i'm thinking of ending things (iain reid)
meu deus do céu, socorro. eu tava querendo ler esse livro desde que vi aquela kat falando sobre ter gostado demais, e porque esse título soa muito bom. aí talita me mostrou o trailer do filme, que saiu dia 4 no netflix, e eu falei que ia ler antes. primeiro que eu nem sei ler livro de terror, né, porque destaquei quase o negócio inteiro. mas talvez seja porque tudo parecia um detalhe importante, tudo fazia sentido e era muito bom. nas últimas duas madrugadas fiquei lendo isso e vou dizer que deu um medinho, viu, mas gostei da atmosfera. me peguei pensando sobre aquilo que julia falou uma vez, de ela estar assistindo sabrina, de bruxaria, e o pai dizer que não era bom se cercar desse tipo de coisa negativa. sinto que posso gostar desse tipo de literatura, mas será que é buscar coisa ruim? só que parecido com esse livro, não sei se vai ter tantos... enfim: quem narra é uma mulher, que nunca diz como chama, e namora esse tal de jake. eles tão viajando de carro pra visitar os pais dele no interior, na fazenda onde cresceu. e ela tá com esse pensamento de terminar com ele, apesar de os dois terem uma conexão intensa, apesar de ela se sentir muito atraída por ele. algo sobre "once this thought arrives, it stays, it lingers". pensa sobre estar sozinha, que é mais vantajoso, mas na verdade não sabe a resposta, o que é melhor. ao longo da viagem ela conversa com ele sobre outras coisas, como sobre um instrutor de direção que teve e que trabalhava com aquilo mais pra poder discutir com as pessoas do que qualquer outra coisa. falam que não tem como você ser o melhor beijador do mundo sozinho, que um beijo precisa de duas pessoas. jake é meio inteligentão, e solta umas coisas profundas às vezes. “sometimes a thought is closer to truth, to reality, than an action. you can say anything, you can do anything, but you can’t fake a thought.” pesado. quando chegam na fazenda ele mostra o estábulo com as ovelhas, e do lado de fora tem duas carcaças de animais mortos; mostra o galinheiro, onde umas galinhas comem os próprios ovos; fala dos porcos que os pais costumavam criar, que tiveram que ser sacrificados porque tinham larvas comendo-os vivos de dentro pra fora. e aí os pais dele: uma mulher que não para de sorrir, sem a unha do dedão do pé, esmaltes vermelhos, diz que tem tinnitus, que ouve sussurros, que tem paralisia do sono. o pai depois diz que ela também tem tricotilomania. diz que tá feliz por conhecer a namorada, que jake precisava disso, agradece por estar sendo tão boa com ele. no banheiro ela tá com o nariz sangrando, comendo as unhas, e na hora de sair os sapatos tão virados pra direção contrária. ela entra no sótão tenebroso, vê uma pintura medonha de uma pessoa com unhas gigantes ao lado de uma criança, várias pinturas assim. quer ir embora em vez de dormir lá, e no tal dairy queen onde param uma atendente diz que tá com medo por ela, que sente muito. e depois jake dirige pra uma escola no meio do nada, pra jogar num lixo os copos das limonadas que compraram, e ele diz ver um homem lá dentro olhando pra eles enquanto se pegavam no carro. ele sai pra confrontá-lo e não volta mais, e a namorada tem que ir lá dentro procurá-lo, mas acaba num labirinto super tenso. no fim ela é jake, tudo é jake, tudo é pensamento e história que ele escreveu. ele é o irmão sobre quem fala pra namorada na volta da viagem, que parou de trabalhar no laboratório e ficou extremamente deprimido. os pais estão mortos. ah, ela recebia ligações do próprio número, que também não contava pra jake, e algumas mensagens de voz falavam que "there's only one question" e "i know you, you shouldn't bite your nails" (algo assim). quando chegou na resposta dessa pergunta eu gelei. tive medo de passar a página. era sobre continuar vivendo ou não, e no fundo eu já sabia, por isso o terror. "what are you waiting for?" repetido por páginas. no fim ele se mata. ao longo do livro tem