dark season 2 (2019)
absurdo. noah jovem em 1921 sendo guiando por si mesmo do futuro. construindo a passagem pra caverna que depois vira o portal. dias contados pro apocalipse e noah buscando as páginas faltantes do diário de claudia. um investigador aparece pra ajudar charlotte, katharina se mete na caverna, martha termina com bartosz. jonas adulto se revela pra mãe, que conta pra katharina, que não acredita. jonas jovem todo cheio de manha no mundo pós-apocalíptico, roubando gasolina pra iniciar a máquina segurando a partícula de deus; quase morre enforcado porque o pegam, mas a surda o poupa, e a menina que ajuda ela acaba soltando ele pra irem até o lugar na fábrica. assim ele viaja pro passado, até pra quando noah era jovem. não consegue retornar porque nem construíram o portal ainda. noah jovem leva ele pra noah adulto que leva ele pra adam, que É ELE VELHO. na hora que ele revela eu já tava suspeitando. chocado que ele chegou nisso, negócio de destruir o mundo, guerra contra o tempo, sei lá. mas adam o convence a viajar na partícula mais avançada dele pra convencer michael a não se matar, achando que isso vai quebrar o ciclo. acaba que ele na verdade dá a ideia do suicídio, acho que é claudia que aparece e conversam todos, conversa de sacrifícios. diz que jonas que o levou pra caverna quando ele sumiu! e jonas não lembra disso, então deve ter sido outro, ou ele daquele momento que mudou de ideia. véi. jonas jovem do futuro beijando martha e começando todo o envolvimento, um papo filosófico sobre ter tempo, o tempo tê-los. jonas original transa com ela, ulrich começa o caso com hannah. claudia velha instrui claudia adulta, o pai dela tá repensando as ações que tomou com ulrich (que não tinha revelado seu nome), que fica doido quando ele mostra foto de mikkel recém chegado. foge do hospício e consegue encontrar ele, se entendem, momento tristezão porque logo recuperam mikkel já que ulrich é supostamente um assassino de criança. bartosz encurralado viaja com martha e magnus e a ota pra mostrar que é real. hannah rouba a máquina de jonas adulto pra ir pro tempo em que ulrich foi preso pra ver se ele se arrepende e ficaria com ela, mas a bicha é tão ruim que larga ele lá e decide recomeçar a vida. helge criança retornando e só conversando com noah, que fica lembrando ele da importância que ele tem em tudo aquilo. o menino chama claudia de "demônio branco". agnes, irmã de noah, dando a localização das páginas pra ele, ele matando claudia velha. charlotte foi criada pelo avô mas não é avô real dela, e em foto antiga dele tem noah, e ela tá lá confusa até noah aparecer pra falar que ela É FILHA DELE. eu não peguei mas no fim fica claro que a surda, filha de charlotte, É MÃE DE CHARLOTTE. peramordedeus. em 1921 magnus e franziska tão lá velhos sendo membros do sic mundus. claudia jovem que causou a morte violenta do pai enquanto tentava evitar que ele morresse. clausen, o investigador, confronta aleksander e conta que o irmão dele sumiu em 1986, que tinha o nome de solteiro dele, e tinha certeza que ele não era seu irmão. o cara da polícia parceiro dele dá pra trás. acham os barris que tinha mandado cobrir com cimento, o investigador insiste pra que abram, e isso cria um portal onde elisabeth (surda) vê charlotte. a filha vendo a mãe e vice-versa, bizarro, e isso que causa o apocalipse, sei lá. e jonas e martha jovens se reúnem mas vem adam pra atirar nela, e quando ele sai aparece OTA MARTHA que diz ser de OTO MUNDO, com uma máquina do tempo bem harry potter. quê??? sei lá isso aí, viu. mas não perdeu qualidade, ganhou mais música massa, só vou ter que esperar um ano pra terminar tudo.
trinkets season 1 (2019)
três meninas que estudam na mesma escola e são totalmente diferentes, mas vão à mesma reunião de grupo para cleptomaníacos. elodie é novata na escola, chegando em portland de new mexico pra morar com o pai porque a mãe morreu. tabitha é riquíssima e popular. moe é durona e descolada. elas acabam virando amigas por causa do negócio, vão se ajudando, ficam legais entre sim. muito massa quando tomam mdma, tatuagem handpoke, meu deus, festa parecendo realmente boa. cantora manipuladora desafiando elodie a roubar óculos pra ela, aproveitadora, não gosto. menino bacana dos encontros e que trabalha no "paper tiger", ator brasileiro, bonitinho até. curioso as caras meio sedutoras, tabitha faz igual. sinto que é muito premeditado, que ela tá o tempo todo consciente do corpo. elodie é o contrário, engraçadinho como anda, as carinhas e sorrisos/olhadas. moe é massa, bicicleta show, toda desenvolta e secretamente inteligentona. ia pra coreia mas não mais, depois que soca o ex de tabitha. elas roubam o carro dele e jogam num lago. moe na verdade nunca roubou, tava lá porque assumiu pena de um colega. a madrasta de elodie faz kombucha huahs. o filho dela de 8 anos me lembra matheus demais, não só pela idade mas pelo jeitinho, o que fala e faz... dá o boné pra ela, faz uns comentários. diretora da escola lesbiquíssima, menino gay maquiado. vários clichês, mas chorei e sorri. ainda me surpreendo com isso de gente de 16/17 anos fazendo tanta coisa. citaram courtney barnett e modest mouse e cantaram st vincent. aquilo de mensagens de texto aparecendo na tela.
