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sábado, 29 de fevereiro de 2020

lidos (8) e assistidos (6) de fevereiro

neon genesis evangelion (1995)
ah, sei lá, né. "parabains" no final por shinji ter entendido no último momento que todas as merdas que aconteceram com ele o moldam, que ele pode escolher o que fazer com tudo. insatisfatório porque queria que falassem mais dos EVAs, o que são, porque tem cheiro de sangue o plug, monstros, anjos. uns vídeos falando que não é esse o foco da história, que tudo gira em torno dos personagens, e eu entendo, é verdade, mas poxa. esperava mais, menos conceito, talvez. no começo surpreendeu (gostei) por ter tanta depressão de shinji, vários segundos de nada acontecendo, tudo parado, ele confrontando a questão toda de ter 14 anos e receber a função de pilotar uma máquina de matar alienígenas. pai usando ele total, tudo planejado, arquitetado. tava do outro lado. mas também pouco explicado o que são anjos, o tal de adam, lilith, que é isso. ayanami rei muito deprimida também, não se importa de existir ou morrer, faz o que deve fazer. ama o pai de shinji e faz parecer que é a mãe dele renascida. e aquilo tudo de cópias dela? não entendi muito bem. tinha uns episódios que a gente terminava e se olhava com cara de interrogação total. umas tecnologias e cálculos e escarcéus. um monte de ataque de anjo, combates meio que esperados, apesar das estratégias mudando. asuka chata demais, pelo amor de deus. ela falando alemão, "hallo", "guten morgen" e "wie geht's" auhsh. aiai, tem filme pra agradar os fãs que caíram em cima dos dois últimos episódios terminados no fim do orçamento, e mais outro pra resumir a história, talvez, nem sei. um dia a gente dá continuidade pra encerrar essa coiseirada. boa a música da abertura, sticky total.

zhazira (lovelove6)
sobre zhazira zhapparkul, halterofilista do cazaquistão, medalhista olímpica. sobre inspirar, mostrar a força da mulher, a não-conformidade de gênero na aparência e tal. legal o formato da zine, papelzinho dobrado, pequeno.

as pessoas são frágeis e ignorantes (lovelove6)
várias histórias curtas, já tinha visto a maioria no issuu da autora, eu acho. críticas ao estado, à sociedade machista, racista, heteronormativa, reducionista. "uma mulher não, qual!"; lembrava dessa frase. alguma sobre aborto, também. desenho legal. aquela coisa de querer fazer coisa assim.

fortona (lovelove6)
mais de lovelove6 animadona com mulheres halterofilistas, fortes, independentes, intimidadoras. "você tem medo de sangue? eu sangro todo mês." não sei se todas são reais e/ou personagens, tem uma que parece brianne de game of thrones. "venha comigo, conheço um lugar cheio de mina foda!" cores massa, risografia, se não tô errada. curtinho.

sheiloca (lovelove6)
não esperava que sheiloca fosse ser tão chata, pelo menos no início. toda bully com fedora, só por causa da vagina perto do umbigo. nem sei porque o nome da hq foi esse em vez de amapô perigosa, por exemplo, que é mais centro da história... ou até fedora, as manas, não sei. o que acontece é que belly descobre que os ovos de onde vem as manas tão acabando, que elas vão se extinguir, e no fim acaba apoiando sheiloca embaraçada pra ter uma filhote, mesmo a cultura delas colocando isso como selvagem. loucura isso, talvez por precisar de um macho, e já que a sociedade toda é só de minas... mas claro que amapô, com esse nome, ia ser do vale. trans, parece, sem peitos, rejeitada pela própria comuna. fedora dá atenção, se apaixona, tempo passa e amapô até cria barba. vive nas árvores, onde se encontram, e um dia fedora aparece embaraçada. sheiloca faz as misturas pra ela abortar depois de levar broncona de fedora, que diz pra ela fazer o que quiser (no caso, ter o filho) se um dia estiver nessa situação, mas pra não se meter na decisão dela. strike pra defesa do direito ao aborto. quando vai ajudar ela a fugir sheiloca pede sêmen pra amapô e depois fica lá com as pernas pro alto, com isso na vulva. parece ter gozado quando dava a luz, tinha mesmo falado que se dedos ~lá~ já são bons, imagine um filhote... eita, hein. as doulas de alargador e pinturas legais no corpo, as divas velhonas tossindo. mana de soror sendo tipo uma parceira estabelecida, arranjada, não parece ter romance. difícil imaginar uma sociedade matriarcal com esse tipo de problema, mas massa o enredo da história e o rumo tomado. não sei por que gi não entendeu.

sonhei com quando vivíamos sobre as árvores (lovelove6)
isso tá em topografias, então já tinha lido. a autora disse que foi o começo de sheiloca, inspirações e tal. bonito, mulheres juntas, uma impedindo a outra de se deitar com um homem. questionamentos sobre a origem do ciúme. "amor é coisa do futuro".

grey's anatomy season 8 (2011-2012)
é aqui que tem o acidente de avião, não esperava. até cristina fala sobre tudo de ruim acontecer com eles, que quer se mandar de seattle; a própria série incrédula com a forçação de barra nisso. mas entendo que não dá pra ficar introduzindo personagem o tempo todo só pra outras pessoas morrerem. e tudo acontece em seattle, né, casos raros e tragédias insanas. ok, enfim, lexie morre, não lembrava :( tão bonita e legalzinha. mark também, mais tarde, sai falando epifanias no surto de energia logo antes de ficar pior. 30 dias sem melhora, então desligam os aparelhos, conforme o testamento de última hora. também não lembrava que cristina ficava malzão de novo, sem falar por muito tempo, não dormiu nos 4 dias na floresta, ouviu animais disputando o corpo de lexie. de novo derek quase perdendo as funções da mão, acidente clássico demais pra cirurgiões, viu. arizona foi no lugar de karev e aconteceu tudo isso, callie amputou a perna porque não tinha mais o que fazer, ela tá brigadona com os dois. kepner transa com avery, perde jesus, reprova nos exames, é demitida. todo mundo planejando ir pra outros programas, outras cidades; quero só ver se vão mesmo. grey como atendente ganha apelido de medusa, e bailey de booty call bailey por causa da paixãozinha com o anestesista. cristina e owen caindo aos pedaços, ele traindo ela com alguém qualquer, ela querendo saber de todos os detalhes e chorando copiosamente, depois rindo por estar perdendo tempo com um garoto quando deveria estar estudando pro exame decisivo dos médicos tudo. menina fugida de um cativeiro de muitos anos, dificuldade de lidar com gente, se liga a meredith, diz sentir falta do cara às vezes, teve bebê até. gêmeas siamesas de pais jovens, mulher com um leão de estimação, conferência nerd e um hobbit apaixonado por kepner. resumão: derek furioso com meredith por ela estragar o experimento, ela afastada da neurologia e indecisa sobre em que área se especializar (fica com bailey em cirurgia geral), eles ficando sem zola um tempão por causa dos conflitos mas depois recuperando, a mãe de avery toda flertosa e gente tentando impressionar ela, a irmã de tahani espiando avery e depois ficando com ele, o marido de teddy morrendo com yang operando sem saber que era ele, um tempão de teddy brava mandando ela dar detalhes sobre tudo o que aconteceu, webber sendo interrompido na cirurgia número 10000 porque a esposa com alzheimer tá descontrolada, ela indo pra uma casa de repouso e arranjando um namoradinho lá. a coisa de sempre dos pacientes trazerem questões e/ou levarem mensagens que são totalmente pros médicos atendendo eles, como lexie ajudando a escritora e discutindo que a personagem devia ficar com um cara e não o outro (confrontando o amor por mark e o conforto com avery) e yang mandando um cara aceitar que o marido foi morrendo gradualmente e que teria sido melhor se tivesse sido de uma vez, pra que ele não tivesse dúvidas.

girl, interrupted (1999)
não lembrava que o diagnóstico dela era de borderline. filme massa. ambivalente, escolher entre o diagnóstico de louca ou a vontade de ser sã. angelina jolie punkzera controladora, horrível a cena dela falando "verdades" pra daisy e na manhã seguinte a outra achar ela enforcada no banheiro. sei lá a coisa dos frangos embaixo da cama dela. não lembrava de whoopi goldberg e muito menos da principal sendo racista com ela enquanto dá uma de lisa. não lembrava que o namoradinho era jared leto, af. e muito menos que a menina da cara queimada era a atriz de handmaid's tale! legal a menina que faz a mentirosa patológica, mas parece que nunca tá em nada. e tão bonitinha susanna, o cabelinho, estilo. mas é, perto do que poderia ter sido, aquela instituição era muito tranquila. a terapeuta, também... doido pensar nessas situações e nas amizades, me faz lembrar de um passado conturbado em que eu imaginava ser susanna, praticamente. a gente sabe tão pouco de tudo. escrever pensamentos, mesmo que sejam ruins e a gente saiba que são, só pra tirar de si (bem cruel a cena de lisa lendo o que susanna escreveu sobre as outras meninas pra elas). "i'm going to write". deep. é aqui que a personagem fala de ter um joguinho em que fica pensando "live" ou "die" de acordo com o sucesso com as coisas simples da vida? porque muito real.

