sexta-feira, 31 de janeiro de 2020

lidos (4) e assistidos (19) em janeiro

ant-man (2015)
um cara com mestrado em engenharia elétrica saindo da prisão depois de 3 anos. tinha assaltado uma grande companhia e dado o dinheiro a gente que merecia, algo assim. tem uma filha pequena mas a mãe não deixa ele a visitar, porque não tem casa, nem emprego, nem nada. então ele topa fazer outro roubo com uns amigos bestas dele, e no cofre só tem uma roupa de herói, que ele descobre ser capaz de encolher quem veste até o tamanho de uma formiga. acaba que o dono é um velho cientista que queria que ele roubasse o negócio, na verdade, pra juntos recuperarem um outro traje que o protegido dele tinha desenvolvido na empresa que era dele antes, mas o cara assumiu. o velho tem uma filha, hope, que treina o ladrão (scott) pra ser o homem-formiga. o velho já usava o traje no passado, e a esposa usava outro, a "vespa"; no final ele dá um protótipo que tá melhorando pra filha (a esposa supostamente – digo isso porque o outro filme dele chama homem-formiga e a vespa – morreu porque "went subatomic"; scott faz isso mas consegue voltar por causa de algo que alterou no negócio que ativa o encolhimento). falcão aparece naquele depósito dos vingadores em que termina o último filme; luta contra homem-formiga enquanto ele rouba um negócio que era do stark pai. trenzinho de brinquedo (thomas e seus amigos) e formiga (virou cachorrinho da filha) aumentados de tamanho; formiga voadora (anthony) atingida pelo tiro do cara mau; desafio de encolher, mergulhar pelo buraco da porta e voltar ao normal; amigo luís bestão engraçado; sokovia mencionada. não foi tão ruim quanto talita tinha dito que seria; nem ela achou (segunda vez que viu). comparado àquele hulk de 2008...

captain america: civil war (2016)
gente criticando os vingadores, falando de destruição e morte, aquela coisa de sempre. as nações unidas fazem um tal de "acordo de sokovia" pra assinarem, tornando os vingadores uma iniciativa pública/mundial e não privada. capitão américa é contra e junta uma galera pra resgatar bucky, que foi preso suspeito de atacar o prédio das nações unidas na hora que iam fazer o acordo. o rei de wakanda morre nisso e o filho veste o manto de pantera negra pra se vingar e matar bucky, mas é armação de um cara aleatório que perdeu a família toda no incidente de sokovia e tem o objetivo de destruir os vingadores por dentro com esses desacordos. fica capitão américa, bucky, falcão, homem-formiga, gavião arqueiro e wanda (a menina da telecinese) de um lado e homem de ferro, o amigo dele lá, visão, homem-aranha (!!!) e pantera negra do outro. viúva negra tá com tony, mas no final ajuda steve a fugir. a questão é que tem mais soldados invernais e o cara aleatório tá indo atrás de onde eles tão congelados. bucky diz que são muito potentes e poderiam derrubar um país antes que alguém percebesse. homem de ferro fica sabendo por friday (a nova jarvis) que não foi bucky que fez o atentado, que teve toda uma armação (o cara interrogou ele quando preso também, e reativou o negócio dele fazer o que mandam só pra bucky ficar mal visto de novo), e vai atrás do lugar dos outros soldados invernais também. acaba que tudo o que o cara queria era fazer um ficar contra o outro e ver eles se matando – ele mostra uma filmagem de câmera antiga onde bucky mata os pais de tony, que começa a lutar com ele, que é protegido por capitão américa. fazer um ficar contra o outro e ver eles se matando. termina com steve indo tirar o time dele da prisão subaquática cuiuda. não esperava homem-aranha já aqui, muito menos pantera negra! massa. ah, ele leva bucky pra wakanda e botam ele pra congelar de novo, com bucky querendo e steve junto.

doctor strange (2016)
bem melhor do que eu esperava. não esperava nada, na verdade, mas também não sabia praticamente nada sobre, só que o personagem seria aquele ator feio que dubla smaug no hobbit. ele é um doutor mesmo, neurocirurgião, e só pega casos que o interessam e que ele tem certeza de que vai conseguir resolver e levar fama por eles. sofre um acidente de carro e arruina as mãos; vai atrás de um homem que se curou de uma paralisia severa e descobre um lugar no nepal chamado kamar-taj. lá tilda swinton é "the ancient one", uma feiticeira poderosa que mostra a ele a dimensão astral, que possibilita ao espírito fazer coisas que o corpo não imagina. muito bom quando ela joga ele no multiverso; esse filme é muito obra de arte, loucura de repetições e padrões e prédios e vidros. ele começa a estudar e ser ensinado nisso tudo e vai avançando rápido, olhando feitiços proibidos, e tem um tal de kaecilius (ator feio de hannibal) que quer invocar dormammu, uma entidade de antes do tempo que quer devorar a terra (de novo isso). kaecilius joga na cara de strange, que luta com ele por acaso, que a anciã tira poder da dimensão negra (onde dormammu vive e de onde feitiços são proibidos) pra viver eternamente, e que com dormammu todos vão ter isso. quando tá morrendo ela diz que fazia isso não gostando, mas pra continuar protegendo a terra. strange usa um feitiço de tempo pra desfazer a destruição de um lugar atacado pelos caras de kaecilius (cena bem massa, de tudo voltando pra trás e umas pessoas não, lutando) e faz uma barganha com dormammu pra salvar tudo. mas mestre mordo, que lutou com ele e foi aprendiz da anciã, não concorda com a violação das leis da natureza que strange fez pra resolver as coisas, e sai desse caminho. próximo vilão à vista. enfim, bonito de assistir, interessante a história e os poderes, inesperadíssimo que no fim o bibliotecário fala na maior naturalidade que a joia no artefato que possibilita mexer com o tempo é uma joia do infinito. cena pós-créditos de strange falando com thor.