uns capitulinhos com diálogos sobre o incidente absurdamente sangrento e inesperado, o cara quieto que trabalhava na escola há anos. não sei, achei genial. muito forte, vai me deixar pensando por muito tempo. o pior de tudo é a identificação que eu sinto. é muito real. tem um trecho sobre isso, sobre histórias que dão medo porque são reais, não por terem algo de sobrenatural. porra. arrepiada. (fui ler reviews no goodreads e aparentemente o audiolivro tem mudanças nessa última parte, alternando a voz da namorada e de jake, etc. wow! alguém fala que o livro é curto pra que você releia quando acabar, igual a dupla sugere. loucura)
american ultra (2015)
filmografia de kristen, netflix. atorzinho de comédias e
a rede social (que nem vi), mike, e ela namorada, phoebe. pelo menos tem protagonismo maior aqui. eles iam viajar pro havaí, onde mike ia pedir phoebe em casamento, mas ele tem ataque de pânico e não conseguem. parece coisa comum dele, sempre acontece quando ele tenta deixar a cidade. detalhe que é uma cidadezinha do estado de virginia, mas tem um aeroporto com vôo pro havaí... ok né. enfim, eles são muito drogados, o cara trabalha numa lojinha de conveniência na estrada, ela num escritório qualquer. mas lá vem cia envolvida, um programa desativado pelo governo, experimentos com pessoas infratoras. mike foi o único bem sucedido mas tava enlouquecendo, então apagaram a memória dele e o mandaram pra esse lugar, com phoebe supervisionando. mas ela se apaixonou e abandonou a vida antiga pra ficar com ele, meh. claro que isso é revelado no meio da fuga doida deles e mike se sente traído e a rejeita, né. claro que tem uns personagens loucos obcecados por violência que são mandados atrás dele. um monte de clichê de filme estadunidense, um cara no controle da operação agindo macho-escrotamente, uma mulher que quer salvar mike e ativou essa habilidade de combate absurda dele. no fim deixam-no viver porque ele vale 400 milhões de dólares ou sei lá, matou sozinho 17 agente brutos blablabla, e ele vai pras filipinas numa missão de matar gente. QUE BOSTA. que perspectiva de vida é essa? e essa imagem que os eua passam sempre... perda de tempo, hein. só por kristen.
ligeia (edgar allan poe)
como sempre, umas quatro páginas de descrição antes de qualquer coisa acontecer. ligeia é uma mulher alta, de cabelos e olhos escuros, nariz levemente aquilino, feições que não correspondem aos modelos de beleza clássicos, mas que o fascinam justamente por isso. coisa de o estranhamento vir por conta de alguma diferença nas proporções. ligeia é descrita como muito inteligente, conhecedora das línguas clássicas e modernas da europa, e o narrador era meramente iluminado por ela. ele passou tanto tempo falando dos olhos que talita já imaginou que no fim ele ia os arrancar ahsuhs. ela se abate, cai doente, e acaba morrendo. antes pediu pra ele ler um poema dela, sobre um verme vermelho que devora a humanidade com seus dentes afiados, e lamenta por não haver salvação, "nem uma única vez deverá o conquistador ser o conquistado?"... tem um trecho de um tal de glanvill que aparece citado antes do conto, que o narrador fala e que ligeia recita nas últimas palavras dela: "o homem não se entrega aos anjos, tampouco à morte incondicionalmente, salvo apenas pela debilidade de sua frágil vontade". conexãozinha com
i'm thinking of ending things, de leve. essa coisa de vontade de viver, deus ser a vontade (isso é parte do trecho). depois disso o cara se casa de novo com uma tal lady rowena trevanion, de tremaine, que eu achei um puta nome de drag. ela é loira e tem olhos azuis, e o cara diz ter ódio por ela, ôxe. vão morar numa abadia que ele comprou e decorou exageradamente, gastando dinheiro e enfeitando as paredes, e claro que ela se adoece também. fica numa de aparentar morta, recuperar o rubor nas faces, até que se levanta e vira ligeia. ok, né. fora esse negócio de pensar sobre a vontade, não me chamou a atenção.