the good place season 4 (2019-2020)
eleanor fica no controle do experimento, fingindo ser arquiteta, e tem uma bobeirinha de ~só ela ser capaz de fazer isso tudo, sendo humana, tendo melhorado tanto e tal. passam um bom tempo tentando descobrir mais sobre os quatro humanos-alvo, que são um cara idiotíssimo machista racista rico convencido de que é melhor que todo mundo, um gayzão fofoqueiro, aquela neurocientista australiana massa e chidi. simone (a neurocientista) acha que é tudo brisa do cérebro dela pós-morte, no começo, e fica toda doida. os humanos novos descobrem que jianyu é jason, simone tem uma teoria perfeita de que estão sendo observados e testados, eleanor e michael usam o último recurso clássico de dar risada maligna e confirmar que "esse é o bad place". acaba que três dos quatro humanos do experimento novo melhoraram, exceto o cara idiotão, e a juíza concorda que michael tá certo sobre o sistema ser falho, mas declara que vai reiniciar a humanidade pra começar tudo de novo, direito. todas as janets se unem e escondem o aparelhinho de exterminar humanos pra dar tempo de bolarem um plano, e sugerem uma prova que as pessoas tomam ao morrer, podendo acessar as memórias e sabendo onde erraram, pra que todos tenham a mesma chance de escolher se tornar melhores ou não. arquitetos do bad place designam as provas, colocando desafios morais pra cada dificuldade da pessoa e atuando na coisa toda. vicky é a melhor nisso, porque passou um tempão tentando ~entrar na mente~ de michael com o traje de michael que fizeram pra sabotar o experimento. no fim os quatro vão pro good place por terem salvo a humanidade, mas ao chegar lá descobrem que todos estão apáticos e meio lesados porque têm a eternidade pra terem todos seus desejos satisfeitos, então nada mais tem graça. dura pouco esse problema porque eleanor logo se dá conta de que o que faz a vida ser especial é o fato de que ela acaba, assim como férias e etc, e aí eles (janet) inventam essa porta que supostamente te dá grande paz e te devolve ao universo. passam diferentes números de jeremy bearimys e os quatro vão indo, primeiro jason (que acaba esperando na floresta como um monge até janet reaparecer pra dar o colar que fez pra ela nunca esquecer dele), depois tahani só que não (ela resolve aprender a ser uma arquiteta), chidi ("mandaram bem, budistas" – a onda retornando ao oceano) e por último eleanor. michael queria e não conseguia, então transformaram ele em humano e ele foi viver na terra pra um dia poder morrer. um bom final. na real não vi muita vantagem pro povo do bad place, porque a maioria dos humanos tava passando o teste; eles vão ficar só nessa de fazer a prova mesmo, sem ganhar uma boa quantia de gente pra torturar? quer dizer, ótimo, mas parece que eles também se tornaram melhorzinhos.

joker (2019)
tão triste e sombrio. música incrível, compositora (mulher!) islandesa (!). arthur é bastante deprimido, constantemente humilhado, tem aquela doença mental que faz a pessoa rir do nada sem controle (uma opinião boa aqui). mora com a mãe e cuida dela, sempre checando a correspondência porque ela espera receber resposta de um tal wayne, ricão da cidade de gotham (batman/bruce é filho dele, aparece criança). um outro palhaço que trabalha com arthur dá um revólver a ele, e uma noite no trem quando três caras começam a bater nele, ele os mata a sangue frio. a mãe diz que só wayne pode ajudar com os problemas deles e da cidade, que tá numa greve de coleta de lixo e tendo serviços sociais cortados, mas arthur abre uma carta e vê a mãe falando que ele é filho do cara. mais tarde descobre que foi adotado, que a mãe tinha psicose e distúrbio nascisista, que sofreu maus tratos dela quando criança. ele percebe que fantasiou sobre um romancezinho com a vizinha, também, e vai criando uma raivona. depois do assassinatos no metrô começou a ter movimentos na cidade protestando contra os ricos, geral usando máscara de palhaço, e ele vai se sentindo mais confiante. um apresentador de tv que ele sempre assiste passa um vídeo dele fazendo um stand up e rindo sem controle, faz piada, e putz, véi, que bosta. depois chamam ele pro programa e lá ele confessa o crime, começa a falar da negligência das autoridades pra com as pessoas humildes, que se ele tivesse morto na sargeta iam passar por cima sem nem olhar. piadas suicidas, do tipo "i hope my death makes more cents than my life". e então "what do you get when you cross a mentally ill loner with a society that abandons him and treats him like trash? you get what you fucking deserve." e bang no apresentador, um tiro na cabeça. tudo muito chocante e forte. no final alguém mata os pais de bruce na rua, tiram arthur do carro de polícia e o aplaudem. bom filme.

jojo rabbit (2020)
criancinha nazistinha indo pra um acampamento infantil que educa sobre o nazismo e as técnicas de guerra. não sei se existiu de verdade um negócio desses. o capitão ou sei lá é aquele ator que faz o policial idiota em three billboards outside ebbing, missouri, e desde lá nunca mais consego olhar pra ele sem ter raiva. perdeu a visão de um dos olhos na guerra e tá ali porque não serve mais. bebe o tempo todo. jojo vira jojo rabbit porque não consegue quebrar o pescoço de um coelho que deram na mão dele. tem hitler como amigo imaginário, que é o próprio diretor, taika waititi. que dirigiu thor ragnarok, aquela doideira toda. ele é indígena neozelandês e faz um humor legal, pelo menos. mas enfim, esse hitler incentiva jojo a aproveitar as qualidades do coelho, e acaba que ele se taca numa granada e se fere todo. fica com uns negócios na cara e não anda mais perfeitamente, mas nada a ponto de justificar ele ficar se chamando de aberração. a mãe é scarlett johansson, toda animadinha e criativa, secretamente da resistência contra a guerra. o pai supostamente tá lutando por hitler, mas depois tudo se explica, ele também faz coisas contra (mas tá em outro país). por causa dos ferimentos jojo fica em casa e descobre que tem uma menina escondida na parede, que era amiga da irmã mais velha dele (que morreu). judia, claro. primeiro ele a ameaça, ficam em conflito, jojo maquinando as coisas com o hitler dele, fazendo um livro sobre judeus (dormirem como morcegos, virem do centro da terra, um monte de besteira). mas eles vão se tornando amigos, e jojo até tem uma quedinha por ela (bem bonita mesmo). triste quando ele percebe a mãe enforcada junto com traidores, em praça pública. só mostra os sapatinhos que ela sempre usava. no final os americanos invadem a cidade, o capitão xinga ele de judeu pra que fique livre (parece gay com um soldadinho assistente), o amigo gordinho levando canhão admite que não é um bom momento pra ser nazista... e a judia dança, como prometido quando a guerra acabasse. bem bonito, outro jeito de se contar essa história. quero ver mais do cara agora. preciso pesquisar as músicas alemãs da trilha sonora também.

harry potter and the sorcerer's stone (j.k. rowling)
reli pra acompanhar talita, mas usei o kindle de julia pra ser em inglês. ótimo que dá pra ver dicionário só pressionando sobre uma palavra desconhecida, então não tive muitos problemas (e a maioria das coisas já sabia, por causa da internet e do fandom mesmo). massa a coisa de ler sabendo o que esperar e, portanto, sabendo onde notar os detalhes da "realidade". lembrava mais do que imaginei, mas ainda me peguei surpresa com snape salvando harry de quirrell no quadribol, e não amaldiçoando, por exemplo. não esperava que hagrid fosse ter um jeito de falar diferente (que, se eu tiver entendido direito, é cockney, um dialeto da classe operária de londres); na tradução não fizeram nada especial e não me recordo de nada na legenda do filme também. quero rever logo também. ah, isso de ler junto é interessante também pra ir comparando a tradução, pensando nas equivalências. não gosto muito de mudarem nomes: will pra gui – eu sei que william/willhelm é guilherme em português –, charles pra carlinhos, ficarem chamando hagrid de rúbeo – entendível, não costumamos usar sobrenome pra chamar os outros, mas né –, dean pra dino – esse é até engraçado... se o livro fala claramente que se passa em londres, deixa as coisa acontecer sem localização (como termo da tradução, aqui). de qualquer forma, é um livro pra criança e adolescente, então quem sabe. não lembrava de hermione demorando pra se tornar colega, tava esperando aquilo do filme dela entrar no vagão se metendo na conversa... meu deus, eu era muito ela, véi. estudiosa pra caramba e toda espertinha. que tios horríveis harry tinha, viu. muito bom ele libertando a jiboia (boa constrictor) e ela dando um "thankssss, amigo" depois de "brazil, here i come"! às vezes tudo que a gente precisa é reler livros que dão um quentinho, em que as coisas vão pra frente sem enrolação, a escrita é fluida e a história interessante sempre. talita comentou da falta de sentido nas armadilhas até a pedra, já que três alunos do primeiro ano conseguiram passar por tudo... e falando que esse era a câmara secreta ahushu.

how to sell drugs online (fast) (2019)
comecei a ver pra estudar alemão, mas até que é boazinha. muita coisa moderninha de conversa aparecer na tela, bem como coisa da internet e sei lá mais o quê... história sendo contada rápida, coisa acontecendo enquanto fala, pá, pum. sons legais, cada vez gosto mais de ouvir alemão. felizona de entender frases inteiras ou captar o sentido das estruturas que não estudei. um dia vou falar rápido assim. e todas as escolas tem aquela arquitetura moderna, daqui e de dark? uau. mas a história: moritz namorava lisa, que ficou um tempão nos eua de intercâmbio e voltou diferente, usando drogas, não querendo mais namoro. um tal de dan tá sempre com ela, bonitinho da escola, e moritz nerdzão hackeia a conta dela no facebook pra ficar apagando respostas dele. ela descobre, usa o microfone de anúncios da escola pra dar uma lição, ok. moritz e o amigo lenny se envolvem com um traficante, buba, que fornecia coisa pra dan, que repassava. ficam devendo um monte, o cara vai preso, acha que foi eles que denunciaram, quando é solto pega eles e quase mata mas acaba estourando os miolos testando a arma feita em impressora 3d que lenny tinha. tinham começado um site na darknet pra vender ecstasy, botam na cleanweb e mudam de fornecedor. no fim acabam tendo que se juntar a dan pra dar continuidade ao site. parece que tão contando a história da prisão ou sei lá, gente gravando, lenny de barba no finzinho... câmera e tudo. lenny é massa, tem alguma doença, precisa usar cadeira de roda, vai morrer em breve e parece que a mãe tá vendo coisa de adoção pra depois (supostamente). lisa beija dan uma hora, na festa da amiga, que overdosa de droga comprada no site deles... ah, acaba com lisa vendo drogas com moritz. músicas legais também.

