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sábado, 30 de novembro de 2019

lidos (3) e assistidos (6) em novembro

als wir träumten (2015)
único filme da mini-mostra em comemoração aos 30 anos da queda do muro de berlim que vi. norma que montou, esse foi o último dia/filme de 3. baseado num livro de mesmo nome, que ela disse gostar muito. sobre a juventude de um grupo de amigos nos tempos seguintes à queda do muro, em leipzig (norma estudou lá, acho que é de lá também). muita doideira, carros roubados, direção alcoolizada, destruição de coisas. uns se envolvem com drogas, um vendendo e outro se viciando (esse morre). o principalzinho fica preso por uns meses, intencionalmente, pra ver se melhorava as coisas pra mãe e pra vida. apanhou feio de uma gangue (skinheads?) de gente otária, só porque gostava da namoradinha de um. "Sternchen", estrelinha. reconheci várias coisas em alemão, mas não dava pra anotar tudo. quem sabe assistindo de novo. mas a música tema é muito boa!

paprika (2006)
vi de novo com talita pra poder fazer review. um aparelho que pode ver os sonhos das pessoas, controlar, sei lá. paprika é essa mulher que consegue entrar nos sonhos, conversar, fazer qualquer coisa. depois de um tempo de filme dá pra entender que ela é a cientista séria da empresa que fabrica esse aparelho, mas ainda não sei por que ela tem essa capacidade extra. um dos caras que trabalhava no negócio rouba ele e usa pra criar um sonho/delírio coletivo absurdo. difícil dizer o sentido das coisas nesse filme. o gordão que gosta da mulher (paprika) também cai no sono infinito nesse sonho doido. a cidade toda um caos. no fim é o velho nojento diretor da empresa que tá tramando coisa, usa outro cientista do grupo pra conseguir as coisas, cena agoniante dele arrancando a "roupa" de paprika da mulher, rasgando a pele dela pregada como borboleta numa mesa. tudo muito surreal. gosto da trilha sonora, pra variar. massa e confuso os encontros virtuais (?) do policial com paprika no barzinho. e no fim ele perseguindo a si próprio, suicídio ou ele matando o amigo, etc.

die legende von paul und paula (1975)
esses dois moram na mesma rua, um de frente pro outro, em prédios. paula trabalha um bocado, tem uma filha criança e um filho menorzinho. não tem marido, não sei por quê. um dia sai pra curtir de noite e vê paul no clube. acho que ele tá com a mulher e dança com ela, ou com outra pessoa, e um velho feio com paula. mas no final, indo embora, o próprio velho troca e eles saem juntos. ficam de amor e sexo e se vêem de vez em quando. paula toda dramática, emocionada num concerto de cordas, aplaudindo antes de terminar e tudo. numa vez prepara toda uma recepção pra paul na casa dela, junta camas, enche de comida... nojentinho aquela mistura de comida e sexo, mas é breve. alguma coisa sobre a família dela ser meio doidinha, ter coisa de barco, sei lá. o filho pequeno morre atropelado, se não me engano. em algum momento ela engravida e o médico diz que ela pode morrer se tiver o filho, mas ela não se importa. por quê, véi? sério que precisa de uma criança no romance? claro que ela morre e o cara fica com os filhos que sobraram, né. o ator que faz paul é ulrich velho em dark!

einheit spd-kpd (1946)
sei lá, alguma coisa sobre a união dessas duas coisas na alemanha. dois partidos, um comunista e outro socialista. curtinho, uns 15 minutos, vi errado esperando que fosse die mauer.

die mauer (1990)
sobre a queda do muro de berlim. foi o segundo filme da mini-mostra. umas movimentações ao redor do muro, gente levando pedaço de recordação (aquela história de que tio jr. tem um, mas nunca se sabe da veracidade). turistas virando o ano novo lá. gente subindo de um jeito confuso, como se fosse só um degrauzão num pedaço. e as máquinas tirando as placas inteiras, como que já pensando em botar em museu. interessante, doido de pensar. ficou 30 anos de pé, né.

wer die erde liebt (1973)
pelo que eu entendi é um documentário sobre um tal festival da juventude da alemanha soviética que aconteceu nesse ano em berlim oriental. angela davis tava lá, jovem, altona né. falou em alemão no microfone. mensagens de incentivo e inspiração, felicidade pelo socialismo e sei lá. um bocado de apresentações musicais, gente com cara de hippie, falas anti-imperialistas. reconheci frases como "Frieden für alle", "Solidarität mit dem Vietnamesischen Volk", "Revolutionares Völke der Welt", "Die Jugend der DDR grüßt" e "Die Jugend der Welt". umas músicas/gritos tipo "Wir, wir, wir! Und zusammen!" e "Solidarität / Das ist unser Lied". num momentinho breve, em que se via a multidão filmada de cima, achei uma bandeira do brasil dançando lá no meio.

read this outside (joseph kendrick)
li duas vezes, a segunda traduzindo (revisão de talita). planos de alguma hora fazer uma versão em português. mas na verdade nem tudo é bom: tem uma página inteira sobre steve roggenbuck e outra sobre durianriders, e atualmente os dois foram acusados de abuso ou coisa pior. bom as partes sobre a vida de joseph, como a viagem de bicicleta em que acampou na floresta. excesso de falação sobre lil b the based god, mas engraçado. difícil entender se a tradução devia ser informal ou não muito, porque joseph faz umas frases tão bem feitinhas... caça-palavras que na verdade tem os opostos das palavras que ele coloca na lista de encontrar, que são coisas ruins. não esperava que todos os livros que ele recomenda no "further reading" teriam traduções em português. coisa de budismo e mindfullness. coisa de anotar sonho pra ter sonho lúcido, uns melhores momentos também. tô voltando a anotar, deu uma reanimada.