guardians of the galaxy vol. 2 (2017)
começa com eles matando um bichão num tal de país dos soberanos (sovereign). era pra fazer só isso que receberiam a irmã azul de gamora em troca, mas rocket rouba umas baterias, então vão atrás deles. eles fogem e a nave fica toda destruída, mas conseguem porque receberam ajuda de um carinha, que aparece onde eles caíram e diz ser o pai de peter. ele é convidado pro planeta de ego (o nome do pai), onde ele mostra que é um celestial, tipo um deus, e que criou a si mesmo e tudo aquilo. mostra a peter que ele tem poder de criação também, enquanto a luz daquele planeta existir. ego tem uma menina com ele, mantis, que parece servir principalmente pra ajudá-lo a dormir; ela tem antenas e é toda ingênuazinha, e faz amizade com drax. engraçado. ela conta pra ele que ego tem planos malignos, e gamora e a irmã (lutando) descobrem um bocado de esqueletos numas cavernas perto do "coração" do planeta. no fim o que ele quer é fazer todo o universo ser ele, disse que plantou um pedaço de si mesmo em tudo quanto é planeta, que testou ter filhos com tudo quanto é criatura, mas que só peter tinha sido capaz de manipular o poder como ele. enfim, lutam, yondu que criou peter ajuda porque os saqueadores dele se rebelaram e ele acaba se juntando a rocket e groot... morre no final, o verdadeiro pai de peter, que não o entregou de volta a ego quando o abduziu da terra justamente porque sabia o quão ruim o cara era. groot adolescente nos pós-créditos; engraçado ele fazendo tudo errado no começo como bebezinho.

spider-man: homecoming (2017)
peter gravando vídeo de happy e tudo envolvendo stark e a participação dele na luta contra capitão américa. fica cancelando planos e saindo de matérias pra ficar livre caso stark chame ele de novo, mas nada acontece. acaba vendo uns caras usando armas alienígenas modificadas e tenta fazer algo por conta própria, até um velho com asonas de máquina aparecer e jogar ele no rio. homem de ferro tira ele de lá remotamente e dá uma bronca, mas peter vai pra uma olimpíada do colégio só porque é perto do covil dos caras. o amigo ned tá com um negocinho roxo que arrancaram de uma arma que deixaram cair, e peter descobre que é uma bomba enquanto tá preso no negócio de contenção de danos ou sei lá do governo (porque deu errado o confronto dele com os criminosos). o traje dele é tipo o do homem de ferro, com um bocado de funções e combinações de teias e uma "moça" falando com ele (ned desbloqueou o protocolo "training wheels"). ned passa num detector de metais pra ver o monumento a washington (obelisco) e ativa a bomba, que explode enquanto tão no elevador; homem-aranha salva nos últimos segundos. de volta a nova york ele ainda tenta pegar os caras porque sabia que iam fazer uma venda numa balsa, e acaba dividindo o barco todo no meio e dando prejuízo; nessa homem de ferro aparece e pega o traje de volta, cancela o "estágio" dele e etc. ele fica triste, mas passa um tempão concentrado na escola e calmo. até descobrir que o pai da menina que ele gosta e chamou pro baile é o velho das asas. parece que no começo era só peter que tava muito tenso, mas conforme a menina fala dele sumir em washington, na festa dela e blá blá o cara se toca de que ele é o homem-aranha, ameaça ele e tudo. claro que peter abandona o baile pra ir atrás dele; salva as coisas da mudança de stark (amarra o vilão junto com um recadinho) mas o avião se destrói todo (ele fica todo quebrado também). com essa tony oferece um traje melhor ainda e o convida pra ser parte dos vingadores, mas peter recusa bem maduramente. massa! segunda vez que eu vi, mas não tem como não gostar de homem-aranha (só aquele chato que é ruim). engraçadinho e jovem, "mj" sendo a menina toda foda-se protestos inteligente. até o vilão faz sentido, o discurso sobre a galera poderosona (stark) ter tudo e o resto ficar só com as sobras. as coisas alienígenas loucas dos combates todos sendo roubadas por criminosos também é outra resposta.