charlie's angels (2019)
já tinha visto vários vídeos no youtube de kristen e as outras duas jogando alguma coisa e falando sobre bem por cima, então fui ver sem esperar nada de mais, só que seria pra rir, leve, que nem kristen disse. talita achou pior que d.e.b.s. porque, segundo ela, "debs pelo menos não tava tentando pagar de não esculhambado". não concordo, mas tipo, bem, beeem raso, né. começou horrivelmente com kristen em missão no brasil, falando um português que não dava pra defender nem vindo dela, porque o que custava ver como o tradutor reproduziria aquela fala, gente. professor xavier sendo aposentado, cientista/inventora de uma empresa sendo oprimida por macho que não escuta a razão, negócio de inteligência artificial que mexe com energia sendo uma arma em potencial e caindo nas mãos erradas, obviamente. acaba se metendo com as espiãs pra resolver a coisa toda, ir atrás do comprador e recuperar o negócio, e quando a chefe some faz parecer que ela era parte da trama toda. mas claro que é o professor xavier, malvado. o dono da empresa é aquele de me before you, mas o personagem é tão tosqueira... na festa que ele dá o atirador fodão acaba morto caindo numa escultura de gelo e sendo perfurado, que é isso, do nada uma brutalidade dessas. inesperado. e as mulheres todas da festa eram angels... claro... aiai, mais um filme só pra olhar pra kristen. e foi massa ver ela fazendo uma personagem toda diferente, animada, engraçadinha. só não peguei muito onde tava o "assumidamente lésbica" que vi em algum lugar que ela tinha exigido que a personagem fosse.

terça-feira, 31 de dezembro de 2019

lidos (11) e assistidos (15) em dezembro

the end of the f***ing world S02 (2019)
pô, véi, chorei com essa temporada, o final e tudo. quando bonnie percebe que alyssa e james não tem nada de maldade por ter matado o professor, que o cara era abusador, e aí decide se matar e eles caem em cima dela pra impedir. uma frase boa, what do i do? what do i do with all the pain? (fui lá conferir e já tô quase chorando de novo) e james assustado porque pensou que alyssa tinha ido se matar na casa do professor... sei lá, me tocou bastante tudo. muito boa personagem essa bonnie, muito bom como todo mundo nessa série é esquisito. alyssa deprimida, mudada, se casando pra ver se sentia alguma coisa. a irmã do menino morando com a namorada muda haush. bem ruim a coisa de punição da mãe de bonnie, mas quando ela manda ela comer o batom fiquei pensando que é um trechinho perfeito pra ensinar a diferença de "eat" pra "it". a bala escrito o nome de alyssa errado, as cinzas do pai de james que ficaram nojentas. sabia que alguém ia se ferir naquele chifre de veado no hotel, lugar muito nada a ver de estar, altura ruim demais. agonia de sairem do restaurante logo após pedir a comida, sem nem levar pra viagem.

three billboards outside ebbing, missouri (2017)
assistimos no avião. louco ter uns personagens engraçados de tão idiotas no meio do drama todo. muito fortes umas cenas, em especial aquela que o policial joga o menino pela janela, que é isso. tive que parar pra respirar. a mulher muito butch (pensava que ia ser casal com a ota da loja que ela trabalhava), super impulsiva e cheia de atitude, massa. coragem. pensei que o filho ia ser todo religioso por causa do padre na casa no começo (e também porque esse ator tem uma cara de chatildo). o pai e a namorada adolescente, mds... que horrível as circunstâncias da morte da menina também, a briga dela com a mãe e as malditas palavras sobre estupro e morte. putz, tem o chefe de polícia que se mata brutalmente também, que é isso. e o anão, coitado. muito bom no geral, legal ter assistido.

spider-man: into the spider-verse (2018)
tinha visto (sem assistir) um vídeo sobre a música nesse filme e fiquei prestando atenção enquanto assistia. legal aquela primeira, que o menino gosta. muito bom o homem-aranha da pancinha, parece que ele seria o do tobey maguire que é o melhor. mais velho e tal. voz ótima por sinal. também previ que o tio ia ser o cara do mal, putz. aquele barulho de elefante (!) apavorante. e aquele porco-aranha, mds haushus. gwen sendo aranha também, legal, mas meio blé a coisa delicada de bailarina. legal que o menino faz grafitti e pode ficar invisível (e o que mais?). estranho como pode fazer um portal interdimensional dentro de um lugar pequeno daqueles mas ô, não dá pra falar sobre absurdices em desenho de super-herói, né. mas bem bonito aquele monte de cores no final. absurdo de grande aquele vilão também.

akira (1988)
gostei bastante da trilha sonora. meio confuso ainda a existência de akira, mas muito louco. dá pra imaginar a questão de bomba nuclear e acidente radioativo pro japão. e 1988, técnicas de animação inovadoras, massa. medo dos bichos de pelúcia no quarto, aquela música também. legal que tem poderes incontroláveis, a coisa de amplificar a questão de tetsuo com kaneda e tal. no começo pensava que ele que seria o principal. legal as motos também, apesar de não fazer sentido serem estudantes jovens que não tem nada mas isso sim. as crianças parecem velhos porque são mesmo, é isso? nojento isso de andar/cair no esgoto, viu. botei o filme pra começar só porque tava sem rumo na vida mas fiquei vidrada até o fim. talita não gostou muito e laiz acha superestimado, mas ok. ing lee e outras artistas que eu gosto lançaram coletânea de contos inspirados em akira pra homenagear, por isso quis ver. agora quero ler. 

germes (cynthia b.)
aqui dá início um bocado de zines de tiago de salvador. esse lembra demais aquele feuchtgebiete, deu vontade de rever. a menina tá numa festa e vai fazer xixi no banheiro, senta na privada, pega algum germe nojento que explode pelo corpo dela todo. saindo pelo nariz, olhos, ouvido... vai num médico que tira um pouco, mas ainda tá lá nojenta no ônibus indo embora. no banco da frente tem um bebê com a boca no banco onde as pessoas seguram; os dois se juntam numa germezeira louca. haush mds.

bastião da justiça (dw ribatski & gabriel goés)
um herói bolsominion. seduz uma beata mas bate nela quando tão prestes a fazer sexo, diz que ele escolheu esperar, e depois que ela sai ele vai atrás como bastião da justiça pra punir a "vadia". tá matando um monte de gente, maconheiros, viados transando no mato... bem louco. bem ruim (de pensar).

fired (ricardo coimbra)
um cara empenhado em fazer a empresa que trabalha ganhar um prêmio de melhor lugar pra trabalhar e sei lá o quê. fica fazendo umas dinâmicas chatas de coach, chamando os funcionários de "colaboradores" e essa chatice toda. só tinha um cara que não participava (os outros eram tudo com cara de sofrimento). ele vai no escritório do cara e fica lá sem falar nada um tempão, só escutando o outro falar que precisa que todo mundo teja nessa junto pra ganharem o prêmio. começa a ficar descontrolado, xingar, até que o cara tira um isqueiro com spray e taca fogo no escritório, fired né. quando os outros abrem o chato tá com a bunda pelada pra cima falando pro outro comer ele se quiser... jesus. engraçado, bom até.

a mediocrização dos afetos (fabiane langona)
bem chato. negócio de como usam a palavra "amor" hoje em dia. um coração feio contando.

roomates - mórbida diferença (bruno maron)
um cara feio de óculos e calvo acorda e logo já vem o cara que mora com ele falar sobre hipocrisia, sociedade, identidade, um bilhão de coisas com nomes complexos e tristezas existênciais, todo raivoso, atacando o oto. sai e deixa ele lá processando tudo, sofrendo. vai o feio falar que ficou abalado e o cara tá no quarto de boa falando que tava brincando ahsuhu véi. muito bom. o quarto com pôster de taylor swift e papertoy de pikachu. desenhos feio pique puiupo, doideiras.

areia #1 (thiago sá & aline zouvi)
parece que é o primeiro de uma série de zines sobre sonhos sonhados pelo autor aí. a ilustradora é da unicamp, do iel? acho que sim. parecido com o próximo; uma coisa de vila pequena, igreja, padre, limiar entre a fé e não sei o quê. nada demais.

mary (magno costa)
sem falas, curtinho, quadrado. capa bonita com umas árvores vistas de baixo, os galhos sem folha formando o título. é uma bruxa que queimam, época da igreja forte, parece. depois que ela morre as coisas começam a dar errado pra vila e pro pastor que comandou tudo, como se estivessem amaldiçoados. simples, massa contar tudo só com imagens. terminei essa review e começou uma música chamada mary no spotify...

babilônia (jéssica groke)
capa bonita, laranja, parecendo giz de cera, o título escrito como pixação vertical em prédio alto. desenhos dentro feito com carvão, bonito os traços certos, simples, gostei bastante. umas cinzas que apareciam na casa da personagem, até um dia começar a cair papeizinhos queimando, com o que parece ser versículos da bíblia falando da babilônia, pecados, sei lá. ela sai correndo, encontra um monstrão, foge até uma porta mas lá só tem mais. bem massa.



iron man (2008)
pra seguir com a lista dos filmes da marvel. bem metido ele, né, 2s pra admitir que queria ser reconhecido como homem de ferro sim, no final. não sabia que o negócio no peito tinha sido feito por outra pessoa pra salvar a vida dele. e por que deixar sempre exposto, não é perigoso tomar tiro lá e morrer? bem improvável as coisas, construir aquilo tudo sem terem percebido nada antes (na caverna), ainda dar errado e deixar a armadura toda lá despedaçada. assim que vi o velho careca imaginei que ele fosse ser o vilão. chato a quantidade de mulher que esse cara consegue, nada a ver. me fez pensar no quão superficial e tudo igual é filme de herói. pelo menos tem uma crítica a produção de armas e responsabilização pelas coisas.

cumbe (marcelo d'salete)
histórias de negros na época da escravidão no brasil. primeiro um planejando fugir e querendo que a parceira também vá, mas a mata quando ela se recusa pois a tratam bem na casa grande; depois uma outra que também trabalha dentro da casa grande, dá à luz ao filho e a senhora joga ele num poço (sumidouro), e então ela mata o senhor; vários escravos se unindo pra uma rebelião, mas os brancos os descobrem e os matam, apesar deles terem tido umas baixas também; por fim uma vingança por um senhor ter estuprado a irmã pequena de um negro, todos os escravos libertos e fogo na fazenda toda. parece que tem uma certa progressão nisso, tipo, primeiro um plano individual e insano, depois vingança e (mais) motivação, uma tentativa falha e então uma união que prospera. massa, muita pesquisa envolvida, no fim tem glossário e referências bibliográficas bem interessantes. tem um bicho de boca na nuca parecendo lobo, medo.

