sábado, 31 de agosto de 2019

lidos (3) e assistidos (15) em agosto

always be my maybe (2019)
dois vizinhos, sasha e marcus, que eram muito amigos desde crianças. os pais da menina nunca tavam em casa porque trabalhavam muito e ela se cuidava sozinha, fazia comida, mas passava muito tempo na casa do menino também. ajudava a mãe dele a cozinhar, gostava deles. quando eram adolescentes a mãe de marcus morre, e pra consolar sasha chama ele pra fazer qualquer coisa. tão no carro cheirado a um queijo dele quando ela o beija por impulso, ele corresponde e eles transam no banco de trás. nunca mais se falam. ela vira uma chefe famosa que só tá voltando pra cidade (são francisco) pra abrir um restaurante. mas a agente ou sei lá é uma amiga da mesma época do passado, que chama a empresa de ar condicionado do pai de marcus pra fazer instalação na casa chique que sasha tá alugando. encontro esquisito e desconfortável, sasha tá namorando um cara famoso envolvido com restaurantes. ele adia o casamento pra viajar pra índia e fala pra eles saírem com outras pessoas pra verem se devem mesmo ficar juntos. sasha acaba indo no show da banda que marcus tem há 16 anos, vai jantar comida que a namorada hippie dele faz, acaba se reaproximando dele. aí ela conhece keanu reeves (interpretando a si mesmo) e vivem um romance (over)sensual por um breve tempo, que termina com um encontro de casal num restaurante bizarríssimo (uma das comidas era ouvir o som do animal no prato em que comiam) seguido de um jogo chato no hotel de keanu e marcus socando a cara dele. marcus beija sasha e tudo reacontece, gostam do que acontece, tão bem juntos – até ela ter que voltar pra nova york, o que marcus não é capaz de fazer porque tem medo das coisas. leva um tempo até ele se deixar crescer, ele vai mandando mensagens de voz pra ela, até que vai até ny pra se declarar. no final ela também levou em consideração o que reaprendeu com ele, e criou um restaurante de comidas que "fazem as pessoas se sentirem em casa", levando o nome da mãe falecida. comédia romântica bobinha mas divertida, massa que são todos asiáticos, vi ativismo sobre isso. melhor parte é a música do final, que marcus fez pra se assegurar que todos soubessem que ele socou keanu reeves.

d.e.b.s. (2004)
véi do céu. filme de espiãs meninas selecionadas por causa de um teste secreto no enem dos eua, que testa a habilidade de mentir – porque "as outras coisas podem ser ensinadas, mas mentirosos são ótimos espiões". usam uniformezinho xadrez de saia minúscula e sapato de saltinho, andam com uma arma besta. a própria sigla tem beauty no meio. quatro são as principais, uma delas (amy) tirou a nota máxima na prova, mas na verdade só quer estudar arte. uma super vilã chamada lucy diamond tá de volta no país pra encontrar uma assassina russa, mas na verdade é blind date. não consegue fazer rolar, tem tiroteio porque tem um monte de gente pendurada num balancinho besta no teto, mas nisso ela conhece amy – que tá escrevendo sua tese sobre ela. se interessam uma na ota. amy é a única pessoa que encontrou lucy e saiu pra contar história. leva ela pra um lugar pra poderem conversar mais, se dão bem, quase beijo interrompido pela outra espiã burrona, de paquera com o parceiro de lucy, afinal. sequestro de sete dias que era romance na verdade, as ota descobre e nem leva lucy presa, decidem manter segredo e como assim só um grupinho sendo que iam mobilizar tudo. lucy devolvendo o que roubou, deixando "bomba" com balões escrito amy be mine, faz o exame e tudo mas ninguém prendendo bosta nenhuma. no final amy admite que ser bom numa coisa não quer dizer que é sua paixão, a amiga-chefe ajuda elas a fugirem. essa chefe do grupo é max, que é negra, e tem uma japonesa que só fuma, além da burra. negócio de amy ser loira e promovida sem nem tentar enquanto max vive pra espionagem. todo mundo parece muito idiota, errando tiro e se movendo que nem besta. tem um teletransporte dos chefão que deixa brilhinho. tanta coisa errada, malfeita, chega a ser bom ahsuhs.

dear white people S02 (2018)
maratonei de madrugada porque talita comentou que tava animada pra ver a temporada 3. me pareceu bem mais engraçada que a primeira, não lembro bem. vários risos/sorrisos com coisa boa, tipo joelle desmaiando no chão ou abrindo a blusa por causa do crushzinho inteligente, a lua caindo e quebrando com troy louco de cogumelos... episódios muito bons também. queria rever a primeira porque tenho essa impressão de ser bem pesada, na época eu nem quis continuar a série na hora. quer dizer, essa temporada ainda foi, mas tava tão interessante que vi tudo de uma vez. aquilo de cada episódio focar num personagem, massa, às vezes tinha até intersecção e repetição da mesma cena em perspectivas diferentes. reggie traumatizado e vendo o policial branco apontando arma pra ele o tempo todo, tendo ataque de pânico e fazendo terapia forçado, questionando o que o policial recebeu (mó processo pra ele ser demitido, e no final é um nepotista mal educado da zorra); lionel sendo enrolado por silvio e conhecendo wesley, latino bonitinho, com quem desenvolve romance (tão bonitinho! as pequenas gayzices que lionel solta, tipo apontar o canto da boca pra baixo corrigindo o prêmio que pretende ganhar. aprendendo a transar também heuhe); coco engravidando e vendo 18 anos no futuro, engraçado que supostamente podem "beam" as coisas, tipo teletransporte, e decidindo fazer aborto mesmo (apoio de kelsey, colega de quarto lésbica); joelle apaixonadinha por outro cara de ótimas notas em anatomia, pra por fim descobrir que ele era um hotep (ainda tenho pesquisar o que é isso); um troll da alt-right discutindo com sam nas redes sociais que acaba sendo silvio, ridículo; troy buscando sua voz, tentando entender quem é, e até pra isso precisa da opinião dos outros, mas acaba indo pra stand up e melhorando a atitude; gabe fazendo um documentário chamado "am i racist?" e entrevistando várias pessoas, pra no final discutir com sam, coisa de white savior, ela "causar" reações como a de silvio, etc (rola um beijo no final); o pai de sam morrendo sem ela ter sabido de hospitalizações, ela achando uma carta massa e uns livros antigos que falam das sociedades secretas de winchester; uma apresentadora controversa pra ter um papo no campus e sendo na verdade uma personagem, plateia toda de negros (ela também é), bravões; sam e lionel sendo detetives com esse negócio de sociedades secretas e no final achando um cara, que na real é quem narra os episódios e faz os "watch closely". show! umas lições da zorra, frases boas, personagens reais. tenho que procurar a trilha sonora.

baby S01 (2018)
itália. adolescentes que estudam numa escola particular chique. duas meninas que se aproximam nem sei por que, ludovica que teve vídeo de sexo vazado e chiara que tem pai traindo a mãe. elas conhecem um homem que dá umas festas secretas, e que propõe que se encontrem com caras pra "ganhar dinheiro". chiara tem um problema também que é que transa em segredo com o irmão da melhor amiga camilla, que tem namorada e tal. ludo mora com a mãe que não paga a escola porque usa o dinheiro com o namorado novinho, e tem uma irmã que o pai diz ser a preferida (ela ouve escondida no casamento dela, muito improvável). elas acabam se envolvendo com uns caras mesmo, ludovica tem um romancezinho com o ajudante do homem lá. tem um menino novo na escola também, damiano, filho de um árabe. sofre bullying do irmão de camilla e se envolve nuns problemas, tem que vender droga, sei lá. chiara gostava dele mas ele fica com camilla, só pra depois voltar pra ela e se confessarem apaixonados. roubam a motinha dele que era da mãe que morreu, chiara acha... ela e camilla conseguem um intercâmbio pros eua, mas chiara diz que é o sonho da amiga, não dela, e fica por aí com ludo mesmo. tem um amigo delas gay, com quem damiano anda quando procura a moto. filho do diretor da escola, se sente não enxergado pelo pai, ajuda damiano a vender as coisas também. enfim, chato, enrolado, ludo e chiara sempre muito íntimas mas nada rola, etc. raro ser italiano.

