domingo, 30 de maio de 2021

lidos em maio (5)

a pirâmide vermelha (rick riordan)

huum, reavivei percy jackson na mente por algum motivo, reassisti o filme com a família e tava afim de reler a série, então veio a calhar um e-book do mesmo autor de graça na semana do livro na amazon. não sei se fui com altas expectativas por causa das lembranças de me divertir muito com percy jackson, mas achei meio fraco; pode ser a linguagem também, bastante middle grade, coisas se desenrolando fácil e brevemente, um humor que não me convenceu (não lembro se pj é assim também, talvez um pouco). ah, a tradução foi uma grande questão, percebi várias coisinhas que poderiam ser melhor resolvidas – no capítulo 19 sadie vai dormir e fala "não deixe os bichos da cama morderem" pra carter, uma tradução bem literal de "don't let the bed bugs bite", mas que não faz sentido nenhum em português (por que não usar "cuidado com o bicho papão", por exemplo?); várias coisas se apoiando no inglês, como as piadas com os nomes egípcios, que ficam truncados tendo que dar explicação (tem uma hora que sadie zoa "shu" sendo que logo depois vem "geb" – claro que não iam falar de jeba em português kkk, mas né)... enfim, dessa vez a mitologia é egípcia, os protagonistas são irmãos e a família deles vem de uma linhagem de faraós, por isso acabam sendo receptáculos perfeitos pra dois dos cinco deuses que o pai liberta explodindo a pedra de roseta no museu britânico (ficam falando "british museum"... enfim). a questão toda é resolver isso, impedir o deus set de instalar o caos geral, e nessa são protegidos (e depois perseguidos) por uma tal casa da vida, ordem de magos que cuida do mundo desde o egito antigo. referênciazinha aos olimpianos, o tio deles falando do outro lado de nova york!... aiai, essas histórias que se passam em lugares que existem de verdade. termina chamando a galera pro brooklyn, sabe? não curti muito a narração ser alternada entre carter e sadie, como se fossem fitas de áudio gravadas. interessante a magia pelas palavras, hieróglifos e tal, mas foi o que eu disse de tudo ser entendido e resolvido meio sem muitos problemas, eles dominando os poderes e lidando com ísis e hórus dentro deles, essa coisa de seres mágicos poderosos serem tosquinhos apesar dos milhares de anos de existência. carter é negro e tem alguns comentários sobre precisar ter boa aparência, mas achei uma passada bem de leve sobre isso. tô percebendo minha inclinação pra personagens garotos emos possivelmente malvados; anúbis parece legal. não tenho vontade de continuar a série, mas pelo menos foi interessante aprender mais sobre o egito antigo. (ah, parece que tem o livro em graphic novel, talvez eu tivesse aproveitado mais se tivesse lido nesse formato!)

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