the hitchhiker's guide to the galaxy (2005)
bem bostinha. poucas coisas engraçadas de verdade, ênfase desnecessária nos golfinhos no começo (com direito a música), desvio total pra criar romance com trillian... marvin não era quadrado e cinza como imaginava, zaphod parecia o cara de nickelback. não tem enredo nenhum, é só um amontoado de coisas nonsense jogadas de qualquer jeito. já sabia das críticas mas esperava mais.
another (2012)
o live-action é do mesmo ano que o anime e cada mídia consegue modificar as coisas de um jeito. não lembro mais como é no mangá mas sei que prefiro o final original, apesar de ainda gostar do anime. achei o filme ruinzinho e fraco, malfeito, uns efeitos bizarros. a primeira morte, do guarda-chuva, chega a ser engraçada porque dá pra perceber claramente que usaram um robô esquisito. alteraram como as mortes aconteciam também, encurtaram pedaços e inventaram umas coisas. só quem conhece a história vai se interessar, acho. esperava mais (2).
black mirror S04 (2017)
gostei bastante dessa temporada. uss callister tem a atriz que faz a mãe de how i met your mother como principal; massa eles pilotando em direção ao buraco de minhoca/atualização dizendo "espero que a gente morra", mas pensei que se excluiriam mesmo em vez de ficar no jogo pela nuvem, meio ruim pensar na eternidade dos coitados. arkangel é previsível nas possibilidades de dar merda, muito azar a mãe olhando justo nas piores horas. tenso que o implante não é removível; imaginei como seria isso de transmitir o que uma pessoa vê e que seria diferente, 3Dzão talvez, e seria show se desse pra fotografar. me pergunto se não dava pro menino avisar ela que a mãe tinha ameaçado e vigiava ainda; se fosse eu, tentava. não esperava a violência no final e fiquei pensando se a menina organizava as próprias coisas o bastante pra saber as prioridades do que levar pra fugir de casa. um pouco de medo de carona com caminhão mas ok. crocodile eu não entendi porque tem esse nome mas dá pra ficar pensando. show que foi na islândia e reconheci logo; o cabelo da mulher parecia o meu mal-cortado. absurdo que ela escolhe fazer toda aquela carnificina em vez de deixar o cara mandar uma carta; show que pegaram pelo bichinho que ela esqueceu. hang the dj achei muito bom, não esperava nem um pouco o jeito que terminou, raro um final feliz. bizarro o personagem do ator que faz athelstan em vikings e inesperado ter a música de the smiths depois. talita tinha percebido que não faziam nada no lugar, que todos eram magros porque no tempo livre faziam exercícios e etc, mas não pensei em simulações e coisas virtuais tipo o primeiro episódio. bacana que pelo menos um dos relacionamentos foi lésbico; triste pensar nessas coisas de quanto tempo duram. metalhead não tem explicação nenhuma e pouquíssimas falas, parece que foi tentativa de fazer um episódio assim mesmo e trabalhado no terror. interessante o aspecto do monocromático, a musiquinha agoniante; me lembrava lars von trier de alguma forma. não achei ruim mas fico sem entender aquilo tudo. essas coisas de gente sobrevivendo a coisas perigosonas me fazem pensar que eu jamais iria longe num mundo assim. black museum foi show, pesadíssimo, praticamente três episódios em um e cheio de referências à própria série. o nome do museu me fez pensar em gente negra, mas era mais a questão de black mirror mesmo (apesar de não deixar de ter a ver com o primeiro). angustiante demais todas as situações, o ponto em que as coisas chegaram. não sei se seria permitido acontecer isso de usar a pessoa virtual e tudo, acho que teriam noção de que são capazes de sentir igual... pareceu um bom final de série. melhor parte foi assistir com talita e poder parar pra conversar e pensar sobre cada episódio.