the incredible hulk (2008)
filme podre, meu deus. a abertura que mostra toda a transformação de bruce em hulk, ele descontrolado machucando gente, se separando da namorada também cientista, fugindo do governo que quer usar as células dele como arma. o filme começa na favela da rocinha (?!) com bruce trabalhando numa fábrica de bebidas, com uns caras ridículos que claramente não são brasileiros. o pior é o oriental dentuço chamando ele de gringo. ele faz aula de alguma arte marcial e o professor ensina a se acalmar, diminuir os batimentos cardíacos (coisa que ele precisa pra não virar hulk). descobrem ele de um jeito mentiroso (mandam procurar um branco na fábrica) e quando ele acorda de ter virado hulk já tá na guatemala. vai andando de um jeito mais mentiroso ainda até os estados unidos, onde encontra a ex-parceira, que ajuda ele a chegar até um biólogo com quem ele conversava de outro jeito mentiroso. mas claro que o cara tinha multiplicado as células dele de um jeito mentiroso e tinha intenção de usar pra curar doença e a zorra toda. eles conseguem conter um episódio de transformação dele mas não curam; o que acontece é que um soldado besta do governo toma um soro que eles já tinham e injeta o que o cientista tirou de bruce pra virar um bichão feio destruidor. luta entre eles, os maus percebendo que hulk é legal, separação do casal de novo, etc. no final vem tony stark chamar o comandante pra participar ~daquela coisa~.

bongolê bongoró (vários artistas)
negócio chato cheio de quadrinho de macho falando de sexo. a lombada diz "manual de educação doméstica fascículo 3", algo assim, uma das coisas boas. a maioria falando enrolado, umas histórias sem sentido, várias coisas escritas afinal. um tema de loteria e enriquecer em comum. uns textos me lembravam daquelas aulas sobre recursividade e etc da linguagem humana, podia mandar pra charlotte e aquiles usarem. algumas coisas a gente ria, mas raro. longo demais também. aqui umas partes boas.

 







iron man 2 (2010)
tony stark promovendo uma feira de ciências típica da empresa dele durar um ano. falando sobre como ele tem trazido a paz pro mundo, que o futuro é o que importa, o que vão deixar pra posteridade, blá blá blá. o governo tentando tomar iron man como posse pública, pra ser uma arma de estado, preocupado com gente que tenta tecnologias similares pra fazer maldade. um russo feio com um palito de dente nojento inventa um negócio de choque com um reatorzinho que nem o dele, vai pra corrida de fórmula 1 ou sei lá que tony resolveu participar com o carro das indústrias stark, e ataca ele. conversando quando ele já tá preso o cara diz pra tony que o paládio do geradorzinho dele é um jeito bem ruim de morrer. no caso, tá durando cada vez menos a plaquinha que ele bota no negócio, além de deixar o sangue dele com um bocado de toxicidade. tony tá assim inconsequente, faz uma festa onde ele destrói a casa inteira com a armadura, e o amigo chefe de num sei o quê do exército leva uma delas pro governo. mas tem um idiota que produz armamento, mesmo ator do policial ruim de two billboards outside ebbing, missouri, que tira o russo da prisão pra produzir um iron man pra ele que o permita acabar com tony. claro que o russo faz as coisas conforme os próprios planos e controla os robô tudo pra ir atrás de tony, né. a essa altura a s.h.i.e.l.d. já entrou em contato com ele e falou que ele precisa de outro elemento pro gerador, que ele inventa por causa da planta da cidade do futuro que o pai deixou e dedicou a ele, puta mentira improvável, mas normal. viúva negra aparece como assistente nova dele quando pepper vira a presidente das indústrias stark (mas é espiã da s.h.i.e.l.d., no caso). no final ele consegue derrotar o cara por causa desse novo negócio, que faz o geradorzinho triangular. beijo do casalzinho no final, etc, etc.

thor (2011)
deus do trovão, filho de odin, tá sendo nomeado rei de asgard mas é interrompido por uns gigantes de gelo invadindo o cofre de armas tentando recuperar um cubo potentão deles. loki, irmão de thor, que deixou eles entrarem, e era só pra pregar uma peça no irmão e retardar mais um pouco o reinado dele. acaba que thor vai pra jotunheim se vingar e provoca guerra entre as raças, o que mostra a impulsividade e falta de juízo dele, então odin o bane pra terra. ele chega numa tempestade que natalie portman tá estudando e fica por aí com ela, um velho cientista também (amigo dela) e uma menina que não sei se é irmã, mas tem uns comentários engraçados. mjölnir, o martelo de thor, tá caído feito a espada do rei arthur que ninguém consegue levantar, nem mesmo thor, porque ainda tá indigno. em asgard loki descobre que é filho de laufey, o reizão dos gigantes de gelo, e que odin só adotou ele porque era um bebê no meio do campo de uma batalha que tiveram no passado. loki se autoproclama rei enquanto odin tá doente num sono mágico lá, conta umas mentiras pra thor e manda um tal de destruidor pra matar ele. nessa thor recupera a dignidade, o martelo voa pra ele, ele destrói o bichão e volta pra asgard, não sem antes dar um beijinho em natalie portman. qual a necessidade de ter romancezinho em tudo que é filme, véi. enfim, lá ele resolve as coisas todas, loki cai no espaço quando thor destrói a bifrost, odin fica orgulhoso dele, blá blá blá. no final dá pra ver o cientista amigo da ota seguindo ordens de loki. a s.h.i.e.l.d. que faz a instalação ao redor do martelo pra estudar, e gavião arqueiro aparece pra fazer nada.

death note (2006-2007)
muito bom! quero ver quanto tempo vai levar pra trilha sonora sair da minha cabeça. ryuk deixa um dos death notes que tem cair na terra porque tá entediado, e yagami light o pega e começa a usar pra julgar criminosos. não demora pra polícia entrar em ação, e logo vem l enfrentar kira nos desafios. lind l. taylor morrendo pra mostrar que kira precisa do nome e do rosto pra matar. os primeiros episódios são ótimos por causa desses embates que eles têm. e light é muito cheio das manhas, véi, como pode planejar tudo tão bem? e nerd que é nerd mesmo sabe de tudo, né, até hackear coisa e fazer telefonemas pro presidente dos eua. triste ver l ser morto, mais ainda por não ter ficado claro se ele morreu convencido de que light era kira. na verdade não entendo por que rem achou necessário fazer aquilo naquela hora; l nem ia fazer nada com misa ainda. e que menina cagada também, ganhou uns anos de vida porque o shinigami matou pra proteger ela e morreu, depois vira o segundo kira e perde metade da vida restante no acordo dos olhos, aí esquece tudo e perde metade de novo quando volta a ser kira e renova o acordo, só pra no fim esquecer de novo e ficar viúva. não lembrava de muita coisa, nem que o desenho que eu fiz do carinha escrevendo no death note loucamente era teru mikami, o x-kira. bem devoto a "deus", hein. os dois já tão insanos no final, aquelas risadas e gritos e atitudes exageradas. mello morre sequestrando a outra kira mas não entendo por que tinha que ser ele dirigindo o caminhão e fazendo tudo isso. near fofinho brincando, e sei lá essas habilidades mentirosas de uma pessoa gênio desvendar tudo a esse ponto. mas massa que deu um passo a frente de light na coisa do death note falso. tenso o olho de mikami olhando pela frestinha da porta pra matar todos, terror. e light fica sendo o falso l pra poder manipular as investigações em benefício próprio e pra ficar por dentro do que tá rolando só, né, porque podia ter se afastado e continuado as coisas de kira longe. louco como ele é psicopata e manipulador. e os shinigamis tomando ordens deles, aceitando tomar ordens... mas não tô entendendo como foi que a polícia ficou com dois death notes, se light devolve um pro shinigami feio que chegou em mello e diz que "só precisamos de um" (fingindo que tem só mais um, mas tem dois). ele deu o de rem pra polícia quando ele vira areia? não, ele esconde, parece. só se deu o que era de misa, mas como, quando? a irmã de light ficou em choque, pelo jeito. e até o pai faz o acordo dos olhos, véi! não lembrava nem um pouco. a segunda parte (depois da morte de l) é mais fraca mesmo, o grupo de gente que sobrou investigando kira deixa light muito no controle, aquilo dos encontros terem só escutas e não câmeras foi demais. mikami mexendo os lábios falando que não tinha shinigami e o pessoal de near acreditando ser espontâneo, também, estranho. o empresário estúpido querendo casar com misa, nossa, um rolê todo pra pegar ele. a coisa de light renunciando caderno, rem e ryuku trocando de posse... até raye penber vai pro limbo entre o céu e o inferno por causa de ter usado o death note, mesmo sem saber que era, né. triste a morte da noiva dele, tão esperta mas caiu na ladainha de light. enfim, foi bom rever, ainda tem mais um bocado de filme e etc. ler o mangá um dia seria interessante também. bem bosta as personagens mulheres da história serem menos importantes e usadas por homens, né. música muito parecida com akira, aquele "da da da-da"...