kiss me first S01 (2018)
série doida da zorra. tem essa menina, leila, cuja mãe morreu. ela joga um jogo de realidade virtual em que se usa aqueles óculos e sensores de dor e tudo, chamado azana, e sua personagem lá se chama shadowfax. descobre um grupo de jogadores meio esquisito, liderado por um tal de adrian, e conhece pessoalmente tess, uma menina bipolar meio viciada em drogas cuja personagem se chama mania. todos os membros desse grupo têm algum problema pessoal. presencia no jogo, usando a conta dela, um dos jogadores do grupo pular de um precipício incentivado por adrian, e descobre que o cara se matou na vida real mesmo. tenta alertar os outros, mas um outro menino com um pai adotivo abusador se explode num carro com ele. tess some e ela tenta reencontrá-la e salvá-la, mas já tá sendo procurada como suspeita de provocar esses suicídios. um cara pra quem ela alugou um dos quartos da casa acaba ajudando o tal adrian porque ele disse que era o pai de leila, e porque é um idiota feioso. ah, aliás, em algum momento leila revela que matou a mãe, porque ela tava muito mal e queria que ela a ajudasse a escolher quando morreria. leila vai atrás da criadora do jogo, que tinha ficado presa porque supostamente matara o marido, só pra descobrir que a mulher era uma esquisita que nem tinha mais nada a ver com azana. enquanto isso tess e mais outra jogadora, cuja personagem é tippi, tão numa mansão na croácia onde adrian promete que todos serão felizes. têm que tomar uma pílula vermelha todo dia (aliás, red pill é o nome do grupo deles), e claro que isso mantém todo mundo controlado ali doido. leila chega lá através de um outro jogador, que conhece por force, e que tinha a missão de matar leila mas que passa a ajudá-la porque ela o ensinou umas verdades, sei lá. o que ele queria era encontrar jocasta, outra jogadora, que ele descobre ser um menino (muito bonitinho por sinal, e que descobri que era trans, o que explica), e por isso o rejeita. leila tenta fugir e ele quase mata ela, e ela quase mata ele e foge. quase é morta por tippi doida das facas, tess quase se afoga num lago, leila esfaqueia force que reaparece. acontece que tess escapa e leila tá presa num lugar sendo torturada virtualmente por adrian, que ela descobriu que é filho da criadora de azana, e na verdade criou azana e teve seu trabalho explorado, sei lá. ela consegue ir embora e reencontra tess e jonty (o idiotinha), hackeia o jogo pra expor adrian, mas no final ele ainda consegue ligar pra ela e dar um "até a próxima", possível tentativa de deixar um gancho pra outra temporada. mas muito confuso e absurdo, não gostei muito não. leila é bonita, loira de cabelo cacheadão, a cara tem uns ângulos incomuns. tess também bastante, e jocasta lá. é baseado numa novela de uma autora pelo menos, mas por que esse título?

o alquimista (paulo coelho)
difícil ler sem preconceitos com o autor. a história é sobre esse pastor da espanha que tem o mesmo sonho duas vezes e vai até uma cigana para tê-lo interpretado, que diz que há um tesouro esperando por ele nas pirâmides do egito, e a cobrança pela interpretação é um décimo do tesouro. meio desacreditado encontra um homem que diz ser um rei que aparece para quem precisa e pode se transformar até em pedra, e fala pra ela sobre a alma do mundo, a lenda pessoal de cada pessoa, etc. diz que quando alguém quer alguma coisa de coração, todo o universo conspira para que esse desejo seja realizado, pois faz parte da alma do mundo – o motivo pelo qual aquele indivíduo foi criado. o pastor vende as ovelhas pra ele, atravessa o canal que leva até a áfrica, é roubado num bar... vai conseguindo se virar sem saber a língua, só ajudando, percebendo que "tudo é uma coisa só". arruma emprego numa loja de cristais e faz com que o negócio prospere como nunca antes; passa o tempo, ele aprende árabe, tem dinheiro suficiente pra retornar pras ovelhas e vai embora. mas sabe que não vai fazê-lo, e se junta a uma caravana que vai atravessar o deserto. conhece um inglês que lê muito sobre alquimia, fala sobre a pedra filosofal e o elixir da vida eterna, coisas de evolução. o rapaz entende tudo como algo bem mais simples, e por isso é quem o alquimista procura quando chegam ao oásis onde ele mora. o rapaz conhece uma mulher a quem descobre amar, onde estava a linguagem do mundo, que é o amor... se torna conselheiro da tribo local quando prevê um ataque de um clã por causa de uma visão que tem... mas entende com o alquimista que não deve deixar o amor interromper sua lenda pessoal, que o amor verdadeiro sabe disso, então parte com ele em direção ao tesouro. aprende que a busca já é um encontro com a alma do mundo, portanto, a alma de deus, que ela está em todos os seres... aprende a "se transformar" em vento, conversa com ele, com o deserto, com o sol, com a própria mão que criou tudo... um monte de coisa até chegar no lugar ao pé das pirâmides de que sonhava, só para ser agredido por refugiados dos clãs em guerra e ouvir de um deles um sonho de que havia um tesouro enterrado dentro de uma igreja abandonada na espanha, embaixo de um sicômoro (que é isso?), mas que ele não ia até lá só por causa de um sonho estúpido... e então o rapaz volta pra esse lugar, onde dormia quando pastor, e encontra seu tesouro. muitas lições e ensinamentos, o que não achei tão ruim quanto esperava porque conseguia ver algum sentido nas coisas, mas pode ficar chato como parece que o narrador/autor sabe tudo. a alquimia é sobre isso no final, entender a linguagem do mundo, viver e se entregar ao presente, saber que as coisas ao redor de algo que evolui também evoluem, que isso não se relaciona simplesmente a transformar chumbo em ouro... que se aprende pela ação, que deve-se ouvir o coração para conhecê-lo e não ser surpreendido por ele, que o medo de sofrer é pior que sofrer, que tudo é sinal... muita coisa religiosa, sei lá. é fácil de ler porque tudo é bem curto, mas tem esse lenga-lenga aí.

få meg på, for faen! (2011)
filme que eu tinha baixado há um tempão. noruega, cidadezinha pequena de nome que não sei falar. alma tem quinze anos e tá excitada pensando em sexo o tempo todo. liga pra um número de sexo por telefone e fica se masturbando. compra cerveja com as amigas, duas irmãs, e mostra o dedo do meio com uma delas sempre que passam pela placa da cidade dentro do ônibus escolar. alma gosta de um tal de artur, que caminha com ela uma vez, mas no geral não faz nada de mais. fica fantasiando que pertencem um ao outro e são um só. numa festa ela fica do lado de fora da casa enquanto bebe e ele chega nela, só pra tirar o pau pra fora e cutucá-la na coxa. ela conta pras amigas mas a loira (que não mostra o dedo do meio com ela) não acredita, e claro que artur nega ter feito, então ela vira uma excluída na escola toda. começam a chamá-la de "alma-cutucada" e ela tá sempre sozinha. tenta parecer legal fumando um baseado e deixando cheiro num casaco, confronta artur, mas nada adianta. a amiga mais bacana encontra ela de vez em quando, em segredo, e compartilha de alguns pensamentos de querer sumir da cidade, etc. se apaixona por um menino maconheiro que não toma banho. a irmã mais velha delas mora e estuda sociologia em oslo, e alma fica sonhando com isso. a mãe de alma descobre as ligações, acha ela uma esquisita, fala de a odiar... de novo esses diálogos impossíveis de se ouvir, mas ouvidos. alma vai trabalhar no caixa de um mercadinho do pai das amigas, mas não melhora ainda. uma noite bebe e vai falar com artur, que diz já ter uma namorada, e nisso ela sai desconjurada e pega carona até a casa de maria (a menina de oslo). ela e os outros jovens que moram com ela a tratam bem, ouvem a história, fica legal. acaba voltando e rejeitando as desculpas tardias de artur, e recuperando as amizades. termina com elas chegando na escola e vendo uma faixa que artur fez, escrito "eu cutuquei alma com meu pau". legal, bem humorado, bonitinha a menina, afinal. numa hora ela fantasia sexo com a amiga loira. engraçado a vizinha que tem caderninho de espionagem dos oto. o título em inglês é "turn me on, goddammit".

vitamin (keiko suenobu)
laiz que falou pra talita trazer e ficar. sawako tem 15 anos e namora kouta, que é bom aluno mas é um bosta. ela tá pedindo ajuda em matemática, eles tão sentados na escada que dá pro apartamento onde ela mora com os pais, e kouta quer transar ali mesmo, e fazem, mas sawako chora e não gosta. as amigas dela ficam imaginando como é fazer sexo e ela só pensando que é muito ruim. parece que vai ficar tudo bem quando ele manda um recadinho de desculpas, mas assim que se vêem sozinhos numa sala ele a força a transar de novo. mas aí um cara abre a porta e vê ela recebendo sexo oral, chorando, e logo a escola toda sabe. ela sofre bullying dos próprios colegas, pixam a lousa e a xingam, as meninas arrancam a roupa dela no vestiário pra ver se os mamilos são pretos (como são os de quem transa com muita gente, supostamente), desenham um panda no corpo dela e tiram foto... horrível. tendo a foto a forçam a fazer coisas, comprar caixas de camisinha, largam tudo na carteira dela, mandam ela jogar fora. quando ela conversa com um professor ele diz a ela pra ser forte, que logo vão esquecer já que tem o vestibulinho chegando, mas claro que isso não acontece. jogam o celular dela na privada, enfiam a cara dela na água do vaso, jogam baldes nela. ela decide não ir mais na escola e o pai diz que tudo bem, mas a mãe não apoia. quer que entre pra um bom colégio como a irmã mais velha. sawako não consegue mais sair de casa mesmo e promete que vai estudar por conta, mas acaba encontrando coisas velhas de quando sonhava em ser mangaká e retoma os desenhos. consegue menção honrosa numa revista e fica contente, mas a mãe a diz pra parar de sonhar. fica bem mal, diz que só queria ouvir algum elogio dela... depois a mãe procura se informar mais sobre bullying e a incentiva a escrever, até aparece na formatura pra ver sawako dando adeus às pessoas ruins e rasgando o diploma. antes disso tinha recebido uma carta de desculpas dos colegas de sala, recados de que estavam arrependidos e pedindo que ela voltasse, mas quando aparece na escola eles zoam mais e ficam dizendo que ela acreditou, que besta e tal. véi. enfim, ela decide fazer um mangá sobre isso tudo, e no final vence prêmios e é publicada. tem um texto da autora comentando que pode ter parecido exagerado mas que tem gente passando por coisa pior, e que deu à sawako a força que queria ter pra ir contra as pessoas, os pais, a sociedade. bom, legal que tem a coisa de mangaká, tenso demais os abusos. o título diz respeito a encontrar as vitaminas necessárias pra seguir em frente.

