que uma menina tentou matar a própria mãe na escola onde ele dava aula de cerâmica, foi com ele pra casa e assistiu ele transando com a namorada escondida no armário. traumas, traumas. tentativa de se matar na linha do trem mas "nem pra isso tem coragem", a menina nova acolhendo. passa a viver na casa com os onodera, a mãe gosta que ela cozinhe. até tenta mexer com punpun mas o coitado tá cada vez mais distante, sempre silencioso. aiko não fala mais com ele desde o incidente da fábrica, se não me engano, e agora ela namora o veterano bom no tênis. uma espécie de competição por ela, aposta em cima do jogo que tinha, fode o pé e perde mas punpun empurra aiko pra ele de qualquer forma. todo mundo mal, né... esse fiquei lendo no sofá da vó de analuísa nas noites de extrema ansiedade em que não conseguia dormir, variando entre ler o mangá e assistir elvira e gilson se matando de brincadeira. loucura nos rabiscos também. essa review parece legal pra depois que eu terminar tudo, ainda tem vários volumes... na biblioteca só tem mais o terceiro, pena. achei esse vídeo massa desses dois primeiros volumes!

quinta-feira, 31 de outubro de 2019

lidos (5) e assistidos (6) em outubro

the good place S02 (2017-2018)
resolvemos terminar de ver the good place e até que foi melhor do que a gente esperava. começa com tudo recomeçando, eleanor recebendo o próprio bilhete e tentando entender o que é chidi. ele tá tendo que escolher entre duas mulheres que supostamente poderiam igualmente ser sua alma gêmea. tahani tá com um cara baixinho que mora numa casa minúscula. jason tá de alma gêmea com um monge igual jianyu, que não deixa ele sozinho nunca. queriam que eleanor causasse na festa de boas vindas mas quem faz isso é tahani. de alguma forma eles se reúnem todos em pouquíssimo tempo e eleanor descobre que é o bad place, e michael recomeça de novo, sem shawn saber (ele não tinha permitido mais que duas tentativas). isso acontece centas de vezes. vicky, que era a eleanor de verdade antes, tá insatisfeita com os papéis menores que recebe, e ameaça de contar dos inúmeros reboots que michael fez se ele não deixar ela no controle a partir da coisa seguinte. mas acaba que ele conta pros humanos dessa situação, pedindo ajuda, e eles se unem. eleanor fica sabendo por mindy que já ficou com chidi numas vezes e fica com "efeito verônica" (passa a imaginar eles juntos e começa a gostar dele, sendo que antes não tinham nada). michael começa a tomar aulas de ética com eles, sofre uma crise existencial huahs, aprende umas coisas humanas. jason e tahani dormem juntos e passam a namorar, tendo janet como terapeuta de casal, mas aí ela começa a dar defeito e descobrem que é por causa do que teve com jason no passado, que ela não pode mentir (fingir estar ok com o relacionamento dele e tahani). ela cria um tal de derek pra ser o namorado de consolo dela, todo bestão, e depois de resolverem tudo mandam ele com cocaína pra mindy haush. shawn aparece pra elogiar michael e diz que vão adotar o plano de tortura dele, e seguindo umas coisas que michael deixa passar enquanto age como demônio ruinzão os humanos se juntam a ele pra tentar ir pro good place, mas ele nunca soube como. tahani quer "falar com o gerente" e resolvem fazer isso mesmo, ir até a juíza do universo pra apresentarem o caso e ver o que ela acha. os humanos (exceto eleanor, mas ela finge que não) falham no teste que ela dá a eles e são condenados ao bad place mesmo, mas michael argumenta que o sistema de pontos deve estar corrompido e propõe que recomecem a linha do tempo deles, salvando-os da morte e vendo se melhorariam dali em diante. eleanor melhora por uns meses, preocupada com o mundo, mas perde o entusiasmo, e michael secretamente vai encontrá-la tentando fazer com que os quatro se encontrem de novo.

the good place S03 (2018-2019)
michael vai pra terra inúmeras vezes, pra interferir um pouco em cada um dos quatro humanos, até que se encontrem. chidi começa um estudo com uma neurocienstista legal, simone, pra saber o impacto de experiências de quase morte na tomada de decisões das vítimas (só os quatro participam, parece). ele começa a dar aula de ética pra eles também, porque eleanor queria ser uma pessoa melhor, mas não vejo muito sentido nisso. chidi começa a namorar simone. ah, aquele demônio (o diabo?) trevor aparece pra ser parte do estudo também, e tenta afastá-los dizendo que a amizade deles pode interferir, tentando fazer tahani e jason ficarem, sendo animado exagerado, mas acaba que não consegue. a juíza descobre e quer terminar o experimento, mas michael e janet fogem pra terra. bobeira isso que ela não pode fazer nada (ou só não faz nada), e que ela não sabe das coisas antes mesmo sendo a poderosa juíza do universo. um monte de interferência dos dois até que os humanos os descobrem, eles revelam a realidade, explicam como funciona o tempo (jeremy bearimy, o pingo do i sendo terças-feiras e julho, acho, e nunca haushus). todos passam um tempo fazendo algo separados – chidi doido fazendo chili com doces e falando de consequencialismo e niilismo, tahani se casando com jason pra dar seu dinheiro a ele e doando um bocado pra gente na rua, eleanor devolvendo a carteira e os cacareco de um cara. ela descobre que a mãe não morreu, mas sim fingiu ter morrido pra não pagar um dívida, e que agora tá bem mais responsável; se sente mal por não ter recebido as partes boas mas depois fica ok. simulador de realidade virtual de janet onde chidi tenta terminar com simone e eleanor dá em cima dela hsuhs. tahani faz as pazes com a irmã, que também tem complexo com os pais e a coisa da competição entre elas. todos vão até o canadá pra que michael e janet conheçam doug forcett, aquele cara que acertou uns 90% de como o pós-vida realmente funcionava, mas o esforço exagerado dele em ganhar pontos positivos faz dele uma pessoa miserável. os demônios vão pra terra atrás deles e eles brigam, janet toda lutadora, e no fim vão os seis pro vácuo de janet. os humanos ficam todos com a aparência dela huahs. michael e ela vão falar com os contabilizadores de pontos e vêem que faz centenas de anos que ninguém vai pro good place, e acha que o bad place tá trapaceando algo, mas na real é que as coisas só foram ficando mais e mais complicadas e praticamente nenhum ponto positivo fica integral, sempre tem desconto de mil coisas ruins relacionadas. ihop e tahani com um bicho verde lesmento que alteram a realidade pra parecer uma echarpe, mas ela não pode tocar haush. a juíza vai à terra e vê como é tudo horrível mesmo, e decidem refazer o experimento do bairro de michael com novos participantes. jason começa a namorar janet e eleanor, chidi. um romancezinho desnecessário até terem que apagar as memórias de chidi porque escolheram simone pro novo experimento, e ele pode arruinar tudo. eleanor como arquiteta porque michael tá tendo crise de pânico.

ideias para adiar o fim do mundo (ailton krenak)
livro que esse pensador indígena lançou nesse ano, compilando umas falas que ele fez em eventos. comprei pra dar pra tati e pra casa do mato, já que ela e rômulo sempre falam dele. li antes de entregar a ela porque é curtinho. gostei de ele ter dito umas coisas meio pró-apocalipse, de querer que acabe o mundo mesmo, apesar do título. ele também diz o que acha que ajudaria a melhorar, mas no geral foram coisas importantes de lembrar e pensar. destaquei vários trechos e eles resumem bem do que se trata:

A ideia de que os brancos europeus podiam sair colonizando o resto do mundo estava sustentada na premissa de que havia uma humanidade esclarecida que precisava ir ao encontro da humanidade obscurecida, trazendo-a para essa luz incrível. Esse chamado para o seio da civilização sempre foi justificado pela noção de que existe um jeito de estar aqui na Terra, uma certa verdade, ou uma concepção de verdade, que guiou muitas escolhas feitas em diferentes períodos da história. (p.11)
Por que nos causa desconforto a sensação de estar caindo? A gente não fez outra coisa nos últimos tempos senão despencar. Cair, cair, cair. Então por que estamos grilados agora com a queda? Vamos aproveitar toda a nossa capacidade crítica e criativa para construir paraquedas coloridos. Vamos pensar no espaço não como um lugar confinado, mas como o cosmos onde a gente pode despencar em paraquedas coloridos. (p.30)
(...) se nós imprimimos no planeta Terra uma marca tão pesada que até caracteriza uma era, que pode permanecer mesmo depois de já não estarmos aqui, pois estamos exaurindo as fontes da vida que nos possibilitam prosperar e sentir que estávamos em casa, sentir até, em alguns períodos, que tínhamos uma casa comum que podia ser cuidada por todos, é por estarmos mais uma vez diante do dilema a que já aludi: excluímos da vida, localmente, as formas de organização que não estão integradas ao mundo da mercadoria, pondo em risco todas as outras formas de viver – pelo menos as que fomos animados a pensar como possíveis, em que havia corresponsabilidade com os lugares onde vivemos e o respeito pelo direito à vida dos seres, e não só dessa abstração que nos permitimos constituir como 'uma' humanidade, que exclui todas as outras e todos os outros seres. (p.47)
Quando despersonalizamos o rio, a montanha, quando tiramos deles os seus sentidos, considerando que isso é atributo exclusivo dos humanos, nós liberamos esses lugares para que se tornem resíduos da atividade industrial e extrativista. Do nosso divórcio das integrações e interações com a nossa mãe, a Terra, resulta que ela está nos deixando órfãos, não só aos que em diferente graduação são chamados de índios, indígenas ou povos indígenas, mas a todos. (p.49)
Se já houve outras configurações da Terra, inclusive sem a gente aqui, por que é que nos apegamos tanto a esse retrato com a gente aqui? (...) Essa configuração mental é mais do que uma ideologia, é uma construção do imaginário coletivo – várias gerações se sucedendo, camadas de desejos, projeções, visões, períodos inteiros de ciclos de vida dos nossos ancestrais que herdamos e fomos burilando, retocando, até chegar à imagem com a qual nos sentimos identificados. (...) O fim do mundo talvez seja uma breve interrupção de um estado de prazer extasiante que a gente não quer perder. (p.58)
De que lugar se projetam os paraquedas? Do lugar onde são possíveis as visões e o sonho. (...) Não o sonho comumente referenciado de quando se está cochilando ou que a gente banaliza "estou sonhando com o meu próximo emprego, com o próximo carro", mas que é uma experiência transcendente na qual o casulo do humano implode, se abrindo para outras visões da vida não limitada. Talvez seja outra palavra para o que costumamos chamar de natureza. Não é nomeada porque só conseguimos nomear o que experimentamos. O sonho como experiência de pessoas iniciadas numa tradição para sonhar. (...) São lugares com conexão com o mundo que partilhamos; não é um mundo paralelo, mas que tem uma potência diferente. (p.65)
Quando, por vezes, me falam em imaginar outro mundo possível, é no sentido de reordenamento das relações e dos espaços, de novos entendimentos sobre como podemos nos relacionar com aquilo que se admite ser a natureza, como se a gente não fosse natureza. (p.67)

