segunda-feira, 30 de setembro de 2019

lidos (1) e assistidos (16) de setembro

advantageous (2015)
filme que não lembro de onde tirei. se passa num futuro em que as chamadas de vídeo usam hologramas e tem umas naves sobrevoando a cidade fazendo vigilância. gwen koh é uma mulher adulta que trabalha como porta-voz de uma empresa de engenharia biomédica e cirurgia plástica, mas perde o emprego por causa da idade. o mundo tá começando a apresentar um recuo das mulheres no mercado de trabalho, as empresas parando de contratar e prevendo uma volta ao ambiente doméstico. gwen tem uma filha e precisa de dinheiro pra colocar ela numa boa escola, e propõe ser cobaia da nova tecnologia da empresa lá – uma cirurgia plástica invasiva que a coloca num corpo mais novo, de outra pessoa. ainda não tá perfeito e ela fica tendo que tomar injeção a cada 2 horas, sente dor constantemente, tem a memória um pouco afetada, e ainda por cima revelam depois que o que realmente é feito é uma cópia da mente original dela, que deixa de existir. o vínculo com a filha enfraquece, elas se sentem estranhas uma com a outra, a menina tem que ficar ajudando. toda esperta e crítica, mas também sofre. diz que não entende porque tá viva, qual o ponto de existir. parece que o pai é marido de uma prima de gwen. elas não tem contato com ninguém. triste, tenso, tudo bem parado, as crianças nem brincam. combinou com o dia chuvoso e escuro.

arrival (2016)
gosto muito desse filme. massa pra saber sobre linguística, descobri melhor por ele mesmo, na faculdade vira e mexe mencionam. uma professora universitária é chamada pra ajudar o governo dos eua quando 12 naves alienígenas surgem na terra. não fazem nada, parecem pacíficos, e os cara tão entrando dentro das cápsulas pra se "comunicar" com eles. ela tem que interpretar, mas pra entender tem que ensinar vocabulário, ter parâmetros. começa bem mostrando uma lousa escrito HUMAN, porque só então eles usam a escrita deles, com símbolos circulares feitos no ar com algo que parece tinta (eles parecem polvos, com 7 "tentáculos" – os chamam de heptapódes). ela se apresenta, mostra ações/verbos, etc. tá trabalhando com um cara da física. conforme vão estudando a escrita dos heptapódes ela vai tendo visões de uma criança, aparentemente filha dela, e coisas acontecendo. show que primeiro você pensa que são flashbacks, e na verdade são parte do futuro – a língua dos aliens é circular porque entendem a realidade de forma não-linear, e portanto sabem o futuro, e a linguista tá aprendendo a fazer isso já que tá aprendendo a língua deles. sapir-wholf e aquilo de se inserir numa nova perspectiva do mundo, interessante. a questão toda é que dali três mil anos os heptapódes vão precisar da ajuda dos humanos, e estão lá agora pra fazer uma troca – dão a nós essa "arma", que é a língua e esse conhecimento do futuro, pra que os ajudemos quando vier a hora. legal que ela acessa o futuro pra ter informação pra resolver o presente, como falar com o governante da china e impedi-lo de liderar um ataque às naves. no final ela fica com o outro cientista, que vai ser marido dela e pai da menina (que vai morrer e por isso já sabe que ele vai deixá-la quando ela contar antes de acontecer), e diz que já tinha se esquecido como era bom abraçá-lo. quero ler o conto em que o filme foi baseado desde a primeira vez que vi, mas não consegui ainda (é caro comprar e nenhuma biblioteca tem). tem matéria sobre arrival no blog da linguística, e quero ler isso aqui também.

war of the worlds (2005)
começa com a mesma frase de abertura do livro, aquilo de "no one would have thought...", só que atualizado pro século XXI, hehe. tom cruise sendo o personagem principal, tendo que se salvar enquanto cuida dos filhos que nem moram com ele, mas vieram passar o fim de semana. ele vendo de perto o buraco abrir no asfalto, a coisinha sair, várias pessoas serem pulverizadas pelos raios que as máquinas soltam perto dele. antes teve uma tempestade de raios estranha, que na verdade foi por onde os alienígenas desceram pra operar as máquinas supostamente enterradas há muito tempo. não tem isso no livro, que eu me lembre; só caiu ou surgiu umas coisas, de onde saíram cápsulas, em que os bichos tavam. no livro só tem o cara e a esposa dele, são separados, pensa que morreu mas conseguem se juntar no final. no filme tem o filho adolescente se separando do pai e da irmã porque quer ficar com o exército pra ver e ajudar, e no fim se reencontrando, já na casa da vó onde tudo tá ok. interessante como juntam dois personagens no cara da casa subterrânea – aquele clérico que passa duas semanas escondido com o principal e fica doido, não respeita o racionamento de comida e tem que ser morto (não lembro se se matou sem querer ou se o principal se encarrega disso, igual no filme) e o ex-soldado com umas ideias até que boas. "isso não é uma guerra, é um genocídio" e etc. não lembrava que eu gostava bastante da musiquinha que a menina canta, hushabye mountain... mesma coisa da planta vermelha esquisita, mas acho que no livro não era relacionado ao sangue das vítimas. não falam nada no filme dela não gostar de água. engraçado que no filme já tem tecnologia pra fazer parar de funcionar, mas no livro o máximo que aconteceu foi ter apagões e os trens pararem de operar. gosto do barulho dos bichão também. vitória das bactérias e encerramento usando o trecho sobre isso.

plunge (2014)
curta lésbico. leve vergonha alheia do amorzinho e beijo no começo. uma de cabelo curto e ota mais feminina. de maiôzinho a de cabelo curto, as duas com cores fortes. ah, dirigiram pra um lago, ficaram lá um tempo. se levantam pra ir pra um pedaço mais alto de onde dá pra saltar e o fazem, mas só a de cabelo curto cai na água. olha em volta e não tem ninguém, só as coisas dela na beira do lago. se veste com roupas diferentes pra ir embora, a cara fechada, outro carro. fim. legal até, entendi que era ela relembrando o que tinham feito juntas, mas agora já não existe.

turning point (2015)
curta de mistery guitar man. uma mulher usando um traje espacial ou anti-radioatividade numa casa abandonada. na verdade ela começa sem a proteção pra cabeça, desacordada, e fica desesperada que ficou "exposta". fala com um cara por walkie-talkie, avisa de onde tá, pergunta dos outros da equipe. ele diz que só ela fez contato, que vão enviar resgate. ela toma umas precauções, passa um spray que vaza por um furo na perna, sei lá, mas no final tá contaminada mesmo. tosse sangue e começa a ficar esquisita, cores de morte, meio devagar. talita pegou dois nomes de lugares que são de walking dead. não fica claro no que ela se transformaria, mas parece zumbi mesmo. se amarra num lugar, diz ao cara que ia tentar não ser um perigo pra equipe de resgate. no final ela acorda, se desamarra, tudo parece mais claro e bonito, e não dá pra saber nada com certeza. talvez é ela descobrindo que não tem nada de errado no contágio, ou é parte da contaminação, ou sei lá. ok.

yume (1990)
várias histórias que são inspiradas em sonhos do diretor, akira kurosawa. primeiro um menininho que não devia ver o ritual de acasalamento das raposas, que foi uma procissão de gente mascarada tocando uns negócios por um caminho na floresta, e já que elas pegaram ele assistindo ele precisa se matar. depois um menino um pouco maior seguindo uma menina misteriosa até onde tinham pessegueiros, que foram todos cortados, e encontrando uns espíritos rancorosos com isso, que dançam pra ele e entendem que ele também sofre. depois um grupo de alpinistas numa montanha numa nevasca, tentando seguir, e um deles quase morrendo e sendo levado por um espírito esquisito. então um ex-oficial do exército voltando pra casa e passando por um túnel onde encontra um cachorro latindo esquisito, e depois encontra todo o batalhão dele que morreu na guerra, não sabendo que estão mortos. aí um cara num museu vendo obras de van gogh, entrando dentro de um quadro com uns corvos e encontrando ele, que fala sobre as coisas o compelirem a pintar. o mesmo cara agora no monte fuji, que tá em erupção, e várias usinas nucleares em volta explodindo também, e uma multidão correndo e supostamente se jogando no mar, e nuvens coloridas radioativas que causam câncer e leucemia e sei lá mais o quê. depois o cara andando numa montanha e encontrando um demônio de um chifre, que conta que já foi humano e fala sobre como era mesquinho, como as coisas estão diferentes agora, que tem dentes de leão (a flor) gigantes na montanha, que os demônios choram de dor causada pelos chifres de noite. por fim ele numa aldeia de moinhos, falando com um velho, que conta como vivem ali, como o homem se esqueceu da natureza, como as coisas estão sujas e como tentam se aproximar de como era antes, e no final indo acompanhar uma procissão festejante até o cemitério, porque uma moradora morreu. legal, o cara que se repete ouve muito mais do que fala, e os que falam falam coisas interessantes. filme que tati pediu pra talita baixar.

circumstance (2011)
talita pensava que era indiano mas no fim era iraniano o filme. a língua que falam é persa, na verdade. duas amigas, uma mais doidinha (atafeh), filha de um cara rico, família não muito religiosa, e outra mais quieta (shireen), que mora com os tios e tem que seguir as coisas de religião, inclusive casamento arranjado. falam de fugir pra dubai, levarem uma vida menos oprimida, e parece que atafeh tá querendo ser mais livre mesmo enquanto shireen entende como uma oportunidade pra elas ficarem juntas. inesperado que é ela quem dá o primeiro passo no romance. se beijam, dormem juntas, até fazem coisas. isso tudo viajando pra praia com a família de atafeh. o irmão dela voltou há pouco tempo pra casa, parece que tinha se envolvido com drogas, e quando volta tá bastante muçulmano e ruim, coloca câmeras pela casa toda, se junta a uma polícia moralista, uns caras que vão atrás de gente fazendo coisa proibida pelo governo pra punir. numa festa ele vê as duas, corre atrás até, bate num cara. parece que tá fazendo isso pra se convencer de não voltar pra essas coisas, na real. elas têm uns colegas ativistas que dublam filmes e documentários, umas coisas pornô, um discurso daquele gay milk que foi importante pro movimento LGBT. vão presas, mas o pai paga pra tirar. o irmão tira shireen porque tá interessado nela. dá os dotes e aquelas coisas pra se casarem. elas se distanciam, apesar de morarem na mesma casa depois do casamento. o irmão não deixa nem ela cantar em público. descobre pelas câmeras o romance delas numa vez que shireen vai conversar com atafeh, dizendo que fez aquilo por ela, pra poder estar com ela. eles brigam, ele a estupra mas a besta faz carinho no rosto quando ele para chorando dizendo que não consegue (não sei o quê exatamente). no final atafeh compra uma passagem pra dubai, vai embora sozinha. tudo isso elas com 16, 17 anos.

steven universe: the movie (2019)
lançaram nos primeiros dias de setembro. é um musical que se passa uns anos depois dos últimos episódios de steven universe, em que as crystal gems lutam contra white diamond e steven a derrota. no filme as diamantes tão amigáveis e white diamond tá aprendendo a ser boa, quer que steven fique em homeworld. construíram um portal de lá pra terra até. ficam cantando sobre como tá tudo ótimo, que tiveram final feliz e etc. aí acontece de uma gem chegar numa nave de seringa, toda elástica, me lembrando luffy. uma maquiagem dramática como se fosse borrado de choro. spinel (a gem) clama que steven (pink) era amiga dela, mas fica mais ofendida ainda de ver que rose nem falou sobre ela pra ninguém. pérola parecia reconhecê-la, mas spinel desfaz elas todas antes de qualquer informação ser dada. steven consegue desfazê-la com a arma dela, e parece que o que ela faz é "rebobinar" a gem pra um estágio bem inicial, apagar as memórias e tudo. enquanto isso a nave de spinel tá pregada no solo, injetando uma substância rosa que destrói toda vida orgânica. aí steven passa a trabalhar pra reconstruir todo mundo, começando por fazer saphire e ruby virarem garnet. bismuth, peridot e lapis tão de boa e o ajudam como podem. na verdade até spinel faz isso, porque quando ela volta diz que vai ser a melhor amiga de steven. fica tentando brincar, animá-lo. depois de viverem certas experiências cruciais as gems voltam ao normal, e a primeira foi amethyst. precisam de pérola pra ela contar quem foi spinel, mas o que acontece é ela voltar ao normal. conta a steven que pink diamond a abandonou no planeta que elas tinham pra brincar quando recebeu a terra de presente das gems. que ela ficou lá milhares de anos esperando rose voltar, porque supostamente aquilo era uma brincadeira. steven vai conversando com ela e mostrando que ela precisa de outra pessoa, que ela pode recomeçar, mudar. ele quase morre porque foi atingido pela arma também, e não tava evoluindo porque esqueceu que o poder era mudar. várias músicas, as melhores sendo a de garnet e a de spinel. no fim ela resolve ir embora pra homeworld com as diamonds, que têm atenção de sobra pra dar, e ela só sabe entreter. ok, nada muito incrível, mas dei risadas e fiquei cantando depois. fusão absurda de steven e greg!