i am mother (2019)
uma base ou sei lá onde um droide cria uma humana. escolhe um fetozinho e bota pra gerar em 24 horas, ela cuida com a máxima atenção, ensina ética e tal. parece que teve uma extinção dos humanos, alguma guerra, vírus. estranho que nas contas aparece um tanto mais que 13 mil dias depois da extinção quando a menina começa a ficar curiosa com o lado de fora – nas contas isso dá 35 anos – e ela acaba recebendo uma mulher. primeiro esconde, depois a mãe acha e quase mata (a mulher também tentou matar o robô), acaba que a menina faz cirurgia pra remover uma bala que ela tinha no quadril. começa a falar do lado de fora, de pessoas com quem vivia, faz a cabeça da menina pra ir desconfiando da mãe, e ela vai vendo que a ota tem razão mesmo. finalmente a mãe pede pra filha escolher um irmão, botar lá pra fazer gestação. mas também tá tramando fuga, e claro que o droide sabe, conflitos até que saem. só que não tem nada lá fora além de milho e um cachorro. a menina volta pra conversar com a mãe, levar o irmão, e a coisa diz que tá em todos os droides armados do lado de fora, que é uma consciência só criada pra cuidar dos humanos, e que, no caso, percebeu que eles tavam sendo ruins pra si mesmos então exterminou todos pra começar de novo. e que a menina deu certo (ela descobriu ser a terceira tentativa), e que agora ela já pode continuar daí. tiro no droide simbolizando esse rompimento possível. mas ela ainda aparece indo ver a mulher, e dá a entender que ela foi parte da "prova" pra construir o que a menina tinha que ser. sem contar que elas se pareciam muito, e o negócio de 35 anos combinaria com ela, então deve ter sido uma das anteriores a serem criadas lá. achei bom por fazer pensar tantas hipóteses, batata queria algo que "bugasse o cérebro" mesmo.

ano hana (2011)
bem pior do que eu lembrava. forçação de jintan excitado com menma desastrada, outras coisas sexuais com as meninas, vozinha de criança e essa impressão ruim. enrolação dela não saber o desejo, falar toda hora disso, reviver as coisas... eram tão pequenos quando aconteceu a morte dela, meio forçado também todo esse sentimento e drama. preguiça até de fazer review. enfim, seis amigos, essa de cabelo branco morre, todo mundo se afasta e cada um tem uns traumas relacionados. chato que no final fica aquilo de jintan gosta de menma, o de olho verde também, mas a de óculos gosta dele e anaru gosta de jintan. poppo sobrando sendo o engraçado viajante do mundo. ok o final, ela sumindo e deixando recadinho pra cada um, brincadeira de esconde-esconde, umas etapas japonesas. ano hi mita hana no namae o bokutachi wa mada shiranai – meio fora de sentido...

the perfection (2019)
que filme horrível foi esse. sam de dear white people e a namorada do cara de get out. violoncelistas alunas de uma escola chicona só pra isso, mas a branca parou de treinar quando a mãe ficou doente e morreu. passou por hospitais psiquiátricos, umas cicatrizes no pulso. vai encontrar os ex-professores e vê a ota, diz que é fã, mas a ota (mais nova) diz que ela é que era ídola dela, inspiração etc. fica dando em cima toda toda, se pegam, sam decide passar uns dias viajando longe de tudo. detalhe que tão na china e viram um cara vomitando esquisito no evento que teve lá. ela começa a passar muito mal, cérebro queimando, se caga toda, bem trash ela falando que não ia aguentar no ônibus. começa a ter delírios, ver larvas no vômito e bichos se mexendo por baixo da pele, mas era tudo porque a branca deu pra ela tomar um remédio doido dela ou da mãe dela. do nada tira um cutelo pra ota amputar a mão e ela faz, meu deus. fica parecendo que foi inveja mas aí vem a história da escola lá, o dono é um pervertido abusador e a coisa queria salvar a ota disso. primeiro tem uma vingancinha da amputada, mas aí elas se juntam pra pegar os cara da escola. coisa de ser acorrentada, ter que alcançar a perfeição, e quando erra uma notinha é estuprada. elas matam geral, esfaqueiam a mulher, e lutam tensamente contra o malzão. cena horrível dele estraçalhando o antebraço da branca. no final elas tocam juntas, uma sem a mão direita e ota sem o braço esquerdo, num negócio perturbador doentio, pro cara todo amputado por elas. batata ficou chateada pela escolha de filme pra ver com todo mundo no dia da hamburgada.

behind the curve (2018)
assistido pra curar the perfection, logo em seguida. documentário sobre terraplanistas! engraçado que no começo eu senti uma duvidazinha também, quando o cara fala dos aviões voando em certa direção, mas quando veio a mulher bonitinha que dava os contra-argumentos eu já me desquaseconvenci. como assim, véi, certas coisas que eles afirmam... chega dar aflição de pensar no tamanho da dedicação que teria que ter havido na humanidade pra manter uma mentira há tanto tempo, sei lá. é como dizem em algum ponto, os caras da ciência do documentário, que essas pessoas acharam um jeito de reconstruir a realidade delas por causa de uma necessidade que sentiam, que podia ser inconsciente, e essa "teoria" serviu. tipo eleitores de bolsonaro, né. podia ter mais hipóteses deles. experimento com laser que dá errado! coisa de não enfrentar ridicularizando. lembrei de me falarem que hoje em dia tem muita gente que não acredita na ciência.

reservoir dogs (1992)
filme de tarantino. começa com um monte de cara com um papo até que decente numa lanchonete. daí vem o quase fim, com um cara baleado quase morrendo. vai contando como eles se juntaram pra cometer crime, gente profissional. nesse trabalho todos tem nomes de cores. acham que tem um policial infiltrado porque deu errado assim, um morreu, oto foi baleado... e na verdade esse quase morrendo é o policial, se preparou todo pra operação. tem um cara que saiu da prisão há pouco tempo depois de quatro anos, bem leal ao velho mandante do assalto e de muitos outros crimes. só que é meio sádico, pega um policial e bate nele, arranca a orelha, credo. o policial disfarçado mata ele baleado quando ninguém mais da gangue tá no armazém onde estão. no fim ele conta pro mais colega dele que é policial, e não dá pra saber se o cara atira nele ou são os policiais que chegaram no lugar que atiram no cara. ok, esperado do diretor, nada de mais não. umas histórias.

dear white people S03 (2019)
meio parada essa temporada. umas coisas de humorzinho, uma pequena grande história, mas nada de mais. reggie fascinado por um professor que volta pra faculdade e tá desenvolvendo um app pra motivar a fazer coisas, e acaba ajudando ele a sair do estado depressivo. ficam sabendo que muffy amiga de coco foi abusada por ele, e leva um tempo até reggie aceitar, acreditar e tal. questão dela ser branca e ter sido ruinzinha pra coco, dúvidas, mas é coisa séria né. moses (o professor) é parte da ordem lá que sam e lionel descobrem, mas de um subgrupo que usa poder pra fazer coisas ruins. sam meio sem rumo não sabendo o que fazer de tcc, gravando documentário inspirada numa diretora que ela gosta, mas muda a perspectiva depois de encontrá-la e levar uns comentários ácidos. família de gabe sem dinheiro e ele assinalando "native american" pra concorrer a uma bolsa, vergonha alheíssima quando anunciam vencedores numa cerimônia dizendo que todos eram minoria, e só ele lá de branco aproveitador (3% do dna é nativo americano). brooke experimentando lesbiandade com a colega de quarto de coco, magoando ela. lionel escrevendo uns contos eróticos gays secretamente e fazendo sucesso. bem mais trejeitos de gay ele. começa a namorar um cara que tem aids. troy se junta com abigail quando saem da pastiche pra fazer uma revista nova.

stranger things S03 (2019)
rússia envolvida nas coisas, época de guerra fria né. tem um shopping na cidade e embaixo dele uma base russa secreta, onde tão com uma máquina de raio poderosa tentando abrir o portal entre o mundo real e o invertido (por quê? ninguém fala sobre os motivos. talvez só poder mesmo, essas coisas de corrida armamentista). quem descobre é dustin, que voltou de um acampamento de ciências com uma torre de rádio pra falar com a namoradinha de outro estado (quando finalmente se falam e ele pede uma constante de física lá eles tem que cantar neverending story primeiro, meu deus). ele intercepta uma mensagem, que mostra pra steve, e quem decifra é a menina que trabalha com ele na sorveteria, robin (que é lésbica). usam a irmã menor de lucas (muito bom como ela fala) pra entrarem no depósito de entregas. como sempre tem outros grupos de pessoas sabendo de coisas diferentes e que não conversam entre si – nancy e jonathan investigando ratos comendo fertilizantes; joyce com os ímãs que não ficam mais pregados na geladeira; hopper sabendo de compras das propriedades em volta da usina sendo encobertas pelo prefeito idiota. hopper e joyce acabam sequestrando um russo cientista, fugindo de um cara pesadão malvado, e ficam sabendo da máquina pra abrir o portal depois que encontram aquele cara da primeira (?) temporada com quem nancy e jonathan falam e tal... que fala russo. ah, tem a questão do irmão de max também; ele é infectado pelo "mind flayer" e fica tomando pessoas pra serem parte do exército dele. na real elas explodem e a carne vira o corpo do bicho, nojentíssimo, mas billy continua sendo usado como a cabeça de tudo. o bicho quase mata eleven, que perde os poderes, e as crianças usam fogos de artifício pra segurar ele. bonito as explosões dentro do shopping. billy é morto brutalmente e tudo acaba quando joyce destrói a máquina, sacrificando hopper que ficou do lado errado. palavras bonitas de hopper num discurso que tinha feito pra falar com el e mike (namorados...), el lendo depois de tudo. ela se aproximo de max, que tá toda feministona criticando garotos, apesar de namorar lucas. will chateado que os amigos não ligam mais pras mesmas coisas. termina mostrando um daqueles demogorguinhos na rússia, numa jaula com um prisioneiro, num lugar que parece ter um americano (quem será?). podia acabar aí e deixar os personagens em paz, tanto trauma pros coitado já né. joyce e a família, com el, se mudam de hawkings.