allure (2017)
aquela atriz de thirteen e across the universe. tilera revolts mas trabalha de faxineira pra uma empresa e com o pai. vai limpar a casa de uma mulher e ela tem uma filha de 16 anos que toca piano. se interessa por ela, aproveita que ela tem um pôster do nirvana pra falar disso, fica dizendo que tá feliz em ver ela quando vai lá. um dia a mãe da menina (eva) diz a ela que pretende se mudar com o parceiro, e eva não gosta nem quer. laura (a faxineira) consola a menina e diz que ela pode ir morar com ela, e aí começa um negócio doido de laura ser extremamente dependente e controladora. a polícia até procura por eva e laura tranca a menina num quarto porque achou que ela não ligou pro fato de que laura podia ir presa se descobrissem que ela tava lá, porque ela comentou que talvez devesse avisar a mãe que tava bem. laura fica forçando um romance que a coitada nem quer, mas mesmo com os exageros dela eva não consegue ir embora, deve sentir que laura precisa mais dela do que ela de laura. a menina não consegue transar, fica assustada, claro, e laura se prostitui igual no começo da história, mas apanha de um cara que ela tinha humilhado. ela mente e diz que foi o pai, que ele voltou a tocá-la, e bota eva contra ele. o pai até pede perdão pelo que fazia, mostra que se preocupa com laura, mas ela só fode tudo. maltrata o irmão cadeirante também, não quer que eva tenha banda com ele nem sejam amigos, super possessiva e violenta. no final eva se aproveita de um apagão numa piscina que elas tavam e foge, de maiô na neve. termina com laura falando pro pai que tá sozinha e que tá ok com isso, que vai tentar continuar assim e que precisa de distância das pessoas. bom de ser lésbico mas não focado em romance; ficamos refletindo sobre qual seriam os problemas da mulher e tal, se seria a mesma coisa contar a história com um homem no papel dela. doideira.

green book (2018)
um descendente de italianos que trabalha tipo de segurança num bar é contratado por um músico pra ser motorista dele. o músico (don) é negro e o cara (tony) já começa o filme jogando no lixo uns copos de vidro que dois encanadores negros usaram na casa dele depois de um conserto, mas com o músico ele foi bem melhor do que isso fez esperar. tony é nojentão e todo bruto, come se lambuzando enquanto dirige, e vai amolecendo don, que era todo boas maneiras e frescuras chiques. negócio de kfc ser de gente negra e ele nem conhecer. ao longo da tour os dois se aproximam, um aprende com o outro, e no final é massa que don dirige na neve pra conseguir que tony chegue em tempo pro natal com a família, e depois ainda aparece pra passar a ceia junto. todo mundo dando boas-vindas e sendo legal, dá uma esperançazinha. tem umas coisas que metem don em problema, tipo ficar de paquera com outro cara num lugar de piscinas e saunas e nudez. tony ajudando oferecendo dinheiro pra policiais e don ofendido, mas é o que dá pra fazer. eles vão presos uma hora por alguma explosão impulsiva de tony, e don tira eles de lá fazendo uma ligação (também humilhante) pro governador. ah, don toca piano, muito bonito, por sinal. uma bosta que nos lugares que ele toca só tem branco ruim; numa vez ele tava indo pro banheiro dentro da casa e o cara falou que pra ele era lá fora (ele preferiu voltar pro hotel e usar lá). o ápice foi num lugar em cujo restaurante ele não podia comer por causa de uma merda de tradição; tony dá um soco no cara e eles desistem do show lá, porque pelo amor de deus. triste as apresentações em que don tá com machucados na cara de ter apanhado. muito bom que depois dessa do restaurante eles saem pra comer num barzinho simples, mas que tem um pianinho e uns músicos (e muita gente negra); ele começa a tocar lá e fica bem mais feliz e as pessoas admiradas. tudo isso inspirado em história real, uma amizade que foi até os dois morrerem. green book é um livrinho de viagem com lugares "black people-friendly" pra eles pararem.

tamagotchi (2019)
curta lésbico produzido pelas meninas do canal amena, com íris amiga de talita sendo protagonista. um cenário meio futurista, as pessoas fazendo dinheiro vendendo dados, uns números aparecendo em volta das pessoas tipo black mirror. íris (não lembro o nome da personagem) decide desligar o wi-fi e ficar longe da internet um pouco, e logo conhece uma tal de ágata que fica de romancezinho com ela. diálogos irreais e não espontâneos como sempre, do tipo "você quer me perguntar algo?" e a resposta ser "o que você queria ser quando crescesse?" e "você já se apaixonou?"... no fim a mulher some, era só uma funcionária de uma empresa que precisava fazer a menina voltar pra internet, voltar a ficar mal e tomar remédio, dar lucro pra outra empresa. esperava mais. íris tava ok atuando, boa até. de novo ansiosa, que nem aquele curta de camie.

beloved (jaeliu)
manhwa yuri que achei num app que baixei. sobre essa oftalmologista de 34 anos que se envolve com uma menina numa festa, e no outro dia de manhã olhando as coisas dela descobre que ela tem 16 anos. todo lugar que tem o manhwa avisa que a idade de consentimento na china é 14 anos, o que não faz ser menos bizarro, né. acaba que as duas voltam a se ver, a menina nem tem família direito (ou não se preocupam), vai morar com a doutora e tudo. ela tem um amigo gay, também médico, cuja família espera que fique com ela e tal. parece que ela ainda tava tentando superar o término com outra mulher, mais uma médica do mesmo hospital, mó grey's anatomy. muito bonito o traço e as cores, pintado como aquarela. levemente sensual. diz que tá terminado com 18 capítulos mas nenhum lugar passa do 16...

maunder (paula puiupo)
quadrinho que puiupo publicou por essa editora da letônia. uma avó barbiezinha gigante, uma pessoinha com rabinho construindo uma máquina de não sei o quê. conversam sobre acessar o passado, aceitar a realidade. eventually everything will grow out of proportion and merge. even individuality. that's the first thing that goes, really. bonito, uns contornos coloridos como se fosse holográfico ou sei lá, legal o jeito que ela fez. meio sem sentido como sempre, mas gostei. não sabia, mas parece que "maunder" é inglês e significa zombar, falar aereamente, proceder com indiferença, vaguear, divagar.

limite (juarez machado)
carolzinha chegou com esse livro falando que tinha comprado num sebo. nem tem o título na capa, só o nome do autor e da livraria, mas no skoob achei assim, "limite". só tem ilustrações, nas páginas da direita; sobre um homenzinho preso dentro de um quadrinho e tentando sair. atira um canhão e a bola cai no pé dele, bota fogo na bordinha e a fumaça forma uma tempestade, uma fada aparece mas diminui o tamanho do quadrado em vez de resolver. ele se sentindo preso, sonhando com estar livre. até que pinta tudo de preto e sai pela luz da lanterna, só pra ver que tava num quadrado maiorzão. engraçado ele tirando um bocado de ferramentas do nada. uns pézão, mãozona.

split (2016)
finalmente; julia disse que ia ver e fomos junto, apesar de eu estar atrasada em coisas da faculdade. começa com uma menina aparentemente deslocada das outras numa festa de aniversário. o pai de uma delas vai levar elas pras suas casas, mas parando no mercado vem um homem e ataca ele, assume o cara e as sequestra. a menina deslocada (casey) é a mais esperta e calma, observadora; quando ele pega uma delas pra fazer sei lá o que casey diz pra ela se mijar, e com isso a menina consegue se livrar. o cara aparece de outros jeitos, com outras roupas, falando diferente, e logo casey se toca que ele tem alguma coisa (não sei se ela entende totalmente, mas ele tem transtorno dissociativo de identidade). ele vai numa terapeuta e tal, muito boa por sinal, porque sabe que aconteceu alguma mudança nas identidades que dominam, e que outras tão no controle (umas não tão seguras). a questão toda é que eles (os alters) sentem que tem uma nova chegando, algo avassalador e sobrenatural, e precisam das jovens como sacrifícios. eles seguem uma ideia de que quem nunca sofreu nada é impuro, tem que morrer mesmo, e no final é isso que salva casey de ser morta/comida junto com as outras – ela tem cicatrizes de abuso do tio, pelo jeito. não dá pra entender se no fim ela se recusa a ir embora com o tio ou se consegue contar pra policial o que acontece. achei o filme muito bom, apesar dos possíveis problemas que pode relacionar a quem tem o transtorno; acabei voltando a ver um bocado de coisa sobre isso, aqueles vídeos que eu via há anos atrás e tal. chega fiz um trabalho sobre.

esôfago (lana maciel)
livro de poemas que emprestei de mateus (*zênite) sem planejar, só porque uma amiga dela tava devolvendo na mesma hora que a gente tava conversando sobre escrever e poesia. foi bom, melhor do que esperava, até. umas coisas suicidas (talita comentou da contradição de ela falar "venci a depressão" em um poema e ter outro que diz "se minhas rugas puderem aparecer", tipo, se ela conseguir envelhecer sem morrer antes... mas o primeiro pode ser a outra pessoa do poema que falou. enfim), outras parecendo lésbicas. me fez lembrar umas escritas naquela revista que tijn me deu; preciso reler e fazer review. a escritora é conhecida de zênite, e talita reconheceu ela quando o perfil dela apareceu pra mim no facebook. tem uma que fala de "pizzas no macunaíma"; me pergunto se é aquela pizzaria de onde pedimos pizza no fim das reformas da casa do mato. abaixo umas poesias que gostei; cansei de editar infinitamente o negócio de formatar como citação pra ficar bonitinho, vai ficar que nem texto mesmo.

