sexta-feira, 31 de maio de 2019

lidos/assistidos em maio (10)

the amazing spider-man (2012)
véi, que filme ruim. baseado nos quadrinhos do jeito supostamente certo, só que ruim; parece uma releitura do filme com tobey maguire, com as mesmas coisas acontecendo de jeitos diferentes. demoradíssimo, ator chato e feioso, nem tem mary jane (kirsten dunst). tem gwen, que é emma stone; inteligentona no colégio e estagiária na oscorp. fica dando em cima de peter. no começo mostra os pais dele deixando ele criança com os tios e sumindo. o pai trabalhava na oscorp com pesquisa de regeneração e cura, peter se infiltra num negócio e se mete num lugar cheio de aranhas. leva a picada, fica grudando em coisa no metrô, quebrando tudo sem controlar a força. acaba que um cientista colega do pai injeta um negócio em si mesmo sem autorização e vira um lagartão. quer transformar toda a cidade nisso espalhando um gás, mas peter consegue trocar pelo antídoto. morre o pai de gwen, que era chefe da polícia. o tio ben morre de um jeito parecido com o primeiro filme também. agonia demais de ver, principalmente a cena que ele pula gwen com a teia pra beijar/contar que ele era o homem-aranha. deus me livre.

the kids are all right (2010)
tinha escolhido pra passar na movie class antes mesmo de assistir, e tive que trocar por causa das cenas de gente nua transando sexo. um casal de lésbicas (para sempre alice e mais uma) juntas há muito anos, com dois filhos, joni (mia wasikowska) e laser (josh hutcherson). o menino quer conhecer o pai biológico (hulk), o cara que doou sêmen pra elas engravidarem – porque parece que cada uma gerou um dos filhos. a menina que liga porque é mais velha, e vão escondidos conhecer ele. as mães descobrem, querem conhecer também, e depois a ruiva vai trabalhar no paisagismo do jardim da casa dele e eles começam a ter um caso. só quem não gostava dele era a outra, que sentia que ele tava roubando a família dela, já que todo mundo fazia alguma coisa com o cara. quando ela tá finalmente de boa, jantando na casa dele, ela vê cabelo da ota nas coisas e descobre o caso. brigam, as crianças ficam sem graça com ela também, param de ver o pai. a ruiva pede desculpas de um jeito bom. levam a menina pra onde ela vai começar a faculdade e o menino diz, na volta, que elas não deviam terminar porque eram muito velhas. tinha lido uma review que dizia que a única pessoa sem "final feliz" foi o pai, é. filme legalzinho mas muito ruim isso dos sexos, véi, pra quê. essa imagem pra lésbica... a ruiva sendo a tina da relação e tal. tem alguma coisa verdadeira assim que eu gostei que tinha, mas não tô lembrando.

the legend of korra S03 (2014)
depois da convergência harmônica começou a aparecer dobradores de ar em todas as nações, e entre eles um criminosão malvado que se livra e vai libertar os companheiros – um cara dobrador de terra que consegue dobrar lava, uma mulher sem braços dobradora de água e uma ota com terceiro olho dobradora de fogo daquele jeito de explosões. tão atrás de korra e até zuko aparece pra ajudar a protegê-la, mas só bem mais tarde ela entende a motivação deles. são a lótus vermelha, organização de que o tio unalaq fazia parte, que supostamente é a lótus branca do jeito que devia ser. não querem líderes mundiais porque acreditam que a ordem natural de tudo é a não-ordem. matam uma rainha chatona de ba sing se, zaheer (o que ganhou dobra de ar) tira o ar dos pulmões dela e a sufoca, pesado. sem sentido como ele dobra o ar tão bem sem treinamento algum, mas parece que ele estudava uns gurus, então quem sabe veio daí. tentam matar korra durante o estado avatar induzido por um veneno. mas claro que ela fica mais forte e miseravona, só não conseguia se controlar direito. mesmo zaheer não conseguindo deter korra ele achava que ela ia morrer por causa das toxinas, mas jinora grita que é metálico e a irmã da chefe beifong tira tudo do corpo dela, porque dobra metal. lin resolve conflitos com ela depois de uma sessão de acupuntura, visitaram a cidade de metal de onde ela é rainha. a filha dessa irmã também é das novas dobradoras, paquerinha de bolin. ele descobre que consegue dobrar lava quando tá ajudando tenzin a fugir. mako eletrocuta a mulher da água. eles destruíram o templo de ar do norte todo, judiaram de tenzin e os irmãos dele (bumi é um dos novos dobradores também)... no final korra tá na cadeira de rodas, bem debilitada, e tenzin estabelece jinora como mestre que vai guiar os novos dobradores a fazer o papel de korra pelo mundo (ela recebe as tatuagens de seta! carequinha). jinora de paquerinha com kai, um menino da tribo da terra novo dobrador (parece talita, olho verde e metade de baixo do cabelo raspado, pele não-branca). zaheer aprendeu a voar quando se "libertou de todos os desejos mundanos", ficava falando uns mantras com "enter the void", interessante. achei bem boa essa temporada.

the amazing spider-man 2 (2014)
tá melhor a qualidade nesse. melhor cena é gwen morrendo, puxada por uma teia na barriga mas batendo a cabeça no chão. chocante e inesperado uma morte feiona assim. talita disse que botaram gwen porque não podiam matar mary jane. dessa vez tão se formando no ensino médio, gwen é oradora da turma e peter perde porque tá combatendo crime. tem esse engenheiro elétrico que trabalha na oscorp, max, que é salvo pelo homem-aranha uma vez e é todo fã dele, finge que são best friends. ele se acidenta tentando consertar uns fios, cai num aquário de enguias e vira um ser de eletricidade que controla as coisa tudo. ninguém dava muita atenção pra ele antes e quando se encontra com homem-aranha assim diz que sente muito poder e raiva. aqui aparece o filho de osborne, harry, que tem uma doença genética que matou o pai. ele quer o sangue do homem-aranha pra se curar, mas peter (que é amigo dele de infância) acha que ele pode não aguentar e morrer. acaba que ele liberta electro de uma prisão e injeta o veneno das aranhas em si mesmo, e se salva vestindo uma armadura que regenera as feridas. doido total, vira duende verde, luta com homem-aranha logo após ele derrotar electro com muita ajuda de gwen, que aparentemente sabe tudo, e é nessa que ela morre caindo do relógio. termina com peter voltando a ser homem-aranha depois de muito tempo em luto. agonias de novo com ele e gwen tentando ser amigos e estabelecendo regras toscas como "você não pode dar essa risadinha, tem que ser mais insuportável".

the legend of korra S04 (2014)
esperando beijo entre korra e asami o tempo todo, mas o que aconteceu mesmo foi elas dando as mãos e virando de frente uma pra outra no final de tudo. começa tendo passado três anos que korra tá se recuperando, o pessoal esperando ela chegar em republic city com o pai dela que tá visitando. ele diz que já era pra ela ter chegado, que tinha saído da casa dos pais há seis meses, velejando. aí pronto, percebem que ela tá desaparecida (meio sem sentido, porque andavam mandando muita carta pra ela, e se seis meses se passaram os pais teriam continuado a receber cartas dos amigos dela... mas ok). ela tá disfarçada de dobradora de terra, roupas verdes e cabelo curto de bissexual (bem bonita assim, por sinal). tentando aquelas competições de luta que toph participava, mas se dando bem ruim. tá perturbada vendo assombração de si mesma no estado avatar, não conseguindo melhorar. devagar vai mostrando como ela voltou a andar e tudo, katara ajudando, uns sentimentos de revolta. até que ela segue um espiritinho e acha aquele pântano da árvore gigantesca, e lá encontra toph! velhinha brocadeira, "ensina" ela a não pensar enquanto luta. numa hora solta que korra que não quer se livrar do veneno no corpo dela, e ela nem tinha percebido que ainda tinha – sintoma da extrema falta de equilíbrio por que ela tá passando. toph diz que as filhas nunca foram dobradoras de metal muito boas. tenta tirar, mas korra agoniza muito; toph fala pra ela se virar e tirar quando estiver disposta a desapegar do veneno. aprende a sentir o pântano todo conectado pelas raízes da árvore, a ir além – toph mesmo diz que consegue ver o mundo inteiro, sabe como a família tá e tudo. nessa conexão pela árvore jinora e os outros filhos de tenzin identificam korra (tavam na missão de encontrá-la). korra dobra o metal pra fora de si mesma, suando o veneno. no mundo o que acontece é que kuvira, aquela militar que ajudou o pai de korra quando caiu do penhasco lutando com zaheer, assumiu o controle do reino da terra (depois daquela rainha ter sido morta), e tá unificando todos os estados feito uma ditadora. quer zaofu, a cidade de suyin, e tá cheia dos exércitos pra fazer isso. korra perde lutando com ela, não entende por que ainda tá fraca... varrick tava com kuvira desenvolvendo uma arma a partir de cipós espirituais, mas decide parar os experimentos quando percebe a possibilidade de causar tragédias – o que a aborrece, claro. zhu li se alinha a ela pra continuar o projeto, mas na verdade fica lá impedindo que dê certo. toph ajuda korra e a filha de suyin numa missão secreta pra salvar a família, que tava refém, e zhu li. kuvira então quer "tomar de volta" republic city e a cidade se prepara pra um ataque, que vem adiantado – ela construiu foi um robô absurdo de enorme com uma arma usando os cipós lá, bem guerra dos mundos com um raio rosa. muita destruição tentando pará-la, mako quase morre eletrocutado, o pai de asami é tirado da prisão pra ajudar e se sacrifica, entram na máquina que nem muriçocas de beija-flor. korra entende kuvira pois se vê muito nela, e a compaixão faz com que ela se entregue pra ser detida/punida (mas já tava sem saída, então ne). korra entra na frente de um raio pra salvar kuvira, o detém poderosona e com isso cria mais um portal pro mundo espiritual. equilíbrio de várias coisas que tava faltando. varrick e zhu li se casam, zhu li exigindo não ser tratada como assistente, vai "do the thing" forever com ele. asami foi a única pessoa cuja carta korra respondeu; se aproximaram bastante e pesquisando vi que os produtores dizem que o final é mesmo um começo de relacionamento. pena não ter tido nos episódios oficiais. gostei dessa temporada, os personagens tão mais agradáveis e interessantes, boa história também. vilãs mulheres é massa. dobradores de ar com roupinha de esquilo voador.

o meu primeiro abc da rua (kjell van ginkel)
livro de um colega de tati, estuda na faculdade de educação também. ele é holandês, artista visual, site legalzinho até. o livro é isso mesmo, o alfabeto, mas com fotografias da rua – sinais no asfalto, canos de qualquer coisa, "tartarugas" no chão, etc. massa, as páginas da direita convidam a adicionar fotos das letras no espaço urbano também.

sorry to bother you (2018)
cassius green, sobrinho do pai de todo mundo odeia o chris, começa a trabalhar numa agência de telemarketing. aprende que, pra conseguir vender as coisas, tem que usar sua white voice – e vai bombando até ser promovido a power caller, num andar diferente, pegando elevador que precisa de uma senha gigantesca, vendendo principalmente um tal de worry free (serviço de escravidão moderna em que a pessoa mora num lugar e trabalha lá dentro, tendo todo o resto garantido pela vida toda). tinha participado num protesto pequeno dentro da empresa, comandado pelo coreano de the walking dead, mas os chefes o selecionaram pra virar power caller assim mesmo. a namorada, artista que usa uns brincos com frases, acha que ele tá traindo os amigos e se corrompendo. cassius vai pra festa do dono dessa worry free e o cara quer falar com ele, dá um pó branco pra ele cheirar. cassius vai no banheiro pela porta errada e vê vários cavalo-humanos bizarríssimos, volta apavorado, o cara com um revólver apontado pra ele porque quer mostrar um vídeo de como estão criando uma nova espécie, equisapiens, cujo potencial de trabalho é muito maior que o de humanos... depois dessa cassius vaza um vídeo que os equisapiens gravaram pelo celular dele (que caiu no banheiro), se junta aos protestos pesados, vira líder e reconquista a namorada, pra no final começar a crescer um focinho de cavalo. absurdíssimo, muito doido, mas fala sobre várias coisas. isso de white voice, code switch... sociolinguística. passei na movie class e tudo se resumia a concordar com como o diretor define o filme: "an absurdist dark comedy with magical realism and science fiction, inspired by the world of telemarketing".

punch-drunk love (2002)
adam sandler tem uma empresinha de sei lá o quê. tá vestindo um terno pro trabalho e todo mundo pergunta por quê. tem 7 irmãs, uma mais irritante que a outra, que sempre ficam lembrando de coisa vergonhosa que ele fez quando mais novo. percebe um erro de marketing com um produto que dá milhas pra viajar e compra um monte de pudim. conhece uma amiga de uma irmã, loirinha com sotaque não-americano, que já tinha visto um dia que ela deixou o carro na mecânica do lado do galpão dele. descobre mais tarde que era só ela querendo conhecer ele, tinha visto foto de família, se interessou. nesse mesmo dia do carro ele pegou da rua um órgãozinho, botou no escritório. ligou pra um número de sexo por telefone porque queria alguém pra conversar, contar como se sentia. tinha visitado irmãs e contado pra um cunhado que às vezes chorava muito, que se odiava e não sabia o motivo. claro que logo todo mundo tava sabendo. a mulher com quem falou pelo telefone fica perseguindo ele, tentando extorquir dinheiro, e acaba brigando e usando toda a raiva dele pra proteger a loirinha (saíram). vai até o estado onde fica a loja do cara que tem esse negócio e o ameaça, diz pra deixar em paz, que tem a força do amor pra usar. viaja pro havaí pra encontrar a loirinha. felizes. filme legal, agonia grande das irmãs, várias cenas assim bagunçadas. não esperava adam sandler.

