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domingo, 28 de fevereiro de 2021

assistidos (8) em fevereiro

boy (2010)

oh!! gostei muito! não procurei se é meio autobiográfico ou não, mas o protagonista é um menino maori ("boy") criado pela vó porque o pai tava preso e é irresponsável. taika interpreta o pai, que surge com dois amigos e vão ficando na casa enquanto a vó tá em outra cidade ajudando algum parente. dão um monte de presentes com cara de roubo (tv, microondas, casacos...), um bocado de criança lá, boy cuidando, fazendo comida simples. também existe um irmão menor, quietinho, magia no olhar, desenhinhos. a mãe morreu no parto e ele se sente culpado. não se aproxima muito do pai, até porque foi depois da morte da mulher que ele sumiu, mas boy o vê como um ídolo e modelo a ser seguido. uma coisa engraçada de gostar de michael jackson, thriller tinha acabado de sair, e o pai com os amigos se chamam de "crazy horses". numa hora pede pra que boy o chame de shogun, uma brisa com samurais e um livro com esse nome. faz um corte de cabelo em boy que mirou no mullet de michael jackson mas saiu uma coisa quase buzzcut cheia de falhas, coitado. ficam fazendo buracos num campo onde ele escondeu uma quantia grande de dinheiro, mas quando boy encontra leva pra um lugar onde fica o bode de estimação dele e o bode destrói tudo. ficava levando maconha pro pai, pegando de uma plantação que o pai de uma amiga tem no meio de um canavial, e no desespero o pai pega tudo pra vender e se dá mal. a amiga aparece de olho roxo também, tadinha. e ela olhava pra boy com carinho, apesar dele gostar de uma menina popularzinha... no final se reaproximam. que gostoso uma hora dos amigos todos brincando em volta de uma casa quebrada, correndo livres, usando a imaginação. foi uma surpresa agradável, resolvemos ver sem planejar muito e todo mundo juntou e gostou. trilha sonora muito boa! e no final thriller com dança haka!!! acho muito legal a existência disso, as caretas :) e a representatividade, né, manda bem demais. tão lindo o atorzinho, também...

nomadland (2020)

essa véia (ok, nem tanto) de three billboards outside ebbing, missouri é muito barra pesada, pô. a cara da dureza. grande potencial sapatão. nesse filme ela mora na própria van, isolada da família e vista como esquisita. trabalha na amazon no fim de ano pra ganhar dinheiro, vai procurando bicos temporários pra ir se mantendo. se chama fern e pölzl e eu escolhemos interpretar pelo alemão, no sentido de distância, mais do que a planta em inglês. amizades muito boas, uma senhora de uns 70 anos que conta que quase se matou, mas percebeu que podia viver viajando e foi morar na estrada. outra senhora pra quem os médicos deram pouco tempo de vida e se despede de um jeito tocante. ver lugares lindos, animais, paisagens. massa que nos créditos várias dessas pessoas interpretam a si mesmas, então acho que tem um pouco de histórias reais. uma coisa muito latente sobre liberdade. tem até um cara que gosta de fern e quer que ela fique com ele na casa do filho, paciente e calmo o jeito que ele age com ela mas no fim ela parte. fica em aberto, na verdade, porque ela volta pra cidade onde viveu com o marido falecido e se desfaz do galpão onde guarda os pertences, visita a casa onde morava, sai pelo portão que dá pro terreno aberto... muita solidão, independência, mas muito legal a parte de ter uma comunidade que se apoia. parece que ela era professora; uma menina lembra de uma poesia que ela falava, fern compartilha com um jovem viajante os versos que jurou pro marido. muito amor e imensidão. gostei. e a trilha sonora, tão certeira... mariana ficou reparando.

hunt for the wilderpeople (2016)

boy subiu as expectativas de todo mundo com taika waititi e fez a gente quebrar a cara aqui. tem a desculpa de que esse não é roteiro original, mas adaptado de um livro infantil... serve? é sobre ricky baker, menino adotado por um casal que mora nas montanhas. a agente que cuidava dele dizia que ele era mal comportado e já tinha passado por várias adoções, mas com essa mulher dá certo, bonitinho até. bolsa térmica pra esquentar a cama, musiquinha de parabéns, cachorro de presente. mas do nada ela morre e ricky decide se meter na floresta depois que o viúvo diz que não pretende continuar com ele. o cara vai tirar ele de lá mas quebra o pé e acabam passando um tempão sumidos. nessa a agente já constrói um negócio absurdo dele ter sequestrado ricky e ser criminoso. um desentendido com caçadores, meses despistando polícia, uma garota bonita, um cara pirado, uma perseguição cuiuda. vai virando uma bobeira de proporções absurdas... no fim eles se reúnem de novo, apesar de ricky ter sido escroto e botado o cara na prisão, e vão morar com a garota e o pai dela (?). poucos momentos engraçados e o que tem de bacana não vale a pena.

the twilight saga: breaking dawn - part 1 (2011)

por acaso tem samba o ano inteiro no rio de janeiro? que esquisito ver gente se beijando na rua e dançando e eles decidindo fazer igual. tava tão prevendo uma vergonha alheia com edward falando português que me surpreendi quando ele conversou com kaure de um jeito aceitável (mas ainda formal, "ajudá-la", "eu a amo" heueh). bella fica horrível grávida, né... muito estranho parar pra pensar que na real a menina tem 18 ou 19 anos e tá ali encantada num bebê assassino. no parto jacob fica parecendo que olha pra renesmee, mas hora que tem o imprinting mesmo é a cena mais tosca, daquelas de lembrar falas do passado e flashbacks e flashforwards até, why!!! podia ter tido os pesadelos dela com a criança imortal. o tempo todo ela achando que ia ser um menino, não foi de verdade porque jacob não podia ser gay, é? não tem muita explicação pra essa parte. o cabelo de bella podia estar mais ajeitadinho no casamento, achei. os discursos no microfone kkk até bella ri da mãe cantando a lullaby. foi mudando a iluminação ao longo dos filmes, né. acho que nunca vi eles tão bem quanto nas cenas na ilha.

the twilight saga: breaking dawn - part 2 (2012)

putz, a vergonha alheia com esse nem se compara. quem achou que era uma boa ideia usar cgi na cara de um bebê??? quem se importaria se pegassem crianças diferentes pra ir fazendo as fases de renesmee? ugh. não sei se é porque assisti tudo interrompido, lendo o livro e depois voltando pro filme, mas senti que tudo era meio corrido ou enfiado uma coisa atrás da outra, tipo, não tem nem um momentinho de calmaria ou contemplação... os efeitos parecem tão medíocres, o jeito que eles pulam voando às vezes, a maquiagem!!! até a maquiagem tava ruim, dakota fanning tava toda esquisita, coitada. e as músicas deixaram de ser boas em eclipse, mesmo. edward tocando o piano pra chamar renesmee achei a coisa mais fofa. bem pouco dos ~shape-shifters~ (não lembrava dessa correção engraçada), super simplificado a coisa de receberem o recado de alice quando ela vai embora, o encontro com j. jenks também... e charlie indo ver bella dois segundos depois dela virar vampira, quase nada falado sobre a dificuldade de estar perto dele, aff. a "névoa" do poder de alec muito tosca, meu deus... o discurso daora que era de garrett claro que enfiaram em edward, né, além de deslocar total (na real nem sei se foi isso, porque teve uma conversa sobre lutar na casa)... aliás, lee pace! <3 sinceramente um dos melhores vampiros visualmente e etc, os cullen me dão agonia demais (e os volturi pior ainda, né). o final com bella abaixando o escudo dos pensamentos dela foi uma ótima desculpa pra fazer retrospectiva da saga. enfim livre!

ssa-i-bo-geu-ji-man-gwen-chan-a (2006)