três meninas que estudam na mesma escola e são totalmente diferentes, mas vão à mesma reunião de grupo para cleptomaníacos. elodie é novata na escola, chegando em portland de new mexico pra morar com o pai porque a mãe morreu. tabitha é riquíssima e popular. moe é durona e descolada. elas acabam virando amigas por causa do negócio, vão se ajudando, ficam legais entre sim. muito massa quando tomam mdma, tatuagem handpoke, meu deus, festa parecendo realmente boa. cantora manipuladora desafiando elodie a roubar óculos pra ela, aproveitadora, não gosto. menino bacana dos encontros e que trabalha no "paper tiger", ator brasileiro, bonitinho até. curioso as caras meio sedutoras, tabitha faz igual. sinto que é muito premeditado, que ela tá o tempo todo consciente do corpo. elodie é o contrário, engraçadinho como anda, as carinhas e sorrisos/olhadas. moe é massa, bicicleta show, toda desenvolta e secretamente inteligentona. ia pra coreia mas não mais, depois que soca o ex de tabitha. elas roubam o carro dele e jogam num lago. moe na verdade nunca roubou, tava lá porque assumiu pena de um colega. a madrasta de elodie faz kombucha huahs. o filho dela de 8 anos me lembra matheus demais, não só pela idade mas pelo jeitinho, o que fala e faz... dá o boné pra ela, faz uns comentários. diretora da escola lesbiquíssima, menino gay maquiado. vários clichês, mas chorei e sorri. ainda me surpreendo com isso de gente de 16/17 anos fazendo tanta coisa. citaram courtney barnett e modest mouse e cantaram st vincent. aquilo de mensagens de texto aparecendo na tela.
grey's anatomy season 7 (2010-2011)
isso aqui eu fui terminar depois de meses sem assistir. (lendo as sinopses de cada episódio no netflix) meredith conta do aborto durante o tiroteio, cristina tá com stress pós-traumático sério, os residentes concorrem a uma doação de um milhão de dólares, cristina volta devagarzinho e fazendo coisa boba, eles salvam secretamente algum político do oriente médio, derek recebe bolsa pro estudo sobre alzheimer's, teddy se casa com um paciente terminal que não tinha seguro de saúde só pra ele ter acesso ao tratamento, cristina chora bastante na pescaria com derek enquanto volta a si – bonito isso –, arizona volta mas callie não quer mais ela, callie engravida de mark, residentes novos chegam, meredith troca uns negócios do estudo de alzheimer's para que a esposa do chefe possa receber o medicamento em vez do placebo e arruina tudo, callie tem um chá de bebê bem brega, vários conflitos entre as duas e mark, arizona bate o carro com callie sem cinto e a bichinha quase morre – fica vendo todo mundo cantando porque "calliope means music" –, a bebê nasce, elas se casam, kepner vira chefe dos residentes, teddy se apaixona pelo marido de maneira totalmente previsível.
toy story 4 (2019)
começa voltando no tempo pra mostrar betty (a pastorinha da irmã de andy) sendo levada embora numa caixa de papelão. aí continua de onde parou o outro filme, os brinquedos de andy sendo de bonnie e tal. woody vai escondido com ela pro primeiro dia de escola porque ela tá muito triste e sozinha, e acaba dando materiais pra ela criar um brinquedo chamado garfinho (feito de uma spork). a família dela viaja e woody tem que ficar de babá impedindo que garfinho se jogue no lixo, já que ele não se convence que é brinquedo. acabam tendo uma longa conversa depois dele saltar do trailer, enquanto voltam pro lugar onde iam parar, e garfinho entende que é muito importante pra bonnie. mas claro que vão parar num antiquário porque woody viu o abajur de betty, e lá tem uma boneca má que comanda uns ventríloquos assustadores e quer a caixa de voz de woody pra que seja finalmente escolhida por harmony, neta da dona do lugar. ele acaba saindo e encontrando betty num parquinho, descobre que ela tá vivendo como brinquedo perdido há anos, que ela tá feliz assim e é muito esperta no que faz. fazem um plano pra tirar garfinho do antiquário e tem mil reviravoltas. buzz fica ouvindo sua "consciência" apertando os botões que tem, e acaba fazendo as coisas certas. woody não desiste nunca e os outros desistem da missão, já tão em risco, mas ele insiste. acaba dando a coisa de voz pra boneca e ajudando ela a sair da loja depois que a menina a rejeita. um caminho enorme até conseguirem voltar pro trailer e woody fica com betty no final, porque a missão dele com bonnie e os outros já deu. antes ele tava com essa de precisar de um propósito e tal. lacrimejei mais pensando no tempo que esse desenho existe e no que ele significa do que pelo filme em si, mas achei legalzinho. tem brinquedos novos engraçados, coelhinho e patinho. ficam usando gírias. garfinho engraçado também, bestinha.