la tortue rouge (2016)
um homem caído no mar no meio de uma tempestade. acorda numa ilha deserta, só com a roupa do corpo. tenta construir jangadas mas num certo ponto elas se desmancham, algo dando tranco mas não consegue ver, até que aparece uma tartaruga vermelha. ela que quebra tudo e não deixa ele partir. ele fica com raiva e quando ela vai à praia bate nela com um pau, vira ela de ponta cabeça e na manhã seguinte ela tá morta. se arrepende e tenta reanimá-la, sem sucesso, até que o casco quebra e ela vira uma mulher ruiva. ele faz um negocinho pra fazer sombra nela, dá água e protege, até que ela acorda. dá a camisona dele pra ela, a vê levando o casco pro mar. viram um casal e logo já tem um filhinho. numa vez que cai num buraco com saída estreitíssima, onde o homem já tinha caído quando era sozinho, consegue nadar de boa rapidinho. ele cresce e é bem próximo das tartarugas do mar. vem um tsunami e destrói a ilha toda, ele consegue se sair melhor e procura os pais, tartarugas ajudando pra resgatar o pai da água. passa um tempo e o filho parece querer partir, se despede dos pais e vai embora com as tartarugas. o casal fica velhinho, o homem morre dormindo e a mulher volta a ser bicho. muito bonito o desenho, as cores e músicas, e massa não ter falas. sirizinhos figurantes ótimos também, engraçadinhos.

cachalote (daniel galera & rafael coutinho)
começa com uma velha grávida que só aparece de novo nas últimas páginas. ela nada numa piscina onde tem uma baleia cachalote. várias histórias se seguem, sem conexão, todas com algum elemento meio surreal, onírico. tem um astro chinês no brasil, todo destrambelhado e bebum, que leva culpa pelo suicídio de um colega; um cara mimado grosso que tinha um caso com a tia, sendo que era o tio que o dava dinheiro; um homem que trabalha numa loja de materiais de construção que gosta de bdsm e começa a namorar uma mulher que trinca com a força; um escritor deprimido que encontra a ex-mulher pra ver a filhinha; um escultor arrogante que é chamado pra atuar num filme em que o personagem é ele mesmo. confuso, não dá pra saber com certeza o que acontece, mas interessante os assuntos e possíveis projeções de cada um. o traço faz todos parecerem velhos e feios, massa também. umas posições boas.

pride and prejudice (2005)
quantas mil vezes eu assisti esse filme? vi de novo porque talita leu o livro. sei de tudo que acontece, as músicas, as falas. gosto assim nem sei por quê. crush em keira knightley. agonia dos pelo de darcy aparecendo na cena do "i love, i love, i love you" (sei recitar). meio ruim que kitty e lydia só fazem rir também. li um texto legal falando de mary esses dias. não lembrava, mas umas coisas são combinadas em um acontecimento só, etc, bom até. bingley engraçado, jane plena. a mãe delas me lembra minha avó na aparência e trejeitos.

quarta-feira, 31 de julho de 2019

lidos (4) e assistidos (15) em julho

dark season 2 (2019)
absurdo. noah jovem em 1921 sendo guiando por si mesmo do futuro. construindo a passagem pra caverna que depois vira o portal. dias contados pro apocalipse e noah buscando as páginas faltantes do diário de claudia. um investigador aparece pra ajudar charlotte, katharina se mete na caverna, martha termina com bartosz. jonas adulto se revela pra mãe, que conta pra katharina, que não acredita. jonas jovem todo cheio de manha no mundo pós-apocalíptico, roubando gasolina pra iniciar a máquina segurando a partícula de deus; quase morre enforcado porque o pegam, mas a surda o poupa, e a menina que ajuda ela acaba soltando ele pra irem até o lugar na fábrica. assim ele viaja pro passado, até pra quando noah era jovem. não consegue retornar porque nem construíram o portal ainda. noah jovem leva ele pra noah adulto que leva ele pra adam, que É ELE VELHO. na hora que ele revela eu já tava suspeitando. chocado que ele chegou nisso, negócio de destruir o mundo, guerra contra o tempo, sei lá. mas adam o convence a viajar na partícula mais avançada dele pra convencer michael a não se matar, achando que isso vai quebrar o ciclo. acaba que ele na verdade dá a ideia do suicídio, acho que é claudia que aparece e conversam todos, conversa de sacrifícios. diz que jonas que o levou pra caverna quando ele sumiu! e jonas não lembra disso, então deve ter sido outro, ou ele daquele momento que mudou de ideia. véi. jonas jovem do futuro beijando martha e começando todo o envolvimento, um papo filosófico sobre ter tempo, o tempo tê-los. jonas original transa com ela, ulrich começa o caso com hannah. claudia velha instrui claudia adulta, o pai dela tá repensando as ações que tomou com ulrich (que não tinha revelado seu nome), que fica doido quando ele mostra foto de mikkel recém chegado. foge do hospício e consegue encontrar ele, se entendem, momento tristezão porque logo recuperam mikkel já que ulrich é supostamente um assassino de criança. bartosz encurralado viaja com martha e magnus e a ota pra mostrar que é real. hannah rouba a máquina de jonas adulto pra ir pro tempo em que ulrich foi preso pra ver se ele se arrepende e ficaria com ela, mas a bicha é tão ruim que larga ele lá e decide recomeçar a vida. helge criança retornando e só conversando com noah, que fica lembrando ele da importância que ele tem em tudo aquilo. o menino chama claudia de "demônio branco". agnes, irmã de noah, dando a localização das páginas pra ele, ele matando claudia velha. charlotte foi criada pelo avô mas não é avô real dela, e em foto antiga dele tem noah, e ela tá lá confusa até noah aparecer pra falar que ela É FILHA DELE. eu não peguei mas no fim fica claro que a surda, filha de charlotte, É MÃE DE CHARLOTTE. peramordedeus. em 1921 magnus e franziska tão lá velhos sendo membros do sic mundus. claudia jovem que causou a morte violenta do pai enquanto tentava evitar que ele morresse. clausen, o investigador, confronta aleksander e conta que o irmão dele sumiu em 1986, que tinha o nome de solteiro dele, e tinha certeza que ele não era seu irmão. o cara da polícia parceiro dele dá pra trás. acham os barris que tinha mandado cobrir com cimento, o investigador insiste pra que abram, e isso cria um portal onde elisabeth (surda) vê charlotte. a filha vendo a mãe e vice-versa, bizarro, e isso que causa o apocalipse, sei lá. e jonas e martha jovens se reúnem mas vem adam pra atirar nela, e quando ele sai aparece OTA MARTHA que diz ser de OTO MUNDO, com uma máquina do tempo bem harry potter. quê??? sei lá isso aí, viu. mas não perdeu qualidade, ganhou mais música massa, só vou ter que esperar um ano pra terminar tudo.

trinkets season 1 (2019)
três meninas que estudam na mesma escola e são totalmente diferentes, mas vão à mesma reunião de grupo para cleptomaníacos. elodie é novata na escola, chegando em portland de new mexico pra morar com o pai porque a mãe morreu. tabitha é riquíssima e popular. moe é durona e descolada. elas acabam virando amigas por causa do negócio, vão se ajudando, ficam legais entre sim. muito massa quando tomam mdma, tatuagem handpoke, meu deus, festa parecendo realmente boa. cantora manipuladora desafiando elodie a roubar óculos pra ela, aproveitadora, não gosto. menino bacana dos encontros e que trabalha no "paper tiger", ator brasileiro, bonitinho até. curioso as caras meio sedutoras, tabitha faz igual. sinto que é muito premeditado, que ela tá o tempo todo consciente do corpo. elodie é o contrário, engraçadinho como anda, as carinhas e sorrisos/olhadas. moe é massa, bicicleta show, toda desenvolta e secretamente inteligentona. ia pra coreia mas não mais, depois que soca o ex de tabitha. elas roubam o carro dele e jogam num lago. moe na verdade nunca roubou, tava lá porque assumiu pena de um colega. a madrasta de elodie faz kombucha huahs. o filho dela de 8 anos me lembra matheus demais, não só pela idade mas pelo jeitinho, o que fala e faz... dá o boné pra ela, faz uns comentários. diretora da escola lesbiquíssima, menino gay maquiado. vários clichês, mas chorei e sorri. ainda me surpreendo com isso de gente de 16/17 anos fazendo tanta coisa. citaram courtney barnett e modest mouse e cantaram st vincent. aquilo de mensagens de texto aparecendo na tela.

