sábado, 27 de fevereiro de 2021

lidos (3) em fevereiro

breaking dawn (stephenie meyer)

sabe que eu gostei mais da parte de jacob? a ironia e humor dele caíram bem, bella é chatinha narrando mesmo. os títulos dos capítulos eram o melhor. não lembrava nem um pouco de nahuel no final! e a cena da batalha na visão de alice só podia ser coisa do filme mesmo, nunca tem ação real nessa merda. e o super autocontrole de bella, que improvável... tinha que ser com ela, né, claro. o escudo era bem óbvio pelo jeito, massa a possibilidade de expandir. e o poder de alec que nunca foi mencionado sendo que é o mais cartada final de todos??? dá aquela sensação de que a autora foi fazendo as coisas de última hora, do jeito que precisava que fosse. muito bom o discurso de garrett no final! coragem, hein, meu filho. e o "i’ll follow you anywhere, woman" kkk. os poderes de avatar de benjamin não fazem sentido nenhum, né... e como diabos uma pessoa manifestaria sinais de uma habilidade dessas enquanto humana? a descrição de siobhan só me fez pensar na lady dimitrescu (esse nome é engraçado, né) do novo resident evil, corpulenta e com uma puta presença. me pergunto se esses vampiros não atrapalhariam a fauna com essas grandes caças deles.não gosto de como bella imediatamente é tomada por um sentimento maternal quando percebe que tá grávida, dessa fala dela de não saber que queria/gostava de algo até fazer; muita cara de coisa mórmon sendo enfiada na história. e ah, sim, por causa de renesmee que bella ficava tão feliz recebendo jacob, ótimo motivo! tudo errado esse negócio de imprinting e romance, viu. mas a parte de leah escolher ficar na alcateia de jacob e oferecer apoio achei sensível. gosto dela. seth também, queridinho, até engraçado às vezes. cruel mesmo a falta de infantilidade/infância de renesmee. risos do fandom chamando ela de "resume" heuhe. massa jacob sendo mais amigável com edward e os vampiros, também; o respeito por carlisle... não lembrava tanto de j. jenks também. ah, bem merda bella chamando a língua indígena de kaure (que edward magicamente sabe falar) de "alien tongue", aff. e a coisa de recorrer ao espanhol pra entender português, "espero que jacob tenha ao menos estudado espanhol na escola" pensando na possível fuga pro brasil -.- aiai. fazia muito tempo que não lia um livro tão grosso. fim dessa releitura de conforto que nem valeu tanto a pena... vi um vídeo sobre ler livros "neutros", que a gente já leu e conhece a história, como uma maneira de nos sentirmos seguros durante esse período de instabilidade bizarro em que o mundo tá, e faz total sentido. mas da próxima vou escolher melhor, viu.

viagem em volta de uma ervilha (sofia nestrovski & deborah salles)

ah, que gostosinho de ler! acompanhava sofia nestrovski e deborah salles no instagram por um tempo antes delas lançarem essa hq juntas, vi vários stories da gata de sofia e tal, dela com o braço engessado (!), das montanhas de livros no apartamento, de sofia fazendo kung fu... queria esse quadrinho mas empurrei pra analuísa na festa do livro da usp porque não tava podendo gastar (que bom que ela pode hehe); tinha mostrado pra ela por causa da gata chamar ervilha. pituca, pipoca, princesa ervilha – ela cita o poema de t.s. elliot que eu gosto, the naming of cats :) vi um vídeo delas no papo zine e parece que elas se tornaram amigas fazendo esse livro, muito massa terem se achado assim porque parecem conversar muito bem uma com a outra. sofia escreve bem mesmo, aliás; deborah fala do talento dela em não deixar as coisas pedantes falando de literatura, filtrar a bagagem e ser precisa. verdade. hamlet, irmãs brontë, harry potter, wordsworth... que levada a gatinha! muito bom o preto e o pink. trechos bonitos ou de destaque:

anna karenina (leo tolstoy)

ouvi inteiro com o audible! único livro que consegui ler no mês de amostra grátis. narrado pela irmã do ator de donnie darko, maggie gyllenhaal. voice acting-wise gostei de perceber as sutilezas de mudança na voz, às vezes macia e suave, transbordando sentimento, às vezes cortante e estrondosa... gostaria de fazer algo assim :) mais de 30 horas mas cheguei a colocar na velocidade 1.8 durante um bom tempo; comecei a entender por que tem gente que acelera tanto, mas ainda não vejo como é possível seguir absorvendo bem de 2 pra cima. da primeira vez que comecei esse livro li um bom tanto, e sinceramente não senti que perdi muita coisa, viu. é que vi o filme e sabia o final por causa de a insustentável leveza do ser, né... não lembrava detalhes, mas que droga a questão de anna e vronsky ficarem mal vivendo juntos, esse negócio de anna achar que vronsky parou de amá-la, a estranheza com a filha dele... aliás, estranho não saber bem como se escreve os nomes dos personagens, já que não tô lendo com os olhos, hehe. stepan arkadyevich, por exemplo, fiquei um bom tempo imaginando stepaniard, por algum motivo. o jeito que levin se reaproxima de kitty e pede a mão dela de novo foi bem parecido com o filme, e é massa porque essa é minha cena favorita lá; eles passam a noite inteira juntos, conversando, e antes de irem embora se comunicam com giz e uma lousa, escrevendo as iniciais das palavras. bem mais complicado de decifrar, o tamanho das frases que fazem, mas tão tão sintonizados que entendem tudo. "oh, so it's not time to die yet?" e levin bobo de amor sentindo que podia voar :) mas pô, as picuinhas de vida de casado, viu, até eles. muita falação de política e sentido da vida, tô de boa. não sinto que prestei tanta atenção quanto seria uma leitura normal, mas não me importei (eclipse foi obviamente mais tranquilo).

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