captain america: the first avenger (2011)
o melhorzinho desses da marvel que a gente tem visto, viu. capitão américa é o único que não se acha, não fica impressionando as mulheres, não erra estupidamente, entende os oprimidos... no começo steve era fraquinho, cheio de problema de saúde, mas queria muito servir o país na segunda guerra mundial. tem um amigo que tá indo pra guerra, bucky, e um cientista fugido de hitler ouve a conversa de que ele queria muito poder fazer alguma coisa. então convida ele pra esse projeto de um soro que causa mutação imediata nos músculos, metabolismo 4x mais rápido e tal. steve topa, mostra que é muito mais inteligente e nobre que os colegas da divisão, e finalmente vira fortão e alto com o negócio. fica famoso porque na mesma hora um espião nazista (que na verdade é da tal hidra) infiltrado rouba um tubo do soro (por que diabos deixaram sobrar um?) e sai matando gente pra fugir, e steve o detém um pouco mentirosamente (socão quebrando vidro embaixo d'água). em vez de continuar no exército vira garoto propaganda, sai fazendo performances musicais pra chamar gente pra se alistar, já como capitão américa. tem hq e tudo. numa hora que reencontra a agente carter descobre que o amigo bucky tá desaparecido e vai atrás pra resgatar soldados capturados. tavam sendo usados pela hidra como mão de obra. essa hidra era a divisão de invenções ou sei lá do exército nazista, mas se separou quando o tal schmidt (smith de matrix) arruma um cubo poderoso de odin (e thor não tem nada a declarar sobre isso pelo jeito né). caveira vermelha, feioso demais, capitão américa resgatando 400 homens e destruindo os pontos todos onde a hidra constrói coisa. no fim precisam deter schmidt porque ele tá indo destruir a costa leste norte-americana, e steve tem que mandar a aeronave no chão pra impedir que os mísseis sejam lançados. por que não se saiu com paraquedas não sei. fica lá 70 anos em coma, perde o encontro que marcou com carter, acorda com nick fury. engraçado carter dando beijo e falando pra ir pegar schmidt, e o capitão dirigindo o carro "eu não vou te dar beijo". pai de tony stark envolvido em muitas coisas, trabalhando pro exército e ajudando steve! ele acha o cubo no final, caído no mar. bucky morre.

the avengers (2012)
natasha (viúva negra) capturada sendo interrogada, mas na verdade era ela interrogando os caras. vai buscar bruce (hulk, mudado pra mark ruffalo) na índia, que achava que tava escondido mas a s.h.i.e.l.d. observava de longe, e vão pra uma nave cuiuda gigantesca que tá servindo de sede da coisa e pros vingadores. tony stark fica alimentando caraminhola na cabeça dos outros pra tentar descobrir o que a s.h.i.e.l.d. realmente quer com o tesseract (aquele cubo que o caveira vermelha arrumou e que ficou com o pai de stark, mas loki chegou roubando e possuindo erik selvig e o gavião arqueiro), e descobrem que tem uma iniciativa de construir arma nuclear e não sei o quê. acaba que tá todo mundo discutindo, confrontando nick fury, e ele querendo explicar que seria pra se defender da imensidão do universo, e natasha querendo falar que loki (capturado) tem interesse no hulk, e a essa altura bruce tá com o cetro de loki mandando um discurso de ódio sem perceber. coisa do próprio loki mesmo, fazer todo mundo se desentender e desunir os vingadores pra derrotá-los. nessa gavião arqueiro rompe a invisibilidade da nave, explode uma turbina, provoca a raiva de hulk, e no fim tá ele caído em algum lugar e thor em outro e tudo doido. com erik loki faz um portal pros monstrão com quem fez acordo, que não são os gigantes de gelo, e sim uns bicho-máquina feio, bem no prédio novo auto-sustentado de tony stark. lutam um bocado, capitão américa comanda a polícia, gavião arqueiro (trazido de volta) atira as flechas dele com uns defeitos (de acordo com esse vídeo), hulk aparentemente "esmaga" controladamente (só os monstros e não os colegas), mas quem faz mais coisa é iron man mesmo, que quase morre; chega a ir pro espaço no portal, até. boa a última cena deles todos em silêncio numa lanchonete comendo shawarma. phil morre, o cara da s.h.i.e.l.d. que apareceu primeiro e mais que todo mundo. grande fã do capitão américa. talita comentou que esse ator de hulk parece brasileiro, e também achei, sei lá. ele parece gente normal.

iron man 3 (2013)
um terrorista que se chama de "o mandarim" ameaçando o presidente dos eua e fazendo uma série de ataques que ele chama de "lições". era só um ator bestão servindo de rosto pro vilão real, um cara que queria conversar com tony na suíça em 1999 e que ele abandonou no telhado. ele desenvolveu um negócio junto com a cientista com quem tony ficou na mesma noite que regenera e melhora o código genético das pessoas, num processo que envolve elas ficando quentes feito lava e se explodindo nos ataques terroristas às vezes. tony tinha ameaçado o mandarim, dado até o endereço da casa dele, e claro que recebe um bombardeio em troca. tinha feito dezenas de armaduras, uma delas especialmente pra vestir pepper e proteger ela. tony acaba indo parar em outro estado pra investigar um dos caras que se explodiu, recebe ajuda de um garotinho, fica tendo crise de ansiedade e nova york vira trigger, etc etc. no fim faz cirurgia pra finalmente arrumar direito o negócio dos estilhaços no coração e supostamente joga o mini-reator no porto onde a casa ficava antes. o vilão morre, pepper (que recebeu o negócio de regeneração doido e ficou toda lutadora pra proteger tony) aparentemente volta ao normal (não sei como), o garotinho recebe um bocado de equipamento de última geração como recompensa... nada de mais, bem homem de ferro em conflito existencial, mais humano. tem a coisa das armaduras todas se autocontrolarem (jarvis, né) pra lutar com os caras-lava.

thor: the dark world (2013)
me pergunto por que as pessoas querem esses filmes de herói cheio de pancadaria e tiros e destruição. gastar um bocado só pra isso, as mesmas coisas sempre, raramente com alguma história boa pra se tirar disso. até quando é sobre deuses nórdicos eles conseguem enfiar umas naves e tecnologia que solta tiros e raios laser, véi. um tal de éter que é uma arma de destruição do mundo, que transforma toda matéria em matéria escura; coisa de uns tais elfos negros (dark elves) que reinavam no começo do universo e querem voltar. natalie portman descobre um lugar onde a gravidade tá meio doida e tem um portal doido e acaba indo pra onde esse éter foi escondido pelo pai de odin na guerra contra os elfos; claro que ela toca no negócio e ele entra nela, causando explosões em quem toca nela depois. pensei que ia ver uma natalie portman do mal, que é raro, mas nem isso; tiraram dela antes. loki fingindo a própria morte pra no final fingir ser odin e assumir o trono; não mostra como fez essa parte, só thor admitindo que não saberia ser rei e prefere ficar defendendo os mundos e beijando natalie portman. o tal erik, cientista do primeiro filme que foi controlado por loki nos vingadores, tá meio doido; melhor cena é thor chegando com natalie na terra e falando pra ele que loki tava morto, e ele "graças a deus" ahsuh. e thor deixando mjölnir pendurado junto com casacos. de resto é só loucura de portais e o martelo correndo pelo universo pra ir pra onde thor tá e os elfos destruindo as coisas e matando a esposa de odin (que não é freya, mas frigga. como assim). isso tudo envolvia todos os 9 realms, incluindo a terra; por que pra isso não precisou dos vingadores? no fim os amigos de thor dão o éter (acho) pra um tal de colecionador, que diz "uma já foi. agora faltam 5"... mencionaram alguma coisa de gema do infinito, sei lá, coisa do próximo filme pelo jeito.

captain america: the winter soldier (2014)
explosão, destruição, gente apanhando. sabia que o amigo de steve rogers ia voltar do mal, só não sei onde ou quando descobri isso. no começo ele trabalhando com natasha pra uma tal de s.t.r.i.k.e., e ela com uma missão diferente dele (recuperar informações sigilosas da s.h.i.e.l.d.); logo nick fury é atacado só pra fazerem uma perseguição de carro absurda (ele foge fazendo um buraco no asfalto com um sabre de luz), aparece no apartamento de steve e "morre" na cirurgia (volta com hill escondido num tipo de caverna ou sei lá). steve e natasha nessa de fugir da própria s.h.i.e.l.d. e descobrir qual é disso tudo; claro que era um negócio mentiroso da zorra: a mente do dr. zola feiudo lá da hidra conservada num bocado de computador velho. ele fez um algoritmo que analisa a vida toda da pessoa e consegue prever o futuro dela, pra decidir se é uma ameaça à hidra (que resistiu infiltrada na s.h.i.e.l.d. etc etc) e matar o quanto antes. tão fazendo uma arma que usa satélites pra localizar alvos, e planejam matar 20 milhões de pessoas pra "proteger 7 bilhões". ah, steve faz um novo amiguinho, sam, que lutava pro exército com um traje que voava (falcão). eles dois mais viúva negra (com ajuda de nick e hill – ah, ela apareceu em os vingadores, robin! massa) se infiltram no prédio de nome feio da s.h.i.e.l.d., avisam geral sobre o que tá acontecendo e lutam com os maus. steve no final se recusando a atacar buck, que é esse soldado invernal (quando caiu do trem foi recuperado pela hidra, que afinal tinha feito uns experimentos nele quando ficou capturado antes de steve resgatar a galera, né). a cena pós-créditos é um negócio que não entendi nada, com aquela ladainha de falar tipo "hidra, s.h.i.e.l.d., eles acabaram mas ~nós~ somos maiores" e blá blá blá, mostrando uns tais de gêmeos parecendo mutantes.

guardians of the galaxy (2014)
começa com a mãe de um menino, peter, morrendo de câncer. ele não pega na mão dela e ela diz que um dia o pai dele ia buscá-lo, algo sobre ele (o pai) ser um anjo (não sei o quão metafórico é isso). ele sai correndo do hospital e é abduzido, e corta pra 20 e tantos anos depois, ele sendo um saqueador e pegando um tal de orbe. isso é uma bolota que guarda uma das joias do infinito, capaz de destruir uma civilização inteira só de tocar o chão do planeta. quem quer isso é ronan, um cara azul dessa raça ou sei lá kree, que trabalhava pro titã thanos mas se rebela contra ele pra ser o próprio vilãozão. peter é preso junto com rocket (um guaxinim), groot (uma árvore) e gamora (uma mulher verde filha de thanos, adotiva na verdade, que tá é traindo ele e ronan). eles concordam em se ajudar a fugir da prisão pra venderem o orbe pro colecionador (aquele que já tem o éter) e dividirem o dinheiro, e arranjam um tal de drax (fortão cinza e vermelho que usa palavras difíceis) na fuga. engraçado rocket explicando o plano e groot indo logo pra parte prática, tendo que apressar tudo. no fim eles conseguem o apoio dos saqueadores pra lutar contra ronan, avisam o país/cidade que ele quer destruir e recebem ajuda da patrulha/polícia de lá também, e recuperam a joia com peter segurando, apesar dele ser matéria orgânica (o que, tecnicamente, o negócio destrói – precisa de um grande poder pra usá-la e tal). no fim ele descobre que é só metade terráqueo, que o pai é antigo como o universo, mas não diz quem é. enganam o líder dos saqueadores que criou peter e deixam a joia com a cidade salva, viram os guardiões da galáxia. legalzinho até, umas músicas dos anos 70 numa fita que a mãe fez pra peter, personagens engraçados. muitos personagens apresentados, meio difícil, mas melhorzinho que os outros filmes por enquanto.