hereditary (2018)
acho que esse filme concorreu com parasita ao oscar, né? tava na lista de puiupo mas ia ver de qualquer jeito por isso. a intenção era ver com julia um dia... começa com o enterro de uma senhora, mãe de annie e vó de charlie e peter. a menina charlie, 13 anos, tinha uma ligação maior com a avó, e fica malzinha pensando em quem vai cuidar dela quando a mãe morrer. annie trabalha fazendo miniaturas, e a primeira cena é muito boa, com uma transição do quarto da maquete pro real. charlie parece ter alguma coisa, o rosto parece meio deformado, algo de cromossomos, talvez. baixinha. ela desenha e constrói brinquedos, e corta fora a cabeça de uma pomba que bateu no vidro da sala de aula dela e morreu. nessa hora ela vê uma mulher do lado de fora da escola olhando pra ela, não lembro se a chamando pelo nome, mas sorrindo, esquisita. logo depois peter pede pra ir numa festa e a mãe deixa contanto que ele leve charlie, e claro que ele acaba deixando ela sozinha pra fumar maconha com os colegas. ela come um bolo que tem nozes, e ela é alérgica, então começa a ter dificuldade de respirar e peter sai correndo com ela no carro. cena horrível: ela abre a janela do carro pra tomar ar, põe a cabeça pra fora, e na estrada tinha um bicho morto, aparentemente, do qual peter desvia; mas tinha um poste de madeira na beira da estrada e charlie bate a cabeça ali e morre. peter fica chocado e só dirige de volta pra casa, entra e se deita na cama, e dá pra ouvir a mãe indo procurar a menina e chorando copiosamente quando vê o que aconteceu. pedindo pra morrer... pesadíssimo. a cabeça dela foi decepada, véi, isso é possível? no poste tinha um símbolo igual ao colar que a avó usava. annie vai pra um grupo de apoio a pessoas que perderam entes queridos depois da morte da mãe, e por aí que ficamos sabendo que a mãe tinha transtorno dissociativo de identidade, que o pai tinha depressão psicótica e se matou de fome e que o irmão era esquizofrênico. depois da morte de charlie ela não vai mais, mas uma senhora chamada joan a oferece ajuda, e depois se encontram pra conversar. annie conta que é sonâmbula e uma vez jogou solvente de tinta nos filhos e nela e acordou com o fósforo na mão, aceso. diz que tem uma relação ruim com peter, que nunca a perdoou por isso, e ela também não consegue perdoá-lo por charlie, agora. depois de um tempo joan diz pra ela que conseguiu consolo com uma médium, e mostra como conversa com o neto, ao que annie fica muito abalada e em pânico. ela tem um pesadelo muito bom em que discute com peter e de repente eles estão encharcados e começam a pegar fogo. acaba que ela invoca a filha, mas tudo fica mais violento, bizarro. peter começa a ver coisas, e um dia joan aparece do lado de fora da escola falando umas coisas pra ele também. "get out!" numa aula ele é possuído ou sei lá e esmaga a própria cara na carteira, horrível. no fim annie descobre que joan era amiga próxima da mãe, e acha o corpo da mãe no sótão, decapitado e com aquele sinal pintado na parede. o marido tinha sido informado da violação do túmulo mas não contou pra ela. ela pede que ele queime o caderno de desenhos de charlie, onde apareceram desenhos de peter chorando, e o cara pega fogo. antes tinha acontecido com ela, mas só o braço. no fim ela fica possuidona, andando pelo ar e pelas paredes, perseguindo peter, e se apunhala violentamente no pescoço. aparece uns velhos pelados sorrindo, aquela que charlie viu e um cara que tava no velório também, e todos são parte desse negócio da avó. ela era rainha e peter vai ser o rei, paimon, um dos oito reis do inferno. annie e a mãe sem cabeça venerando ele, horrível o corpo em putrefação da vó. a cabeça de charlie sobre uma escultura de madeira. os véio pelado venerando também, joan o coroando. que é isso, véi. essas coisas tipo suspiria, que tem uma mitologia toda por trás, é sinistro, hein. mas não assustei nem fiquei com muito medo, esperava mais isso, de acordo com um
tweet que vi (não esse, mas com essa cena). tinha coisa de peter ter sido indesejado, de annie ter tentado abortar, e a avó ter desejado que charlie fosse um homem. paimon preferia corpos masculinos.
