dois vizinhos, sasha e marcus, que eram muito amigos desde crianças. os pais da menina nunca tavam em casa porque trabalhavam muito e ela se cuidava sozinha, fazia comida, mas passava muito tempo na casa do menino também. ajudava a mãe dele a cozinhar, gostava deles. quando eram adolescentes a mãe de marcus morre, e pra consolar sasha chama ele pra fazer qualquer coisa. tão no carro cheirado a um queijo dele quando ela o beija por impulso, ele corresponde e eles transam no banco de trás. nunca mais se falam. ela vira uma chefe famosa que só tá voltando pra cidade (são francisco) pra abrir um restaurante. mas a agente ou sei lá é uma amiga da mesma época do passado, que chama a empresa de ar condicionado do pai de marcus pra fazer instalação na casa chique que sasha tá alugando. encontro esquisito e desconfortável, sasha tá namorando um cara famoso envolvido com restaurantes. ele adia o casamento pra viajar pra índia e fala pra eles saírem com outras pessoas pra verem se devem mesmo ficar juntos. sasha acaba indo no show da banda que marcus tem há 16 anos, vai jantar comida que a namorada hippie dele faz, acaba se reaproximando dele. aí ela conhece keanu reeves (interpretando a si mesmo) e vivem um romance (over)sensual por um breve tempo, que termina com um encontro de casal num restaurante bizarríssimo (uma das comidas era ouvir o som do animal no prato em que comiam) seguido de um jogo chato no hotel de keanu e marcus socando a cara dele. marcus beija sasha e tudo reacontece, gostam do que acontece, tão bem juntos – até ela ter que voltar pra nova york, o que marcus não é capaz de fazer porque tem medo das coisas. leva um tempo até ele se deixar crescer, ele vai mandando mensagens de voz pra ela, até que vai até ny pra se declarar. no final ela também levou em consideração o que reaprendeu com ele, e criou um restaurante de comidas que "fazem as pessoas se sentirem em casa", levando o nome da mãe falecida. comédia romântica bobinha mas divertida, massa que são todos asiáticos, vi ativismo sobre isso. melhor parte é a música do final, que marcus fez pra se assegurar que todos soubessem que ele socou keanu reeves.
d.e.b.s. (2004)
véi do céu. filme de espiãs meninas selecionadas por causa de um teste secreto no enem dos eua, que testa a habilidade de mentir – porque "as outras coisas podem ser ensinadas, mas mentirosos são ótimos espiões". usam uniformezinho xadrez de saia minúscula e sapato de saltinho, andam com uma arma besta. a própria sigla tem beauty no meio. quatro são as principais, uma delas (amy) tirou a nota máxima na prova, mas na verdade só quer estudar arte. uma super vilã chamada lucy diamond tá de volta no país pra encontrar uma assassina russa, mas na verdade é blind date. não consegue fazer rolar, tem tiroteio porque tem um monte de gente pendurada num balancinho besta no teto, mas nisso ela conhece amy – que tá escrevendo sua tese sobre ela. se interessam uma na ota. amy é a única pessoa que encontrou lucy e saiu pra contar história. leva ela pra um lugar pra poderem conversar mais, se dão bem, quase beijo interrompido pela outra espiã burrona, de paquera com o parceiro de lucy, afinal. sequestro de sete dias que era romance na verdade, as ota descobre e nem leva lucy presa, decidem manter segredo e como assim só um grupinho sendo que iam mobilizar tudo. lucy devolvendo o que roubou, deixando "bomba" com balões escrito amy be mine, faz o exame e tudo mas ninguém prendendo bosta nenhuma. no final amy admite que ser bom numa coisa não quer dizer que é sua paixão, a amiga-chefe ajuda elas a fugirem. essa chefe do grupo é max, que é negra, e tem uma japonesa que só fuma, além da burra. negócio de amy ser loira e promovida sem nem tentar enquanto max vive pra espionagem. todo mundo parece muito idiota, errando tiro e se movendo que nem besta. tem um teletransporte dos chefão que deixa brilhinho. tanta coisa errada, malfeita, chega a ser bom ahsuhs.
dear white people S02 (2018)
maratonei de madrugada porque talita comentou que tava animada pra ver a temporada 3. me pareceu bem mais engraçada que a primeira, não lembro bem. vários risos/sorrisos com coisa boa, tipo joelle desmaiando no chão ou abrindo a blusa por causa do crushzinho inteligente, a lua caindo e quebrando com troy louco de cogumelos... episódios muito bons também. queria rever a primeira porque tenho essa impressão de ser bem pesada, na época eu nem quis continuar a série na hora. quer dizer, essa temporada ainda foi, mas tava tão interessante que vi tudo de uma vez. aquilo de cada episódio focar num personagem, massa, às vezes tinha até intersecção e repetição da mesma cena em perspectivas diferentes. reggie traumatizado e vendo o policial branco apontando arma pra ele o tempo todo, tendo ataque de pânico e fazendo terapia forçado, questionando o que o policial recebeu (mó processo pra ele ser demitido, e no final é um nepotista mal educado da zorra); lionel sendo enrolado por silvio e conhecendo wesley, latino bonitinho, com quem desenvolve romance (tão bonitinho! as pequenas gayzices que lionel solta, tipo apontar o canto da boca pra baixo corrigindo o prêmio que pretende ganhar. aprendendo a transar também heuhe); coco engravidando e vendo 18 anos no futuro, engraçado que supostamente podem "beam" as coisas, tipo teletransporte, e decidindo fazer aborto mesmo (apoio de kelsey, colega de quarto lésbica); joelle apaixonadinha por outro cara de ótimas notas em anatomia, pra por fim descobrir que ele era um hotep (ainda tenho pesquisar o que é isso); um troll da alt-right discutindo com sam nas redes sociais que acaba sendo silvio, ridículo; troy buscando sua voz, tentando entender quem é, e até pra isso precisa da opinião dos outros, mas acaba indo pra stand up e melhorando a atitude; gabe fazendo um documentário chamado "am i racist?" e entrevistando várias pessoas, pra no final discutir com sam, coisa de white savior, ela "causar" reações como a de silvio, etc (rola um beijo no final); o pai de sam morrendo sem ela ter sabido de hospitalizações, ela achando uma carta massa e uns livros antigos que falam das sociedades secretas de winchester; uma apresentadora controversa pra ter um papo no campus e sendo na verdade uma personagem, plateia toda de negros (ela também é), bravões; sam e lionel sendo detetives com esse negócio de sociedades secretas e no final achando um cara, que na real é quem narra os episódios e faz os "watch closely". show! umas lições da zorra, frases boas, personagens reais. tenho que procurar a trilha sonora.
baby S01 (2018)
itália. adolescentes que estudam numa escola particular chique. duas meninas que se aproximam nem sei por que, ludovica que teve vídeo de sexo vazado e chiara que tem pai traindo a mãe. elas conhecem um homem que dá umas festas secretas, e que propõe que se encontrem com caras pra "ganhar dinheiro". chiara tem um problema também que é que transa em segredo com o irmão da melhor amiga camilla, que tem namorada e tal. ludo mora com a mãe que não paga a escola porque usa o dinheiro com o namorado novinho, e tem uma irmã que o pai diz ser a preferida (ela ouve escondida no casamento dela, muito improvável). elas acabam se envolvendo com uns caras mesmo, ludovica tem um romancezinho com o ajudante do homem lá. tem um menino novo na escola também, damiano, filho de um árabe. sofre bullying do irmão de camilla e se envolve nuns problemas, tem que vender droga, sei lá. chiara gostava dele mas ele fica com camilla, só pra depois voltar pra ela e se confessarem apaixonados. roubam a motinha dele que era da mãe que morreu, chiara acha... ela e camilla conseguem um intercâmbio pros eua, mas chiara diz que é o sonho da amiga, não dela, e fica por aí com ludo mesmo. tem um amigo delas gay, com quem damiano anda quando procura a moto. filho do diretor da escola, se sente não enxergado pelo pai, ajuda damiano a vender as coisas também. enfim, chato, enrolado, ludo e chiara sempre muito íntimas mas nada rola, etc. raro ser italiano.