1984 (george orwell)
demorei pra ler por causa da faculdade e da vida, mas puta merda, que livro bom. já tinha certas espectativas por ser o que é, mas superou demais, nunca que eu poderia esperar qualquer coisa daquilo. tudo muito perfeito, bem pensado, meticulosamente planejado. é o extremo da distopia; não tem como qualquer outra coisa ser mais absurdamente completo do que 1984. anotei tanta citação que deu quase outro livro, mas por elas dá pra ter uma noção do que é essa história. o livro de o'brien, véi, come pode. o fim é muito bom também. acho que não vou esquecer de nada desse livro. foi massa ler em inglês também, bem tranquilo, gostei bastante do ritmo.

"Don't you see that the whole aim of Newspeak is to narrow the range of thought? In the end we shall make thoughtcrime literally impossible, because there will be no words in which to express it. (...) Every year fewer and fewer words, and the range of consciousness always a little smaller. Even now, of course, there's no reason or excuse for committing thoughtcrime. It's merely a question of self-discipline, reality-control. But in the end there won't be any need for that. The Revolution will be complete when the language is perfect. (...)"
"Even the literature of the Party will change. Even the slogans will change. How could you have a slogan like 'freedom is slavery' when the concept of freedom has been abolished? The whole climate of thought will be different. In fact there will be no thought, as we understand it now. Orthodoxy means not thinking—not needing to think. Orthodoxy is unconsciousness."
Quickly, with an occasional crackle of twigs, they threaded their way back to the clearing. When they were once inside the ring of saplings she turned and faced him. They were both breathing fast, but the smile had reappeared round the corners of her mouth. She stook looking at him for an instant, then felt at the zipper of her overalls. And, yes! It was almost as in his dream. Almost as swiftly as he had imagined it, she had torn her clothes off, and when she flung them aside it was with that same magnificent gesture by which a whole civilization seemed to be annihilated. (...)
"Listen. The more men you've had, the more I love you. Do you understand that?"

"Yes, perfectly."