thor: ragnarok (2017)
véi, que merda foi essa ahsuhu. parece que até quem faz os filmes tava cansado das mesmas coisas e fez um filme totalmente nonsense guia do mochileiro das galáxias pra trazer thor de volta e mostrar onde hulk (!) foi parar. odin morto, thor e loki jogados num planeta com um buraco de minhoca chamado de "ânus do diabo" (...), um tal de grande mestre que coleciona gladiadores (hulk sendo o grande campeão dele), uma valquíria de asgard alcólatra trabalhando como catadora de lixo. loki assistindo tudo como amiguinho do mestre, traumatizado com hulk kkk. thor sem mjölnir porque hela, primogênita de odin e deusa da morte, destruiu. mas como stark diz pra peter parker, se ele não é nada sem o martelo não deveria usar o martelo; bom quando ele invoca raios e trovões e fica com os olhos brilhando. corte de cabelo novo. banner volta depois de 2 anos como hulk, coitado; muito bom ele caindo de cara na bifrost achando que ia se transformar pra lutar contra fenris. hela é cate blanchett, af, fica passando a mão no cabelo pra virar um negócio feio toda hora. poderosona, tem que matar todo mundo mesmo. no final causam o ragnarok de propósito, pro bichão de fogo acabar com asgard e matar ela. "asgard não é um lugar, é um povo", e thor levando a galera toda pelo universo pra terra (mas no final encontra uma nave gigantesca que não mostra de quem é; será que thanos já? guardiões?). terminou com natalie portman, como assim, e já tá meio de paquera com a valquíria. o gladiador de pedra haush, muito bom como fala, "hey bro". no começo teve doctor strange mostrando onde odin tava, só isso. fico só pensando no quão deturpada ficou a mitologia, mas claro que iam fazer isso né. heimdall juntou as pessoas pra fugir.

black panther (2018)
t'challa virando rei de wakanda com a morte do pai em viena. parece ser par romântico com lupita nyong'o. a cerimônia de coroação remove os poderes de pantera negra pra dar a possibilidade de alguém lutar pelo trono, e um cara da tribo das montanhas (única das 5 tribos da região que não se juntou pra formar wakanda) o desafia, mas perde. a irmã mais nova de t'challa é a inventora, cheia de tecnologia, mas estranho ser só uma pessoa levando isso à frente. notícias de que aquele klaue que roubou vibranium e lutou contra os vingadores em ultron foi visto não sei onde, e planejam uma missão pra capturá-lo, dizendo que ele ainda viver era um dos maiores arrependimentos do pai. mas uns parceiros dele o recuperam, só pra um deles matar ele e o resto falando que queria ir pra wakanda. ele revela a tatuagem dentro do lábio e escarificações pra cada pessoa que ele matou – t'challa descobre que ele é seu primo, filho do irmão do rei anterior, que foi morto por ele porque traiu wakanda. abandonaram a criança mas ele cresceu querendo ir pra lá, com muita raiva deles terem abandonado os irmãos pelo mundo, que sofrem e morrem todos os dias. quando ele chega em wakanda desafia t'challa e o vence, se tornando um rei muito louco que manda até queimarem a flor que dá o poder de pantera negra depois de tomar (porque era pros próximos reis, e parece que ele não quer que haja mais depois dele). o que ele quer é revelar ao mundo sobre o país, a tecnologia e desenvolvimento que têm, ajudar as pessoas, mas tudo começando com revoluções com a intenção de matar os brancos no poder. t'challa tá vivo salvo pela tribo das montanhas, e junto com lupita e a irmã recuperam tudo. até bilbo ajuda pilotando uma nave pra impedir que saiam com as coisas de vibranium. no fim t'challa compra o prédio onde o tio morreu e uns ao lado pra fazer um centro de apoio internacional, e depois tá na onu falando que vão compartilhar suas coisas com o mundo. massa esse conflito necessário pra esse passo, e muito triste, também. muito bonito tudo, quero até ver de novo pra prestar atenção nos detalhes de wakanda. massa as pessoas falando em xhosa, as crenças e tudo. poder demais.

call me by your name (2017)
não conseguimos botar vingadores na tv de fábio e vimos esse que tava passando num canal. aqueles filmes que eu sei que é interessante e quero ver mas não vou atrás logo. itália no verão, muitas piscinas e rios, pêssegos e damascos colhidos na hora, todo mundo de roupa pouca e descalço. elio tem 17 anos e os pais são acadêmicos, professores de antropologia, parece, e recebem o americano oliver pra orientar. no começo ele é bem arrogante e prepotente, e fica meio que numa disputa com elio (ficam com meninas e se exibem um pro outro). a mãe lê um romance francês do século xvi pra elio e o pai e é sobre um jovem apaixonado por uma moça, que se sente tão humilde e embasbacado que não consegue falar sobre seus sentimentos. "é melhor falar ou morrer?", e ela diz pra falar, mas tá em guarda, com receio, e ele não fala. isso e outras coisas (o pai falando sobre estátuas, uma sensualidade que desafia a desejá-las) que são metáforas pro que tá acontecendo entre elio e oliver. músicas de piano como orgulho e preconceito. elio fala bem, direto, oliver mesmo comenta isso. diz que sabe sobre muitas coisas mas não sobre as que importam. nadam juntos, se beijam, elio todo animadinho e saltitante. encontro pra transar à meia-noite. e os quartos, doideira, conjugados com um banheiro no meio, por onde elio tem que passar pra sair (deu o quarto dele pra oliver). "me chame pelo seu nome e eu te chamo pelo meu", diz oliver, que vira elio. masturbação com pêssego e oliver comendo, choro de elio. não quer mais que ele vá embora. oliver viaja pra bérgamo e mandam elio junto, e se divertem lá nas montanhas e ruas de pedra. despedida na estação de trem e elio chorando no carro da mãe de volta pra casa. conversa inesperada com o pai, que diz que foi muito especial o que os dois tiveram, a amizade que foi mais que amizade. que ele teve sorte em encontrar isso, e que o pai nunca realmente teve o mesmo. bonito, muito puro, sei lá. chorei nessa fala do pai. no fim já tão na casa normal, porque aquela era onde passavam o verão, e oliver conta que vai se casar na primavera, mas que se lembra de tudo, "oliver"... marzia paquerinha do começo abraçando no fim, amiga. inglês, italiano, francês e alemão falado. brasileiro na produção.