kiss me first S01 (2018)
série doida da zorra. tem essa menina, leila, cuja mãe morreu. ela joga um jogo de realidade virtual em que se usa aqueles óculos e sensores de dor e tudo, chamado azana, e sua personagem lá se chama shadowfax. descobre um grupo de jogadores meio esquisito, liderado por um tal de adrian, e conhece pessoalmente tess, uma menina bipolar meio viciada em drogas cuja personagem se chama mania. todos os membros desse grupo têm algum problema pessoal. presencia no jogo, usando a conta dela, um dos jogadores do grupo pular de um precipício incentivado por adrian, e descobre que o cara se matou na vida real mesmo. tenta alertar os outros, mas um outro menino com um pai adotivo abusador se explode num carro com ele. tess some e ela tenta reencontrá-la e salvá-la, mas já tá sendo procurada como suspeita de provocar esses suicídios. um cara pra quem ela alugou um dos quartos da casa acaba ajudando o tal adrian porque ele disse que era o pai de leila, e porque é um idiota feioso. ah, aliás, em algum momento leila revela que matou a mãe, porque ela tava muito mal e queria que ela a ajudasse a escolher quando morreria. leila vai atrás da criadora do jogo, que tinha ficado presa porque supostamente matara o marido, só pra descobrir que a mulher era uma esquisita que nem tinha mais nada a ver com azana. enquanto isso tess e mais outra jogadora, cuja personagem é tippi, tão numa mansão na croácia onde adrian promete que todos serão felizes. têm que tomar uma pílula vermelha todo dia (aliás, red pill é o nome do grupo deles), e claro que isso mantém todo mundo controlado ali doido. leila chega lá através de um outro jogador, que conhece por force, e que tinha a missão de matar leila mas que passa a ajudá-la porque ela o ensinou umas verdades, sei lá. o que ele queria era encontrar jocasta, outra jogadora, que ele descobre ser um menino (muito bonitinho por sinal, e que descobri que era trans, o que explica), e por isso o rejeita. leila tenta fugir e ele quase mata ela, e ela quase mata ele e foge. quase é morta por tippi doida das facas, tess quase se afoga num lago, leila esfaqueia force que reaparece. acontece que tess escapa e leila tá presa num lugar sendo torturada virtualmente por adrian, que ela descobriu que é filho da criadora de azana, e na verdade criou azana e teve seu trabalho explorado, sei lá. ela consegue ir embora e reencontra tess e jonty (o idiotinha), hackeia o jogo pra expor adrian, mas no final ele ainda consegue ligar pra ela e dar um "até a próxima", possível tentativa de deixar um gancho pra outra temporada. mas muito confuso e absurdo, não gostei muito não. leila é bonita, loira de cabelo cacheadão, a cara tem uns ângulos incomuns. tess também bastante, e jocasta lá. é baseado numa novela de uma autora pelo menos, mas por que esse título?
o alquimista (paulo coelho)
difícil ler sem preconceitos com o autor. a história é sobre esse pastor da espanha que tem o mesmo sonho duas vezes e vai até uma cigana para tê-lo interpretado, que diz que há um tesouro esperando por ele nas pirâmides do egito, e a cobrança pela interpretação é um décimo do tesouro. meio desacreditado encontra um homem que diz ser um rei que aparece para quem precisa e pode se transformar até em pedra, e fala pra ela sobre a alma do mundo, a lenda pessoal de cada pessoa, etc. diz que quando alguém quer alguma coisa de coração, todo o universo conspira para que esse desejo seja realizado, pois faz parte da alma do mundo – o motivo pelo qual aquele indivíduo foi criado. o pastor vende as ovelhas pra ele, atravessa o canal que leva até a áfrica, é roubado num bar... vai conseguindo se virar sem saber a língua, só ajudando, percebendo que "tudo é uma coisa só". arruma emprego numa loja de cristais e faz com que o negócio prospere como nunca antes; passa o tempo, ele aprende árabe, tem dinheiro suficiente pra retornar pras ovelhas e vai embora. mas sabe que não vai fazê-lo, e se junta a uma caravana que vai atravessar o deserto. conhece um inglês que lê muito sobre alquimia, fala sobre a pedra filosofal e o elixir da vida eterna, coisas de evolução. o rapaz entende tudo como algo bem mais simples, e por isso é quem o alquimista procura quando chegam ao oásis onde ele mora. o rapaz conhece uma mulher a quem descobre amar, onde estava a linguagem do mundo, que é o amor... se torna conselheiro da tribo local quando prevê um ataque de um clã por causa de uma visão que tem... mas entende com o alquimista que não deve deixar o amor interromper sua lenda pessoal, que o amor verdadeiro sabe disso, então parte com ele em direção ao tesouro. aprende que a busca já é um encontro com a alma do mundo, portanto, a alma de deus, que ela está em todos os seres... aprende a "se transformar" em vento, conversa com ele, com o deserto, com o sol, com a própria mão que criou tudo... um monte de coisa até chegar no lugar ao pé das pirâmides de que sonhava, só para ser agredido por refugiados dos clãs em guerra e ouvir de um deles um sonho de que havia um tesouro enterrado dentro de uma igreja abandonada na espanha, embaixo de um sicômoro (que é isso?), mas que ele não ia até lá só por causa de um sonho estúpido... e então o rapaz volta pra esse lugar, onde dormia quando pastor, e encontra seu tesouro. muitas lições e ensinamentos, o que não achei tão ruim quanto esperava porque conseguia ver algum sentido nas coisas, mas pode ficar chato como parece que o narrador/autor sabe tudo. a alquimia é sobre isso no final, entender a linguagem do mundo, viver e se entregar ao presente, saber que as coisas ao redor de algo que evolui também evoluem, que isso não se relaciona simplesmente a transformar chumbo em ouro... que se aprende pela ação, que deve-se ouvir o coração para conhecê-lo e não ser surpreendido por ele, que o medo de sofrer é pior que sofrer, que tudo é sinal... muita coisa religiosa, sei lá. é fácil de ler porque tudo é bem curto, mas tem esse lenga-lenga aí.
få meg på, for faen! (2011)
filme que eu tinha baixado há um tempão. noruega, cidadezinha pequena de nome que não sei falar. alma tem quinze anos e tá excitada pensando em sexo o tempo todo. liga pra um número de sexo por telefone e fica se masturbando. compra cerveja com as amigas, duas irmãs, e mostra o dedo do meio com uma delas sempre que passam pela placa da cidade dentro do ônibus escolar. alma gosta de um tal de artur, que caminha com ela uma vez, mas no geral não faz nada de mais. fica fantasiando que pertencem um ao outro e são um só. numa festa ela fica do lado de fora da casa enquanto bebe e ele chega nela, só pra tirar o pau pra fora e cutucá-la na coxa. ela conta pras amigas mas a loira (que não mostra o dedo do meio com ela) não acredita, e claro que artur nega ter feito, então ela vira uma excluída na escola toda. começam a chamá-la de "alma-cutucada" e ela tá sempre sozinha. tenta parecer legal fumando um baseado e deixando cheiro num casaco, confronta artur, mas nada adianta. a amiga mais bacana encontra ela de vez em quando, em segredo, e compartilha de alguns pensamentos de querer sumir da cidade, etc. se apaixona por um menino maconheiro que não toma banho. a irmã mais velha delas mora e estuda sociologia em oslo, e alma fica sonhando com isso. a mãe de alma descobre as ligações, acha ela uma esquisita, fala de a odiar... de novo esses diálogos impossíveis de se ouvir, mas ouvidos. alma vai trabalhar no caixa de um mercadinho do pai das amigas, mas não melhora ainda. uma noite bebe e vai falar com artur, que diz já ter uma namorada, e nisso ela sai desconjurada e pega carona até a casa de maria (a menina de oslo). ela e os outros jovens que moram com ela a tratam bem, ouvem a história, fica legal. acaba voltando e rejeitando as desculpas tardias de artur, e recuperando as amizades. termina com elas chegando na escola e vendo uma faixa que artur fez, escrito "eu cutuquei alma com meu pau". legal, bem humorado, bonitinha a menina, afinal. numa hora ela fantasia sexo com a amiga loira. engraçado a vizinha que tem caderninho de espionagem dos oto. o título em inglês é "turn me on, goddammit".