catch that kid (2004)
kristen (maddy) tem dois amigos, austin e gus, e gosta de escalar. a mãe é bette porter!!! trabalha freelance pra uma empresa de segurança que tá montando um sistema pra um banco cujo dono é um típico macho cuzão (mais um pra lista desses filmes toscos). e o pai tem uma pista de kart mas era alpinista, só parou porque caiu 30m numa escalada livre no topo do everest. no começo ele reclama de uma dor na cabeça e eu já falei: tumor no cérebro. ele desmaia em outra hora e parece que era algo na coluna, na verdade, onde ele ficou com cicatriz dessa queda aí, mas a cirurgia custa 250 mil dólares. então, não surpreendentemente, os três amigos resolvem assaltar o banco pra roubar esse dinheiro e ajudar o pai. gus ajuda o irmão mais velho nas corridas de kart, na parte mecânica, e fica encarregado de turbinar uns carrinhos pra eles entrarem no estacionamento; austin é nerd das câmeras e computadores, e fica responsável por fajutar filmagens e contornar o sistema pra violarem. tem rottweilers, também, que tão provisórios na segurança porque bette (molly, na verdade) não terminou de desenvolver tudo ainda, e o comando pra eles pararem é, supostamente, "ausfahrt", em alemão (qual o sentido?). o dono do banco ignora as recomendações dela e vai dar uma festa de inauguração, e as crianças vão aproveitar o evento pra fazer o assalto. muito mentira esses seguranças idiotões, que ficam se exibindo com negócio de dar choque, gritando e achando que sabem lutar karatê, ou então distraídos assistindo the simpsons. esses filmes de sessão da tarde, né... sinto que é uma percepção infantil dos adultos, historinhas surreais. os dois amigos de maddy ficam disputando ela, ainda por cima, e a coitada tem que chantagear os dois pra que ajudem no negócio. sendo que os dois gostam do pai dela, não era pra ser mais importante?? depois que roubam eles descobrem o colar de metade de coração que ela deu pros dois e abandonam ela, véi. e ainda tem o irmãozinho bebê que ela teve que levar junto porque a mãe ia trabalhar. muita mentira na escalada dela, se segurando só com as mãos e ainda tirando uma pra digitar "madeline" como senha, porque é claro que vai ser assim fácil. haushus pior que achei mais interessante que
but i'm a cheerleader, se bobear. mentira. mas foi okzinho, leve depois de
hereditary. filmografia de kristen check.
a queda da casa de usher (edgar allan poe)
esse era mais fácil de acompanhar, entender. sem enrolações. lembro de ler pra minha mãe quando teve aquela peça na biblioteca. um cara vai visitar o amigo de infância, roderick usher, e descreve a residência da família como tendo uma atmosfera tenebrosa particular. um lago escuro onde ele vê tudo invertido enquanto recobra a coragem de ir até lá, porque se enche de assombro e inquietude ao avistar a casa. ele acha estranho como a pedra das paredes tem apenas uma rachadura, do teto até a terra em direção ao lago, apesar de muito antiga. coberta de musgo e cercada de árvores e plantas secas, though. ele tá lá porque o amigo usher tá doente, com algo esquisito que o dá sensibilidade extrema dos sentidos, além da aparência doentia e fraca. não suporta a luz, só aguenta ouvir alguns instrumentos de corda, só consegue se alimentar com isso ou aquilo... usher compartilha a angústia em ser o último dos usher, quando a irmã morrer, e claro que a coitada tá mais perto da morte que ele. ela tá na casa e o amigo chega a vê-la uma vez, e pouco tempo depois ela morre mesmo. os dois colocam o corpo dela num caixão e o levam pra uma espécie de porão da casa, abaixo de onde o amigo tá hospedado, que costumava servir como calabouço, porque usher quer esperar duas semanas pra enterrar. o