vips (2010)
é sobre esse cara que é piloto e vai assumindo umas identidades diferentes toda hora. baseado em história real, mas não sei se o estelionatário também perdia a noção do que era invenção da mente dele ou não; coisa de transtorno de personalidade mesmo. wagner moura jovem emo... bem irreal. vários pedaços difíceis de entender com criminosos falando espanhol. não achei grande coisa mas não lembrava disso das personalidades tão fortes, apesar de ter lido sinopse um tempo atrás. bacana a coisa de pilotar, me pergunto como ele sabia tanto mesmo com um pai piloto inventado (o que dá sentido à roupinha e chapéu constantes). triste pelo coqueiro que arrancaram só por causa que tava na frente da placa da gol.
kaze tachinu (2013)
menino míope que não pode ser piloto decide construir aeronaves. sonha sempre com esse engenheiro italiano, caproni, que o motiva a ir em frente (diz que "aviões são lindos sonhos amaldiçoados, esperando que o céu os engula"). repete algumas vezes a frase "le vent se lève, il faut tenter de vivre" – que é parte de um poema de um filósofo francês. filmes do studio ghibli têm sempre umas texturas brilhosas, as coisas volumosas de um jeito específico, as mulheres principais com a mesma cara. acho massa a animação de um pedaço onde o protagonista (jiro) trabalha numa daquelas escrivaninhas inclinadas, meio mal sentado na cadeira, os olhos com zoom pelo óculos. jiro tá construindo coisas pra usarem na segunda guerra mundial, ao lado da alemanha; é sobre uma pessoa real mesmo, embora baseado numa biografia ficcionalizada. caproni diz que um artista é criativo por 10 anos apenas. tem romance também, com uma menina que ajudou depois de um terremoto (o grande sismo de kantou) e jamais esqueceu, depois se reencontram mas ela tá morrendo de tuberculose. uma hora ele vai pra casa e fica trabalhando numa mesinha do lado dela, que tá deitada pra dormir, e ficam de mãos dadas... bonitinho, faria muito. demorei pra terminar, não dava muita vontade de ver direto nem foi o melhor deles que vi, mas bacana.
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| mosquiteirão da zorra. |
documentário sobre a dependência humana nos animais, dividido em tópicos como pets, comida, roupas, testes... dificílimo de assistir, chorei bastante e mantive as mãos cobrindo o rosto na maior parte do tempo. tenho certeza que se as pessoas assistissem repensariam tudo e passariam pro vegetarianismo/veganismo; mal consegui olhar pra carne que minha mãe trouxe do mercado no outro dia. é narrado pelo joaquin phoenix, de signs e her, que é vegano há muito tempo – "virei vegano aos três anos, quando vi uns pescadores destriparem peixes e perguntei à minha mãe, chorando, por que ela não tinha me contado de onde vinha a carne". até na questão da religião e gente que usa o argumento de que "deus deu entendimento pro homem então temos o direito de fazer isso", não consigo conceber um criador que tá de boa com essa situação; em outros tempos, quando as próprias pessoas cuidavam da produção de sua comida e tudo era mais próximo, até ok, mas hoje em dia... f*da. me parece um documentário que chamariam de sensacionalista ou exagerado, mas mesmo que não seja tudo igual é mostrado não dá pra negar que essas coisas acontecem. mas é tanto absurdo, não faz sentido que tão pouca gente pare pra refletir seus comportamentos; espero muito que isso continue mudando. tem umas falas bem boas no filme, como de que na questão dos animais todos os homens são nazistas (abaixo) e de que testes em animais só mostram resultados válidos pra animais, que é uma ofensa à ciência verdadeira. essas partes que copiei são da introdução.