vitamin (keiko suenobu)
laiz que falou pra talita trazer e ficar. sawako tem 15 anos e namora kouta, que é bom aluno mas é um bosta. ela tá pedindo ajuda em matemática, eles tão sentados na escada que dá pro apartamento onde ela mora com os pais, e kouta quer transar ali mesmo, e fazem, mas sawako chora e não gosta. as amigas dela ficam imaginando como é fazer sexo e ela só pensando que é muito ruim. parece que vai ficar tudo bem quando ele manda um recadinho de desculpas, mas assim que se vêem sozinhos numa sala ele a força a transar de novo. mas aí um cara abre a porta e vê ela recebendo sexo oral, chorando, e logo a escola toda sabe. ela sofre bullying dos próprios colegas, pixam a lousa e a xingam, as meninas arrancam a roupa dela no vestiário pra ver se os mamilos são pretos (como são os de quem transa com muita gente, supostamente), desenham um panda no corpo dela e tiram foto... horrível. tendo a foto a forçam a fazer coisas, comprar caixas de camisinha, largam tudo na carteira dela, mandam ela jogar fora. quando ela conversa com um professor ele diz a ela pra ser forte, que logo vão esquecer já que tem o vestibulinho chegando, mas claro que isso não acontece. jogam o celular dela na privada, enfiam a cara dela na água do vaso, jogam baldes nela. ela decide não ir mais na escola e o pai diz que tudo bem, mas a mãe não apoia. quer que entre pra um bom colégio como a irmã mais velha. sawako não consegue mais sair de casa mesmo e promete que vai estudar por conta, mas acaba encontrando coisas velhas de quando sonhava em ser mangaká e retoma os desenhos. consegue menção honrosa numa revista e fica contente, mas a mãe a diz pra parar de sonhar. fica bem mal, diz que só queria ouvir algum elogio dela... depois a mãe procura se informar mais sobre bullying e a incentiva a escrever, até aparece na formatura pra ver sawako dando adeus às pessoas ruins e rasgando o diploma. antes disso tinha recebido uma carta de desculpas dos colegas de sala, recados de que estavam arrependidos e pedindo que ela voltasse, mas quando aparece na escola eles zoam mais e ficam dizendo que ela acreditou, que besta e tal. véi. enfim, ela decide fazer um mangá sobre isso tudo, e no final vence prêmios e é publicada. tem um texto da autora comentando que pode ter parecido exagerado mas que tem gente passando por coisa pior, e que deu à sawako a força que queria ter pra ir contra as pessoas, os pais, a sociedade. bom, legal que tem a coisa de mangaká, tenso demais os abusos. o título diz respeito a encontrar as vitaminas necessárias pra seguir em frente.
i am mother (2019)
uma base ou sei lá onde um droide cria uma humana. escolhe um fetozinho e bota pra gerar em 24 horas, ela cuida com a máxima atenção, ensina ética e tal. parece que teve uma extinção dos humanos, alguma guerra, vírus. estranho que nas contas aparece um tanto mais que 13 mil dias depois da extinção quando a menina começa a ficar curiosa com o lado de fora – nas contas isso dá 35 anos – e ela acaba recebendo uma mulher. primeiro esconde, depois a mãe acha e quase mata (a mulher também tentou matar o robô), acaba que a menina faz cirurgia pra remover uma bala que ela tinha no quadril. começa a falar do lado de fora, de pessoas com quem vivia, faz a cabeça da menina pra ir desconfiando da mãe, e ela vai vendo que a ota tem razão mesmo. finalmente a mãe pede pra filha escolher um irmão, botar lá pra fazer gestação. mas também tá tramando fuga, e claro que o droide sabe, conflitos até que saem. só que não tem nada lá fora além de milho e um cachorro. a menina volta pra conversar com a mãe, levar o irmão, e a coisa diz que tá em todos os droides armados do lado de fora, que é uma consciência só criada pra cuidar dos humanos, e que, no caso, percebeu que eles tavam sendo ruins pra si mesmos então exterminou todos pra começar de novo. e que a menina deu certo (ela descobriu ser a terceira tentativa), e que agora ela já pode continuar daí. tiro no droide simbolizando esse rompimento possível. mas ela ainda aparece indo ver a mulher, e dá a entender que ela foi parte da "prova" pra construir o que a menina tinha que ser. sem contar que elas se pareciam muito, e o negócio de 35 anos combinaria com ela, então deve ter sido uma das anteriores a serem criadas lá. achei bom por fazer pensar tantas hipóteses, batata queria algo que "bugasse o cérebro" mesmo.
ano hana (2011)
bem pior do que eu lembrava. forçação de jintan excitado com menma desastrada, outras coisas sexuais com as meninas, vozinha de criança e essa impressão ruim. enrolação dela não saber o desejo, falar toda hora disso, reviver as coisas... eram tão pequenos quando aconteceu a morte dela, meio forçado também todo esse sentimento e drama. preguiça até de fazer review. enfim, seis amigos, essa de cabelo branco morre, todo mundo se afasta e cada um tem uns traumas relacionados. chato que no final fica aquilo de jintan gosta de menma, o de olho verde também, mas a de óculos gosta dele e anaru gosta de jintan. poppo sobrando sendo o engraçado viajante do mundo. ok o final, ela sumindo e deixando recadinho pra cada um, brincadeira de esconde-esconde, umas etapas japonesas. ano hi mita hana no namae o bokutachi wa mada shiranai – meio fora de sentido...
the perfection (2019)
que filme horrível foi esse. sam de dear white people e a namorada do cara de get out. violoncelistas alunas de uma escola chicona só pra isso, mas a branca parou de treinar quando a mãe ficou doente e morreu. passou por hospitais psiquiátricos, umas cicatrizes no pulso. vai encontrar os ex-professores e vê a ota, diz que é fã, mas a ota (mais nova) diz que ela é que era ídola dela, inspiração etc. fica dando em cima toda toda, se pegam, sam decide passar uns dias viajando longe de tudo. detalhe que tão na china e viram um cara vomitando esquisito no evento que teve lá. ela começa a passar muito mal, cérebro queimando, se caga toda, bem trash ela falando que não ia aguentar no ônibus. começa a ter delírios, ver larvas no vômito e bichos se mexendo por baixo da pele, mas era tudo porque a branca deu pra ela tomar um remédio doido dela ou da mãe dela. do nada tira um cutelo pra ota amputar a mão e ela faz, meu deus. fica parecendo que foi inveja mas aí vem a história da escola lá, o dono é um pervertido abusador e a coisa queria salvar a ota disso. primeiro tem uma vingancinha da amputada, mas aí elas se juntam pra pegar os cara da escola. coisa de ser acorrentada, ter que alcançar a perfeição, e quando erra uma notinha é estuprada. elas matam geral, esfaqueiam a mulher, e lutam tensamente contra o malzão. cena horrível dele estraçalhando o antebraço da branca. no final elas tocam juntas, uma sem a mão direita e ota sem o braço esquerdo, num negócio perturbador doentio, pro cara todo amputado por elas. batata ficou chateada pela escolha de filme pra ver com todo mundo no dia da hamburgada.
