domingo, 31 de dezembro de 2017

assistidos em dezembro

em dezembro terminei a season 3 (2015) de vikings. segue o resumão: no começo ragnar leva seu povo a wessex de novo pra solidificar acordos feitos com o rei ecbert. lagertha toma frente no estabelecimento de uma colônia de agricultura enquanto ragnar leva guerreiros para retomar terras pertencentes ao rei, que ficam para kwenthrith (princesa meio doida que depois mata envenenado o amado irmão). melhor parte desse pedaço pós-batalha é rollo chapado incomodado com o ângulo de uma perna. em wessex acontece de athelstan se envolver um judith, nora do rei, que engravida e perde uma orelha sendo condenada por adultério mais tarde. em kattegat, aparece um andarilho que se apresenta como harbard, com quem helga, siggy e aslaug sonharam igualzinho. ele é o único capaz de acalentar o filho aleijado de aslaug e se envolve sexualmente com ela também. em um momento ele salva os filhos dela após caírem no lago congelado, e siggy morre tentando ajudar. mais tarde floki fica sabendo e diz que era na verdade odin que as visitara, e que coisas boas viriam apesar da perda de siggy. não demora muito para que os saxões massacrem a colônia dos norse men, notícia que chega até ragnar através de um único camponês e que é reprimida para não causar revolta. o condado de lagertha fora usurpado por seu braço direito enquanto estavam na inglaterra e ragnar a convence a deixar as coisas como estão, convidando o novo earl para sua próxima incursão – paris. floki desaprova muito a união de ragnar com os cristãos, criticando principalmente a intimidade com athelstan, e acaba assassinando o priest (que tinha acabado de "receber um sinal de deus" e renascer como cristão). é lamentável a falta que ele faz para ragnar, de uma maneira quase que muito afetuosa. em paris ele encarrega floki de liderar a invasão, mas mesmo com toda sua engenharia eles não são capazes de fazê-lo de primeira e muitos guerreiros são perdidos. ragnar se fere e fica extremamente fraco, pedindo que os franceses o batizem no cristianismo como parte do acordo para irem embora, além de muitos tesouros. seus companheiros começam a censurá-lo e desconfiar dele e pra piorar ragnar pede que seja feita uma missa antes de seu enterro. floki constrói um caixão bem bonito, seus amigos mais próximos fazem confissões sobre ele com ragnar dentro, dado como morto, e alguns homens levam-no para a igreja da cidade pra ocasião da missa – lá ele salta do caixão, até que bem vivo, mata o bispo e declara ter vencido, indo embora com mais tesouros ainda e deixando rollo e outros guerreiros para preparar a próxima incursão. tudo isso por causa de uma profecia do seer que ele lembrou bem no final: I can see that not the living, but the dead will conquer Paris. na profecia também tinha coisa sobre um urso conquistando uma princesa, coisa que não seria bom pra ragnar, e isso é rollo recebendo a mão da princesa francesa irritante em casamento e o título de lorde (ou sei lá o que) em troca de lutar contra o irmão quando ele voltasse. a temporada acaba com ragnar falando pra floki que sabe que ele matou athelstan. gostei do cabelo e tatuagens de ragnar nessa temporada, e de þórunn guerreira também (mas achei desnecessária a partida dela depois de ter uma filha com björn).

o tempo todo se autodepreciando por causa do ferimento/cicatriz no rosto sendo que nem ficou feia e nem faz diferença...

assisti alguns filmes com talita e o primeiro foi xxy (2007), que é sobre alex, jovem intersex tentando existir de seu próprio jeito e começando a entender sua sexualidade. a atriz que interpreta alex fez medianeras também. gostei bastante, achei bem sensível e dá pra pensar sobre muita coisa. deve ser bem raro ter pais que não permitem nenhuma intervenção médica logo após o nascimento, como os do filme... seria legal que essa discussão ganhasse espaço e houvesse mais conhecimento e menos tabus pra lidar com tudo. (acho massa a iniciativa de pigeon.)

depois vimos 3 generations (2015), que trata dessa família composta por um aborrecente trans, sua mãe solteira e sua avó lésbica. tem uma reviravolta enorme envolvendo os "pais" de ray, vários conflitos entre as mulheres, a questão de assinarem o negócio permitindo que ele comece a tomar testosterona... não gostei muito, mas sempre choro um pouquinho pensando em transexualidade e família.

vimos também um documentário, project nim (2011), sobre um experimento linguístico que fizeram na década de 70 com um chimpanzé, ensinando linguagem de sinais. começou sendo criado como um bebê numa família grande, depois foi pra uma mansão dos pesquisadores e, quando cresceu e ficou violento, acabou sendo levado pra um lugar tipo aquele de planet of the apes (tava só esperando começar uma revolução). no final o chefe do projeto constatou que nim só tinha aprendido a pedir coisas, não a se comunicar de fato. o chimpanzé viveu por um bom tempo num santuário destinado a equinos, mais tarde recebendo outros de sua espécie, e morreu de ataque cardíaco em 2000, com 26 anos.

por último teve mommy (2014), que achei massa. bom demais a coisa de enquadramento e as mudanças, pedaços em câmera lenta com música bonita, a amizade dos três personagens, tenso a coisa meio incestuosa de mommy, triste demais steve tentando se matar, o final quase assustando com born to die do nada e o menino saindo correndo, pena dele com camisa de força e da mãe chorando com tudo, final sugestivo correndo pra janela. bem bonito as cores, artístico, show. gente falando francês muito rápido, "nous deux", "mutuelle!"... gostei de ver com liu.

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