dark S01 (2017)
série alemã que talita viu e gostou, começou a me contar de memória a um tempo atrás mas parou e por isso resolveu rever comigo. se passa numa cidadezinha que tem uma usina nuclear, em 2019, e um menino desapareceu. tão procurando, a polícia se esforçando e as pessoas meio críticas, lembrando da situação parecida que aconteceu nos anos 80 com outra criança, irmão mais novo (mads) do chefe de polícia atual (ulrich). uma caverna esquisita e uns jovens zoando de noite, uns barulhos e coisas estranhas e outro desaparecimento de criança, dessa vez o filho mais novo do chefe de polícia (mikkel). do nada acham um corpo mas vêem que não é do filho dele, e depois de um tempo ele começa a achar que é o corpo do irmão que sumiu há 33 anos. vai se envolvendo mais e mais na investigação, entrelaçando os dois casos, tentando invadir a usina – que não podem acessar, apesar da caverna dar pra ela – pra descobrir coisas incompletas. um menino, jonas, é recém órfão de pai (michael) porque o cara se suicidou. jonas ficou um tempo num hospital psiquiátrico se recuperando e agora começa a mexer nas coisas do pai. ah, ulrich é amante da mãe dele (hannah). tem uma carta que o pai deixou pra não ser aberta antes de tal data, que era quando o filho do policial desapareceu... jonas vai achando coisas, recebendo sinais e orientação de um cara estranho que aparece pra se hospedar na cidade, e a questão é que o pai, michael, é o menino que desapareceu, mikkel. de 2019 ele foi 33 anos pra trás e cresceu lá até se tornar pai de jonas. e a viagem no tempo vai além, porque envolve a usina e um padre esquisitão, noah, e uma missão que não se entende direito. ulrich consegue viajar no tempo mas vai 66 anos pra trás, e agride um menininho (helge) que no futuro se torna um cara que ajuda nos sequestros e transportes no tempo. ele não consegue matar o menino e fica lá preso no passado, e isso sai no jornal da época e uma policial de agora (charlotte) vê ele no jornal antigão. tudo doido e conectado. a policial tem uma filha surda (elisabeth) que encontra noah numa vez que ela some brevemente. charlotte tem outra filha (franziska) que começa a namorar o filho mais velho do policial (magnus), que fumava maconha na escola. a mãe dele (katharina) é diretora. e a irmã (martha) é atriz, teve um casozinho com jonas mas agora tá com o amigo dele (bartosz), depois do tempo que ele levou pra se reabilitar. tem uma travesti prostituta misteriosa, um policial com tapa-olho estranho inexplicado, a dona do hotel (regina, mãe de bartosz, casada com aleksander) tá sempre com cara de sofrimento. no passado a mãe dela (claudia) foi a primeira diretora mulher da usina, e descobriu que tinha problemas a resolver, toda a cidade pela qual se responsabilizar. um monte de tonéis perigosos. esse cara estranho que dá coisas pra jonas é jonas do futuro!!!, na esperança de conseguir destruir a câmara onde as viagens acontecem... eita que essa review tá doidona também. mas que série massa, a trilha sonora, a história, tudo showzão. assistimos em maio pra ver a segunda temporada no fim de junho. coisa de tentar reconstruir quem é quem nos diferentes anos, quais as conexões, ver que jonas tá beijando a própria tia quando jovens. episódios bons, sem ser suspense manjado ou sei lá.

desmundo (2002)
esse filme tenta recriar o português de 1500. tem que assistir com legenda, nem tudo se parece. umas jovens órfãs são levadas pro brasil pra serem esposas dos colonos, e a principal, oribela, se recusa a aceitar o cara que a quer. apanha da freira mas não cede, as mãos ardendo. outro cara a aceita, leva pra fazenda dele, quer logo fazer sexo. ela pede pra esperar, pra deixar ela o conhecer. no começo ele concorda, mas depois de oribela ser gentil com um judeu colega dele claro que ele a estupra. talvez antes disso ela tinha tentado fugir, chega na praia, pede ajuda pra uns caras que tem "nave" mas eles já tão tentando estuprar ela quando o marido chega. leva ela de volta presa ao cavalo, tendo que andar o caminho todo. fica presa num quartinho por muito tempo. grita que não é "animalia". volta se oferecendo pro marido. mais tarde foge de novo, fingindo ser homem, e chega numa cidadezinha, mas o judeu diz que não vai durar muito. o marido já tá lá esperando, procurando, e ela pede que o judeu a abrigue. tem um lugar meio escondido na casa dele e ela fica lá por um tempão. ele a trata bem, é tranquilo, e os dois ficam de romance. tentam fugir juntos, de cavalo, mas o marido persegue. ela no meio, tentando fazer parar, mas ouve-se um tiro... última cena é ela com um bebê, com o marido, sendo levada não sei pra onde numa espécie de rede que os escravos (índios, talvez) carregam. melhor do que tava esperando, apesar de ser ruim o assunto e tal. quis ver porque iam passar no cine do iel.

terça-feira, 30 de abril de 2019

lidos/assistidos em abril (9)

the runaways (2010)
filme sobre a primeira banda de rock composta apenas por mulheres. talvez não a primeira, mas a pioneira no sentido de sucesso e inspiração pra muitas outras. anos 70, muita droga e sexo além do rock n' roll, adolescentes de 15-16 anos sendo louconas. kristen stewart e dakota fanning, beijos lésbicos, elas cantando e tudo. não sei se foram elas mesmas que cantaram, mas de certo não usaram as gravações originais das músicas quando mostravam shows e ensaios. produtor esquisito, roupas e maquiagem excêntricas, idiota com as meninas. cherie currie ficou viciada em drogas, saiu da banda, levou tempo pra se recuperar e hoje em dia dá palestras como coach, parece. joan jett continuou com o rock (ela que movimentou as coisas pra formar a banda, afinal) e tem aquelas músicas famosas. legal lembrar essas coisas que eu ouvia. ch ch ch ch cherry bomb.

superhero movie (2008)
filme de comédia estupidão, meio zoando spider man e juntando com x-men numa hora. o cara é picado por uma libélula geneticamente modificada e adquire uns poderes similares ao aranha, e uns diferentes (pele impenetrável, asinhas no final). também é apaixonado pela vizinha, que aqui quer ser dançarina, e o vilão é até bom, "ampulheta". tem que tirar a vida das pessoas pra continuar vivo. várias besteiras e coisas de piada.

rupaul's drag race season 4 (2012)
primeiro episódio de apocalipse, fim do mundo, drags zumbis no lugar onde elas podiam pegar roupas e tudo. shangela tinha aparecido mas ru mandou ela embora; depois ela é "comida" pelas zumbis (que eram participantes de outras temporadas). sharon needles arrasa demais com uma roupa cheia de trapos e babando sangue, ganha de cara. sai alisa summers, "queen for all seasons, except this one" hehe. jiggly quase sai com um vestido cheio de papel alumínio, apesar de ter ganhado o mini challenge. ela agradece por ficar de um jeito muito sincero, cara de sofrimento. no próximo tem luta livre, latrice vai muito bem mas quem ganha é chad e laqueer. sai lashauwn beyond, que era sem gracinha e dizia que não acreditava que tava ali. o próximo é de fazer comerciais pra dois álbuns de ru, e sharon ganha sendo spooky. depois reclama com phi phi, que era líder do grupo, que ela simplesmente mandou sharon fazer o que tava acostumada e não gostou disso... phi phi argumenta que ela ganhou por causa disso. brigam feio, phi phi grita até. sai the princess, que tinha dito ser zen, era sem sal. depois um de atuar que se passava na cadeia; todos sabem do histórico de latrice mas ela faz piada, ganha até. sai madame laqueer, porto-riquenha, não sabia fazer o "ewww" da personagem direito. era ok, sempre escolhiam ela por último pras coisas, era uma gordinha decente. no snatch game chad faz cher, que ele imita profissionalmente, e ganha. sharon foi bem também, imitando michelle visage. umas doideiras desnecessárias de kenya imitando beyoncé e jiggly snooky. latrice se sentindo humilhada e desconfortável com isso. kenya sai – porto-riquenha também, minúscula, super fishy, andava chutando o chão. boa, confusões previsíveis do inglês quebrado, pena. depois um de fazer barco numa das cores da bandeira lgbt, willam irritante falando que ia vencer e era a melhor, e vence mesmo. não sei o que viam nele, sempre tinha muitos elogios do corpo e sei lá. mas dava muito pra ver marca de barba, tem uma cara feia de drogado, metidíssimo com as coisas de atuação em todo lugar. sai milan, que tava pela terceira vez consecutiva no bottom two. achava ela bem bonita, tinha usado uma peruca de black que parecia muito gostosa. o estilo dela não batia com o que queriam mesmo. lip sync de born this way e ela arrancando tudo, "realmente". depois draganizes, de fazer revistas sobre alguma coisa. ganha phi phi com um negócio de viagens; ele era designer e foi o melhorzinho mesmo na organização da capa. jiggly sai finalmente, também tinha estado no bottom várias vezes. não achava muito talentosa nem bonita, barrigona. não por isso, mas tinha uma cara de besta, sei lá. coitada. "may i call you jiggly?" frenemies com drags diferentes fazendo dupla; sharon e phi phi até se entendem melhor, acharam que iam ganhar mas vão pro bottom two. só que willam é desclassificado e as duas são literalmente salvas. e willam tinha ganhado com latrice... ainda bem que saiu, demorou demais, viu. depois um de eleições, sharon ganha sendo séria e desfilando toda doida futurista, porque "uma drag concorrer a presidente só vai acontecer daqui pelo menos 100 anos". gostaram do realismo dela, massa mesmo. dida ritz sai, finalmente também... não era talentosa, fazia umas coisas de peruca e roupa bem feias, comentaram de ter que passar hidratante nos joelhos. andava feio. aí um de pais, ter que botar eles em drag... gente chata, viu. ah! em drag grávida ainda. a coitada de kenya michaels que tinha sido trazida de volta é eliminada. ganha phi phi, que chora falando do pai dela. depois um com cachorros, três outfits, inspirados pelos cães de cada uma. sharon ganha com um poodle grandão, fez umas botas de pelo branco massas. latrice sai, coitada, por fazer umas coisas de mais quando tinha que ser de menos. agradece ru, diz que mudou a vida dela, triste. era tão legal, gente boazona, ganhou de miss simpatia. ficou ruim no all stars só. aí no final não foi final, porque ru disse que ia revelar a vencedora no reunited, que foi num palco com plateiona. ainda bem, porque sharon tava bem sem gracinha, a roupa... no reunited conversam sobre umas polêmicas, falam de phi phi ser falsa e magoar gente, apesar de crescer muito na competição. e de willam ter saído porque recebeu visitas do marido. chad profissional demais, e o namorado que designou a roupa. gostei que sharon ganhou porque gostei dela desde o início, toda esquisitona. eu tava com o cabelo parecido quando comecei a temporada, afinal. ela fala de representar que tudo bem ser diferente, e de não precisar ser o que esperam, de poder ser spooky.

amores perros (2000)
três histórias que de alguma forma envolvem cães, além de romances. começa com dois caras num carro com um cachorro ensanguentado, fugindo de outro carro. o cachorro morrendo, o motorista tentando despistar o outro, até que bate num outro carro e começa a pegar fogo. aí vai pra história de octavio e susana – octavio é o cara que tava dirigindo nesse começo, susana é a cunhada dele. mora na casa dele porque casou com o irmão depois de engravidar/ter filho dele. parece bem jovem, chegando do colégio, a sogra olhando o bebê. o marido é ramiro, cara ruim, trabalha num mercado e assalta estabelecimentos. trata susana mal e octavio quer fugir com ela porque é apaixonado por ela. depois que descobre que o cachorro deles, coffee, matou o cão de jarocho (cara mal encarado, tava no outro carro na perseguição do começo), decide botar ele pra lutar num lugar que faz briga de cães. ganha muito dinheiro com isso e vai juntando com susana, vivendo um romancezinho, mas no fim ramiro pega tudo e vai embora com ela depois de ter sido espancado na rua (pelo que deu a entender, octavio que pagou gente pra fazer isso). ainda tinha uma luta final contra jarocho e ele trapaceia, dá um tiro em coffee, e octavio volta pra meter uma faca nele. nisso começa a perseguição e tal. a segunda história é de daniel e valeria – daniel é um homem de negócios, algo de publicidade, parece, que tem um caso com essa atriz valeria. se separa da esposa, com quem tem duas filhas crianças, pra comprar um apartamento pra viver com valeria. depois da surpresa ela sai de carro pra fazer alguma coisa rapidinho mas se acidenta – octavio bate o carro no carro dela. ela quebra muita coisa, fica um tempo no hospital, volta pra casa com aquelas estruturas medonhas de ferro na perna. tem um buraco no chão do apartamento e o cachorro dela, richie, cai lá dentro indo atrás de uma bolinha; não sai nunca mais, não conseguem vê-lo. ela começa a ficar depressiva por causa da situação que tá, vai perdendo contratos, e começa a discutir com daniel. uma vez ele chega e a porta tá trancada, ele pensa que é pela briga, mas quando arromba ela tava desmaiada no chão; deu trombose e amputaram a perna. daniel quebra tudo o chão pra tirar richie todo sujo e pobrezinho de lá. por último a história de el chivo e maru. el chivo é martin, mendigo com um monte de cachorro, vive numa espécie de galpão e tem até carro – tudo porque faz trabalhos pros outros, mata pessoas e tal. tem uma filha que não vê há muitos anos, aparentemente ele deixou a família pra fazer o que acreditava ser necessário, sente que falhou. contratam ele pra matar um cara que ele descobre ser irmão de quem pediu o assassinato, mas em vez de matar traz o outro cara pro lugar e deixam os dois juntos pra conversarem, um revólver no meio. corta a barba e o cabelo, se arruma e pega todo o dinheiro pra ir embora no final, entra na casa onde a filha mora, devolve uma foto que roubou e deixa um monte de dinheiro, além de gravar uma mensagem de voz pedindo desculpas e explicando tudo. isso tudo no final, mas antes, na rua, ele presencia o acidente de octavio e valeria. tava na calçada pertinho, ia matar o cara lá mas se distraiu com isso, tentou ajudar, pegou coffee pra cuidar. ele se recupera e mata todos os cachorros que ele tinha. o filme tem mais de duas horas e parece fazer "trilogia" com 21 gramas e babel, que eu já tinha visto... massa. bem bom, só muito longo. triste e tudo, igual os outros.