grey's anatomy season 7 (2010-2011)
isso aqui eu fui terminar depois de meses sem assistir. (lendo as sinopses de cada episódio no netflix) meredith conta do aborto durante o tiroteio, cristina tá com stress pós-traumático sério, os residentes concorrem a uma doação de um milhão de dólares, cristina volta devagarzinho e fazendo coisa boba, eles salvam secretamente algum político do oriente médio, derek recebe bolsa pro estudo sobre alzheimer's, teddy se casa com um paciente terminal que não tinha seguro de saúde só pra ele ter acesso ao tratamento, cristina chora bastante na pescaria com derek enquanto volta a si – bonito isso –, arizona volta mas callie não quer mais ela, callie engravida de mark, residentes novos chegam, meredith troca uns negócios do estudo de alzheimer's para que a esposa do chefe possa receber o medicamento em vez do placebo e arruina tudo, callie tem um chá de bebê bem brega, vários conflitos entre as duas e mark, arizona bate o carro com callie sem cinto e a bichinha quase morre – fica vendo todo mundo cantando porque "calliope means music" –, a bebê nasce, elas se casam, kepner vira chefe dos residentes, teddy se apaixona pelo marido de maneira totalmente previsível.

toy story 4 (2019)
começa voltando no tempo pra mostrar betty (a pastorinha da irmã de andy) sendo levada embora numa caixa de papelão. aí continua de onde parou o outro filme, os brinquedos de andy sendo de bonnie e tal. woody vai escondido com ela pro primeiro dia de escola porque ela tá muito triste e sozinha, e acaba dando materiais pra ela criar um brinquedo chamado garfinho (feito de uma spork). a família dela viaja e woody tem que ficar de babá impedindo que garfinho se jogue no lixo, já que ele não se convence que é brinquedo. acabam tendo uma longa conversa depois dele saltar do trailer, enquanto voltam pro lugar onde iam parar, e garfinho entende que é muito importante pra bonnie. mas claro que vão parar num antiquário porque woody viu o abajur de betty, e lá tem uma boneca má que comanda uns ventríloquos assustadores e quer a caixa de voz de woody pra que seja finalmente escolhida por harmony, neta da dona do lugar. ele acaba saindo e encontrando betty num parquinho, descobre que ela tá vivendo como brinquedo perdido há anos, que ela tá feliz assim e é muito esperta no que faz. fazem um plano pra tirar garfinho do antiquário e tem mil reviravoltas. buzz fica ouvindo sua "consciência" apertando os botões que tem, e acaba fazendo as coisas certas. woody não desiste nunca e os outros desistem da missão, já tão em risco, mas ele insiste. acaba dando a coisa de voz pra boneca e ajudando ela a sair da loja depois que a menina a rejeita. um caminho enorme até conseguirem voltar pro trailer e woody fica com betty no final, porque a missão dele com bonnie e os outros já deu. antes ele tava com essa de precisar de um propósito e tal. lacrimejei mais pensando no tempo que esse desenho existe e no que ele significa do que pelo filme em si, mas achei legalzinho. tem brinquedos novos engraçados, coelhinho e patinho. ficam usando gírias. garfinho engraçado também, bestinha.

coco (2017)
depois de meses desde que aluno diego me indicou eu fui assistir. mistura de inglês e espanhol, apesar de se passar no méxico. uma família de sapateiros cuja tradição de fazer sapatos começou com mamá imelda, que tinha um músico como marido e que se virou contra a música depois dele ter ido embora e não voltar mais. essa imelda foi tataravó de miguel, menininho de uns 12 anos que secretamente é apaixonado por música. a família não aceita nada, nem que toque em um violão, então ele tem um altar secreto no sótão onde acumula coisas de ernesto de la cruz, grande músico já falecido, mas que era da cidade em que ele mora. acaba descobrindo que na foto da tataravó com a bisavó criança tem um pedaço dobrado e arrancado onde o músico aparecia, e percebe que o violão com ele é igualzinho ao de ernesto de la cruz. fica todo feliz, vai mostrar pra família que são relacionados ao cantor, mas a vó não dá bola e quebra o violãozinho que ele tinha. miguel foge com raiva pra ir ao cemitério roubar o violão original de ernesto, mas ao fazer isso vira tipo um espírito (é dia de los muertos). encontra a família que já morreu, imelda não tá conseguindo passar pro mundo dos vivos porque ele tirou a foto dela do altar. precisa da benção da família pra voltar, mas imelda só a dá com a condição de miguel nunca mais fazer música, então ele vai atrás de ernesto. recebe ajuda de héctor, esqueleto sendo esquecido pelos vivos e tentando passar sem ter foto em oferenda, e fazem um acordo pra ambos terem o que querem. miguel por fim descobre que héctor escreveu todas as músicas de ernesto, que ele envenenou héctor pra ficar com as músicas e ainda tomou o violão, e agora não ia deixar miguel ir embora nem levar a foto do outro, porque quer que ele seja esquecido mesmo, quer manter seu sucesso. ou seja, héctor é o real tataravô de miguel... e coco, bisavó, tá velhíssima esquecendo de tudo. a família morta acaba se unindo pra ajudá-los, desmascaram ernesto, e miguel canta pra coco e tudo fica bem. cheio de música animada, bonita a que héctor fez pra filha. muitas reviravoltas, toda hora, já tava ficando que nem toy story. chorei demais.

ah-ga-ssi (2016)
uma menina coreana que na verdade faz parte de um grupo de falsificadores/ladrões é contratada pra ser a criada de uma japonesa rica que mora com o tio, na época da colonização japonesa da coreia. a japonesa parece muito ingênua e sozinha, e a outra praticamente a trata feito um bebê (o que tá acostumada a fazer). a tarefa de sook-hee é descobrir coisas sobre hideko e a manipular para que se case com um falso conde, parte da gangue, interessado no patrimônio dela. mas elas vão ficando mais e mais próximas, intimamente falando também, e sook-hee começa a hesitar em seguir o plano. hideko e o conde acabam fugindo, levando ela junto, e se casam, para depois internar sook-hee num hospital psiquiátrico fingindo que ela era hideko. volta tudo e mostra que esse era o plano real, combinado entre o cara e hideko. ela tinha ido viver com o tio criança, e forçada a aprender a ler pra ele (o cara tem uma coleção enorme de livros, que considera sua fortuna). são livros eróticos que ela lê pra uma pequena plateia de machos, encenando com a voz. tinha combinado iludir sook-hee para que pudessem enganá-la no final, o casamento sendo o jeito dela se ver livre do tio pervertido (que originalmente ia se casar com ela também). mas, outra reviravolta, ela se apaixona por sook-hee e quase se enforca quando a menina insiste pra que se case. contam tudo uma pra outra e mudam os planos: elas é que vão enganar o cara. pedem ajuda da gangue, combinam coisas diferentes. hideko usa gotas de um veneno que o conde mesmo deu pra ela, pra se matar caso o tio a capturasse, pra imobilizar ele e se reencontrar com sook-hee, que tinha feito sua parte em fugir do hospício. o conde é levado pro tio, que além de pervertido é sádico e fica torturando ele, e morrem por causa da fumaça de mercúrio do cigarro especial que o conde fuma. hideko se veste de homem, falsificam passaporte, e vão pra xangai disfarçadas de casal. termina com elas usando bolas/sinos descritas numa das histórias que hideko lia, pra por dentro da vagina e fazer tesoura. bonito o sexo delas, não esse, mas quando sook-hee tá "mostrando" o que o conde faria com ela, supondo ainda que ela era toda inocente. massa os plot twists e ver mulheres se sobrepondo a homens. bom a lesbiandade não ser o foco principal, mas ótimo que tem. inspirado por um livro chamado fingersmith. acho que tem filme ocidental também.

só garotos (patti smith)
sempre difícil de explicar esse título e por que eu tava lendo. faz parecer algo só pra garotos e que vai falar de uma menina fazendo as coisas, mas o título original é just kids, simplesmente. já tinha visto tatiana feltrin falar bem, seguida de várias outras pessoas, e peguei pra ser a leitura de uma biografia de alguém inspirador no level up life. só depois me toquei que podia ser biografia de um músico. nem sabia direito quem patti smith era, e demorou pra chegar na música, mas fazia poesia, desenhava, trabalhava em livraria, era musa de robert mapplethorpe (que também descobri aqui)... morou no tal chelsea hotel, em nova york, e conheceu gente como janis joplin, jimi hendrix, allen ginsberg, bob dylan. me perguntava como lembrava de tantos detalhes, mas no finalzinho ela comenta sobre diários. era bem pobre no começo, uns 20 anos e indo sozinha pra cidade grande, conhecendo esse robert e se aventurando pela vida. todos pela arte, persistindo, interessante. fotos legais de robert (foi artista, fotógrafo, gay. ex-namorado). muita referência que não conheço. boa escrita, até. sempre séria nas fotos, uma cara de cavalo. o primeiro álbum dela chama horses, afinal. tem uma playlist com mais de cem músicas só com o que ela menciona no livro; vou ouvir. agora ela tem uns setenta anos e ainda usa cabelo longo, branco. robert morreu de aids.