bacurau (2019)
puiupo recomendou, tati viu, carolzinha chamou pra ir ao cinema. uma coisa meio distopia, ficção científica brasileira. um povoado minúsculo chamado bacurau, onde todo mundo se conhece e ninguém gosta do prefeito. tem uma travesti que mora no comecinho da cidade que avisa de quem tá chegando, todo mundo se informa talvez por um grupo da cidade no zap. um dia o cara do caminhão de água chega com o tanque baleado, vazando água. depois os cavalos de uma fazenda por perto fogem todos pro povoado e uns caras vão investigar. encontram o dono e os moradores da fazenda mortos, assassinados brutalmente. indo embora encontram um casal de motocicleta, vestidos como se estivessem fazendo trilha, que os matam. tinham passado em bacurau antes, chamado atenção porque usavam capacete, gente do sudeste. eles tão a serviço de uns gringos, parece que a intenção deles é matar os habitantes todos, como se fosse um jogo com pontuação pra isso e tudo. ficam disputando quem vão matar. vão atrás de lunga, criminoso procurado, pra lidarem com o que tá acontecendo. engraçado que todo mundo toma uma sementinha que um velho dá e participa do combate. matam os estrangeiros, botam um velho alemão num porão da cidade. bacurau tem um museu que mostra coisas do cangaço, a dona até manda deixar as marcas de sangue dos gringos como parte. parece que foi o prefeito que vendeu bacurau, tiraram do mapa até. massa de existir, muito o que falar sobre, essa questão de máfia local proteger, reapropriação frente a estrangeiros, poder do povo, tecnologia. punkzera.

driving miss daisy (1989)
fabi da wizard tinha me recomendado isso naquela época. sabia que tinha questão de racismo, sul dos eua. uma senhora judia, boa de vida, que quase se acidenta tirando o carro da garagem. o filho decide que ela precisa de um motorista e paga um cara pra isso, não jovem mas não tão velho, bem humorado, negro. a senhora já tem uma empregada negra, idela, que tá na casa desde quando era jovem. engraçado a sinceridade dela, poucas palavras. a senhora não deixa o homem conversar com ela, diz que vai atrapalhar o serviço que ela tem pra fazer. mais pra frente morre descascando ervilha. miss daisy é bem teimosa e cabeça dura, demora pra aceitar que ele a leve pros lugares, mas com o tempo vão se acostumando um com o outro. ela ensina ele a ler (tinha sido professora). viajam pra casa de um parente velho dela até, sofrem preconceito de policiais achando estranho um negro e uma judia num carro bom. numa vez que ela ia pra sinagoga o lugar foi bombardeado. hoke (motorista) fala de quando era pequeno e viu alguém da família enforcado numa árvore, as mãos atadas. me lembrei daquela música, que fala de strange fruit, coisa triste demais. ela passa a apoiar martin luther king, vai num jantar que ele deu, e hoke fica de fora ouvindo pelo rádio porque ela deixou pra falar sobre (mal convidou) pra ele na ida pro lugar. os anos passam e acontece de um dia ela acordar achando que tá atrasada pra escola, que perdeu os papéis dos alunos, que gostavam dela porque ela devolvia no dia seguinte e agora ia decepcioná-los. hoke tenta ajudar, acalmar, e ela diz que ele é o melhor amigo dela. no fim o filho tá vendendo a casa, ela morando num asilo, hoke e ele a visitando e ela querendo conversar com hoke só, falando de estarem levando a vida. musiquinha legal.

gia (1998)
angelina jolie interpretando essa modelo que se destacou por ter uma personalidade forte e marcante, toda doida, falava e fazia o que queria, uns negócio ousado. vai da filadélfia pra nova york com uns 17 anos e começa a carreira, se apaixona por uma mulher envolvida com modelos também. mimada nas atitudes, uma cena dela chorando querendo que a mãe fique e ela dizendo que não podia, e então gia jogando as coisas dela pra fora e mandando sair então. começa a usar drogas, muitas, e fica viciada em heroína. se destruindo, problemática nos ensaios, sem rumo na vida. os pais se separaram quando era criança, a mãe saiu de casa. um ex dela aparece pra interná-la, a mãe ainda quer que ela seja modelo, fica falando do tanto de dinheiro que ela ganhou e teria se não tivesse usado tanta droga... descobrem que ela tá com pneumonia por causa de aids, primeiro caso numa mulher que os médicos cuidam lá. fica internada no hospital, muito mal, caindo cabelo e com feridas feias. sarcoma de kaposi e hemorragias, bem horrível. morre aos 26. o filme tem umas cenas intercaladas, com os personagens que conheciam gia falando dela, como se fosse documentário. músicas de trompete chatas do caramba. observações de não acharmos angelina bonita, corpo estranho.

interstellar (2014)
já fiz uma "review" aqui, só comentando que era um filmão (já era a segunda vez que eu assistia) e deixando o link de uma explicação do fim e de uma timeline. rever depois de ter visto gia foi bom pra pensar sobre filmes bons e ruins. interstellar é bastante longo mas pareceu mais curto que gia. acho que posso responder interstellar quando me perguntarem qual meu filme preferido, não como o único mas um dos (arrival também estaria na lista, por exemplo). recheado de coisas interessantes: futuro da terra, espaço, viagem no tempo, tristeza, raiva, felicidade, mentira, traição, drama... coisas inexploradas e portanto livres pra interpretação (e olha que pelo que eu me lembro essa história foi o mais cientificamente precisa possível). e a trilha sonora! boa demais. sei tudo o que acontece, então não preciso de review. muito massa a coisa de buraco negro, pensar o tempo como outra dimensão física, a coisa da gravidade, o mundo diferente.

la piel que habito (2011)
sessão cinema com carolzinha e julia. um cirurgião plástico famoso, bem sucedido, que na verdade mantém uma mulher como prisoneira na casa. tá fabricando uma pele mais forte, resistente ao fogo, dura demais pra mosquitos, etc. usa a mulher como experimento, refez toda a pele dela. aos poucos vai tendo flashbacks que explicam a história toda. o médico tinha uma esposa e uma filha, e há uns 12 anos atrás a mulher tinha conhecido o filho da empregada desde sempre e se apaixonaram. fugiram juntos mas teve um acidente de carro que queimou o corpo inteiro da mulher. ela ficou muito mal, o marido fez de tudo pra salvá-la, reconstruir a pele. não tinha mais espelho na casa, ficava tudo escuro, mas mesmo assim um dia ela foi abrir a janela pra ver a filha cantar e cruzou com seu reflexo no vidro, e se suicidou. a filha ficou traumatizada, passou a fazer tratamento, e quando era mais velha finalmente saiu pra socializar numa festa. só que aí um cara se aproximou dela, tendo tomado alguma droga, e quis fazer sexo. ela tava falando esquisitices que ele entendeu por brisa de droga também, e só depois de ter começado percebeu que ela tava chocada lá deitada. não sei direito como, mas ele esbarrou nela e ela desmaiou. o cara foi embora, mas o médico foi atrás dele e o sequestrou. foi fazendo modificações, começando por uma vaginoplastia, e acabou que a mulher dos experimentos é esse cara. vincent, vera. o cara que fugiu com a mulher falecida reaparece, parece que passou um tempo no brasil, e vê que tem uma mulher sendo vigiada na casa. tá convencido de que é a esposa do cara, que ficou melhor, etc. parece que ele reconstruiu vincent de modo a ficar parecido com a mulher mesmo. o cara a tira do quarto e a estupra, e o doutor o mata. a partir daí vera fica livre, vai até fazer compras com a empregada, e fica de romance com o doutor. numa oportunidade dá um tiro nele e na mulher e foge de volta pra loja de roupas da mãe, onde trabalhava. termina com ela chorando e contando. massa, julia comentou que revendo fica claro pra ela a transformação, porque os flashbacks de vera são vincent. doido ficar torcendo pra quem também fez coisa errada. interessante pensar sobre o depois. atriz de habitación en roma, antonio banderas.

see you yesterday (2019)
esperava muito mais. tinha visto trailer ou proposta há um tempo atrás e assisti agora que saiu no netflix. um casal de amigos estudantes de ensino médio ou sei lá, bons em ciência. constroem uma máquina do tempo que botam numa mochila e leva eles pra horas, dias atrás. acontece do irmão da menina ser morto por um policial que o confunde com um assaltante de uma lojinha por perto, e decidem voltar no tempo pra impedir isso. mas fazem besteira e quem morre é o amigo, e daí pra diante a menina quer fazer tudo sozinha. só confusão e besteira desnecessária, ela é muito teimosa e faz as coisas tudo errado. muito improvável tudo o que têm também, equipamentos numa garagem, uma realidade virtual mentirosa pra eles consertarem a mochila. ok que quiseram botar a questão de jovens negros mortos pela polícia e gente negra na ciência e tecnologia, mas ficou pior que filme de sessão da tarde. tem spike lee em alguma coisa, produção talvez, afrofuturismo. tivemos que assistir quebrado em dois.

ghost (1990)
tínhamos visto o final mês passado, daí assistimos do início até onde começamos. sam wheat, banqueiro, tá se mudando pra um apartamento legal com a namorada molly, escultora. eles têm um amigo que trabalha com sam, que ajuda eles na mudança e tá sempre junto. numa noite o casal tá andando de volta pra casa e um cara tenta assaltar sam, e acaba atirando nele e o mata. isso bem quando ela propôs que se casassem e contestava que ele nunca dizia que a amava, apenas "ditto" (idem). sam fica como fantasma, vendo tudo o que acontece, mas ninguém o vê. as coisas e pessoas o atravessam, ele fica todo surpreso, agoniado. fica perto de molly, na casa, e consegue fazer o gato sibilar. vê quando o cara que o matou invade a casa com uma chave da porta e o segue até onde ele mora. na mesma rua tem uma vidente que promete entrar em contato com entes queridos partidos, mas é tudo de mentira. só que sam fica observando e comentando a falsidade e ela o escuta. então ele pede ajuda, e ela vai atrás de molly pra alertá-la do perigo. molly vai à polícia, o que sam queria, e descobre que oda mae brown (a mulher) tem ficha por identidade falsa, já ficou presa, e começa a desacreditar. o amigo se oferece pra ir checar o endereço que a mulher deu (passado por sam), e sam acompanha, só pra descobrir que foi ele que tramou tudo. ele morrer não era parte do plano, mas sim o assaltante pegar uma agenda de sam que tinha um código de acesso a uma conta milionária no banco. agora quem tá em perigo é oda mae brown, e juntos ela e sam retiram o dinheiro da tal conta e doam pra umas freiras (engraçado oda mae lutando pra deixar o dinheiro ir). o assaltante morre quando sai correndo de sam, que tá bagunçando tudo na casa dele e na rua; o amigo morre por acidente quando o vidro da janela cai nele enquanto luta contra molly e oda mae. no final elas conseguem ver sam, molly o beija, fim. música famosa. cena da cerâmica enquanto ainda tava vivo. oda mae deixa ele entrar no corpo dela pra eles dançarem! pena que não mostra como se fosse a mulher. muito boa essa personagem. demi moore tão linda, pena que hétero. cabelinho e estilo massa.