"I hate purity. I hate goodness. I don't want any virtue to exist anywhere. I want everyone to be corrupt to the bones."
"Well, then, I ought to suit you, dear. I'm corrupt to the bones."
"You like doing this? I don't mean simply me; I mean the thing in itself?"
"I adore it."
That was above all what he wanted to hear. Not merely the love of one person, but the animal instinct, the simple undifferentiated desire: that was the force that would tear the Party to pieces.
(...) In the old days, he thought, a man looked at a girl's body and saw that it was desirable, and that was the end of the story. But you could not have pure love or lust nowadays. No emotion was pure, because everything was mixed up with fear and hatred. Their embrace had been a battle, the climax a victory. It was a blow struck against the Party. It was a political act.
She began to enlarge upon the subject. With Julia, everything came back to her own sexuality. As soon as this was touched upon in any way she was capable of great acuteness. Unlike Winston, she had grasped the inner meaning of the Party's sexual puritanism. It was not merely that the sex instinct created a world of its own which was outside the Party's control and which therefore had to be destroyed if possible. What was more important was that sexual privation induced hysteria, which was desirable because it could be transformed into war fever and leader worship. The way she put it was: "When you make love you're using up energy; and afterwards you feel happy and don't give a damn for anything. They can't bear you to feel like that. They want you to be bursting with energy all the time. All this marching up and down and cheering and waving flags is simply sex gone sour. If you're happy inside yourself, why should you get excited about Big Brother and the Three-Year Plans and the Two Minutes Hate and all the rest of their bloody rot?" That was very true, he thought. There was a direct, intimate connection between chastity and political orthodoxy. For how could the fear, the hatred, and the lunatic credulity which the Party needed in its members be kept at the right pitch except by bottling down some powerful instinct and using it as a driving force? The sex impulse was dangerous to the Party, and the Party had turned it to account. They had played a similar trick with the instinct of parenthood. The family could not actually be abolished, and, indeed, people were encouraged to be fond of their children in almost the old-fashioned way. The children, on the other hand, were sistematically turned against their parents and taught to spy on them and report their deviations. The family had become in effect an extension of the Thought Police. It was a device by means of which everyone could be surrounded night and day by informers who knew him intimately.
(...) From the moment when the machine first made its appearance it was clear to all thinking people that the need for human drudgery, and therefore to a great extent for human inequality, had disappeared. If the machine were used deliberately for that end, hunger, overwork, dirt, illiteracy, and disease could be eliminated within a few generations. And in fact, without being used for any such purpose, but by a sort of automatic process—by producing wealth which it was sometimes impossible not to distribute—the machine did raise the living standards of the average human being very greatly over a period of about fifty years at the end of the nineteenth and the beginning of the twentieth centuries.But it was also clear that an all-round increase in wealth threatened the destruction—indeed, in some sense was the destruction—of a hierarchical society. In a world in which everyone worked short hours, had enough to eat, lived in a house with a bathroom and a refrigerator, and possessed a motorcar or even an airplane, the most obvious and perhaps the most important form of inequality would already have disappeared. If it once became general, wealth would confer no distinction. It was possible, no doubt, to imagine a society in which wealth, in the sense of personal possessions and luxuries, should be evenly distributed, while power remained in the hands of a small privileged caste. But in practice such a society could not long remain stable. For if leisure and security were enjoyed by all alike, the great mass of human beings who are normally stupefied by poverty would become literate and would learn to think for themselves; and when once they had done this, they would sooner or later realize that the privileged minority had no function, and they would sweep it away. In the long run, a hierarchical society was only possible on a basis of poverty and ignorance.
(...) And at the same time the consciousness of being at war, and therefore in danger, makes the handing-over of all power to a small caste seem the natural, unavoidable condition of survival.War, it will be seen, not only accomplishes the necessary destruction, but accomplishes it in a psychologically acceptable way. In principle it would be quite simple to waste the surplus labor of the world by building temples and pyramids, by digging holes and filling them up again, or even by producing vast quantities of good and then setting fire to them. But this would provide only the economic and not the emotional basis for a hierarchical society. (...)
(...) The problem is the same for all three superstates. It is absolutely necessary to their structure that there should be no contact with foreigners except, to a limited extent, with war prisoners and colored slaves. Even the official ally of the moment is always regarded with the darkest suspicion. War prisoners apart, the average citizen of Oceania never sets eyes on a citizen of either Eurasia or Eastasia, and he is forbidden the knowledge of foreign languages. If he were allowed contact with foreigners he would discover that they are creatures similar to himself and that most of what he has been told about them is lies. The sealed world in which he lives would be broken, and the fear, hatred, and self-righteousness on which his morale depends might evaporate. It is therefore realized on all sides that however often Persia, or Egypt, or Java, or Ceylon may change hands, the main frontiers must never be crossed by anything except bombs.
(...) The best books, he perceived, are those that tell you what you know already. (...)
In principle, membership in these three groups is not hereditary. The child of Inner Party parents is in theory not born into the Inner Party. Admission to either branch of the Party is by examination, taken at the age of sixteen. Nor is there any racial discrimination, or any marked domination of one province by another. Jews, Negroes, South Americans of pure Indian blood are to be found in the highest ranks of the Party, and the administrator of any area are always drawn from the inhabitants of that area. In no part of Oceania do the inhabitants have the feeling that they are a colonial population ruled from a distant capital. Oceania has no capital, and its titular head is a person whose whereabouts nobody knows. Except that English is its chief lingua franca and Newspeak its official language, it is not centralized in any way. Its rulers are not held together by blood ties but by adherence to a common doctrine. (...)
The alteration of the past is necessary for two reasons, one of which is subsidiary and, so to speak, precautionary. The subsidiary reason is that the Party member, like the proletarian, tolerates present-day conditions partly because he has no standards of comparison. He must be cut off from the past, just as he must be cut off from foreign countries, because it is necessary for him to believe that he is better off than his ancestors and that the average level of material comfort is constantly rising. But by far the more important reason for the readjustment of the past is the need to safeguard the infallibility of the Party. It is not merely that speeches, statistics, and records of every kind must be constantly brought up to dat in order to show that the predictions of the Party were in all cases right. It is also that no change of doctrine or in political alignment can ever be admitted. For to change one's mind, or even one's policy, is a confession of weakness. (...)
The mutability of the past is the central tenet of Ingsoc. Past events, it is argued, have no objective existence, but survive only in written records and in human memories. The past is whatever the records and the memories agree upon. And since the Party is in full control of all records, and in equally in full control of the minds of its members, it follows that the past is whatever the Party chooses to make it. It also follows that though the past is alterable, it never has been altered in any specific instance. For when it has been re-created in whatever shape is needed at the moment, then this new version is the past, and no different past can ever have existed. This holds good even when, as often happens, the same event has to be altered out of recognition several times in the course of a year. At all times the Party is in possession of absolute truth, and clearly the absolute can never have been different from what it is now. It will be seen that the control of the past depends above all on the training of memory. To make sure that all written records agree with the orthodoxy of the moment is merely a mechanical act. But it is also necessary to remember that events happened in the desired manner. And if it is necessary to rearrange one's memories or to tamper with written records, then it is necessary to forget that one has done so. The trick of doing this can be learned like any other mental technique. It is learned by the majority of Party members, and certainly by all who are intelligent as well as orthodox. In Oldspeak it is called, quite frankly, "reality control." In Newspeak it is called doublethink, although doublethink comprises much else as well.
"But how can you stop people remembering things?" cried Winston, again momentarily forgetting the dial. "It is involuntary. It is outside oneself. How can you control memory? You have not controlled mine!"