Corpo

tenho os olhos em órbita
pareço estar perdida
enxergo por dentro
o que não entendo por fora

tenho as mãos delicadamente calejadas
a linha do coração é quebrada
mas a linha da vida é contínua
faço cartografia das dores que vivi

tenho o intestino preso
por mentiras e jabuticabas
tenho o intestino preso
porque às vezes me falta
fibra para enfrentar a vida.

A náusea da criação

eu me sinto aqui
com as mãos espalmadas
mostrando as unhas roídas
faço poemas mentais
penso sobre o ritmo
dos astros
e a falta de direção
da minha vida
penso sobre as putas
e o dinheiro que gasto
com roupas livros e comida
à toa
penso sobre as viagens
que planejo e nunca faço
penso sobre o uso dos porquês
e sobre como minha letra fica feia
quando escrevo com pressa
ou escrevo para você
penso que não sei ser prolixa
porque tudo é um tiro
não sou uma dama que finge
sapateio no meio da rua
às três da tarde quando
o sol queima as patas caninas
e os pés dos mendigos
penso que nunca consigo falar
devagar e de maneira organizada
porque penso rápido demais e
abraço o mundo
com inúmeros braços curtos
imitango uma frágil barata.

Meet me in...

se existe reencarnação
quero estar contigo
nas próximas vidas
talvez desejar isso gere um carma
ou mais músicas melodramáticas
mas eu não me importo de passar
mais uma noite ouvindo Belchior
esperando que você realmente queira
viver comigo correr perigo morrer comigo
sei que às vezes minhas palavras cortam
e nosso passado talvez não seja mais
tão limpo e puro como um comercial de sabão em pó
mas acho que nosso domingos ainda provam
que somos uma dupla melhor do que Sandy & Júnior
talvez você goste de mim pelo que sou
talvez eu não precise aprender esperanto
para te convencer a papear comigo mais uma noite
talvez você queira me ouvir tagarelas madrugadas afora
talvez você queira me levar na mala
das curvas de Santos, Marília, Natal e Rio Claro
dentre todos esses talvez
as duas únicas certezas são que ainda quero
escrever para você e segurar sua mão
depois de mais um dia de trabalho
é certo que você não gosta dos meus poemas
e talvez esse poema não devesse existir.
uma respiração dolorida –
ou talvez três anos de cumplicidade
valem mais do que um beijo
e coisas literárias
no fundo eu sempre fujo da autobiografia
no entanto, hoje não quero fugir de você
das pipocas e das pizzas no Macunaíma
hoje não posso esquecer do que sinto
por você.

Diálogos desconexos de duas pessoas que ainda estão conectadas

gatos vira-latas subindo a ladeira de casa. o sol escaldante de almas desérticas. prosa poética cabe em uma xícara de chá? estamos surdos por causa das buzinas no trânsito infernal de são paulo. axilas úmidas, testa brilhando, pequeno ataque cardíaco ao te encontrar subindo e descendo a francisco glicério em busca de um hambúrguer de soja. desvio o olhar – ainda não perdi esse hábito –, tua boca deve estar úmida.

inaugurei meu apartamento semana passada, minhas costas têm 40 anos, só dancei por 15 minutos. que dia é hoje? setembro não chove, agosto passou muito rápido. há quantos anos não nos vemos. você juntou as tralhas, senhora duas caras? deve estar ouvindo norah jones todos os dias.

meu relógio quebrou, o ônibus 600 ainda passa por aqui? mas espera aí, você mal falou de você. preciso ir, parar no próximo bar para vomitar pensamentos em um guardanapo sujo, mais sujo que a minha mão que segura o corrimão do ônibus, o salgado, amarra o sapato e depois rói as unhas cheias de bactérias. preciso beber cerveja glacial, que continua sendo barata assim como eu continuo sendo pobre. hoje é terça-feira, detesto terças-feiras. estamos falando demais – ainda não perdemos esse hábito.

até logo, me telefona quando puder, a gente toma um café. pode ser um chá? não temos mais tempo para prosas poéticas. minha gastrite não me deixa. continuo vomitando, mas venci a depressão. você não está entendendo nada do que eu digo, eu quero ir embora.

aperto de mão leve para disfarçar um coração apertado. nossa ligação é um axioma. teu tênis de andar de skate faz barulho no asfalto. ou esse barulho vem do meu coração? (ou do estômago?)

Matrioskas

minha avó disse uma vez
que os fios que ligam nós
mulheres são ancestrais
não sei se é verdade mas

sei que daria metade
do meu cordão umbilical
para ter a Frida Kahlo
na árvore da minha família

embora eu me esforce
para recuperar
nossa história
ainda sei que falta

especialmente do que vem
de mim e do suor que dedico
tentando me manter respirando
tentando construir uma história

nos escombros do mundo
não sei se o que sobra
do meu corpo é carne ou
coisas que me impuseram

Os últimos latidos

Se minhas rugas puderem aparecer, gostaria que o meu corpo repousasse em uma casa de vó, cheia de cachorros lambendo a própria bunda, lambendo o meu rosto. Também quero chás, água morna e sem gosto, paredes descascadas. Antes de dormir, os pés no chão.
Estou viva.

sábado, 31 de agosto de 2019

lidos (3) e assistidos (15) em agosto

always be my maybe (2019)
dois vizinhos, sasha e marcus, que eram muito amigos desde crianças. os pais da menina nunca tavam em casa porque trabalhavam muito e ela se cuidava sozinha, fazia comida, mas passava muito tempo na casa do menino também. ajudava a mãe dele a cozinhar, gostava deles. quando eram adolescentes a mãe de marcus morre, e pra consolar sasha chama ele pra fazer qualquer coisa. tão no carro cheirado a um queijo dele quando ela o beija por impulso, ele corresponde e eles transam no banco de trás. nunca mais se falam. ela vira uma chefe famosa que só tá voltando pra cidade (são francisco) pra abrir um restaurante. mas a agente ou sei lá é uma amiga da mesma época do passado, que chama a empresa de ar condicionado do pai de marcus pra fazer instalação na casa chique que sasha tá alugando. encontro esquisito e desconfortável, sasha tá namorando um cara famoso envolvido com restaurantes. ele adia o casamento pra viajar pra índia e fala pra eles saírem com outras pessoas pra verem se devem mesmo ficar juntos. sasha acaba indo no show da banda que marcus tem há 16 anos, vai jantar comida que a namorada hippie dele faz, acaba se reaproximando dele. aí ela conhece keanu reeves (interpretando a si mesmo) e vivem um romance (over)sensual por um breve tempo, que termina com um encontro de casal num restaurante bizarríssimo (uma das comidas era ouvir o som do animal no prato em que comiam) seguido de um jogo chato no hotel de keanu e marcus socando a cara dele. marcus beija sasha e tudo reacontece, gostam do que acontece, tão bem juntos – até ela ter que voltar pra nova york, o que marcus não é capaz de fazer porque tem medo das coisas. leva um tempo até ele se deixar crescer, ele vai mandando mensagens de voz pra ela, até que vai até ny pra se declarar. no final ela também levou em consideração o que reaprendeu com ele, e criou um restaurante de comidas que "fazem as pessoas se sentirem em casa", levando o nome da mãe falecida. comédia romântica bobinha mas divertida, massa que são todos asiáticos, vi ativismo sobre isso. melhor parte é a música do final, que marcus fez pra se assegurar que todos soubessem que ele socou keanu reeves.

d.e.b.s. (2004)
véi do céu. filme de espiãs meninas selecionadas por causa de um teste secreto no enem dos eua, que testa a habilidade de mentir – porque "as outras coisas podem ser ensinadas, mas mentirosos são ótimos espiões". usam uniformezinho xadrez de saia minúscula e sapato de saltinho, andam com uma arma besta. a própria sigla tem beauty no meio. quatro são as principais, uma delas (amy) tirou a nota máxima na prova, mas na verdade só quer estudar arte. uma super vilã chamada lucy diamond tá de volta no país pra encontrar uma assassina russa, mas na verdade é blind date. não consegue fazer rolar, tem tiroteio porque tem um monte de gente pendurada num balancinho besta no teto, mas nisso ela conhece amy – que tá escrevendo sua tese sobre ela. se interessam uma na ota. amy é a única pessoa que encontrou lucy e saiu pra contar história. leva ela pra um lugar pra poderem conversar mais, se dão bem, quase beijo interrompido pela outra espiã burrona, de paquera com o parceiro de lucy, afinal. sequestro de sete dias que era romance na verdade, as ota descobre e nem leva lucy presa, decidem manter segredo e como assim só um grupinho sendo que iam mobilizar tudo. lucy devolvendo o que roubou, deixando "bomba" com balões escrito amy be mine, faz o exame e tudo mas ninguém prendendo bosta nenhuma. no final amy admite que ser bom numa coisa não quer dizer que é sua paixão, a amiga-chefe ajuda elas a fugirem. essa chefe do grupo é max, que é negra, e tem uma japonesa que só fuma, além da burra. negócio de amy ser loira e promovida sem nem tentar enquanto max vive pra espionagem. todo mundo parece muito idiota, errando tiro e se movendo que nem besta. tem um teletransporte dos chefão que deixa brilhinho. tanta coisa errada, malfeita, chega a ser bom ahsuhs.

dear white people S02 (2018)
maratonei de madrugada porque talita comentou que tava animada pra ver a temporada 3. me pareceu bem mais engraçada que a primeira, não lembro bem. vários risos/sorrisos com coisa boa, tipo joelle desmaiando no chão ou abrindo a blusa por causa do crushzinho inteligente, a lua caindo e quebrando com troy louco de cogumelos... episódios muito bons também. queria rever a primeira porque tenho essa impressão de ser bem pesada, na época eu nem quis continuar a série na hora. quer dizer, essa temporada ainda foi, mas tava tão interessante que vi tudo de uma vez. aquilo de cada episódio focar num personagem, massa, às vezes tinha até intersecção e repetição da mesma cena em perspectivas diferentes. reggie traumatizado e vendo o policial branco apontando arma pra ele o tempo todo, tendo ataque de pânico e fazendo terapia forçado, questionando o que o policial recebeu (mó processo pra ele ser demitido, e no final é um nepotista mal educado da zorra); lionel sendo enrolado por silvio e conhecendo wesley, latino bonitinho, com quem desenvolve romance (tão bonitinho! as pequenas gayzices que lionel solta, tipo apontar o canto da boca pra baixo corrigindo o prêmio que pretende ganhar. aprendendo a transar também heuhe); coco engravidando e vendo 18 anos no futuro, engraçado que supostamente podem "beam" as coisas, tipo teletransporte, e decidindo fazer aborto mesmo (apoio de kelsey, colega de quarto lésbica); joelle apaixonadinha por outro cara de ótimas notas em anatomia, pra por fim descobrir que ele era um hotep (ainda tenho pesquisar o que é isso); um troll da alt-right discutindo com sam nas redes sociais que acaba sendo silvio, ridículo; troy buscando sua voz, tentando entender quem é, e até pra isso precisa da opinião dos outros, mas acaba indo pra stand up e melhorando a atitude; gabe fazendo um documentário chamado "am i racist?" e entrevistando várias pessoas, pra no final discutir com sam, coisa de white savior, ela "causar" reações como a de silvio, etc (rola um beijo no final); o pai de sam morrendo sem ela ter sabido de hospitalizações, ela achando uma carta massa e uns livros antigos que falam das sociedades secretas de winchester; uma apresentadora controversa pra ter um papo no campus e sendo na verdade uma personagem, plateia toda de negros (ela também é), bravões; sam e lionel sendo detetives com esse negócio de sociedades secretas e no final achando um cara, que na real é quem narra os episódios e faz os "watch closely". show! umas lições da zorra, frases boas, personagens reais. tenho que procurar a trilha sonora.