cara diz que a irmã tinha o busto e as feições coradas, "por conta da doença", e já suspeitei que ia ter enterro prematuro, né. numa noite de tempestade o amigo acorda perturbado e usher aparece meio abalado também, e o cara começa a ler um livro pra ele (poe dá uma alfinetada no autor, dizendo que era prolixo e estúpido demais pra ser um dos favoritos de usher, mas que servia pra mantê-lo distraído). a cada parágrafo tem uma descrição de barulho, e vai acontecendo igual na casa, de um jeito meio abafado. era a irmã saindo da câmara e aparecendo na porta do quarto, só pra correr pro irmão (ah, eram gêmeos e muito próximos), ao que o amigo sai correndo chocado. usher diz saber que ela estava viva há dias, por causa dos sentidos aguçados, mas que não ousara falar sobre. assim que o cara deixa a casa ela desaba, rachando pela fenda antes fraca, e a descrição é bem massa – a luz da lua antes vista com dificuldade através dessa rachadura, até aparecer inteira quando o edifício desmorona no lago. teve uma canção de usher sobre um reino/trono antes brilhante e primoroso e agora decadente, etc. interessante. gosto desse, não tenho reclamações. só fica repetitivo esse negócio de enterrar gente viva, mas porque é uma coletânea de contos de horror de poe, né, acho que originalmente não estavam assim juntos.
cold creek manor (2003)
meu deus, que filme ruim. tensão desnecessária, antagonista extremamente previsível, nada de interessante. kristen chama kristen nesse. ela tem um irmão mais novo, uma mãe businesswoman e um pai que faz documentários, e moram em nova york. começa com eles se atrasando pra escola porque a mãe saiu cedo pra viajar de avião e não ajustou o alarme, então tão perdendo hora. o pai leva de carro, tem engarrafamento e tudo, e quando eles saem e têm que atravessar a rua o menininho é atropelado. nada demais, só caiu e levou um sustão, mas depois a mãe diz que ele foi "very nearly killed". aí resolvem se mudar pra uma casa de campo, e acabam nessa tal cold creek manor, que era dessa tal família massie. estranho que tem mil coisas dos antigos moradores lá, móveis, pertences e até roupas, e na hora da mudança a família aparece vendendo. nunca mais se fala nisso, mas pensando agora não faz muito sentido, porque o último massie ainda tá lá vivão. é um tal de dale, que passou 3 anos na prisão por "um acidente do qual não teve culpa". ele aparece invadindo a casa já, se autoconvida pro almoço, come que nem um porco, fuma em todo lugar e pede um emprego pro cara novo dono. a mulher não acha nada dele, mas kristen o odeia e o pai desconfia dele também. tem um incidente com uma cobra na piscina em que dale vai lá salvar as crianças, mas depois aparecem cobras por todos os lados da casa e ele se demite sentindo o climão que ficou. discussão no bar, ele mete um socão na namorada irmã da xerife, persegue o outro de carro e mata o cavalo da coitada kristen. ela faz uma amiguinha chamada stephanie kkk meu momento. o pai acha um aparelho de dente na frente de casa, com dentes até, e percebe umas coisas estranhas a partir da fala do pai de dale, com quem falou no asilo em que está internado ou sei lá. parece que dale matou os dois filhos e a esposa. ele tinha dito que a família se mandou, sumiu pelo país. e daí que tem um poema tenso sobre uma tal garganta do diabo que no fim é onde o doido jogou os corpos. ele mata a xerife brutalmente e persegue o casal, mas acaba morrendo caído do teto (com ajuda do cara). acaba com a (ex-)namorada de dale botando uma flor no túmulo dele e as crianças felizes na piscina e a mãe satisfeita olhando da janela??? muito sem sentido. dai-me forças pra assistir essa filmografia bosta, kristen.