disobedience (2017)
ronit é uma fotógrafa que vive em nova york. ela é avisada por um rabino no telefone que o pai, também rabino, morreu. viaja pra cidade natal e ninguém tá esperando ela, ninguém nem contou que o pai tava doente de pneumonia. o cara que foi amigo de infância diz pra ela ficar hospedada na casa dele, e a esposa que ela não sabia quem era acaba sendo a outra amiga de infância, com quem ela teve coisas e que culminou na expulsão de ronit da comunidade judia. esti (a esposa/amiga) usa uma peruca, ronit faz piada botando uma da loja do tio e dizendo que virou "prum"; nunca tinha visto nada sobre isso, parece que mulheres casadas têm que cobrir o cabelo pra preservar sua beleza pro marido ou algo assim. bem ortodoxo, no caso; todos lá são. esti beija ronit quando vão na casa do pai que morreu pra pegar qualquer coisa que ela acha que deva, e ficam que nem adolescentes passeando e se beijando por onde faziam quando eram jovens. mas oto rabino vê e conta pro marido e pra diretora da escola que esti trabalha, que parece ser judia, só pra meninas. ela confessa que sempre quis isso, que nunca parou de desejar mulheres. conflito, ela não fazendo as coisas, ronit decidida a ir embora antes da última coisa que fazem depois que alguém morre, sete dias depois (hesped). chegaram a alugar um quarto de hotel pra ficarem juntas; cuspida na boca inesperada. pior ainda quando esti descobre que tá grávida – pede sua liberdade ao marido, que não dá de imediato, mas no hesped faz um discurso não planejado relembrando as últimas palavras do rabino (que morreu durante um culto), sobre ser livre pra escolher, e diz que "você é livre". abraço dos três do lado de fora. ronit vai embora sozinha, mas diz que ama esti e pra ela avisar quando tiver se reinstalado quando esti corre pra beijá-la no táxi. filme sofrido, tudo escuro, luto e tristezas, intolerância religiosa, religião demais. não gosto muito dessas atrizes.

avengers: infinity war (2018)
nave de thor atacada, todo mundo morto e até loki, aparentemente, thanos na loucura de ter todas as joias do infinito pra restaurar o equilíbrio pro universo matando metade da população dele, aleatória e imparcialmente, pra que tudo seja possível e os recursos finitos não se consumam. um vilão lógico até, quase vegano. thor se bate com os guardiões, peter fica imitando ele porque quer se exibir e tem ciúmes de gamora, thor sai numa navezinha com rocket e groot pra ir fazer um novo martelo pra destruir thanos (que convencido). lá o anão de game of thrones é um anão gigante, sozinho no planeta porque thanos já passou por lá e fez ele fazer a "luva" que segura todas as joias dele, e matou geral. faz um machado capaz de invocar a bifrost e com isso ele aparece na terra, em wakanda, onde capitão américa com cara de nicolas cage e o resto da galera tá lutando contra alienígenas. que mistura doida. enquanto isso homem de ferro, homem-aranha e doutor estranho lutam diretamente com thanos, num plano que peter quill estraga sendo idiota (soube por nebula que ele matou gamora pra ter a joia da alma, que tava sendo guardada pelo caveira vermelha, véi. por quê. como). na terra thanos derrota os poucos que cruzam o caminho dele e pega a joia da mente porque usa a do tempo (que doutor estranho deu pra ele no último momento) pra refazer visão e arrancar da testa do coitado. ele tava tendo um romancezinho com wanda muito desnecessário. estalar de dedos com o indicador que faz metade da população ir embora em cinzas, incluindo muitos vingadores, pantera negra, groot, homem-aranha, agente hill, nick fury. o último momento é ele chamando alguém, aparentemente capitã marvel, mas sei lá o que ela tem pra oferecer nessa. e acaba assim, finalmente aquilo que talita e eu conversamos sobre um vilão conseguindo fazer o que quer e a gente vendo o depois. mas certeza que vão usar a joia do tempo pra consertar tudo no ultimato.