...ou i'm a cyborg, but that's ok. conheci por causa de lily wilke, parece que ela gosta bastante. young-goon é uma jovem tipo susanna de garota interrompida que é internada numa instituição psiquiátrica depois de quase morrer cortando o próprio pulso pra se ligar a fios elétricos. a avó tinha sido internada porque só comia rabanete e cuidava de ratos como se fossem filhos, mas young-goon ficou com a dentadura dela e a usa pra conversar com a máquina de venda, com as luzes ou com o relógio. ela não se alimenta porque tá convencida de que vai quebrar se ingerir comida, mas por isso a bateria dela tá sempre baixa (tem que iluminar até o dedão do pé, mas só a unha do dedinho acende..). nesse lugar tem vários pacientes peculiares: uma mentirosa compulsiva, uma viciada em produtos de beleza que come a comida de young-goon, uma menina que só olha as coisas pelo espelho, um cara que se acha culpado por tudo e só anda pra trás, e park il-sun, um cleptomaníaco que usa máscara de coelho e acaba ajudando young-goon nas coisas dela. a missão dela é matar os médicos, e pra isso ela não pode ter simpatia, nem gratidão ou hesitação, então faz um acordo com il-sun pra ele tomar a simpatia dela. muito fofo ele fingindo instalar um conversor de calorias em energia pra convencer ela a comer, e depois todo mundo comemorando quando ela consegue engolir uma colher de arroz :') ela chora de um jeito bom de ver, bem criança mas bonito. ela é muito bonita, na verdade. ficou com as sobrancelhas descoloridas depois do incidente com os fios no pulso... cabelo volumosão, azul na raiz hehe. il-sun beija ela de um jeito bom também, carinhoso. ele tem uma coisa com desaparecer, os dentes sumirem, ficar pequeno. no final decifram o que a avó diz ser o propósito da vida de young-goon, que é exterminar o mundo, e ficam no topo de um morro no meio da chuva esperando um raio pra carregar ela com um bocadão de volts. massa! esquisitinho e fofo e engraçado e triste. quero ver mais filmes coreanos e mais filmes na vibe de god help the girl, que também conheci por lily. reconheci a palavra pra avó por causa de um quadrinho do monge han, "halmoni".

poster redesign por @lou2209

a ghost story (2017)

o tempo todo que olhava pra cara do ator principal eu pensava que ele chamava casey (e chama mesmo, irmão de ben affleck). não sei se a voz dele é feia mesmo ou só parece muito velha. rooney mara é a esposa, sabe, pô. moram numa casa simplezinha que dá medo nela porque faz uns barulhos. o cara morre num acidente de carro bem em frente da casa, e daí em diante é um fantasma coberto por lençol branco. na casa vizinha tem um fantasma também, que dá oi pra ele e diz estar esperando alguém que não lembra mais. distorção do tempo massa; "i just had it tuned" pro piano quando ainda tava vivo e a esposa dizendo que "that was a year ago". escreve uma música e mostra pra ela, quando começou achei ruinzinha mas a letra conversa mais com o fantasma do que qualquer outra coisa. futuro e passado, uma família latina, uma festinha com um cara chato niihilista, conglomerado futurístico, demolição, brancos pioneiros mortos por indígenas. por algum motivo o cara gostava da casa, queria ficar nela, e a esposa não entendia. o barulho no piano foi o fantasma desolado quando ele cedeu e disse que podiam ir. ela se mudou muito na vida e deixava recados escondidos pra caso um dia voltasse; o tempo todo o fantasma tentando arrancar o papelzinho de onde ela enfiou no batente da porta. no final, fechando o ciclo, ele consegue tirar, e assim que abre, puf. bem melancólico e devagar, foi bom de ver. rooney mara cinco minutos comendo uma torta, doido essa coisa de dar comida de consolo pra viúvos, né. não vou mentir, fiquei desejando uma torta dessas. gostei bastante da grandeza dessa música.

i care a lot (2020)

what? rosamund pike interpretando uma sapatão golpista do caralho. velhinhos, sabe, tipo, quem faz isso??? maldade destilada real. uma parceria com médicos que exageram diagnósticos pra dizer que não são mais capazes de se cuidarem sozinhos e aí serem cuidados pelo estado e mandados pra um asilo. marla é curadora e assume o controle das fortunas e administra os gastos, lucrando ao máximo porque sonha em ser podre de rica. mas então ela mexe com uma senhora cujas aparências enganam – jennifer usa uma identidade falsa há décadas e na verdade tem um negócio criminoso misterioso com o filho tyrion lannister. aí vem as ameaças, tentativas de homicídio, fugas improváveis, habilidades cuiudas e assim por diante. claro que o chefão percebe que essa doida é especialmente talentosa e propõe que se juntem pra ter um negócio gigantesco envolvendo desde curadores até remédios, e logo ela tá subindo na vida e toda toda. o fim é um cara lá do começo, que ela tinha proibido de visitar a mãe porque supostamente a estressava, dando um tiro nela pra dar o troco, e assim ela morre. kkk véi. assim, surpreendente, de um jeito estranho, mas foi interessante de ver, me entreteu depois de um jantar com as meninas. construindo uma imagem de que lésbicas também podem ser gente ruim, né, importante. bem netflix, mas é aquilo de ter filme com protagonista LGBT em diferentes gêneros... só que ainda extremamente branco, pra variar.

sábado, 29 de fevereiro de 2020

lidos (8) e assistidos (6) de fevereiro

neon genesis evangelion (1995)
ah, sei lá, né. "parabains" no final por shinji ter entendido no último momento que todas as merdas que aconteceram com ele o moldam, que ele pode escolher o que fazer com tudo. insatisfatório porque queria que falassem mais dos EVAs, o que são, porque tem cheiro de sangue o plug, monstros, anjos. uns vídeos falando que não é esse o foco da história, que tudo gira em torno dos personagens, e eu entendo, é verdade, mas poxa. esperava mais, menos conceito, talvez. no começo surpreendeu (gostei) por ter tanta depressão de shinji, vários segundos de nada acontecendo, tudo parado, ele confrontando a questão toda de ter 14 anos e receber a função de pilotar uma máquina de matar alienígenas. pai usando ele total, tudo planejado, arquitetado. tava do outro lado. mas também pouco explicado o que são anjos, o tal de adam, lilith, que é isso. ayanami rei muito deprimida também, não se importa de existir ou morrer, faz o que deve fazer. ama o pai de shinji e faz parecer que é a mãe dele renascida. e aquilo tudo de cópias dela? não entendi muito bem. tinha uns episódios que a gente terminava e se olhava com cara de interrogação total. umas tecnologias e cálculos e escarcéus. um monte de ataque de anjo, combates meio que esperados, apesar das estratégias mudando. asuka chata demais, pelo amor de deus. ela falando alemão, "hallo", "guten morgen" e "wie geht's" auhsh. aiai, tem filme pra agradar os fãs que caíram em cima dos dois últimos episódios terminados no fim do orçamento, e mais outro pra resumir a história, talvez, nem sei. um dia a gente dá continuidade pra encerrar essa coiseirada. boa a música da abertura, sticky total.

zhazira (lovelove6)
sobre zhazira zhapparkul, halterofilista do cazaquistão, medalhista olímpica. sobre inspirar, mostrar a força da mulher, a não-conformidade de gênero na aparência e tal. legal o formato da zine, papelzinho dobrado, pequeno.

as pessoas são frágeis e ignorantes (lovelove6)
várias histórias curtas, já tinha visto a maioria no issuu da autora, eu acho. críticas ao estado, à sociedade machista, racista, heteronormativa, reducionista. "uma mulher não, qual!"; lembrava dessa frase. alguma sobre aborto, também. desenho legal. aquela coisa de querer fazer coisa assim.

fortona (lovelove6)
mais de lovelove6 animadona com mulheres halterofilistas, fortes, independentes, intimidadoras. "você tem medo de sangue? eu sangro todo mês." não sei se todas são reais e/ou personagens, tem uma que parece brianne de game of thrones. "venha comigo, conheço um lugar cheio de mina foda!" cores massa, risografia, se não tô errada. curtinho.

sheiloca (lovelove6)
não esperava que sheiloca fosse ser tão chata, pelo menos no início. toda bully com fedora, só por causa da vagina perto do umbigo. nem sei porque o nome da hq foi esse em vez de amapô perigosa, por exemplo, que é mais centro da história... ou até fedora, as manas, não sei. o que acontece é que belly descobre que os ovos de onde vem as manas tão acabando, que elas vão se extinguir, e no fim acaba apoiando sheiloca embaraçada pra ter uma filhote, mesmo a cultura delas colocando isso como selvagem. loucura isso, talvez por precisar de um macho, e já que a sociedade toda é só de minas... mas claro que amapô, com esse nome, ia ser do vale. trans, parece, sem peitos, rejeitada pela própria comuna. fedora dá atenção, se apaixona, tempo passa e amapô até cria barba. vive nas árvores, onde se encontram, e um dia fedora aparece embaraçada. sheiloca faz as misturas pra ela abortar depois de levar broncona de fedora, que diz pra ela fazer o que quiser (no caso, ter o filho) se um dia estiver nessa situação, mas pra não se meter na decisão dela. strike pra defesa do direito ao aborto. quando vai ajudar ela a fugir sheiloca pede sêmen pra amapô e depois fica lá com as pernas pro alto, com isso na vulva. parece ter gozado quando dava a luz, tinha mesmo falado que se dedos ~lá~ já são bons, imagine um filhote... eita, hein. as doulas de alargador e pinturas legais no corpo, as divas velhonas tossindo. mana de soror sendo tipo uma parceira estabelecida, arranjada, não parece ter romance. difícil imaginar uma sociedade matriarcal com esse tipo de problema, mas massa o enredo da história e o rumo tomado. não sei por que gi não entendeu.