o colóquio de monos e una (edgar allan poe)
aqui estou eu fazendo review mais de um mês depois de ter lido, o que significa que não lembro nada muito bem, obviamente. mas sei que achei esse conto interessante. bem filosoficão, viajado, mas é curto, então leria de novo. esses dois seres, que ambos os nomes remetem à unidade, conversando sobre a vida após a morte. como se um tivesse esperado o outro. algo a ver com o tempo, também, muito tempo passando, uma espera imóvel mas consciente. detalhes sobre como monos morreu e o que fizeram com ele depois. até que foi legal.
zathura: a space adventure (2005)
eu gosto bastante desse filme, apesar de talita não ter achado nada de mais. além de kristen tem josh hutcherson, que eu gostava também por causa de ponte para terabítia. o irmão mais novo é muito fofinho, véi. kristen é a irmã mais velha absolutamente raivosa. até o pai eu achei legal, tranquilo, nem quando gritou pareceu bruto. o coitado de danny quer atenção mas walter é um chato que não quer saber dele, fica chamando de bebê, humilhando por não saber fazer as coisas. até que danny encontra esse jogo no porão e tudo o que sai nas cartas acontece de verdade, começando com uma chuva de meteoros. bem sessão da tarde, um conflito após o outro e a casa sendo destruída inteira. a irmã é congelada logo no começo, então quase não tem kristen, mas no que aparece tá tranquila de atuação. quando ela retorna tão no meio de uma invasão de zorgons e ela gama no astronauta, que no fim é walter ahsuhs. eu lembrava desse plot twist, não com os detalhes dele ter jogado 15 anos atrás e ter desejado que o irmão não tivesse nascido na hora da estrela cadente, nem com danny reaparecendo e os dois sumindo felizes. robô com defeito e depois reprogramado, gravidade de um tal t-alguma-coisa, astronauta resgatado, tripulante ejetado porque trapaceou, danny resgatando o jogo da nave dos reptilianos... engraçado a bicicleta orbitando em volta da casa o tempo todo e no final caindo do céu no gramado. em comparação com os últimos filmes que vimos esse é massa, pura aventura, ficção científica huhsu. sempre confundo zathura e jumanji.
o escaravelho de ouro (edgar allan poe)
um cara cujo amigo, william legrand, coleciona conchas e caça besouros, ou algo assim. ele tem um companheiro chamado júpiter, negro alforriado que continua trabalhando pra legrand. um dia os dois encontram um escaravelho diferente, que júpiter chama de "escaravelho de ouro" por causa do peso grande, e depois de mostrar ao amigo um desenho do bicho legrand fica encafifado com isso. no papel que usou o amigo viu uma caveira, e no fim legrand explica que o símbolo só apareceu por causa dele ter aproximado o papiro ao fogo. tinha mais um sinal, também, de um cabrito, e legrand concluiu que aquilo era algo do pirata escocês william kidd (lembranças de one piece aqui). conseguiu fazer aparecer uma mensagem esquentando o negócio por completo, e decifrou o código fazendo correspondências com o inglês. massa isso, e nem tão difícil, como legrand mesmo diz; ele percebeu qual símbolo se repetia mais (8), estabelecendo que correspondia à letra 'e', que é a mais comum do inglês, e assim por diante. a mensagem dava instruções para encontrar algo que, legrand supôs e estava correto, um tesouro enorme, e um dia convidou o amigo pra ir atrás disso, junto a júpiter. meio bosta as menções a ele como "preto velho" ou falando algo sobre incapacidade ou falta de inteligência, ainda mais depois que eles quase não encontram nada porque júpiter tomou o lado direito como esquerdo. engraçado que usaram o escaravelho pendurado numa corda só pra tirar com a cara do amigo, dando um ar de misticismo que nem precisava. 40 páginas, super longo, mas interessante por ser menos de horror e mais de mistério, enigma. não esperava isso, talita gostou. no lugar onde o tesouro estava enterrado tinha alguns esqueletos, que legrand concluiu serem das pessoas que ajudaram o capitão kidd a enterrar tudo.