the matrix revolutions (2003)
neo no entre-mundo, lugar nenhum, entre a matrix e o mundo real. conhece uns programas (um homem e uma mulher) que tinham feito alguma coisa pra salvar a filha criança. o condutor do trem trabalha pro francês lá e não ia deixar neo sair, mas trinity e morfeu buscam ele. depois a menina tá com oráculo, que mudou de aparência. diz que smith é o inimigo de neo, naturalmente criado pra combater a existência dele, coisa de manter a ordem. pensei no nega-scott de scott pilgrim. neo fica com uma das naves pra ir até a cidade das máquinas, porque acredita que pode ajudar melhor assim. niobe fica com a outra e pilota brocamente voltando pra zion. aquele cara mau luta contra neo e taca uns fios na cara dele que queimam os olhos de um jeito mentiroso. mas neo ainda enxerga com uma visão de fogo, vendo o contorno das pessoas (o cara é smith, afinal), e mata ele com ajuda de trinity. ela morre na cidade das máquinas, uns negócios atravessados no peito. neo demorando pra fazer as coisas e em zion um caos total, bilhões de sentinelas invadindo, umas máquinas robôs com pessoas (tipo avatar) atirando sem parar. uma lésbica com armona, morre tragicamente, claro. a namoradinha de link e o menino fã de neo ajudando a abrir o portão pra niobe. detonam alguma coisa com a nave que mata as sentinelas, mas a diferença mesmo foi com neo lá com a máquina-mãe ou sei lá. se deixa duplicar por smith e destrói ele de dentro. muita ação e armas e tiros e morte, guerra parecendo perdida já. o resto da galera feliz com a paz no final.

mulholland drive (2001)
começa com um acidente nessa tal mulholland drive, do qual uma mulher sai com a cabeça ferida e chega até um bairro, onde invade uma casa. mais tarde chega a sobrinha da dona do lugar, que vai ficar morando lá porque quer ser atriz (se passa em los angeles). a mulher diz que não se lembra de nada, não sabe quem é, e as duas ficam tentando descobrir coisas. vão visitar a casa de uma pessoa cujo nome a mulher reconhece (diane) e acham ela lá morta. a mulher e a sobrinha transam e de madrugada a mulher começa a falar umas coisas em espanhol, e elas vão pra um clube chamado silencio, onde veem uma peça esquisita que diz que é tudo ilusão, tudo gravação. aparece na bolsa de uma delas uma caixinha azul, que pode ser aberta com uma chave que tava na bolsa da mulher acidentada (tinha muito dinheiro lá também). além de tudo ainda tem uma história paralela desse diretor sendo obrigado a colocar uma tal de camilla rhodes no papel principal do filme dele, e coisas bizarras acontecendo com ele. e mais um cara que aparece pra matar outro e pegar um livro preto, e acaba matando mais duas pessoas e fazendo a maior bagunça. mas enfim, quando a acidentada vai abrir a caixinha a outra desaparece e tudo começa a ser doidíssimo. a sobrinha é na verdade diane, que namorou a outra, que é uma atriz famosa, camilla. ela termina com ela pra ficar com o diretor, e diane contrata um assassino pra matar ela. uma chave azul simbolizaria que ele fez o trabalho, e na casa de diane ela encara uma chave azul numa mesa enquanto chora e se masturba. se sente culpada e dá um tiro na própria cabeça. mas tudo isso é um sonho, supostamente, com as pessoas e as coisas simbolizando outras – a caixinha azul sendo a consciência que se abre, os velhinhos esquisitos sendo a culpa que sente, o assassino atrapalhado como uma possibilidade de ter dado errado a morte, um caubói que aparece pro diretor falando que atitudes determinam caminhos pra falar dessa decisão dela de matar a outra... sei lá, muito confuso, tudo isso lemos numa análise. o título em português é "cidade dos sonhos" e dá a entender isso tudo, mas sem essa eu só tava pensando que era um filme absurdo falando da podridão de hollywood e tendo música chata de twin peaks (é do mesmo diretor). sei lá, viu.

deadpool 2 (2018)
começa com ele matando gente e deixando um cartão de visita com um nome em mandarim. nem explica isso, na verdade, mas tem vários membros decepados e tal. ele chega em casa atrasado pro aniversário de casamento (?), dá de presente uma moeda de cobre do primeiro encontro deles, ganha o diu da namorada. querem ter um filho. mas aparece uns caras tentando matá-los e ela leva um tiro no coração, morre. wade tenta se matar de vários jeitos, nada dá certo. colossus leva ele pra mansão dos mutantes e ele vira um estágiário de x-men. levam ele pra ajudar num problema com um menino e o que ele faz é matar gente e fazer com que o menino e ele vão presos. tem um cara do futuro, cable, querendo matar o menino, porque sabe que ele vai matar muita gente e a família do cara inclusa. wade escapa da icebox e quer salvar o garoto pra mostrar que o coração tá no lugar certo, coisa de conversa com a namorada, poder recomeçar com criança. o menino se uniu a fanático, que aqui consertam também (ele é irmão de xavier, paranoico que ele lê os pensamentos dele, por isso usa o capacetão), e tem umas lutonas até wade conseguir convencer o menino a não se vingar e não matar ninguém, pra consertar o futuro também. cable usa a viagem de tempo dele pra salvar wade com a moeda de cobre. no final wade fica usando isso pra arrumar as coisas: salva a namorada, mata o deadpool de wolverine, mata ryan reynolds aceitando fazer lanterna verde, tenta matar hitler bebê. esse é bem melhor que o primeiro, apesar de umas coisas meio sem sentido. negasonic agora tem namorada (yukio, que só faz dar oi e tchau pra deadpool). colossus e elas matam fanático, cabo na bunda, choque na água. deadpool junta quaisquer pessoas pra uma tal de x-force e todos morrem tragicamente, menos uma menina, domino, cujo poder é ter sorte (muito boa ela). brad pitt aparece por um segundo fazendo um tal de vanish, invisível. ator de simple simon é um que vomita ácido, terry de todo mundo odeia o chris controle circuitos elétricos. parece que tem uma versão desse filme pra menores, chamada "era uma vez um deadpool".

first girl i loved (2016)
anne se apaixona por sasha, jogadora de softball (atriz que faz negasonic). trabalha no yearbook da escola e faz fotos e a entrevista. ficam bestinhas falando de cigarette, frança, sei lá. meio vergonhoso aí. quando anne conta pro melhor amigo que tá sentindo algo por alguém ele fica usando "he" e não querendo que ela fale sobre. gosta dela, beija forçado e faz sexo por um pouquinho. cena ruinzona de assistir, ela não sabendo parar, sofrendo lá e depois o cara se fazendo se atingido. brigam e chamam a mãe dela pra escola, toma suspensão de 3 dias. discutem e ela leva um tapa da mãe, foge, pede pra dormir na casa da coleguinha sasha. elas saem pela janela, bebem, dançam e se beijam. dois caras tiram foto. voltando anne pede pra conversar, sasha queria que ela não contasse pra ninguém, mas acabam dormindo juntas. no outro dia na escola ela nem dá atenção, diz que não é gay, que não tem o que falar. passa o tempo e na entrega do yearbook parece que o amigo lá colocou a foto delas se beijando na página sobre sasha. os pais dela tão irritados pedindo pra recolher tudo e refazer, o amigo tá acusando de homofobia porque tem um pedaço do livro com coisa de barraca do beijo ou sei lá, sasha diz que anne não parou quando ela pediu pra parar. a mãe de anne protege ela e sai, leva ela embora. tem uma loja, brechó, chamada "out of the closet"... cameron esposito trabalha lá. as duas tinham ido juntas mas no final anne vai fazer teste de hiv. admite que é muito gay, esperei que cameron fosse dizer que também era. termina com ela achando a bicicleta fixa bonitona que roubaram dela, na vitrine do lugar. umas coisas boas, de pegar fone de ouvido de noite pra ouvir música, a menina parecendo apaixonadinha... sasha com cabelo estranho parecendo peruca, bestinha pra 18 anos. tem sexting e masturbação conjunta. chorei com isso tudo de não admitir, mentir, forçar coisas, não ser justo, arrependimentos.

raddddd (daniel alexander)
livro alt-lit desse cara que talita gosta(va), snckpck. tem os áudios também e fomos lendo acompanhando. às vezes parávamos pra pesquisar alguma coisa que não entendíamos ou que talita tinha sublinhado no passado. vários poemas e contos doidos, bastante daquilo de ser grato pela vida, yolo. engraçado uns que eram só uma frase, tipo "in my past life i was puff daddy". tem uns desenhos também, simples, e uma foto dele criança ao lado de uma porta com michael jordan adesivado, parecendo um fantasma. bem bom a última história, exorcism. outras coisas massa foram kiss me, pokemon are weird creatures, cool ways to die, gr9, eyebrows, the indian rain dance, college degrees, be aware, sometimes i want to be a monk (tudo em ordem de-trás-pra-frente). tem uma dedicatória pra ela na primeira folha dizendo que a arte dela é "neat" e pra "never quit creating". ele tem sotaque que nem aquele cara de blink 182.

domingo, 31 de março de 2019

lidos/assistidos em março (13)

the legend of korra S01 (2012)
o avatar depois de aang, korra, é da tribo da água do sul. aos 17 anos já treinou e dominou os elementos da água, do fogo e da terra, e só falta o ar – por isso vai pra republic city (cidade que aang fundou) estudar com tenzin, filho dele com katara. ele tem três filhos crianças, todos dominadores de ar, e é o único mestre desse elemento; vive numa ilha que é um santuário de aang na cidade (tem uma estátua dele em outro lugar que fica aparecendo sempre, em 3D no meio de tudo 2D). korra é meio rebelde e vai passear na cidade com a "polarbear-dog" dela, e vai presa pela chefe de polícia lin beifong, que é filha de toph e ex-namorada de tenzin. acontecem torneios de um esporte que chamam de "pro-bending" e korra conhece dois irmãos, bolin e mako, que participam, e acaba fazendo amizade e se juntando ao time. tem esse grupo de igualistas ("equalists") querendo acabar com a dominação de elementos, pregando que é a fonte de todo o sofrimento no mundo, liderados por um tal de amon que é capaz de tirar a dobradura das pessoas. mako arruma uma namorada, asami, cujo pai é dono de uma indústria de automóveis e coisas tecnológicas, e os acaba patrocinando na competição. depois descobrem que o cara é um dos igualistas (asami não sabia, fica do lado dos meninos e korra). um dos "councilmen", tarrlok, finge que tá lutando pra combater os igualistas, que fazem uns ataques e ameaças, mas na verdade é mau, captura korra com dominação de sangue (fora da lua cheia, pois é filho de um cara fortão, yakone). mais tarde korra descobre que ele é irmão de amon, que na verdade é um dobrador de água que sabe dobrar sangue e tira os poderes dos outros através disso. ela revela isso às pessoas e acaba com o culto, mas antes ele tira os poderes de korra e ela fica só com a dominação de ar (aprendeu). de qualquer forma, aang aparece pra ela dizendo algo como "quando estamos mais fracos é quando estamos mais suscetíveis à mudança", e devolve as dominações pra ela através do estado avatar. termina com ela restaurando os poderes de beifong. amon ("noatak") é morto num golpe suicida do irmão escapando com ele. teve romancinho entre korra e mako também, que se preocupou com ela quando sumiu e deixou de dar atenção à asami. fico esperando korra virar lésbica. achei bem fraco comparado à lenda de aang... foi ficando melhor no final. os próximos livros não têm a ver com os elementos, bora ver. katara aparece bem velhinha, aang com barba/cavanhaque esquisito. general iroh, das "united nations", parece ter parentesco com zuko.

everybody's fine (2009)
robert de niro é um viúvo, pai de quatro filhos, morando sozinho e cuidando do jardim conforme o doutor recomenda. ele começa organizando coisas pros filhos irem visitá-lo, comprando a melhor carne e o melhor vinho do mercado, e todos cancelam dizendo que não vão conseguir ir. ele decide então viajar pra onde cada um mora e vê-los pessoalmente; faz uma malinha e pega os remédios pro pulmão – trabalhava com revestimento de pvc pra fios de telefone e desenvolveu doença – pra tomar trem e ônibus pros lugares (seria massa viajar assim). primeiro para em nova york pra ver o filho artista, mas não encontra ninguém na casa, apesar de ver telas dele numa galeria por perto, e deixa um envelope por baixo da porta (fez um pra cada filho). segue pra chicago ver a filha dona de agência de publicidade e brinca de golfe com o neto, percebe que tem clima estranho entre os pais dele, a filha diz que todo mundo vai viajar a compromisso no dia seguinte e manda ele pra próxima parada.  tira foto dela subindo escada e ajuda num comercial com peixe também, e pergunta se ela tá feliz. ele visita o próximo filho, que ele achava ser regente de orquestra mas na verdade só toca um tambor. discutem sobre a profissão, um suposto desperdício, mas o filho diz que tá feliz. diz que vai fazer tour pela europa e o pai tem que ir embora no mesmo dia. o senhor esquece de arrumar o relógio e perde o ônibus pra las vegas, e pega carona com uma caminhoneira e é abordado por um drogado que esmaga os remédios dele. encontra a última filha, que já estragou a surpresa, e supostamente é dançarina, mas ele descobre que o apartamento chique onde ela o leva é emprestado de alguém. vai embora de avião e tem infarto, os filhos vão visitar no hospital, ele pede pra contarem a verdade... tinha tido sonho, vendo todos crianças, onde eles contavam os problemas (o marido da de chicago tinha outra e tavam separados; o músico não ia viajar, o pai tinha visto muitos cartazes, ele que não sabia como lidar com o pai; a de las vegas tinha um bebê e tava com um mulher – shane!). contam que david (o artista) tinha morrido de overdose no méxico. ele pede que sejam honestos e contem não só as coisas boas, que se sente mal porque falavam tudo pra mãe e ele ignorava, etc. prometem que vão se juntar no natal e até shane vai junto, o pai faz o peru, tudo legalzinho. ele conversa e conta as coisas pra todo mundo que encontra. o neto descobre a alça da mala de rodinhas. massa que tem muitas conversas de telefone, já que tem o negócio dos fios que ele fabricava.