inside out (2015)
sentimentos na cabeça da menina riley, que mora em minnesota e tem uma relação ótima com o pai e a mãe. eles (os sentimentos) controlam as reações dela através de um painelzinho numa sala, conforme eles assistem a vida dela acontecendo. alegria quer dominar tudo e é orgulhosa de ter a maioria das memórias alegre. tem umas memórias base que criam traços da personalidade de riley. quando se mudam pra são francisco começa a dar tudo errado: a casa é sombria e suja, o caminhão de mudança se perde e atrasa, ela não tem amigos, não consegue mais jogar hockey tão bem quanto antes. começa a ficar triste mas a alegria não quer que a tristeza toque nas memórias, controle nada. acontece um acidente lá dentro e as duas, junto com as memórias base da menina, caem num pedaço que não é o painel de controle, e levam um tempão tentando voltar. enquanto isso a menina fica sem sentimentos; a raiva dá a ideia dela fugir de volta pra minnesota, ela vai tratando a amiga antiga e a família mal e vai perdendo as ilhas de personalidade. tristeza e alegria encontram amigo imaginário, alegria cai no lixão, entende que os momentos felizes existem porque antes vinha tristeza... percebe que a tristeza é importante também. começam a criar memórias mistas, usando um painel grande onde todas as emoções participam ao mesmo tempo. não sei se criei expectativa por causa de outras pessoas, mas esperava mais. legal que fala sobre sentimentos e aceitar os ruins, saber lidar, mas sei lá. muito vibrante tudo, as cores. matheus e minha mãe choraram, parece.

brooklyn 99 season 1 (2013-2014)
até o episódio 18 eu fui vendo pra preparar aulas pra times, e já que ficou faltando 4 episódios pra terminar eu vi o resto. humor bem específico, coisa do principal já ser comediante, talvez. alguns episódios foram realmente engraçados – tipo, uns 3 –, mas a maioria é não muito causador de risada. pablo costumava dizer que "esse episódio quase me fez rir". enfim, policiais, blá blá blá, paixões pelas colegas, dois caras inúteis, um musculosão, uma secretaria besta. legal que o capitão é gay, fala um pouco disso, dele ter batalhado muito pra conseguir ter o próprio departamento policial, sendo gay e negro. sem muita vontade de continuar.

turma da mônica: laços (2019)
filminho live-action da turma da mônica. quis ver com kakau e matheus por ser o que é; não esperava grande coisa e não foi, mesmo. história daquele quadrinho dos irmãos cafaggi, em que floquinho some e eles se aventuram na floresta pra resgatá-lo. um cara raptando cães pra usar os pelos na fabricação de um tônico capilar, "cabelol". não lembro se foi totalmente fiel, mas lembro um pouco de um mendigo e etc. rindo demais do nome do cachorro dele, mikão (my cão); piada de karina. rodrigo santoro como o louco, maurício de sousa aparecendo como dono de banca de jornal cheio de quadrinho dele, huahs. bem stranger things quando pegam as quatro bicicletas, apesar de ser mais velho que isso. tudo deve ter partido daquele tal de os goonies, sei lá. bem utópico o bairro do limoeiro, umas cerquinhas baixas, tudo bonito. a floresta e tudo no meio de uns morros, talvez seja minas gerais, vou ver se acho algo sobre. vários planos infalíveis falhando, "gênio cliando", magali não resistindo à comida, mônica batendo nos outros com sansão, cascão enfrentando água com reflexos ou capa de chuva. floquinho verde huehe, mudou de raça quando cresceu. legal identificar tantos personagens, sentir o carinho pela história, apesar de tudo. umas coisas bem forçadas, tipo 5 minutos de foco neles chorando por causa de ofensa de cebolinha, meia hora neles dormindo de noite, vilão sendo enganado por coisinha boba. mas claro, se enxugasse tudo isso ia durar pouquíssimo o filme. tudo muito bonitinho, as crianças, caracterizações, etc. leve agonia mas tudo bem.

get out (2017)
eu já tinha assistido o final, acho que na times, pra ver como era movie class e tal, tomando spoiler total. então claro que quando as coisas começaram a ficar estranhas eu já tava vendo as evidências, mas ainda foi bom. tem esse cara, negro, namorando uma moça branca e indo conhecer os pais dela numa casa chique. ela garantindo que não são racistas, ele preocupado porque ela nunca tinha tido um namorado negro antes. os pais são estranhos, too white, o pai falando muito de gente negra que admira ou elogiando atributos, a mãe sendo rude com a empregada negra. são dois os empregados e ambos são negros, esquisitíssimos quando falam, o jeito que agem. numa noite a mãe o hipnotiza de um jeito bem ruim, ele caindo num limbo, afundando e ficando como espectador só. eles dão tipo uma festa onde recebem um bocado de gente velha rica, que intensifica ainda mais o negócio (nem sei se dá pra chamar de racismo, é uma exaltação exagerada, perturbadora)... até que ele vê outro negro, vai falar com ele, mas o cara é estranhão também. no começo do filme esse cara tinha sido raptado. e quando chris tira uma foto dele com flash o cara acorda, nariz sangra, ele corre pra chris e diz pra ele fugir, sair daquele lugar. as pessoas justificam dizendo que foi uma convulsão, a luz foi o gatilho, e o cara volta calminho depois de "conversar" com a mãe da menina... depois ele vai conversar com ela, fala que aquilo não tinha sido convulsão nenhuma, que tudo tava estranho desde a hipnose (que supostamente era pra fazer parar de fumar apenas), que ele queria ir embora... falando com um amigo ele mostra a foto e ele diz que é um homem que sumiu, era até conhecido. chris vê fotos da namorada com um monte de gente negra, ex-parceiros, e até com a (agora) empregada. nada dela achar a chave do carro quando ele pede e claro que todos o atacam, o prendem, um velho cego que o comprou no "bingo" explica como fazem a transplantação. chris consegue tapar os ouvidos pra não cair na hipnose e foge, mata o irmão, o pai, a mãe, a avó (a empregada) sem querer, o avô (o empregado) se mata depois dele acordá-lo, e larga a namorada sangrando baleada quando o amigo aparece de carro. "eu disse pra você não entrar naquela casa." terrível, véi, bem black mirror essa coisa de transplante. "black is fashion now" e algo assim. aquele dialect coach elogiou o ator principal, que nem é americano mas fez o sotaque perfeitamente.

saneamento básico, o filme (2007)
uma cidadezinha aparentemente no sul, com problema de esgoto mal administrado e rio sujo. querem construir uma fossa mas a prefeitura não tem verba pra isso, e sim pra um filme ($10mil). o paquera da irmã da principal tem uma filmadora que podem emprestar. $50 a fita, que é isso... o pai não quer ajudar muito porque já tentou várias vezes a mesma coisa e nada. a mulher da prefeitura diz que tem que ser filme de ficção, e o casal leva um tempo pra entender o que é isso exatamente. o pai fala que é história de monstro e por causa de "quimera" no dicionário resolvem criar um monstro de mutação genética por causa do lixo no rio. a irmã é a mocinha, o marido o monstro, o pai o cientista, oto velho um dublê. atuando super forçado e malfeito, muito bom, lutando pra dar dez minutos de vídeo haush. conhecem outro cara na edição de vídeo e ele incrementa ainda mais, acha uma obra prima. o final inclui parte de uma sex tape de silene e fabrício, "salve a natureza, a beleza salva" haushs e a cidade toda elogiando, a freira falando dos seios firmes, a funcionária pública querendo distribuir na rede escolar. aumento de turistas em 160% mas a construção da fossa (*fosso) foi interrompida. os velhos fizeram da placa de obra uma ponte. bem estranho o jeito daquele ator de falar, não natural. engraçado que ninguém tenta adequar o sotaque, quase nem pensam nisso pras histórias em filme brasileiro. a mulher escrevendo o roteiro é ótimo, e o marido interpretando haush tentando entender. bonitinho lázaro ramos! o próprio filme parece meio low budget também, massa. legal.

pílulas azuis (frederik peeters)
uma hq que eu queria ler há um tempo, sabia que falava de hiv. é biográfica, o autor tá na história, mas quem tem o vírus é cati, colega de colegas, que com o tempo se torna o amor da vida dele. ela tem um filho do casamento anterior, que também tem hiv. a história acompanha os três, mostrando como foi se dando sua relação, as questões pelas quais passaram (como cati contou a ele, como ele precisava contar aos pais), as coisas que descobriram (a camisinha se rompe uma vez e outra vez ele toca a parte externa de uma camisinha com uma ferida no dedo)... aprendi algumas coisas, ou relembrei, porque sei que vi vídeos sobre isso com joutjout. que com o tratamento cati quase não tinha vírus no sangue e secreções, que demorava dez dias pra realmente se contaminar, que tem medidas mais rápidas e que às vezes nem precisa de camisinha. fred enfrenta a questão consigo mesmo, sente raiva e piedade (que, por fim, vai embora), fica pensando sobre qual seu papel. apesar de tudo têm uma relação muito tranquila, são muito unidos, e o romance não é meloso, mas real. no finzinho tem um "treze anos depois" em que ele entrevista a filha de nove anos que agora têm, o filho de cati (que agora tem 16 anos) e a própria cati. mensagens bonitinhas, importantes. não sei se foi publicado antes e depois revisitado pra ter esse pedaço, ou ele fez antes e esperou todo esse tempo pra publicar... necessário falar sobre as coisas, espalhar informação. "a ignorância leva ao medo", diz ela. não é o melhor quadrinho mas foi bom ler.