coco (2017)
depois de meses desde que aluno diego me indicou eu fui assistir. mistura de inglês e espanhol, apesar de se passar no méxico. uma família de sapateiros cuja tradição de fazer sapatos começou com mamá imelda, que tinha um músico como marido e que se virou contra a música depois dele ter ido embora e não voltar mais. essa imelda foi tataravó de miguel, menininho de uns 12 anos que secretamente é apaixonado por música. a família não aceita nada, nem que toque em um violão, então ele tem um altar secreto no sótão onde acumula coisas de ernesto de la cruz, grande músico já falecido, mas que era da cidade em que ele mora. acaba descobrindo que na foto da tataravó com a bisavó criança tem um pedaço dobrado e arrancado onde o músico aparecia, e percebe que o violão com ele é igualzinho ao de ernesto de la cruz. fica todo feliz, vai mostrar pra família que são relacionados ao cantor, mas a vó não dá bola e quebra o violãozinho que ele tinha. miguel foge com raiva pra ir ao cemitério roubar o violão original de ernesto, mas ao fazer isso vira tipo um espírito (é dia de los muertos). encontra a família que já morreu, imelda não tá conseguindo passar pro mundo dos vivos porque ele tirou a foto dela do altar. precisa da benção da família pra voltar, mas imelda só a dá com a condição de miguel nunca mais fazer música, então ele vai atrás de ernesto. recebe ajuda de héctor, esqueleto sendo esquecido pelos vivos e tentando passar sem ter foto em oferenda, e fazem um acordo pra ambos terem o que querem. miguel por fim descobre que héctor escreveu todas as músicas de ernesto, que ele envenenou héctor pra ficar com as músicas e ainda tomou o violão, e agora não ia deixar miguel ir embora nem levar a foto do outro, porque quer que ele seja esquecido mesmo, quer manter seu sucesso. ou seja, héctor é o real tataravô de miguel... e coco, bisavó, tá velhíssima esquecendo de tudo. a família morta acaba se unindo pra ajudá-los, desmascaram ernesto, e miguel canta pra coco e tudo fica bem. cheio de música animada, bonita a que héctor fez pra filha. muitas reviravoltas, toda hora, já tava ficando que nem toy story. chorei demais.
depois de meses desde que aluno diego me indicou eu fui assistir. mistura de inglês e espanhol, apesar de se passar no méxico. uma família de sapateiros cuja tradição de fazer sapatos começou com mamá imelda, que tinha um músico como marido e que se virou contra a música depois dele ter ido embora e não voltar mais. essa imelda foi tataravó de miguel, menininho de uns 12 anos que secretamente é apaixonado por música. a família não aceita nada, nem que toque em um violão, então ele tem um altar secreto no sótão onde acumula coisas de ernesto de la cruz, grande músico já falecido, mas que era da cidade em que ele mora. acaba descobrindo que na foto da tataravó com a bisavó criança tem um pedaço dobrado e arrancado onde o músico aparecia, e percebe que o violão com ele é igualzinho ao de ernesto de la cruz. fica todo feliz, vai mostrar pra família que são relacionados ao cantor, mas a vó não dá bola e quebra o violãozinho que ele tinha. miguel foge com raiva pra ir ao cemitério roubar o violão original de ernesto, mas ao fazer isso vira tipo um espírito (é dia de los muertos). encontra a família que já morreu, imelda não tá conseguindo passar pro mundo dos vivos porque ele tirou a foto dela do altar. precisa da benção da família pra voltar, mas imelda só a dá com a condição de miguel nunca mais fazer música, então ele vai atrás de ernesto. recebe ajuda de héctor, esqueleto sendo esquecido pelos vivos e tentando passar sem ter foto em oferenda, e fazem um acordo pra ambos terem o que querem. miguel por fim descobre que héctor escreveu todas as músicas de ernesto, que ele envenenou héctor pra ficar com as músicas e ainda tomou o violão, e agora não ia deixar miguel ir embora nem levar a foto do outro, porque quer que ele seja esquecido mesmo, quer manter seu sucesso. ou seja, héctor é o real tataravô de miguel... e coco, bisavó, tá velhíssima esquecendo de tudo. a família morta acaba se unindo pra ajudá-los, desmascaram ernesto, e miguel canta pra coco e tudo fica bem. cheio de música animada, bonita a que héctor fez pra filha. muitas reviravoltas, toda hora, já tava ficando que nem toy story. chorei demais.