O'Brien's manner grew stern again. He laid his hand on the dial. "On the contrary," he said, "you have not controlled it. That is what has brought you here. You are here because you have failed in humility, in self-discipline. You would not make the act of submission which is the price of sanity. You preferred to be a lunatic, a minority of one. Only the disciplined mind can see reality, Winston. You believe that reality is something objective, external, existing in its own right. You also believe that the nature of reality is self-evident. When you delude yourself into thinking that you see something, you assume that everyone else sees the same thing as you. But I tell you, Winston, that reality is not external. Reality exists in the human minds, and nowhere else. Not in the individual mind, which can make mistakes, and in any case soon perishes; only in the mind of the Party, which is collective and immortal. Whatever the Party holds to be truth is truth. It is impossible to see reality except by looking through the eyes of the Party. That is the fact that you have got to relearn, Winston. It needs an act of self-destruction, an effort of the will. You must humble yourself before you can become sane."
O'Brien smiled slightly. "You are a flaw in the pattern, Winston. You are a stain that must be wiped out. Did I not tell you just now that we are different from the persecutors of the past? We are not content with negative obedience, not even with the most abject submission. When finally you surrender to us, it must be of your own free will. We do not destroy the heretic because he resists us; so long as he resists us we never destroy him. We convert him, we capture his inner mind, we reshape him. We burn all evil and all illusion out of him; we bring him over to our side, not in appearance, but genuinely, heart and soul. We make him one of ourselves before we kill him. It is intolerable to us that an erroneous thought should exist anywhere in the world, however secret and powerless it may be. Even in the instant of death we cannot permit any deviation. In the old days the heretic walked to the stake still a heretic, proclaiming his heresy, exulting it. Even the victim of the Russian purges could carry rebellion locked up in his skull as he walked down the passage waiting for the bullet. But we make the brain perfect before we blow it out. The command of the old despotisms was 'Thou shalt not.' The command of the totalitarians was 'Thou shalt.' Our command is 'Thou art.' No one whom we bring to this place ever stands out against us. Everyone is washed clean. (...)

hamoni (monge han)
dá pra ler no perfil dele. sobre a avó coreana, quando ela tava morrendo. fala de como ela era o centro da família, dos impasses pelas línguas diferentes, do quanto se sentiu enxergado na última vez que se olharam. ele tem essa coisa de desenhar três olhos, só um aberto, e quando a pessoa tá morrendo os outros abrem; interessante, queria saber se tem alguma crença envolvida ou é só artístico. bem bonito o quadrinho, triste. curtinho.

terça-feira, 30 de abril de 2019

lidos/assistidos em abril (9)

the runaways (2010)
filme sobre a primeira banda de rock composta apenas por mulheres. talvez não a primeira, mas a pioneira no sentido de sucesso e inspiração pra muitas outras. anos 70, muita droga e sexo além do rock n' roll, adolescentes de 15-16 anos sendo louconas. kristen stewart e dakota fanning, beijos lésbicos, elas cantando e tudo. não sei se foram elas mesmas que cantaram, mas de certo não usaram as gravações originais das músicas quando mostravam shows e ensaios. produtor esquisito, roupas e maquiagem excêntricas, idiota com as meninas. cherie currie ficou viciada em drogas, saiu da banda, levou tempo pra se recuperar e hoje em dia dá palestras como coach, parece. joan jett continuou com o rock (ela que movimentou as coisas pra formar a banda, afinal) e tem aquelas músicas famosas. legal lembrar essas coisas que eu ouvia. ch ch ch ch cherry bomb.

superhero movie (2008)
filme de comédia estupidão, meio zoando spider man e juntando com x-men numa hora. o cara é picado por uma libélula geneticamente modificada e adquire uns poderes similares ao aranha, e uns diferentes (pele impenetrável, asinhas no final). também é apaixonado pela vizinha, que aqui quer ser dançarina, e o vilão é até bom, "ampulheta". tem que tirar a vida das pessoas pra continuar vivo. várias besteiras e coisas de piada.