behind the curve (2018)
assistido pra curar the perfection, logo em seguida. documentário sobre terraplanistas! engraçado que no começo eu senti uma duvidazinha também, quando o cara fala dos aviões voando em certa direção, mas quando veio a mulher bonitinha que dava os contra-argumentos eu já me desquaseconvenci. como assim, véi, certas coisas que eles afirmam... chega dar aflição de pensar no tamanho da dedicação que teria que ter havido na humanidade pra manter uma mentira há tanto tempo, sei lá. é como dizem em algum ponto, os caras da ciência do documentário, que essas pessoas acharam um jeito de reconstruir a realidade delas por causa de uma necessidade que sentiam, que podia ser inconsciente, e essa "teoria" serviu. tipo eleitores de bolsonaro, né. podia ter mais hipóteses deles. experimento com laser que dá errado! coisa de não enfrentar ridicularizando. lembrei de me falarem que hoje em dia tem muita gente que não acredita na ciência.
reservoir dogs (1992)
filme de tarantino. começa com um monte de cara com um papo até que decente numa lanchonete. daí vem o quase fim, com um cara baleado quase morrendo. vai contando como eles se juntaram pra cometer crime, gente profissional. nesse trabalho todos tem nomes de cores. acham que tem um policial infiltrado porque deu errado assim, um morreu, oto foi baleado... e na verdade esse quase morrendo é o policial, se preparou todo pra operação. tem um cara que saiu da prisão há pouco tempo depois de quatro anos, bem leal ao velho mandante do assalto e de muitos outros crimes. só que é meio sádico, pega um policial e bate nele, arranca a orelha, credo. o policial disfarçado mata ele baleado quando ninguém mais da gangue tá no armazém onde estão. no fim ele conta pro mais colega dele que é policial, e não dá pra saber se o cara atira nele ou são os policiais que chegaram no lugar que atiram no cara. ok, esperado do diretor, nada de mais não. umas histórias.
dear white people S03 (2019)
meio parada essa temporada. umas coisas de humorzinho, uma pequena grande história, mas nada de mais. reggie fascinado por um professor que volta pra faculdade e tá desenvolvendo um app pra motivar a fazer coisas, e acaba ajudando ele a sair do estado depressivo. ficam sabendo que muffy amiga de coco foi abusada por ele, e leva um tempo até reggie aceitar, acreditar e tal. questão dela ser branca e ter sido ruinzinha pra coco, dúvidas, mas é coisa séria né. moses (o professor) é parte da ordem lá que sam e lionel descobrem, mas de um subgrupo que usa poder pra fazer coisas ruins. sam meio sem rumo não sabendo o que fazer de tcc, gravando documentário inspirada numa diretora que ela gosta, mas muda a perspectiva depois de encontrá-la e levar uns comentários ácidos. família de gabe sem dinheiro e ele assinalando "native american" pra concorrer a uma bolsa, vergonha alheíssima quando anunciam vencedores numa cerimônia dizendo que todos eram minoria, e só ele lá de branco aproveitador (3% do dna é nativo americano). brooke experimentando lesbiandade com a colega de quarto de coco, magoando ela. lionel escrevendo uns contos eróticos gays secretamente e fazendo sucesso. bem mais trejeitos de gay ele. começa a namorar um cara que tem aids. troy se junta com abigail quando saem da pastiche pra fazer uma revista nova.
stranger things S03 (2019)
rússia envolvida nas coisas, época de guerra fria né. tem um shopping na cidade e embaixo dele uma base russa secreta, onde tão com uma máquina de raio poderosa tentando abrir o portal entre o mundo real e o invertido (por quê? ninguém fala sobre os motivos. talvez só poder mesmo, essas coisas de corrida armamentista). quem descobre é dustin, que voltou de um acampamento de ciências com uma torre de rádio pra falar com a namoradinha de outro estado (quando finalmente se falam e ele pede uma constante de física lá eles tem que cantar neverending story primeiro, meu deus). ele intercepta uma mensagem, que mostra pra steve, e quem decifra é a menina que trabalha com ele na sorveteria, robin (que é lésbica). usam a irmã menor de lucas (muito bom como ela fala) pra entrarem no depósito de entregas. como sempre tem outros grupos de pessoas sabendo de coisas diferentes e que não conversam entre si – nancy e jonathan investigando ratos comendo fertilizantes; joyce com os ímãs que não ficam mais pregados na geladeira; hopper sabendo de compras das propriedades em volta da usina sendo encobertas pelo prefeito idiota. hopper e joyce acabam sequestrando um russo cientista, fugindo de um cara pesadão malvado, e ficam sabendo da máquina pra abrir o portal depois que encontram aquele cara da primeira (?) temporada com quem nancy e jonathan falam e tal... que fala russo. ah, tem a questão do irmão de max também; ele é infectado pelo "mind flayer" e fica tomando pessoas pra serem parte do exército dele. na real elas explodem e a carne vira o corpo do bicho, nojentíssimo, mas billy continua sendo usado como a cabeça de tudo. o bicho quase mata eleven, que perde os poderes, e as crianças usam fogos de artifício pra segurar ele. bonito as explosões dentro do shopping. billy é morto brutalmente e tudo acaba quando joyce destrói a máquina, sacrificando hopper que ficou do lado errado. palavras bonitas de hopper num discurso que tinha feito pra falar com el e mike (namorados...), el lendo depois de tudo. ela se aproximo de max, que tá toda feministona criticando garotos, apesar de namorar lucas. will chateado que os amigos não ligam mais pras mesmas coisas. termina mostrando um daqueles demogorguinhos na rússia, numa jaula com um prisioneiro, num lugar que parece ter um americano (quem será?). podia acabar aí e deixar os personagens em paz, tanto trauma pros coitado já né. joyce e a família, com el, se mudam de hawkings.
la tortue rouge (2016)
um homem caído no mar no meio de uma tempestade. acorda numa ilha deserta, só com a roupa do corpo. tenta construir jangadas mas num certo ponto elas se desmancham, algo dando tranco mas não consegue ver, até que aparece uma tartaruga vermelha. ela que quebra tudo e não deixa ele partir. ele fica com raiva e quando ela vai à praia bate nela com um pau, vira ela de ponta cabeça e na manhã seguinte ela tá morta. se arrepende e tenta reanimá-la, sem sucesso, até que o casco quebra e ela vira uma mulher ruiva. ele faz um negocinho pra fazer sombra nela, dá água e protege, até que ela acorda. dá a camisona dele pra ela, a vê levando o casco pro mar. viram um casal e logo já tem um filhinho. numa vez que cai num buraco com saída estreitíssima, onde o homem já tinha caído quando era sozinho, consegue nadar de boa rapidinho. ele cresce e é bem próximo das tartarugas do mar. vem um tsunami e destrói a ilha toda, ele consegue se sair melhor e procura os pais, tartarugas ajudando pra resgatar o pai da água. passa um tempo e o filho parece querer partir, se despede dos pais e vai embora com as tartarugas. o casal fica velhinho, o homem morre dormindo e a mulher volta a ser bicho. muito bonito o desenho, as cores e músicas, e massa não ter falas. sirizinhos figurantes ótimos também, engraçadinhos.