ah-ga-ssi (2016)
uma menina coreana que na verdade faz parte de um grupo de falsificadores/ladrões é contratada pra ser a criada de uma japonesa rica que mora com o tio, na época da colonização japonesa da coreia. a japonesa parece muito ingênua e sozinha, e a outra praticamente a trata feito um bebê (o que tá acostumada a fazer). a tarefa de sook-hee é descobrir coisas sobre hideko e a manipular para que se case com um falso conde, parte da gangue, interessado no patrimônio dela. mas elas vão ficando mais e mais próximas, intimamente falando também, e sook-hee começa a hesitar em seguir o plano. hideko e o conde acabam fugindo, levando ela junto, e se casam, para depois internar sook-hee num hospital psiquiátrico fingindo que ela era hideko. volta tudo e mostra que esse era o plano real, combinado entre o cara e hideko. ela tinha ido viver com o tio criança, e forçada a aprender a ler pra ele (o cara tem uma coleção enorme de livros, que considera sua fortuna). são livros eróticos que ela lê pra uma pequena plateia de machos, encenando com a voz. tinha combinado iludir sook-hee para que pudessem enganá-la no final, o casamento sendo o jeito dela se ver livre do tio pervertido (que originalmente ia se casar com ela também). mas, outra reviravolta, ela se apaixona por sook-hee e quase se enforca quando a menina insiste pra que se case. contam tudo uma pra outra e mudam os planos: elas é que vão enganar o cara. pedem ajuda da gangue, combinam coisas diferentes. hideko usa gotas de um veneno que o conde mesmo deu pra ela, pra se matar caso o tio a capturasse, pra imobilizar ele e se reencontrar com sook-hee, que tinha feito sua parte em fugir do hospício. o conde é levado pro tio, que além de pervertido é sádico e fica torturando ele, e morrem por causa da fumaça de mercúrio do cigarro especial que o conde fuma. hideko se veste de homem, falsificam passaporte, e vão pra xangai disfarçadas de casal. termina com elas usando bolas/sinos descritas numa das histórias que hideko lia, pra por dentro da vagina e fazer tesoura. bonito o sexo delas, não esse, mas quando sook-hee tá "mostrando" o que o conde faria com ela, supondo ainda que ela era toda inocente. massa os plot twists e ver mulheres se sobrepondo a homens. bom a lesbiandade não ser o foco principal, mas ótimo que tem. inspirado por um livro chamado fingersmith. acho que tem filme ocidental também.
só garotos (patti smith)
sempre difícil de explicar esse título e por que eu tava lendo. faz parecer algo só pra garotos e que vai falar de uma menina fazendo as coisas, mas o título original é just kids, simplesmente. já tinha visto tatiana feltrin falar bem, seguida de várias outras pessoas, e peguei pra ser a leitura de uma biografia de alguém inspirador no level up life. só depois me toquei que podia ser biografia de um músico. nem sabia direito quem patti smith era, e demorou pra chegar na música, mas fazia poesia, desenhava, trabalhava em livraria, era musa de robert mapplethorpe (que também descobri aqui)... morou no tal chelsea hotel, em nova york, e conheceu gente como janis joplin, jimi hendrix, allen ginsberg, bob dylan. me perguntava como lembrava de tantos detalhes, mas no finalzinho ela comenta sobre diários. era bem pobre no começo, uns 20 anos e indo sozinha pra cidade grande, conhecendo esse robert e se aventurando pela vida. todos pela arte, persistindo, interessante. fotos legais de robert (foi artista, fotógrafo, gay. ex-namorado). muita referência que não conheço. boa escrita, até. sempre séria nas fotos, uma cara de cavalo. o primeiro álbum dela chama horses, afinal. tem uma playlist com mais de cem músicas só com o que ela menciona no livro; vou ouvir. agora ela tem uns setenta anos e ainda usa cabelo longo, branco. robert morreu de aids.
inside out (2015)
sentimentos na cabeça da menina riley, que mora em minnesota e tem uma relação ótima com o pai e a mãe. eles (os sentimentos) controlam as reações dela através de um painelzinho numa sala, conforme eles assistem a vida dela acontecendo. alegria quer dominar tudo e é orgulhosa de ter a maioria das memórias alegre. tem umas memórias base que criam traços da personalidade de riley. quando se mudam pra são francisco começa a dar tudo errado: a casa é sombria e suja, o caminhão de mudança se perde e atrasa, ela não tem amigos, não consegue mais jogar hockey tão bem quanto antes. começa a ficar triste mas a alegria não quer que a tristeza toque nas memórias, controle nada. acontece um acidente lá dentro e as duas, junto com as memórias base da menina, caem num pedaço que não é o painel de controle, e levam um tempão tentando voltar. enquanto isso a menina fica sem sentimentos; a raiva dá a ideia dela fugir de volta pra minnesota, ela vai tratando a amiga antiga e a família mal e vai perdendo as ilhas de personalidade. tristeza e alegria encontram amigo imaginário, alegria cai no lixão, entende que os momentos felizes existem porque antes vinha tristeza... percebe que a tristeza é importante também. começam a criar memórias mistas, usando um painel grande onde todas as emoções participam ao mesmo tempo. não sei se criei expectativa por causa de outras pessoas, mas esperava mais. legal que fala sobre sentimentos e aceitar os ruins, saber lidar, mas sei lá. muito vibrante tudo, as cores. matheus e minha mãe choraram, parece.
brooklyn 99 season 1 (2013-2014)
até o episódio 18 eu fui vendo pra preparar aulas pra times, e já que ficou faltando 4 episódios pra terminar eu vi o resto. humor bem específico, coisa do principal já ser comediante, talvez. alguns episódios foram realmente engraçados – tipo, uns 3 –, mas a maioria é não muito causador de risada. pablo costumava dizer que "esse episódio quase me fez rir". enfim, policiais, blá blá blá, paixões pelas colegas, dois caras inúteis, um musculosão, uma secretaria besta. legal que o capitão é gay, fala um pouco disso, dele ter batalhado muito pra conseguir ter o próprio departamento policial, sendo gay e negro. sem muita vontade de continuar.