baby S01 (2018)
itália. adolescentes que estudam numa escola particular chique. duas meninas que se aproximam nem sei por que, ludovica que teve vídeo de sexo vazado e chiara que tem pai traindo a mãe. elas conhecem um homem que dá umas festas secretas, e que propõe que se encontrem com caras pra "ganhar dinheiro". chiara tem um problema também que é que transa em segredo com o irmão da melhor amiga camilla, que tem namorada e tal. ludo mora com a mãe que não paga a escola porque usa o dinheiro com o namorado novinho, e tem uma irmã que o pai diz ser a preferida (ela ouve escondida no casamento dela, muito improvável). elas acabam se envolvendo com uns caras mesmo, ludovica tem um romancezinho com o ajudante do homem lá. tem um menino novo na escola também, damiano, filho de um árabe. sofre bullying do irmão de camilla e se envolve nuns problemas, tem que vender droga, sei lá. chiara gostava dele mas ele fica com camilla, só pra depois voltar pra ela e se confessarem apaixonados. roubam a motinha dele que era da mãe que morreu, chiara acha... ela e camilla conseguem um intercâmbio pros eua, mas chiara diz que é o sonho da amiga, não dela, e fica por aí com ludo mesmo. tem um amigo delas gay, com quem damiano anda quando procura a moto. filho do diretor da escola, se sente não enxergado pelo pai, ajuda damiano a vender as coisas também. enfim, chato, enrolado, ludo e chiara sempre muito íntimas mas nada rola, etc. raro ser italiano.

kiss me first S01 (2018)
série doida da zorra. tem essa menina, leila, cuja mãe morreu. ela joga um jogo de realidade virtual em que se usa aqueles óculos e sensores de dor e tudo, chamado azana, e sua personagem lá se chama shadowfax. descobre um grupo de jogadores meio esquisito, liderado por um tal de adrian, e conhece pessoalmente tess, uma menina bipolar meio viciada em drogas cuja personagem se chama mania. todos os membros desse grupo têm algum problema pessoal. presencia no jogo, usando a conta dela, um dos jogadores do grupo pular de um precipício incentivado por adrian, e descobre que o cara se matou na vida real mesmo. tenta alertar os outros, mas um outro menino com um pai adotivo abusador se explode num carro com ele. tess some e ela tenta reencontrá-la e salvá-la, mas já tá sendo procurada como suspeita de provocar esses suicídios. um cara pra quem ela alugou um dos quartos da casa acaba ajudando o tal adrian porque ele disse que era o pai de leila, e porque é um idiota feioso. ah, aliás, em algum momento leila revela que matou a mãe, porque ela tava muito mal e queria que ela a ajudasse a escolher quando morreria. leila vai atrás da criadora do jogo, que tinha ficado presa porque supostamente matara o marido, só pra descobrir que a mulher era uma esquisita que nem tinha mais nada a ver com azana. enquanto isso tess e mais outra jogadora, cuja personagem é tippi, tão numa mansão na croácia onde adrian promete que todos serão felizes. têm que tomar uma pílula vermelha todo dia (aliás, red pill é o nome do grupo deles), e claro que isso mantém todo mundo controlado ali doido. leila chega lá através de um outro jogador, que conhece por force, e que tinha a missão de matar leila mas que passa a ajudá-la porque ela o ensinou umas verdades, sei lá. o que ele queria era encontrar jocasta, outra jogadora, que ele descobre ser um menino (muito bonitinho por sinal, e que descobri que era trans, o que explica), e por isso o rejeita. leila tenta fugir e ele quase mata ela, e ela quase mata ele e foge. quase é morta por tippi doida das facas, tess quase se afoga num lago, leila esfaqueia force que reaparece. acontece que tess escapa e leila tá presa num lugar sendo torturada virtualmente por adrian, que ela descobriu que é filho da criadora de azana, e na verdade criou azana e teve seu trabalho explorado, sei lá. ela consegue ir embora e reencontra tess e jonty (o idiotinha), hackeia o jogo pra expor adrian, mas no final ele ainda consegue ligar pra ela e dar um "até a próxima", possível tentativa de deixar um gancho pra outra temporada. mas muito confuso e absurdo, não gostei muito não. leila é bonita, loira de cabelo cacheadão, a cara tem uns ângulos incomuns. tess também bastante, e jocasta lá. é baseado numa novela de uma autora pelo menos, mas por que esse título?

o alquimista (paulo coelho)
difícil ler sem preconceitos com o autor. a história é sobre esse pastor da espanha que tem o mesmo sonho duas vezes e vai até uma cigana para tê-lo interpretado, que diz que há um tesouro esperando por ele nas pirâmides do egito, e a cobrança pela interpretação é um décimo do tesouro. meio desacreditado encontra um homem que diz ser um rei que aparece para quem precisa e pode se transformar até em pedra, e fala pra ela sobre a alma do mundo, a lenda pessoal de cada pessoa, etc. diz que quando alguém quer alguma coisa de coração, todo o universo conspira para que esse desejo seja realizado, pois faz parte da alma do mundo – o motivo pelo qual aquele indivíduo foi criado. o pastor vende as ovelhas pra ele, atravessa o canal que leva até a áfrica, é roubado num bar... vai conseguindo se virar sem saber a língua, só ajudando, percebendo que "tudo é uma coisa só". arruma emprego numa loja de cristais e faz com que o negócio prospere como nunca antes; passa o tempo, ele aprende árabe, tem dinheiro suficiente pra retornar pras ovelhas e vai embora. mas sabe que não vai fazê-lo, e se junta a uma caravana que vai atravessar o deserto. conhece um inglês que lê muito sobre alquimia, fala sobre a pedra filosofal e o elixir da vida eterna, coisas de evolução. o rapaz entende tudo como algo bem mais simples, e por isso é quem o alquimista procura quando chegam ao oásis onde ele mora. o rapaz conhece uma mulher a quem descobre amar, onde estava a linguagem do mundo, que é o amor... se torna conselheiro da tribo local quando prevê um ataque de um clã por causa de uma visão que tem... mas entende com o alquimista que não deve deixar o amor interromper sua lenda pessoal, que o amor verdadeiro sabe disso, então parte com ele em direção ao tesouro. aprende que a busca já é um encontro com a alma do mundo, portanto, a alma de deus, que ela está em todos os seres... aprende a "se transformar" em vento, conversa com ele, com o deserto, com o sol, com a própria mão que criou tudo... um monte de coisa até chegar no lugar ao pé das pirâmides de que sonhava, só para ser agredido por refugiados dos clãs em guerra e ouvir de um deles um sonho de que havia um tesouro enterrado dentro de uma igreja abandonada na espanha, embaixo de um sicômoro (que é isso?), mas que ele não ia até lá só por causa de um sonho estúpido... e então o rapaz volta pra esse lugar, onde dormia quando pastor, e encontra seu tesouro. muitas lições e ensinamentos, o que não achei tão ruim quanto esperava porque conseguia ver algum sentido nas coisas, mas pode ficar chato como parece que o narrador/autor sabe tudo. a alquimia é sobre isso no final, entender a linguagem do mundo, viver e se entregar ao presente, saber que as coisas ao redor de algo que evolui também evoluem, que isso não se relaciona simplesmente a transformar chumbo em ouro... que se aprende pela ação, que deve-se ouvir o coração para conhecê-lo e não ser surpreendido por ele, que o medo de sofrer é pior que sofrer, que tudo é sinal... muita coisa religiosa, sei lá. é fácil de ler porque tudo é bem curto, mas tem esse lenga-lenga aí.

få meg på, for faen! (2011)
filme que eu tinha baixado há um tempão. noruega, cidadezinha pequena de nome que não sei falar. alma tem quinze anos e tá excitada pensando em sexo o tempo todo. liga pra um número de sexo por telefone e fica se masturbando. compra cerveja com as amigas, duas irmãs, e mostra o dedo do meio com uma delas sempre que passam pela placa da cidade dentro do ônibus escolar. alma gosta de um tal de artur, que caminha com ela uma vez, mas no geral não faz nada de mais. fica fantasiando que pertencem um ao outro e são um só. numa festa ela fica do lado de fora da casa enquanto bebe e ele chega nela, só pra tirar o pau pra fora e cutucá-la na coxa. ela conta pras amigas mas a loira (que não mostra o dedo do meio com ela) não acredita, e claro que artur nega ter feito, então ela vira uma excluída na escola toda. começam a chamá-la de "alma-cutucada" e ela tá sempre sozinha. tenta parecer legal fumando um baseado e deixando cheiro num casaco, confronta artur, mas nada adianta. a amiga mais bacana encontra ela de vez em quando, em segredo, e compartilha de alguns pensamentos de querer sumir da cidade, etc. se apaixona por um menino maconheiro que não toma banho. a irmã mais velha delas mora e estuda sociologia em oslo, e alma fica sonhando com isso. a mãe de alma descobre as ligações, acha ela uma esquisita, fala de a odiar... de novo esses diálogos impossíveis de se ouvir, mas ouvidos. alma vai trabalhar no caixa de um mercadinho do pai das amigas, mas não melhora ainda. uma noite bebe e vai falar com artur, que diz já ter uma namorada, e nisso ela sai desconjurada e pega carona até a casa de maria (a menina de oslo). ela e os outros jovens que moram com ela a tratam bem, ouvem a história, fica legal. acaba voltando e rejeitando as desculpas tardias de artur, e recuperando as amizades. termina com elas chegando na escola e vendo uma faixa que artur fez, escrito "eu cutuquei alma com meu pau". legal, bem humorado, bonitinha a menina, afinal. numa hora ela fantasia sexo com a amiga loira. engraçado a vizinha que tem caderninho de espionagem dos oto. o título em inglês é "turn me on, goddammit".