sonhei com quando vivíamos sobre as árvores (lovelove6)
isso tá em topografias, então já tinha lido. a autora disse que foi o começo de sheiloca, inspirações e tal. bonito, mulheres juntas, uma impedindo a outra de se deitar com um homem. questionamentos sobre a origem do ciúme. "amor é coisa do futuro".

grey's anatomy season 8 (2011-2012)
é aqui que tem o acidente de avião, não esperava. até cristina fala sobre tudo de ruim acontecer com eles, que quer se mandar de seattle; a própria série incrédula com a forçação de barra nisso. mas entendo que não dá pra ficar introduzindo personagem o tempo todo só pra outras pessoas morrerem. e tudo acontece em seattle, né, casos raros e tragédias insanas. ok, enfim, lexie morre, não lembrava :( tão bonita e legalzinha. mark também, mais tarde, sai falando epifanias no surto de energia logo antes de ficar pior. 30 dias sem melhora, então desligam os aparelhos, conforme o testamento de última hora. também não lembrava que cristina ficava malzão de novo, sem falar por muito tempo, não dormiu nos 4 dias na floresta, ouviu animais disputando o corpo de lexie. de novo derek quase perdendo as funções da mão, acidente clássico demais pra cirurgiões, viu. arizona foi no lugar de karev e aconteceu tudo isso, callie amputou a perna porque não tinha mais o que fazer, ela tá brigadona com os dois. kepner transa com avery, perde jesus, reprova nos exames, é demitida. todo mundo planejando ir pra outros programas, outras cidades; quero só ver se vão mesmo. grey como atendente ganha apelido de medusa, e bailey de booty call bailey por causa da paixãozinha com o anestesista. cristina e owen caindo aos pedaços, ele traindo ela com alguém qualquer, ela querendo saber de todos os detalhes e chorando copiosamente, depois rindo por estar perdendo tempo com um garoto quando deveria estar estudando pro exame decisivo dos médicos tudo. menina fugida de um cativeiro de muitos anos, dificuldade de lidar com gente, se liga a meredith, diz sentir falta do cara às vezes, teve bebê até. gêmeas siamesas de pais jovens, mulher com um leão de estimação, conferência nerd e um hobbit apaixonado por kepner. resumão: derek furioso com meredith por ela estragar o experimento, ela afastada da neurologia e indecisa sobre em que área se especializar (fica com bailey em cirurgia geral), eles ficando sem zola um tempão por causa dos conflitos mas depois recuperando, a mãe de avery toda flertosa e gente tentando impressionar ela, a irmã de tahani espiando avery e depois ficando com ele, o marido de teddy morrendo com yang operando sem saber que era ele, um tempão de teddy brava mandando ela dar detalhes sobre tudo o que aconteceu, webber sendo interrompido na cirurgia número 10000 porque a esposa com alzheimer tá descontrolada, ela indo pra uma casa de repouso e arranjando um namoradinho lá. a coisa de sempre dos pacientes trazerem questões e/ou levarem mensagens que são totalmente pros médicos atendendo eles, como lexie ajudando a escritora e discutindo que a personagem devia ficar com um cara e não o outro (confrontando o amor por mark e o conforto com avery) e yang mandando um cara aceitar que o marido foi morrendo gradualmente e que teria sido melhor se tivesse sido de uma vez, pra que ele não tivesse dúvidas.

girl, interrupted (1999)
não lembrava que o diagnóstico dela era de borderline. filme massa. ambivalente, escolher entre o diagnóstico de louca ou a vontade de ser sã. angelina jolie punkzera controladora, horrível a cena dela falando "verdades" pra daisy e na manhã seguinte a outra achar ela enforcada no banheiro. sei lá a coisa dos frangos embaixo da cama dela. não lembrava de whoopi goldberg e muito menos da principal sendo racista com ela enquanto dá uma de lisa. não lembrava que o namoradinho era jared leto, af. e muito menos que a menina da cara queimada era a atriz de handmaid's tale! legal a menina que faz a mentirosa patológica, mas parece que nunca tá em nada. e tão bonitinha susanna, o cabelinho, estilo. mas é, perto do que poderia ter sido, aquela instituição era muito tranquila. a terapeuta, também... doido pensar nessas situações e nas amizades, me faz lembrar de um passado conturbado em que eu imaginava ser susanna, praticamente. a gente sabe tão pouco de tudo. escrever pensamentos, mesmo que sejam ruins e a gente saiba que são, só pra tirar de si (bem cruel a cena de lisa lendo o que susanna escreveu sobre as outras meninas pra elas). "i'm going to write". deep. é aqui que a personagem fala de ter um joguinho em que fica pensando "live" ou "die" de acordo com o sucesso com as coisas simples da vida? porque muito real.

the good place season 4 (2019-2020)
eleanor fica no controle do experimento, fingindo ser arquiteta, e tem uma bobeirinha de ~só ela ser capaz de fazer isso tudo, sendo humana, tendo melhorado tanto e tal. passam um bom tempo tentando descobrir mais sobre os quatro humanos-alvo, que são um cara idiotíssimo machista racista rico convencido de que é melhor que todo mundo, um gayzão fofoqueiro, aquela neurocientista australiana massa e chidi. simone (a neurocientista) acha que é tudo brisa do cérebro dela pós-morte, no começo, e fica toda doida. os humanos novos descobrem que jianyu é jason, simone tem uma teoria perfeita de que estão sendo observados e testados, eleanor e michael usam o último recurso clássico de dar risada maligna e confirmar que "esse é o bad place". acaba que três dos quatro humanos do experimento novo melhoraram, exceto o cara idiotão, e a juíza concorda que michael tá certo sobre o sistema ser falho, mas declara que vai reiniciar a humanidade pra começar tudo de novo, direito. todas as janets se unem e escondem o aparelhinho de exterminar humanos pra dar tempo de bolarem um plano, e sugerem uma prova que as pessoas tomam ao morrer, podendo acessar as memórias e sabendo onde erraram, pra que todos tenham a mesma chance de escolher se tornar melhores ou não. arquitetos do bad place designam as provas, colocando desafios morais pra cada dificuldade da pessoa e atuando na coisa toda. vicky é a melhor nisso, porque passou um tempão tentando ~entrar na mente~ de michael com o traje de michael que fizeram pra sabotar o experimento. no fim os quatro vão pro good place por terem salvo a humanidade, mas ao chegar lá descobrem que todos estão apáticos e meio lesados porque têm a eternidade pra terem todos seus desejos satisfeitos, então nada mais tem graça. dura pouco esse problema porque eleanor logo se dá conta de que o que faz a vida ser especial é o fato de que ela acaba, assim como férias e etc, e aí eles (janet) inventam essa porta que supostamente te dá grande paz e te devolve ao universo. passam diferentes números de jeremy bearimys e os quatro vão indo, primeiro jason (que acaba esperando na floresta como um monge até janet reaparecer pra dar o colar que fez pra ela nunca esquecer dele), depois tahani só que não (ela resolve aprender a ser uma arquiteta), chidi ("mandaram bem, budistas" – a onda retornando ao oceano) e por último eleanor. michael queria e não conseguia, então transformaram ele em humano e ele foi viver na terra pra um dia poder morrer. um bom final. na real não vi muita vantagem pro povo do bad place, porque a maioria dos humanos tava passando o teste; eles vão ficar só nessa de fazer a prova mesmo, sem ganhar uma boa quantia de gente pra torturar? quer dizer, ótimo, mas parece que eles também se tornaram melhorzinhos.