turma da mônica: laços (2019)
filminho live-action da turma da mônica. quis ver com kakau e matheus por ser o que é; não esperava grande coisa e não foi, mesmo. história daquele quadrinho dos irmãos cafaggi, em que floquinho some e eles se aventuram na floresta pra resgatá-lo. um cara raptando cães pra usar os pelos na fabricação de um tônico capilar, "cabelol". não lembro se foi totalmente fiel, mas lembro um pouco de um mendigo e etc. rindo demais do nome do cachorro dele, mikão (my cão); piada de karina. rodrigo santoro como o louco, maurício de sousa aparecendo como dono de banca de jornal cheio de quadrinho dele, huahs. bem stranger things quando pegam as quatro bicicletas, apesar de ser mais velho que isso. tudo deve ter partido daquele tal de os goonies, sei lá. bem utópico o bairro do limoeiro, umas cerquinhas baixas, tudo bonito. a floresta e tudo no meio de uns morros, talvez seja minas gerais, vou ver se acho algo sobre. vários planos infalíveis falhando, "gênio cliando", magali não resistindo à comida, mônica batendo nos outros com sansão, cascão enfrentando água com reflexos ou capa de chuva. floquinho verde huehe, mudou de raça quando cresceu. legal identificar tantos personagens, sentir o carinho pela história, apesar de tudo. umas coisas bem forçadas, tipo 5 minutos de foco neles chorando por causa de ofensa de cebolinha, meia hora neles dormindo de noite, vilão sendo enganado por coisinha boba. mas claro, se enxugasse tudo isso ia durar pouquíssimo o filme. tudo muito bonitinho, as crianças, caracterizações, etc. leve agonia mas tudo bem.
get out (2017)
eu já tinha assistido o final, acho que na times, pra ver como era movie class e tal, tomando spoiler total. então claro que quando as coisas começaram a ficar estranhas eu já tava vendo as evidências, mas ainda foi bom. tem esse cara, negro, namorando uma moça branca e indo conhecer os pais dela numa casa chique. ela garantindo que não são racistas, ele preocupado porque ela nunca tinha tido um namorado negro antes. os pais são estranhos, too white, o pai falando muito de gente negra que admira ou elogiando atributos, a mãe sendo rude com a empregada negra. são dois os empregados e ambos são negros, esquisitíssimos quando falam, o jeito que agem. numa noite a mãe o hipnotiza de um jeito bem ruim, ele caindo num limbo, afundando e ficando como espectador só. eles dão tipo uma festa onde recebem um bocado de gente velha rica, que intensifica ainda mais o negócio (nem sei se dá pra chamar de racismo, é uma exaltação exagerada, perturbadora)... até que ele vê outro negro, vai falar com ele, mas o cara é estranhão também. no começo do filme esse cara tinha sido raptado. e quando chris tira uma foto dele com flash o cara acorda, nariz sangra, ele corre pra chris e diz pra ele fugir, sair daquele lugar. as pessoas justificam dizendo que foi uma convulsão, a luz foi o gatilho, e o cara volta calminho depois de "conversar" com a mãe da menina... depois ele vai conversar com ela, fala que aquilo não tinha sido convulsão nenhuma, que tudo tava estranho desde a hipnose (que supostamente era pra fazer parar de fumar apenas), que ele queria ir embora... falando com um amigo ele mostra a foto e ele diz que é um homem que sumiu, era até conhecido. chris vê fotos da namorada com um monte de gente negra, ex-parceiros, e até com a (agora) empregada. nada dela achar a chave do carro quando ele pede e claro que todos o atacam, o prendem, um velho cego que o comprou no "bingo" explica como fazem a transplantação. chris consegue tapar os ouvidos pra não cair na hipnose e foge, mata o irmão, o pai, a mãe, a avó (a empregada) sem querer, o avô (o empregado) se mata depois dele acordá-lo, e larga a namorada sangrando baleada quando o amigo aparece de carro. "eu disse pra você não entrar naquela casa." terrível, véi, bem black mirror essa coisa de transplante. "black is fashion now" e algo assim. aquele dialect coach elogiou o ator principal, que nem é americano mas fez o sotaque perfeitamente.
saneamento básico, o filme (2007)
uma cidadezinha aparentemente no sul, com problema de esgoto mal administrado e rio sujo. querem construir uma fossa mas a prefeitura não tem verba pra isso, e sim pra um filme ($10mil). o paquera da irmã da principal tem uma filmadora que podem emprestar. $50 a fita, que é isso... o pai não quer ajudar muito porque já tentou várias vezes a mesma coisa e nada. a mulher da prefeitura diz que tem que ser filme de ficção, e o casal leva um tempo pra entender o que é isso exatamente. o pai fala que é história de monstro e por causa de "quimera" no dicionário resolvem criar um monstro de mutação genética por causa do lixo no rio. a irmã é a mocinha, o marido o monstro, o pai o cientista, oto velho um dublê. atuando super forçado e malfeito, muito bom, lutando pra dar dez minutos de vídeo haush. conhecem outro cara na edição de vídeo e ele incrementa ainda mais, acha uma obra prima. o final inclui parte de uma sex tape de silene e fabrício, "salve a natureza, a beleza salva" haushs e a cidade toda elogiando, a freira falando dos seios firmes, a funcionária pública querendo distribuir na rede escolar. aumento de turistas em 160% mas a construção da fossa (*fosso) foi interrompida. os velhos fizeram da placa de obra uma ponte. bem estranho o jeito daquele ator de falar, não natural. engraçado que ninguém tenta adequar o sotaque, quase nem pensam nisso pras histórias em filme brasileiro. a mulher escrevendo o roteiro é ótimo, e o marido interpretando haush tentando entender. bonitinho lázaro ramos! o próprio filme parece meio low budget também, massa. legal.