habitación en roma (2010)
duas mulheres, uma espanhola e outra russa, se encontram num bar em roma de noite. bebem e conversam e a espanhola chama a outra pra subir com ela pro quarto de hotel onde tá hospedada. a russa diz que nunca tinha subido pro quarto de uma mulher, mas vai, se despe, mas ao deitarem juntas pra esperar ela se sentir mais calma a outra adormece. então ela sai, mas esquece o celular, então volta. a espanhola se anima, convence ela a ficar, e por um momento parece até que tá com má intenção. a russa também não parece muito boazinha. tinham conversado sobre seus países, e a espanhola queria agora conversar sobre elas. conta uma história de que a mãe e ela pequena foram viver com um árabe riquíssimo, que a mãe foi embora e ela ficou como esposa dele, que fugiu ao engravidar e abortou. que a filha nunca chegou a ver o amanhecer – alba –, e por isso deu esse nome quando se apresentou à russa, natasha. já ela conta que ia se casar, que tem uma irmã gêmea, jogadora de tênis, e que é atriz. que ambas estudaram história da arte, que quando a mãe morreu o pai começou a se relacionar com ela, que a irmã tinha complexo de inferioridade por se sentir rejeitada. ficam nessa de transar, brincar, inventar coisa e se seduzirem... mas vão ficando envolvidas, contam a verdade – que a história de alba é a história da mãe dela, que ela é alba mesmo, que tem uma namorada com dois filhos mas o menininho morreu num acidente em casa com ela; que natasha é na verdade dasha, a tenista, e que a irmã é que é atriz e foi a escolhida pelo pai. antes alba disse que ela a amedrontava. triste e cada uma falando seu idioma, e por fim natasha tava entendendo porque fala italiano e "se entendem". alba tá em roma porque é engenheira e inventou um veículo sustentável que não vai ser fabricado, dasha porque a irmã deu a viagem de presente. tinham se encontrado pra tentar se reaproximarem mas brigaram novamente. parece que a irmã já se relacionou com o noivo, antes dela. e agora ela tem um segredo também, alba. ficam falando das coisas e pensando na história também, em roma, nuns quadros no quarto. alba nasceu na grécia e tem isso também. um cupido no teto e alba se sente flechada, nunca sentiu um amor como esse. propõe que vivam juntas em roma, e por um tempo concordam, mas sabem que não pode acontecer, que têm que voltar pra seus parceiros. angústia e paixão, identificação, até bonito, bem poético (meloso). e elas peladas o tempo todo. fora isso é interessante. pensava que ia ser em espanhol mas pelo menos elas falavam inglês com sotaques. música "loving strangers" over and over, uma de revelação de mistérios também. max, camareiro, querendo participar mas ajudando por fim, cantando. legal o final, tava esperando que natasha fosse correr como falou que ia.

die zahlen (donald grant)
livro infantil em alemão, sobre os números. de 0 a 9 e depois até 21, com exemplos de animais e coisas. fui botando no tradutor e comparando algumas coisas (anotei dúvidas), repetindo e conferindo num negócio que mostra a transcrição fonética. legal, me sinto capaz!

love, death & robots volume 1 (2019)
série de curtas do netflix que é bem black mirror, mas em tudo tem animação. o título resume os tópicos que os 18 episódios podem ter em comum, mas as histórias são individuais. o estilo de cada um também é diferente, apesar de ter vários daquele jeito bem realista de o expresso polar. alguns mais curtos, outros mais longos... falando brevemente sobre cada um: sonnie's edge é dessa mulher que controla uma criatura como um avatar, pra lutar numa competição. tentam matar ela mas o corpo é só um corpo, a consciência tá no bichão dela... já começou assim doido. em three robots três robôs conversam sobre o mundo que acabou e como foi, várias teorias, mas parece que foram gatos que causaram a extinção dos humanos. the witness é o que achei mais legal, dessa mulher que vê um cara matando uma pessoa num apartamento, e ele começa a persegui-la porque ela é igual a quem ele matou. um tempão ela fugindo pra no final matar ele e perceber que um cara igualzinho viu ela de outro apartamento. bem bonita a animação, muita nudez também. suits é sobre uns fazendeiros que defendem suas terras de alienígenas. bem gráfico de joguinho tipo clash royale. sucker of souls tem uns arqueologistas num lugar antigo que têm que fugir de um monstro tipo drácula, que conseguem deter com um gato, mas caem noutro canto cheio de mais monstros que drácula criou. when the yogurt took over é sobre isso, oxe, conquistam o estado de ohio, lideram o mundo, vão embora do planeta. beyond the aquila rift é sobre viagem no espaço e ilusão, uma falsa ex-paixonite do cara aparecendo pra manter ele são, enquanto na verdade ele tá inconsciente na nave arruinada. esse nome me lembrando feitiço de áquila, talvez alguma referência de não conseguirem ficar juntos de verdade. good hunting se passa na china, tem umas meninas-raposas que vão tendo a magia enfraquecida, até que um cara que costumava caçá-las com o pai ajuda uma a conseguir mudar de forma de um jeito ciborgue. the dump é sobre um lixão, um velho que vive lá desde muito tempo e não quer sair quando um inspetor tenta tirá-lo de lá. o cara tem um cachorro que na real é o lixo que criou vida. come o cara e o velho continua vivendo lá. shape-shifters é massa também, dois caras que são lobisomens trabalhando pro exército. coisa de talibãs sendo os inimigos, matam um deles e o amigo vai se vingar por si só, sem seguir o exército. helping hand é agoniante, uma astronauta tendo que fazer um negócio de manutenção num satélite, mas as coisas dão errado e ela é jogada pra longe do coiso. pra voltar mutila a própria mão pra dar impulso. fish night é doideira, deserto, um velho falando que ali costumava ser mar e o outro meio cético. de noite uns fantasmas coloridos de bichos marinhos pré-históricos aparecem e dá pra nadar no ar, mas um tubarão come o mais novo. lucky 13 eu curti também, tem samira wiley!, é um dos que tem animação boazuda. ela é pilota de exército e recebe essa nave azarada, duas tripulações arruinadas, mas com ela tudo começa a ficar bom e ninguém morre mais. a nave tem personalidade e a ajuda no último momento. zima blue é sobre esse artista que vai fazendo um pixel azul nas obras, até fazer coisa só azul. vai se tornando cada vez mais ciborgue e rico, e o número final é voltar à forma inicial de quando era só um robôzinho que limpava azulejo de piscina. blindspot tem ciborgues também, que assaltam um comboio e morrem todos menos um, mas tem back-up dos cérebros pra caso perecessem na missão. ice age tem gente, ator famosinho que tava em black mirror recentemente e ramona, e a animação tá na geladeira que tem vida. o congelador passa por várias fases muito rápido, pré-história e futuro cibernético, dinossauros, doideira. alternate histories faz simulações de timelines mudando coisa da morte de hitler, consequências, etc. the secret war tem soldados russos lutando contra um bocado de monstro invocado por um soldado no passado, missão suicida, bombardeio. fala legal sobre a série como um todo aqui.

the shape of water (2017)
estados unidos, época da guerra fria. uma muda trabalha na limpeza num laboratoriozão. é amiga íntima de seu vizinho, um velho ilustrador com muitos gatos. engraçado que a rotina matinal dela envolve se masturbar na banheira antes do café da manhã. na firma ela tem uma amiga que tá sempre com elisa, falando da vida. massa que a muda usa língua de sinais. (pelo trailer e tudo da época que saiu eu pensava que ela era surda.) trazem um "espécime" da américa do sul pra um tanque de água no laboratório, um homem anfíbio, que só faz ser torturado por um cara chato da zorra. esse ator tem um rosto de mau demais, poca boca de baixo, todo grosseiro. ele tem dois dedos da mão decepados pela criatura; a muda e a amiga são chamadas pra limpar o sangue e tal. ela acha os dedos, botam de volta no cara mas nunca sara, nojento. as duas são responsáveis por aquela sala e a muda se interessa pelo bicho, dá ovo pra ele, bota música, dança, ensina sinais. mais tarde ouve que querem dissecá-lo e bola um plano pra tirá-lo de lá. o amigo, sem sucesso com os desenhos e com o romance (gay!), concorda em ajudar. tem um cientista russo infiltrado que não quer o anfíbio morto, apoia ela na fuga quando descobre. levam ele pra casa dela, fica na banheira com um monte de sal. acabam se envolvendo, tendo relações e tudo, risos a explicação pra amiga. inunda o banheiro pra ter uma piscininha, goteiras no cinema (ela mora em cima). cientista morrendo revela quem fez dizendo que "só limpam", aff. como o malvado sabe onde elisa mora? marido cagueta da amiga. tiros no bicho e nela, mas ele se regenera. deu até mais cabelo pro velho. e caídos na água as cicatrizes da muda são guelras. sempre suspeitei, ainda mais com a história de ser órfã, ter sido achada perto de um rio. levezinho e interessante, gostei de ter finalmente visto.