joker (2019)
tão triste e sombrio. música incrível, compositora (mulher!) islandesa (!). arthur é bastante deprimido, constantemente humilhado, tem aquela doença mental que faz a pessoa rir do nada sem controle (uma opinião boa aqui). mora com a mãe e cuida dela, sempre checando a correspondência porque ela espera receber resposta de um tal wayne, ricão da cidade de gotham (batman/bruce é filho dele, aparece criança). um outro palhaço que trabalha com arthur dá um revólver a ele, e uma noite no trem quando três caras começam a bater nele, ele os mata a sangue frio. a mãe diz que só wayne pode ajudar com os problemas deles e da cidade, que tá numa greve de coleta de lixo e tendo serviços sociais cortados, mas arthur abre uma carta e vê a mãe falando que ele é filho do cara. mais tarde descobre que foi adotado, que a mãe tinha psicose e distúrbio nascisista, que sofreu maus tratos dela quando criança. ele percebe que fantasiou sobre um romancezinho com a vizinha, também, e vai criando uma raivona. depois do assassinatos no metrô começou a ter movimentos na cidade protestando contra os ricos, geral usando máscara de palhaço, e ele vai se sentindo mais confiante. um apresentador de tv que ele sempre assiste passa um vídeo dele fazendo um stand up e rindo sem controle, faz piada, e putz, véi, que bosta. depois chamam ele pro programa e lá ele confessa o crime, começa a falar da negligência das autoridades pra com as pessoas humildes, que se ele tivesse morto na sargeta iam passar por cima sem nem olhar. piadas suicidas, do tipo "i hope my death makes more cents than my life". e então "what do you get when you cross a mentally ill loner with a society that abandons him and treats him like trash? you get what you fucking deserve." e bang no apresentador, um tiro na cabeça. tudo muito chocante e forte. no final alguém mata os pais de bruce na rua, tiram arthur do carro de polícia e o aplaudem. bom filme.

jojo rabbit (2020)
criancinha nazistinha indo pra um acampamento infantil que educa sobre o nazismo e as técnicas de guerra. não sei se existiu de verdade um negócio desses. o capitão ou sei lá é aquele ator que faz o policial idiota em three billboards outside ebbing, missouri, e desde lá nunca mais consego olhar pra ele sem ter raiva. perdeu a visão de um dos olhos na guerra e tá ali porque não serve mais. bebe o tempo todo. jojo vira jojo rabbit porque não consegue quebrar o pescoço de um coelho que deram na mão dele. tem hitler como amigo imaginário, que é o próprio diretor, taika waititi. que dirigiu thor ragnarok, aquela doideira toda. ele é indígena neozelandês e faz um humor legal, pelo menos. mas enfim, esse hitler incentiva jojo a aproveitar as qualidades do coelho, e acaba que ele se taca numa granada e se fere todo. fica com uns negócios na cara e não anda mais perfeitamente, mas nada a ponto de justificar ele ficar se chamando de aberração. a mãe é scarlett johansson, toda animadinha e criativa, secretamente da resistência contra a guerra. o pai supostamente tá lutando por hitler, mas depois tudo se explica, ele também faz coisas contra (mas tá em outro país). por causa dos ferimentos jojo fica em casa e descobre que tem uma menina escondida na parede, que era amiga da irmã mais velha dele (que morreu). judia, claro. primeiro ele a ameaça, ficam em conflito, jojo maquinando as coisas com o hitler dele, fazendo um livro sobre judeus (dormirem como morcegos, virem do centro da terra, um monte de besteira). mas eles vão se tornando amigos, e jojo até tem uma quedinha por ela (bem bonita mesmo). triste quando ele percebe a mãe enforcada junto com traidores, em praça pública. só mostra os sapatinhos que ela sempre usava. no final os americanos invadem a cidade, o capitão xinga ele de judeu pra que fique livre (parece gay com um soldadinho assistente), o amigo gordinho levando canhão admite que não é um bom momento pra ser nazista... e a judia dança, como prometido quando a guerra acabasse. bem bonito, outro jeito de se contar essa história. quero ver mais do cara agora. preciso pesquisar as músicas alemãs da trilha sonora também.

harry potter and the sorcerer's stone (j.k. rowling)
reli pra acompanhar talita, mas usei o kindle de julia pra ser em inglês. ótimo que dá pra ver dicionário só pressionando sobre uma palavra desconhecida, então não tive muitos problemas (e a maioria das coisas já sabia, por causa da internet e do fandom mesmo). massa a coisa de ler sabendo o que esperar e, portanto, sabendo onde notar os detalhes da "realidade". lembrava mais do que imaginei, mas ainda me peguei surpresa com snape salvando harry de quirrell no quadribol, e não amaldiçoando, por exemplo. não esperava que hagrid fosse ter um jeito de falar diferente (que, se eu tiver entendido direito, é cockney, um dialeto da classe operária de londres); na tradução não fizeram nada especial e não me recordo de nada na legenda do filme também. quero rever logo também. ah, isso de ler junto é interessante também pra ir comparando a tradução, pensando nas equivalências. não gosto muito de mudarem nomes: will pra gui – eu sei que william/willhelm é guilherme em português –, charles pra carlinhos, ficarem chamando hagrid de rúbeo – entendível, não costumamos usar sobrenome pra chamar os outros, mas né –, dean pra dino – esse é até engraçado... se o livro fala claramente que se passa em londres, deixa as coisa acontecer sem localização (como termo da tradução, aqui). de qualquer forma, é um livro pra criança e adolescente, então quem sabe. não lembrava de hermione demorando pra se tornar colega, tava esperando aquilo do filme dela entrar no vagão se metendo na conversa... meu deus, eu era muito ela, véi. estudiosa pra caramba e toda espertinha. que tios horríveis harry tinha, viu. muito bom ele libertando a jiboia (boa constrictor) e ela dando um "thankssss, amigo" depois de "brazil, here i come"! às vezes tudo que a gente precisa é reler livros que dão um quentinho, em que as coisas vão pra frente sem enrolação, a escrita é fluida e a história interessante sempre. talita comentou da falta de sentido nas armadilhas até a pedra, já que três alunos do primeiro ano conseguiram passar por tudo... e falando que esse era a câmara secreta ahushu.

how to sell drugs online (fast) (2019)
comecei a ver pra estudar alemão, mas até que é boazinha. muita coisa moderninha de conversa aparecer na tela, bem como coisa da internet e sei lá mais o quê... história sendo contada rápida, coisa acontecendo enquanto fala, pá, pum. sons legais, cada vez gosto mais de ouvir alemão. felizona de entender frases inteiras ou captar o sentido das estruturas que não estudei. um dia vou falar rápido assim. e todas as escolas tem aquela arquitetura moderna, daqui e de dark? uau. mas a história: moritz namorava lisa, que ficou um tempão nos eua de intercâmbio e voltou diferente, usando drogas, não querendo mais namoro. um tal de dan tá sempre com ela, bonitinho da escola, e moritz nerdzão hackeia a conta dela no facebook pra ficar apagando respostas dele. ela descobre, usa o microfone de anúncios da escola pra dar uma lição, ok. moritz e o amigo lenny se envolvem com um traficante, buba, que fornecia coisa pra dan, que repassava. ficam devendo um monte, o cara vai preso, acha que foi eles que denunciaram, quando é solto pega eles e quase mata mas acaba estourando os miolos testando a arma feita em impressora 3d que lenny tinha. tinham começado um site na darknet pra vender ecstasy, botam na cleanweb e mudam de fornecedor. no fim acabam tendo que se juntar a dan pra dar continuidade ao site. parece que tão contando a história da prisão ou sei lá, gente gravando, lenny de barba no finzinho... câmera e tudo. lenny é massa, tem alguma doença, precisa usar cadeira de roda, vai morrer em breve e parece que a mãe tá vendo coisa de adoção pra depois (supostamente). lisa beija dan uma hora, na festa da amiga, que overdosa de droga comprada no site deles... ah, acaba com lisa vendo drogas com moritz. músicas legais também.