os assassinatos da rue morgue (edgar allan poe)
poxa, como eu queria já ter feito essa review. um mês de atraso daqui pra baixo. tudo errado, né, indo totalmente contra minha própria ideia pra essas reviews. mas esse eu conheço bem e lembrava de outro momento, será que li pra algo importante? em tradução vivi recomendou e eu até mandei um arquivo pra ela, mas não reli nessa hora, só agora mesmo. sabia que era o orangotango e tal, apesar de não saber dizer os detalhes. bem sangrento, né, os assassinatos. um pouco confuso a resolução com o marinheiro, não entendi o que fizeram com o bicho. engraçado o tanto de gente dando pitaco errado sobre a língua que o assassino falava. meio linguística essa história, mesmo. bem longa, também. "negar o que é, explicar o que não é".
o mistério de marie roget (edgar allan poe)
o cara metido a investigador da rue morgue de volta aqui. esse conto não acabava mais. mil voltas nas coisas que as pessoas achavam que tinha acontecido, um jornal contra o outro e o escambau. foi baseado num crime que realmente aconteceu, no começo até fala disso, das correspondências. só não tenho certeza se edgar allan poe solucionou antes de ser resolvido no mundo real ou foi mudando coisas. uma demora pra ser simplesmente um cara arrastando a mulher até o rio. nem lembro direito, mas não valeu muito a pena, não. agora talita tá vendo dupin por aí, pelo menos tem dessas, né, de pegar mais referências.
unorthodox (2020)
!!! wow. esther, uma menina de 19 anos nascida e criada numa comunidade de judeus ultra-ortodoxos no brooklyn. cresceu com a vó e a tia, e primeiro pensei que era órfã, mas a mãe vive em berlim, só não é mais parte da comunidade e por isso tiraram a filha dela. vive com outra mulher, também. esty se casa com yanky, que parece um menino doce no começo, mas com o tempo vai aparecendo o quanto a mãe tá enveredada em tudo na vida deles. esty tem dificuldade em fazer sexo, e uma mulher (irmã de yakov, não tenho certeza) diz que ela tem vaginismo, e passa aqueles acessórios bizarros pra ir melhorando. como sempre, me pergunto o quanto disso é uma condição mesmo e o quanto é só pressão da sociedade. dá tanto pra viver sem penetração no sexo... mas enfim, com isso passa muito tempo sem eles sequer conseguirem fazer sexo, e a mãe tá sabendo, pressionando, fazendo a cabeça de yakov. um dia ela deixa ele forçar mais, fica lá sentindo muita dor e sofrendo, enquanto ele sente prazer e sorri depois, ai :( mesmo assim chega uma hora em que ele pede o divórcio, sendo que esty descobriu que tá grávida e tava pronta pra contar pra ele. não só por isso, mas por tudo, ela vai atrás da ajuda da professora de piano que aluga um imóvel da famíla dela, com quem fez aulas por algum tempo. a mulher consegue documentos pra ela e, assim que consegue, ela pega um vôo pra berlim, fugindo. menina esperta, fica de olho nuns alunos de uma escola de música e se junta ao grupinho, vai pra "praia" (um lago) com eles, deixa a peruca lá (pô, jogasse no lixo direito né minha filha). tem isso né, não entendo completamente, mas as mulheres casadas raspam a cabeça e usam uma peruquinha (da peruca eu sabia por disobedience). ela dorme escondida dentro da escola (que, por sinal, não dificulta em nada uma invasão dessas), vai pra uma festinha com eles, fica com um cara! que é legal, mas tão peludo. ela vai prestar uma prova pra entrar no lugar, mas uma das colegas diz que ela não tem chance no piano. acaba que no dia ela canta, em vez de tocar, e quando pedem uma segunda música ela canta em iídiche. linda demais essa cena. as mulheres ultra-ortodoxas não podem cantar! a mãe assiste, yanky também, porque foi pra berlim com o primo moishe perseguir ela. esse moishe é um escroto que encontra esty e deixa um revólver pra ela se matar ou voltar. faz pressão falando dos judeus que morreram ali, que ela não sabe fazer nada na vida e não tem pra onde ir. a mãe a acolhe, quando descobre que tá lá. a vó não responde no telefone, depois morre... yanky chega a cortar os cachinhos pra ela voltar com ele, diz que vai ficar lá vivendo com ela, mas a questão não é ele, né, ela não pode fazer isso... triste, pena. muitas coisas de tradição que eu não conhecia, massa também ter tanto iídiche. minissérie adaptada do livro autobiográfico dela, show. ah, véi, essa atriz é tão pequenininha!!! e tem 25 anos na real. parece muito uma criança, chega a ser estranho quando veste umas roupas muito adultonas. enfim, gostei bastante da série.