life of pi (yann martel)
começa na índia, contando da família de piscine molitor patel. ele tem esse nome por causa de um tio que adorava nadar, e a piscina favorita era uma francesa com esse nome. aprende a nadar com ele. o pai tem um zoológico; fala muito de animais. um dia o pai mostra pra pi e o irmão mais velho (ambos crianças) como o tigre é o animal mais perigoso, dando uma cabra pra ele assassinar. fala do perigo de cada animal, terminando no porquinho da índia que não tem perigo (mas só porque os que têm são domesticados). quando muda de escola pi passa a se apresentar assim, enfatizando o "pi" pra pararem de fazer piadinhas do tipo "pissing molitor patel". me perguntava se era [pi] ou [paj] mas o irmão brincou com "lemon pie", então acho que o segundo. pi sempre foi religioso, e começou a seguir o cristianismo e o islamismo além do hinduísmo. o professor de biologia e o muçulmano tinham o mesmo nome. uma vez se encontram, além do padre, com pi e a família, e discutem sobre ele ter 3 crenças. ele diz que só quer amar a deus. no começo tinha mais coisas intercaladas, uns pedaços em itálico em que o escritor conhecia pi adulto. pi que narra, e no início fala de morar no canadá, da saudade da índia, de ter estudado zoologia e teologia por causa do professor e das religiões. o navio afunda quando tão se mudando, levando vários animais que o pai vendeu. ninguém sobrevive, e no barco estão ele, uma zebra, uma hiena e o tigre. um orangotango chega boiando num cacho de bananas que afunda. a hiena come a zebra viva, que tava com uma pata quebrada, e depois o orangotango. o tigre só se revela depois, apesar de a primeira cena de pi no bote é ele oferecendo um remo pra ajudar ele a subir, e logo caindo em si e tentando afastá-lo. ele mata a hiena. as descrições dessas coisas são horríveis. pi vive do lado de cima da lona que cobre o barco, depois constrói uma jangada. descobre um compartimento com provisões, equipamentos, mas pesca também. alimenta richard parker (o tigre) também, cuida dele, delimita a área de cada um. usa um apito pra mantê-lo sob controle. muita dor e dificuldades, passa 227 dias no mar. encontra uma ilha feita de alga onde moram suricatos, descobre depois de umas semanas que a ilha é carnívora (encontra "frutas" com dentes humanos dentro). no final tem ele contanto a história pra autoridades japonesas responsáveis pelo navio; não acreditam e pi conta uma versão em que o orangotango é a mãe, a hiena é o cozinheiro, a zebra um taiwanês, o tigre ele. diz pra acreditarem na história que gostarem mais, se não fizer diferença, e isso me deixa pensando no que é real. esperava que fosse ter mais coisa de deus, mas talvez eu perdi alguma coisa. no começo o autor tá falando que alguém contou a ele essa história e falou pra ele ir atrás de pi, então parece que tudo aconteceu de fato. preciso digerir ainda, pesquisar sobre, talvez ver o filme. mas gostei bastante de ler. [editado: li essa review e essa. gostei do que disseram e de como não foi uma interpretação subjetiva, mas totalmente baseada no que o livro fornece... eu pensei nessa coisa de poder escolher a melhor história (citação abaixo) como uma possibilidade pra entender a história, que o leitor também pode escolher, mas massa relacionar com escolher a fé também. as coisas com água, piscine, o mar fazendo sofrer e ajudando, deus. quero ver o filme agora.]

The matter is difficult to put into words. For fear, real fear, such as shakes you to your foundation, such as you feel when you are brought face to face with your mortal end, nestles in your memory like a gangrene: it seeks to rot everything, even the words with which to speak of it. So you must fight hard to express it. You must fight hard to shine the lights of words upon it. Because if you don't, if your fear becomes a wordless darkness that you avoid, perhaps even manage to forget, you open yourself to further attacks of fear because you never truly fought the opponent who defeated you.
To be a castaway is to be a point perpetually at the centre of a circle. However much things may appear to change—the sea may shift from whisper to rage, the sky might go from fresh blue to blinding white to darkest black—the geometry never changes. Your gaze is always a radius. The circumference is ever great. In fact, the circles multiply. To be a castaway is to be caught in a harrowing ballet of circles. You are at the centre of one circle, while above you two opposing circles spin about. The sun distresses you like a crowd, a noisy, invasive crowd that makes you cup your ears, that makes you close your eyes, that makes you want to hide. The moon distresses you by silently reminding you of your solitude; you open your eyes wide to escape your loneliness. When you look up, you sometimes wonder if at the centre of a solar storm, if in the middle of the Sea of Tranquility, there isn't another one like you also looking up, also trapped by geometry, also struggling with fear, rage, madness, hopelessness, apathy.
"So you want another story?"
"Uhh...no. We would like to know what really happened."

"Doesn't the telling of something always become a story?"

"Uhh...perhaps in English. In Japanese a story would have an element of invention in it. We don't want any invention. We want the 'straight facts', as you say in English."
"Isn't telling about something—using words, English of Japanese—already something of an invention? Isn't just looking upon this world already something of an invention?"
"Uhh..."
"The world isn't just the way it is. It is how we understand it, no? And in understanding something, we bring something to it, no? Doesn't that make life a story?"

salt and fire (2016)
mais um dos filmes que talita baixou pra tati. três cientistas viajam pra um lugar na américa do sul onde aconteceu um desastre natural, que só falam melhor mais pra frente. parece que era um lago que secou e virou uma planície enorme de sal, que se expande em 800km² por ano. quando chegam são recebidos por uma galera estranha, um cara que diz ser ministro de não sei o quê, mostra uma carta falando pra irem pra uma cidade lá. voam num avião menor e quando chegam são sequestrados, pegam a mulher pra conversar, ela é a chefe da delegação. protegidos pela ONU. o líder é o CEO da empresa que causou o desastre, assumiu o controle há pouco tempo, e tá desconsolado com tudo. fica falando sobre outras perspectivas, cita um versículo bíblico, mostra um corredor em roma que tem uma afresco anamórfico que sempre quis ver, sei lá. conversam, ela livre dentro da casa antiga. pegam ela um dia e vão até o deserto de sal; tem um vulcão perto, o cara diz que tá tendo tremores recorrentes e que, se o vulcão entrar em erupção, vai ter uma catástrofe mundial que destruirá a espécie humana. daí abandonam ela numa ilha no meio do sal, com dois meninos quase cegos, huáscar e atahualpa (nomes dos últimos reis incas), e provisões pra uma semana. quando voltam o cara diz que é pai deles, que os adotou porque a mãe morreu por causa da toxicidade do local, e que eles tão ficando cegos pelo mesmo motivo. diz que vai se entregar às autoridades e sabe que será preso, e pede pra tirar umas fotos com o tablet dela (engraçadas, brincando com perspectiva, uma colher e um dinossauro de brinquedo). termina com o cara da cadeira de rodas motorizado (que senta nela quando tá cansado da vida) mandando ela pro deserto com uma garrafa enorme de champanhe, dizendo que é a isca pra atrair os alienígenas. aquele lugar é a maior área plana do planeta, e satélites calculam a distância até o chão usando ali. meio doido, mas não ruim. daquele werner herzog.

sábado, 31 de agosto de 2019

lidos (3) e assistidos (15) em agosto

always be my maybe (2019)
dois vizinhos, sasha e marcus, que eram muito amigos desde crianças. os pais da menina nunca tavam em casa porque trabalhavam muito e ela se cuidava sozinha, fazia comida, mas passava muito tempo na casa do menino também. ajudava a mãe dele a cozinhar, gostava deles. quando eram adolescentes a mãe de marcus morre, e pra consolar sasha chama ele pra fazer qualquer coisa. tão no carro cheirado a um queijo dele quando ela o beija por impulso, ele corresponde e eles transam no banco de trás. nunca mais se falam. ela vira uma chefe famosa que só tá voltando pra cidade (são francisco) pra abrir um restaurante. mas a agente ou sei lá é uma amiga da mesma época do passado, que chama a empresa de ar condicionado do pai de marcus pra fazer instalação na casa chique que sasha tá alugando. encontro esquisito e desconfortável, sasha tá namorando um cara famoso envolvido com restaurantes. ele adia o casamento pra viajar pra índia e fala pra eles saírem com outras pessoas pra verem se devem mesmo ficar juntos. sasha acaba indo no show da banda que marcus tem há 16 anos, vai jantar comida que a namorada hippie dele faz, acaba se reaproximando dele. aí ela conhece keanu reeves (interpretando a si mesmo) e vivem um romance (over)sensual por um breve tempo, que termina com um encontro de casal num restaurante bizarríssimo (uma das comidas era ouvir o som do animal no prato em que comiam) seguido de um jogo chato no hotel de keanu e marcus socando a cara dele. marcus beija sasha e tudo reacontece, gostam do que acontece, tão bem juntos – até ela ter que voltar pra nova york, o que marcus não é capaz de fazer porque tem medo das coisas. leva um tempo até ele se deixar crescer, ele vai mandando mensagens de voz pra ela, até que vai até ny pra se declarar. no final ela também levou em consideração o que reaprendeu com ele, e criou um restaurante de comidas que "fazem as pessoas se sentirem em casa", levando o nome da mãe falecida. comédia romântica bobinha mas divertida, massa que são todos asiáticos, vi ativismo sobre isso. melhor parte é a música do final, que marcus fez pra se assegurar que todos soubessem que ele socou keanu reeves.

d.e.b.s. (2004)
véi do céu. filme de espiãs meninas selecionadas por causa de um teste secreto no enem dos eua, que testa a habilidade de mentir – porque "as outras coisas podem ser ensinadas, mas mentirosos são ótimos espiões". usam uniformezinho xadrez de saia minúscula e sapato de saltinho, andam com uma arma besta. a própria sigla tem beauty no meio. quatro são as principais, uma delas (amy) tirou a nota máxima na prova, mas na verdade só quer estudar arte. uma super vilã chamada lucy diamond tá de volta no país pra encontrar uma assassina russa, mas na verdade é blind date. não consegue fazer rolar, tem tiroteio porque tem um monte de gente pendurada num balancinho besta no teto, mas nisso ela conhece amy – que tá escrevendo sua tese sobre ela. se interessam uma na ota. amy é a única pessoa que encontrou lucy e saiu pra contar história. leva ela pra um lugar pra poderem conversar mais, se dão bem, quase beijo interrompido pela outra espiã burrona, de paquera com o parceiro de lucy, afinal. sequestro de sete dias que era romance na verdade, as ota descobre e nem leva lucy presa, decidem manter segredo e como assim só um grupinho sendo que iam mobilizar tudo. lucy devolvendo o que roubou, deixando "bomba" com balões escrito amy be mine, faz o exame e tudo mas ninguém prendendo bosta nenhuma. no final amy admite que ser bom numa coisa não quer dizer que é sua paixão, a amiga-chefe ajuda elas a fugirem. essa chefe do grupo é max, que é negra, e tem uma japonesa que só fuma, além da burra. negócio de amy ser loira e promovida sem nem tentar enquanto max vive pra espionagem. todo mundo parece muito idiota, errando tiro e se movendo que nem besta. tem um teletransporte dos chefão que deixa brilhinho. tanta coisa errada, malfeita, chega a ser bom ahsuhs.

dear white people S02 (2018)
maratonei de madrugada porque talita comentou que tava animada pra ver a temporada 3. me pareceu bem mais engraçada que a primeira, não lembro bem. vários risos/sorrisos com coisa boa, tipo joelle desmaiando no chão ou abrindo a blusa por causa do crushzinho inteligente, a lua caindo e quebrando com troy louco de cogumelos... episódios muito bons também. queria rever a primeira porque tenho essa impressão de ser bem pesada, na época eu nem quis continuar a série na hora. quer dizer, essa temporada ainda foi, mas tava tão interessante que vi tudo de uma vez. aquilo de cada episódio focar num personagem, massa, às vezes tinha até intersecção e repetição da mesma cena em perspectivas diferentes. reggie traumatizado e vendo o policial branco apontando arma pra ele o tempo todo, tendo ataque de pânico e fazendo terapia forçado, questionando o que o policial recebeu (mó processo pra ele ser demitido, e no final é um nepotista mal educado da zorra); lionel sendo enrolado por silvio e conhecendo wesley, latino bonitinho, com quem desenvolve romance (tão bonitinho! as pequenas gayzices que lionel solta, tipo apontar o canto da boca pra baixo corrigindo o prêmio que pretende ganhar. aprendendo a transar também heuhe); coco engravidando e vendo 18 anos no futuro, engraçado que supostamente podem "beam" as coisas, tipo teletransporte, e decidindo fazer aborto mesmo (apoio de kelsey, colega de quarto lésbica); joelle apaixonadinha por outro cara de ótimas notas em anatomia, pra por fim descobrir que ele era um hotep (ainda tenho pesquisar o que é isso); um troll da alt-right discutindo com sam nas redes sociais que acaba sendo silvio, ridículo; troy buscando sua voz, tentando entender quem é, e até pra isso precisa da opinião dos outros, mas acaba indo pra stand up e melhorando a atitude; gabe fazendo um documentário chamado "am i racist?" e entrevistando várias pessoas, pra no final discutir com sam, coisa de white savior, ela "causar" reações como a de silvio, etc (rola um beijo no final); o pai de sam morrendo sem ela ter sabido de hospitalizações, ela achando uma carta massa e uns livros antigos que falam das sociedades secretas de winchester; uma apresentadora controversa pra ter um papo no campus e sendo na verdade uma personagem, plateia toda de negros (ela também é), bravões; sam e lionel sendo detetives com esse negócio de sociedades secretas e no final achando um cara, que na real é quem narra os episódios e faz os "watch closely". show! umas lições da zorra, frases boas, personagens reais. tenho que procurar a trilha sonora.