rupaul's drag race S01 (2009)
depois de ver all stars com talita assumi minha vontade de ver rupaul's e comecei a ver os normais. engraçado que tô vendo exatamente 10 anos depois de ter começado, porque os episódios foram lançados em fevereiro e março de 2009... mesma coisa com the l word, a gente terminou em 2019, 10 anos depois do show terminar. mas enfim, nessa primeira temporada tem muita coisa diferente do que eu via com talita de vez em quando – elas ganham imunidade na próxima semana quando ganham um desafio; mostram o lugar onde elas dormem no começo, elas indo pro estúdio; o palco é bem pequeno e muito mais simples; só tem dois jurados além de ru; só tem 9 queens... interessante pensar no quanto foi mudando, as coisas influenciadas, gente que agora se inspira e baseia nas primeiras que apareceram, isso de antes ser mais original. gostei primeiro de nina flowers, a porto-riquenha, e de ongina, filipino-americana. nina é super poderosa, começa toda punk, careca, gente boa, dificuldade com inglês. ongina é fofinha, pequena, careca também, gente boa, animada. ganha negócio de campanha pra hiv e revela que tem vivido com o vírus há alguns anos. triste quando ela sai, mas foi contra bebe, que eu já sabia que ia ganhar... nina ficou contra bebe também na final, e as duas eram muito boas, bem colegas. bebe zahara benet é camaronense, grandona, às vezes parece doida com as caras sensuais, mas bem talentosa. ganhou o desafio de fazer três roupas, da absolut vodka, sendo que era a que tava mais perdida com tudo. ongina é ladyboy, parece um menino vestido de mulher segundo os jurados, mas não é isso mesmo? bonitinha sem peruca, orelhas meio pra fora, divertida. a terceira finalista foi rebecca glasscock, ridícula, só tem uma cara bonita (convencida), usava umas roupas simplezonas e era toda manipuladora. primeira injustiça foi ela ganhar de jade no lipsync, sendo que nem fez nada de mais. todo mundo sente que ela foi favorecida mil vezes por causa da beleza, e concordo, muitos desafios ela ganhou sem nem ser a melhor. a quarta foi shannel, metidíssima, toda hora falando que devia ter ganhado os desafios. era boa, mas exagerava demais. uma cara de malvada da zorra, sobrancelhas fininhas, olho quase branco. antes dela quem saiu foi ongina... e antes dela jade, que era bem de boa também, sempre foi legal, bonitinha até também. problemas com esconder a neca, engraçado. injustamente ofuscada por rebecca e eliminada prematuramente. a 7ª foi akashia, super barraqueira, looks sem graça e maquiagem feia. a segunda a sair foi tammie brown, muito característica, uma personagem doida mas muito show. humor meio andy kaufman, toda anos 40, uma lady que não fala palavrão. saiu porque tava deslocada num grupo todo moderninho e sexy. e victoria parker, porkchop, uma gorda de cara feiona, olhos quase inexistentes... fez um vestido feião no primeiro desafio, de fazer tudo com coisas baratas. desafio de endragzar as lutadoras, umas muito sapatonas, véi... uma dó. coisa de se inspirar em oprah, nina nunca tinha visto ela, falou hiv em vez de hit tv haushu. ela como miss simpatia!

paraíso perdido (2018)
história doida de emaranhada, mas fiz um guia: eva tinha oito anos quando celeste nasce, filha de nádia e ângelo. depois de três anos eles não estão mais juntos por causa de uma traição de nádia, e ela tem um filho com esse cara, odair. sete anos depois eva engravida do cara, abusada aos 18, e mata ele pra se vingar. o bebê, imã, nasce na prisão. vinte anos depois ela sai da cadeia e a história toda acontece – odair passa a trabalhar nessa casa de eventos, paraíso perdido, pra proteger o neto gay (imã/jaloo) do velho dono; ele reconhece a mãe jovem numa foto que ângelo tem no quarto, e admira a filha dele, celeste, grávida de um cara que aparentemente a traiu; eva volta e se envolvem, apesar de tirar da prisão a paquera dela, marjorie estiano. ele sabia que eva tinha matado alguém e achava que tinha sido pra se defender, mas marjorie conta que foi de propósito, vingança, tinha uma criancinha vendo (ele pequeno). vai embora chocado e depois o velho conta pros outros. nádia era cantora mas tinha ficado surda, nunca mais saiu de casa, não fica claro se foi acidente ou o cara bateu nela. odair faz ela visitar a paraíso perdido e encontra ângelo, saem andando na rua, todo mundo indo atrás pra entender. filme bom, pareceu abarcar todos os assuntos possíveis – drags (imã se veste de mulher pra cantar, o paquerinha leva um tempo pra aceitar que ele é homem), lésbicas (eva e marjorie), gays (imã e o carinha), poliamor (eva fica com marjorie e odair depois que a ota sai da cadeia), romance, crime, drama, musical. minorias, família que se apoia, profissões underground, artistas, gente como a gente. até câncer no dono da paraíso, que ninguém além de seu jorge sabe. indicação de rômulo, filme brasileiro no netflix.

the lincoln lawyer (2011)
um advogado meio corrupto é contratado pra defender um cara riquinho, acusado de bater numa moça. descobre que ele matou uma outra mulher, de outro caso dele, e que ele deixou um cara inocente ser preso no lugar. fica atormentado porque tem a ver com algo que o pai dizia, não reconhecer a inocência, prender inocentes. tenta bolar um jeito de fazer o cliente ser incriminado (não pode fazer nada diretamente porque é advogado dele). o cara mata o investigador dele, ameaça a filhinha e ex-parceira, tensão. no final dá tudo certo. kate moennig como uma viciada ex-cliente. vimos em partes.

rupaul's drag race s02 (2010)
primeiro mini challenge de e o vento levou, ventilador absurdo fazendo até os cílios flapearem. fazer vestido com cortinas mandou shangela embora. bem doidinha e aquilo tudo. no reunion volta com "halleloo". negócio de pole dance e burlesque, elas vendendo coisa de torta de cereja na rua e depois se apresentando nisso. nicole paige brooks sai, cara de velha, jurados falando que parece mulher real... negócio de gordura, jessica e raven de galinha hauhs, tyra muito boa de bebê. ru escolheu pra vencer o grupo que gostei menos, de mystique. ela sai porque vestiu roupa que nem parecia country. primeira vez do snatch game, tatiana muito boa de britney spears, mas nem ganha. sai sonique, que nem fazia lembrar que existia. no reunion revela que era infeliz e tinha se assumido trans. desafio de roupas de noiva, tyra irritando as outras, crítica de tatiana e etc mas venceu mesmo assim. sai morgan, meio sem graça, acho feia. desafio de show de rock, jujubee era a melhor cantora mas ficou nervosa e não foi bem, coitada. mas sai sahara, que diz que é delicada, sempre com uns passos de balé (era professora de dança ou algo assim). primeira vez do reading também, tatiana nem consegue. têm que criar autobiografias, jujubee com o melhor título – "memories of a gay-sha!" hasuhu. jessica fala negócio errado e ru diz que pareceu "golden shower", coincidência de ser assunto de agora envolvendo bolsonaro. ela sai, mas era boa até, gente boa também. não entendia muita coisa em inglês, engraçado. gays velhos pra serem mães drags delas, pandora sai mas tava bonitinha. os jurados nunca se agradavam com ela. falavam que era engraçada mas nem tinha tanto humor, mais depois mesmo. caiu no palco quando tava indo embora, não sei se de propósito. o último antes da eliminação era algo de diva e tatiana foi embora – era a rebecca do grupo, bonitinha mas ordinária. também achava ela bonita mas não era minha favorita, nem tive. depois jujubee saiu e tyra venceu; gostava das caras de jujubee quando conversava com ru ou dava entrevista, mas não muito quando cantava e fazia caretona. eu gostava mais de raven que de tyra, mas pensando em tudo ela mereceu ganhar mesmo. 21 anos e um filho, talentosona, não muito bonita mas boa nas coisas todas. críticas à voz grossona, engraçado. raven bem boa também, mas mais maldosinha, super confiante e não vulnerável. piercings abaixo da boca. tyra passa mal quando vence. nunca foi pro bottom 2, igual nina. boa essa temporada. pandora ganha miss simpatia, bonitinha.

signs (2002)
ex-pastor vivendo numa casa com plantação (de milho?) com os dois filhos crianças e o irmão mais novo, depois da morte da esposa (atropelada pelo veterinário da cidade, que dormiu no volante). sinais na plantação, as coisas dobradas pra formar uns desenhos misteriosos. no começo pensam que uns delinquentes tinham feito, mas veem uma figura sobrehumana pela casa. vêem na tv que apareceu uma coisa parecida num lugar na índia, umas teorias de alienígena, o menino compra livro sobre aliens e usa a babá eletrônica de walkman (ouvem uns barulhos que ele diz ser os coisos conversando). o cara vê uma perninha na plantação, corta os dedos de um que tá preso na dispensa do veterinário. o veterinário vai embora pra perto de algum lago, dizendo que deve ter algo na água já que os aliens não aparecem perto. o ex-pastor prega tábuas nas portas pra se isolarem na casa, se abrigam no porão, o menino quase morre de asma e ansiedade depois que um bicho quase pega ele pelo buraco de ventilação. saem quando tudo parece ter acalmado pra pegar o remédio do menino, mas um et pega ele e libera veneno na cara dele. o pastor lembra das últimas palavras da mulher, "see" e "swing away" (o irmão era jogador de baseball) e olhando percebe que tem um taco perto do irmão, e manda ele rebater (atacar o bicho). a filhinha andava dizendo que a água tava contaminada e deixa um monte de copos pela casa, e percebem que a água machuca o et. acaba que o menino não morre porque tava com as vias aéreas bloqueadas por causa da asma, e o pastor volta a acreditar e ter fé ao perceber que todas as coisas eram sinais. isso das duas interpretações dessa palavra... daquele diretor de a vila. ele que faz o veterinário. filme clássico, uns sustinhos com os alienígenas. gravação de gente do brasil mostrando o bicho pela primeira vez.

hollow man (2000)
cientistas que conseguem deixar animais invisíveis, finalmente conseguindo um soro pra fazê-los voltar à visibilidade. doideira como aparece uma coisa de cada vez, vasos sanguíneos, ossos, músculos, etc. trabalhando pro pentágono. o cientista líder, que descobriu como reverter, reporta que não conseguiram ainda e mente pros parceiros pra poder testar em humanos, no caso, ele mesmo. mas não conseguem reverter e ele fica invisível muito mais do que o planejado, e passa a fazer coisas perturbadoras. mexendo com mulheres, estupra uma vizinha, sabota a câmera do laboratório. se vira contra os parceiros quando descobre que querem denunciá-lo, mata uma galera, dois se salvam (a ex dele e o atual parceiro dela). interessante de pensar o que as pessoas fariam se fossem invisíveis, moral, etc. "hollow" porque fazem um negócio de borracha pra ele vestir pra saberem onde ele tá, mas é como se fosse oco. talvez também por ele ser mau, nojento. não esperava o suspense e mortes.

isle of dogs (2018)
uma cidade fictícia do japão onde dois partidos políticos se enfrentam: um contra cachorros e outro pró. o contra ganha e bane os animais pra uma ilha que é tipo um lixão. os cães andam em bandos e tem esse principal, feito de alguns cachorros que tinham tido donos e um que era de rua. um menino  de 12 anos chega de aviãozinho da ilha, procurando pelo cachorro dele, que foi o primeiro a ser deportado pra lá. o pequeno piloto é protegido do prefeito, e a mídia e tudo faz parecer que ele foi sequestrado pelos cães, que tem coisa errada acontecendo. os animais o ajudam a ir atrás de spots, o de rua meio relutante no começo, mas acaba que se apega ao menino ao decorrer da missão. ganha um banho e cuidados dele e de preto passa pra branco, parecidíssimo com spots. são irmãos, afinal. spots pede pra ser dispensado da função de protetor do menino pra poder cuidar da família que agora tem, e chefe (o de rua) assume o posto. ao mesmo tempo tá tendo manifestação na cidade, incentivada por uma menina intercambista. procurando provas pra mostrar que o prefeito manipula tudo, que omitiu a descoberta da cura pra uma gripe dos cães e outras coisas, que matou o cientista do partido rival. no final conseguem salvar os cães e reverter as coisas da cidade, tudo fica bem. legal, animação, wes anderson. bem uma paródia pra críticas infundadas da sociedade, intolerância, etc. divertidinho. os humanos falando japonês, uns intérpretes traduzindo, a intercambista falando inglês mesmo. os cães em inglês sempre.