rupaul's drag race season 4 (2012)
primeiro episódio de apocalipse, fim do mundo, drags zumbis no lugar onde elas podiam pegar roupas e tudo. shangela tinha aparecido mas ru mandou ela embora; depois ela é "comida" pelas zumbis (que eram participantes de outras temporadas). sharon needles arrasa demais com uma roupa cheia de trapos e babando sangue, ganha de cara. sai alisa summers, "queen for all seasons, except this one" hehe. jiggly quase sai com um vestido cheio de papel alumínio, apesar de ter ganhado o mini challenge. ela agradece por ficar de um jeito muito sincero, cara de sofrimento. no próximo tem luta livre, latrice vai muito bem mas quem ganha é chad e laqueer. sai lashauwn beyond, que era sem gracinha e dizia que não acreditava que tava ali. o próximo é de fazer comerciais pra dois álbuns de ru, e sharon ganha sendo spooky. depois reclama com phi phi, que era líder do grupo, que ela simplesmente mandou sharon fazer o que tava acostumada e não gostou disso... phi phi argumenta que ela ganhou por causa disso. brigam feio, phi phi grita até. sai the princess, que tinha dito ser zen, era sem sal. depois um de atuar que se passava na cadeia; todos sabem do histórico de latrice mas ela faz piada, ganha até. sai madame laqueer, porto-riquenha, não sabia fazer o "ewww" da personagem direito. era ok, sempre escolhiam ela por último pras coisas, era uma gordinha decente. no snatch game chad faz cher, que ele imita profissionalmente, e ganha. sharon foi bem também, imitando michelle visage. umas doideiras desnecessárias de kenya imitando beyoncé e jiggly snooky. latrice se sentindo humilhada e desconfortável com isso. kenya sai – porto-riquenha também, minúscula, super fishy, andava chutando o chão. boa, confusões previsíveis do inglês quebrado, pena. depois um de fazer barco numa das cores da bandeira lgbt, willam irritante falando que ia vencer e era a melhor, e vence mesmo. não sei o que viam nele, sempre tinha muitos elogios do corpo e sei lá. mas dava muito pra ver marca de barba, tem uma cara feia de drogado, metidíssimo com as coisas de atuação em todo lugar. sai milan, que tava pela terceira vez consecutiva no bottom two. achava ela bem bonita, tinha usado uma peruca de black que parecia muito gostosa. o estilo dela não batia com o que queriam mesmo. lip sync de born this way e ela arrancando tudo, "realmente". depois draganizes, de fazer revistas sobre alguma coisa. ganha phi phi com um negócio de viagens; ele era designer e foi o melhorzinho mesmo na organização da capa. jiggly sai finalmente, também tinha estado no bottom várias vezes. não achava muito talentosa nem bonita, barrigona. não por isso, mas tinha uma cara de besta, sei lá. coitada. "may i call you jiggly?" frenemies com drags diferentes fazendo dupla; sharon e phi phi até se entendem melhor, acharam que iam ganhar mas vão pro bottom two. só que willam é desclassificado e as duas são literalmente salvas. e willam tinha ganhado com latrice... ainda bem que saiu, demorou demais, viu. depois um de eleições, sharon ganha sendo séria e desfilando toda doida futurista, porque "uma drag concorrer a presidente só vai acontecer daqui pelo menos 100 anos". gostaram do realismo dela, massa mesmo. dida ritz sai, finalmente também... não era talentosa, fazia umas coisas de peruca e roupa bem feias, comentaram de ter que passar hidratante nos joelhos. andava feio. aí um de pais, ter que botar eles em drag... gente chata, viu. ah! em drag grávida ainda. a coitada de kenya michaels que tinha sido trazida de volta é eliminada. ganha phi phi, que chora falando do pai dela. depois um com cachorros, três outfits, inspirados pelos cães de cada uma. sharon ganha com um poodle grandão, fez umas botas de pelo branco massas. latrice sai, coitada, por fazer umas coisas de mais quando tinha que ser de menos. agradece ru, diz que mudou a vida dela, triste. era tão legal, gente boazona, ganhou de miss simpatia. ficou ruim no all stars só. aí no final não foi final, porque ru disse que ia revelar a vencedora no reunited, que foi num palco com plateiona. ainda bem, porque sharon tava bem sem gracinha, a roupa... no reunited conversam sobre umas polêmicas, falam de phi phi ser falsa e magoar gente, apesar de crescer muito na competição. e de willam ter saído porque recebeu visitas do marido. chad profissional demais, e o namorado que designou a roupa. gostei que sharon ganhou porque gostei dela desde o início, toda esquisitona. eu tava com o cabelo parecido quando comecei a temporada, afinal. ela fala de representar que tudo bem ser diferente, e de não precisar ser o que esperam, de poder ser spooky.

amores perros (2000)
três histórias que de alguma forma envolvem cães, além de romances. começa com dois caras num carro com um cachorro ensanguentado, fugindo de outro carro. o cachorro morrendo, o motorista tentando despistar o outro, até que bate num outro carro e começa a pegar fogo. aí vai pra história de octavio e susana – octavio é o cara que tava dirigindo nesse começo, susana é a cunhada dele. mora na casa dele porque casou com o irmão depois de engravidar/ter filho dele. parece bem jovem, chegando do colégio, a sogra olhando o bebê. o marido é ramiro, cara ruim, trabalha num mercado e assalta estabelecimentos. trata susana mal e octavio quer fugir com ela porque é apaixonado por ela. depois que descobre que o cachorro deles, coffee, matou o cão de jarocho (cara mal encarado, tava no outro carro na perseguição do começo), decide botar ele pra lutar num lugar que faz briga de cães. ganha muito dinheiro com isso e vai juntando com susana, vivendo um romancezinho, mas no fim ramiro pega tudo e vai embora com ela depois de ter sido espancado na rua (pelo que deu a entender, octavio que pagou gente pra fazer isso). ainda tinha uma luta final contra jarocho e ele trapaceia, dá um tiro em coffee, e octavio volta pra meter uma faca nele. nisso começa a perseguição e tal. a segunda história é de daniel e valeria – daniel é um homem de negócios, algo de publicidade, parece, que tem um caso com essa atriz valeria. se separa da esposa, com quem tem duas filhas crianças, pra comprar um apartamento pra viver com valeria. depois da surpresa ela sai de carro pra fazer alguma coisa rapidinho mas se acidenta – octavio bate o carro no carro dela. ela quebra muita coisa, fica um tempo no hospital, volta pra casa com aquelas estruturas medonhas de ferro na perna. tem um buraco no chão do apartamento e o cachorro dela, richie, cai lá dentro indo atrás de uma bolinha; não sai nunca mais, não conseguem vê-lo. ela começa a ficar depressiva por causa da situação que tá, vai perdendo contratos, e começa a discutir com daniel. uma vez ele chega e a porta tá trancada, ele pensa que é pela briga, mas quando arromba ela tava desmaiada no chão; deu trombose e amputaram a perna. daniel quebra tudo o chão pra tirar richie todo sujo e pobrezinho de lá. por último a história de el chivo e maru. el chivo é martin, mendigo com um monte de cachorro, vive numa espécie de galpão e tem até carro – tudo porque faz trabalhos pros outros, mata pessoas e tal. tem uma filha que não vê há muitos anos, aparentemente ele deixou a família pra fazer o que acreditava ser necessário, sente que falhou. contratam ele pra matar um cara que ele descobre ser irmão de quem pediu o assassinato, mas em vez de matar traz o outro cara pro lugar e deixam os dois juntos pra conversarem, um revólver no meio. corta a barba e o cabelo, se arruma e pega todo o dinheiro pra ir embora no final, entra na casa onde a filha mora, devolve uma foto que roubou e deixa um monte de dinheiro, além de gravar uma mensagem de voz pedindo desculpas e explicando tudo. isso tudo no final, mas antes, na rua, ele presencia o acidente de octavio e valeria. tava na calçada pertinho, ia matar o cara lá mas se distraiu com isso, tentou ajudar, pegou coffee pra cuidar. ele se recupera e mata todos os cachorros que ele tinha. o filme tem mais de duas horas e parece fazer "trilogia" com 21 gramas e babel, que eu já tinha visto... massa. bem bom, só muito longo. triste e tudo, igual os outros.