baby S01 (2018)
itália. adolescentes que estudam numa escola particular chique. duas meninas que se aproximam nem sei por que, ludovica que teve vídeo de sexo vazado e chiara que tem pai traindo a mãe. elas conhecem um homem que dá umas festas secretas, e que propõe que se encontrem com caras pra "ganhar dinheiro". chiara tem um problema também que é que transa em segredo com o irmão da melhor amiga camilla, que tem namorada e tal. ludo mora com a mãe que não paga a escola porque usa o dinheiro com o namorado novinho, e tem uma irmã que o pai diz ser a preferida (ela ouve escondida no casamento dela, muito improvável). elas acabam se envolvendo com uns caras mesmo, ludovica tem um romancezinho com o ajudante do homem lá. tem um menino novo na escola também, damiano, filho de um árabe. sofre bullying do irmão de camilla e se envolve nuns problemas, tem que vender droga, sei lá. chiara gostava dele mas ele fica com camilla, só pra depois voltar pra ela e se confessarem apaixonados. roubam a motinha dele que era da mãe que morreu, chiara acha... ela e camilla conseguem um intercâmbio pros eua, mas chiara diz que é o sonho da amiga, não dela, e fica por aí com ludo mesmo. tem um amigo delas gay, com quem damiano anda quando procura a moto. filho do diretor da escola, se sente não enxergado pelo pai, ajuda damiano a vender as coisas também. enfim, chato, enrolado, ludo e chiara sempre muito íntimas mas nada rola, etc. raro ser italiano.

kiss me first S01 (2018)
série doida da zorra. tem essa menina, leila, cuja mãe morreu. ela joga um jogo de realidade virtual em que se usa aqueles óculos e sensores de dor e tudo, chamado azana, e sua personagem lá se chama shadowfax. descobre um grupo de jogadores meio esquisito, liderado por um tal de adrian, e conhece pessoalmente tess, uma menina bipolar meio viciada em drogas cuja personagem se chama mania. todos os membros desse grupo têm algum problema pessoal. presencia no jogo, usando a conta dela, um dos jogadores do grupo pular de um precipício incentivado por adrian, e descobre que o cara se matou na vida real mesmo. tenta alertar os outros, mas um outro menino com um pai adotivo abusador se explode num carro com ele. tess some e ela tenta reencontrá-la e salvá-la, mas já tá sendo procurada como suspeita de provocar esses suicídios. um cara pra quem ela alugou um dos quartos da casa acaba ajudando o tal adrian porque ele disse que era o pai de leila, e porque é um idiota feioso. ah, aliás, em algum momento leila revela que matou a mãe, porque ela tava muito mal e queria que ela a ajudasse a escolher quando morreria. leila vai atrás da criadora do jogo, que tinha ficado presa porque supostamente matara o marido, só pra descobrir que a mulher era uma esquisita que nem tinha mais nada a ver com azana. enquanto isso tess e mais outra jogadora, cuja personagem é tippi, tão numa mansão na croácia onde adrian promete que todos serão felizes. têm que tomar uma pílula vermelha todo dia (aliás, red pill é o nome do grupo deles), e claro que isso mantém todo mundo controlado ali doido. leila chega lá através de um outro jogador, que conhece por force, e que tinha a missão de matar leila mas que passa a ajudá-la porque ela o ensinou umas verdades, sei lá. o que ele queria era encontrar jocasta, outra jogadora, que ele descobre ser um menino (muito bonitinho por sinal, e que descobri que era trans, o que explica), e por isso o rejeita. leila tenta fugir e ele quase mata ela, e ela quase mata ele e foge. quase é morta por tippi doida das facas, tess quase se afoga num lago, leila esfaqueia force que reaparece. acontece que tess escapa e leila tá presa num lugar sendo torturada virtualmente por adrian, que ela descobriu que é filho da criadora de azana, e na verdade criou azana e teve seu trabalho explorado, sei lá. ela consegue ir embora e reencontra tess e jonty (o idiotinha), hackeia o jogo pra expor adrian, mas no final ele ainda consegue ligar pra ela e dar um "até a próxima", possível tentativa de deixar um gancho pra outra temporada. mas muito confuso e absurdo, não gostei muito não. leila é bonita, loira de cabelo cacheadão, a cara tem uns ângulos incomuns. tess também bastante, e jocasta lá. é baseado numa novela de uma autora pelo menos, mas por que esse título?

o alquimista (paulo coelho)
difícil ler sem preconceitos com o autor. a história é sobre esse pastor da espanha que tem o mesmo sonho duas vezes e vai até uma cigana para tê-lo interpretado, que diz que há um tesouro esperando por ele nas pirâmides do egito, e a cobrança pela interpretação é um décimo do tesouro. meio desacreditado encontra um homem que diz ser um rei que aparece para quem precisa e pode se transformar até em pedra, e fala pra ela sobre a alma do mundo, a lenda pessoal de cada pessoa, etc. diz que quando alguém quer alguma coisa de coração, todo o universo conspira para que esse desejo seja realizado, pois faz parte da alma do mundo – o motivo pelo qual aquele indivíduo foi criado. o pastor vende as ovelhas pra ele, atravessa o canal que leva até a áfrica, é roubado num bar... vai conseguindo se virar sem saber a língua, só ajudando, percebendo que "tudo é uma coisa só". arruma emprego numa loja de cristais e faz com que o negócio prospere como nunca antes; passa o tempo, ele aprende árabe, tem dinheiro suficiente pra retornar pras ovelhas e vai embora. mas sabe que não vai fazê-lo, e se junta a uma caravana que vai atravessar o deserto. conhece um inglês que lê muito sobre alquimia, fala sobre a pedra filosofal e o elixir da vida eterna, coisas de evolução. o rapaz entende tudo como algo bem mais simples, e por isso é quem o alquimista procura quando chegam ao oásis onde ele mora. o rapaz conhece uma mulher a quem descobre amar, onde estava a linguagem do mundo, que é o amor... se torna conselheiro da tribo local quando prevê um ataque de um clã por causa de uma visão que tem... mas entende com o alquimista que não deve deixar o amor interromper sua lenda pessoal, que o amor verdadeiro sabe disso, então parte com ele em direção ao tesouro. aprende que a busca já é um encontro com a alma do mundo, portanto, a alma de deus, que ela está em todos os seres... aprende a "se transformar" em vento, conversa com ele, com o deserto, com o sol, com a própria mão que criou tudo... um monte de coisa até chegar no lugar ao pé das pirâmides de que sonhava, só para ser agredido por refugiados dos clãs em guerra e ouvir de um deles um sonho de que havia um tesouro enterrado dentro de uma igreja abandonada na espanha, embaixo de um sicômoro (que é isso?), mas que ele não ia até lá só por causa de um sonho estúpido... e então o rapaz volta pra esse lugar, onde dormia quando pastor, e encontra seu tesouro. muitas lições e ensinamentos, o que não achei tão ruim quanto esperava porque conseguia ver algum sentido nas coisas, mas pode ficar chato como parece que o narrador/autor sabe tudo. a alquimia é sobre isso no final, entender a linguagem do mundo, viver e se entregar ao presente, saber que as coisas ao redor de algo que evolui também evoluem, que isso não se relaciona simplesmente a transformar chumbo em ouro... que se aprende pela ação, que deve-se ouvir o coração para conhecê-lo e não ser surpreendido por ele, que o medo de sofrer é pior que sofrer, que tudo é sinal... muita coisa religiosa, sei lá. é fácil de ler porque tudo é bem curto, mas tem esse lenga-lenga aí.

få meg på, for faen! (2011)
filme que eu tinha baixado há um tempão. noruega, cidadezinha pequena de nome que não sei falar. alma tem quinze anos e tá excitada pensando em sexo o tempo todo. liga pra um número de sexo por telefone e fica se masturbando. compra cerveja com as amigas, duas irmãs, e mostra o dedo do meio com uma delas sempre que passam pela placa da cidade dentro do ônibus escolar. alma gosta de um tal de artur, que caminha com ela uma vez, mas no geral não faz nada de mais. fica fantasiando que pertencem um ao outro e são um só. numa festa ela fica do lado de fora da casa enquanto bebe e ele chega nela, só pra tirar o pau pra fora e cutucá-la na coxa. ela conta pras amigas mas a loira (que não mostra o dedo do meio com ela) não acredita, e claro que artur nega ter feito, então ela vira uma excluída na escola toda. começam a chamá-la de "alma-cutucada" e ela tá sempre sozinha. tenta parecer legal fumando um baseado e deixando cheiro num casaco, confronta artur, mas nada adianta. a amiga mais bacana encontra ela de vez em quando, em segredo, e compartilha de alguns pensamentos de querer sumir da cidade, etc. se apaixona por um menino maconheiro que não toma banho. a irmã mais velha delas mora e estuda sociologia em oslo, e alma fica sonhando com isso. a mãe de alma descobre as ligações, acha ela uma esquisita, fala de a odiar... de novo esses diálogos impossíveis de se ouvir, mas ouvidos. alma vai trabalhar no caixa de um mercadinho do pai das amigas, mas não melhora ainda. uma noite bebe e vai falar com artur, que diz já ter uma namorada, e nisso ela sai desconjurada e pega carona até a casa de maria (a menina de oslo). ela e os outros jovens que moram com ela a tratam bem, ouvem a história, fica legal. acaba voltando e rejeitando as desculpas tardias de artur, e recuperando as amizades. termina com elas chegando na escola e vendo uma faixa que artur fez, escrito "eu cutuquei alma com meu pau". legal, bem humorado, bonitinha a menina, afinal. numa hora ela fantasia sexo com a amiga loira. engraçado a vizinha que tem caderninho de espionagem dos oto. o título em inglês é "turn me on, goddammit".

vitamin (keiko suenobu)
laiz que falou pra talita trazer e ficar. sawako tem 15 anos e namora kouta, que é bom aluno mas é um bosta. ela tá pedindo ajuda em matemática, eles tão sentados na escada que dá pro apartamento onde ela mora com os pais, e kouta quer transar ali mesmo, e fazem, mas sawako chora e não gosta. as amigas dela ficam imaginando como é fazer sexo e ela só pensando que é muito ruim. parece que vai ficar tudo bem quando ele manda um recadinho de desculpas, mas assim que se vêem sozinhos numa sala ele a força a transar de novo. mas aí um cara abre a porta e vê ela recebendo sexo oral, chorando, e logo a escola toda sabe. ela sofre bullying dos próprios colegas, pixam a lousa e a xingam, as meninas arrancam a roupa dela no vestiário pra ver se os mamilos são pretos (como são os de quem transa com muita gente, supostamente), desenham um panda no corpo dela e tiram foto... horrível. tendo a foto a forçam a fazer coisas, comprar caixas de camisinha, largam tudo na carteira dela, mandam ela jogar fora. quando ela conversa com um professor ele diz a ela pra ser forte, que logo vão esquecer já que tem o vestibulinho chegando, mas claro que isso não acontece. jogam o celular dela na privada, enfiam a cara dela na água do vaso, jogam baldes nela. ela decide não ir mais na escola e o pai diz que tudo bem, mas a mãe não apoia. quer que entre pra um bom colégio como a irmã mais velha. sawako não consegue mais sair de casa mesmo e promete que vai estudar por conta, mas acaba encontrando coisas velhas de quando sonhava em ser mangaká e retoma os desenhos. consegue menção honrosa numa revista e fica contente, mas a mãe a diz pra parar de sonhar. fica bem mal, diz que só queria ouvir algum elogio dela... depois a mãe procura se informar mais sobre bullying e a incentiva a escrever, até aparece na formatura pra ver sawako dando adeus às pessoas ruins e rasgando o diploma. antes disso tinha recebido uma carta de desculpas dos colegas de sala, recados de que estavam arrependidos e pedindo que ela voltasse, mas quando aparece na escola eles zoam mais e ficam dizendo que ela acreditou, que besta e tal. véi. enfim, ela decide fazer um mangá sobre isso tudo, e no final vence prêmios e é publicada. tem um texto da autora comentando que pode ter parecido exagerado mas que tem gente passando por coisa pior, e que deu à sawako a força que queria ter pra ir contra as pessoas, os pais, a sociedade. bom, legal que tem a coisa de mangaká, tenso demais os abusos. o título diz respeito a encontrar as vitaminas necessárias pra seguir em frente.