charlie's angels (2019)
já tinha visto vários vídeos no youtube de kristen e as outras duas jogando alguma coisa e falando sobre bem por cima, então fui ver sem esperar nada de mais, só que seria pra rir, leve, que nem kristen disse. talita achou pior que d.e.b.s. porque, segundo ela, "debs pelo menos não tava tentando pagar de não esculhambado". não concordo, mas tipo, bem, beeem raso, né. começou horrivelmente com kristen em missão no brasil, falando um português que não dava pra defender nem vindo dela, porque o que custava ver como o tradutor reproduziria aquela fala, gente. professor xavier sendo aposentado, cientista/inventora de uma empresa sendo oprimida por macho que não escuta a razão, negócio de inteligência artificial que mexe com energia sendo uma arma em potencial e caindo nas mãos erradas, obviamente. acaba se metendo com as espiãs pra resolver a coisa toda, ir atrás do comprador e recuperar o negócio, e quando a chefe some faz parecer que ela era parte da trama toda. mas claro que é o professor xavier, malvado. o dono da empresa é aquele de me before you, mas o personagem é tão tosqueira... na festa que ele dá o atirador fodão acaba morto caindo numa escultura de gelo e sendo perfurado, que é isso, do nada uma brutalidade dessas. inesperado. e as mulheres todas da festa eram angels... claro... aiai, mais um filme só pra olhar pra kristen. e foi massa ver ela fazendo uma personagem toda diferente, animada, engraçadinha. só não peguei muito onde tava o "assumidamente lésbica" que vi em algum lugar que ela tinha exigido que a personagem fosse.

terça-feira, 31 de dezembro de 2019

lidos (11) e assistidos (15) em dezembro

the end of the f***ing world S02 (2019)
pô, véi, chorei com essa temporada, o final e tudo. quando bonnie percebe que alyssa e james não tem nada de maldade por ter matado o professor, que o cara era abusador, e aí decide se matar e eles caem em cima dela pra impedir. uma frase boa, what do i do? what do i do with all the pain? (fui lá conferir e já tô quase chorando de novo) e james assustado porque pensou que alyssa tinha ido se matar na casa do professor... sei lá, me tocou bastante tudo. muito boa personagem essa bonnie, muito bom como todo mundo nessa série é esquisito. alyssa deprimida, mudada, se casando pra ver se sentia alguma coisa. a irmã do menino morando com a namorada muda haush. bem ruim a coisa de punição da mãe de bonnie, mas quando ela manda ela comer o batom fiquei pensando que é um trechinho perfeito pra ensinar a diferença de "eat" pra "it". a bala escrito o nome de alyssa errado, as cinzas do pai de james que ficaram nojentas. sabia que alguém ia se ferir naquele chifre de veado no hotel, lugar muito nada a ver de estar, altura ruim demais. agonia de sairem do restaurante logo após pedir a comida, sem nem levar pra viagem.

three billboards outside ebbing, missouri (2017)
assistimos no avião. louco ter uns personagens engraçados de tão idiotas no meio do drama todo. muito fortes umas cenas, em especial aquela que o policial joga o menino pela janela, que é isso. tive que parar pra respirar. a mulher muito butch (pensava que ia ser casal com a ota da loja que ela trabalhava), super impulsiva e cheia de atitude, massa. coragem. pensei que o filho ia ser todo religioso por causa do padre na casa no começo (e também porque esse ator tem uma cara de chatildo). o pai e a namorada adolescente, mds... que horrível as circunstâncias da morte da menina também, a briga dela com a mãe e as malditas palavras sobre estupro e morte. putz, tem o chefe de polícia que se mata brutalmente também, que é isso. e o anão, coitado. muito bom no geral, legal ter assistido.

spider-man: into the spider-verse (2018)
tinha visto (sem assistir) um vídeo sobre a música nesse filme e fiquei prestando atenção enquanto assistia. legal aquela primeira, que o menino gosta. muito bom o homem-aranha da pancinha, parece que ele seria o do tobey maguire que é o melhor. mais velho e tal. voz ótima por sinal. também previ que o tio ia ser o cara do mal, putz. aquele barulho de elefante (!) apavorante. e aquele porco-aranha, mds haushus. gwen sendo aranha também, legal, mas meio blé a coisa delicada de bailarina. legal que o menino faz grafitti e pode ficar invisível (e o que mais?). estranho como pode fazer um portal interdimensional dentro de um lugar pequeno daqueles mas ô, não dá pra falar sobre absurdices em desenho de super-herói, né. mas bem bonito aquele monte de cores no final. absurdo de grande aquele vilão também.

akira (1988)
gostei bastante da trilha sonora. meio confuso ainda a existência de akira, mas muito louco. dá pra imaginar a questão de bomba nuclear e acidente radioativo pro japão. e 1988, técnicas de animação inovadoras, massa. medo dos bichos de pelúcia no quarto, aquela música também. legal que tem poderes incontroláveis, a coisa de amplificar a questão de tetsuo com kaneda e tal. no começo pensava que ele que seria o principal. legal as motos também, apesar de não fazer sentido serem estudantes jovens que não tem nada mas isso sim. as crianças parecem velhos porque são mesmo, é isso? nojento isso de andar/cair no esgoto, viu. botei o filme pra começar só porque tava sem rumo na vida mas fiquei vidrada até o fim. talita não gostou muito e laiz acha superestimado, mas ok. ing lee e outras artistas que eu gosto lançaram coletânea de contos inspirados em akira pra homenagear, por isso quis ver. agora quero ler. 

germes (cynthia b.)
aqui dá início um bocado de zines de tiago de salvador. esse lembra demais aquele feuchtgebiete, deu vontade de rever. a menina tá numa festa e vai fazer xixi no banheiro, senta na privada, pega algum germe nojento que explode pelo corpo dela todo. saindo pelo nariz, olhos, ouvido... vai num médico que tira um pouco, mas ainda tá lá nojenta no ônibus indo embora. no banco da frente tem um bebê com a boca no banco onde as pessoas seguram; os dois se juntam numa germezeira louca. haush mds.

bastião da justiça (dw ribatski & gabriel goés)
um herói bolsominion. seduz uma beata mas bate nela quando tão prestes a fazer sexo, diz que ele escolheu esperar, e depois que ela sai ele vai atrás como bastião da justiça pra punir a "vadia". tá matando um monte de gente, maconheiros, viados transando no mato... bem louco. bem ruim (de pensar).

fired (ricardo coimbra)
um cara empenhado em fazer a empresa que trabalha ganhar um prêmio de melhor lugar pra trabalhar e sei lá o quê. fica fazendo umas dinâmicas chatas de coach, chamando os funcionários de "colaboradores" e essa chatice toda. só tinha um cara que não participava (os outros eram tudo com cara de sofrimento). ele vai no escritório do cara e fica lá sem falar nada um tempão, só escutando o outro falar que precisa que todo mundo teja nessa junto pra ganharem o prêmio. começa a ficar descontrolado, xingar, até que o cara tira um isqueiro com spray e taca fogo no escritório, fired né. quando os outros abrem o chato tá com a bunda pelada pra cima falando pro outro comer ele se quiser... jesus. engraçado, bom até.

a mediocrização dos afetos (fabiane langona)
bem chato. negócio de como usam a palavra "amor" hoje em dia. um coração feio contando.

roomates - mórbida diferença (bruno maron)
um cara feio de óculos e calvo acorda e logo já vem o cara que mora com ele falar sobre hipocrisia, sociedade, identidade, um bilhão de coisas com nomes complexos e tristezas existênciais, todo raivoso, atacando o oto. sai e deixa ele lá processando tudo, sofrendo. vai o feio falar que ficou abalado e o cara tá no quarto de boa falando que tava brincando ahsuhu véi. muito bom. o quarto com pôster de taylor swift e papertoy de pikachu. desenhos feio pique puiupo, doideiras.

areia #1 (thiago sá & aline zouvi)
parece que é o primeiro de uma série de zines sobre sonhos sonhados pelo autor aí. a ilustradora é da unicamp, do iel? acho que sim. parecido com o próximo; uma coisa de vila pequena, igreja, padre, limiar entre a fé e não sei o quê. nada demais.

mary (magno costa)
sem falas, curtinho, quadrado. capa bonita com umas árvores vistas de baixo, os galhos sem folha formando o título. é uma bruxa que queimam, época da igreja forte, parece. depois que ela morre as coisas começam a dar errado pra vila e pro pastor que comandou tudo, como se estivessem amaldiçoados. simples, massa contar tudo só com imagens. terminei essa review e começou uma música chamada mary no spotify...

babilônia (jéssica groke)
capa bonita, laranja, parecendo giz de cera, o título escrito como pixação vertical em prédio alto. desenhos dentro feito com carvão, bonito os traços certos, simples, gostei bastante. umas cinzas que apareciam na casa da personagem, até um dia começar a cair papeizinhos queimando, com o que parece ser versículos da bíblia falando da babilônia, pecados, sei lá. ela sai correndo, encontra um monstrão, foge até uma porta mas lá só tem mais. bem massa.