the matrix revolutions (2003)
neo no entre-mundo, lugar nenhum, entre a matrix e o mundo real. conhece uns programas (um homem e uma mulher) que tinham feito alguma coisa pra salvar a filha criança. o condutor do trem trabalha pro francês lá e não ia deixar neo sair, mas trinity e morfeu buscam ele. depois a menina tá com oráculo, que mudou de aparência. diz que smith é o inimigo de neo, naturalmente criado pra combater a existência dele, coisa de manter a ordem. pensei no nega-scott de scott pilgrim. neo fica com uma das naves pra ir até a cidade das máquinas, porque acredita que pode ajudar melhor assim. niobe fica com a outra e pilota brocamente voltando pra zion. aquele cara mau luta contra neo e taca uns fios na cara dele que queimam os olhos de um jeito mentiroso. mas neo ainda enxerga com uma visão de fogo, vendo o contorno das pessoas (o cara é smith, afinal), e mata ele com ajuda de trinity. ela morre na cidade das máquinas, uns negócios atravessados no peito. neo demorando pra fazer as coisas e em zion um caos total, bilhões de sentinelas invadindo, umas máquinas robôs com pessoas (tipo avatar) atirando sem parar. uma lésbica com armona, morre tragicamente, claro. a namoradinha de link e o menino fã de neo ajudando a abrir o portão pra niobe. detonam alguma coisa com a nave que mata as sentinelas, mas a diferença mesmo foi com neo lá com a máquina-mãe ou sei lá. se deixa duplicar por smith e destrói ele de dentro. muita ação e armas e tiros e morte, guerra parecendo perdida já. o resto da galera feliz com a paz no final.

mulholland drive (2001)
começa com um acidente nessa tal mulholland drive, do qual uma mulher sai com a cabeça ferida e chega até um bairro, onde invade uma casa. mais tarde chega a sobrinha da dona do lugar, que vai ficar morando lá porque quer ser atriz (se passa em los angeles). a mulher diz que não se lembra de nada, não sabe quem é, e as duas ficam tentando descobrir coisas. vão visitar a casa de uma pessoa cujo nome a mulher reconhece (diane) e acham ela lá morta. a mulher e a sobrinha transam e de madrugada a mulher começa a falar umas coisas em espanhol, e elas vão pra um clube chamado silencio, onde veem uma peça esquisita que diz que é tudo ilusão, tudo gravação. aparece na bolsa de uma delas uma caixinha azul, que pode ser aberta com uma chave que tava na bolsa da mulher acidentada (tinha muito dinheiro lá também). além de tudo ainda tem uma história paralela desse diretor sendo obrigado a colocar uma tal de camilla rhodes no papel principal do filme dele, e coisas bizarras acontecendo com ele. e mais um cara que aparece pra matar outro e pegar um livro preto, e acaba matando mais duas pessoas e fazendo a maior bagunça. mas enfim, quando a acidentada vai abrir a caixinha a outra desaparece e tudo começa a ser doidíssimo. a sobrinha é na verdade diane, que namorou a outra, que é uma atriz famosa, camilla. ela termina com ela pra ficar com o diretor, e diane contrata um assassino pra matar ela. uma chave azul simbolizaria que ele fez o trabalho, e na casa de diane ela encara uma chave azul numa mesa enquanto chora e se masturba. se sente culpada e dá um tiro na própria cabeça. mas tudo isso é um sonho, supostamente, com as pessoas e as coisas simbolizando outras – a caixinha azul sendo a consciência que se abre, os velhinhos esquisitos sendo a culpa que sente, o assassino atrapalhado como uma possibilidade de ter dado errado a morte, um caubói que aparece pro diretor falando que atitudes determinam caminhos pra falar dessa decisão dela de matar a outra... sei lá, muito confuso, tudo isso lemos numa análise. o título em português é "cidade dos sonhos" e dá a entender isso tudo, mas sem essa eu só tava pensando que era um filme absurdo falando da podridão de hollywood e tendo música chata de twin peaks (é do mesmo diretor). sei lá, viu.