i am mother (2019)
uma base ou sei lá onde um droide cria uma humana. escolhe um fetozinho e bota pra gerar em 24 horas, ela cuida com a máxima atenção, ensina ética e tal. parece que teve uma extinção dos humanos, alguma guerra, vírus. estranho que nas contas aparece um tanto mais que 13 mil dias depois da extinção quando a menina começa a ficar curiosa com o lado de fora – nas contas isso dá 35 anos – e ela acaba recebendo uma mulher. primeiro esconde, depois a mãe acha e quase mata (a mulher também tentou matar o robô), acaba que a menina faz cirurgia pra remover uma bala que ela tinha no quadril. começa a falar do lado de fora, de pessoas com quem vivia, faz a cabeça da menina pra ir desconfiando da mãe, e ela vai vendo que a ota tem razão mesmo. finalmente a mãe pede pra filha escolher um irmão, botar lá pra fazer gestação. mas também tá tramando fuga, e claro que o droide sabe, conflitos até que saem. só que não tem nada lá fora além de milho e um cachorro. a menina volta pra conversar com a mãe, levar o irmão, e a coisa diz que tá em todos os droides armados do lado de fora, que é uma consciência só criada pra cuidar dos humanos, e que, no caso, percebeu que eles tavam sendo ruins pra si mesmos então exterminou todos pra começar de novo. e que a menina deu certo (ela descobriu ser a terceira tentativa), e que agora ela já pode continuar daí. tiro no droide simbolizando esse rompimento possível. mas ela ainda aparece indo ver a mulher, e dá a entender que ela foi parte da "prova" pra construir o que a menina tinha que ser. sem contar que elas se pareciam muito, e o negócio de 35 anos combinaria com ela, então deve ter sido uma das anteriores a serem criadas lá. achei bom por fazer pensar tantas hipóteses, batata queria algo que "bugasse o cérebro" mesmo.

ano hana (2011)
bem pior do que eu lembrava. forçação de jintan excitado com menma desastrada, outras coisas sexuais com as meninas, vozinha de criança e essa impressão ruim. enrolação dela não saber o desejo, falar toda hora disso, reviver as coisas... eram tão pequenos quando aconteceu a morte dela, meio forçado também todo esse sentimento e drama. preguiça até de fazer review. enfim, seis amigos, essa de cabelo branco morre, todo mundo se afasta e cada um tem uns traumas relacionados. chato que no final fica aquilo de jintan gosta de menma, o de olho verde também, mas a de óculos gosta dele e anaru gosta de jintan. poppo sobrando sendo o engraçado viajante do mundo. ok o final, ela sumindo e deixando recadinho pra cada um, brincadeira de esconde-esconde, umas etapas japonesas. ano hi mita hana no namae o bokutachi wa mada shiranai – meio fora de sentido...

the perfection (2019)
que filme horrível foi esse. sam de dear white people e a namorada do cara de get out. violoncelistas alunas de uma escola chicona só pra isso, mas a branca parou de treinar quando a mãe ficou doente e morreu. passou por hospitais psiquiátricos, umas cicatrizes no pulso. vai encontrar os ex-professores e vê a ota, diz que é fã, mas a ota (mais nova) diz que ela é que era ídola dela, inspiração etc. fica dando em cima toda toda, se pegam, sam decide passar uns dias viajando longe de tudo. detalhe que tão na china e viram um cara vomitando esquisito no evento que teve lá. ela começa a passar muito mal, cérebro queimando, se caga toda, bem trash ela falando que não ia aguentar no ônibus. começa a ter delírios, ver larvas no vômito e bichos se mexendo por baixo da pele, mas era tudo porque a branca deu pra ela tomar um remédio doido dela ou da mãe dela. do nada tira um cutelo pra ota amputar a mão e ela faz, meu deus. fica parecendo que foi inveja mas aí vem a história da escola lá, o dono é um pervertido abusador e a coisa queria salvar a ota disso. primeiro tem uma vingancinha da amputada, mas aí elas se juntam pra pegar os cara da escola. coisa de ser acorrentada, ter que alcançar a perfeição, e quando erra uma notinha é estuprada. elas matam geral, esfaqueiam a mulher, e lutam tensamente contra o malzão. cena horrível dele estraçalhando o antebraço da branca. no final elas tocam juntas, uma sem a mão direita e ota sem o braço esquerdo, num negócio perturbador doentio, pro cara todo amputado por elas. batata ficou chateada pela escolha de filme pra ver com todo mundo no dia da hamburgada.

behind the curve (2018)
assistido pra curar the perfection, logo em seguida. documentário sobre terraplanistas! engraçado que no começo eu senti uma duvidazinha também, quando o cara fala dos aviões voando em certa direção, mas quando veio a mulher bonitinha que dava os contra-argumentos eu já me desquaseconvenci. como assim, véi, certas coisas que eles afirmam... chega dar aflição de pensar no tamanho da dedicação que teria que ter havido na humanidade pra manter uma mentira há tanto tempo, sei lá. é como dizem em algum ponto, os caras da ciência do documentário, que essas pessoas acharam um jeito de reconstruir a realidade delas por causa de uma necessidade que sentiam, que podia ser inconsciente, e essa "teoria" serviu. tipo eleitores de bolsonaro, né. podia ter mais hipóteses deles. experimento com laser que dá errado! coisa de não enfrentar ridicularizando. lembrei de me falarem que hoje em dia tem muita gente que não acredita na ciência.

reservoir dogs (1992)
filme de tarantino. começa com um monte de cara com um papo até que decente numa lanchonete. daí vem o quase fim, com um cara baleado quase morrendo. vai contando como eles se juntaram pra cometer crime, gente profissional. nesse trabalho todos tem nomes de cores. acham que tem um policial infiltrado porque deu errado assim, um morreu, oto foi baleado... e na verdade esse quase morrendo é o policial, se preparou todo pra operação. tem um cara que saiu da prisão há pouco tempo depois de quatro anos, bem leal ao velho mandante do assalto e de muitos outros crimes. só que é meio sádico, pega um policial e bate nele, arranca a orelha, credo. o policial disfarçado mata ele baleado quando ninguém mais da gangue tá no armazém onde estão. no fim ele conta pro mais colega dele que é policial, e não dá pra saber se o cara atira nele ou são os policiais que chegaram no lugar que atiram no cara. ok, esperado do diretor, nada de mais não. umas histórias.

dear white people S03 (2019)
meio parada essa temporada. umas coisas de humorzinho, uma pequena grande história, mas nada de mais. reggie fascinado por um professor que volta pra faculdade e tá desenvolvendo um app pra motivar a fazer coisas, e acaba ajudando ele a sair do estado depressivo. ficam sabendo que muffy amiga de coco foi abusada por ele, e leva um tempo até reggie aceitar, acreditar e tal. questão dela ser branca e ter sido ruinzinha pra coco, dúvidas, mas é coisa séria né. moses (o professor) é parte da ordem lá que sam e lionel descobrem, mas de um subgrupo que usa poder pra fazer coisas ruins. sam meio sem rumo não sabendo o que fazer de tcc, gravando documentário inspirada numa diretora que ela gosta, mas muda a perspectiva depois de encontrá-la e levar uns comentários ácidos. família de gabe sem dinheiro e ele assinalando "native american" pra concorrer a uma bolsa, vergonha alheíssima quando anunciam vencedores numa cerimônia dizendo que todos eram minoria, e só ele lá de branco aproveitador (3% do dna é nativo americano). brooke experimentando lesbiandade com a colega de quarto de coco, magoando ela. lionel escrevendo uns contos eróticos gays secretamente e fazendo sucesso. bem mais trejeitos de gay ele. começa a namorar um cara que tem aids. troy se junta com abigail quando saem da pastiche pra fazer uma revista nova.

stranger things S03 (2019)
rússia envolvida nas coisas, época de guerra fria né. tem um shopping na cidade e embaixo dele uma base russa secreta, onde tão com uma máquina de raio poderosa tentando abrir o portal entre o mundo real e o invertido (por quê? ninguém fala sobre os motivos. talvez só poder mesmo, essas coisas de corrida armamentista). quem descobre é dustin, que voltou de um acampamento de ciências com uma torre de rádio pra falar com a namoradinha de outro estado (quando finalmente se falam e ele pede uma constante de física lá eles tem que cantar neverending story primeiro, meu deus). ele intercepta uma mensagem, que mostra pra steve, e quem decifra é a menina que trabalha com ele na sorveteria, robin (que é lésbica). usam a irmã menor de lucas (muito bom como ela fala) pra entrarem no depósito de entregas. como sempre tem outros grupos de pessoas sabendo de coisas diferentes e que não conversam entre si – nancy e jonathan investigando ratos comendo fertilizantes; joyce com os ímãs que não ficam mais pregados na geladeira; hopper sabendo de compras das propriedades em volta da usina sendo encobertas pelo prefeito idiota. hopper e joyce acabam sequestrando um russo cientista, fugindo de um cara pesadão malvado, e ficam sabendo da máquina pra abrir o portal depois que encontram aquele cara da primeira (?) temporada com quem nancy e jonathan falam e tal... que fala russo. ah, tem a questão do irmão de max também; ele é infectado pelo "mind flayer" e fica tomando pessoas pra serem parte do exército dele. na real elas explodem e a carne vira o corpo do bicho, nojentíssimo, mas billy continua sendo usado como a cabeça de tudo. o bicho quase mata eleven, que perde os poderes, e as crianças usam fogos de artifício pra segurar ele. bonito as explosões dentro do shopping. billy é morto brutalmente e tudo acaba quando joyce destrói a máquina, sacrificando hopper que ficou do lado errado. palavras bonitas de hopper num discurso que tinha feito pra falar com el e mike (namorados...), el lendo depois de tudo. ela se aproximo de max, que tá toda feministona criticando garotos, apesar de namorar lucas. will chateado que os amigos não ligam mais pras mesmas coisas. termina mostrando um daqueles demogorguinhos na rússia, numa jaula com um prisioneiro, num lugar que parece ter um americano (quem será?). podia acabar aí e deixar os personagens em paz, tanto trauma pros coitado já né. joyce e a família, com el, se mudam de hawkings.

la tortue rouge (2016)
um homem caído no mar no meio de uma tempestade. acorda numa ilha deserta, só com a roupa do corpo. tenta construir jangadas mas num certo ponto elas se desmancham, algo dando tranco mas não consegue ver, até que aparece uma tartaruga vermelha. ela que quebra tudo e não deixa ele partir. ele fica com raiva e quando ela vai à praia bate nela com um pau, vira ela de ponta cabeça e na manhã seguinte ela tá morta. se arrepende e tenta reanimá-la, sem sucesso, até que o casco quebra e ela vira uma mulher ruiva. ele faz um negocinho pra fazer sombra nela, dá água e protege, até que ela acorda. dá a camisona dele pra ela, a vê levando o casco pro mar. viram um casal e logo já tem um filhinho. numa vez que cai num buraco com saída estreitíssima, onde o homem já tinha caído quando era sozinho, consegue nadar de boa rapidinho. ele cresce e é bem próximo das tartarugas do mar. vem um tsunami e destrói a ilha toda, ele consegue se sair melhor e procura os pais, tartarugas ajudando pra resgatar o pai da água. passa um tempo e o filho parece querer partir, se despede dos pais e vai embora com as tartarugas. o casal fica velhinho, o homem morre dormindo e a mulher volta a ser bicho. muito bonito o desenho, as cores e músicas, e massa não ter falas. sirizinhos figurantes ótimos também, engraçadinhos.

cachalote (daniel galera & rafael coutinho)
começa com uma velha grávida que só aparece de novo nas últimas páginas. ela nada numa piscina onde tem uma baleia cachalote. várias histórias se seguem, sem conexão, todas com algum elemento meio surreal, onírico. tem um astro chinês no brasil, todo destrambelhado e bebum, que leva culpa pelo suicídio de um colega; um cara mimado grosso que tinha um caso com a tia, sendo que era o tio que o dava dinheiro; um homem que trabalha numa loja de materiais de construção que gosta de bdsm e começa a namorar uma mulher que trinca com a força; um escritor deprimido que encontra a ex-mulher pra ver a filhinha; um escultor arrogante que é chamado pra atuar num filme em que o personagem é ele mesmo. confuso, não dá pra saber com certeza o que acontece, mas interessante os assuntos e possíveis projeções de cada um. o traço faz todos parecerem velhos e feios, massa também. umas posições boas.

pride and prejudice (2005)
quantas mil vezes eu assisti esse filme? vi de novo porque talita leu o livro. sei de tudo que acontece, as músicas, as falas. gosto assim nem sei por quê. crush em keira knightley. agonia dos pelo de darcy aparecendo na cena do "i love, i love, i love you" (sei recitar). meio ruim que kitty e lydia só fazem rir também. li um texto legal falando de mary esses dias. não lembrava, mas umas coisas são combinadas em um acontecimento só, etc, bom até. bingley engraçado, jane plena. a mãe delas me lembra minha avó na aparência e trejeitos.