Nobel Prize winner Isaac Bashevis Singer wrote in his bestselling novel 'Enemies, A Love Story’ the following: “As often has Herman had witnessed the slaughter of animals and fish, he always had the same thought: in their behavior toward creatures, all men were Nazis. The smugness with which man could do with other species as he pleased exemplified the most extreme racist theories, the principle that might is right”.The comparison here to the holocaust is both intentional and obvious: one group of living beings anguishes beneath the hands of another. Though some will argue the suffering of animals cannot possibly compare with that of former Jews or slaves, there is, in fact, a parallel. And for the prisoners and victims of this mass murder, their holocaust is far from over.In his book ‘The Outermost House’ author Henry Beston wrote: “We need another and a wiser and perhaps a more mystical concept of animals. Remote from universal nature, and living by complicated artifice, man in civilization surveys the creatures through the glass of his knowledge and sees thereby a feather magnified and the whole image in distortion. We patronize them for their incompleteness, for their tragic fate of having taken form so far below ourselves. And therein we err, and greatly err. For the animal shall not be measured by man. In a world older and more complete than ours they move finished and complete, gifted with extensions of the senses we have lost or never attained, living by voices we shall never hear. They are not brethren; they are not underlings; they are other nations, caught with ourselves in the net of life and time, fellow prisoners of the splendor and travail of the earth”.
food choices (2016)
esse documentário traz várias questões relacionadas à alimentação e saúde, defendendo uma dieta à base de plantas. acho interessante que comentaram, já que não é muito discutido, isso de que ao longo da história o ser humano se comportava como caçador-coletor, mas que esses coletores eram mulheres – o que liga essa questão ao machismo, já que quem caçava recebia a glória em vez de quem providenciava a base feita de vegetais e etc. bastante coisa que eu já sei, mas interessante ver especialistas falando sobre: as pessoas comem proteína em excesso, o que sobrecarrega órgãos e promove o risco de doenças; a proporção de ômega 3 e 6 tá muito acima do recomendado e pílulas de ômega 3 são tentativas de diminuir essa anormalidade obtendo lucros; a pecuária extensiva pode dar uma criação mais "humana" mas não muda o fato de que as mortes continuam inumanas (além de que o gado alimentado por grama produz mais metano que aquele alimentado por grãos, e obviamente exige mais espaço)... tem uma mulher que conta que tinha depressão, tentou suicídio, e depois conheceu o veganismo e decidiu nunca mais colocar dentro do corpo dela o sofrimento de outros animais, massa. falam de veganos acima do peso e que o que faz diferença de verdade é cortar "calorias vazias", que seriam os óleos vegetais, gorduras, açúcares e comidas processadas; que se continuar do jeito que tá, em 2048 os peixes comerciais estarão todos extintos; que precisamos parar de ser tão egoístas e olhar como nossas escolhas afetam aqueles ao nosso redor e principalmente as gerações futuras. e é isso, véi.
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| mudando a vida de geral que vê, né... |
GAWI (2015)
curta bem curto sobre "uma menina presa em um estado de paralisia do sono (que) mergulha nas texturas dos sonhos". bacana os barulhos e o traço/animação mas nada de mais. a pessoa que postou chama de "student film", na verdade. deu um pouco de medinho, ainda mais se tratando de paralisia do sono, mas não tem susto.
the true cost (2015)
esse é sobre a indústria da moda, bem bom. "roupas são a pele que a gente escolhe". falam que as pessoas pensam em comer alimentos orgânicos para não ingerir tantos químicos mas não param pra pensar que é a mesma coisa com roupas, que a pele é o maior órgão do corpo, etc. que a indústria têxtil é a segunda mais poluente, só atrás do petróleo; que só olham para o produto final, sem ver o custo verdadeiro que essa produção envolve; mostram as péssimas condições de trabalho e vida de indianos e cambojanos (em sua maior parte, mulheres) empregados de fábricas de tecido, gente que não tem escolha a não ser trabalhar nisso recebendo pouquíssimo... horrível. é absolutamente necessário que o sistema mude como um todo. tô ficando triste vendo esses documentários, meio que perdendo a pouca esperança no mundo; certo medo de continuar vivendo e do que vou ver no futuro.