avengers: age of ultron (2015)
eles todos recuperando o cetro de loki e enfrentando os gêmeos. o menino é super rápido e a menina tem poder de telecinese e controle de mentes. ela faz tony stark ter uma visão dos medos dele, mas acaba que isso faz ele ir adiante num plano doido de proteger o mundo de ataques como o de nova york. de novo essa coisa de prevenir guerras gerar problemas por antecipação, falta de liberdade, etc. ele descobre dentro da joia do cetro uma inteligência artificial feito jarvis, mas bem mais desenvolvida. aí acha uma boa ideia integrar a nova a ele, mas o que acontece é que a nova ataca jarvis (sei lá como) e vira o vilão, ultron. tá em todo lugar, acessando internet e tudo feito jarvis mesmo, e ainda habitando corpos de metal feito as armaduras de tony. usa uma doutora coreana pra fabricar tecido orgânico pra fazer um corpo, que acaba sendo pego pelos vingadores antes que ele faça a transferência. tony aproveita pra botar jarvis no lugar, e thor ajuda dando a energia com um raio (tinham tentado interromper de novo). o resultado tem a voz de jarvis, mas finalmente o ator aparecendo (é aquele branquelo do código da vinci); parece uma versão pacífica de ultron, e eles sabem que podem confiar nele porque o cara levanta o martelo de thor... então é digno, sem discussão. ultron juntou um bocado de vibranium (que dessa vez tony explica que vem de wakanda!) e tá fazendo um meteoro que vai usar pra destruir o mundo, porque não vê diferença entre salvação e condenação da humanidade. quer que o ser humano evolua. no fim a cidade inteira de sokovia é explodida, a galera corre pra salvar as pessoas, o menino rápido morre e gavião arqueiro (que tem uma família isolada no campo) não (apesar de parecer muito que ia), hulk some (começo de romance com natasha, um negócio de canção de ninar pra trazer bruce de volta, etc), thor já fala que parece ter gente mexendo com as joias do universo... nada mencionado sobre como se informaram sobre a joia de guardiões da galáxia. no final aparece thanos. coiseirada da zorra.

magra de ruim (sirlanney)
esperava mais, mas já tinha visto umas reviews no skoob falando que era só um compilado de artes dela através dos anos, e não uma hq sequencial. não gosto tanto do traço de sirlanney também, e os assuntos são sempre similares, sei lá. fala bastante de ser ruim no que faz, não ganhar dinheiro, estar deprimida, sexo. gostei de um que fez citando trópico de câncer de henry miller, em que o autor ou o narrador diz que toda a literatura já saiu dele, que não há mais livros a escrever, e que agora é o homem mais feliz do mundo, mesmo não tendo dinheiro, recursos ou esperança. fiquei pensando sobre essa ideia da arte que uma pessoa é capaz de produzir terminar, se libertar dela; interessante. me identifiquei com uns quadrinhos sobre procrastinação e não conseguir fazer nada. alguém fala no começo que sirlanney é bi, mas no livro todo só tem uma vez que ela fala de mulheres; o resto é tudo homem, paixão por homem, sexo com homem... pena.

sábado, 30 de novembro de 2019

lidos (3) e assistidos (6) em novembro

als wir träumten (2015)
único filme da mini-mostra em comemoração aos 30 anos da queda do muro de berlim que vi. norma que montou, esse foi o último dia/filme de 3. baseado num livro de mesmo nome, que ela disse gostar muito. sobre a juventude de um grupo de amigos nos tempos seguintes à queda do muro, em leipzig (norma estudou lá, acho que é de lá também). muita doideira, carros roubados, direção alcoolizada, destruição de coisas. uns se envolvem com drogas, um vendendo e outro se viciando (esse morre). o principalzinho fica preso por uns meses, intencionalmente, pra ver se melhorava as coisas pra mãe e pra vida. apanhou feio de uma gangue (skinheads?) de gente otária, só porque gostava da namoradinha de um. "Sternchen", estrelinha. reconheci várias coisas em alemão, mas não dava pra anotar tudo. quem sabe assistindo de novo. mas a música tema é muito boa!

paprika (2006)
vi de novo com talita pra poder fazer review. um aparelho que pode ver os sonhos das pessoas, controlar, sei lá. paprika é essa mulher que consegue entrar nos sonhos, conversar, fazer qualquer coisa. depois de um tempo de filme dá pra entender que ela é a cientista séria da empresa que fabrica esse aparelho, mas ainda não sei por que ela tem essa capacidade extra. um dos caras que trabalhava no negócio rouba ele e usa pra criar um sonho/delírio coletivo absurdo. difícil dizer o sentido das coisas nesse filme. o gordão que gosta da mulher (paprika) também cai no sono infinito nesse sonho doido. a cidade toda um caos. no fim é o velho nojento diretor da empresa que tá tramando coisa, usa outro cientista do grupo pra conseguir as coisas, cena agoniante dele arrancando a "roupa" de paprika da mulher, rasgando a pele dela pregada como borboleta numa mesa. tudo muito surreal. gosto da trilha sonora, pra variar. massa e confuso os encontros virtuais (?) do policial com paprika no barzinho. e no fim ele perseguindo a si próprio, suicídio ou ele matando o amigo, etc.

die legende von paul und paula (1975)
esses dois moram na mesma rua, um de frente pro outro, em prédios. paula trabalha um bocado, tem uma filha criança e um filho menorzinho. não tem marido, não sei por quê. um dia sai pra curtir de noite e vê paul no clube. acho que ele tá com a mulher e dança com ela, ou com outra pessoa, e um velho feio com paula. mas no final, indo embora, o próprio velho troca e eles saem juntos. ficam de amor e sexo e se vêem de vez em quando. paula toda dramática, emocionada num concerto de cordas, aplaudindo antes de terminar e tudo. numa vez prepara toda uma recepção pra paul na casa dela, junta camas, enche de comida... nojentinho aquela mistura de comida e sexo, mas é breve. alguma coisa sobre a família dela ser meio doidinha, ter coisa de barco, sei lá. o filho pequeno morre atropelado, se não me engano. em algum momento ela engravida e o médico diz que ela pode morrer se tiver o filho, mas ela não se importa. por quê, véi? sério que precisa de uma criança no romance? claro que ela morre e o cara fica com os filhos que sobraram, né. o ator que faz paul é ulrich velho em dark!

einheit spd-kpd (1946)
sei lá, alguma coisa sobre a união dessas duas coisas na alemanha. dois partidos, um comunista e outro socialista. curtinho, uns 15 minutos, vi errado esperando que fosse die mauer.

die mauer (1990)
sobre a queda do muro de berlim. foi o segundo filme da mini-mostra. umas movimentações ao redor do muro, gente levando pedaço de recordação (aquela história de que tio jr. tem um, mas nunca se sabe da veracidade). turistas virando o ano novo lá. gente subindo de um jeito confuso, como se fosse só um degrauzão num pedaço. e as máquinas tirando as placas inteiras, como que já pensando em botar em museu. interessante, doido de pensar. ficou 30 anos de pé, né.

wer die erde liebt (1973)
pelo que eu entendi é um documentário sobre um tal festival da juventude da alemanha soviética que aconteceu nesse ano em berlim oriental. angela davis tava lá, jovem, altona né. falou em alemão no microfone. mensagens de incentivo e inspiração, felicidade pelo socialismo e sei lá. um bocado de apresentações musicais, gente com cara de hippie, falas anti-imperialistas. reconheci frases como "Frieden für alle", "Solidarität mit dem Vietnamesischen Volk", "Revolutionares Völke der Welt", "Die Jugend der DDR grüßt" e "Die Jugend der Welt". umas músicas/gritos tipo "Wir, wir, wir! Und zusammen!" e "Solidarität / Das ist unser Lied". num momentinho breve, em que se via a multidão filmada de cima, achei uma bandeira do brasil dançando lá no meio.

read this outside (joseph kendrick)
li duas vezes, a segunda traduzindo (revisão de talita). planos de alguma hora fazer uma versão em português. mas na verdade nem tudo é bom: tem uma página inteira sobre steve roggenbuck e outra sobre durianriders, e atualmente os dois foram acusados de abuso ou coisa pior. bom as partes sobre a vida de joseph, como a viagem de bicicleta em que acampou na floresta. excesso de falação sobre lil b the based god, mas engraçado. difícil entender se a tradução devia ser informal ou não muito, porque joseph faz umas frases tão bem feitinhas... caça-palavras que na verdade tem os opostos das palavras que ele coloca na lista de encontrar, que são coisas ruins. não esperava que todos os livros que ele recomenda no "further reading" teriam traduções em português. coisa de budismo e mindfullness. coisa de anotar sonho pra ter sonho lúcido, uns melhores momentos também. tô voltando a anotar, deu uma reanimada.

1984 (george orwell)
demorei pra ler por causa da faculdade e da vida, mas puta merda, que livro bom. já tinha certas espectativas por ser o que é, mas superou demais, nunca que eu poderia esperar qualquer coisa daquilo. tudo muito perfeito, bem pensado, meticulosamente planejado. é o extremo da distopia; não tem como qualquer outra coisa ser mais absurdamente completo do que 1984. anotei tanta citação que deu quase outro livro, mas por elas dá pra ter uma noção do que é essa história. o livro de o'brien, véi, come pode. o fim é muito bom também. acho que não vou esquecer de nada desse livro. foi massa ler em inglês também, bem tranquilo, gostei bastante do ritmo.