quarta-feira, 31 de julho de 2019

lidos (4) e assistidos (15) em julho

dark season 2 (2019)
absurdo. noah jovem em 1921 sendo guiando por si mesmo do futuro. construindo a passagem pra caverna que depois vira o portal. dias contados pro apocalipse e noah buscando as páginas faltantes do diário de claudia. um investigador aparece pra ajudar charlotte, katharina se mete na caverna, martha termina com bartosz. jonas adulto se revela pra mãe, que conta pra katharina, que não acredita. jonas jovem todo cheio de manha no mundo pós-apocalíptico, roubando gasolina pra iniciar a máquina segurando a partícula de deus; quase morre enforcado porque o pegam, mas a surda o poupa, e a menina que ajuda ela acaba soltando ele pra irem até o lugar na fábrica. assim ele viaja pro passado, até pra quando noah era jovem. não consegue retornar porque nem construíram o portal ainda. noah jovem leva ele pra noah adulto que leva ele pra adam, que É ELE VELHO. na hora que ele revela eu já tava suspeitando. chocado que ele chegou nisso, negócio de destruir o mundo, guerra contra o tempo, sei lá. mas adam o convence a viajar na partícula mais avançada dele pra convencer michael a não se matar, achando que isso vai quebrar o ciclo. acaba que ele na verdade dá a ideia do suicídio, acho que é claudia que aparece e conversam todos, conversa de sacrifícios. diz que jonas que o levou pra caverna quando ele sumiu! e jonas não lembra disso, então deve ter sido outro, ou ele daquele momento que mudou de ideia. véi. jonas jovem do futuro beijando martha e começando todo o envolvimento, um papo filosófico sobre ter tempo, o tempo tê-los. jonas original transa com ela, ulrich começa o caso com hannah. claudia velha instrui claudia adulta, o pai dela tá repensando as ações que tomou com ulrich (que não tinha revelado seu nome), que fica doido quando ele mostra foto de mikkel recém chegado. foge do hospício e consegue encontrar ele, se entendem, momento tristezão porque logo recuperam mikkel já que ulrich é supostamente um assassino de criança. bartosz encurralado viaja com martha e magnus e a ota pra mostrar que é real. hannah rouba a máquina de jonas adulto pra ir pro tempo em que ulrich foi preso pra ver se ele se arrepende e ficaria com ela, mas a bicha é tão ruim que larga ele lá e decide recomeçar a vida. helge criança retornando e só conversando com noah, que fica lembrando ele da importância que ele tem em tudo aquilo. o menino chama claudia de "demônio branco". agnes, irmã de noah, dando a localização das páginas pra ele, ele matando claudia velha. charlotte foi criada pelo avô mas não é avô real dela, e em foto antiga dele tem noah, e ela tá lá confusa até noah aparecer pra falar que ela É FILHA DELE. eu não peguei mas no fim fica claro que a surda, filha de charlotte, É MÃE DE CHARLOTTE. peramordedeus. em 1921 magnus e franziska tão lá velhos sendo membros do sic mundus. claudia jovem que causou a morte violenta do pai enquanto tentava evitar que ele morresse. clausen, o investigador, confronta aleksander e conta que o irmão dele sumiu em 1986, que tinha o nome de solteiro dele, e tinha certeza que ele não era seu irmão. o cara da polícia parceiro dele dá pra trás. acham os barris que tinha mandado cobrir com cimento, o investigador insiste pra que abram, e isso cria um portal onde elisabeth (surda) vê charlotte. a filha vendo a mãe e vice-versa, bizarro, e isso que causa o apocalipse, sei lá. e jonas e martha jovens se reúnem mas vem adam pra atirar nela, e quando ele sai aparece OTA MARTHA que diz ser de OTO MUNDO, com uma máquina do tempo bem harry potter. quê??? sei lá isso aí, viu. mas não perdeu qualidade, ganhou mais música massa, só vou ter que esperar um ano pra terminar tudo.

trinkets season 1 (2019)
três meninas que estudam na mesma escola e são totalmente diferentes, mas vão à mesma reunião de grupo para cleptomaníacos. elodie é novata na escola, chegando em portland de new mexico pra morar com o pai porque a mãe morreu. tabitha é riquíssima e popular. moe é durona e descolada. elas acabam virando amigas por causa do negócio, vão se ajudando, ficam legais entre sim. muito massa quando tomam mdma, tatuagem handpoke, meu deus, festa parecendo realmente boa. cantora manipuladora desafiando elodie a roubar óculos pra ela, aproveitadora, não gosto. menino bacana dos encontros e que trabalha no "paper tiger", ator brasileiro, bonitinho até. curioso as caras meio sedutoras, tabitha faz igual. sinto que é muito premeditado, que ela tá o tempo todo consciente do corpo. elodie é o contrário, engraçadinho como anda, as carinhas e sorrisos/olhadas. moe é massa, bicicleta show, toda desenvolta e secretamente inteligentona. ia pra coreia mas não mais, depois que soca o ex de tabitha. elas roubam o carro dele e jogam num lago. moe na verdade nunca roubou, tava lá porque assumiu pena de um colega. a madrasta de elodie faz kombucha huahs. o filho dela de 8 anos me lembra matheus demais, não só pela idade mas pelo jeitinho, o que fala e faz... dá o boné pra ela, faz uns comentários. diretora da escola lesbiquíssima, menino gay maquiado. vários clichês, mas chorei e sorri. ainda me surpreendo com isso de gente de 16/17 anos fazendo tanta coisa. citaram courtney barnett e modest mouse e cantaram st vincent. aquilo de mensagens de texto aparecendo na tela.

grey's anatomy season 7 (2010-2011)
isso aqui eu fui terminar depois de meses sem assistir. (lendo as sinopses de cada episódio no netflix) meredith conta do aborto durante o tiroteio, cristina tá com stress pós-traumático sério, os residentes concorrem a uma doação de um milhão de dólares, cristina volta devagarzinho e fazendo coisa boba, eles salvam secretamente algum político do oriente médio, derek recebe bolsa pro estudo sobre alzheimer's, teddy se casa com um paciente terminal que não tinha seguro de saúde só pra ele ter acesso ao tratamento, cristina chora bastante na pescaria com derek enquanto volta a si – bonito isso –, arizona volta mas callie não quer mais ela, callie engravida de mark, residentes novos chegam, meredith troca uns negócios do estudo de alzheimer's para que a esposa do chefe possa receber o medicamento em vez do placebo e arruina tudo, callie tem um chá de bebê bem brega, vários conflitos entre as duas e mark, arizona bate o carro com callie sem cinto e a bichinha quase morre – fica vendo todo mundo cantando porque "calliope means music" –, a bebê nasce, elas se casam, kepner vira chefe dos residentes, teddy se apaixona pelo marido de maneira totalmente previsível.

toy story 4 (2019)
começa voltando no tempo pra mostrar betty (a pastorinha da irmã de andy) sendo levada embora numa caixa de papelão. aí continua de onde parou o outro filme, os brinquedos de andy sendo de bonnie e tal. woody vai escondido com ela pro primeiro dia de escola porque ela tá muito triste e sozinha, e acaba dando materiais pra ela criar um brinquedo chamado garfinho (feito de uma spork). a família dela viaja e woody tem que ficar de babá impedindo que garfinho se jogue no lixo, já que ele não se convence que é brinquedo. acabam tendo uma longa conversa depois dele saltar do trailer, enquanto voltam pro lugar onde iam parar, e garfinho entende que é muito importante pra bonnie. mas claro que vão parar num antiquário porque woody viu o abajur de betty, e lá tem uma boneca má que comanda uns ventríloquos assustadores e quer a caixa de voz de woody pra que seja finalmente escolhida por harmony, neta da dona do lugar. ele acaba saindo e encontrando betty num parquinho, descobre que ela tá vivendo como brinquedo perdido há anos, que ela tá feliz assim e é muito esperta no que faz. fazem um plano pra tirar garfinho do antiquário e tem mil reviravoltas. buzz fica ouvindo sua "consciência" apertando os botões que tem, e acaba fazendo as coisas certas. woody não desiste nunca e os outros desistem da missão, já tão em risco, mas ele insiste. acaba dando a coisa de voz pra boneca e ajudando ela a sair da loja depois que a menina a rejeita. um caminho enorme até conseguirem voltar pro trailer e woody fica com betty no final, porque a missão dele com bonnie e os outros já deu. antes ele tava com essa de precisar de um propósito e tal. lacrimejei mais pensando no tempo que esse desenho existe e no que ele significa do que pelo filme em si, mas achei legalzinho. tem brinquedos novos engraçados, coelhinho e patinho. ficam usando gírias. garfinho engraçado também, bestinha.

coco (2017)
depois de meses desde que aluno diego me indicou eu fui assistir. mistura de inglês e espanhol, apesar de se passar no méxico. uma família de sapateiros cuja tradição de fazer sapatos começou com mamá imelda, que tinha um músico como marido e que se virou contra a música depois dele ter ido embora e não voltar mais. essa imelda foi tataravó de miguel, menininho de uns 12 anos que secretamente é apaixonado por música. a família não aceita nada, nem que toque em um violão, então ele tem um altar secreto no sótão onde acumula coisas de ernesto de la cruz, grande músico já falecido, mas que era da cidade em que ele mora. acaba descobrindo que na foto da tataravó com a bisavó criança tem um pedaço dobrado e arrancado onde o músico aparecia, e percebe que o violão com ele é igualzinho ao de ernesto de la cruz. fica todo feliz, vai mostrar pra família que são relacionados ao cantor, mas a vó não dá bola e quebra o violãozinho que ele tinha. miguel foge com raiva pra ir ao cemitério roubar o violão original de ernesto, mas ao fazer isso vira tipo um espírito (é dia de los muertos). encontra a família que já morreu, imelda não tá conseguindo passar pro mundo dos vivos porque ele tirou a foto dela do altar. precisa da benção da família pra voltar, mas imelda só a dá com a condição de miguel nunca mais fazer música, então ele vai atrás de ernesto. recebe ajuda de héctor, esqueleto sendo esquecido pelos vivos e tentando passar sem ter foto em oferenda, e fazem um acordo pra ambos terem o que querem. miguel por fim descobre que héctor escreveu todas as músicas de ernesto, que ele envenenou héctor pra ficar com as músicas e ainda tomou o violão, e agora não ia deixar miguel ir embora nem levar a foto do outro, porque quer que ele seja esquecido mesmo, quer manter seu sucesso. ou seja, héctor é o real tataravô de miguel... e coco, bisavó, tá velhíssima esquecendo de tudo. a família morta acaba se unindo pra ajudá-los, desmascaram ernesto, e miguel canta pra coco e tudo fica bem. cheio de música animada, bonita a que héctor fez pra filha. muitas reviravoltas, toda hora, já tava ficando que nem toy story. chorei demais.

ah-ga-ssi (2016)
uma menina coreana que na verdade faz parte de um grupo de falsificadores/ladrões é contratada pra ser a criada de uma japonesa rica que mora com o tio, na época da colonização japonesa da coreia. a japonesa parece muito ingênua e sozinha, e a outra praticamente a trata feito um bebê (o que tá acostumada a fazer). a tarefa de sook-hee é descobrir coisas sobre hideko e a manipular para que se case com um falso conde, parte da gangue, interessado no patrimônio dela. mas elas vão ficando mais e mais próximas, intimamente falando também, e sook-hee começa a hesitar em seguir o plano. hideko e o conde acabam fugindo, levando ela junto, e se casam, para depois internar sook-hee num hospital psiquiátrico fingindo que ela era hideko. volta tudo e mostra que esse era o plano real, combinado entre o cara e hideko. ela tinha ido viver com o tio criança, e forçada a aprender a ler pra ele (o cara tem uma coleção enorme de livros, que considera sua fortuna). são livros eróticos que ela lê pra uma pequena plateia de machos, encenando com a voz. tinha combinado iludir sook-hee para que pudessem enganá-la no final, o casamento sendo o jeito dela se ver livre do tio pervertido (que originalmente ia se casar com ela também). mas, outra reviravolta, ela se apaixona por sook-hee e quase se enforca quando a menina insiste pra que se case. contam tudo uma pra outra e mudam os planos: elas é que vão enganar o cara. pedem ajuda da gangue, combinam coisas diferentes. hideko usa gotas de um veneno que o conde mesmo deu pra ela, pra se matar caso o tio a capturasse, pra imobilizar ele e se reencontrar com sook-hee, que tinha feito sua parte em fugir do hospício. o conde é levado pro tio, que além de pervertido é sádico e fica torturando ele, e morrem por causa da fumaça de mercúrio do cigarro especial que o conde fuma. hideko se veste de homem, falsificam passaporte, e vão pra xangai disfarçadas de casal. termina com elas usando bolas/sinos descritas numa das histórias que hideko lia, pra por dentro da vagina e fazer tesoura. bonito o sexo delas, não esse, mas quando sook-hee tá "mostrando" o que o conde faria com ela, supondo ainda que ela era toda inocente. massa os plot twists e ver mulheres se sobrepondo a homens. bom a lesbiandade não ser o foco principal, mas ótimo que tem. inspirado por um livro chamado fingersmith. acho que tem filme ocidental também.