iron man (2008)
pra seguir com a lista dos filmes da marvel. bem metido ele, né, 2s pra admitir que queria ser reconhecido como homem de ferro sim, no final. não sabia que o negócio no peito tinha sido feito por outra pessoa pra salvar a vida dele. e por que deixar sempre exposto, não é perigoso tomar tiro lá e morrer? bem improvável as coisas, construir aquilo tudo sem terem percebido nada antes (na caverna), ainda dar errado e deixar a armadura toda lá despedaçada. assim que vi o velho careca imaginei que ele fosse ser o vilão. chato a quantidade de mulher que esse cara consegue, nada a ver. me fez pensar no quão superficial e tudo igual é filme de herói. pelo menos tem uma crítica a produção de armas e responsabilização pelas coisas.

cumbe (marcelo d'salete)
histórias de negros na época da escravidão no brasil. primeiro um planejando fugir e querendo que a parceira também vá, mas a mata quando ela se recusa pois a tratam bem na casa grande; depois uma outra que também trabalha dentro da casa grande, dá à luz ao filho e a senhora joga ele num poço (sumidouro), e então ela mata o senhor; vários escravos se unindo pra uma rebelião, mas os brancos os descobrem e os matam, apesar deles terem tido umas baixas também; por fim uma vingança por um senhor ter estuprado a irmã pequena de um negro, todos os escravos libertos e fogo na fazenda toda. parece que tem uma certa progressão nisso, tipo, primeiro um plano individual e insano, depois vingança e (mais) motivação, uma tentativa falha e então uma união que prospera. massa, muita pesquisa envolvida, no fim tem glossário e referências bibliográficas bem interessantes. tem um bicho de boca na nuca parecendo lobo, medo.

the incredible hulk (2008)
filme podre, meu deus. a abertura que mostra toda a transformação de bruce em hulk, ele descontrolado machucando gente, se separando da namorada também cientista, fugindo do governo que quer usar as células dele como arma. o filme começa na favela da rocinha (?!) com bruce trabalhando numa fábrica de bebidas, com uns caras ridículos que claramente não são brasileiros. o pior é o oriental dentuço chamando ele de gringo. ele faz aula de alguma arte marcial e o professor ensina a se acalmar, diminuir os batimentos cardíacos (coisa que ele precisa pra não virar hulk). descobrem ele de um jeito mentiroso (mandam procurar um branco na fábrica) e quando ele acorda de ter virado hulk já tá na guatemala. vai andando de um jeito mais mentiroso ainda até os estados unidos, onde encontra a ex-parceira, que ajuda ele a chegar até um biólogo com quem ele conversava de outro jeito mentiroso. mas claro que o cara tinha multiplicado as células dele de um jeito mentiroso e tinha intenção de usar pra curar doença e a zorra toda. eles conseguem conter um episódio de transformação dele mas não curam; o que acontece é que um soldado besta do governo toma um soro que eles já tinham e injeta o que o cientista tirou de bruce pra virar um bichão feio destruidor. luta entre eles, os maus percebendo que hulk é legal, separação do casal de novo, etc. no final vem tony stark chamar o comandante pra participar ~daquela coisa~.

bongolê bongoró (vários artistas)
negócio chato cheio de quadrinho de macho falando de sexo. a lombada diz "manual de educação doméstica fascículo 3", algo assim, uma das coisas boas. a maioria falando enrolado, umas histórias sem sentido, várias coisas escritas afinal. um tema de loteria e enriquecer em comum. uns textos me lembravam daquelas aulas sobre recursividade e etc da linguagem humana, podia mandar pra charlotte e aquiles usarem. algumas coisas a gente ria, mas raro. longo demais também. aqui umas partes boas.

 







iron man 2 (2010)
tony stark promovendo uma feira de ciências típica da empresa dele durar um ano. falando sobre como ele tem trazido a paz pro mundo, que o futuro é o que importa, o que vão deixar pra posteridade, blá blá blá. o governo tentando tomar iron man como posse pública, pra ser uma arma de estado, preocupado com gente que tenta tecnologias similares pra fazer maldade. um russo feio com um palito de dente nojento inventa um negócio de choque com um reatorzinho que nem o dele, vai pra corrida de fórmula 1 ou sei lá que tony resolveu participar com o carro das indústrias stark, e ataca ele. conversando quando ele já tá preso o cara diz pra tony que o paládio do geradorzinho dele é um jeito bem ruim de morrer. no caso, tá durando cada vez menos a plaquinha que ele bota no negócio, além de deixar o sangue dele com um bocado de toxicidade. tony tá assim inconsequente, faz uma festa onde ele destrói a casa inteira com a armadura, e o amigo chefe de num sei o quê do exército leva uma delas pro governo. mas tem um idiota que produz armamento, mesmo ator do policial ruim de two billboards outside ebbing, missouri, que tira o russo da prisão pra produzir um iron man pra ele que o permita acabar com tony. claro que o russo faz as coisas conforme os próprios planos e controla os robô tudo pra ir atrás de tony, né. a essa altura a s.h.i.e.l.d. já entrou em contato com ele e falou que ele precisa de outro elemento pro gerador, que ele inventa por causa da planta da cidade do futuro que o pai deixou e dedicou a ele, puta mentira improvável, mas normal. viúva negra aparece como assistente nova dele quando pepper vira a presidente das indústrias stark (mas é espiã da s.h.i.e.l.d., no caso). no final ele consegue derrotar o cara por causa desse novo negócio, que faz o geradorzinho triangular. beijo do casalzinho no final, etc, etc.

thor (2011)
deus do trovão, filho de odin, tá sendo nomeado rei de asgard mas é interrompido por uns gigantes de gelo invadindo o cofre de armas tentando recuperar um cubo potentão deles. loki, irmão de thor, que deixou eles entrarem, e era só pra pregar uma peça no irmão e retardar mais um pouco o reinado dele. acaba que thor vai pra jotunheim se vingar e provoca guerra entre as raças, o que mostra a impulsividade e falta de juízo dele, então odin o bane pra terra. ele chega numa tempestade que natalie portman tá estudando e fica por aí com ela, um velho cientista também (amigo dela) e uma menina que não sei se é irmã, mas tem uns comentários engraçados. mjölnir, o martelo de thor, tá caído feito a espada do rei arthur que ninguém consegue levantar, nem mesmo thor, porque ainda tá indigno. em asgard loki descobre que é filho de laufey, o reizão dos gigantes de gelo, e que odin só adotou ele porque era um bebê no meio do campo de uma batalha que tiveram no passado. loki se autoproclama rei enquanto odin tá doente num sono mágico lá, conta umas mentiras pra thor e manda um tal de destruidor pra matar ele. nessa thor recupera a dignidade, o martelo voa pra ele, ele destrói o bichão e volta pra asgard, não sem antes dar um beijinho em natalie portman. qual a necessidade de ter romancezinho em tudo que é filme, véi. enfim, lá ele resolve as coisas todas, loki cai no espaço quando thor destrói a bifrost, odin fica orgulhoso dele, blá blá blá. no final dá pra ver o cientista amigo da ota seguindo ordens de loki. a s.h.i.e.l.d. que faz a instalação ao redor do martelo pra estudar, e gavião arqueiro aparece pra fazer nada.

