segunda-feira, 31 de julho de 2017

leituras deste ano até aqui (parte 2)

dia 1º de abril teve a abertura de uma exposição que acontece anualmente desde 2015 na biblioteca municipal, chamada ocupa. teve vários artistas expondo seus trabalhos, além de comidas veganas e showzinhos do lucas arissa (meu ano fantasma) e do douglas prado. comprei uma zine da editora recém formada fim de feira e prints da amanda paschoal e da isadora fernandes. eu já acompanhava o trabalho delas pela internet há um bom tempo (e sabia que amanda era de sbo e tinha feito cv) e foi muito legal poder ver tanta coisa pessoalmente e apoiar comprando.


um pouquinho depois do meu aniversário eu recebi parabéns pra vc toda sua família amigos & eu, de talita dias. fiquei muito contente porque era uma coisa que eu pretendia comprar, mas ganhar de presente da própria caterpiem foi muito especial. é um compilado de três anos de parabéns no facebook, com um humor nonsense perfeito; me causou muitos risos & sorrisos.


recebi dinheiro de presente de alguns parentes, como costume, e usei uma parte pra comprar livros de artistas nacionais que eu gosto bastante. os primeiros a chegar foram do selo piqui: coral (de taís koshino) e topografias (de bárbara malagoli, julia balthazar, lovelove6, mariana paraizo, puiupo & taís koshino). o primeiro tem algumas historinhas sem fala, desenho simples e calmo. gostei e é assim que gostaria de desenhar. o outro é bem diverso, com histórias de todas essas artistas super massa; bem bonito visualmente e legal as coisas também.


esse cartão postal veio junto e eu nem conhecia o projeto, série postal. taís koshinho que ilustrou; achei massa isso que ela disse falando sobre (e penso que complementa os pensamentos sobre hq): Então fui ler artigos e ensaios sobre o cartão postal, o que mais me interessou foi ‘O Postal Ilustrado da Frente ao Verso: Imagens Mais que Reprodutíveis’ da Maria da Luz Correia. Texto interessante que traz um diálogo com Benjamin, Nancy e Blanchot, apresenta o cartão postal como uma escritura acentrada, de dupla face, assim como acontece nos quadrinhos, é um encontro, uma colisão, um enfrentamento, entre imagem e palavra. A imagem, como sua parte pública, comumente é uma reprodução, feita em massa, de uma obra de arte; o texto, como a parte privada, um espaço de comunicação interpessoal entre o remetente e o destinatário. E esses dois lados não são separáveis ou divisíveis.


comprei também život je tady, da singh bean – uma das coisas que eu mais queria, considerando o tempo que faz que acompanho essa artista e admiro suas colagens. achei muito bonito e inspirador, feliz de ter. mandei uma pergunta no tumblr dela até, hehe.


também comprei dois quadrinhos da samanta flôor, que talvez seja a primeira pessoa de quem eu comecei a ver tudo na internet há muitos anos atrás. lia os toscomics que ela postava no blog que tinha, imprimia desenhos dela porque gostava do traço, curtia o nome samanta. três é o mais antigo dos dois quadrinhos, sobre a infância dela com os irmãos, enquanto click é sobre essa câmera que tira dos outros um pouco mais que fotografias. minha mãe viu e falou coisas feias das coisas que eu leio, pra variar. mas achei bacanas.


não falo muito como é cada coisa porque são curtos de ler e sei que vou sempre ter comigo. fiquei contente de finalmente comprar arte de gente brasileira que eu gosto e espero manter o costume, apoiar artistas mulheres do meu país. tudo é muito especial, e sinto que quem ganha sou eu.

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