vitamin (keiko suenobu)
laiz que falou pra talita trazer e ficar. sawako tem 15 anos e namora kouta, que é bom aluno mas é um bosta. ela tá pedindo ajuda em matemática, eles tão sentados na escada que dá pro apartamento onde ela mora com os pais, e kouta quer transar ali mesmo, e fazem, mas sawako chora e não gosta. as amigas dela ficam imaginando como é fazer sexo e ela só pensando que é muito ruim. parece que vai ficar tudo bem quando ele manda um recadinho de desculpas, mas assim que se vêem sozinhos numa sala ele a força a transar de novo. mas aí um cara abre a porta e vê ela recebendo sexo oral, chorando, e logo a escola toda sabe. ela sofre bullying dos próprios colegas, pixam a lousa e a xingam, as meninas arrancam a roupa dela no vestiário pra ver se os mamilos são pretos (como são os de quem transa com muita gente, supostamente), desenham um panda no corpo dela e tiram foto... horrível. tendo a foto a forçam a fazer coisas, comprar caixas de camisinha, largam tudo na carteira dela, mandam ela jogar fora. quando ela conversa com um professor ele diz a ela pra ser forte, que logo vão esquecer já que tem o vestibulinho chegando, mas claro que isso não acontece. jogam o celular dela na privada, enfiam a cara dela na água do vaso, jogam baldes nela. ela decide não ir mais na escola e o pai diz que tudo bem, mas a mãe não apoia. quer que entre pra um bom colégio como a irmã mais velha. sawako não consegue mais sair de casa mesmo e promete que vai estudar por conta, mas acaba encontrando coisas velhas de quando sonhava em ser mangaká e retoma os desenhos. consegue menção honrosa numa revista e fica contente, mas a mãe a diz pra parar de sonhar. fica bem mal, diz que só queria ouvir algum elogio dela... depois a mãe procura se informar mais sobre bullying e a incentiva a escrever, até aparece na formatura pra ver sawako dando adeus às pessoas ruins e rasgando o diploma. antes disso tinha recebido uma carta de desculpas dos colegas de sala, recados de que estavam arrependidos e pedindo que ela voltasse, mas quando aparece na escola eles zoam mais e ficam dizendo que ela acreditou, que besta e tal. véi. enfim, ela decide fazer um mangá sobre isso tudo, e no final vence prêmios e é publicada. tem um texto da autora comentando que pode ter parecido exagerado mas que tem gente passando por coisa pior, e que deu à sawako a força que queria ter pra ir contra as pessoas, os pais, a sociedade. bom, legal que tem a coisa de mangaká, tenso demais os abusos. o título diz respeito a encontrar as vitaminas necessárias pra seguir em frente.

i am mother (2019)
uma base ou sei lá onde um droide cria uma humana. escolhe um fetozinho e bota pra gerar em 24 horas, ela cuida com a máxima atenção, ensina ética e tal. parece que teve uma extinção dos humanos, alguma guerra, vírus. estranho que nas contas aparece um tanto mais que 13 mil dias depois da extinção quando a menina começa a ficar curiosa com o lado de fora – nas contas isso dá 35 anos – e ela acaba recebendo uma mulher. primeiro esconde, depois a mãe acha e quase mata (a mulher também tentou matar o robô), acaba que a menina faz cirurgia pra remover uma bala que ela tinha no quadril. começa a falar do lado de fora, de pessoas com quem vivia, faz a cabeça da menina pra ir desconfiando da mãe, e ela vai vendo que a ota tem razão mesmo. finalmente a mãe pede pra filha escolher um irmão, botar lá pra fazer gestação. mas também tá tramando fuga, e claro que o droide sabe, conflitos até que saem. só que não tem nada lá fora além de milho e um cachorro. a menina volta pra conversar com a mãe, levar o irmão, e a coisa diz que tá em todos os droides armados do lado de fora, que é uma consciência só criada pra cuidar dos humanos, e que, no caso, percebeu que eles tavam sendo ruins pra si mesmos então exterminou todos pra começar de novo. e que a menina deu certo (ela descobriu ser a terceira tentativa), e que agora ela já pode continuar daí. tiro no droide simbolizando esse rompimento possível. mas ela ainda aparece indo ver a mulher, e dá a entender que ela foi parte da "prova" pra construir o que a menina tinha que ser. sem contar que elas se pareciam muito, e o negócio de 35 anos combinaria com ela, então deve ter sido uma das anteriores a serem criadas lá. achei bom por fazer pensar tantas hipóteses, batata queria algo que "bugasse o cérebro" mesmo.

ano hana (2011)
bem pior do que eu lembrava. forçação de jintan excitado com menma desastrada, outras coisas sexuais com as meninas, vozinha de criança e essa impressão ruim. enrolação dela não saber o desejo, falar toda hora disso, reviver as coisas... eram tão pequenos quando aconteceu a morte dela, meio forçado também todo esse sentimento e drama. preguiça até de fazer review. enfim, seis amigos, essa de cabelo branco morre, todo mundo se afasta e cada um tem uns traumas relacionados. chato que no final fica aquilo de jintan gosta de menma, o de olho verde também, mas a de óculos gosta dele e anaru gosta de jintan. poppo sobrando sendo o engraçado viajante do mundo. ok o final, ela sumindo e deixando recadinho pra cada um, brincadeira de esconde-esconde, umas etapas japonesas. ano hi mita hana no namae o bokutachi wa mada shiranai – meio fora de sentido...

the perfection (2019)
que filme horrível foi esse. sam de dear white people e a namorada do cara de get out. violoncelistas alunas de uma escola chicona só pra isso, mas a branca parou de treinar quando a mãe ficou doente e morreu. passou por hospitais psiquiátricos, umas cicatrizes no pulso. vai encontrar os ex-professores e vê a ota, diz que é fã, mas a ota (mais nova) diz que ela é que era ídola dela, inspiração etc. fica dando em cima toda toda, se pegam, sam decide passar uns dias viajando longe de tudo. detalhe que tão na china e viram um cara vomitando esquisito no evento que teve lá. ela começa a passar muito mal, cérebro queimando, se caga toda, bem trash ela falando que não ia aguentar no ônibus. começa a ter delírios, ver larvas no vômito e bichos se mexendo por baixo da pele, mas era tudo porque a branca deu pra ela tomar um remédio doido dela ou da mãe dela. do nada tira um cutelo pra ota amputar a mão e ela faz, meu deus. fica parecendo que foi inveja mas aí vem a história da escola lá, o dono é um pervertido abusador e a coisa queria salvar a ota disso. primeiro tem uma vingancinha da amputada, mas aí elas se juntam pra pegar os cara da escola. coisa de ser acorrentada, ter que alcançar a perfeição, e quando erra uma notinha é estuprada. elas matam geral, esfaqueiam a mulher, e lutam tensamente contra o malzão. cena horrível dele estraçalhando o antebraço da branca. no final elas tocam juntas, uma sem a mão direita e ota sem o braço esquerdo, num negócio perturbador doentio, pro cara todo amputado por elas. batata ficou chateada pela escolha de filme pra ver com todo mundo no dia da hamburgada.

behind the curve (2018)
assistido pra curar the perfection, logo em seguida. documentário sobre terraplanistas! engraçado que no começo eu senti uma duvidazinha também, quando o cara fala dos aviões voando em certa direção, mas quando veio a mulher bonitinha que dava os contra-argumentos eu já me desquaseconvenci. como assim, véi, certas coisas que eles afirmam... chega dar aflição de pensar no tamanho da dedicação que teria que ter havido na humanidade pra manter uma mentira há tanto tempo, sei lá. é como dizem em algum ponto, os caras da ciência do documentário, que essas pessoas acharam um jeito de reconstruir a realidade delas por causa de uma necessidade que sentiam, que podia ser inconsciente, e essa "teoria" serviu. tipo eleitores de bolsonaro, né. podia ter mais hipóteses deles. experimento com laser que dá errado! coisa de não enfrentar ridicularizando. lembrei de me falarem que hoje em dia tem muita gente que não acredita na ciência.

reservoir dogs (1992)
filme de tarantino. começa com um monte de cara com um papo até que decente numa lanchonete. daí vem o quase fim, com um cara baleado quase morrendo. vai contando como eles se juntaram pra cometer crime, gente profissional. nesse trabalho todos tem nomes de cores. acham que tem um policial infiltrado porque deu errado assim, um morreu, oto foi baleado... e na verdade esse quase morrendo é o policial, se preparou todo pra operação. tem um cara que saiu da prisão há pouco tempo depois de quatro anos, bem leal ao velho mandante do assalto e de muitos outros crimes. só que é meio sádico, pega um policial e bate nele, arranca a orelha, credo. o policial disfarçado mata ele baleado quando ninguém mais da gangue tá no armazém onde estão. no fim ele conta pro mais colega dele que é policial, e não dá pra saber se o cara atira nele ou são os policiais que chegaram no lugar que atiram no cara. ok, esperado do diretor, nada de mais não. umas histórias.

dear white people S03 (2019)
meio parada essa temporada. umas coisas de humorzinho, uma pequena grande história, mas nada de mais. reggie fascinado por um professor que volta pra faculdade e tá desenvolvendo um app pra motivar a fazer coisas, e acaba ajudando ele a sair do estado depressivo. ficam sabendo que muffy amiga de coco foi abusada por ele, e leva um tempo até reggie aceitar, acreditar e tal. questão dela ser branca e ter sido ruinzinha pra coco, dúvidas, mas é coisa séria né. moses (o professor) é parte da ordem lá que sam e lionel descobrem, mas de um subgrupo que usa poder pra fazer coisas ruins. sam meio sem rumo não sabendo o que fazer de tcc, gravando documentário inspirada numa diretora que ela gosta, mas muda a perspectiva depois de encontrá-la e levar uns comentários ácidos. família de gabe sem dinheiro e ele assinalando "native american" pra concorrer a uma bolsa, vergonha alheíssima quando anunciam vencedores numa cerimônia dizendo que todos eram minoria, e só ele lá de branco aproveitador (3% do dna é nativo americano). brooke experimentando lesbiandade com a colega de quarto de coco, magoando ela. lionel escrevendo uns contos eróticos gays secretamente e fazendo sucesso. bem mais trejeitos de gay ele. começa a namorar um cara que tem aids. troy se junta com abigail quando saem da pastiche pra fazer uma revista nova.