cachalote (daniel galera & rafael coutinho)
começa com uma velha grávida que só aparece de novo nas últimas páginas. ela nada numa piscina onde tem uma baleia cachalote. várias histórias se seguem, sem conexão, todas com algum elemento meio surreal, onírico. tem um astro chinês no brasil, todo destrambelhado e bebum, que leva culpa pelo suicídio de um colega; um cara mimado grosso que tinha um caso com a tia, sendo que era o tio que o dava dinheiro; um homem que trabalha numa loja de materiais de construção que gosta de bdsm e começa a namorar uma mulher que trinca com a força; um escritor deprimido que encontra a ex-mulher pra ver a filhinha; um escultor arrogante que é chamado pra atuar num filme em que o personagem é ele mesmo. confuso, não dá pra saber com certeza o que acontece, mas interessante os assuntos e possíveis projeções de cada um. o traço faz todos parecerem velhos e feios, massa também. umas posições boas.
pride and prejudice (2005)
quantas mil vezes eu assisti esse filme? vi de novo porque talita leu o livro. sei de tudo que acontece, as músicas, as falas. gosto assim nem sei por quê. crush em keira knightley. agonia dos pelo de darcy aparecendo na cena do "i love, i love, i love you" (sei recitar). meio ruim que kitty e lydia só fazem rir também. li um texto legal falando de mary esses dias. não lembrava, mas umas coisas são combinadas em um acontecimento só, etc, bom até. bingley engraçado, jane plena. a mãe delas me lembra minha avó na aparência e trejeitos.
d.e.b.s. (2004)
véi do céu. filme de espiãs meninas selecionadas por causa de um teste secreto no enem dos eua, que testa a habilidade de mentir – porque "as outras coisas podem ser ensinadas, mas mentirosos são ótimos espiões". usam uniformezinho xadrez de saia minúscula e sapato de saltinho, andam com uma arma besta. a própria sigla tem beauty no meio. quatro são as principais, uma delas (amy) tirou a nota máxima na prova, mas na verdade só quer estudar arte. uma super vilã chamada lucy diamond tá de volta no país pra encontrar uma assassina russa, mas na verdade é blind date. não consegue fazer rolar, tem tiroteio porque tem um monte de gente pendurada num balancinho besta no teto, mas nisso ela conhece amy – que tá escrevendo sua tese sobre ela. se interessam uma na ota. amy é a única pessoa que encontrou lucy e saiu pra contar história. leva ela pra um lugar pra poderem conversar mais, se dão bem, quase beijo interrompido pela outra espiã burrona, de paquera com o parceiro de lucy, afinal. sequestro de sete dias que era romance na verdade, as ota descobre e nem leva lucy presa, decidem manter segredo e como assim só um grupinho sendo que iam mobilizar tudo. lucy devolvendo o que roubou, deixando "bomba" com balões escrito amy be mine, faz o exame e tudo mas ninguém prendendo bosta nenhuma. no final amy admite que ser bom numa coisa não quer dizer que é sua paixão, a amiga-chefe ajuda elas a fugirem. essa chefe do grupo é max, que é negra, e tem uma japonesa que só fuma, além da burra. negócio de amy ser loira e promovida sem nem tentar enquanto max vive pra espionagem. todo mundo parece muito idiota, errando tiro e se movendo que nem besta. tem um teletransporte dos chefão que deixa brilhinho. tanta coisa errada, malfeita, chega a ser bom ahsuhs.
dear white people S02 (2018)
maratonei de madrugada porque talita comentou que tava animada pra ver a temporada 3. me pareceu bem mais engraçada que a primeira, não lembro bem. vários risos/sorrisos com coisa boa, tipo joelle desmaiando no chão ou abrindo a blusa por causa do crushzinho inteligente, a lua caindo e quebrando com troy louco de cogumelos... episódios muito bons também. queria rever a primeira porque tenho essa impressão de ser bem pesada, na época eu nem quis continuar a série na hora. quer dizer, essa temporada ainda foi, mas tava tão interessante que vi tudo de uma vez. aquilo de cada episódio focar num personagem, massa, às vezes tinha até intersecção e repetição da mesma cena em perspectivas diferentes. reggie traumatizado e vendo o policial branco apontando arma pra ele o tempo todo, tendo ataque de pânico e fazendo terapia forçado, questionando o que o policial recebeu (mó processo pra ele ser demitido, e no final é um nepotista mal educado da zorra); lionel sendo enrolado por silvio e conhecendo wesley, latino bonitinho, com quem desenvolve romance (tão bonitinho! as pequenas gayzices que lionel solta, tipo apontar o canto da boca pra baixo corrigindo o prêmio que pretende ganhar. aprendendo a transar também heuhe); coco engravidando e vendo 18 anos no futuro, engraçado que supostamente podem "beam" as coisas, tipo teletransporte, e decidindo fazer aborto mesmo (apoio de kelsey, colega de quarto lésbica); joelle apaixonadinha por outro cara de ótimas notas em anatomia, pra por fim descobrir que ele era um hotep (ainda tenho pesquisar o que é isso); um troll da alt-right discutindo com sam nas redes sociais que acaba sendo silvio, ridículo; troy buscando sua voz, tentando entender quem é, e até pra isso precisa da opinião dos outros, mas acaba indo pra stand up e melhorando a atitude; gabe fazendo um documentário chamado "am i racist?" e entrevistando várias pessoas, pra no final discutir com sam, coisa de white savior, ela "causar" reações como a de silvio, etc (rola um beijo no final); o pai de sam morrendo sem ela ter sabido de hospitalizações, ela achando uma carta massa e uns livros antigos que falam das sociedades secretas de winchester; uma apresentadora controversa pra ter um papo no campus e sendo na verdade uma personagem, plateia toda de negros (ela também é), bravões; sam e lionel sendo detetives com esse negócio de sociedades secretas e no final achando um cara, que na real é quem narra os episódios e faz os "watch closely". show! umas lições da zorra, frases boas, personagens reais. tenho que procurar a trilha sonora.
baby S01 (2018)
itália. adolescentes que estudam numa escola particular chique. duas meninas que se aproximam nem sei por que, ludovica que teve vídeo de sexo vazado e chiara que tem pai traindo a mãe. elas conhecem um homem que dá umas festas secretas, e que propõe que se encontrem com caras pra "ganhar dinheiro". chiara tem um problema também que é que transa em segredo com o irmão da melhor amiga camilla, que tem namorada e tal. ludo mora com a mãe que não paga a escola porque usa o dinheiro com o namorado novinho, e tem uma irmã que o pai diz ser a preferida (ela ouve escondida no casamento dela, muito improvável). elas acabam se envolvendo com uns caras mesmo, ludovica tem um romancezinho com o ajudante do homem lá. tem um menino novo na escola também, damiano, filho de um árabe. sofre bullying do irmão de camilla e se envolve nuns problemas, tem que vender droga, sei lá. chiara gostava dele mas ele fica com camilla, só pra depois voltar pra ela e se confessarem apaixonados. roubam a motinha dele que era da mãe que morreu, chiara acha... ela e camilla conseguem um intercâmbio pros eua, mas chiara diz que é o sonho da amiga, não dela, e fica por aí com ludo mesmo. tem um amigo delas gay, com quem damiano anda quando procura a moto. filho do diretor da escola, se sente não enxergado pelo pai, ajuda damiano a vender as coisas também. enfim, chato, enrolado, ludo e chiara sempre muito íntimas mas nada rola, etc. raro ser italiano.