death note (2006-2007)
muito bom! quero ver quanto tempo vai levar pra trilha sonora sair da minha cabeça. ryuk deixa um dos death notes que tem cair na terra porque tá entediado, e yagami light o pega e começa a usar pra julgar criminosos. não demora pra polícia entrar em ação, e logo vem l enfrentar kira nos desafios. lind l. taylor morrendo pra mostrar que kira precisa do nome e do rosto pra matar. os primeiros episódios são ótimos por causa desses embates que eles têm. e light é muito cheio das manhas, véi, como pode planejar tudo tão bem? e nerd que é nerd mesmo sabe de tudo, né, até hackear coisa e fazer telefonemas pro presidente dos eua. triste ver l ser morto, mais ainda por não ter ficado claro se ele morreu convencido de que light era kira. na verdade não entendo por que rem achou necessário fazer aquilo naquela hora; l nem ia fazer nada com misa ainda. e que menina cagada também, ganhou uns anos de vida porque o shinigami matou pra proteger ela e morreu, depois vira o segundo kira e perde metade da vida restante no acordo dos olhos, aí esquece tudo e perde metade de novo quando volta a ser kira e renova o acordo, só pra no fim esquecer de novo e ficar viúva. não lembrava de muita coisa, nem que o desenho que eu fiz do carinha escrevendo no death note loucamente era teru mikami, o x-kira. bem devoto a "deus", hein. os dois já tão insanos no final, aquelas risadas e gritos e atitudes exageradas. mello morre sequestrando a outra kira mas não entendo por que tinha que ser ele dirigindo o caminhão e fazendo tudo isso. near fofinho brincando, e sei lá essas habilidades mentirosas de uma pessoa gênio desvendar tudo a esse ponto. mas massa que deu um passo a frente de light na coisa do death note falso. tenso o olho de mikami olhando pela frestinha da porta pra matar todos, terror. e light fica sendo o falso l pra poder manipular as investigações em benefício próprio e pra ficar por dentro do que tá rolando só, né, porque podia ter se afastado e continuado as coisas de kira longe. louco como ele é psicopata e manipulador. e os shinigamis tomando ordens deles, aceitando tomar ordens... mas não tô entendendo como foi que a polícia ficou com dois death notes, se light devolve um pro shinigami feio que chegou em mello e diz que "só precisamos de um" (fingindo que tem só mais um, mas tem dois). ele deu o de rem pra polícia quando ele vira areia? não, ele esconde, parece. só se deu o que era de misa, mas como, quando? a irmã de light ficou em choque, pelo jeito. e até o pai faz o acordo dos olhos, véi! não lembrava nem um pouco. a segunda parte (depois da morte de l) é mais fraca mesmo, o grupo de gente que sobrou investigando kira deixa light muito no controle, aquilo dos encontros terem só escutas e não câmeras foi demais. mikami mexendo os lábios falando que não tinha shinigami e o pessoal de near acreditando ser espontâneo, também, estranho. o empresário estúpido querendo casar com misa, nossa, um rolê todo pra pegar ele. a coisa de light renunciando caderno, rem e ryuku trocando de posse... até raye penber vai pro limbo entre o céu e o inferno por causa de ter usado o death note, mesmo sem saber que era, né. triste a morte da noiva dele, tão esperta mas caiu na ladainha de light. enfim, foi bom rever, ainda tem mais um bocado de filme e etc. ler o mangá um dia seria interessante também. bem bosta as personagens mulheres da história serem menos importantes e usadas por homens, né. música muito parecida com akira, aquele "da da da-da"...

captain america: the first avenger (2011)
o melhorzinho desses da marvel que a gente tem visto, viu. capitão américa é o único que não se acha, não fica impressionando as mulheres, não erra estupidamente, entende os oprimidos... no começo steve era fraquinho, cheio de problema de saúde, mas queria muito servir o país na segunda guerra mundial. tem um amigo que tá indo pra guerra, bucky, e um cientista fugido de hitler ouve a conversa de que ele queria muito poder fazer alguma coisa. então convida ele pra esse projeto de um soro que causa mutação imediata nos músculos, metabolismo 4x mais rápido e tal. steve topa, mostra que é muito mais inteligente e nobre que os colegas da divisão, e finalmente vira fortão e alto com o negócio. fica famoso porque na mesma hora um espião nazista (que na verdade é da tal hidra) infiltrado rouba um tubo do soro (por que diabos deixaram sobrar um?) e sai matando gente pra fugir, e steve o detém um pouco mentirosamente (socão quebrando vidro embaixo d'água). em vez de continuar no exército vira garoto propaganda, sai fazendo performances musicais pra chamar gente pra se alistar, já como capitão américa. tem hq e tudo. numa hora que reencontra a agente carter descobre que o amigo bucky tá desaparecido e vai atrás pra resgatar soldados capturados. tavam sendo usados pela hidra como mão de obra. essa hidra era a divisão de invenções ou sei lá do exército nazista, mas se separou quando o tal schmidt (smith de matrix) arruma um cubo poderoso de odin (e thor não tem nada a declarar sobre isso pelo jeito né). caveira vermelha, feioso demais, capitão américa resgatando 400 homens e destruindo os pontos todos onde a hidra constrói coisa. no fim precisam deter schmidt porque ele tá indo destruir a costa leste norte-americana, e steve tem que mandar a aeronave no chão pra impedir que os mísseis sejam lançados. por que não se saiu com paraquedas não sei. fica lá 70 anos em coma, perde o encontro que marcou com carter, acorda com nick fury. engraçado carter dando beijo e falando pra ir pegar schmidt, e o capitão dirigindo o carro "eu não vou te dar beijo". pai de tony stark envolvido em muitas coisas, trabalhando pro exército e ajudando steve! ele acha o cubo no final, caído no mar. bucky morre.

the avengers (2012)
natasha (viúva negra) capturada sendo interrogada, mas na verdade era ela interrogando os caras. vai buscar bruce (hulk, mudado pra mark ruffalo) na índia, que achava que tava escondido mas a s.h.i.e.l.d. observava de longe, e vão pra uma nave cuiuda gigantesca que tá servindo de sede da coisa e pros vingadores. tony stark fica alimentando caraminhola na cabeça dos outros pra tentar descobrir o que a s.h.i.e.l.d. realmente quer com o tesseract (aquele cubo que o caveira vermelha arrumou e que ficou com o pai de stark, mas loki chegou roubando e possuindo erik selvig e o gavião arqueiro), e descobrem que tem uma iniciativa de construir arma nuclear e não sei o quê. acaba que tá todo mundo discutindo, confrontando nick fury, e ele querendo explicar que seria pra se defender da imensidão do universo, e natasha querendo falar que loki (capturado) tem interesse no hulk, e a essa altura bruce tá com o cetro de loki mandando um discurso de ódio sem perceber. coisa do próprio loki mesmo, fazer todo mundo se desentender e desunir os vingadores pra derrotá-los. nessa gavião arqueiro rompe a invisibilidade da nave, explode uma turbina, provoca a raiva de hulk, e no fim tá ele caído em algum lugar e thor em outro e tudo doido. com erik loki faz um portal pros monstrão com quem fez acordo, que não são os gigantes de gelo, e sim uns bicho-máquina feio, bem no prédio novo auto-sustentado de tony stark. lutam um bocado, capitão américa comanda a polícia, gavião arqueiro (trazido de volta) atira as flechas dele com uns defeitos (de acordo com esse vídeo), hulk aparentemente "esmaga" controladamente (só os monstros e não os colegas), mas quem faz mais coisa é iron man mesmo, que quase morre; chega a ir pro espaço no portal, até. boa a última cena deles todos em silêncio numa lanchonete comendo shawarma. phil morre, o cara da s.h.i.e.l.d. que apareceu primeiro e mais que todo mundo. grande fã do capitão américa. talita comentou que esse ator de hulk parece brasileiro, e também achei, sei lá. ele parece gente normal.

iron man 3 (2013)
um terrorista que se chama de "o mandarim" ameaçando o presidente dos eua e fazendo uma série de ataques que ele chama de "lições". era só um ator bestão servindo de rosto pro vilão real, um cara que queria conversar com tony na suíça em 1999 e que ele abandonou no telhado. ele desenvolveu um negócio junto com a cientista com quem tony ficou na mesma noite que regenera e melhora o código genético das pessoas, num processo que envolve elas ficando quentes feito lava e se explodindo nos ataques terroristas às vezes. tony tinha ameaçado o mandarim, dado até o endereço da casa dele, e claro que recebe um bombardeio em troca. tinha feito dezenas de armaduras, uma delas especialmente pra vestir pepper e proteger ela. tony acaba indo parar em outro estado pra investigar um dos caras que se explodiu, recebe ajuda de um garotinho, fica tendo crise de ansiedade e nova york vira trigger, etc etc. no fim faz cirurgia pra finalmente arrumar direito o negócio dos estilhaços no coração e supostamente joga o mini-reator no porto onde a casa ficava antes. o vilão morre, pepper (que recebeu o negócio de regeneração doido e ficou toda lutadora pra proteger tony) aparentemente volta ao normal (não sei como), o garotinho recebe um bocado de equipamento de última geração como recompensa... nada de mais, bem homem de ferro em conflito existencial, mais humano. tem a coisa das armaduras todas se autocontrolarem (jarvis, né) pra lutar com os caras-lava.