stranger things S03 (2019)
rússia envolvida nas coisas, época de guerra fria né. tem um shopping na cidade e embaixo dele uma base russa secreta, onde tão com uma máquina de raio poderosa tentando abrir o portal entre o mundo real e o invertido (por quê? ninguém fala sobre os motivos. talvez só poder mesmo, essas coisas de corrida armamentista). quem descobre é dustin, que voltou de um acampamento de ciências com uma torre de rádio pra falar com a namoradinha de outro estado (quando finalmente se falam e ele pede uma constante de física lá eles tem que cantar neverending story primeiro, meu deus). ele intercepta uma mensagem, que mostra pra steve, e quem decifra é a menina que trabalha com ele na sorveteria, robin (que é lésbica). usam a irmã menor de lucas (muito bom como ela fala) pra entrarem no depósito de entregas. como sempre tem outros grupos de pessoas sabendo de coisas diferentes e que não conversam entre si – nancy e jonathan investigando ratos comendo fertilizantes; joyce com os ímãs que não ficam mais pregados na geladeira; hopper sabendo de compras das propriedades em volta da usina sendo encobertas pelo prefeito idiota. hopper e joyce acabam sequestrando um russo cientista, fugindo de um cara pesadão malvado, e ficam sabendo da máquina pra abrir o portal depois que encontram aquele cara da primeira (?) temporada com quem nancy e jonathan falam e tal... que fala russo. ah, tem a questão do irmão de max também; ele é infectado pelo "mind flayer" e fica tomando pessoas pra serem parte do exército dele. na real elas explodem e a carne vira o corpo do bicho, nojentíssimo, mas billy continua sendo usado como a cabeça de tudo. o bicho quase mata eleven, que perde os poderes, e as crianças usam fogos de artifício pra segurar ele. bonito as explosões dentro do shopping. billy é morto brutalmente e tudo acaba quando joyce destrói a máquina, sacrificando hopper que ficou do lado errado. palavras bonitas de hopper num discurso que tinha feito pra falar com el e mike (namorados...), el lendo depois de tudo. ela se aproximo de max, que tá toda feministona criticando garotos, apesar de namorar lucas. will chateado que os amigos não ligam mais pras mesmas coisas. termina mostrando um daqueles demogorguinhos na rússia, numa jaula com um prisioneiro, num lugar que parece ter um americano (quem será?). podia acabar aí e deixar os personagens em paz, tanto trauma pros coitado já né. joyce e a família, com el, se mudam de hawkings.

la tortue rouge (2016)
um homem caído no mar no meio de uma tempestade. acorda numa ilha deserta, só com a roupa do corpo. tenta construir jangadas mas num certo ponto elas se desmancham, algo dando tranco mas não consegue ver, até que aparece uma tartaruga vermelha. ela que quebra tudo e não deixa ele partir. ele fica com raiva e quando ela vai à praia bate nela com um pau, vira ela de ponta cabeça e na manhã seguinte ela tá morta. se arrepende e tenta reanimá-la, sem sucesso, até que o casco quebra e ela vira uma mulher ruiva. ele faz um negocinho pra fazer sombra nela, dá água e protege, até que ela acorda. dá a camisona dele pra ela, a vê levando o casco pro mar. viram um casal e logo já tem um filhinho. numa vez que cai num buraco com saída estreitíssima, onde o homem já tinha caído quando era sozinho, consegue nadar de boa rapidinho. ele cresce e é bem próximo das tartarugas do mar. vem um tsunami e destrói a ilha toda, ele consegue se sair melhor e procura os pais, tartarugas ajudando pra resgatar o pai da água. passa um tempo e o filho parece querer partir, se despede dos pais e vai embora com as tartarugas. o casal fica velhinho, o homem morre dormindo e a mulher volta a ser bicho. muito bonito o desenho, as cores e músicas, e massa não ter falas. sirizinhos figurantes ótimos também, engraçadinhos.

cachalote (daniel galera & rafael coutinho)
começa com uma velha grávida que só aparece de novo nas últimas páginas. ela nada numa piscina onde tem uma baleia cachalote. várias histórias se seguem, sem conexão, todas com algum elemento meio surreal, onírico. tem um astro chinês no brasil, todo destrambelhado e bebum, que leva culpa pelo suicídio de um colega; um cara mimado grosso que tinha um caso com a tia, sendo que era o tio que o dava dinheiro; um homem que trabalha numa loja de materiais de construção que gosta de bdsm e começa a namorar uma mulher que trinca com a força; um escritor deprimido que encontra a ex-mulher pra ver a filhinha; um escultor arrogante que é chamado pra atuar num filme em que o personagem é ele mesmo. confuso, não dá pra saber com certeza o que acontece, mas interessante os assuntos e possíveis projeções de cada um. o traço faz todos parecerem velhos e feios, massa também. umas posições boas.

pride and prejudice (2005)
quantas mil vezes eu assisti esse filme? vi de novo porque talita leu o livro. sei de tudo que acontece, as músicas, as falas. gosto assim nem sei por quê. crush em keira knightley. agonia dos pelo de darcy aparecendo na cena do "i love, i love, i love you" (sei recitar). meio ruim que kitty e lydia só fazem rir também. li um texto legal falando de mary esses dias. não lembrava, mas umas coisas são combinadas em um acontecimento só, etc, bom até. bingley engraçado, jane plena. a mãe delas me lembra minha avó na aparência e trejeitos.

terça-feira, 31 de julho de 2018

lidos/assistidos em julho

spider-man (2002)

créditos nos começo do filme. mary jane com namorado trouxa, peter tendo que correr atrás do ônibus, nada a ver. a aranha perigosa desaparece e todo mundo de boa com isso, nenhuma precaução tomada. as imagens que aparecem enquanto ele tá ganhando poderes hauhsu dna, caveiras, aranhas... osborne descontrolado exagera no teste de algo sobre força, usa a si mesmo de cobaia e vira duende verde (dupla personalidade, uma nem lembra do que acontece quando a outra assume). peter descobrindo/testando a teia no refeitório da escola e ninguém acha estranho nem nada, inclusive depois de ele lutar com o namorado de mj. apelação as fotos boas que peter tem de homem-aranha pro jornal. "com grandes poderes vem grandes responsabilidades". vai em negócio de luta livre e o cara chama ele de homem-aranha em vez de aranha humana, deixa ladrão fugir com dinheiro e ele atira no tio, que morre. quer se vingar agora e começa a fazer coisas de herói, mas osborne quer ele morto. beijo de ponta cabeça show e eu desejando ser como talita que pensava nisso como icônico. duende verde morre e nem é muito culpa de aranha. no final ele rejeita mary jane porque tem medo do que pode acontecer com ela se ficarem próximos. muito massa os dentes de mary jane. tia may me lembra um pouco tia zinha, um rosto amigável, apesar de parecer mais tranquila.

solanin 2 (inio asano)

o 2º volume conta a história de como se conheceram, como lidavam com a banda, etc. todos tristes ou chateados com a morte de taneda, meiko deprimida. ela começa a trabalhar numa floricultura... fala algo de se distrair pra não ficar pior. ela aprende a tocar guitarra pra fazer show com os meninos, canta a música chamada solanin. no final tá mudando de casa, indo pra outro bairro. interessante isso de ser bem real, ter problemas identificáveis.

the witch (2015)

tempos de idade média, família indo morar na nova inglaterra por causa de alguma opinião divergente do pai sobre religião. do lado da casa tem uma floresta, ninguém por perto, etc. primeiro some o bebê enquanto a filha mais velha tá brincando com ele, depois ela se perde do menino do meio enquanto tão na floresta e ele volta depois de um tempo, nu e perturbado. ele morre depois de uns delírios falando de jesus de uma forma bem sensual, misturando com o que a bruxa fez com ele... os pais concluem que a menina é uma bruxa, prendem ela e os filhos mais novos (gêmeos) no celeiro planejando partirem pra outro lugar na manhã seguinte. os gêmeos ficam cantando coisa de "black phillip", que seria o bode que eles têm, mas associam à satã... durante a noite aparece a bruxa no celeiro, mata as crianças, o pai morre soterrado por pedaços de madeira depois de lutar com o bode, a mãe começa a brigar com a menina e ela mata a mulher pra se proteger. tenta falar com o bode, que responde e a leva até as bruxas na floresta. se torna uma. não dá medo, fica tendo umas músicas de suspense em hora que não tá acontecendo nada... esperava mais, mas entendo que seja a história de bruxa clássica, tradicionalzona.

coda (2015)

curta sobre um cara morre e fica fugindo da morte, pede pra reviver várias coisas, fica como um bebê passando pelas coisas que viveu. bonitinho o traço, tranquilo de assistir, calminho. pra mim coda é o nome do irmão urso, mas parece que o significado tem a ver com conclusões. engraçacinho a morte sentando no banquinho e dobrando a perna bem embaixo, mesmo sendo altona.

et si on vivait tous ensemble? (2012)

primeiro filme do cinema da casa do mato. se passa na frança, cinco velhos velhos amigos se vendo sempre, dois casais e um solteiro com problema de coração. um dos homens tem alzheimer, a esposa dele tá doente terminal mas não contou pra ninguém. o outro casal tem uma casa grandona, o homem é ativista e sugere que todos vão morar juntos lá. contratam um universitário alemão pra passear com o cachorro do esquecido e ele acaba mudando o tema da tese que tá fazendo, passa a pesquisar idosos europeus e fica observando os velhos, vai morar com eles também. o cardíaco só pensa em transar, depois descobrem que ele teve um caso com as duas amigas ao mesmo tempo há 40 anos atrás. o ativista quase mata ele, a doente morre. fazem coisas que ela queria além do caixão rosa, tomam champagne no velório, saem antes que seja enterrada. acaba com o viúvo saindo pra procurar ela, gritando o nome pela rua, todo mundo fazendo igual. bonito final, bacana assistir. certo incômodo de pensar em velhice e dificuldades. lembrou bastante a coletividade da casa do mato, reuniões, engraçado.