the matrix reloaded (2003)
antes de ver fui checar a review de matrix e percebi que foi muito malemá, então pra complementar: no primeiro filme tem esse cara, sr. anderson, que trabalhava numa empresa de software, e que sempre sentiu que tinha algo errado e queria uma resposta, mas não sabia o que procurava. trinity o leva até morpheus pra escolher a pílula da verdade ou da matrix (essa mentira toda em que todo mundo vive, numa ilusão de que o mundo ainda existe como sempre foi). acham que ele é o escolhido, neo, pra controlar a matrix e vencer a guerra contra os sentinelas (máquinas que "plantam" humanos) e os agentes (programas pra pegar quem tá acordado na matrix). profecia do oráculo, essa senhorinha que é mais um programa disso tudo (informação vinda do reloaded). neo morre e revive, destrói smith, aquilo de parar balas e lutas doidonas. fica só neo, trinity, morpheus e mais um vivos depois de uma traição de um cara da nave.
sobre reloaded agora: parece que libertaram mais gente, um menino puxa saco de neo, uma galera pedindo ajuda dele. um possível traidor que no fim tá perto de neo sendo cuidado. cidade zion, muita gente, perto do núcleo da terra por causa daquilo da superfície fria. comandante lock não querendo que nabucodonosor saia da cidade, acha que precisa de todas as naves pra lutar contra os sentinelas que se aproximam. rixa com morpheus, ex-parceira niobe. smith agora pode se clonar, contaminar os humanos, e tá atrás de neo. ele fica tendo sonhos de trinity sendo ferida, não morrendo, porque "não vemos através de escolhas que não compreendemos" (disse oráculo pra neo, argumentando que ele não vai vê-la pra fazer escolhas, mas pra entender porque as fez). mãe da matrix, segundo o arquiteto que depois aparece. neo procura um chaveiro pra poder ajudá-lo a acessar a fonte, onde ele encontra o arquiteto, que diz que tudo isso já aconteceu 5 vezes, que neo é uma falha e que falhas são previsíveis de certa forma, e sabem lidar com elas. provocação de escolher emoção ou razão, salvar trinity e destruir zion ou salvar zion e deixar ela morrer. escolhe ajudar trinity, tira bala do peito dela enfiando a mão no corpo e depois coisando o coração. a nave se explode enquanto fogem dos sentinelas que invadiram as fronteiras, neo sente que tem algo diferente e para elas que nem as balas. muita luta e ação, equilíbrios bizarros, gêmeos branquelos demônios, francês convencido e esposa beijoqueira, zion party hard, roupas show que ficam voando nos movimentos. manobra do cano e voadas de super homem. confuso e muitas frases que podem ser citações. legal, mas aquilo de filme do meio.

rupaul's drag race S03 (2011)
venus d-lite era bonitinha, rostinho redondo e diferente de todas, mas saiu primeiro. tinha feito plásticas pra se parecer com madonna, fazia imitação dela. nem tava tão ruim quando saiu, mas certeza que foi porque ficou no bottom two com shangela (que voltou), e não iam mandar ela embora no primeiro episódio de novo. era de fazer roupa de natal com coisas de brechó, e raja venceu tanto o mini quanto o maxi challenge, bonitona. depois saiu phoenix, sem graçona, não soube atuar no negócio de ficção científica em que mimimi imfurst exagerou. boas shangela e alexis, que eram umas gêmeas siamesas, ganharam. saiu em seguida (mimi), só foi chata e tinha nada de first. "drag não é um esporte de contato" quando botou india nos ombros no lip sync. era coisa de academia, yara engraçadona e falando "echa pa'lante" pela primeira vez. india saiu no seguinte; feiona, peituda, um nariz empinado e boca estranhos. mariah foi depois e foi tarde, sem talento, muito mais bonita como drag do que como homem (uns óculos de armaçãozona, sobrancelha apagada). nesse que raja se veste de indígena do rock, arraso. desafio de foto nua, claro que carmen ganhou. saiu stacy, que era meio brega, mas a mais caipira de todas também. rupaul sendo rude com ela e todo mundo, dando uns recados desnecessários, "você falou isso semana passada" (de melhorar). mas saiu ok. era gente boa, disse que era native american. desafio de stand up e shangela detona, yara muito boa também e doida, sai delta work que mesmo trabalhando com isso se atrapalha. era ok ela, boa mas pouco confiante. desafio de patriotismo americano, ruim, mas pelo menos ninguém saiu porque "essa é a terra da oportunidade" (tinha ficado carmen contra yara e ru falou de carmen primeiro, quase morri). mas no seguinte carmen sai, depois de fazer um raggae ruim. era bem fishy, se dava bem improvisando, mas nada de melhor drag. desafio de cabelos e roupa de cabelo, shangela sai. ela era gente boa mas bem inexperiente mesmo, gente como a gente. raja de "vestido" legal com umas cores de sonho e doce, nuvem. atletas drags, caras chatos, carmen voltou escolhida pelos jurados mas sai ai mesmo. lip sync contra raja, fica pelada, quase um pornô. coiso de vestidos de dinheiro, yara e alexis nos bottom, yara começa a chorar caída no chão no meio da música e sai. chorei, tadinha. muito alegre e legal e bonita, impossível não gostar. isso tudo sendo que alexis tinha quase desistido antes das apresentações... ela não concorre ao top mas tava toda feliz na final, estralando o "r", fazendo cha-cha e tudo. bem legal ela girando com arco e flecha no vídeo da música. sempre uns cabelos altos, sempre sorrindo engraçado, humor bem dela. gente boa, honestona. ru forçou história do cara do exército. por fim manila e raja; manila era muito forte e talentosa, consistente, conseguia entreter sempre, mas raja tinha algo especial, chocante e inesperado, dominava quase tudo. a mais velha de todas com 36 anos, saltitante. gostava dela. clubinho dela, manila, delta e carmen ("heathers"), manila namorado de sahara davenport, começo de peitos com india e alexis, "bam!" de alexis, algum lip sync de manila que foi bem broadway (como disse alguma ota).

besouro (2009)
sobre a história desse capoeirista, besouro, que lutou pra defender a capoeira e os negros contra leis e pessoas de bosta em 1920 e pouco. o mestre dele morre assassinado quando besouro não tava por perto pra proteger e todos ficam culpando ele, e ele se retira pro mato pra entender o que deve fazer. o mestre queria que ele desse continuidade à luta dele, botasse em prática o que ele vinha pregando. um dia vê exú na feira, que quer que ele o reverencie e aceite as coisas que deve fazer. melhor caracterização que já vi na vida, potencialmente; absurdo de bom. ele e outros orixás fazem algumas coisas pra fechar o corpo dele, e besouro começa a se rebelar contra o coronel (que se fazia de bonzinho) e os brancos colocando fogo no canavial, quebrando a maquinaria, etc. tentam pegar besouro mas agora falam que ele voa, uns efeitos show e capoeira massona, saltos e tudo. no final ele morre com as tripas à mostra, mas o mestre diz que a morte não existe ou algo assim, que a luta continua. deixou um filho com a menina bonita que era amiga desde a infância, que treinava com ele e mais um (que dedurou pro capanga do coronel o que é que perfurava corpo fechado). "besouro" por ser preto e avoar, contra todas as expectativas. bem bom, triste. só em 1953 que a capoeira foi liberada de verdade.

the legend of korra S02 (2013)
livro dois, "espíritos". começa com ela visitando a tribo dela e o tio chegando (é o chefe da tribo do norte). vários casos de espíritos violentos e ele consegue acalmar, convence korra a ficar com ele pra que a ensine. ela rejeita tenzin e o pai. desna e eska, filhos de unalaq (tio), a última namorando bolin, absurdo. o tio tem a intenção de unir as duas tribos e começa uma rebelião, fazem parecer que o pai tenta matar o tio, é julgado e quase morre. korra ajuda ele a fugir e ele fica meio que escondido planejando novo ataque. guerra civil, korra tentando apoio da rebublic city mas não ajudam, varrick (um doido da tribo da água, ricão) faz coisas de propósito pra incentivar o povo a exigir alguma ação. "movers", filmes dele, bolin estrelando. mako trabalhando na polícia e descobrindo tudo, mas ninguém acreditando. korra termina com ele. ela é atacada por um espírito e perde a memória, aprende a história do primeiro avatar (wan) e de raava e vaatu – raava é o espírito da luz, da paz, enquanto vaatu é a escuridão, o caos. o avatar é a fusão de um humano com raava, que torna possível a reencarnação dos avatares, cuja missão é guiar o mundo pro equilíbrio. a cada dez mil anos tem uma tal de convergência harmônica, quando raava e vaatu batalham; diz que nenhum pode extinguir o outro, que mesmo derrotados inevitavelmente vão ressurgindo. korra entende que unalaq tá tentando abrir o portal do mundo espiritual que wan fechou, unir o mundo espiritual ao material igual era antes, mas quer se fundir com vaatu pra que as trevas governem. ele consegue, remove raava de korra, começa a destruir as coisas mas tenzin diz pra korra meditar na árvore do tempo (onde vaatu tinha ficado aprisionado) e usar o próprio espírito pra lutar contra ele. gigantona azul. tenzin aprende a não tentar ser aang, ser quem é e não o que é, e diz isso pra ela. a filha dele, jinora, que teve que guiar korra pro mundo espiritual, porque ele não conseguia. na luta do espírito de korra contra vaatu/unalaq aparece (o espírito de) jinora, faz surgir raava dentro de vaatu não sei como, e korra apazigua o caos. ela recupera raava mas perde a conexão com os antigos avatares. decide deixar aberto o portal do mundo espiritual, começar uma nova era, vai ajudar no equilíbrio entre os dois mundos. foi uma virada muito grande de interessantismo quando vem essa história de wan e tal, massa. mal explicado as coisas do espírito de korra e de jinora ajudar. ela que salva tudo, afinal. quando korra volta não lembra que terminou com mako, e ele já tinha dado uns pega em asami.

outsiders (susan e. hinton)
garotos chamados de "greasers" por serem (supostamente) sujos, usarem brilhantina, serem pobres. rivais dos "socs", ricos, marmanjos. três irmãos, os mais novos chamados sodapop e ponyboy (o último é o narrador). começa apanhando de socs na rua, depois se amiga com garotas socs junto com o amigo johnny, até que socs pegam eles na rua e quase matam ponyboy afogado – johnny mata o cara que tava fazendo isso com ponyboy e os dois fogem pra uma igreja abandonada numa colina. se disfarçam cortando e descolorindo o cabelo, passam uma semana lá, a igreja pega fogo quando saem pra passear com um colega e os dois ajudam a salvar crianças presas lá dentro. johnny quebra a coluna e fica no hospital até morrer. dally (o colega que tinha visitado na igreja e ajudado a fugir) atrai policiais pra que o matem e morre com tiros. coisa de serem unidos e todo mundo ter problemas, mesmo os socs. coisa de olhar o pôr do sol, pony e a menina também. coisa dos irmãos não serem separados (os pais morreram, não diz como). meio mal escrito e história que podia ser fic, muitos cigarros, comentários que só acontecem em livro. a autora tinha 17 anos quando publicou.

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2019

lidos/assistidos em fevereiro (22)

io (2019)
a terra num futuro em que os recursos naturais se esgotaram, os animais tão extintos e as pessoas foram embora pra esse satélite de júpiter chamado io. uma mulher sozinha no mundo, explorando uns lugares em busca de vida se adaptando, criando abelhas que podem ter alguma mudança genética. chega um cara de balão em busca do pai dela, que na verdade morreu... ele (o pai) apoiava que as pessoas ficassem na terra, tivessem esperança e trabalhassem pra arrumar um jeito de continuar vivendo. o último lançamento pra io é em poucos dias e o cara do balão quer levar a moça; eles ficam juntos porque ela diz que precisam. no fim ela tira a máscara e fica de boa na atmosfera cheia de amônia da terra, e manda o outro dizer que há esperança ainda. termina com ela e uma criança na praia, como um sonho que ela tinha. esperava mais, que ela não fosse transar com o homem ou que não ia ter essa coisa toda de repovoar o mundo, criança, baboseira.

the l word S05 (2008)
helena presa por roubar dinheiro daquela doida das apostas. tira dusty (companheira de cela) da prisão e vão morar no taiti. volta no final pra comprar o shebar. tudo começou com shane sendo chamada pra sexo com a dona, dembo, e sua "lover cindy"; depois lover cindy faz sexo com ela sozinha e a outra começa a se vingar descontando no the planet. ratos lá e denúncia de bebida pra menores aqui. paige supostamente queima wax, onde shane trabalhava. ela decide parar de transar e começa a se exercitar muito, engraçado. papi some. kit compra revólver depois de ser assaltada, pensa em cometer crime contra dembo e é salva por ter que cuidar de angelica, que quase se mata brincando com a arma. bette começa a trair jodi com tina, fica dizendo que sempre a amou, que ela e jodi não tavam dando certo. descobrem na coisa de bicicleta da subaru pra câncer de mama, team dana. barraca de jenny ridícula de enorme. ela trabalhando com tina pra fazer o filme, quis ser diretora e é toda insuportável e irritante. começa a namorar a atriz principal do filme, niki de 20 anos, que é como um cachorrinho no set (segundo tina). pior ainda ver tina falando irritado e dando uns grito, "shit shit shit", "i'm screwed", "nikei!". adele assistente de jenny, imitando ela no cabelo e estilo (max desconfiado das histórias dela), acaba traindo todo mundo manipulando sex tape de jenny e niki. tasha sai do exército depois de um julgamento pela alegação de conduta homossexual; ela ia ganhar mas desiste. gosto da cena dela sentada no sofá ouvindo as seis da tarde, me identifico (quando eu me demitir). alice se afirmando lésbica com as perguntas da militar lá, apagamento bissexual da zorra desde uns tempos atrás. começou a trabalhar num programa de tv e tava expondo pessoas, tirando elas do armário. ela paquerando uma estilistinha, pra quê... molly filha de phylis obrigada a conhecer as lésbicas e virando amiga de shane, depois querendo transar e falando que ela era uneducated e fácil de conversar, por isso gostava dela. shane se magoa e molly vai atrás dela na coisa de bicicleta, começam a namorar. phylis conversa com shane sobre a promiscuidade dela e de novo shane desiste do relacionamento achando que vai machucar a menina. max e o intérprete de jodi... algo sobre ser atraído ao sexo oposto, não necessariamente mulheres. shane transando com niki e a ota quase caindo, jenny de coração partido. brownie de maconha infinito na festa do filme no começo, risadas e todas elas cantando juntas, legal. frustrante tanta pegação e traição e deslealdade e sexo, viu... tá chato isso.