pílulas azuis (frederik peeters)
uma hq que eu queria ler há um tempo, sabia que falava de hiv. é biográfica, o autor tá na história, mas quem tem o vírus é cati, colega de colegas, que com o tempo se torna o amor da vida dele. ela tem um filho do casamento anterior, que também tem hiv. a história acompanha os três, mostrando como foi se dando sua relação, as questões pelas quais passaram (como cati contou a ele, como ele precisava contar aos pais), as coisas que descobriram (a camisinha se rompe uma vez e outra vez ele toca a parte externa de uma camisinha com uma ferida no dedo)... aprendi algumas coisas, ou relembrei, porque sei que vi vídeos sobre isso com joutjout. que com o tratamento cati quase não tinha vírus no sangue e secreções, que demorava dez dias pra realmente se contaminar, que tem medidas mais rápidas e que às vezes nem precisa de camisinha. fred enfrenta a questão consigo mesmo, sente raiva e piedade (que, por fim, vai embora), fica pensando sobre qual seu papel. apesar de tudo têm uma relação muito tranquila, são muito unidos, e o romance não é meloso, mas real. no finzinho tem um "treze anos depois" em que ele entrevista a filha de nove anos que agora têm, o filho de cati (que agora tem 16 anos) e a própria cati. mensagens bonitinhas, importantes. não sei se foi publicado antes e depois revisitado pra ter esse pedaço, ou ele fez antes e esperou todo esse tempo pra publicar... necessário falar sobre as coisas, espalhar informação. "a ignorância leva ao medo", diz ela. não é o melhor quadrinho mas foi bom ler.
habitación en roma (2010)
duas mulheres, uma espanhola e outra russa, se encontram num bar em roma de noite. bebem e conversam e a espanhola chama a outra pra subir com ela pro quarto de hotel onde tá hospedada. a russa diz que nunca tinha subido pro quarto de uma mulher, mas vai, se despe, mas ao deitarem juntas pra esperar ela se sentir mais calma a outra adormece. então ela sai, mas esquece o celular, então volta. a espanhola se anima, convence ela a ficar, e por um momento parece até que tá com má intenção. a russa também não parece muito boazinha. tinham conversado sobre seus países, e a espanhola queria agora conversar sobre elas. conta uma história de que a mãe e ela pequena foram viver com um árabe riquíssimo, que a mãe foi embora e ela ficou como esposa dele, que fugiu ao engravidar e abortou. que a filha nunca chegou a ver o amanhecer – alba –, e por isso deu esse nome quando se apresentou à russa, natasha. já ela conta que ia se casar, que tem uma irmã gêmea, jogadora de tênis, e que é atriz. que ambas estudaram história da arte, que quando a mãe morreu o pai começou a se relacionar com ela, que a irmã tinha complexo de inferioridade por se sentir rejeitada. ficam nessa de transar, brincar, inventar coisa e se seduzirem... mas vão ficando envolvidas, contam a verdade – que a história de alba é a história da mãe dela, que ela é alba mesmo, que tem uma namorada com dois filhos mas o menininho morreu num acidente em casa com ela; que natasha é na verdade dasha, a tenista, e que a irmã é que é atriz e foi a escolhida pelo pai. antes alba disse que ela a amedrontava. triste e cada uma falando seu idioma, e por fim natasha tava entendendo porque fala italiano e "se entendem". alba tá em roma porque é engenheira e inventou um veículo sustentável que não vai ser fabricado, dasha porque a irmã deu a viagem de presente. tinham se encontrado pra tentar se reaproximarem mas brigaram novamente. parece que a irmã já se relacionou com o noivo, antes dela. e agora ela tem um segredo também, alba. ficam falando das coisas e pensando na história também, em roma, nuns quadros no quarto. alba nasceu na grécia e tem isso também. um cupido no teto e alba se sente flechada, nunca sentiu um amor como esse. propõe que vivam juntas em roma, e por um tempo concordam, mas sabem que não pode acontecer, que têm que voltar pra seus parceiros. angústia e paixão, identificação, até bonito, bem poético (meloso). e elas peladas o tempo todo. fora isso é interessante. pensava que ia ser em espanhol mas pelo menos elas falavam inglês com sotaques. música "loving strangers" over and over, uma de revelação de mistérios também. max, camareiro, querendo participar mas ajudando por fim, cantando. legal o final, tava esperando que natasha fosse correr como falou que ia.
die zahlen (donald grant)
livro infantil em alemão, sobre os números. de 0 a 9 e depois até 21, com exemplos de animais e coisas. fui botando no tradutor e comparando algumas coisas (anotei dúvidas), repetindo e conferindo num negócio que mostra a transcrição fonética. legal, me sinto capaz!