spider-man 2 (2004)

difícil a vida de trabalho/desemprego de peter, nunca consegue visitar mary jane ou chegar a tempo de vê-la nas peças e tal. ela tá noivando um cara influente, acho que do exército ou sei lá. harry leva peter pra conhecer octavius, o cientista da oscorp que tá buscando um jeito de ter uma fonte de energia infinita. dá errado o experimento dele e os 4 tentáculos metálicos se fixam nele como se fossem novos órgãos, que acabam tendo algum controle sobre ele. harry não gosta de homem-aranha por causa do conflito entre ele e o pai e então faz algum acordo com octopus pra que ele capture homem-aranha. peter tenta se aposentar e ficar longe do heroísmo, mas né. cena do trem! muito massa isso e os cidadãos ajudando, devolvendo a máscara e apoiando ele, apesar de octopus não dar a mínima. ele leva aranha até harry pra que ele o mate e é aí que descobre que é peter. mary jane tá meio que de refém de octopus num lugar perto da água onde ele tá tentando refazer o negócio da energia. muitos gritos de doer garganta, qual a necessidade? resolve nada. acaba que homem-aranha vai deter octopus, que toma o controle dos braços mecânicos e ajuda a afundar o equipamento pra parar o processo, show. então mary jane descobre que aranha é peter e eles conversam sobre o risco que ela correria se envolvendo com ele apesar de se amarem. estranho que harry é meio que assombrado pelo pai, que o convence a ser duende verde no lugar dele... mary jane foge do casamento vestida de noiva pra ficar com peter.

spider-man 3 (2007)

abertura com créditos mostrando cenas dos filmes passados. criminoso que foge e quer ajudar a filha e ex-esposa, acaba indo pra um lugar onde tão fazendo testes ou sei lá e é transformado em areia. engraçado como não percebem que tem uma pessoa lá, nada de câmera ou monitoramento. muito desnecessário peter/aranha beijar a filha do prefeito... tudo errado no encontro com mary jane, os músicos e tal. esclarecimentos sobre o incidente da morte do tio ben, foi o cara de areia que matou sem querer (precisava de dinheiro pra filha doente). mj atuando pra terminar com peter... engraçado como peter vira emo quando o negocinho toma ele (muito bom essa cena com áudio realista). cruelzíssimo o que ele faz no bar onde mary jane tá trabalhando (perdeu o emprego de atriz), dançar com a outra esfregando na cara dela. o outro fotógrafo faz montagem pra incriminar homem-aranha, vira do mal com o negócio preto (que afinal não tem explicação nenhuma), exagerado a vontade dele de matar peter. harry morre :/ tinha ajudado homem-aranha com o cara de areia e venom, assumindo a identidade de duende verde (não se lembra do passado). o da areia é até tranquilo, só quer proteger a filha. termina com mary jane dando a mão a peter depois de cantar num restaurante.

glitch S02 (2017)

bem devagar, quase nada acontece, revelações fracas. o que não lembrava seu nome nem nada descobre que era da marinha e se chamava william, era a única pessoa que a doutora planejava ressuscitar. parece que se conhecem de épocas atrás, não explica bem isso nem como funciona o experimento, algo com células tronco e sons. o padrasto de beau mata elishia de um jeito que nunca vi, enfiando a faca devagar bem na veia do pescoço. cientista da noregard se envolve mais, usa a pesquisa de elishia pra fazer as coisas; ela me lembra tia zinha. kirstie descobre que foi estuprada, charlie descobre que se matou, paddy consegue restituir a herança dos fitzgerald pros descendentes de aborígenes e é morto por sarah. ela e o padrasto de beau são alguma coisa que voltou à vida pra cumprir o próposito de retornar os mortos, igual vic. não explica muito isso também, o padrasto fala sobre as coisas nascerem, crescerem e morrerem nessa ordem, mas nada sobre como funciona o retorno espontâneo deles com o dever de consertar os processos. o policial (james) tá sempre chegando ou saindo dos lugares, não se comunica direito no telefone, etc. kate tá com um paquera levemente suspeito. no final sarah mata o padrasto e ele mata ela. esperava mais.

frances ha (2012)

nova york, duas amigas muito amigas, engraçado como se cumprimentam e se comportam juntas. começam a se afastar depois que sophie vai morar em outro bairro, começa a namorar, vai viver no japão, fica noiva... frances muda muito de endereço, é dançarina, não parece adulta. viaja pra paris por dois dias... história sem muito o que descrever, mas nem dá vontade porque sei que vou querer reassistir sempre, não vou esquecer. diálogos e etc muito reais, misturando assuntos, comentários simples. gosto de como frances se mexe e fala, dança de um jeito muito livre, parece muito espontânea, constrange os outros um pouco mas eu acharia perfeito. é como talita nesse sentido de se comunicar bem, ter um jeito próprio que admiro, não sei. gosto quando fala do que quer de um relacionamento, concordo também, legal que é o que tem com a amiga apesar de qualquer coisa. filme em preto e branco, bonito. a atriz coescreveu, é diretora e tem a ver com um movimento de cinema que chama mumblecore, bem a cara do filme. muito bom o porquê de "frances ha" :)

x-men (2000)

não lembrava de muita coisa, mas alguns pedaços imaginava o que ia acontecer. começa com vampira quase matando o paquerinha, depois foge de casa e encontra wolverine. dente-de-sabre ataca os dois, mas tempestade, jean e scott os ajudam e levam pra escola de superdotados. pensam que magneto tá querendo wolverine, mas o interesse é em vampira... ele consegue criar um campo magnético que ativa mutações em humanos normais, e a intenção dele é transformar um bocado de gente em mutante para que "nossa luta se torne a deles" (e vampira serviria pra fazer isso com o poder de magneto, sem matar magneto). magneto destrói tudo o trem quando podia simplesmente abrir uma portinha... tem um senador querendo identificar e expor todos os mutantes; magneto provoca a mutação nele e no final ele acaba morrendo, mas magneto não sabe do erro e por isso prossegue com o plano. depois resolvem as coisas, vampira ganha uma mecha de cabelo branca e magneto fica na prisão de vidro, bonito o xadrez. mística bem legal e se mexe muito bem. interessante ver legendado e não ouvir wolverine falando como um velho. vampira chama "rogue". parece que não sabem pronunciar os nomes direito, "uolverine", "professor zeivier", "magnito" haush. quando é o próprio professor se apresentando ele diz "éxzeivier", não sei se de propósito pra ter o x. efeitos bem ruinzinhos e erros que não fazem sentido, tipo wolverine coisando as garras em si mesmo e magicamente se soltando do ferro onde magneto o prendeu, ou jean não movendo as coisas simplesmente. ela é adulta mas não consegue controlar direito os próprios poderes... mesmo assim, filme bem massa.

x-2 (2003)

não lembrava que xavier podia parar todo mundo. ataque na casa branca; ficamos tentando adivinhar o nome de noturno, sabendo que era religioso e pensando que era italiano ou espanhol, e era alemão (kurt wagner). bem bacana ele, mas lembra muito elena de teoria literária... tempestade, jean e etc vão encontrá-lo e enquanto isso a escola é invadida, os mutantes fogem, depois capturam xavier. um cientista militar que lidera isso tudo, william stryker (o mesmo que "criou" wolverine). ele tem um negócio que pinga nos mutantes e permite que sejam controlados; fez isso com noturno pra que ele atacasse o presidente e atraísse olhares ruins pra mutantes. bobby vai ver os pais e conta sobre o poder dele, apresenta wolverine como professor de arte... acaba que o pessoal se junta ao grupo de magneto pra tentar encontrar a instalação de stryker, porque mística descobriu que ele tinha construído um segundo cérebro (a máquina em que xavier consegue ver e controlar todas as pessoas do mundo) e ia usá-lo pra matar todos os mutantes. stryker usa o próprio filho, jason, pra controlar o professor criando ilusões. quando chegam lá magneto inverte o negócio pra que xavier mate todos os humanos, depois vai embora com mística e leva pyro junto. wolverine luta com a mulher das unhas de adamantium. noturno e tempestade param jason, que poderia ter feito uma ilusão melhor do que uma criancinha pra eles, e o lugar é inundado (era uma represa). jean faz questão de sair do jatinho pra segurar a água o suficiente pra que decolassem, diz adeus e se deixa no meio da represa explodida. agora o óculos de ciclope não parece um headphone enorme. efeitos melhores, bom filme também.

x-men: the last stand (2006)

é esse que começa com o menino das asas de anjo, que eu sempre lembrava quando pensava em x-men. sala especial onde projetam obstáculos e coisas pra treinar, aparece ellen page aí (ela tem poder de atravessar superfícies). o governo arrumou uma cura pra mutação, usando um mutante que inibe o poder dos outros. magneto aparece num lugar onde tem vários mutantes reunidos e tenta convencê-los a formar um exército pra impedir a cura. ciclope vai onde jean supostamente morreu e acaba sendo morto pela fênix, que é a outra personalidade dela, que antes tava reprimida. o primeiro teste da cura ia ser no cara das asas, agora crescido, porque o pai dele que lidera esse negócio. mas ele muda de ideia no último momento e sai voando, quebra o vidro do prédio e etc, pessoas fazendo "oh". mística perde os poderes entrando na frente de magneto pra protegê-lo de um tiro que tem a cura. xavier vai atrás de jean na casa dela e ela o explode depois de discutirem. magneto a recruta pra seu exército. vampira tá com ciúme do namorado de poder de gelo porque ele tá sempre com a personagem de ellen page. vai embora porque quer a cura, quer poder namorar normalmente e outras coisas. pyro (que tá do lado de magneto) gera conflito num protesto contra a cura e faz com que comecem a pensar que os mutantes são agressivos quanto a isso, faz gerar meio que uma guerra. tem um mutante nojento que solta umas estacas de madeira. mutante que pode se multiplicar atrai gente do governo fingindo que é várias pessoas. deslocamento desnecessário da ponte golden gate por magneto pra chegar no lugar que tem o menino do poder que "cura". confronto entre mutantes que termina em kitty (ellen page) fugindo com o menino e wolverine matando jean. fera enfia uns negocinho de cura em magneto e ele perde os poderes, mas consegue mexer uma peça de xadrez de metal no finalzinho. nos créditos tem xavier tomando o corpo de um cara que tava em coma. massa.