blade runner (1982)
história se passando em 2019, como se fosse um futuro avançado em que existem androides ("replicantes") resistentes e inteligentes, com aparência humana e tudo, criados pra serem escravos. mas começaram a desenvolver sentimentos próprios e iniciaram uma revolta contra os humanos, e designaram pessoas especializados em matá-los ("blade runners") pra ir atrás de todos. deckard (indiana jones) é um deles e tem que matar quatro rebeldes, e descobre uma outra no caminho, que nem sabia que era replicante – pertencia ao chefe da corporação que criou isso tudo, tinha memórias implantadas. no final ele foge com ela depois de os quatro morrerem. achei muito nada a ver e fiquei sem entender qual é o hype todo, mas não sei direito se vimos a versão boa, já que parece ter várias... lembro de vídeo falando sobre o significado, algo de deckard ser um replicante feito pra caçar outros replicantes e ter memórias implantadas, mas o filme não deixou nada muito claro. t disse que tem uma fala famosa que parece estar numa música, o tears in rain monologue antes do último replicante morrer sozinho. ainda quero ler o livro de philip k. dick.

the l word S06 (2009)
dylan reaparece, pede desculpas pra helena, voltam depois que ela passa no teste que armam com niki (pra depois descobrirem que dylan sabia que era um teste, jenny tinha contado – helena tem problemas de confiança, não consegue, terminam). uma drag começa a ser host dos eventos no the planet e vira colega de kit, e depois se declara pra ela como homem hétero que é. tasha e alice viram amigas de jamie, menina que trabalha num negócio ativista, e o relacionamento delas melhora, mas tasha e ela desenvolvem um crush que faz com que alice termine, querendo deixar tasha livre e feliz. no fim tasha reaparece procurando alice, mas não fica claro se elas voltam. jenny grava vídeo de kelly, nova sócia de bette (ex-paixão de facudade dela também), de um jeito que pareceu muito que bette tava fazendo oral, e fica ameaçando ela – bette diz que faria qualquer coisa pra preservar a família que reconquistou. ela e tina constroem um segundo piso na casa, sem corrimão fixo ainda. querem novo filho, dá errado, vão se mudar pra nova york porque tina consegue emprego novo lá. shane e jenny namorando porque foi assim que jenny perdoou ela pelo negócio com niki e tudo. alice descobrindo de primeira mão, mandando sms pra todo mundo, todas chocadas e bette rindo muito, engraçado. kit não consegue mexer no celular, desatualizada dando notícia. shane descobre depois que jenny tinha escondido carta de molly num casaco no sótão, além dos negativos sumidos do filme lez girls. mostra pra tina e ela fica brava, diz que vai "put her (jenny) out of her misery". isso de jenny irritando e mentindo pra todo mundo, fazendo coisa ruim pra geral... roubou ideia de roteiro de alice, vendeu por meio milhão; deu de presente um estúdio de fotografia pra shane. shane trai com niki, ela descobre, mas compra niki no evento beneficente pra que shane não tenha que se esconder no banheiro com ela. manipuladora demais. max engravida do intérprete de jodi, que abandona ele; muita pressão no chá de bebê do coitado. termina com jenny morrendo enquanto todas assistiam o vídeo de despedida que ela gravou, não fica claro como (começa assim, na verdade, e a temporada toda vai construindo pra isso). todo mundo falando que é muito unido e indo pra delegacia desfilando no encerramento. doido que virou um negócio de mistério no final, mas bem bom. meio sem conexão, mas ok, curti ter finalmente visto essa série.

sex education S01 (2019)
otis é filho de uma terapeuta sexual que sempre tá dormindo com um cara diferente – mas sempre acham que o quarto dele é o banheiro –, e a casa onde moram é cheia de coisas falando de sexo, quadros eróticos e objetos fálicos. ele tem um amigo chamado eric, gay, e tão começando um novo ano no colégio. adam, filho do diretor do colégio e grande bully valentão, acaba sendo a dupla de otis pra um trabalho, e conhece a casa e a mãe dele quando se encontram depois da aula. jean (a mãe) conversa com adam e fuma maconha com ele, e diz que em pessoas que começam a usar cannabis numa idade jovem é comum haver problemas relacionados a impotência sexual – adam não consegue gozar quando transa com a namorada. noutro dia adam vaza uma fita da mãe de otis, de algum dvd dela falando sobre como se masturbar, e otis sai da sala de aula constrangido. maeve, colega de sala com quem fazia um exercício de botar nome nas partes femininas, vai atrás dele, e encontram adam escondido porque tomou viagra pra tentar impressionar a namorada e ficou com uma ereção que não ia embora. pede ajuda a eles e otis age como terapeuta pra entender os problemas que andava tendo, e depois de ver a eficácia da conversa maeve sugere que eles comecem a atender as pessoas em troca de dinheiro, ela cuidando da parte financeira. a partir de então eles falam com um monte de gente – menina que vomita fazendo oral; chatona que tem foto da vagina vazada pela própria colega; lésbicas que são menos que (girl)friends, amigas; menino que é apaixonado por uma menina que não se interessa por ele; casal em que a menina não quer que o namorado veja o corpo dela... muitas coisas e otis lida bem com tudo, apesar de ter alguns problemas às vezes. maeve vira namorada de jackson, nadador, e faz um aborto no começo – otis pensa que é um encontro (ela não namorava jackson ainda) quando ela o chama pra ser acompanhante na clínica, e dali em diante que ficam mais amigos. maeve mora sozinha num trailer park, a mãe é viciada em drogas, o pai foi embora quando era pequena, o irmão tava sumido mas aparece e vende droga pra um carinha e faz ela ser expulsa no final – jackson queria um acordo de deixarem ela ficar em troca de ele continuar nadando pela escola mas o diretor engana ele. no aniversário de eric eles (ele e otis) costumam ir ao cinema vestidos de uns personagens de um filme supostamente icônico pra comunidade gay, mas otis não aparece por causa de coisas da clínica, e eric perde o casaco com carteira e celular e depois apanha na rua. só tem ele de filho homem na família e o pai se preocupa com a explicitude da gayzice dele, por questão de segurança, e tinha dito que ele precisava toughen up; a partir do incidente no aniversário ele passa a ser raivoso na escola e bate numas pessoas, o que deixa ele de detenção. numa das vezes que ficou na escola adam (também detido) faz oral nele (antes de tudo ele costumava fazer bullying com eric). antes tem baile da escola, onde eric vai todo extravagante – depois de recuperar as cores e determinação que tinha, passado o período sombrio – e faz as pazes com otis – tavam brigados desde a ausência dele no aniversário. no baile é onde maeve descobre que otis ajudou jackson a ficar com ela como namorada, apesar de sem querer, e ficam de mal. mais tarde ele manda um bilhete pra ela com o troféu de melhor redação, roubado de adam – mas porque maeve que escreveu pra ele em troca de dinheiro, e ele venceu –, mas quando ela vai visitá-lo pra falarem dos sentimentos vê otis beijando ola, filha bonitinha do cara que andava consertando tudo na casa da mãe (eles tão se pegando). achei muito bom e divertido, trilha sonora legal também. vi porque mateus usou uma música de lá pra song class.

pariah (2011)
alike é uma adolescente de 17 anos que é lésbica, mas os pais são religiosos e ela tem que esconder isso. na escola e quando sai com a colega laura ela tira os brincos, usa boné e roupas largas, mas quando volta pra casa volta pro look feminino aceitável pra mãe. ela é forçada a passar mais tempo com a filha de uma amiga da mãe, da igreja, mas com o tempo vão ficando mais próximas. um dia a menina (bina) beija lee (apelido dela que o pai não gosta de usar), e numa noite que elas saem juntas e alike vai dormir na casa dela elas ficam. pela manhã bina a rejeita dizendo que não é gay, que só tava fazendo a "thing" dela, e lee vai embora magoadíssima e quebrando tudo. o pai trabalha muito (é policial) e fica muito tempo fora de casa, parece que tem um caso. eles tão discutindo de noite e alike interfere, a mãe a acusa de ser uma "nasty dyke" e ela se assume lésbica, e a mulher bate nela e machuca seu rosto. lee vai ficar na casa de laura, o pai vai visitar, diz que pode voltar pra casa mas ela não quer. diz que não tá fugindo. ela consegue entrar num programa de escrita de uma universidade (ela faz poemas) e pede que o pai vá à escola assinar os papeis pra que ela possa se graduar adiantado. vai ver a mãe pra se despedir, diz que a ama e a mãe não responde, mas fala que vai estar orando por ela. termina com um poema de alike muito bonito. bem triste e sensível, assuntos que me fazem chorar. surpresa que tanto a atriz principal quanto a atriz que faz bina têm mais de 40 anos agora. pensando no peso que deve ser levar roupas diferentes pra todo lugar. a escritora do filme que fez o poema, e tem outros filmes premiados também.

anomalisa (2015)
michael é um palestrante e autor de livro sobre atendimento ao consumidor, e vai pra cincinnati pra um evento. todas as pessoas, exceto ele, têm o mesmo rosto e a mesma voz (que na dublagem é de goku), mas numa hora ele ouve uma voz diferente e vai atrás. encontra lisa, que viajou com a amiga pra ver a palestra dele. ela é bem espontânea, fica preocupada de falar mais do que deve, relembra toda hora que é feia e burra, diz que a última vez que se envolveu com alguém foi há muitos anos. diz que leu o livro dele com um dicionário e comenta que gosta da palavra "anomalia", que se identifica, e michael chama ela de anomalisa, ao que ela gosta. ele se fascina porque lisa não é igual a todo mundo, gosta da voz dela (ela canta girls just wanna have fun pra ele) e passam a noite juntos, e ele sonha que o gerente do hotel é apaixonado por ele e todo mundo é a mesma pessoa, e só existe ele e lisa no mundo, e têm que ficar juntos e fugir. de manhã eles tomam café e ele começa a reclamar de ela bater o garfo nos dentes e falar de boca cheia, e parecer ser controladora com as sugestões do que fazer quando ele diz que vai deixar a esposa e o filho criança, e de repente lisa começa a ficar com a voz igual aos outros e o rosto também. michael se entristece, não consegue chorar quando quer, fala umas coisas tristes na palestra, que não tem com quem conversar. termina com cena de lisa escrevendo uma carta pra ele, e tanto ela quanto a amiga tem rostos normais, distintos do resto das pessoas e tal. talvez tenha algo de ninguém ser o bastante pra ele, todos desinteressantes, mas ele também disse que tinha um problema mental... filme de bonecos, stop motion. bacana.

lizzie (2018)
história que se passa no século 19 e tem kristen stewart no papel de uma criada irlandesa trabalhando pra uma família americana bem rica. a mãe morreu e o pai casou de novo, vivem com as duas filhas, já com uns 30 anos. lizzie é uma delas, personalidade forte, tem umas convulsões de vez em quando. gosta de um pombo do estábulo, ensina bridget (kristen) a ler. o pai recebe umas ameaças, cartas com frases como "você vai sangrar" e "você não pode se esconder do que está por vir". lizzie desconfia que seja coisa do tio pervertido, interessado em assumir a herança, e ele vai embora depois de ela o confrontar sobre. o pai costumava ir ao quarto da criada pra estuprá-la... lizzie quebra um espelho e coloca os cacos do lado de fora da porta quando descobre. elas começam a se simpatizar mais intimamente e se pegam no estábulo uma hora, beijos e sexo tipo shane. o pai vê e diz que vai despedir bridget dali uns meses, que a filha é uma aberração. aí o pai e a madrasta aparecem mortos (o filme começa assim, na verdade, e volta uns meses pra contar tudo), e lizzie vai a julgamento como suspeita. foi ela mesmo que cometeu o crime, nua e usando a machadinha que o pai usou pra matar os pombos dela, cuidando pra matar a mulher bem antes dele pra que ela e a irmã continuem com a herança. aparentemente ela não foi condenada, mas a empregada foi embora e nunca mais se viram. história real, não sei se a parte lésbica, mas tem vários filmes e coisas sobre essa lizzie borden. me pareceu que ela exagerou no plano pra que pudessem ficar juntas, e a coitada de bridget só queria uns amorzinhos, e se afastou porque teve medo da doidice da ota. era pra ela ter matado o pai, mas não conseguiu (kristen faz boas atuações de medo e dor e sofrimento, talvez porque é o estado natural da cara dela).

in on it (daniel macivor)
a peça que inspirou "sobre eles e nós", que guto apresentou quando fez o curso intensivo d'os geraldos. não lembro bem da peça dele mas sei que gostei bastante; dá pra perceber a inspiração nessa original. dois personagens apenas, tudo se passando em três ambientes – a peça, o espetáculo, o passado. tem a ver com a vida deles, como se conheceram e se relacionaram (são dois homens), e eles vão atuando como outras pessoas, sempre uma dupla conversando sobre o que tá acontecendo. diversas vezes param e se perguntam se fica bom assim, se é um bom começo ou final pra peça, e discutem como são os outros personagens e como tudo aconteceu. não dizem na peça, mas aparentemente a parte ficcional da história foi pra dar um contexto pra pessoa que bateu o carro contra o carro de um dos dois, que morreu. bacana e interessante, curto de ler.