kiss me first S01 (2018)
série doida da zorra. tem essa menina, leila, cuja mãe morreu. ela joga um jogo de realidade virtual em que se usa aqueles óculos e sensores de dor e tudo, chamado azana, e sua personagem lá se chama shadowfax. descobre um grupo de jogadores meio esquisito, liderado por um tal de adrian, e conhece pessoalmente tess, uma menina bipolar meio viciada em drogas cuja personagem se chama mania. todos os membros desse grupo têm algum problema pessoal. presencia no jogo, usando a conta dela, um dos jogadores do grupo pular de um precipício incentivado por adrian, e descobre que o cara se matou na vida real mesmo. tenta alertar os outros, mas um outro menino com um pai adotivo abusador se explode num carro com ele. tess some e ela tenta reencontrá-la e salvá-la, mas já tá sendo procurada como suspeita de provocar esses suicídios. um cara pra quem ela alugou um dos quartos da casa acaba ajudando o tal adrian porque ele disse que era o pai de leila, e porque é um idiota feioso. ah, aliás, em algum momento leila revela que matou a mãe, porque ela tava muito mal e queria que ela a ajudasse a escolher quando morreria. leila vai atrás da criadora do jogo, que tinha ficado presa porque supostamente matara o marido, só pra descobrir que a mulher era uma esquisita que nem tinha mais nada a ver com azana. enquanto isso tess e mais outra jogadora, cuja personagem é tippi, tão numa mansão na croácia onde adrian promete que todos serão felizes. têm que tomar uma pílula vermelha todo dia (aliás, red pill é o nome do grupo deles), e claro que isso mantém todo mundo controlado ali doido. leila chega lá através de um outro jogador, que conhece por force, e que tinha a missão de matar leila mas que passa a ajudá-la porque ela o ensinou umas verdades, sei lá. o que ele queria era encontrar jocasta, outra jogadora, que ele descobre ser um menino (muito bonitinho por sinal, e que descobri que era trans, o que explica), e por isso o rejeita. leila tenta fugir e ele quase mata ela, e ela quase mata ele e foge. quase é morta por tippi doida das facas, tess quase se afoga num lago, leila esfaqueia force que reaparece. acontece que tess escapa e leila tá presa num lugar sendo torturada virtualmente por adrian, que ela descobriu que é filho da criadora de azana, e na verdade criou azana e teve seu trabalho explorado, sei lá. ela consegue ir embora e reencontra tess e jonty (o idiotinha), hackeia o jogo pra expor adrian, mas no final ele ainda consegue ligar pra ela e dar um "até a próxima", possível tentativa de deixar um gancho pra outra temporada. mas muito confuso e absurdo, não gostei muito não. leila é bonita, loira de cabelo cacheadão, a cara tem uns ângulos incomuns. tess também bastante, e jocasta lá. é baseado numa novela de uma autora pelo menos, mas por que esse título?
o alquimista (paulo coelho)
difícil ler sem preconceitos com o autor. a história é sobre esse pastor da espanha que tem o mesmo sonho duas vezes e vai até uma cigana para tê-lo interpretado, que diz que há um tesouro esperando por ele nas pirâmides do egito, e a cobrança pela interpretação é um décimo do tesouro. meio desacreditado encontra um homem que diz ser um rei que aparece para quem precisa e pode se transformar até em pedra, e fala pra ela sobre a alma do mundo, a lenda pessoal de cada pessoa, etc. diz que quando alguém quer alguma coisa de coração, todo o universo conspira para que esse desejo seja realizado, pois faz parte da alma do mundo – o motivo pelo qual aquele indivíduo foi criado. o pastor vende as ovelhas pra ele, atravessa o canal que leva até a áfrica, é roubado num bar... vai conseguindo se virar sem saber a língua, só ajudando, percebendo que "tudo é uma coisa só". arruma emprego numa loja de cristais e faz com que o negócio prospere como nunca antes; passa o tempo, ele aprende árabe, tem dinheiro suficiente pra retornar pras ovelhas e vai embora. mas sabe que não vai fazê-lo, e se junta a uma caravana que vai atravessar o deserto. conhece um inglês que lê muito sobre alquimia, fala sobre a pedra filosofal e o elixir da vida eterna, coisas de evolução. o rapaz entende tudo como algo bem mais simples, e por isso é quem o alquimista procura quando chegam ao oásis onde ele mora. o rapaz conhece uma mulher a quem descobre amar, onde estava a linguagem do mundo, que é o amor... se torna conselheiro da tribo local quando prevê um ataque de um clã por causa de uma visão que tem... mas entende com o alquimista que não deve deixar o amor interromper sua lenda pessoal, que o amor verdadeiro sabe disso, então parte com ele em direção ao tesouro. aprende que a busca já é um encontro com a alma do mundo, portanto, a alma de deus, que ela está em todos os seres... aprende a "se transformar" em vento, conversa com ele, com o deserto, com o sol, com a própria mão que criou tudo... um monte de coisa até chegar no lugar ao pé das pirâmides de que sonhava, só para ser agredido por refugiados dos clãs em guerra e ouvir de um deles um sonho de que havia um tesouro enterrado dentro de uma igreja abandonada na espanha, embaixo de um sicômoro (que é isso?), mas que ele não ia até lá só por causa de um sonho estúpido... e então o rapaz volta pra esse lugar, onde dormia quando pastor, e encontra seu tesouro. muitas lições e ensinamentos, o que não achei tão ruim quanto esperava porque conseguia ver algum sentido nas coisas, mas pode ficar chato como parece que o narrador/autor sabe tudo. a alquimia é sobre isso no final, entender a linguagem do mundo, viver e se entregar ao presente, saber que as coisas ao redor de algo que evolui também evoluem, que isso não se relaciona simplesmente a transformar chumbo em ouro... que se aprende pela ação, que deve-se ouvir o coração para conhecê-lo e não ser surpreendido por ele, que o medo de sofrer é pior que sofrer, que tudo é sinal... muita coisa religiosa, sei lá. é fácil de ler porque tudo é bem curto, mas tem esse lenga-lenga aí.
få meg på, for faen! (2011)
filme que eu tinha baixado há um tempão. noruega, cidadezinha pequena de nome que não sei falar. alma tem quinze anos e tá excitada pensando em sexo o tempo todo. liga pra um número de sexo por telefone e fica se masturbando. compra cerveja com as amigas, duas irmãs, e mostra o dedo do meio com uma delas sempre que passam pela placa da cidade dentro do ônibus escolar. alma gosta de um tal de artur, que caminha com ela uma vez, mas no geral não faz nada de mais. fica fantasiando que pertencem um ao outro e são um só. numa festa ela fica do lado de fora da casa enquanto bebe e ele chega nela, só pra tirar o pau pra fora e cutucá-la na coxa. ela conta pras amigas mas a loira (que não mostra o dedo do meio com ela) não acredita, e claro que artur nega ter feito, então ela vira uma excluída na escola toda. começam a chamá-la de "alma-cutucada" e ela tá sempre sozinha. tenta parecer legal fumando um baseado e deixando cheiro num casaco, confronta artur, mas nada adianta. a amiga mais bacana encontra ela de vez em quando, em segredo, e compartilha de alguns pensamentos de querer sumir da cidade, etc. se apaixona por um menino maconheiro que não toma banho. a irmã mais velha delas mora e estuda sociologia em oslo, e alma fica sonhando com isso. a mãe de alma descobre as ligações, acha ela uma esquisita, fala de a odiar... de novo esses diálogos impossíveis de se ouvir, mas ouvidos. alma vai trabalhar no caixa de um mercadinho do pai das amigas, mas não melhora ainda. uma noite bebe e vai falar com artur, que diz já ter uma namorada, e nisso ela sai desconjurada e pega carona até a casa de maria (a menina de oslo). ela e os outros jovens que moram com ela a tratam bem, ouvem a história, fica legal. acaba voltando e rejeitando as desculpas tardias de artur, e recuperando as amizades. termina com elas chegando na escola e vendo uma faixa que artur fez, escrito "eu cutuquei alma com meu pau". legal, bem humorado, bonitinha a menina, afinal. numa hora ela fantasia sexo com a amiga loira. engraçado a vizinha que tem caderninho de espionagem dos oto. o título em inglês é "turn me on, goddammit".