x-men origins: wolverine (2009)

james, que é wolverine criança, perde o pai assassinado e cresce garrinhas de osso. o irmão victor tem unhas de felino, um negócio meio perturbador. como são imortais ficam participando de várias guerras em vários países durante os anos. conhecem stryker, que contrata mutantes – will.i.am, chapéuzinho de caubói e teletransporte; wade, que é deadpool, habilidoso com armas; etc. o irmão gosta de matar, ficam capturando mais mutantes, mas james não. finge que tá sendo bom o que fazem mas num negócio de matar gente inocente ele percebe que não quer mais trabalhar com stryke, e foge. começa uma vida com uma mulher, trabalhando numa serralheria ou sei lá que corta lenha (tem a ver com madeira), mas victor encontra ele e finge matar a namorada. ela é mutante e faz as pessoas fazerem o que ela quer pelo toque, da galera de stryke, faz tudo porque ele tinha a irmã dela e prometia soltá-la. wolverine quer se vingar e quando chega no lugar stryke fez um deadpool mentirosão com várias coisas de vários mutantes, costurando a boca porque "falava demais". acaba que wolverine concorda em injetarem adamantium nele pra que fique mais forte e consiga matar o irmão, mas ele perde a memória com uma bala que stryke manda nele. gambit o ajuda a sair de lá porque foi o único mutante que conseguiu fugir do lugar. victor morre lutando contra wolverine. a namorada que conta história sobre o bicho wolverine apaixonado pela lua, onde ela era a lua e ele era wolverine (por isso ficou com o nome). esse ator que faz victor tem muita cara de fera.

x-men: first class (2011)

toda a galera jovem, iniciante. breve aparecimento de wolverine mandando magneto e xavier se foderem quando eles o abordam enquanto recrutam mutantes pelo mundo. mística (raven) encontra xavier (ou o contrário) quando ela invadiu a casa dele pra pegar comida, os dois ainda crianças. ele é herdeiro, muito rico, e cria ela feito irmã (ficou feliz em encontrar outro mutante, a primeira). vai atrás de fera porque precisa de uma tecnologia pra mapear mutantes (fera é cientista inteligentão), e é assim que constroem o cérebro. acham um monte de gente: irmão de ciclope (destrutor/havok), que solta uns raios de vórtice vermelhos do corpo, que fera redireciona pra um negócio no peito que ele faz; banshee, que voa gritando, ondas sonoras potentes; darwin que se adapta a qualquer ambiente... tem essa mulher vilãzona telepata que vira diamante, aliada desse cara que absorve energia e libera quando quer (sebastian shaw). ele que trabalhava num negócio nazista na polônia e achou magneto criança, matou a mãe dele pra estimular o poder através da raiva. azazel também é dessa galera, um noturno vermelho, bem diabão. fera se achava feio e mística o apoia, dizendo que é "mutant and proud" – ele tomava remédio pra não aparentar do jeito que é (os dois seriam rejeitados pela sociedade se não se alterassem em público). ela era paquera dele, mas vira paquera de magneto e passa pro outro lado concordando com as ideias de erik (não se esconder, lutar, ir de encontro aos políticos e tudo). shaw quer a terceira guerra mundial, magneto quer matar ele e todos os humanos, xavier quer a paz. moira, agente da cia infiltrada nos maus, descobre o plano de shaw de causar mais guerra, e vai atrás de xavier pra entender as coisas de mutações. xavier salva magneto numa hora que ele tá tentando se vingar de shaw, e assim se conhecem e se juntam. numa divisão da cia que tem hank (fera). no final tem uma quase guerra, uns navios, eles tentando deter os mísseis pra não declararem guerra... erik entra no submarino de shaw, pega o capacete isolante, xavier imobiliza ele e magneto mata ele com uma moedinha. xavier fica paraplégico por causa de uma bala que magneto desvia, atirada por moira nele. magneto foge com mística e umas galeras. xavier limpa a memória dela, que era paquera dele, e vai embora, criando a escola de mutantes mais tarde.

the wolverine (2013)

japão, visitando um cara que ele salvou a vida em nagazaki, agora velho e morrendo. uma vilã meio cobra, quase nenhum mutante além de wolverine e dela. ele perde o poder de cura por causa de um negócio no coração que víbora coloca. uma menina que vê como as pessoas vão morrer. luta benzinho. o cara queria era o poder de cura. faz um robô samurai de adamantium pra ficar dentro, manter ele vivo. cortou as garras de wolverine e nasceu de volta as de osso. nada a ver o romancezinho dele com a filha do cara, adotada. fraquíssimo e chato o filme, desnecessário.

x-men: days of future past (2014)

futuro. sentinelas robôs que rastreiam o gene mutante e matar a pessoa (ela tendo mutações ou não). um pessoal forte, ellen page mandando gente de volta no tempo pra conseguirem saber o que acontece e se defenderem. todos vão morrer, então faz isso com wolverine pra voltar lá atrás e não deixar mística matar trask (criador dos robôs), o que fez as pessoas aprovarem os robôs com o argumento de que mutantes são violentos. wolverine é o único que aguenta a viagem longa assim porque os outros teriam a mente comprometida. no passado xavier toma remédio pra andar, mas fica sem poder. eles chamam mercúrio, filho de magneto, pra salvar magneto da prisão. impedem mística e aparecem na tv. magneto exagerado bota um estádio de futebol ao redor do negócio dos robôs, e controla eles com algum ferro que enfiou neles. taca wolverine no mar, enrolado em um metal. mística tira ele depois, disfarçada de striker, e acaba assim misteriosamente. ele tava ainda com os ossos então pode ser daí que se deu as coisas de adamantium... confuso. dá uns pensamentos de qual seria a lógica pra isso tudo, sei lá. pode ter qualquer linha do tempo agora.

x-men: apocalypse (2016)

numa época de xavier e magneto meio velhos e jean, tempestade e tal adolescentes (outros atores), wolverine adulto. desde o egito antigo tem esse cara que pode trocar de corpo e absorver poder do outro corpo, que se acha um deus por isso (tem uns seguidores). ficou preso numa pirâmide depois de uma rebelião de mutantes lá atrás, que matou uns mutantes também. um pessoal que o adorava tá procurando essa pirâmide ou escombros enterrados pra libertá-lo e o fazem, ele acorda. moira vê. faz uma gangue com tempestade, que é da região e fã de mística. uma mulher com espada laser nas mãos, um anjo de metal (isso tudo porque o "deus" intensifica os poderes, melhora). magneto nisso também, já que sente o poder dele e vai atrás (o cara aumenta o poder dele pra poder controlar o metal da terra, do chão, doideira). quando o cara descobre xavier decide que quer o corpo e o poder dele, pra ampliar a si mesmo absurdamente. striker com algo do governo explode a escola de xavier, mércurio salva todo mundo numa rapidez bem massa com música e tudo, mas o irmão de ciclope é esquecido e morre. no fim ele não tem coragem de falar pra magneto que é seu filho, mas conta pra mística. wolverine foge da base de striker quando jean e uma galera que tinha sido capturada é resgatada pelos que ficaram livres; só aparece meio pelado indo embora. jean mata o deus com ajuda de todo mundo, que luta junto também (até tempestade, seguindo mística).

deadpool (2016)

fica falando com quem assiste, quebra da "forth wall", comenta erros de wolverine (filme) sobre ele mesmo. sempre tentando fazer piada. namora uma mulher, se dão muito bem, competindo pra ver quem é mais sofrido. precisam se separar porque ele descobriu que tava com câncer, não queria fazer ela sofrer, mais miseravice. virou deadpool porque fizeram experimento nele, ver se se cura, mas botam muito stress e dor pra ativar a mutação. ele explode um negócio em que o botaram pra ficar sem oxigênio e consegue fugir, mas fica deformado com as queimaduras. tem poder de se regenerar mas isso não cura. cena da mãozinha ridícula, muito engraçado. vive com uma senhora cega. o cara que fez os experimentos nele é um bonitão que não sente nada, dor nem sentimentos. wade (deadpool) tá atrás dele porque quer que ele reconstitua o rosto, o filme todo é isso, mas se passa em pouco tempo, dias. os x-men tão atrás de wade porque ele tá destruindo a cidade enquanto faz isso, querem recrutá-lo, mas ele não quer. o bonitão rapta a namorada dele e ele vai atrás dos x-men, só tem dois na mansão (negasonic, que é uma menina careca que faz algo de explosão, e colossus, um fortão de metal). eles o ajudam, tem que lutar contra um pessoal do outro cara, uma mulher fortona. no final a namorada beija ele mesmo ele sendo feio, tudo certo. wade tem uns gritinhos, umas coisas assim de graça.

logan (2017)

xavier velho gagá, sem muito controle dos poderes, tendo que ficar isolado pra não machucar gente. um albino (caliban, que é um rastreador que apareceu em apocalypse e não pode tomar sol) e wolverine cuidando dele. wolverine ficando velho também, meio pra morrer, algo de doença talvez, os poderes já não muito eficientes. algo aconteceu pra isso, os mutantes morreram/sumiram, um futuro que não explicam. xavier deve ter errado algo que matou muitos. existem quadrinhos de x-men no filme. tem cientistas fazendo crianças mutantes pra serem armas, descobrem como fazer mutantes sem consciência própria (tipo o deadpool de wolverine origins) e resolvem se livrar delas. umas fogem com ajuda de uma enfermeira e tal, ela leva uma menininha pra wolverine. é a filha dele, logan – não filha filha, mas feita usando o dna mutante dele, então ela tem os mesmos poderes (garrinhas de adamantium nas mãos e nos pés). usam caliban pra achar wolverine, depois ele se mata. encontro de wolverine com o outro wolverine, o que fizeram sem consciência própria; ele mata as pessoas que ajudaram wolverine, logan e xavier, além de matar xavier também. vão pra um lugar que sabem pelos quadrinhos, onde tão com as crianças que sobreviveram daquilo de mutações. um monte de gente atrás deles, bad wolverine, lutas e wolverine morre enfiado num tronco depois de usar um negócio que deixa mais forte. logan mata o bad wolverine com uma bala de adamantium que wolverine tava guardando pra se matar quando chegasse a hora.

bidu: caminhos (eduardo damasceno & luís felipe garrocho)

historinha pra como bidu se tornou amigo de franjinha. outros personagens caninos, como bugu e algum outro que não sei nome. chuva e enchente, canil, bidu cruel e depois arrependido, ajuda brutus. bonitinho o desenho e bacana como os autores fizeram pras "falas" dos cachorros. foi o livro dessa coleção que dei pra karina (li com talita, emprestado de alan).