the end of the f***ing world S01 (2017)
tem esses dois adolescentes, james e alyssa, que são bem peculiares – james é quieto e esquisito, supostamente um psicopata, e alyssa é rebelde e esquentadinha. o pai de james é meio bestinha, a mãe se suicidou na frente dele quando ele era criança; a mãe de alyssa é casada com um babaca, com quem tem gêmeos, e o pai dela não a vê há anos, embora mande cartões de aniversário sempre. ela se interessa por james e no começo ele planeja matá-la, mas acaba que um monte de coisa acontece e ele reconsidera essa decisão porque começa a ter sentimentos. os dois roubam o carro do pai de james e vão dirigindo pra qualquer lugar, mas batem o carro numa árvore e ele explode (alyssa pretendia transar com james enquanto ele dirigia). acham uma casa vazia e ficam por lá, e o menino descobre que o dono da casa é um assassino – encontra várias fotos de mulheres mortas e uma câmera com vídeos dos crimes. quando o cara volta ele tenta abusar alyssa e james a salva enfiando sua faca no pescoço dele, que morre. depois fogem, mudam o cabelo e as roupas, alyssa passa um tempo sozinha porque ficou com medo de james, mas no final se reúnem novamente e roubam um carro pra continuar a viagem (decidem ir encontrar o pai de alyssa). duas detetives, aparentemente lésbicas e com uma certa trama entre si, começam a investigar o caso e procurar por eles. os dois roubam gasolina num posto também, ameaçam a mulher fingindo ter uma arma, recebem ajuda do garoto que trabalha na loja de conveniência (frodo), que achou que ia fugir com eles mas foi deixado pra trás. conseguem chegar até o pai de alyssa e ele é um drug dealer, mora numa casa móvel, meio doido. ela descobre que tem um irmão criança e que o pai nunca mandou cartão de aniversário, que era a própria mãe fingindo. uma das detetives os encontra e pretende fazer o possível pra protegê-los, mas james faz 18 anos e pode ser preso de verdade, então deixa alyssa e foge sozinho. diferente e legal, episódios curtos, só uma temporada por enquanto.

certain women (2016)
primeiro uma advogada que tem um cliente tentando processar onde trabalhava, mas não pode porque assinou alguma coisa que removeu direitos dele; ele pega um cara de refém (aparentemente um segurança, mas que seria rei de samoa se 14 pessoas morressem) e ela vai conversar com ele, ler o seu processo, e acaba que ele é pego pela polícia e preso. depois uma mulher que vai construir uma casa num lugar meio afastado, perto de montanhas; tem um marido que tenta ser legal com ela e uma filha aborrecente; eles pedem pedras de arenito pra um senhor que mora por perto. por último uma sapatona trabalhando num rancho, cuidando de uns cavalos; ela aparece numa escola e assiste uma aula pra que não se matriculou, mas continua indo porque a professora é kristen stewart; mostra um restaurante de estrada pra ela, onde vão sempre depois das aulas (ridículo o tanto de comida que kristen pede e o pinguinho que come), e dá carona de cavalo pra ela numa noite; quando ela não aparece mais na escola porque desistiu de viajar 4 horas pra ir e 4 pra voltar toda terça e quinta a outra pega o carro e vai procurar ela na cidade onde mora, só pra se verem e ficar um clima estranho e ela ir embora sem nada de mais acontecer. tudo muito parado, devagar e sem trilha sonora; até interessante o quão real faz parecer. sem muito sentido nem conexão – apesar de a sapatona procurar kristen no consultório daquela advogada do começo, porque kristen estuda direito –, só histórias.

grey's anatomy S06 (2009-2010)
o seattle grace junta com outro hospital, mercy west, e é aí que vem aqueles outros personagens – jackson avery, april kepner, e só isso que lembro mesmo. meredith doa parte do fígado pro pai depois de entender o que significava pra lexie, e tendo decidido fazê-lo pela irmã, não pelo pai. alguma coisa errada com uma paciente, por causa de desentendimentos com um médico vindo do outro hospital, faz com que izzie seja demitida (o que faz com que ela perca o sentido da vida e suma, abandonando alex). episódio massa pra investigar a morte de uma mulher, envolvendo um monte de outros pacientes e médicos (por causa da junção tava bem lotado); no final percebem que foi tudo porque kepner não fez o exame das vias aéreas porque a atenção foi pra um cara passando com um martelo enorme nele. derek culpa webber, alegando que ter gente de mais é ruim também. logo em seguida derek faz uma cirurgia absurda num técnico de laboratório que trabalha lá, mesmo sem a autorização do chefe (fez desenho na parede de casa, ficou pensando com grey o que tinha que fazer, tinha que ser no chute mesmo, mais de 24 horas de cirurgia mas deu tudo certo). webber faz um erro estúpido numa cirurgia (fechou o negócio de bile de um paciente) e admite que precisa dar um passo atrás, e para de fazer cirurgias. voltou a beber também, meredith sabe e não queria que derek fizesse nada porque não era segredo dela, mas acaba que ele conta pra administração ou sei lá e eles demitem webber. derek se torna chefe de cirurgias. mark saindo com teddy. ele e callie desejando muito um bebê, arizona não querendo de jeito nenhum, conflitos. filha de sloan grávida, acaba indo pra adoção mesmo (ela tem uns 18 anos). owen perturbado com lembranças, não sabendo o que sente por teddy, conturbações com cristina. últimos episódios do cara querendo matar derek por causa de ele ter declarado a esposa dele morta depois de uma cirurgia; muitos médicos mortos e feridos no caminho, cristina operando derek com uma arma apontada pra cabeça, depois junto com avery fingindo que derek tinha morrido, correndo pra terminar a cirurgia, meredith tendo aborto por causa de tudo (tinha acabado de descobrir que tava grávida) enquanto operava owen. mulher que acorda no meio da cirurgia, cara obeso e umas coisas sobre fazer piada, menina "esquisofrênica" que tinha um negócio no ouvido que a fazia ouvir os barulhos dentro do corpo (demi lovato). bailey namorando com o anestesiologista. meio fraca essa temporada, melhora lá pelo final.

paranorman (2012)
animação em stop motion sobre esse menino, norman, que consegue ver e conversar com gente morta. as pessoas acham que ele é esquisito, o chamam de freak, mas tem um brother da escola que não liga (também sofre bullying, por ser gordinho) e quer ser amigo dele. norman tem um tio meio doido que também vê mortos, e antes de morrer passa a ele a função de parar a maldição da bruxa pela qual a cidade é conhecida. tenta ler um livro num túmulo mas era o das vítimas, sete caras que acordam como zumbis e ficam atrás dele. eram os homens que sentenciaram a bruxa a morrer há centenas de anos atrás, numa coisa meio inquisição. o colega da escola, o irmão dele, um bully da escola e a irmã de norman acabam se envolvendo e tentando ajudar a fugir dos zumbis, de quem a cidade tá tentando se livrar – mas acaba que só queriam ajuda pra botar um fim na maldição que voltava todo ano. o livro tinha é uma historinha pra bruxa se acalmar, porque ela era só uma menininha que também via mortos quando vivia. supus que os zumbis iam ser de boa desde o início. a galera consegue parar os cidadãos e a família de norman o leva até o túmulo da bruxa, onde eles conversam e ele a faz se lembrar de coisas boas. diz que tem que ir embora pra poder encontrar a mãe, que machucar quem a machucou não ajuda nem resolve nada. o irmão musculoso do brother é gay, fala que o namorado vai adorar fazer não sei o quê que a irmã de norman sugere (era um flerte). o menininho diz que não tem peitinho e sim peitoral, mas quando toma soco diz "ai meu peitinho". bacaninha.

imagine me & you (2005)
rachel se casa com hector (apelido "heck", que é estranho) mas se apaixona à primeira vista ao trocar olhares com a florista luce, que decorou a cerimônia. o marido acha uma boa ideia fazer amizade com ela, e no começo tenta juntá-la com o amigo que lembra barney de himym, pegador e convencido. descobre que ela é lésbica e isso começa a perturbar a esposa, que já tinha percebido a atração que tavam tendo. luce diz que não se mete em casal, não quer atrapalhar, mas se pega com rachel quando ela aparece na loja. o marido aparece na hora e pede buquê, que tá triste pelo relacionamento ter mudado, diz que quer voltar a ser como era antes. rachel, culpada, chega em casa e conta tudo pra ele, mas hector tinha chegado bêbado e fingiu dormir no sofá. mas ele ouviu e termina com ela depois, dizendo que quer que ela seja feliz e não pode ficar no caminho. rachel vai atrás de luce com ajuda dos pais e da mãe dela, porque ela tava saindo de férias pra viajar. ambos os carros presos num engarrafamento bem no lugar que era pra ser atalho, e rachel reconhece o ciclista passando cantando happy together quando liga pra luce (ele passa do lado do carro dela, que tava um pouco mais atrás). ela sobe no carro e grita do jeito que luce ensinou, bem alto, e correm uma pra outra e se beijam. comédia romântica legal, atores até famosos (luce é cersei lannister), queria que tivesse mais. de novo isso de botarem drama lésbico com uma hétero cujo parceiro é o melhor homem possível.

rupaul's drag race all stars S04 (2018-2019)
jasmine masters, farrah moan, gia gunn, valentina, manila luzon, latrice royale, naomi smalls, monique heart, monét x change, trinity the tuck. dupla vitória de monét e trinity, mas pareceu meio desmerecido. algo sobre nunca ter tido vencedora negra, manila postou tweet que pelo menos agora era só metade branca. monét sempre meio esquisita desfilando, a cara, sei lá – mas talentosa nas danças e engraçada, legal. fez discurso falando de deus, que não importava se era uma coisa no céu ou uma lesma marinha ashuhs nonsense, inesperado. trinity bem boa no humor e nas roupas. tava gostando de monique heart pelo jeito que fala e porque acho bonitinha desmontada, mas teve umas roupas bem ruins. naomi só tem perna, meio sem sal, apesar de ser toda fashion. latrice voltou quando teve negócio de todas que tinham saído lutarem com lipsync contra as que tavam, mas não fez nada demais lá – essa coisa de ela ser classicona parece fazer com que favoritem ela. ficava se irritando com as outras e saindo dos personagens. manila muito boa sempre, preferia que latrice tivesse saído (as duas foram as piores na hora, amigonas). valentina vivendo no mundinho dela, sempre desfilando pra entrar no backstage. tinha umas roupas bonitas na maioria das vezes, sempre parecia uma boneca, mas era ruinzinha em humor e criatividade. gia irritantíssima, maldosa, falsiane. farrah nem lembro de nada. jasmine, coitada. "club 96" (sussurrado) de valentina e naomi, imitações em jogo de namoro, tribunal todo doido, velório de uma dragzona engraçado (monét tirando óculos escuros e tendo outro embaixo, monique de pastora)... trinity vestida de velha pelancuda pra um lipsync depois de ganhar, pareceu só que queria usar em algum momento que não teria nada a perder. ellen pompeo (grey de grey's anatomy) apareceu nos juízes e a filha de kurt cobain também. ru sempre de roupas feionas. legal de assistir, deu vontade de ver tudo de rupaul, não só all stars (já que talita disse que é fuleiro, não fazem as roupas, etc). e voltou tudo pro netflix!

o perfume da memória (2016)
laura tá sozinha em casa no aniversário porque recém se separou do marido e quer curtir a tristeza dela. aparece uma tal de ana, amiga dos amigos mas que nunca tinha visto antes porque mora na inglaterra. ela começa a recitar poemas de laura e ela se sente invadida porque não era pra ninguém saber dos versos. acaba que ana entra na casa dela e passam a noite toda conversando e brincando e se aproximando. ana é casada mas não tem desejo pelo marido, nem ele por ela, e ambos tem outros casos, mas se mantém casados porque não querem sentir dor. diz que quando sabe que vai se apaixonar volta correndo pro marido, que é a única segurança da vida dela. no final iam ficar juntas mas ana decide ir embora por causa disso, e conta que teve um lance com o marido de laura e por isso soube dos poemas (o cara fingia serem dele), e terminou tudo quando soube que era casado e etc. laura acha perturbador o que ela fez mas no final ela recebe ana de volta, quando ela diz "sim" pra qualquer coisa relacionada a se arriscar. filme de oswaldo montenegro e com narração e músicas dele também, duas mulheres tocando flauta e violoncelo pelo filme todo. meio teatral, elas aparecendo, maquiadas forte. umas falas muito irreais e aquela atuação fuleira. agonias mil. tava na lista de lésbicos.

ice people (2000)
curta com kate moennig. ela bem novinha, cabelo cacheado, mas mesmo jeitinho de shane. é bem kristen stewart no sentido de parecer a mesma pessoa nas coisas diferentes, tem seu próprio jeito reconhecível. mas gosto, é legal como fala felizinha e interessada. o curta é sobre ela ser escritora e arrumar essa tal de rimini pra fingir ser autora dos livros e atrair público, e que no final morre afogada fugindo dela. aí fica bem neon demon, com uma mulher tirando foto dela morta e isso virando a capa do livro. a personagem de kate tem um nome russo. meio doido e sem sentido.