janghwa, hongryeon (2003)
a tale of two sisters, em inglês, é um filme coreano de drama/suspense. já começa com a menina mais velha parecendo olhar direto pra câmera e dando disfarçadinha. na verdade começa com ela num hospital psiquiátrico, um médico pedindo pra ela contar sobre "aquele dia"... não entendi de primeira quem era a pessoa porque tava de cabeça abaixada, cabelo escorrido na cara. ela vive protegendo a irmã mais nova, que parece até infantil demais. têm uma madrasta que detestam, as trata mal e questiona se estão loucas mais de uma vez. a mãe morreu... vão vendo umas assombrações e não sei quem é a pessoa com distúrbios, primeiro parecia a irmã mais nova, depois a madrasta, depois a tia que vai jantar lá, depois o pai; no final é a garota mais velha mesmo. a mais nova morreu e a madrasta nem tá na casa com ela e o pai, ela que tem alucinações e personifica as outras duas. tenso, tinha apreensão de olhar pra tela nos pedaços que tinha possível susto. termina com a menina sendo levada à clínica, lembrando do que aconteceu pra mãe e a irmã morrerem – o pai aparentemente se casa com a mulher lá, a mãe deprimida se enforca dentro do armário, a menina mais nova encontra o corpo, fica chacoalhando tentando revivê-la e acaba fazendo o armário cair em cima dela. todo mundo na casa ouve o barulho mas ninguém vai olhar, ninguém tá com pressa, absurdo a filmagem de todo mundo virando o rosto mas ficando imóvel. quase o filme inteiro sem entender nada, mas interessante, e não me lembro de ter visto um filme coreano antes.
curta bem curto sobre "uma menina presa em um estado de paralisia do sono (que) mergulha nas texturas dos sonhos". bacana os barulhos e o traço/animação mas nada de mais. a pessoa que postou chama de "student film", na verdade. deu um pouco de medinho, ainda mais se tratando de paralisia do sono, mas não tem susto.
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| e cabelo massa. |
esse é sobre a indústria da moda, bem bom. "roupas são a pele que a gente escolhe". falam que as pessoas pensam em comer alimentos orgânicos para não ingerir tantos químicos mas não param pra pensar que é a mesma coisa com roupas, que a pele é o maior órgão do corpo, etc. que a indústria têxtil é a segunda mais poluente, só atrás do petróleo; que só olham para o produto final, sem ver o custo verdadeiro que essa produção envolve; mostram as péssimas condições de trabalho e vida de indianos e cambojanos (em sua maior parte, mulheres) empregados de fábricas de tecido, gente que não tem escolha a não ser trabalhar nisso recebendo pouquíssimo... horrível. é absolutamente necessário que o sistema mude como um todo. tô ficando triste vendo esses documentários, meio que perdendo a pouca esperança no mundo; certo medo de continuar vivendo e do que vou ver no futuro.
janghwa, hongryeon (2003)
a tale of two sisters, em inglês, é um filme coreano de drama/suspense. já começa com a menina mais velha parecendo olhar direto pra câmera e dando disfarçadinha. na verdade começa com ela num hospital psiquiátrico, um médico pedindo pra ela contar sobre "aquele dia"... não entendi de primeira quem era a pessoa porque tava de cabeça abaixada, cabelo escorrido na cara. ela vive protegendo a irmã mais nova, que parece até infantil demais. têm uma madrasta que detestam, as trata mal e questiona se estão loucas mais de uma vez. a mãe morreu... vão vendo umas assombrações e não sei quem é a pessoa com distúrbios, primeiro parecia a irmã mais nova, depois a madrasta, depois a tia que vai jantar lá, depois o pai; no final é a garota mais velha mesmo. a mais nova morreu e a madrasta nem tá na casa com ela e o pai, ela que tem alucinações e personifica as outras duas. tenso, tinha apreensão de olhar pra tela nos pedaços que tinha possível susto. termina com a menina sendo levada à clínica, lembrando do que aconteceu pra mãe e a irmã morrerem – o pai aparentemente se casa com a mulher lá, a mãe deprimida se enforca dentro do armário, a menina mais nova encontra o corpo, fica chacoalhando tentando revivê-la e acaba fazendo o armário cair em cima dela. todo mundo na casa ouve o barulho mas ninguém vai olhar, ninguém tá com pressa, absurdo a filmagem de todo mundo virando o rosto mas ficando imóvel. quase o filme inteiro sem entender nada, mas interessante, e não me lembro de ter visto um filme coreano antes.



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