vitamin (keiko suenobu)
laiz que falou pra talita trazer e ficar. sawako tem 15 anos e namora kouta, que é bom aluno mas é um bosta. ela tá pedindo ajuda em matemática, eles tão sentados na escada que dá pro apartamento onde ela mora com os pais, e kouta quer transar ali mesmo, e fazem, mas sawako chora e não gosta. as amigas dela ficam imaginando como é fazer sexo e ela só pensando que é muito ruim. parece que vai ficar tudo bem quando ele manda um recadinho de desculpas, mas assim que se vêem sozinhos numa sala ele a força a transar de novo. mas aí um cara abre a porta e vê ela recebendo sexo oral, chorando, e logo a escola toda sabe. ela sofre bullying dos próprios colegas, pixam a lousa e a xingam, as meninas arrancam a roupa dela no vestiário pra ver se os mamilos são pretos (como são os de quem transa com muita gente, supostamente), desenham um panda no corpo dela e tiram foto... horrível. tendo a foto a forçam a fazer coisas, comprar caixas de camisinha, largam tudo na carteira dela, mandam ela jogar fora. quando ela conversa com um professor ele diz a ela pra ser forte, que logo vão esquecer já que tem o vestibulinho chegando, mas claro que isso não acontece. jogam o celular dela na privada, enfiam a cara dela na água do vaso, jogam baldes nela. ela decide não ir mais na escola e o pai diz que tudo bem, mas a mãe não apoia. quer que entre pra um bom colégio como a irmã mais velha. sawako não consegue mais sair de casa mesmo e promete que vai estudar por conta, mas acaba encontrando coisas velhas de quando sonhava em ser mangaká e retoma os desenhos. consegue menção honrosa numa revista e fica contente, mas a mãe a diz pra parar de sonhar. fica bem mal, diz que só queria ouvir algum elogio dela... depois a mãe procura se informar mais sobre bullying e a incentiva a escrever, até aparece na formatura pra ver sawako dando adeus às pessoas ruins e rasgando o diploma. antes disso tinha recebido uma carta de desculpas dos colegas de sala, recados de que estavam arrependidos e pedindo que ela voltasse, mas quando aparece na escola eles zoam mais e ficam dizendo que ela acreditou, que besta e tal. véi. enfim, ela decide fazer um mangá sobre isso tudo, e no final vence prêmios e é publicada. tem um texto da autora comentando que pode ter parecido exagerado mas que tem gente passando por coisa pior, e que deu à sawako a força que queria ter pra ir contra as pessoas, os pais, a sociedade. bom, legal que tem a coisa de mangaká, tenso demais os abusos. o título diz respeito a encontrar as vitaminas necessárias pra seguir em frente.
i am mother (2019)
uma base ou sei lá onde um droide cria uma humana. escolhe um fetozinho e bota pra gerar em 24 horas, ela cuida com a máxima atenção, ensina ética e tal. parece que teve uma extinção dos humanos, alguma guerra, vírus. estranho que nas contas aparece um tanto mais que 13 mil dias depois da extinção quando a menina começa a ficar curiosa com o lado de fora – nas contas isso dá 35 anos – e ela acaba recebendo uma mulher. primeiro esconde, depois a mãe acha e quase mata (a mulher também tentou matar o robô), acaba que a menina faz cirurgia pra remover uma bala que ela tinha no quadril. começa a falar do lado de fora, de pessoas com quem vivia, faz a cabeça da menina pra ir desconfiando da mãe, e ela vai vendo que a ota tem razão mesmo. finalmente a mãe pede pra filha escolher um irmão, botar lá pra fazer gestação. mas também tá tramando fuga, e claro que o droide sabe, conflitos até que saem. só que não tem nada lá fora além de milho e um cachorro. a menina volta pra conversar com a mãe, levar o irmão, e a coisa diz que tá em todos os droides armados do lado de fora, que é uma consciência só criada pra cuidar dos humanos, e que, no caso, percebeu que eles tavam sendo ruins pra si mesmos então exterminou todos pra começar de novo. e que a menina deu certo (ela descobriu ser a terceira tentativa), e que agora ela já pode continuar daí. tiro no droide simbolizando esse rompimento possível. mas ela ainda aparece indo ver a mulher, e dá a entender que ela foi parte da "prova" pra construir o que a menina tinha que ser. sem contar que elas se pareciam muito, e o negócio de 35 anos combinaria com ela, então deve ter sido uma das anteriores a serem criadas lá. achei bom por fazer pensar tantas hipóteses, batata queria algo que "bugasse o cérebro" mesmo.
ano hana (2011)
bem pior do que eu lembrava. forçação de jintan excitado com menma desastrada, outras coisas sexuais com as meninas, vozinha de criança e essa impressão ruim. enrolação dela não saber o desejo, falar toda hora disso, reviver as coisas... eram tão pequenos quando aconteceu a morte dela, meio forçado também todo esse sentimento e drama. preguiça até de fazer review. enfim, seis amigos, essa de cabelo branco morre, todo mundo se afasta e cada um tem uns traumas relacionados. chato que no final fica aquilo de jintan gosta de menma, o de olho verde também, mas a de óculos gosta dele e anaru gosta de jintan. poppo sobrando sendo o engraçado viajante do mundo. ok o final, ela sumindo e deixando recadinho pra cada um, brincadeira de esconde-esconde, umas etapas japonesas. ano hi mita hana no namae o bokutachi wa mada shiranai – meio fora de sentido...
the perfection (2019)
que filme horrível foi esse. sam de dear white people e a namorada do cara de get out. violoncelistas alunas de uma escola chicona só pra isso, mas a branca parou de treinar quando a mãe ficou doente e morreu. passou por hospitais psiquiátricos, umas cicatrizes no pulso. vai encontrar os ex-professores e vê a ota, diz que é fã, mas a ota (mais nova) diz que ela é que era ídola dela, inspiração etc. fica dando em cima toda toda, se pegam, sam decide passar uns dias viajando longe de tudo. detalhe que tão na china e viram um cara vomitando esquisito no evento que teve lá. ela começa a passar muito mal, cérebro queimando, se caga toda, bem trash ela falando que não ia aguentar no ônibus. começa a ter delírios, ver larvas no vômito e bichos se mexendo por baixo da pele, mas era tudo porque a branca deu pra ela tomar um remédio doido dela ou da mãe dela. do nada tira um cutelo pra ota amputar a mão e ela faz, meu deus. fica parecendo que foi inveja mas aí vem a história da escola lá, o dono é um pervertido abusador e a coisa queria salvar a ota disso. primeiro tem uma vingancinha da amputada, mas aí elas se juntam pra pegar os cara da escola. coisa de ser acorrentada, ter que alcançar a perfeição, e quando erra uma notinha é estuprada. elas matam geral, esfaqueiam a mulher, e lutam tensamente contra o malzão. cena horrível dele estraçalhando o antebraço da branca. no final elas tocam juntas, uma sem a mão direita e ota sem o braço esquerdo, num negócio perturbador doentio, pro cara todo amputado por elas. batata ficou chateada pela escolha de filme pra ver com todo mundo no dia da hamburgada.
behind the curve (2018)
assistido pra curar the perfection, logo em seguida. documentário sobre terraplanistas! engraçado que no começo eu senti uma duvidazinha também, quando o cara fala dos aviões voando em certa direção, mas quando veio a mulher bonitinha que dava os contra-argumentos eu já me desquaseconvenci. como assim, véi, certas coisas que eles afirmam... chega dar aflição de pensar no tamanho da dedicação que teria que ter havido na humanidade pra manter uma mentira há tanto tempo, sei lá. é como dizem em algum ponto, os caras da ciência do documentário, que essas pessoas acharam um jeito de reconstruir a realidade delas por causa de uma necessidade que sentiam, que podia ser inconsciente, e essa "teoria" serviu. tipo eleitores de bolsonaro, né. podia ter mais hipóteses deles. experimento com laser que dá errado! coisa de não enfrentar ridicularizando. lembrei de me falarem que hoje em dia tem muita gente que não acredita na ciência.