ant-man and the wasp (2018)
meu deus, que bosta. scott em prisão domiciliar depois de ajudar capitão américa. como que só ele recebe essas coisas, fica preso toda hora?... não é grande o suficiente pra fugir, provavelmente. sonha com a mãe de hope brincando com ela de esconde-esconde (ela criança) e contata pym, que construiu um túnel subatômico pra ir buscar a esposa. precisa das coordenadas de onde ela tá, o que acham que tá no subconsciente de scott. um vilão besta, cara rico que quer as coisas de pym, e uma tal de fantasma, que é um mulher vivendo entre fases por causa de um acidente com outro túnel subatômico. quando a mulher de pym volta ela é curada por um poder mentiroso que a mulher adquiriu no reino subatômico. coiseirada de defeito do traje de scott, ficou gigantão algumas vezes, cansado por isso, sei lá. o amigo besta ajudando em certas coisas, tentando ter uma empresa de segurança. nada de mais, enrolado, sem graça, mentiroso. no final ele tá indo pro reino subatômico pra pegar átomos de cura, mas não volta porque pym e os outros se pulverizaram por causa de thanos.

captain marvel (2019)
uma tal de vers treinando com um cara que diz pra ela controlar suas emoções pra dominar seu poder. ela dispara prótons pelos punhos, como um canhão. eles são kree, igual aquele ronan de guardiões da galáxia, e partem numa missão pra recuperar um espião deles. mas era uma emboscada de uns bichos verdes de uma raça chamada skrull, que capturam vers e acessam suas memórias em busca de uma informação que querem, relacionada a uma tal de dra. lawson. mas vers não lembra quem foi essa pessoa, apesar de ser quem aparece quando ela fala com a inteligência artificial dos kree, que toma a forma de quem a pessoa mais admira. ela foge e cai na terra, onde uns skrulls a perseguem também, e ela topa com a s.h.i.e.l.d. – nick fury com dois olhos e cabelo junto com aquele que sempre aparecia e morreu com loki, mas novato aqui. 1995 isso. ela fala que os skrulls são metamorfos e tão infiltrados, fury acredita quando mata um que entrou no carro com ele disfarçado de novato, e vai atrás dela pra ajudar. a tal de lawson tá ligada com uma coisa de aviação chamada pegasus, e lá vêem uns arquivos falando que ela morreu num acidente quando testava uma nave, junto com carol danvers, a pilota – que é vers. parece que lawson tinha um motor experimental de velocidade da luz, sei lá. vão atrás da última pessoa que as viu vivas, maria rambeau, que era a melhor amiga de carol. o líder skrull aparece mas explica o que quer, que são as coordenadas que lawson diz na gravação da caixa preta da aeronave. eles ouvem e carol descobre como obteve o poder que tem, e que o cara que a treinava era na verdade inimigo de lawson – ela também era kree, mas trabalhava no motor dela pra terminar as guerras, porque o povo kree tava fanático e matando gente inocente, igual o que a gente já sabe de ronan mesmo. então carol, fury, maria e o skrull se juntam e vão pra base de lawson, que orbita a terra, onde a família do skrull tá refugiada e onde a fonte do motor (o tesseract...) tá. mas os krees ruins chegam e capturam carol, que libera seu poder por completo enfrentando a inteligência artificial, derrota os caras ruins e espanta ronan. muito massa o moicano de quando ela tá com o capuz todo! e gosto de gente com olho branco de luz. bem apelona ela, dá pra ver que vai enfrentar thanos facilmente. no final ela aparece pro resto dos vingadores, que mantiveram o pager de fury chamando ela. ah, fury perdeu o olho porque o "gato" que acham em pegasus arranhou – nera gato, era algum alien diferente doido com uns tentáculos na boca que come o tesseract e regurgita na mesa de fury mais tarde. personagem legal, humorzinho bom, potencial lésbico, look show (o moicano). mas não sei onde ela tava esse tempo todo, né.

avengers: endgame (2019)
vinte dias passam e tony stark tá magro e fraco, gravando última mensagem pra pepper, dizendo que na manhã seguinte o oxigênio acaba. capitã marvel acha a nave que ele tá com nebula e rocket e traz eles pra terra, e tony dá uma de "eu avisei" pros outros. cinco anos passam e capitão américa tá fazendo terapia em grupo, tony mora no campo e tem uma filhinha com pepper, gavião arqueiro tá sendo kira e matando criminosos por aí. homem-formiga volta do reino subatômico dizendo que só passou 5 minutos lá, e bota pilha nos outros que viagem no tempo pode ser a solução pro desastre que aconteceu. bruce tá sendo hulk full-time, mas totalmente consciente, e faz uma máquina ruim que traz scott criança, idoso e bebê até voltar ao normal. tony consegue fazer um esquema super rápido e se reúne com os outros (antes tinha recusado fazer parte), e cada um tem um frasquinho da partícula pym pra ir e outro pra voltar. se dividem pra cada grupo ficar responsável por uma joia do infinito, mas claro que dá uns problemas no meio do caminho. nebula que tá junto com rhodes é detectada por si mesma do passado, e thanos vê que no futuro consegue fazer tudo e é "inevitável", e trocam as nebulas que voltam pro presente. natasha morre pra clint levar a joia da alma. loki preso recém-pós-ny pega o tesseract e tony e steve voltam pra mais antes ainda pra recuperarem (tony encontra e conversa com o próprio pai; steve pega mais partículas pym pra outras viagens). thor gordo e de cabelo comprido, véi, encontra com a mãe, feiticeira, que entende tudo o que tá acontecendo e dá conselho pra ele. enfim, no fim todos voltam e tony faz uma "luva" de thanos versão homem de ferro e hulk estala os dedos pra consertar tudo. dá certo, mas na mesma hora thanos destrói toda a sede dos vingadores com a nave dele. homem de ferro, thor e capitão américa lutam contra ele, steve usando o mjölnir que thor pegou de asgard e ele usando stormbreaker (o machado novo que fez); nebula do presente se une a gamora do passado pra impedir nebula do passado de devolver as joias pra thanos. quase tudo por água abaixo quando steve recebe uma mensagem de sam (falcão) dizendo que tão chegando, e puf, mil portais dos magos trazendo gente de tudo quanto é lugar, todos os que morreram no estalo de dedos de thanos e lutavam junto. não vou negar que chega a ser emocionante. doutor estranho faz sinal de 1 chance em sei lá quantas que conseguem vencer e tony veste a luva e estala os dedos, o que o mata, mas todos os ruins se desfazem em cinzas. mesmo assim steve rogers devolve as joias pra onde pegaram (e fica pra envelhecer com carter, sei lá como), não porque o passado vai acontecer de novo mas porque elas têm que existir, parece, pra não criar ramificações caóticas (a anciã que disse). várias coisas absurdas nessa pegada de viagem no tempo, mas já cansei de esmiuçar. foi um bom final, afinal. legal ter ficado tanto tempo mostrando a vitória do vilão. ainda raiva de quill rt.