love, death & robots volume 1 (2019)
série de curtas do netflix que é bem black mirror, mas em tudo tem animação. o título resume os tópicos que os 18 episódios podem ter em comum, mas as histórias são individuais. o estilo de cada um também é diferente, apesar de ter vários daquele jeito bem realista de o expresso polar. alguns mais curtos, outros mais longos... falando brevemente sobre cada um: sonnie's edge é dessa mulher que controla uma criatura como um avatar, pra lutar numa competição. tentam matar ela mas o corpo é só um corpo, a consciência tá no bichão dela... já começou assim doido. em three robots três robôs conversam sobre o mundo que acabou e como foi, várias teorias, mas parece que foram gatos que causaram a extinção dos humanos. the witness é o que achei mais legal, dessa mulher que vê um cara matando uma pessoa num apartamento, e ele começa a persegui-la porque ela é igual a quem ele matou. um tempão ela fugindo pra no final matar ele e perceber que um cara igualzinho viu ela de outro apartamento. bem bonita a animação, muita nudez também. suits é sobre uns fazendeiros que defendem suas terras de alienígenas. bem gráfico de joguinho tipo clash royale. sucker of souls tem uns arqueologistas num lugar antigo que têm que fugir de um monstro tipo drácula, que conseguem deter com um gato, mas caem noutro canto cheio de mais monstros que drácula criou. when the yogurt took over é sobre isso, oxe, conquistam o estado de ohio, lideram o mundo, vão embora do planeta. beyond the aquila rift é sobre viagem no espaço e ilusão, uma falsa ex-paixonite do cara aparecendo pra manter ele são, enquanto na verdade ele tá inconsciente na nave arruinada. esse nome me lembrando feitiço de áquila, talvez alguma referência de não conseguirem ficar juntos de verdade. good hunting se passa na china, tem umas meninas-raposas que vão tendo a magia enfraquecida, até que um cara que costumava caçá-las com o pai ajuda uma a conseguir mudar de forma de um jeito ciborgue. the dump é sobre um lixão, um velho que vive lá desde muito tempo e não quer sair quando um inspetor tenta tirá-lo de lá. o cara tem um cachorro que na real é o lixo que criou vida. come o cara e o velho continua vivendo lá. shape-shifters é massa também, dois caras que são lobisomens trabalhando pro exército. coisa de talibãs sendo os inimigos, matam um deles e o amigo vai se vingar por si só, sem seguir o exército. helping hand é agoniante, uma astronauta tendo que fazer um negócio de manutenção num satélite, mas as coisas dão errado e ela é jogada pra longe do coiso. pra voltar mutila a própria mão pra dar impulso. fish night é doideira, deserto, um velho falando que ali costumava ser mar e o outro meio cético. de noite uns fantasmas coloridos de bichos marinhos pré-históricos aparecem e dá pra nadar no ar, mas um tubarão come o mais novo. lucky 13 eu curti também, tem samira wiley!, é um dos que tem animação boazuda. ela é pilota de exército e recebe essa nave azarada, duas tripulações arruinadas, mas com ela tudo começa a ficar bom e ninguém morre mais. a nave tem personalidade e a ajuda no último momento. zima blue é sobre esse artista que vai fazendo um pixel azul nas obras, até fazer coisa só azul. vai se tornando cada vez mais ciborgue e rico, e o número final é voltar à forma inicial de quando era só um robôzinho que limpava azulejo de piscina. blindspot tem ciborgues também, que assaltam um comboio e morrem todos menos um, mas tem back-up dos cérebros pra caso perecessem na missão. ice age tem gente, ator famosinho que tava em black mirror recentemente e ramona, e a animação tá na geladeira que tem vida. o congelador passa por várias fases muito rápido, pré-história e futuro cibernético, dinossauros, doideira. alternate histories faz simulações de timelines mudando coisa da morte de hitler, consequências, etc. the secret war tem soldados russos lutando contra um bocado de monstro invocado por um soldado no passado, missão suicida, bombardeio. fala legal sobre a série como um todo aqui.
the shape of water (2017)
estados unidos, época da guerra fria. uma muda trabalha na limpeza num laboratoriozão. é amiga íntima de seu vizinho, um velho ilustrador com muitos gatos. engraçado que a rotina matinal dela envolve se masturbar na banheira antes do café da manhã. na firma ela tem uma amiga que tá sempre com elisa, falando da vida. massa que a muda usa língua de sinais. (pelo trailer e tudo da época que saiu eu pensava que ela era surda.) trazem um "espécime" da américa do sul pra um tanque de água no laboratório, um homem anfíbio, que só faz ser torturado por um cara chato da zorra. esse ator tem um rosto de mau demais, poca boca de baixo, todo grosseiro. ele tem dois dedos da mão decepados pela criatura; a muda e a amiga são chamadas pra limpar o sangue e tal. ela acha os dedos, botam de volta no cara mas nunca sara, nojento. as duas são responsáveis por aquela sala e a muda se interessa pelo bicho, dá ovo pra ele, bota música, dança, ensina sinais. mais tarde ouve que querem dissecá-lo e bola um plano pra tirá-lo de lá. o amigo, sem sucesso com os desenhos e com o romance (gay!), concorda em ajudar. tem um cientista russo infiltrado que não quer o anfíbio morto, apoia ela na fuga quando descobre. levam ele pra casa dela, fica na banheira com um monte de sal. acabam se envolvendo, tendo relações e tudo, risos a explicação pra amiga. inunda o banheiro pra ter uma piscininha, goteiras no cinema (ela mora em cima). cientista morrendo revela quem fez dizendo que "só limpam", aff. como o malvado sabe onde elisa mora? marido cagueta da amiga. tiros no bicho e nela, mas ele se regenera. deu até mais cabelo pro velho. e caídos na água as cicatrizes da muda são guelras. sempre suspeitei, ainda mais com a história de ser órfã, ter sido achada perto de um rio. levezinho e interessante, gostei de ter finalmente visto.