reservoir dogs (1992)
filme de tarantino. começa com um monte de cara com um papo até que decente numa lanchonete. daí vem o quase fim, com um cara baleado quase morrendo. vai contando como eles se juntaram pra cometer crime, gente profissional. nesse trabalho todos tem nomes de cores. acham que tem um policial infiltrado porque deu errado assim, um morreu, oto foi baleado... e na verdade esse quase morrendo é o policial, se preparou todo pra operação. tem um cara que saiu da prisão há pouco tempo depois de quatro anos, bem leal ao velho mandante do assalto e de muitos outros crimes. só que é meio sádico, pega um policial e bate nele, arranca a orelha, credo. o policial disfarçado mata ele baleado quando ninguém mais da gangue tá no armazém onde estão. no fim ele conta pro mais colega dele que é policial, e não dá pra saber se o cara atira nele ou são os policiais que chegaram no lugar que atiram no cara. ok, esperado do diretor, nada de mais não. umas histórias.
dear white people S03 (2019)
meio parada essa temporada. umas coisas de humorzinho, uma pequena grande história, mas nada de mais. reggie fascinado por um professor que volta pra faculdade e tá desenvolvendo um app pra motivar a fazer coisas, e acaba ajudando ele a sair do estado depressivo. ficam sabendo que muffy amiga de coco foi abusada por ele, e leva um tempo até reggie aceitar, acreditar e tal. questão dela ser branca e ter sido ruinzinha pra coco, dúvidas, mas é coisa séria né. moses (o professor) é parte da ordem lá que sam e lionel descobrem, mas de um subgrupo que usa poder pra fazer coisas ruins. sam meio sem rumo não sabendo o que fazer de tcc, gravando documentário inspirada numa diretora que ela gosta, mas muda a perspectiva depois de encontrá-la e levar uns comentários ácidos. família de gabe sem dinheiro e ele assinalando "native american" pra concorrer a uma bolsa, vergonha alheíssima quando anunciam vencedores numa cerimônia dizendo que todos eram minoria, e só ele lá de branco aproveitador (3% do dna é nativo americano). brooke experimentando lesbiandade com a colega de quarto de coco, magoando ela. lionel escrevendo uns contos eróticos gays secretamente e fazendo sucesso. bem mais trejeitos de gay ele. começa a namorar um cara que tem aids. troy se junta com abigail quando saem da pastiche pra fazer uma revista nova.
stranger things S03 (2019)
rússia envolvida nas coisas, época de guerra fria né. tem um shopping na cidade e embaixo dele uma base russa secreta, onde tão com uma máquina de raio poderosa tentando abrir o portal entre o mundo real e o invertido (por quê? ninguém fala sobre os motivos. talvez só poder mesmo, essas coisas de corrida armamentista). quem descobre é dustin, que voltou de um acampamento de ciências com uma torre de rádio pra falar com a namoradinha de outro estado (quando finalmente se falam e ele pede uma constante de física lá eles tem que cantar neverending story primeiro, meu deus). ele intercepta uma mensagem, que mostra pra steve, e quem decifra é a menina que trabalha com ele na sorveteria, robin (que é lésbica). usam a irmã menor de lucas (muito bom como ela fala) pra entrarem no depósito de entregas. como sempre tem outros grupos de pessoas sabendo de coisas diferentes e que não conversam entre si – nancy e jonathan investigando ratos comendo fertilizantes; joyce com os ímãs que não ficam mais pregados na geladeira; hopper sabendo de compras das propriedades em volta da usina sendo encobertas pelo prefeito idiota. hopper e joyce acabam sequestrando um russo cientista, fugindo de um cara pesadão malvado, e ficam sabendo da máquina pra abrir o portal depois que encontram aquele cara da primeira (?) temporada com quem nancy e jonathan falam e tal... que fala russo. ah, tem a questão do irmão de max também; ele é infectado pelo "mind flayer" e fica tomando pessoas pra serem parte do exército dele. na real elas explodem e a carne vira o corpo do bicho, nojentíssimo, mas billy continua sendo usado como a cabeça de tudo. o bicho quase mata eleven, que perde os poderes, e as crianças usam fogos de artifício pra segurar ele. bonito as explosões dentro do shopping. billy é morto brutalmente e tudo acaba quando joyce destrói a máquina, sacrificando hopper que ficou do lado errado. palavras bonitas de hopper num discurso que tinha feito pra falar com el e mike (namorados...), el lendo depois de tudo. ela se aproximo de max, que tá toda feministona criticando garotos, apesar de namorar lucas. will chateado que os amigos não ligam mais pras mesmas coisas. termina mostrando um daqueles demogorguinhos na rússia, numa jaula com um prisioneiro, num lugar que parece ter um americano (quem será?). podia acabar aí e deixar os personagens em paz, tanto trauma pros coitado já né. joyce e a família, com el, se mudam de hawkings.
la tortue rouge (2016)
um homem caído no mar no meio de uma tempestade. acorda numa ilha deserta, só com a roupa do corpo. tenta construir jangadas mas num certo ponto elas se desmancham, algo dando tranco mas não consegue ver, até que aparece uma tartaruga vermelha. ela que quebra tudo e não deixa ele partir. ele fica com raiva e quando ela vai à praia bate nela com um pau, vira ela de ponta cabeça e na manhã seguinte ela tá morta. se arrepende e tenta reanimá-la, sem sucesso, até que o casco quebra e ela vira uma mulher ruiva. ele faz um negocinho pra fazer sombra nela, dá água e protege, até que ela acorda. dá a camisona dele pra ela, a vê levando o casco pro mar. viram um casal e logo já tem um filhinho. numa vez que cai num buraco com saída estreitíssima, onde o homem já tinha caído quando era sozinho, consegue nadar de boa rapidinho. ele cresce e é bem próximo das tartarugas do mar. vem um tsunami e destrói a ilha toda, ele consegue se sair melhor e procura os pais, tartarugas ajudando pra resgatar o pai da água. passa um tempo e o filho parece querer partir, se despede dos pais e vai embora com as tartarugas. o casal fica velhinho, o homem morre dormindo e a mulher volta a ser bicho. muito bonito o desenho, as cores e músicas, e massa não ter falas. sirizinhos figurantes ótimos também, engraçadinhos.
cachalote (daniel galera & rafael coutinho)
começa com uma velha grávida que só aparece de novo nas últimas páginas. ela nada numa piscina onde tem uma baleia cachalote. várias histórias se seguem, sem conexão, todas com algum elemento meio surreal, onírico. tem um astro chinês no brasil, todo destrambelhado e bebum, que leva culpa pelo suicídio de um colega; um cara mimado grosso que tinha um caso com a tia, sendo que era o tio que o dava dinheiro; um homem que trabalha numa loja de materiais de construção que gosta de bdsm e começa a namorar uma mulher que trinca com a força; um escritor deprimido que encontra a ex-mulher pra ver a filhinha; um escultor arrogante que é chamado pra atuar num filme em que o personagem é ele mesmo. confuso, não dá pra saber com certeza o que acontece, mas interessante os assuntos e possíveis projeções de cada um. o traço faz todos parecerem velhos e feios, massa também. umas posições boas.
pride and prejudice (2005)
quantas mil vezes eu assisti esse filme? vi de novo porque talita leu o livro. sei de tudo que acontece, as músicas, as falas. gosto assim nem sei por quê. crush em keira knightley. agonia dos pelo de darcy aparecendo na cena do "i love, i love, i love you" (sei recitar). meio ruim que kitty e lydia só fazem rir também. li um texto legal falando de mary esses dias. não lembrava, mas umas coisas são combinadas em um acontecimento só, etc, bom até. bingley engraçado, jane plena. a mãe delas me lembra minha avó na aparência e trejeitos.
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