sex education season 2 (2020)
a primeira temporada foi melhor, mas vimos tudo num dia só, então foi bom também. pelo menos nessa ola assumiu a lesbiandade que a cerca. personagem mais bonita da série, toda legal e compreensiva, precisava de um upgrade, né. começou a namorar lily, a das histórias de sexo no espaço. musical de romeu e julieta adaptado por ela, loucura total, pênises e vaginas pra todo lado, músicas falando coisa do tipo "mais forte", engraçado. jackson como romeu, novo hobby enquanto recuperava a mão. botou no meio de uns pesos de academia de propósito, pra ficar livre da pressão absurda da mãe. faz amizade com viv, a melhor aluna da escola, que ajuda ele no teatro em troca dele ajudar com o menino que ela gosta. competidores naqueles quizes, maeve participa também quando volta pra escola, aprende a trabalhar em equipe. a mãe dela volta, filha bebê, diz que tá limpa há mais de um ano mas tem uma recaída de heroína (parece) e maeve denuncia pra proteger a irmãzinha. vizinhos novos dela, dois irmãos, um na cadeira de rodas por cair da árvore aos 10 anos. são travessos, na verdade, e roubam dois botijões de gás de maeve antes de se conhecerem melhor e ficarem amigos (ela e o da cadeira de rodas). ele apaga a mensagem de voz que otis manda pra ela se desculpando e dizendo que tava orgulhoso dela. otis deu uma festa absurda na casa, ficou muito bêbado, criticou ela e ola pra todo mundo ouvir, fez sexo com aquela patricinha popularzona. vão juntos comprar pílula do dia seguinte pra ela. no começo ele tava viciado em se masturbar, depois achou que tava arrasando masturbando ola mas não, depois aprendeu a fazer chuca com o aluno novo (a ser mencionado) jean mãe de otis começa a trabalhar na escola dele e as pessoas param de frequentar a clínica dele, já que a mãe não cobra nada e é melhor, ainda. menina assexual, a que interpreta julieta na peça; jean ajudou ela a se entender. namoro com jakob pai de ola acaba, jean com problemas de comprometimento e independência, beijo no pai de otis. ele leva otis e eric pra acamparem, dá tudo errado, descobrem que ele traiu a esposa, tá por lá porque não tem pra onde ir. aluno novo da frança, descolado, se interessa por eric e começam a namorar. fica meio indeciso por um tempo, porque adam volta do colégio militar (dois meninos que se beijavam botaram maconha nas coisas dele e foi expulso) e fica chamando ele de noite pra quebrar coisas e se beijarem. depois ele interrompe o musical todo pra pedir a eric (tava fazendo a trilha sonora) que segure sua mão. conflitos dele ter machucado eric por tanto tempo e por não assumir o "relacionamento" às claras. aimee assediada no ônibus, onde um cara se masturbou e gozou nela; fica com trauma depois. triste. pintos sendo o que une as meninas de castigo depois que o diretor vazou as anotações de jean. mãe de adam se separando e se redescobrindo sexualmente, amiga de jean.

us (2019)
esperava mais. ideia bem boa mas a execução e a condução da história foram ruins. a principal é lupita nyong'o mesmo, que quando criança se afastou dos pais e entrou num túnel estranho no parque de diversões, e num negócio de espelhos viu a si mesma de costas. tá passando as férias num lugar perto com o marido e o casal de filhos, e vão passar o dia na praia onde isso aconteceu. o filho vê um cara com a mão sangrando, os braços estendidos, e a mãe fica vendo coincidências em tudo, 11:11, etc. quando tá de volta na casa contando pro marido do trauma de infância a energia acaba, e percebem que tem uma família do lado de fora, de mãos dadas feito boneco de papel que recorta e fica juntinho. são pessoas iguaizinhas a eles, e invadem a casa e tentam matá-los. a mulher fala sobre uma menina que tinha uma sombra, que a sombra comia coelhos e brincava com tesouras enquanto a menina tinha tudo, que a filha nasceu rindo, que o filho gostava do fogo. coisas em comum com os normais, tipo isso do fogo e do menino se mexer feito macaco, porque o filho tenta uns truques de magia e tem uma máscara de gorila. o que dizem é que foram feitos como clones, pra controlar as pessoas de cima (os iguais vivem em túneis subterrâneos), mas quando falhou viraram qualquer coisa, deixados lá. agora todos tão tomando o lugar dos de cima. não esperava que fosse ser assim geral, pensei que ia ser só a família da principal. talvez seja só estados unidos, também, porque numa hora que a mulher pergunta quem são eles a ota responde "we are americans". roupas vermelhas, um bocadão de gente fazendo aquilo de dar as mãos que nem o coisinho de papel, atravessando o país todo. no final a principal mata a ota, todos os clones da família dela são mortos, mas parece que o que aconteceu foi que quando ela era criança elas trocaram de lugar, na verdade. sei lá. doideira, história estranha.