"Don't you see that the whole aim of Newspeak is to narrow the range of thought? In the end we shall make thoughtcrime literally impossible, because there will be no words in which to express it. (...) Every year fewer and fewer words, and the range of consciousness always a little smaller. Even now, of course, there's no reason or excuse for committing thoughtcrime. It's merely a question of self-discipline, reality-control. But in the end there won't be any need for that. The Revolution will be complete when the language is perfect. (...)"
"Even the literature of the Party will change. Even the slogans will change. How could you have a slogan like 'freedom is slavery' when the concept of freedom has been abolished? The whole climate of thought will be different. In fact there will be no thought, as we understand it now. Orthodoxy means not thinking—not needing to think. Orthodoxy is unconsciousness."
Quickly, with an occasional crackle of twigs, they threaded their way back to the clearing. When they were once inside the ring of saplings she turned and faced him. They were both breathing fast, but the smile had reappeared round the corners of her mouth. She stook looking at him for an instant, then felt at the zipper of her overalls. And, yes! It was almost as in his dream. Almost as swiftly as he had imagined it, she had torn her clothes off, and when she flung them aside it was with that same magnificent gesture by which a whole civilization seemed to be annihilated. (...)
"Listen. The more men you've had, the more I love you. Do you understand that?"

"Yes, perfectly."

"I hate purity. I hate goodness. I don't want any virtue to exist anywhere. I want everyone to be corrupt to the bones."
"Well, then, I ought to suit you, dear. I'm corrupt to the bones."
"You like doing this? I don't mean simply me; I mean the thing in itself?"
"I adore it."
That was above all what he wanted to hear. Not merely the love of one person, but the animal instinct, the simple undifferentiated desire: that was the force that would tear the Party to pieces.
(...) In the old days, he thought, a man looked at a girl's body and saw that it was desirable, and that was the end of the story. But you could not have pure love or lust nowadays. No emotion was pure, because everything was mixed up with fear and hatred. Their embrace had been a battle, the climax a victory. It was a blow struck against the Party. It was a political act.
She began to enlarge upon the subject. With Julia, everything came back to her own sexuality. As soon as this was touched upon in any way she was capable of great acuteness. Unlike Winston, she had grasped the inner meaning of the Party's sexual puritanism. It was not merely that the sex instinct created a world of its own which was outside the Party's control and which therefore had to be destroyed if possible. What was more important was that sexual privation induced hysteria, which was desirable because it could be transformed into war fever and leader worship. The way she put it was: "When you make love you're using up energy; and afterwards you feel happy and don't give a damn for anything. They can't bear you to feel like that. They want you to be bursting with energy all the time. All this marching up and down and cheering and waving flags is simply sex gone sour. If you're happy inside yourself, why should you get excited about Big Brother and the Three-Year Plans and the Two Minutes Hate and all the rest of their bloody rot?" That was very true, he thought. There was a direct, intimate connection between chastity and political orthodoxy. For how could the fear, the hatred, and the lunatic credulity which the Party needed in its members be kept at the right pitch except by bottling down some powerful instinct and using it as a driving force? The sex impulse was dangerous to the Party, and the Party had turned it to account. They had played a similar trick with the instinct of parenthood. The family could not actually be abolished, and, indeed, people were encouraged to be fond of their children in almost the old-fashioned way. The children, on the other hand, were sistematically turned against their parents and taught to spy on them and report their deviations. The family had become in effect an extension of the Thought Police. It was a device by means of which everyone could be surrounded night and day by informers who knew him intimately.
(...) From the moment when the machine first made its appearance it was clear to all thinking people that the need for human drudgery, and therefore to a great extent for human inequality, had disappeared. If the machine were used deliberately for that end, hunger, overwork, dirt, illiteracy, and disease could be eliminated within a few generations. And in fact, without being used for any such purpose, but by a sort of automatic process—by producing wealth which it was sometimes impossible not to distribute—the machine did raise the living standards of the average human being very greatly over a period of about fifty years at the end of the nineteenth and the beginning of the twentieth centuries.But it was also clear that an all-round increase in wealth threatened the destruction—indeed, in some sense was the destruction—of a hierarchical society. In a world in which everyone worked short hours, had enough to eat, lived in a house with a bathroom and a refrigerator, and possessed a motorcar or even an airplane, the most obvious and perhaps the most important form of inequality would already have disappeared. If it once became general, wealth would confer no distinction. It was possible, no doubt, to imagine a society in which wealth, in the sense of personal possessions and luxuries, should be evenly distributed, while power remained in the hands of a small privileged caste. But in practice such a society could not long remain stable. For if leisure and security were enjoyed by all alike, the great mass of human beings who are normally stupefied by poverty would become literate and would learn to think for themselves; and when once they had done this, they would sooner or later realize that the privileged minority had no function, and they would sweep it away. In the long run, a hierarchical society was only possible on a basis of poverty and ignorance.
(...) And at the same time the consciousness of being at war, and therefore in danger, makes the handing-over of all power to a small caste seem the natural, unavoidable condition of survival.War, it will be seen, not only accomplishes the necessary destruction, but accomplishes it in a psychologically acceptable way. In principle it would be quite simple to waste the surplus labor of the world by building temples and pyramids, by digging holes and filling them up again, or even by producing vast quantities of good and then setting fire to them. But this would provide only the economic and not the emotional basis for a hierarchical society. (...)
(...) The problem is the same for all three superstates. It is absolutely necessary to their structure that there should be no contact with foreigners except, to a limited extent, with war prisoners and colored slaves. Even the official ally of the moment is always regarded with the darkest suspicion. War prisoners apart, the average citizen of Oceania never sets eyes on a citizen of either Eurasia or Eastasia, and he is forbidden the knowledge of foreign languages. If he were allowed contact with foreigners he would discover that they are creatures similar to himself and that most of what he has been told about them is lies. The sealed world in which he lives would be broken, and the fear, hatred, and self-righteousness on which his morale depends might evaporate. It is therefore realized on all sides that however often Persia, or Egypt, or Java, or Ceylon may change hands, the main frontiers must never be crossed by anything except bombs.
(...) The best books, he perceived, are those that tell you what you know already. (...)
In principle, membership in these three groups is not hereditary. The child of Inner Party parents is in theory not born into the Inner Party. Admission to either branch of the Party is by examination, taken at the age of sixteen. Nor is there any racial discrimination, or any marked domination of one province by another. Jews, Negroes, South Americans of pure Indian blood are to be found in the highest ranks of the Party, and the administrator of any area are always drawn from the inhabitants of that area. In no part of Oceania do the inhabitants have the feeling that they are a colonial population ruled from a distant capital. Oceania has no capital, and its titular head is a person whose whereabouts nobody knows. Except that English is its chief lingua franca and Newspeak its official language, it is not centralized in any way. Its rulers are not held together by blood ties but by adherence to a common doctrine. (...)
The alteration of the past is necessary for two reasons, one of which is subsidiary and, so to speak, precautionary. The subsidiary reason is that the Party member, like the proletarian, tolerates present-day conditions partly because he has no standards of comparison. He must be cut off from the past, just as he must be cut off from foreign countries, because it is necessary for him to believe that he is better off than his ancestors and that the average level of material comfort is constantly rising. But by far the more important reason for the readjustment of the past is the need to safeguard the infallibility of the Party. It is not merely that speeches, statistics, and records of every kind must be constantly brought up to dat in order to show that the predictions of the Party were in all cases right. It is also that no change of doctrine or in political alignment can ever be admitted. For to change one's mind, or even one's policy, is a confession of weakness. (...)
The mutability of the past is the central tenet of Ingsoc. Past events, it is argued, have no objective existence, but survive only in written records and in human memories. The past is whatever the records and the memories agree upon. And since the Party is in full control of all records, and in equally in full control of the minds of its members, it follows that the past is whatever the Party chooses to make it. It also follows that though the past is alterable, it never has been altered in any specific instance. For when it has been re-created in whatever shape is needed at the moment, then this new version is the past, and no different past can ever have existed. This holds good even when, as often happens, the same event has to be altered out of recognition several times in the course of a year. At all times the Party is in possession of absolute truth, and clearly the absolute can never have been different from what it is now. It will be seen that the control of the past depends above all on the training of memory. To make sure that all written records agree with the orthodoxy of the moment is merely a mechanical act. But it is also necessary to remember that events happened in the desired manner. And if it is necessary to rearrange one's memories or to tamper with written records, then it is necessary to forget that one has done so. The trick of doing this can be learned like any other mental technique. It is learned by the majority of Party members, and certainly by all who are intelligent as well as orthodox. In Oldspeak it is called, quite frankly, "reality control." In Newspeak it is called doublethink, although doublethink comprises much else as well.
"But how can you stop people remembering things?" cried Winston, again momentarily forgetting the dial. "It is involuntary. It is outside oneself. How can you control memory? You have not controlled mine!"

O'Brien's manner grew stern again. He laid his hand on the dial. "On the contrary," he said, "you have not controlled it. That is what has brought you here. You are here because you have failed in humility, in self-discipline. You would not make the act of submission which is the price of sanity. You preferred to be a lunatic, a minority of one. Only the disciplined mind can see reality, Winston. You believe that reality is something objective, external, existing in its own right. You also believe that the nature of reality is self-evident. When you delude yourself into thinking that you see something, you assume that everyone else sees the same thing as you. But I tell you, Winston, that reality is not external. Reality exists in the human minds, and nowhere else. Not in the individual mind, which can make mistakes, and in any case soon perishes; only in the mind of the Party, which is collective and immortal. Whatever the Party holds to be truth is truth. It is impossible to see reality except by looking through the eyes of the Party. That is the fact that you have got to relearn, Winston. It needs an act of self-destruction, an effort of the will. You must humble yourself before you can become sane."
O'Brien smiled slightly. "You are a flaw in the pattern, Winston. You are a stain that must be wiped out. Did I not tell you just now that we are different from the persecutors of the past? We are not content with negative obedience, not even with the most abject submission. When finally you surrender to us, it must be of your own free will. We do not destroy the heretic because he resists us; so long as he resists us we never destroy him. We convert him, we capture his inner mind, we reshape him. We burn all evil and all illusion out of him; we bring him over to our side, not in appearance, but genuinely, heart and soul. We make him one of ourselves before we kill him. It is intolerable to us that an erroneous thought should exist anywhere in the world, however secret and powerless it may be. Even in the instant of death we cannot permit any deviation. In the old days the heretic walked to the stake still a heretic, proclaiming his heresy, exulting it. Even the victim of the Russian purges could carry rebellion locked up in his skull as he walked down the passage waiting for the bullet. But we make the brain perfect before we blow it out. The command of the old despotisms was 'Thou shalt not.' The command of the totalitarians was 'Thou shalt.' Our command is 'Thou art.' No one whom we bring to this place ever stands out against us. Everyone is washed clean. (...)