só garotos (patti smith)
sempre difícil de explicar esse título e por que eu tava lendo. faz parecer algo só pra garotos e que vai falar de uma menina fazendo as coisas, mas o título original é just kids, simplesmente. já tinha visto tatiana feltrin falar bem, seguida de várias outras pessoas, e peguei pra ser a leitura de uma biografia de alguém inspirador no level up life. só depois me toquei que podia ser biografia de um músico. nem sabia direito quem patti smith era, e demorou pra chegar na música, mas fazia poesia, desenhava, trabalhava em livraria, era musa de robert mapplethorpe (que também descobri aqui)... morou no tal chelsea hotel, em nova york, e conheceu gente como janis joplin, jimi hendrix, allen ginsberg, bob dylan. me perguntava como lembrava de tantos detalhes, mas no finalzinho ela comenta sobre diários. era bem pobre no começo, uns 20 anos e indo sozinha pra cidade grande, conhecendo esse robert e se aventurando pela vida. todos pela arte, persistindo, interessante. fotos legais de robert (foi artista, fotógrafo, gay. ex-namorado). muita referência que não conheço. boa escrita, até. sempre séria nas fotos, uma cara de cavalo. o primeiro álbum dela chama horses, afinal. tem uma playlist com mais de cem músicas só com o que ela menciona no livro; vou ouvir. agora ela tem uns setenta anos e ainda usa cabelo longo, branco. robert morreu de aids.

inside out (2015)
sentimentos na cabeça da menina riley, que mora em minnesota e tem uma relação ótima com o pai e a mãe. eles (os sentimentos) controlam as reações dela através de um painelzinho numa sala, conforme eles assistem a vida dela acontecendo. alegria quer dominar tudo e é orgulhosa de ter a maioria das memórias alegre. tem umas memórias base que criam traços da personalidade de riley. quando se mudam pra são francisco começa a dar tudo errado: a casa é sombria e suja, o caminhão de mudança se perde e atrasa, ela não tem amigos, não consegue mais jogar hockey tão bem quanto antes. começa a ficar triste mas a alegria não quer que a tristeza toque nas memórias, controle nada. acontece um acidente lá dentro e as duas, junto com as memórias base da menina, caem num pedaço que não é o painel de controle, e levam um tempão tentando voltar. enquanto isso a menina fica sem sentimentos; a raiva dá a ideia dela fugir de volta pra minnesota, ela vai tratando a amiga antiga e a família mal e vai perdendo as ilhas de personalidade. tristeza e alegria encontram amigo imaginário, alegria cai no lixão, entende que os momentos felizes existem porque antes vinha tristeza... percebe que a tristeza é importante também. começam a criar memórias mistas, usando um painel grande onde todas as emoções participam ao mesmo tempo. não sei se criei expectativa por causa de outras pessoas, mas esperava mais. legal que fala sobre sentimentos e aceitar os ruins, saber lidar, mas sei lá. muito vibrante tudo, as cores. matheus e minha mãe choraram, parece.

brooklyn 99 season 1 (2013-2014)
até o episódio 18 eu fui vendo pra preparar aulas pra times, e já que ficou faltando 4 episódios pra terminar eu vi o resto. humor bem específico, coisa do principal já ser comediante, talvez. alguns episódios foram realmente engraçados – tipo, uns 3 –, mas a maioria é não muito causador de risada. pablo costumava dizer que "esse episódio quase me fez rir". enfim, policiais, blá blá blá, paixões pelas colegas, dois caras inúteis, um musculosão, uma secretaria besta. legal que o capitão é gay, fala um pouco disso, dele ter batalhado muito pra conseguir ter o próprio departamento policial, sendo gay e negro. sem muita vontade de continuar.

turma da mônica: laços (2019)
filminho live-action da turma da mônica. quis ver com kakau e matheus por ser o que é; não esperava grande coisa e não foi, mesmo. história daquele quadrinho dos irmãos cafaggi, em que floquinho some e eles se aventuram na floresta pra resgatá-lo. um cara raptando cães pra usar os pelos na fabricação de um tônico capilar, "cabelol". não lembro se foi totalmente fiel, mas lembro um pouco de um mendigo e etc. rindo demais do nome do cachorro dele, mikão (my cão); piada de karina. rodrigo santoro como o louco, maurício de sousa aparecendo como dono de banca de jornal cheio de quadrinho dele, huahs. bem stranger things quando pegam as quatro bicicletas, apesar de ser mais velho que isso. tudo deve ter partido daquele tal de os goonies, sei lá. bem utópico o bairro do limoeiro, umas cerquinhas baixas, tudo bonito. a floresta e tudo no meio de uns morros, talvez seja minas gerais, vou ver se acho algo sobre. vários planos infalíveis falhando, "gênio cliando", magali não resistindo à comida, mônica batendo nos outros com sansão, cascão enfrentando água com reflexos ou capa de chuva. floquinho verde huehe, mudou de raça quando cresceu. legal identificar tantos personagens, sentir o carinho pela história, apesar de tudo. umas coisas bem forçadas, tipo 5 minutos de foco neles chorando por causa de ofensa de cebolinha, meia hora neles dormindo de noite, vilão sendo enganado por coisinha boba. mas claro, se enxugasse tudo isso ia durar pouquíssimo o filme. tudo muito bonitinho, as crianças, caracterizações, etc. leve agonia mas tudo bem.

get out (2017)
eu já tinha assistido o final, acho que na times, pra ver como era movie class e tal, tomando spoiler total. então claro que quando as coisas começaram a ficar estranhas eu já tava vendo as evidências, mas ainda foi bom. tem esse cara, negro, namorando uma moça branca e indo conhecer os pais dela numa casa chique. ela garantindo que não são racistas, ele preocupado porque ela nunca tinha tido um namorado negro antes. os pais são estranhos, too white, o pai falando muito de gente negra que admira ou elogiando atributos, a mãe sendo rude com a empregada negra. são dois os empregados e ambos são negros, esquisitíssimos quando falam, o jeito que agem. numa noite a mãe o hipnotiza de um jeito bem ruim, ele caindo num limbo, afundando e ficando como espectador só. eles dão tipo uma festa onde recebem um bocado de gente velha rica, que intensifica ainda mais o negócio (nem sei se dá pra chamar de racismo, é uma exaltação exagerada, perturbadora)... até que ele vê outro negro, vai falar com ele, mas o cara é estranhão também. no começo do filme esse cara tinha sido raptado. e quando chris tira uma foto dele com flash o cara acorda, nariz sangra, ele corre pra chris e diz pra ele fugir, sair daquele lugar. as pessoas justificam dizendo que foi uma convulsão, a luz foi o gatilho, e o cara volta calminho depois de "conversar" com a mãe da menina... depois ele vai conversar com ela, fala que aquilo não tinha sido convulsão nenhuma, que tudo tava estranho desde a hipnose (que supostamente era pra fazer parar de fumar apenas), que ele queria ir embora... falando com um amigo ele mostra a foto e ele diz que é um homem que sumiu, era até conhecido. chris vê fotos da namorada com um monte de gente negra, ex-parceiros, e até com a (agora) empregada. nada dela achar a chave do carro quando ele pede e claro que todos o atacam, o prendem, um velho cego que o comprou no "bingo" explica como fazem a transplantação. chris consegue tapar os ouvidos pra não cair na hipnose e foge, mata o irmão, o pai, a mãe, a avó (a empregada) sem querer, o avô (o empregado) se mata depois dele acordá-lo, e larga a namorada sangrando baleada quando o amigo aparece de carro. "eu disse pra você não entrar naquela casa." terrível, véi, bem black mirror essa coisa de transplante. "black is fashion now" e algo assim. aquele dialect coach elogiou o ator principal, que nem é americano mas fez o sotaque perfeitamente.

saneamento básico, o filme (2007)
uma cidadezinha aparentemente no sul, com problema de esgoto mal administrado e rio sujo. querem construir uma fossa mas a prefeitura não tem verba pra isso, e sim pra um filme ($10mil). o paquera da irmã da principal tem uma filmadora que podem emprestar. $50 a fita, que é isso... o pai não quer ajudar muito porque já tentou várias vezes a mesma coisa e nada. a mulher da prefeitura diz que tem que ser filme de ficção, e o casal leva um tempo pra entender o que é isso exatamente. o pai fala que é história de monstro e por causa de "quimera" no dicionário resolvem criar um monstro de mutação genética por causa do lixo no rio. a irmã é a mocinha, o marido o monstro, o pai o cientista, oto velho um dublê. atuando super forçado e malfeito, muito bom, lutando pra dar dez minutos de vídeo haush. conhecem outro cara na edição de vídeo e ele incrementa ainda mais, acha uma obra prima. o final inclui parte de uma sex tape de silene e fabrício, "salve a natureza, a beleza salva" haushs e a cidade toda elogiando, a freira falando dos seios firmes, a funcionária pública querendo distribuir na rede escolar. aumento de turistas em 160% mas a construção da fossa (*fosso) foi interrompida. os velhos fizeram da placa de obra uma ponte. bem estranho o jeito daquele ator de falar, não natural. engraçado que ninguém tenta adequar o sotaque, quase nem pensam nisso pras histórias em filme brasileiro. a mulher escrevendo o roteiro é ótimo, e o marido interpretando haush tentando entender. bonitinho lázaro ramos! o próprio filme parece meio low budget também, massa. legal.

pílulas azuis (frederik peeters)
uma hq que eu queria ler há um tempo, sabia que falava de hiv. é biográfica, o autor tá na história, mas quem tem o vírus é cati, colega de colegas, que com o tempo se torna o amor da vida dele. ela tem um filho do casamento anterior, que também tem hiv. a história acompanha os três, mostrando como foi se dando sua relação, as questões pelas quais passaram (como cati contou a ele, como ele precisava contar aos pais), as coisas que descobriram (a camisinha se rompe uma vez e outra vez ele toca a parte externa de uma camisinha com uma ferida no dedo)... aprendi algumas coisas, ou relembrei, porque sei que vi vídeos sobre isso com joutjout. que com o tratamento cati quase não tinha vírus no sangue e secreções, que demorava dez dias pra realmente se contaminar, que tem medidas mais rápidas e que às vezes nem precisa de camisinha. fred enfrenta a questão consigo mesmo, sente raiva e piedade (que, por fim, vai embora), fica pensando sobre qual seu papel. apesar de tudo têm uma relação muito tranquila, são muito unidos, e o romance não é meloso, mas real. no finzinho tem um "treze anos depois" em que ele entrevista a filha de nove anos que agora têm, o filho de cati (que agora tem 16 anos) e a própria cati. mensagens bonitinhas, importantes. não sei se foi publicado antes e depois revisitado pra ter esse pedaço, ou ele fez antes e esperou todo esse tempo pra publicar... necessário falar sobre as coisas, espalhar informação. "a ignorância leva ao medo", diz ela. não é o melhor quadrinho mas foi bom ler.