deadpool 2 (2018)
começa com ele matando gente e deixando um cartão de visita com um nome em mandarim. nem explica isso, na verdade, mas tem vários membros decepados e tal. ele chega em casa atrasado pro aniversário de casamento (?), dá de presente uma moeda de cobre do primeiro encontro deles, ganha o diu da namorada. querem ter um filho. mas aparece uns caras tentando matá-los e ela leva um tiro no coração, morre. wade tenta se matar de vários jeitos, nada dá certo. colossus leva ele pra mansão dos mutantes e ele vira um estágiário de x-men. levam ele pra ajudar num problema com um menino e o que ele faz é matar gente e fazer com que o menino e ele vão presos. tem um cara do futuro, cable, querendo matar o menino, porque sabe que ele vai matar muita gente e a família do cara inclusa. wade escapa da icebox e quer salvar o garoto pra mostrar que o coração tá no lugar certo, coisa de conversa com a namorada, poder recomeçar com criança. o menino se uniu a fanático, que aqui consertam também (ele é irmão de xavier, paranoico que ele lê os pensamentos dele, por isso usa o capacetão), e tem umas lutonas até wade conseguir convencer o menino a não se vingar e não matar ninguém, pra consertar o futuro também. cable usa a viagem de tempo dele pra salvar wade com a moeda de cobre. no final wade fica usando isso pra arrumar as coisas: salva a namorada, mata o deadpool de wolverine, mata ryan reynolds aceitando fazer lanterna verde, tenta matar hitler bebê. esse é bem melhor que o primeiro, apesar de umas coisas meio sem sentido. negasonic agora tem namorada (yukio, que só faz dar oi e tchau pra deadpool). colossus e elas matam fanático, cabo na bunda, choque na água. deadpool junta quaisquer pessoas pra uma tal de x-force e todos morrem tragicamente, menos uma menina, domino, cujo poder é ter sorte (muito boa ela). brad pitt aparece por um segundo fazendo um tal de vanish, invisível. ator de simple simon é um que vomita ácido, terry de todo mundo odeia o chris controle circuitos elétricos. parece que tem uma versão desse filme pra menores, chamada "era uma vez um deadpool".

first girl i loved (2016)
anne se apaixona por sasha, jogadora de softball (atriz que faz negasonic). trabalha no yearbook da escola e faz fotos e a entrevista. ficam bestinhas falando de cigarette, frança, sei lá. meio vergonhoso aí. quando anne conta pro melhor amigo que tá sentindo algo por alguém ele fica usando "he" e não querendo que ela fale sobre. gosta dela, beija forçado e faz sexo por um pouquinho. cena ruinzona de assistir, ela não sabendo parar, sofrendo lá e depois o cara se fazendo se atingido. brigam e chamam a mãe dela pra escola, toma suspensão de 3 dias. discutem e ela leva um tapa da mãe, foge, pede pra dormir na casa da coleguinha sasha. elas saem pela janela, bebem, dançam e se beijam. dois caras tiram foto. voltando anne pede pra conversar, sasha queria que ela não contasse pra ninguém, mas acabam dormindo juntas. no outro dia na escola ela nem dá atenção, diz que não é gay, que não tem o que falar. passa o tempo e na entrega do yearbook parece que o amigo lá colocou a foto delas se beijando na página sobre sasha. os pais dela tão irritados pedindo pra recolher tudo e refazer, o amigo tá acusando de homofobia porque tem um pedaço do livro com coisa de barraca do beijo ou sei lá, sasha diz que anne não parou quando ela pediu pra parar. a mãe de anne protege ela e sai, leva ela embora. tem uma loja, brechó, chamada "out of the closet"... cameron esposito trabalha lá. as duas tinham ido juntas mas no final anne vai fazer teste de hiv. admite que é muito gay, esperei que cameron fosse dizer que também era. termina com ela achando a bicicleta fixa bonitona que roubaram dela, na vitrine do lugar. umas coisas boas, de pegar fone de ouvido de noite pra ouvir música, a menina parecendo apaixonadinha... sasha com cabelo estranho parecendo peruca, bestinha pra 18 anos. tem sexting e masturbação conjunta. chorei com isso tudo de não admitir, mentir, forçar coisas, não ser justo, arrependimentos.

raddddd (daniel alexander)
livro alt-lit desse cara que talita gosta(va), snckpck. tem os áudios também e fomos lendo acompanhando. às vezes parávamos pra pesquisar alguma coisa que não entendíamos ou que talita tinha sublinhado no passado. vários poemas e contos doidos, bastante daquilo de ser grato pela vida, yolo. engraçado uns que eram só uma frase, tipo "in my past life i was puff daddy". tem uns desenhos também, simples, e uma foto dele criança ao lado de uma porta com michael jordan adesivado, parecendo um fantasma. bem bom a última história, exorcism. outras coisas massa foram kiss me, pokemon are weird creatures, cool ways to die, gr9, eyebrows, the indian rain dance, college degrees, be aware, sometimes i want to be a monk (tudo em ordem de-trás-pra-frente). tem uma dedicatória pra ela na primeira folha dizendo que a arte dela é "neat" e pra "never quit creating". ele tem sotaque que nem aquele cara de blink 182.

quarta-feira, 31 de janeiro de 2018

lidos em janeiro

os big noses e os insanos - corporation of the insanos (quadrinhos de talita dias aka TMS)
acho massa demais a criatividade que talita tem desde sempre (são de 2006), muita coisa engraçada e bem feita. nunca que eu teria noção de desenho pra fazer a família dos big noses com 12 anos de idade (não tenho até hoje, né). gosto do final do primeiro dos big noses, uma fotografia... o primeiro volume dos insanos é "estilo mangá"; tem muita luta, fusões, "bora ver" e nomes ótimos – principal, tudo, nunca, quem, do mal, tudo principal do mal d'flash – além de capítulos dando spoiler – o hulk, o ataque do hulk, a morte do hulk haushshu muito bom!