parasite (2019)
muito bom! filme coreano. uma família de 4 pessoas, todos desempregados, ganhando trocados montando caixas de pizza pra uma pizzaria. um universitário amigo do filho visita eles e os dá uma pedra de presente, que era do avô, dizendo que ela traz dinheiro pra quem a possui. tá indo estudar fora e pede pro amigo assumir o trabalho de tutor dele, dando aulas de inglês pra uma menina rica (que ele gostava). a irmã falsifica uns documentos e ele consegue o emprego, e logo tá de paquera com a menina também. ela tem um irmãozinho espoleta e a mãe comenta dele já ter tido professores de arte, que ele é muito expressivo nas pinturas, que vai ser artista. o cara aproveita a oportunidade pra indicar uma tal de jessica, que cursou artes e estuda psicologia e terapia da arte, pra ser a nova professora do menino. então vai a irmã dele se fingir disso e trabalhar lá, de um jeito convincente que até toca num trauma que o menininho teve. logo ela faz parecer que o motorista dos ricos tá tendo relações sexuais com mulheres drogadas no carro, e quando ele é demitido ela fala sobre um motorista que o pai tinha quando era criança, e puf, o pai ganha o emprego. por último tiram a governanta fazendo parecer que ela tá com tuberculose, que na verdade é alergia de pelo de pêssego, e a mãe assume o cargo. num dia em que os ricos saem pra acampar eles todos desfrutam da casa, comem e bebem na sala, até a ex-governanta aparecer pra alimentar o marido que mora no bunker embaixo da cozinha. nem os donos sabem que tem isso na casa; ela sabe porque antes trabalhava pro arquiteto que fez a casa, e quando o cara saiu ela aproveitou pra enfiar o marido lá. vivem assim porque têm muitas dívidas, uma péssima condição de vida e tal. ela descobre que os quatro são família e também parasitam os ricos, e nessa começa uma disputa louca entre eles, que acaba na ex-governanta morta e no marido saindo durante a festinha do menininho pra esfaquear a família parasita. eles tavam ressentidos com os ricos nesse ponto, porque antes se admiravam de serem legais, mas no dia que iam acampar choveu demais e os 4 perderam tudo, a casa alagou inteira, e os ricos falando de como foi bom ter chovido, que a grama tava bonita, decidindo fazer festa (além de terem falado do "cheiro de quem pega metrô" que o motorista tem). nessa confusão toda o pai esfaqueia o pai-rico, e se esconde no bunker, pra ser descoberto muito tempo depois pelo filho que sabia código morse (controlava umas lâmpadas de lá de baixo). no fim o menino tá sonhando com o dia em que vai ter muito dinheiro, depois de ter estudado e trabalhado, e vai comprar a casa pra família toda viver em paz. massa os assuntos, o humor peculiar, o drama.

seeds of love (eduardo amos, elisabeth prescher & ernesto pasqualin)
livrinho em inglês, daqueles de acordo com o nível de proficiência do aluno. uma sociedade do ano 3000 que é um misto de 1984 com fahrenheit 451. vivem numas coisas a milhares de metros do chão, sob ruínas do passado; lá embaixo tem "red zones" proibidas de acessar, mas claro que um menino entra e descobre uma biblioteca. leva o pequeno príncipe, lê romeu e julieta com a colega... se percebem apaixonados, protestam contra o sistema anti-sentimentos quando são julgados, mudam o mundo. wow hein. bem fraco.

a day to remember (eliana, maria clara & neuza)
mesma coisa do outro. nesse uma menina conta de quando foi ao show da banda do cantor preferido dela e ele foi pessoalmente devolver o celular que ela perdeu nas escadas do lugar. super realista. bestinha.

fire in the forest (eduardo amos, elisabeth prescher & ernesto pasqualin)
ainda esse tipo de livro. melhorzinho, sobre escoteiros ajudando a conter um incêndio na floresta. destroem o dique do castor (no glossário traduziram beaver pra esquilo...) pra apagar o fogo. cub é lobinho, não sabia esse vocabulário.

swallow valley (eduardo amos, elisabeth prescher & ernesto pasqualin)
swallow eu também desconhecia como andorinha, só sabia do verbo. nesse os alunos de uma escola protestam contra a contrução de uma fábrica de partes de computador bem no vale das andorinhas na cidadezinha deles. o professor de matemática chega a levar um tiro e morrer mas nem falam direito disso. só fazem um acordo da fábrica usar o dinheiro que gastaria com o centro comunitário que tava prometendo pra arrumar a estrada em outro canto da cidade.