habitación en roma (2010)
duas mulheres, uma espanhola e outra russa, se encontram num bar em roma de noite. bebem e conversam e a espanhola chama a outra pra subir com ela pro quarto de hotel onde tá hospedada. a russa diz que nunca tinha subido pro quarto de uma mulher, mas vai, se despe, mas ao deitarem juntas pra esperar ela se sentir mais calma a outra adormece. então ela sai, mas esquece o celular, então volta. a espanhola se anima, convence ela a ficar, e por um momento parece até que tá com má intenção. a russa também não parece muito boazinha. tinham conversado sobre seus países, e a espanhola queria agora conversar sobre elas. conta uma história de que a mãe e ela pequena foram viver com um árabe riquíssimo, que a mãe foi embora e ela ficou como esposa dele, que fugiu ao engravidar e abortou. que a filha nunca chegou a ver o amanhecer – alba –, e por isso deu esse nome quando se apresentou à russa, natasha. já ela conta que ia se casar, que tem uma irmã gêmea, jogadora de tênis, e que é atriz. que ambas estudaram história da arte, que quando a mãe morreu o pai começou a se relacionar com ela, que a irmã tinha complexo de inferioridade por se sentir rejeitada. ficam nessa de transar, brincar, inventar coisa e se seduzirem... mas vão ficando envolvidas, contam a verdade – que a história de alba é a história da mãe dela, que ela é alba mesmo, que tem uma namorada com dois filhos mas o menininho morreu num acidente em casa com ela; que natasha é na verdade dasha, a tenista, e que a irmã é que é atriz e foi a escolhida pelo pai. antes alba disse que ela a amedrontava. triste e cada uma falando seu idioma, e por fim natasha tava entendendo porque fala italiano e "se entendem". alba tá em roma porque é engenheira e inventou um veículo sustentável que não vai ser fabricado, dasha porque a irmã deu a viagem de presente. tinham se encontrado pra tentar se reaproximarem mas brigaram novamente. parece que a irmã já se relacionou com o noivo, antes dela. e agora ela tem um segredo também, alba. ficam falando das coisas e pensando na história também, em roma, nuns quadros no quarto. alba nasceu na grécia e tem isso também. um cupido no teto e alba se sente flechada, nunca sentiu um amor como esse. propõe que vivam juntas em roma, e por um tempo concordam, mas sabem que não pode acontecer, que têm que voltar pra seus parceiros. angústia e paixão, identificação, até bonito, bem poético (meloso). e elas peladas o tempo todo. fora isso é interessante. pensava que ia ser em espanhol mas pelo menos elas falavam inglês com sotaques. música "loving strangers" over and over, uma de revelação de mistérios também. max, camareiro, querendo participar mas ajudando por fim, cantando. legal o final, tava esperando que natasha fosse correr como falou que ia.

die zahlen (donald grant)
livro infantil em alemão, sobre os números. de 0 a 9 e depois até 21, com exemplos de animais e coisas. fui botando no tradutor e comparando algumas coisas (anotei dúvidas), repetindo e conferindo num negócio que mostra a transcrição fonética. legal, me sinto capaz!

love, death & robots volume 1 (2019)
série de curtas do netflix que é bem black mirror, mas em tudo tem animação. o título resume os tópicos que os 18 episódios podem ter em comum, mas as histórias são individuais. o estilo de cada um também é diferente, apesar de ter vários daquele jeito bem realista de o expresso polar. alguns mais curtos, outros mais longos... falando brevemente sobre cada um: sonnie's edge é dessa mulher que controla uma criatura como um avatar, pra lutar numa competição. tentam matar ela mas o corpo é só um corpo, a consciência tá no bichão dela... já começou assim doido. em three robots três robôs conversam sobre o mundo que acabou e como foi, várias teorias, mas parece que foram gatos que causaram a extinção dos humanos. the witness é o que achei mais legal, dessa mulher que vê um cara matando uma pessoa num apartamento, e ele começa a persegui-la porque ela é igual a quem ele matou. um tempão ela fugindo pra no final matar ele e perceber que um cara igualzinho viu ela de outro apartamento. bem bonita a animação, muita nudez também. suits é sobre uns fazendeiros que defendem suas terras de alienígenas. bem gráfico de joguinho tipo clash royale. sucker of souls tem uns arqueologistas num lugar antigo que têm que fugir de um monstro tipo drácula, que conseguem deter com um gato, mas caem noutro canto cheio de mais monstros que drácula criou. when the yogurt took over é sobre isso, oxe, conquistam o estado de ohio, lideram o mundo, vão embora do planeta. beyond the aquila rift é sobre viagem no espaço e ilusão, uma falsa ex-paixonite do cara aparecendo pra manter ele são, enquanto na verdade ele tá inconsciente na nave arruinada. esse nome me lembrando feitiço de áquila, talvez alguma referência de não conseguirem ficar juntos de verdade. good hunting se passa na china, tem umas meninas-raposas que vão tendo a magia enfraquecida, até que um cara que costumava caçá-las com o pai ajuda uma a conseguir mudar de forma de um jeito ciborgue. the dump é sobre um lixão, um velho que vive lá desde muito tempo e não quer sair quando um inspetor tenta tirá-lo de lá. o cara tem um cachorro que na real é o lixo que criou vida. come o cara e o velho continua vivendo lá. shape-shifters é massa também, dois caras que são lobisomens trabalhando pro exército. coisa de talibãs sendo os inimigos, matam um deles e o amigo vai se vingar por si só, sem seguir o exército. helping hand é agoniante, uma astronauta tendo que fazer um negócio de manutenção num satélite, mas as coisas dão errado e ela é jogada pra longe do coiso. pra voltar mutila a própria mão pra dar impulso. fish night é doideira, deserto, um velho falando que ali costumava ser mar e o outro meio cético. de noite uns fantasmas coloridos de bichos marinhos pré-históricos aparecem e dá pra nadar no ar, mas um tubarão come o mais novo. lucky 13 eu curti também, tem samira wiley!, é um dos que tem animação boazuda. ela é pilota de exército e recebe essa nave azarada, duas tripulações arruinadas, mas com ela tudo começa a ficar bom e ninguém morre mais. a nave tem personalidade e a ajuda no último momento. zima blue é sobre esse artista que vai fazendo um pixel azul nas obras, até fazer coisa só azul. vai se tornando cada vez mais ciborgue e rico, e o número final é voltar à forma inicial de quando era só um robôzinho que limpava azulejo de piscina. blindspot tem ciborgues também, que assaltam um comboio e morrem todos menos um, mas tem back-up dos cérebros pra caso perecessem na missão. ice age tem gente, ator famosinho que tava em black mirror recentemente e ramona, e a animação tá na geladeira que tem vida. o congelador passa por várias fases muito rápido, pré-história e futuro cibernético, dinossauros, doideira. alternate histories faz simulações de timelines mudando coisa da morte de hitler, consequências, etc. the secret war tem soldados russos lutando contra um bocado de monstro invocado por um soldado no passado, missão suicida, bombardeio. fala legal sobre a série como um todo aqui.

the shape of water (2017)
estados unidos, época da guerra fria. uma muda trabalha na limpeza num laboratoriozão. é amiga íntima de seu vizinho, um velho ilustrador com muitos gatos. engraçado que a rotina matinal dela envolve se masturbar na banheira antes do café da manhã. na firma ela tem uma amiga que tá sempre com elisa, falando da vida. massa que a muda usa língua de sinais. (pelo trailer e tudo da época que saiu eu pensava que ela era surda.) trazem um "espécime" da américa do sul pra um tanque de água no laboratório, um homem anfíbio, que só faz ser torturado por um cara chato da zorra. esse ator tem um rosto de mau demais, poca boca de baixo, todo grosseiro. ele tem dois dedos da mão decepados pela criatura; a muda e a amiga são chamadas pra limpar o sangue e tal. ela acha os dedos, botam de volta no cara mas nunca sara, nojento. as duas são responsáveis por aquela sala e a muda se interessa pelo bicho, dá ovo pra ele, bota música, dança, ensina sinais. mais tarde ouve que querem dissecá-lo e bola um plano pra tirá-lo de lá. o amigo, sem sucesso com os desenhos e com o romance (gay!), concorda em ajudar. tem um cientista russo infiltrado que não quer o anfíbio morto, apoia ela na fuga quando descobre. levam ele pra casa dela, fica na banheira com um monte de sal. acabam se envolvendo, tendo relações e tudo, risos a explicação pra amiga. inunda o banheiro pra ter uma piscininha, goteiras no cinema (ela mora em cima). cientista morrendo revela quem fez dizendo que "só limpam", aff. como o malvado sabe onde elisa mora? marido cagueta da amiga. tiros no bicho e nela, mas ele se regenera. deu até mais cabelo pro velho. e caídos na água as cicatrizes da muda são guelras. sempre suspeitei, ainda mais com a história de ser órfã, ter sido achada perto de um rio. levezinho e interessante, gostei de ter finalmente visto.

the war of the worlds (h.g. wells)
surpreendente que foi escrito em 1898. a história se passa na inglaterra e o narrador é personagem, um cara com uma esposa. chega um cilindro e fica quietinho no buraco que fez, mas depois de um tempo sai uns bichão de lá. cabeção, um monte de tentáculo, sem sistema digestivo porque injetam o sangue da presa direto (descobriram depois). os homens conseguem matar um, mas depois surgem mais um monte e partem pra ofensiva, soltando raios de calor e fumaça preta que mata geral. pessoas fugindo no desespero, o cara narrando se separa da esposa. passa duas semanas escondido numa casa com um padre (?), já que os marcianos tão alocados bem ali ao lado, e desabaram quase tudo no lugar. o outro fica meio insano, não quer obedecer o racionamento de comida, até que o cara é obrigado a matá-lo porque ele ia sair revelando eles pros aliens. um dos tentáculos deles vasculham a casa numa hora. o cara sai quando percebe que foram embora e vai andando pra outro lugar, buscando comida, apesar da maioria das casas já ter sido vasculhada e esgotada. acha um soldado de artilharia que tem tudo pensado sobre o que fazer com a invasão (melhor capítulo, por sinal, "the man on putney hill"), até se anima em achar um propósito, mas acaba se voltando à intenção de ir pra londres procurar a família e sei lá. chegando lá acha várias carcaças de marcianos (de humanos e bichos também), um último guinchando morrendo, e se regozija que as bactérias terrestres deram conta dos invasores. muita descrição em pormenores, pausas pra coisas que supostamente ficaram sabidas depois – sobre a anatomia dos aliens, seu maquinário e aparatos, etc... um pedaço conta a visão do irmão do principal, até. dá pra ver de onde partiu as coisas do filme de 2005 – tem umas plantas trepadeiras vermelho-sangue esquisitas, poeira tóxica, os raios que disparam, a estrutura dos bicho, aquela inspeção na casa –, mas é interessante ver a história se passar num passadão assim, de carruagem e tudo. às vezes ele fica chamando londres de "the greatest city in the world", fala de si mesmo como alguém superior ao soldado... esperava mais caos, ver coisa pior e um pouco da teoria do cara do exército. meio fuen as bactérias vencerem, né. mas foi bom ler, gostei e não tive muita dificuldade, felizmente.

(...) "Aren't you satisfied it is up with humanity? I am. We're down; we're beat."
I stared. Strange as it may seem, I had not arrived at this fact—a fact perfectly obvious as soon as he spoke. I had still held a vague hope; rather I had kept a lifelong habit of mind. He repeated his words, "We're beat." They carried absolute conviction.
(...)
"This isn't a war," said the artilleryman. "It never was war, anymore than there's war between men and ants."
(...) "Something wrong with the gun," he said. "But what if there is? They'll get it right again. And even if there's a delay, how can it alter the end? It's just men and ants. There's the ants builds their cities, live their lives, have wars, revolutions, until the men want them out of the way, and then they go out of the way. That's what we are now—just ants. Only—"
"Yes," I said.
"We're eatable ants."

tolkien (2019)
filme sobre tolkien, com aquele ator de skins que faz um zumbi. começa mostrando ele quase morrendo na primeira guerra mundial, procurando o amigo, mas sempre volta pra uma ordem cronológica. quando criança se mudou pra birmingham com a mãe e o irmão, órfãos de pai, e logo a mãe morreu e eles foram viver com uma senhora rica que adotava crianças, sob guarda de um padre conhecido da mãe. primeiro dia de escola nova e já sofreu com um menino, mas logo ele se desculpou e convidou tolkien a se juntar a outros três meninos nuns encontros numa casa de chá. formaram o "t.c.b.s." – tea club and barrowian society –, onde falavam de arte, escrita, poesia. sempre juntos, até crescer. amizade com uma menina que também morava na casa e tocava piano pra mulher; quando crescem tem ciuminho no t.c.b.s. até tolkien admitir que gosta dela. se envolvem brevemente porque o padre o faz escolher entre oxford e ela, e claro que ele vai pra faculdade. descobre um tal professor wright, de filologia, e muda pro curso dele. é interrompido pela guerra, onde perde dois dos amigos. consegue ficar com a moça, que ia se casar com outro mas num encontro antes da batalha ele se desculpou e etc de novo. bonito filme, não sei até que ponto é verídico, mas legal de ver como ele e os amigos eram bons e gentis, comprometidos com a arte, coisa de outro tempo, outra cultura. legal edith também, a menina (lily collins, tão bonitinha), demandando que possa ter uma discussão sobre wagner, compositor que admira. acho que essa sociedade ainda não é a que tinha c.s. lewis, mas desde antes da faculdade tolkien já tinha inventado uma língua. "cellar door", falando que era o som mais bonito que achava, edith falando que precisava ter significado (depois o professor falou também). muito interessante que tenha tanta relação com língua. no final ele já é professor, tem vários filhos, pede ajuda deles pra escrever uma história que sempre pensou. "in a hole in the ground, there lived a hobbit." triste a perda de tanta coisa. na guerra ele ia vendo uns cavaleiros maus, um dragão cuspindo fogo, um exército de fumaça preta. forte. "tol-keen". vontade de reler tudo.