the yolo pages (adefisayo adeyeye, beach sloth, gabby bess, liz bowen, melissa broder, jos charles, richard chiem, santino dela, brian ecklund, pancho espinosa, joshua espinoza, catalina gallagher, cean gamalinda, james ganas, cassandra gillig, amelia gillis, lara glenum, philip gordon, tom hank, michael hessel-mial, @horse_ebooks, brett elizabeth jenkins, raymond johnson, kenji khozoei, ji yoon lee, tao lin, cayla lockwood, patricia lockwood, carrie lorig, sharon mesmer, stephen michael mcdowell, luna miguel, k. silem mohammad, moon temple, ashley opheim, anthony peregrine, @postcrunk, john rogers, amy saul-zerby, bob schofield, lk shaw, angela shier, bianca shipton, alexandra simone, andrew w.k., sara woods, dylan york, joseph kendrick, steve roggenbuck, e.e. scott, rachel younghans & charlie the dog emeritus)
livro massa cheio de alt-lit, o preferido de talita e talvez a antologia mais completa (não sei se teve mais coisa assim desde 2014, o ano que foi lançado). bastante motivacional, talvez todo mundo vegano, vários LGBTs, show. única coisa que não gostei tanto foi flarf poetry. anotei vários poemas que curti aqui e aqui e os poetas que mais gostei foram os seguintes (deixando aqui pra pesquisar mais depois): adefisayo adeyeye, beach sloth, joshua espinoza, catalina gallagher, tom hank, kenji khozoei, cayla lockwood, luna miguel, moon temple, ashley opheim, john rogers, amy saul-zerby, bob schofield, lk shaw, bianca shipton, alexandra simone (alli simone defeo), andrew w.k., russ woods, joseph kendrick, steve roggenbuck e e.e. scott. cadastrei o livro no skoob!

segunda-feira, 31 de julho de 2017

leituras deste ano até aqui (parte 2)

dia 1º de abril teve a abertura de uma exposição que acontece anualmente desde 2015 na biblioteca municipal, chamada ocupa. teve vários artistas expondo seus trabalhos, além de comidas veganas e showzinhos do lucas arissa (meu ano fantasma) e do douglas prado. comprei uma zine da editora recém formada fim de feira e prints da amanda paschoal e da isadora fernandes. eu já acompanhava o trabalho delas pela internet há um bom tempo (e sabia que amanda era de sbo e tinha feito cv) e foi muito legal poder ver tanta coisa pessoalmente e apoiar comprando.


um pouquinho depois do meu aniversário eu recebi parabéns pra vc toda sua família amigos & eu, de talita dias. fiquei muito contente porque era uma coisa que eu pretendia comprar, mas ganhar de presente da própria caterpiem foi muito especial. é um compilado de três anos de parabéns no facebook, com um humor nonsense perfeito; me causou muitos risos & sorrisos.


recebi dinheiro de presente de alguns parentes, como costume, e usei uma parte pra comprar livros de artistas nacionais que eu gosto bastante. os primeiros a chegar foram do selo piqui: coral (de taís koshino) e topografias (de bárbara malagoli, julia balthazar, lovelove6, mariana paraizo, puiupo & taís koshino). o primeiro tem algumas historinhas sem fala, desenho simples e calmo. gostei e é assim que gostaria de desenhar. o outro é bem diverso, com histórias de todas essas artistas super massa; bem bonito visualmente e legal as coisas também.


esse cartão postal veio junto e eu nem conhecia o projeto, série postal. taís koshinho que ilustrou; achei massa isso que ela disse falando sobre (e penso que complementa os pensamentos sobre hq): Então fui ler artigos e ensaios sobre o cartão postal, o que mais me interessou foi ‘O Postal Ilustrado da Frente ao Verso: Imagens Mais que Reprodutíveis’ da Maria da Luz Correia. Texto interessante que traz um diálogo com Benjamin, Nancy e Blanchot, apresenta o cartão postal como uma escritura acentrada, de dupla face, assim como acontece nos quadrinhos, é um encontro, uma colisão, um enfrentamento, entre imagem e palavra. A imagem, como sua parte pública, comumente é uma reprodução, feita em massa, de uma obra de arte; o texto, como a parte privada, um espaço de comunicação interpessoal entre o remetente e o destinatário. E esses dois lados não são separáveis ou divisíveis.


comprei também život je tady, da singh bean – uma das coisas que eu mais queria, considerando o tempo que faz que acompanho essa artista e admiro suas colagens. achei muito bonito e inspirador, feliz de ter. mandei uma pergunta no tumblr dela até, hehe.


também comprei dois quadrinhos da samanta flôor, que talvez seja a primeira pessoa de quem eu comecei a ver tudo na internet há muitos anos atrás. lia os toscomics que ela postava no blog que tinha, imprimia desenhos dela porque gostava do traço, curtia o nome samanta. três é o mais antigo dos dois quadrinhos, sobre a infância dela com os irmãos, enquanto click é sobre essa câmera que tira dos outros um pouco mais que fotografias. minha mãe viu e falou coisas feias das coisas que eu leio, pra variar. mas achei bacanas.


não falo muito como é cada coisa porque são curtos de ler e sei que vou sempre ter comigo. fiquei contente de finalmente comprar arte de gente brasileira que eu gosto e espero manter o costume, apoiar artistas mulheres do meu país. tudo é muito especial, e sinto que quem ganha sou eu.