the war of the worlds (h.g. wells)
surpreendente que foi escrito em 1898. a história se passa na inglaterra e o narrador é personagem, um cara com uma esposa. chega um cilindro e fica quietinho no buraco que fez, mas depois de um tempo sai uns bichão de lá. cabeção, um monte de tentáculo, sem sistema digestivo porque injetam o sangue da presa direto (descobriram depois). os homens conseguem matar um, mas depois surgem mais um monte e partem pra ofensiva, soltando raios de calor e fumaça preta que mata geral. pessoas fugindo no desespero, o cara narrando se separa da esposa. passa duas semanas escondido numa casa com um padre (?), já que os marcianos tão alocados bem ali ao lado, e desabaram quase tudo no lugar. o outro fica meio insano, não quer obedecer o racionamento de comida, até que o cara é obrigado a matá-lo porque ele ia sair revelando eles pros aliens. um dos tentáculos deles vasculham a casa numa hora. o cara sai quando percebe que foram embora e vai andando pra outro lugar, buscando comida, apesar da maioria das casas já ter sido vasculhada e esgotada. acha um soldado de artilharia que tem tudo pensado sobre o que fazer com a invasão (melhor capítulo, por sinal, "the man on putney hill"), até se anima em achar um propósito, mas acaba se voltando à intenção de ir pra londres procurar a família e sei lá. chegando lá acha várias carcaças de marcianos (de humanos e bichos também), um último guinchando morrendo, e se regozija que as bactérias terrestres deram conta dos invasores. muita descrição em pormenores, pausas pra coisas que supostamente ficaram sabidas depois – sobre a anatomia dos aliens, seu maquinário e aparatos, etc... um pedaço conta a visão do irmão do principal, até. dá pra ver de onde partiu as coisas do filme de 2005 – tem umas plantas trepadeiras vermelho-sangue esquisitas, poeira tóxica, os raios que disparam, a estrutura dos bicho, aquela inspeção na casa –, mas é interessante ver a história se passar num passadão assim, de carruagem e tudo. às vezes ele fica chamando londres de "the greatest city in the world", fala de si mesmo como alguém superior ao soldado... esperava mais caos, ver coisa pior e um pouco da teoria do cara do exército. meio fuen as bactérias vencerem, né. mas foi bom ler, gostei e não tive muita dificuldade, felizmente.
(...) "Aren't you satisfied it is up with humanity? I am. We're down; we're beat."
I stared. Strange as it may seem, I had not arrived at this fact—a fact perfectly obvious as soon as he spoke. I had still held a vague hope; rather I had kept a lifelong habit of mind. He repeated his words, "We're beat." They carried absolute conviction.
(...)
"This isn't a war," said the artilleryman. "It never was war, anymore than there's war between men and ants."
(...) "Something wrong with the gun," he said. "But what if there is? They'll get it right again. And even if there's a delay, how can it alter the end? It's just men and ants. There's the ants builds their cities, live their lives, have wars, revolutions, until the men want them out of the way, and then they go out of the way. That's what we are now—just ants. Only—"
"Yes," I said.
"We're eatable ants."
tolkien (2019)
filme sobre tolkien, com aquele ator de skins que faz um zumbi. começa mostrando ele quase morrendo na primeira guerra mundial, procurando o amigo, mas sempre volta pra uma ordem cronológica. quando criança se mudou pra birmingham com a mãe e o irmão, órfãos de pai, e logo a mãe morreu e eles foram viver com uma senhora rica que adotava crianças, sob guarda de um padre conhecido da mãe. primeiro dia de escola nova e já sofreu com um menino, mas logo ele se desculpou e convidou tolkien a se juntar a outros três meninos nuns encontros numa casa de chá. formaram o "t.c.b.s." – tea club and barrowian society –, onde falavam de arte, escrita, poesia. sempre juntos, até crescer. amizade com uma menina que também morava na casa e tocava piano pra mulher; quando crescem tem ciuminho no t.c.b.s. até tolkien admitir que gosta dela. se envolvem brevemente porque o padre o faz escolher entre oxford e ela, e claro que ele vai pra faculdade. descobre um tal professor wright, de filologia, e muda pro curso dele. é interrompido pela guerra, onde perde dois dos amigos. consegue ficar com a moça, que ia se casar com outro mas num encontro antes da batalha ele se desculpou e etc de novo. bonito filme, não sei até que ponto é verídico, mas legal de ver como ele e os amigos eram bons e gentis, comprometidos com a arte, coisa de outro tempo, outra cultura. legal edith também, a menina (lily collins, tão bonitinha), demandando que possa ter uma discussão sobre wagner, compositor que admira. acho que essa sociedade ainda não é a que tinha c.s. lewis, mas desde antes da faculdade tolkien já tinha inventado uma língua. "cellar door", falando que era o som mais bonito que achava, edith falando que precisava ter significado (depois o professor falou também). muito interessante que tenha tanta relação com língua. no final ele já é professor, tem vários filhos, pede ajuda deles pra escrever uma história que sempre pensou. "in a hole in the ground, there lived a hobbit." triste a perda de tanta coisa. na guerra ele ia vendo uns cavaleiros maus, um dragão cuspindo fogo, um exército de fumaça preta. forte. "tol-keen". vontade de reler tudo.