thor: the dark world (2013)
me pergunto por que as pessoas querem esses filmes de herói cheio de pancadaria e tiros e destruição. gastar um bocado só pra isso, as mesmas coisas sempre, raramente com alguma história boa pra se tirar disso. até quando é sobre deuses nórdicos eles conseguem enfiar umas naves e tecnologia que solta tiros e raios laser, véi. um tal de éter que é uma arma de destruição do mundo, que transforma toda matéria em matéria escura; coisa de uns tais elfos negros (dark elves) que reinavam no começo do universo e querem voltar. natalie portman descobre um lugar onde a gravidade tá meio doida e tem um portal doido e acaba indo pra onde esse éter foi escondido pelo pai de odin na guerra contra os elfos; claro que ela toca no negócio e ele entra nela, causando explosões em quem toca nela depois. pensei que ia ver uma natalie portman do mal, que é raro, mas nem isso; tiraram dela antes. loki fingindo a própria morte pra no final fingir ser odin e assumir o trono; não mostra como fez essa parte, só thor admitindo que não saberia ser rei e prefere ficar defendendo os mundos e beijando natalie portman. o tal erik, cientista do primeiro filme que foi controlado por loki nos vingadores, tá meio doido; melhor cena é thor chegando com natalie na terra e falando pra ele que loki tava morto, e ele "graças a deus" ahsuh. e thor deixando mjölnir pendurado junto com casacos. de resto é só loucura de portais e o martelo correndo pelo universo pra ir pra onde thor tá e os elfos destruindo as coisas e matando a esposa de odin (que não é freya, mas frigga. como assim). isso tudo envolvia todos os 9 realms, incluindo a terra; por que pra isso não precisou dos vingadores? no fim os amigos de thor dão o éter (acho) pra um tal de colecionador, que diz "uma já foi. agora faltam 5"... mencionaram alguma coisa de gema do infinito, sei lá, coisa do próximo filme pelo jeito.

captain america: the winter soldier (2014)
explosão, destruição, gente apanhando. sabia que o amigo de steve rogers ia voltar do mal, só não sei onde ou quando descobri isso. no começo ele trabalhando com natasha pra uma tal de s.t.r.i.k.e., e ela com uma missão diferente dele (recuperar informações sigilosas da s.h.i.e.l.d.); logo nick fury é atacado só pra fazerem uma perseguição de carro absurda (ele foge fazendo um buraco no asfalto com um sabre de luz), aparece no apartamento de steve e "morre" na cirurgia (volta com hill escondido num tipo de caverna ou sei lá). steve e natasha nessa de fugir da própria s.h.i.e.l.d. e descobrir qual é disso tudo; claro que era um negócio mentiroso da zorra: a mente do dr. zola feiudo lá da hidra conservada num bocado de computador velho. ele fez um algoritmo que analisa a vida toda da pessoa e consegue prever o futuro dela, pra decidir se é uma ameaça à hidra (que resistiu infiltrada na s.h.i.e.l.d. etc etc) e matar o quanto antes. tão fazendo uma arma que usa satélites pra localizar alvos, e planejam matar 20 milhões de pessoas pra "proteger 7 bilhões". ah, steve faz um novo amiguinho, sam, que lutava pro exército com um traje que voava (falcão). eles dois mais viúva negra (com ajuda de nick e hill – ah, ela apareceu em os vingadores, robin! massa) se infiltram no prédio de nome feio da s.h.i.e.l.d., avisam geral sobre o que tá acontecendo e lutam com os maus. steve no final se recusando a atacar buck, que é esse soldado invernal (quando caiu do trem foi recuperado pela hidra, que afinal tinha feito uns experimentos nele quando ficou capturado antes de steve resgatar a galera, né). a cena pós-créditos é um negócio que não entendi nada, com aquela ladainha de falar tipo "hidra, s.h.i.e.l.d., eles acabaram mas ~nós~ somos maiores" e blá blá blá, mostrando uns tais de gêmeos parecendo mutantes.

guardians of the galaxy (2014)
começa com a mãe de um menino, peter, morrendo de câncer. ele não pega na mão dela e ela diz que um dia o pai dele ia buscá-lo, algo sobre ele (o pai) ser um anjo (não sei o quão metafórico é isso). ele sai correndo do hospital e é abduzido, e corta pra 20 e tantos anos depois, ele sendo um saqueador e pegando um tal de orbe. isso é uma bolota que guarda uma das joias do infinito, capaz de destruir uma civilização inteira só de tocar o chão do planeta. quem quer isso é ronan, um cara azul dessa raça ou sei lá kree, que trabalhava pro titã thanos mas se rebela contra ele pra ser o próprio vilãozão. peter é preso junto com rocket (um guaxinim), groot (uma árvore) e gamora (uma mulher verde filha de thanos, adotiva na verdade, que tá é traindo ele e ronan). eles concordam em se ajudar a fugir da prisão pra venderem o orbe pro colecionador (aquele que já tem o éter) e dividirem o dinheiro, e arranjam um tal de drax (fortão cinza e vermelho que usa palavras difíceis) na fuga. engraçado rocket explicando o plano e groot indo logo pra parte prática, tendo que apressar tudo. no fim eles conseguem o apoio dos saqueadores pra lutar contra ronan, avisam o país/cidade que ele quer destruir e recebem ajuda da patrulha/polícia de lá também, e recuperam a joia com peter segurando, apesar dele ser matéria orgânica (o que, tecnicamente, o negócio destrói – precisa de um grande poder pra usá-la e tal). no fim ele descobre que é só metade terráqueo, que o pai é antigo como o universo, mas não diz quem é. enganam o líder dos saqueadores que criou peter e deixam a joia com a cidade salva, viram os guardiões da galáxia. legalzinho até, umas músicas dos anos 70 numa fita que a mãe fez pra peter, personagens engraçados. muitos personagens apresentados, meio difícil, mas melhorzinho que os outros filmes por enquanto.

avengers: age of ultron (2015)
eles todos recuperando o cetro de loki e enfrentando os gêmeos. o menino é super rápido e a menina tem poder de telecinese e controle de mentes. ela faz tony stark ter uma visão dos medos dele, mas acaba que isso faz ele ir adiante num plano doido de proteger o mundo de ataques como o de nova york. de novo essa coisa de prevenir guerras gerar problemas por antecipação, falta de liberdade, etc. ele descobre dentro da joia do cetro uma inteligência artificial feito jarvis, mas bem mais desenvolvida. aí acha uma boa ideia integrar a nova a ele, mas o que acontece é que a nova ataca jarvis (sei lá como) e vira o vilão, ultron. tá em todo lugar, acessando internet e tudo feito jarvis mesmo, e ainda habitando corpos de metal feito as armaduras de tony. usa uma doutora coreana pra fabricar tecido orgânico pra fazer um corpo, que acaba sendo pego pelos vingadores antes que ele faça a transferência. tony aproveita pra botar jarvis no lugar, e thor ajuda dando a energia com um raio (tinham tentado interromper de novo). o resultado tem a voz de jarvis, mas finalmente o ator aparecendo (é aquele branquelo do código da vinci); parece uma versão pacífica de ultron, e eles sabem que podem confiar nele porque o cara levanta o martelo de thor... então é digno, sem discussão. ultron juntou um bocado de vibranium (que dessa vez tony explica que vem de wakanda!) e tá fazendo um meteoro que vai usar pra destruir o mundo, porque não vê diferença entre salvação e condenação da humanidade. quer que o ser humano evolua. no fim a cidade inteira de sokovia é explodida, a galera corre pra salvar as pessoas, o menino rápido morre e gavião arqueiro (que tem uma família isolada no campo) não (apesar de parecer muito que ia), hulk some (começo de romance com natasha, um negócio de canção de ninar pra trazer bruce de volta, etc), thor já fala que parece ter gente mexendo com as joias do universo... nada mencionado sobre como se informaram sobre a joia de guardiões da galáxia. no final aparece thanos. coiseirada da zorra.

magra de ruim (sirlanney)
esperava mais, mas já tinha visto umas reviews no skoob falando que era só um compilado de artes dela através dos anos, e não uma hq sequencial. não gosto tanto do traço de sirlanney também, e os assuntos são sempre similares, sei lá. fala bastante de ser ruim no que faz, não ganhar dinheiro, estar deprimida, sexo. gostei de um que fez citando trópico de câncer de henry miller, em que o autor ou o narrador diz que toda a literatura já saiu dele, que não há mais livros a escrever, e que agora é o homem mais feliz do mundo, mesmo não tendo dinheiro, recursos ou esperança. fiquei pensando sobre essa ideia da arte que uma pessoa é capaz de produzir terminar, se libertar dela; interessante. me identifiquei com uns quadrinhos sobre procrastinação e não conseguir fazer nada. alguém fala no começo que sirlanney é bi, mas no livro todo só tem uma vez que ela fala de mulheres; o resto é tudo homem, paixão por homem, sexo com homem... pena.