quinta-feira, 30 de novembro de 2017

lidos/assistidos em novembro

nesse mês terminei de ler o cortiço, de aluísio azevedo, coisa que nem pretendia... mas fiquei olhando a lista de leitura da unicamp, faltando só esse unzinho, e aproveitei que tinha tempo ainda (mentira, foi só uma desculpa pra não estudar sem deixar de estudar). tive que renovar duas vezes o empréstimo na biblioteca, mas não achei tão ruim – nem lembrava de bertoleza se matando com a faca de peixe, que aconteceu literalmente na última página. enfim, aquilo tudo que já ouvi mil vezes: o cortiço sendo o real protagonista, o meio determinando como as pessoas agiam, a galera sendo corrompida, tudo bem escrachado e animalizado. teve sexo lésbico e não lembrava de gláucia contando... tinha outra descrição que me chamou atenção antes mas esqueci de anotar. a seguinte é só um exemplo.

E com um arranco de besta-fera caíram ambos prostrados, arquejando. Ela tinha a boca aberta, a língua fora, os braços duros, os dedos inteiriçados, e o corpo todo a tremer-lhe da cabeça aos pés, continuamente, como se estivesse morrendo; ao passo que ele, de súbito arremessado longe da vida por aquela explosão inesperada dos seus sentidos, deixava-se mergulhar numa embriaguez deliciosa, através da qual o mundo inteiro e todo o seu passado fugiam como sombras fátuas. E, sem consciência de nada que o cercava, nem memória de si próprio, sem olhos, sem tino, sem ouvidos, apenas conservava em todo o seu ser uma impressão bem clara, viva, inextinguível: o atrito daquela carne quente e palpitante, que ele em delírio apertou contra o corpo, e que ele ainda sentia latejar-lhe debaixo das mãos, e que ele continuava a comprimir maquinalmente, como a criança que, já dormindo, afaga ainda as tetas em que matou ao mesmo tempo a fome e a sede com que veio ao mundo.

assisti bem sem atenção um filme ruim que larissa colocou no netflix, chamado sacrifice (2016). bizarrinho.

vi män som hattar kvinnor (2009), porque decidi que vou assistir os filmes que tenho baixados antes de outros... e gostei da versão sueca, me pareceu mais explicada e entendível – apesar de preferir a lisbeth de rooney mara à de noomi rapace (que, inclusive, faz as irmãs gêmeas de um filme que larissa gostou e sobre o qual falei há um tempo atrás).

li alguns livros curtos: um conto de natal (charles dickens), amores diversos (vários autores), olhar de descoberta (vários autores) e histórias para ler sem pressa (mamede mustafa jarouche). o primeiro achei bacana, história conhecidíssima, massa a narrativa de dickens mas nada encantador, sei lá. os dois seguintes são parte da uma coleçãozinha, larissa deixou comigo porque eu queria ler numa época, mas achei bem dispensáveis (o primeiro é de poemas e o outro de contos/crônicas). só gostei mesmo desse poema e o primeiro conto de olhar de descoberta é sobre amizade mas tem muita cara de amor homossexual. o último obtive na feira de troca de livros da biblioteca, peguei por serem histórias árabes... mas esperava mais, achei bem rasas. continuo preferindo malba tahan.

avancei na leitura de família schürmann mas só termino em dezembro, então deixa pra lá.

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