gravity (2013)
já tinha assistido, com minha mãe até, mas não lembrava 100%. talita quis ver, chamou alzi (ela deu 2,5 pro filme). massa que é bem realista a passagem do tempo, como se todos os eventos acontecessem enquanto a gente tá vendo. loucura de agonia e medo de ficar solto no espaço daquele jeito, ter que fazer tudo sozinha, ver gente morta brutalmente. "no one's fault" mas quem destruiu o próprio satélite e causou os destroços todos foi a rússia, né. paraquedas preso no negócio, barulhinho das coisas que soltam ar, cena do ~renascimento~ da mulher. queria um corpo daqueles. queria que não tivesse coisa sobre filho e decidir viver, sei lá. isso dela dirigir sem rumo e tomar as rédeas da vida depois da viagem no gás carbônico. muito massa os efeitos, os reflexos, a visão de tudo, a busca pela gravidade. não tem filme de astronauta tranquilo mesmo, né?

il buono, il brutto, il cattivo (1966)
the good, the bad and the ugly finalmente. é um filme italiano, um tal de "spaghetti western", ano que meu pai nasceu. daí que vem a música de faroeste mais clássica de todas, showzona. tem 2h58, dentre os quais muito tempo é enrolação de câmera em um, câmera em oto, câmera na mão sobre o revólver, pra fazer suspense. se passe durante a guerra de secessão dos estados unidos, gente falando dos yankees e dos confederados. não sei como acertei a data dessas coisas de caubói, entre fim do século 19 e começo do 20. soldados se embebedando pra lutar e morrer, com certeza umas críticas sociais que não peguei totalmente. todo mundo muito suado e sujo, nojento e o escambau do deserto. um feio, procurado com recompensa de 2 mil dólares, pego pelo bom, que entrega ele pra depois livrá-lo da forca e dividirem o dinheiro. numa hora o bom decide que não quer mais fazer isso e deixe ele há 100km de uma cidade, e quando se encontram de novo é o feio que faz isso com ele. rosto e lábios nojentos de feridas de insolação e desidratação, maquiagem ruim. encontram um bill carson, que na verdade tem outro nome, que é de quem o mau tá atrás. ele tá morrendo e diz onde tem um dinheirão, 200 mil dólares, mas uma parte do segredo fica com o feio e outra com o bom. no meio do caminho são pegos pelos yankees e o mau se livra do feio pra continuar a busca  com o bom, mas no final eles voltam a se juntar contra ele. aquela coisa bem faroeste de uns caras afastados esperando pra ver quem atira primeiro em quem. o bom mata o mau e deixa o feio pendurado numa cruz com a cabeça numa corda e metade do dinheiro sob ele, só pra atirar na corda de bem longe antes de ir embora. até massa essa história toda, tem sentido e as coisas vão acontecendo. interessante pensar em como era o entretenimento e o cinema há mais de 50 anos atrás.

palmeras en la nieve (2015)
espanha. um tal jacobo morre no começo dos anos 2000 e a filha fica curiosa com as coisas antigas do tio, killian (a prima tem que cuidar dele, dar banho e tudo), que mandou dinheiro pra uma mulher na guiné equatorial a vida toda. vem a história paralela sobre esses tempos de quando os dois irmãos viveram e trabalharam lá enquanto ainda era colônia, onde o pai tinha terras. bem no começo killian vê uma nativa chorando numa cachoeira, e depois reencontra ela como enfermeira, e bem mais tarde como amante (é ela a mulher que recebe o dinheiro, daniela bisila). o pai deles conhecia a cultura e falava a língua, morreu doente mas feliz por estar lá. jacobo era um bosta, bebia muito e fazia burrada, e numa hora estupra bisila com uns amigos, sem nem se dar conta de quem era. o marido dela mata os outros da maneira antiga e vai atrás de jacobo no hospital, mas leva tiro dele. killian manda o irmão embora e bisila diz que vai se afastar durante um ano pras coisas se acalmarem e eles poderem ficar juntos publicamente. ela já tinha um filho com o marido e engravidou nesse estupro. quando a filha de jacobo chega na guiné ela encontra esse filho mais velho e o mais novo, por acaso, e bisila conta a história toda; não faz sentido o mais novo ser tão jovem (diz que tá na faculdade, estudando na espanha) sendo que essa parte se passa nos anos 70 ou até um pouco antes (vi que a independência foi em 1968). enfim, enquanto conseguiram viver juntos ela e killian "se casaram", mas com a independência todos os espanhóis foram expulsos do país, então se separaram. a filha de jacobo ainda tem romancezinho com o filho mais velho de bisila. no final eles vão pra espanha visitar e bisila aparece entrando no mar, não sei se como metáfora de já poder partir ou sei lá. umas coisas de tartarugas voltarem pra praia que nasceram pra ter filhos, que nunca esquecem de sua origem. interessante por ser sobre uma história que não conhecia, mas a mesma coisa de um branco "bonzinho" e paixão proibida entre etnias diferentes, classes sociais diferentes, etc.

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