hamoni (monge han)
dá pra ler no perfil dele. sobre a avó coreana, quando ela tava morrendo. fala de como ela era o centro da família, dos impasses pelas línguas diferentes, do quanto se sentiu enxergado na última vez que se olharam. ele tem essa coisa de desenhar três olhos, só um aberto, e quando a pessoa tá morrendo os outros abrem; interessante, queria saber se tem alguma crença envolvida ou é só artístico. bem bonito o quadrinho, triste. curtinho.

quarta-feira, 30 de agosto de 2017

lidos em agosto

no comecinho do mês terminei cyrano de bergerac, de edmond rostand, que tava na minha estante há anos desde que comprei no sebo. é uma peça teatral sobre esse herói um tanto quanto pitoresco, com um nariz enorme, muito valente e talentoso. ele acaba cedendo seu dom de escrita a cristiano, que está apaixonado por roxane, prima dele – a quem também ama, mas considera-se sem chances por causa de sua feiura. achei muito massa as coisas que ele compunha e falava se passando por cristiano, como se criasse tudo mas, na verdade, expressando o que sentia. os dois acabam partindo para um combate, no qual cristiano falece; anos mais tarde, roxane fica sabendo do combinado entre eles, quando cyrano está morrendo, e lamenta por um amor duas vezes perdido. achei bastante dinâmico e surpreendente, além de que não esperava que o protagonista tivesse existido de verdade!

em agosto levei meu irmão na biblioteca pela primeira vez, e enquanto fazia companhia a ele na seção infantil li ou isto ou aquilo, da cecília meireles. são vários poemas criativos ilustrados pelo traço lindão de odilon moraes. foi gostosinho de ler; acho que fui conhecer pela jotapluftz há um tempo atrás.

finalmente li coração, cabeça e estômago, de camilo castelo branco. o narrador, silvestre da silva, começa se apaixonando a torto e a direito, sem obter sucesso em nenhum relacionamento; em seguida se dedica ao intelecto, escrevendo para um jornal sobre a sociedade hipócrita de onde vivia, o que (quase?) o coloca na prisão; por último se rende às coisas do corpo, buscando paz e satisfação, e acaba se casando e engordando muito, até adoecer. na verdade existe um editor, amigo de silvestre, que reuniu seus escritos e de vez em quando faz críticas e comentários à narrativa, supostamente deixada para servir de guia para os jovens. os seguintes trechos são todos da parte do estômago, o único que mais me chamou a atenção.

O amor inventou-o depois o estragamento dos bons costumes gregos e romanos, como coisa necessária e acirrante aos paladares botos dos filhos viciosos das cidades.
Ainda agora nas aldeias, afastadas dos focos da corrupção, coisa que eu nunca ouvi dizer é: A Maria do Ribeiro ama o Antônio da Capela." Lá não se diz ama; é querem-se. Querem-se" é outra coisa; é amalgamarem-se num só ser, em uma só vontade, numa identidade de alma e corpo tal, e tão uma que nem sequer cogitam se há desgraça com força de desuni-los aquém da morte. E para lá da sepultura ainda eles têm como segura a vida imortal em união de penas ou glórias.

O amor dispensa-se onde está a profunda estima. Lá nesses consórcios bem-aventurados que florescem obscuros nas gargantas das serranias e nas selvas que bordam as margens dos rios não há tempo nem ocasião de discutirem sutilezas do coração. Crê-se ali que o vínculo é eterno e o sacramento do matrimônio uma religião, ou o dogma mais sacratíssimo dela. Pode ser que nem isto mesmo pensem: o que eles deveras sabem é que são felizes.
(...) As minhas meditações eram pachorrentas, terra a terra, sem enlevos que me deslocassem da felicidade do momento para me transportarem ao passado, onde estava a saudade, ou ao futuro donde me podia estar mentindo a esperança.
Que a saudade, para além dos trinta anos, é uma enchente de lágrimas que desdobra o peito daqueles mesmos que se não sentem viver no coração.
E a esperança é uma virgem de encantos doidos, a qual vos não deixa gozar os encantos doutra virgem que vos alinda os bens presentes.
Cabeça e coração senti sem vida,
No estômago busquei uma alma nova
E encontrá-la pensei... Crença perdida!
Mulher aos pés o coração me sova;
Foge ao mundo a razão espavorida;
E por muito comer eu desço à cova!

teve americanazine na biblioteca e li mais zines lá do que já li em toda minha vida, provavelmente. gostei bastante; tem uma infinidade de temas, tudo muito criativo. tirei foto de uma poesia que achei engraçadíssima no meio de tantos poemas existencialistas: ela se chama toda vez que eu chego em casa e é de jeison placinsch.

estava olhando um filme
quando percebi algo
fora da televisão se mexer
se mexer não, pular e sumir
passou um tempo e nada aconteceu
até vir voando na minha cara
uma coisa que eu já sabia ser uma
barata, barata, baratina
nisso dei um golpe de ninja pro lado
e liguei a luz
mas não consegui ver pra onde ela foi
puxei um colchão pra cada lado
mais as madeirinhas que sustentam eles
e nada
nem um sinal daquela filha da puta
então decidi puxar de volta
e vi uma coisinha correndo embaixo
AHA!!!
dessa vez não iria fugir
quero dormir sozinho hoje
então me estiquei
botei eles pro lugar
e vi a pontinha da bunda dela tentando
escapar, mas nem conseguiu
finalmente botei tudo no lugar
e senti que precisava falar pra vocês
sobre este belo ocorrido
e na metade disso veio voando
mais uma na minha direção
vingança?
só pode
o mais bizarro é que nesses
quase cinco anos que moro aqui
lembro de ter visto só duas baratas
até hoje
e agora, até agora,
uma e trinta e cinco da manhã,
essa última já foi a quarta
que matei.

depois li três contos de sagarana, de guimarães rosa (aqui tem resumos/análises massa). primeiro, o burrinho pedrês (vídeo): sete-de-ouros, burrinho velho mas experiente, é necessário para fazer uma travessia de bois de um major bastante influente, uma vez que alguns cavalos haviam debandado na noite anterior. os vaqueiros não se empolgam muito em ter esse tipo de montaria, mas prosseguem, e no caminho de volta ficam num impasse ao encontrar o ribeirão cheio. decidem deixar o animal ir primeiro – O burrinho é quem vai resolver: se ele entrar n'água, os cavalos acompanham, e nós podemos seguir sem susto. Burro não se mete em lugar de onde ele não sabe sair! no entanto, os cavalos e vaqueiros não suportam a correnteza e são afogados, enquanto sete-de-ouros vai pisando onde conhece e nadando quando deveria. apenas dois homens se salvam, um agarrado ao rabo do burro e outro montado nele, adormecido de bêbado e mais tarde sendo deixado na varanda da fazenda, sem se dar conta do episódio.

(...) E, com isso, deixaram todos de caber no dia, que rodou e se foi, redondo e repleto, com a tarde a cair rente, uma tarde triste de tempo frio.

Enquanto isso tudo, na coberta do Reynéro, ali perto, afrouxadas as barrigueiras e tirados os freios, os cavalos descansavam. Longe dos outros, deixado num extremo, no canto mais escuro e esquerdo do telheiro, Sete-de-Ouros estava. Só e sério. Sem desperdício, sem desnorteio, cumpridor de obrigação, aproveitava para encher, mais um trecho, a infinda linguiça da vida. 

segundo, a volta do marido pródigo: lalino salãthiel era um trabalhador preguiçoso e irresponsável que decide abandonar seus serviços e se mudar para o rio de janeiro, em busca da boa-vida; deixa sua esposa maria rita, sem nem avisá-la, e vende sua viola a um espanhol que morava por perto. ele retorna depois de um tempo, desiludido, e descobre que maria rita está com o espanhol; passa então a trabalhar como cabo eleitoral para um major e vai conseguindo as coisas com malemolência e despojamento. no final ele consegue derrotar o adversário político e, de quebra, expulsar a colônia espanhola do local, reconquistando sua esposa.

por último, sarapalha, sobre esse lugar assolado pela malária, onde não resta quase ninguém – dois primos, ribeiro e argemiro, passam seus dias a esperar a morte, conversando sentados num cocho em companhia de um cachorro abatido. a esposa do primeiro tinha fugido com um vaqueiro há algum tempo, e ele pede para que o primo reconte a história do diabo que fugiu com uma moça, para aliviar. argemiro era apaixonado pela esposa do primo e acaba revelando isso, embora alegue que jamais pensara em desrespeitar ribeiro; ele se sente traído até pelo último companheiro e, ofendido, o expulsa. argemiro é tomado pela febre enquanto vai embora.

— Conta o resto da estória...
— ..."Então, a moça, que não sabia que o moço-bonito era o capeta, ajuntou suas roupinhas melhores numa trouxa, e foi com ele na canoa, descendo o rio..."
— A moça que eu estou vendo agora é uma só, Primo... Olha!... É bonita, muito bonita. É a sezão. Mas não quero... Bem que o doutor, quando pegou a febre e estava variando, disse... você lembra?... disse que a maleita era uma mulher de muita lindeza, que morava de-noite nesses brejos, e na hora da gente tremer era quem vinha... e ninguém não via que era ela quem estava mesmo beijando a gente... Mas, acaba de contar a estória, Primo...

além disso, li um pouco de poemas negros, de jorge de lima, e de o universo numa casca de noz, de stephen hawking. este tô ouvindo em audiobook sempre que tenho uma louça monstruosa pra lavar ou coisa do tipo. esse mês não foi grande coisa no quesito leituras, devia ter lido bem mais, considerando os planos pros livros obrigatórios, mas claramente sou incapaz de ter qualquer disciplina a longo prazo. uma desculpa possível é que fiquei doente...