brokeback mountain (2005)
1963. jack e ennis são contratados pra trabalhar pra esse cara que tem umas ovelhas – precisam subir a montanha brokeback com elas, vigiar de noite, etc. no começo era ennis que fazia comida e jack que andava a cavalo e dormia com as ovelhas, mas trocam numa hora. tem que pegar provisões semanalmente. uma noite bebem bastante e ennis não consegue voltar pra onde tão as ovelhas, e resolve dormir do lado de fora perto da fogueira. quando ela apaga ele começa a tremer de frio e jack chama ele pra barraca, pra dormirem juntos. no meio da noite ele coloca o braço de ennis em volta dele numa conchinha e o outro acorda assustado. jack faz como que quer beijá-lo e transar sexo mas ennis pega ele por trás pra continuar sendo macho. no dia seguinte diz que não vai voltar a acontecer mas corre pra barraca abraçar e amar jack. ficam nesse namorinho e o dono das ovelhas vê, vai dar recado desnecessário, e no final reclama que ficou com menos ovelhas e com ovelhas que não eram dele (aquela primeira vez que dormiram juntos aconteceu que as do cara se misturaram com umas chilenas), acho que paga eles menos também. se despedem e ennis finge ser durão mas vai chorar num beco logo em seguida. voltando pra cidade dele ele se casa com uma mulher, tem duas filhas, fica trabalhando em ranchos. jack fazia rodeios e conhece anne hathaway, filha de um cara de uma indústria de tecnologia agrícola ou sei lá. se casam e têm um filho. jack já tinha ido procurar por ennis no cara das ovelhas quando manda um cartão postal pra ele. ennis fica todo animado e nervosinho e feliz quando se reencontram, e não resistem a dar uns beijos brutos de macho. a esposa vê e percebe tudo, eles falando que vão ficar uns dias na montanha pescando mas é tudo disfarce, traz nem peixe pra casa nem abre a mala de pesca. ficam se vendo umas três vezes por ano ou mais frequentemente. numa hora ennis se separa da mulher, perde a guarda das filhas, tem que mandar pensão e pega elas uma vez por mês. vai ficando complicado e jack vai ao méxico pagar prostituto. passam uns 20 anos nisso. ennis fala que pra ele é mais complicado, que jack dificulta as coisas, mas jack devolve dizendo que sempre falou que podiam morar juntos, arrumar o rancho dos pais e começar uma coisa só deles, mas ennis nunca quis. tem uma mulher que fica com ennis mas ele quebra o coração dela por causa disso tudo. um dia ele recebe carta de jack e tá carimbado como "falecido". liga pra mulher dele e ela diz que morreu enchendo pneu da caminhonete, que estourou e voou nele, quebrou mandíbula e ele afogou em sangue. morte leve. ennis lembrando de como o pai mostrou um cara morto pra ele quando era criança, que tinham matado arrastando pelo pinto pois descobriram que era viado. triste. ele visita os pais de jack pra ver se consegue pegar as cinzas dele e jogar em brokeback como a esposa disse que ele queria, mas não rolou. bonito como se amam e doido essa coisa de ser machão, triste tudo também. gostei e gostei de ter visto.

pulp fiction (1994)
umas histórias doidas envolvendo crime. primeiro esse casal que faz assaltos conversando sobre como é mais fácil roubar um banco, dando exemplo de alguma gangue que botou um cara com telefone que passava pra um funcionário e alguém dizia que tinha a filha dele como refém, e pronto, "o telefone foi a arma". decidem assaltar o restaurante em que tão porque além do dinheiro do caixa podem assaltar os clientes, levar as carteiras. depois vem uma história com aqueles personagens clássicos do filme, vincent e jules (john travolta e samuel l. jackson). eles ficam conversando sobre um cara que o chefe matou, que supostamente foi porque ele fez massagem nos pés da esposa dele, etc. gostei que a conversa pareceu bem coisa de colega, não parecia estar lá pelo filme nem nada, não explicava história e tal. só tinha a ver que vincent ia ter que fazer companhia pra esposa do chefe. eles matam um cara que fez algo errado com o chefe deles, jules cita uma passagem da bíblia lá, e depois vêem butch (bruce willis) quando encontram marsellus, o chefe. a próxima história é vincent com mia wallace (uma thurman), a esposa de marsellus. antes ela passa num colega pra comprar heroína e "se pica" na casa dele. por isso tem aquela cena do meme dele confuso na casa de mia, procurando de onde vem a voz dela – ela tá vendo ele por umas câmeras, orienta ele até o interfone pra poder responder. saem pra jantar num restaurante temático da época de marylin monroe e buddy holly, conversam, dançam twist e ganham o troféu de melhor casal. de volta pra casa vincent vai ao banheiro quando mia chama ele pra mais um drink e fica lá treinando o que vai fazer, ser leal, controlado, enquanto ela mexe no casaco dele que tá vestindo e acha a heroína especial e forte que ele tinha comprado. pensa que é cocaína e cheira, o nariz sangra, cai no chão toda nojenta. vincent chega e sai correndo com ela pra casa do cara que vendeu a coisa, dizendo que ela tá morrendo tendo overdose. pegam uma injeção de adrenalina pra enfiar no coração dela e ela acorda de um salto com o negócio espetado no peito. ele leva ela pra casa e pede pra não contar pra marsellus, e ela diz que se ele soubesse estaria tão perdida quanto vincent. a próxima coisa é sobre butch, que é boxeador e tinha que seguir um negócio que marsellus pagou ele pra fazer, lutar só mais duas vezes ou perder alguma disputa, mas ele não segue e planeja fugir com a namoradinha francesa. acontece que ela esquece de pegar o relógio dele, que é herança de família (o tataravô mandou pro avô que mandou pro pai que deixou pra ele, coisas de guerra e guardar no cu), e ele tem que voltar na casa pra pegar. lá encontra uma arma na cozinha e era de vincent que tava no banheiro. butch mata ele e foge, mas encontra marsellus no meio da rua. atropela ele mas acabam se perseguindo, entram numa loja e o dono captura eles pra abusar sexualmente. butch consegue se livrar mas volta pra salvar marsellus, que tava sendo estuprado já. com isso fica livre pra fugir, o chefe perdoa contanto que não conte pra ninguém o que houve, diz que vai lidar com os caras. em seguida volta pra história de jules citando a bíblia enquanto mata o cara, mas dessa vez continua com um cara escondido aparecendo e atirando neles mas nenhuma bala os acertando. jules vê isso como um milagre de deus e um sinal pra mudar de vida e decide que vai sair do crime. tão indo embora levando o único cara que ficou vivo no apartamento e vincent acidentalmente atira na cabeça dele no carro, suja tudo, têm que fugir pra casa de um colega de jules (que na real é quentin tarantino). aparece esse tal de wolf, que também trabalha pra marsellus, e que organiza tudo pra que a esposa do amigo não descubra nada e pra que não tenham problemas na estrada até o ferro velho onde vão se livrar do carro e do corpo. depois vincent e jules vão tomar café da manhã no restaurante lá do começo, e jules conversa com o cara assaltante dizendo que tá mudando de vida e vai poupá-lo se ir embora e tudo. vincent tava cagando no banheiro enquanto isso, chega no final só. acaba assim, eles saindo mal encarados e engraçados vestindo roupa de quentin. massa o filme e dá pra entender porque as pessoas gostam. preciso fazer reviews menores.

rise of the guardians (2012)
jack frost vira um guardião (escolhido pelo "homem na lua") igual papai noel, fada do dente, coelho da páscoa e sandman porque precisam enfrentar breu, o bicho papão, que tá transformando os sonhos das crianças em pesadelos. ele rouba os dentes da fada, que contém memórias da infância, e nisso jack se interessa em ajudar porque não tem lembranças da vida antes de ser jack frost, e acaba descobrindo o próprio cerne – divertir e proteger crianças. acho ele bonito de cabelo branco e roupinha legal. papai noel tatuado com yetis como ajudantes e um trenó potente, coelho grandão e com túneis que chegam nos lugares, fada beija-flor com crush em jack, sandman dourado e mudo. jack frost deve ser alguma lenda de outros países, esse cara que traz a neve e tal. gosto do filme porque acho bonito de ver, mas é previsível e o de sempre.

sea-witch (moss angel witchmonstr)
livro alt-lit que veio errado na última compra da 2fast2house por talita. dessa escritora trans, categorizado como uma "genre-phobic novel-in-fragments". é sobre esse lugar/pessoa chamada sea-witch, em que a narradora viveu e cuja história conta. refere a si mesma como um monstro, habitando sea-witch com vários outros monstros. entendo como se fossem pessoas lgbtq+ compartilhando um espaço seguro (I have nothing to fear from monsters. It was people who broke my teeth with rocks.) e criando/acreditando numa religião e mitologia próprias, que envolvem o culto à "meteor", um meteoro que os vai destruir um dia (o nome é sempre acompanhado de "may she lay us waste"). gostei das analogias e das crenças e histórias das bruxas, da diversidade inserida em tudo (algumas têm pronomes como "xe" e "xyr", que entendi serem neutros). algumas fotos (tem o ânus de moss angel com a legenda "l'origine du monde", como aquele quadro de uma vulva), muitos riscos, algumas citações (várias de jordaan mason & the horse museum, banda de quem eu conheço um álbum e até gosto, e não fazia ideia das letras envolvendo transexualidade e outras coisas). na contracapa tem alguns comentários sobre o livro que acho bons – sobre conter "self-revelation", "carry a dna so free", ser "a soft fire in a sea of red milk". tem uma parte que a narradora reza pra meteor e fazem sexo assim, gosto das perguntas que ela pensa (algo como "e se eu não for boa nisso?", "e se formos ambas bottoms?", etc). gosto que uma das bruxas manda mensagem de texto pra namorada dizendo que tava pensando sobre os clitóris delas, "clits held together in a gentle fist". uma personagem chamada deadname que aparece no final e parece muito solitária, comenta sobre "bashing their (a delx) own head open". achei bonito e fiquei afim de ler os outros dois volumes, que dá pra baixar em pdf de graça.

(...) When nothing seems real it can help to remember there is no agreed-upon idea about what is real & what is not. What we know as reality exists only through collaboration & sharing & you are in no way required to live there.
(...) Sea-Witch is one of the few places in the world where the act of living & doing the few things that are needed to live hasn't been made so difficult as to be nearly impossible. Outside of Sea-Witch you have to be nearly obsessed with doing a lot of very specific strange things at the service of seventy-eight men who cause pain & you have to spend much of your life doing & thinking about these things in order to live, & even then, even if you focus your whole self on this service you still often will not be able to live. For those of us who are monsters this will always be so difficult as to be nearly impossible. (...) In Sea-Witch living is everywhere. It doesn't eat you from within.
I know from my own formation that noticing has a heaviness to it that follows you. It sits in your chest & shoulders. The object of your noticing becomes transformed entirely in your mind, becomes a thing to worship. You become transformed as well. The wholeness of who you were forms into a halfness of what you could become.

panic room (2002)
kristen stewart é filha de jodie foster.  elas se mudam pra essa casa gigantesca, três ou quatro andares, em manhattan. o corretor tinha mostrado o quarto do pânico escondido no aposento principal (disse que a mulher foi uma das poucas pessoas, se não a primeira, a notar que o tamanho do quarto era menor do que deveria) – uma estrutura de aço com uma porta absurda, sistema de ar separado, provisões de saúde e comida, telefone independente da linha principal e imagens das trocentas câmeras pela casa. na primeira noite ela deixa uns cobertores na porta do negócio, porque tem sensores pra não fechar em ninguém, e bebe vinho até dormir na própria cama. três assaltantes invadem a casa – um deles sendo boa pessoa e fazendo isso porque queria ajudar filhos, outro ridículo jared leto, outro mascarado e com colete à prova de balas e luvas. não sabiam da mudança, era pra casa estar vazia. querem milhões do morador antigo, um velho que morreu e cuja família tava ocupada decidindo quem ia herdar o quanto. a mulher acorda enquanto eles tão decidindo o que fazer, percebe, corre pra acordar a filha e consegue entrar no quarto do pânico com ela. mas é lá que o dinheiro tá, e começa um monte de coisa pra tentar tirar elas de lá dentro. a mulher não tinha configurado o telefone ainda, então ela sai pra pegar o celular na primeira oportunidade que tem (quando os caras saem do quarto e tão discutindo na escada). mas não tem sinal lá dentro. o cara "bom" conhece o negócio porque trabalha na empresa que faz esse tipo de coisa, cofres, etc. acha a tubulação de ar que chega ao quarto e manda gás pra "enviar uma mensagem", mas a mulher arruma um acendedor e bota fogo nos tubos (jared leto se queima). a filha tinha achado um buraquinho com conexão com o lado de fora e começa a piscar uma lanterna (s.o.s. que aprendeu em titanic) pra tentar acordar o vizinho da frente, que só faz levantar da cama e fechar a janela. a mulher consegue hackear na linha de telefone e falar uns segundos com a polícia e o ex-marido. jared leto resolve desistir e solta uma informação que faz com que os outros descubram que provavelmente tem muito mais dinheiro do que o que ele informou, e o da balaclava atira nele e toma o controle. o ex-marido da mulher aparece, o cara bate nele, umas chantagens pra ela sair do quarto. pra piorar tudo a menina é diabética e usa relógio de insulina, que vai indicando o nível baixando mais e mais. a mulher sai de novo pra pegar o kit de injeção (fica procurando o negócio certo em vez de levar o estojo todo, jesus) e acaba que os caras entram lá e ela fica pra fora. o mascarado tem a mão amassetada pela porta (sendo que supostamente tinha sensor pra previnir isso...), o outro aplica a injeção na menina (a mulher conseguiu tacar lá dentro). numa hora a polícia aparece e ela tem que fingir que tá tudo tranquilo. eles pegam 22 milhões em ações que tava no cofre. a mulher faz um plano pra que eles saiam e no final tá todo mundo levando soco e lutando quando o bonzinho volta (tava fugindo já) e mata o ruinzão. a polícia invade a casa e captura ele. termina com elas procurando uma casa nova e menor pra viver. muito bom apesar das coisas que só em filme, bonitinha kristenzinha.