o rei peste (edgar allan poe)
dois amigos fugindo de um bar porque não pagaram a bebida. se enveredam por uma parte da cidade que tinha sido abandonada, evacuada por causa da peste. um cenário meio tenso, chernobyl (na minha interpretação). encontram um grupo de pessoas mais doidas ainda, num delírio de nobreza prestes a morrer. algum desentendimento, um negócio de bebida quebrado, gente saindo correndo. só estranho.
mean girls (2004)
lindsey lohan, há quanto tempo! talita e eu vimos esse filme clássico que eu nunca tinha assistido. engraçado os estudos dos populares, e não sabia que a amiga de verdade ia ser lésbica (ou não) gótica! e o amigo almost too gay to function. o plano era destruir regina george, mas cady acaba virando ela. sacanagem os vacilos dela com os amigos bons. meio torto as coisas de áfrica, né, ela querendo se juntar aos estudantes negros e falando em outra língua. que absurdo deve ser ir pra escola pela primeira vez tão velha já. coisas de engordar, pô. on wednesdays we wear pink e etc. negócio de pedir desculpas no ginásio depois do caos que regina causa espalhando as páginas do próprio livro de falar mal dos outros. diz que foi as duas outras amigas e cady. deus me livre essas gangues de meninas populares. no fim tem atropelamento por ônibus e talita foi estudar onde surgiu essa coisa de certos filmes. muito cara de todo mundo em pânico. normal o filme, nada diferente do que eu esperava, assim. não é o tipo de coisa que me chama atenção ou me faz decorar trechos e ficar citando por aí, que nem tem gente que faz. mas também, com o que eu faço isso, além de crepúsculo?
leonizando (edgar allan poe)
quê? um cara com um nariz fascinante que consegue coisas por causa da admiração dos outros. na verdade é só um nariz comprido, reto. sei lá, né. taí o tipo de coisa que me faz pensar em cotejar a tradução com o original pra ver as soluções que usaram. muitas referências que eu não faço a menor ideia do que se trata. pareceu um pouco um conto pequeno que enfiaram pra completar o livro. feliz de ter terminado!
50 shades of grey (2015)vimos pra celebrar o último dia de talita antes da viagem. despedida com humor. o tipo de filme que eu só veria assim, mesmo: com amigos, pra criticar e dar risada. só assim pra todo mundo ficar acordado, também. sabia muita coisa por causa
desse vídeo, e talita também ficava contando o que ia acontecer por que tinha falado pra ela. consigo entender como pode ser gratificante ser submisso a alguém, ter responsabilidades tiradas de você, não ter que escolher. às vezes dá vontade de não ter consciência própria e só seguir um roteiro, mesmo. mas tô longe de entender a brisa de associar dor a prazer. acabou que tivemos várias conversas a partir daí, também, sobre o que é construído socialmente, o que atrai certas coisas, etc. do tipo, quem gosta de bdsm tem necessariamente que ter tido algum trauma, alguma história pesada? sei lá, né. aquele vídeo fala muito bem de tudo, resumindo bem também (do tipo, grey ter sido idiota em realmente mostrar ~o quão ruim poderia ser~ quando anastasia pede, sendo que ela não tinha noção de nada, por não ser da coisa, e obviamente ia ser assustada/espantada daquele jeito). engraçado ver bella e edward nas coisas (anastasia trabalhando numa loja de ferramentas, discutindo o contrato com ele!, sendo "salva" do possível relacionamento saudável com um outro carinha...). às vezes dou risada sozinha lembrando da cena em que anastasia manda um email com uma resposta meio ácida pra grey e na hora mariana disse "ai falei" e foi muito engraçado kkkkkk. que loucura. agora vamos esperar talita voltar pra continuar os filmes haushu