the war of the worlds (h.g. wells)
surpreendente que foi escrito em 1898. a história se passa na inglaterra e o narrador é personagem, um cara com uma esposa. chega um cilindro e fica quietinho no buraco que fez, mas depois de um tempo sai uns bichão de lá. cabeção, um monte de tentáculo, sem sistema digestivo porque injetam o sangue da presa direto (descobriram depois). os homens conseguem matar um, mas depois surgem mais um monte e partem pra ofensiva, soltando raios de calor e fumaça preta que mata geral. pessoas fugindo no desespero, o cara narrando se separa da esposa. passa duas semanas escondido numa casa com um padre (?), já que os marcianos tão alocados bem ali ao lado, e desabaram quase tudo no lugar. o outro fica meio insano, não quer obedecer o racionamento de comida, até que o cara é obrigado a matá-lo porque ele ia sair revelando eles pros aliens. um dos tentáculos deles vasculham a casa numa hora. o cara sai quando percebe que foram embora e vai andando pra outro lugar, buscando comida, apesar da maioria das casas já ter sido vasculhada e esgotada. acha um soldado de artilharia que tem tudo pensado sobre o que fazer com a invasão (melhor capítulo, por sinal, "the man on putney hill"), até se anima em achar um propósito, mas acaba se voltando à intenção de ir pra londres procurar a família e sei lá. chegando lá acha várias carcaças de marcianos (de humanos e bichos também), um último guinchando morrendo, e se regozija que as bactérias terrestres deram conta dos invasores. muita descrição em pormenores, pausas pra coisas que supostamente ficaram sabidas depois – sobre a anatomia dos aliens, seu maquinário e aparatos, etc... um pedaço conta a visão do irmão do principal, até. dá pra ver de onde partiu as coisas do filme de 2005 – tem umas plantas trepadeiras vermelho-sangue esquisitas, poeira tóxica, os raios que disparam, a estrutura dos bicho, aquela inspeção na casa –, mas é interessante ver a história se passar num passadão assim, de carruagem e tudo. às vezes ele fica chamando londres de "the greatest city in the world", fala de si mesmo como alguém superior ao soldado... esperava mais caos, ver coisa pior e um pouco da teoria do cara do exército. meio fuen as bactérias vencerem, né. mas foi bom ler, gostei e não tive muita dificuldade, felizmente.

(...) "Aren't you satisfied it is up with humanity? I am. We're down; we're beat."
I stared. Strange as it may seem, I had not arrived at this fact—a fact perfectly obvious as soon as he spoke. I had still held a vague hope; rather I had kept a lifelong habit of mind. He repeated his words, "We're beat." They carried absolute conviction.
(...)
"This isn't a war," said the artilleryman. "It never was war, anymore than there's war between men and ants."
(...) "Something wrong with the gun," he said. "But what if there is? They'll get it right again. And even if there's a delay, how can it alter the end? It's just men and ants. There's the ants builds their cities, live their lives, have wars, revolutions, until the men want them out of the way, and then they go out of the way. That's what we are now—just ants. Only—"
"Yes," I said.
"We're eatable ants."

tolkien (2019)
filme sobre tolkien, com aquele ator de skins que faz um zumbi. começa mostrando ele quase morrendo na primeira guerra mundial, procurando o amigo, mas sempre volta pra uma ordem cronológica. quando criança se mudou pra birmingham com a mãe e o irmão, órfãos de pai, e logo a mãe morreu e eles foram viver com uma senhora rica que adotava crianças, sob guarda de um padre conhecido da mãe. primeiro dia de escola nova e já sofreu com um menino, mas logo ele se desculpou e convidou tolkien a se juntar a outros três meninos nuns encontros numa casa de chá. formaram o "t.c.b.s." – tea club and barrowian society –, onde falavam de arte, escrita, poesia. sempre juntos, até crescer. amizade com uma menina que também morava na casa e tocava piano pra mulher; quando crescem tem ciuminho no t.c.b.s. até tolkien admitir que gosta dela. se envolvem brevemente porque o padre o faz escolher entre oxford e ela, e claro que ele vai pra faculdade. descobre um tal professor wright, de filologia, e muda pro curso dele. é interrompido pela guerra, onde perde dois dos amigos. consegue ficar com a moça, que ia se casar com outro mas num encontro antes da batalha ele se desculpou e etc de novo. bonito filme, não sei até que ponto é verídico, mas legal de ver como ele e os amigos eram bons e gentis, comprometidos com a arte, coisa de outro tempo, outra cultura. legal edith também, a menina (lily collins, tão bonitinha), demandando que possa ter uma discussão sobre wagner, compositor que admira. acho que essa sociedade ainda não é a que tinha c.s. lewis, mas desde antes da faculdade tolkien já tinha inventado uma língua. "cellar door", falando que era o som mais bonito que achava, edith falando que precisava ter significado (depois o professor falou também). muito interessante que tenha tanta relação com língua. no final ele já é professor, tem vários filhos, pede ajuda deles pra escrever uma história que sempre pensou. "in a hole in the ground, there lived a hobbit." triste a perda de tanta coisa. na guerra ele ia vendo uns cavaleiros maus, um dragão cuspindo fogo, um exército de fumaça preta. forte. "tol-keen". vontade de reler tudo.

domingo, 30 de junho de 2019

assistidos em junho (7)

animal behaviour (2018)
uns bichos fazem terapia com um cachorro. um macaco é paciente novo, todo descrente e crítico, mas depois de um chilique fica aliviado e emocionado. mas a sessão acaba e todos são dispensados. vi várias vezes porque dei special class. legalzinho, bom de conversar. canadense.

perfect blue (1997)
uma menina fazia parte de um trio musical, mas sai da banda porque quer investir na carreira de atriz. o negócio faz até mais sucesso sem ela, mas tem fãs duvidando que ela tenha feito a escolha certa. começa a receber umas coisas dizendo que ela é traidora, uma carta que explodiu na cara do agente dela quando ele abriu, e pessoas começam a morrer assassinadas. ela aprendendo a usar computador e checando uma página como se fosse um diário dela, mas que não era ela que escrevia. ela começa a ter umas alucinações, a ver ela mesma como membro da banda criticando ela, e muita coisa fica confusa. quando é sonho, quando não, quando é atuação (porque ela tá trabalhando numa série policial que investiga mortes também, e tem uma personagem com uns transtornos)... tem um fã feião esquisito que parecia ser o culpado das mortes, mas quando ela luta contra ele e o mata e volta pra mostrar pra assistente o corpo não tá mais no lugar. ela já tava dormindo e acordando sem nem ver, e sempre a assistente lá. eu já tava achando que era a assistente que fazia tudo e foi mesmo, devia drogar ela ou sei lá e queria ser a menina como membro do trio. lutam, são atropeladas, e no fim a mulher vai pra um asilo psiquiátrico. dizem que às vezes volta a ser ela mesma. não fica claro tudo, muito absurdo e confuso... não curti muito, não.

misfits S01 (2009)
meu deus, como nathan é irritante. simplesmente o pior personagem que já existiu. só faz alusão a sexo e se acha o bonzão, fala besteira, dá bola fora. o melhor é simon (larry hauhus), quietão esquisitão. sei que ele fez game of thrones e era malvado. uns poderes aleatoríssimos totalmente bizarros e nada a ver essa tempestade fazendo isso. o sotaque de kelly é surreal, nunca tinha ouvido. curtis voltando no tempo bem life is strange... um número infinito de probation workers mortos. confusões manjadas. o cara do jogo foi na primeira temporada?

black mirror S05 (2019)
três episódios pra essa temporada. o primeiro que vimos foi o segundo, "smithereens", com o pessoal da casa: um cara trabalhando de uber e só pegando passageiros de um prédio específico, esperando a hora de sequestrar a pessoa certa. faz isso com um cara que diz ter acabado de entrar no lugar, mas ameaça matá-lo se não colocarem o dono da empresa na linha. o cara tá num retiro de meditação não sei onde, mas criou tipo um facebook-twitter que todo mundo usa. leva um tempão pra conseguirem alcançar ele, pelo telefone passa a CCO da empresa, que é bem persuasiva e descobre as coisas pela rede social antes da polícia. no final ele consegue falar com o cara, conta que a esposa morreu num acidente de carro que atribuíram como culpa do outro carro, mas que na verdade foi culpa dele que tava entediado dirigindo enquanto ela dormia e olhou o celular por conta de uma notificação. ele não queria dinheiro nem nada, só contar isso e receber atenção, e acaba com um tiro que não dá pra saber em quem foi (mas provavelmente em si mesmo, porque tava dizendo que era o último dia dele). a vida das pessoas continua normalmente, gente olhando o celular na rua, etc etc. nesse não teve nada inovador ou futurístico, é mesmo uma coisa bem próxima do que a gente já tem... achei bom. depois vimos "striking vipers", que mostra dois amigos de muitos anos, agora adultos, que começam a jogar esse jogo (o solteiro dá de presente pro casado, que tá todo sem graça da vida). tem um negócio de colocar na têmpora que parece droga – fazendo isso e dando play no jogo o corpo da pessoa simplesmente desliga ali e ela incorpora o personagem do jogo numa realidade aumentada absurda. eles jogam com personagens que sempre usaram, o solteiro como uma mulher e o outro como um homem, ambos asiáticos (na realidade são negros). lutam um pouquinho, o solteiro mostra pro outro como funciona, todas as sensações reais mesmo, de dor e tudo. mas aí vão se chegando e se beijam, assustam, param. mas voltam outra noite e começam a ter um caso, ansiosos pra se encontrar no jogo que nem namoradinhos. só fazem transar lá dentro. não lembro o que acontece mas numa hora param, se passa um ano, a esposa do cara convida o outro pra jantar no aniversário do amigo e ele fica flertando e convidando o cara a voltar a jogar. combinam de se encontrar pessoalmente pra ver se são gays mesmo, se beijam. e não gostam, admitem que é só pelo jogo, o cara não quer mesmo. mas termina com a mulher do cara saindo sozinha no dia do aniversário dele e ele indo passar a noite jogando com o amigo, todo ano. parece que dante gostou de não ser monogâmico. achei bem bom, fiquei lá pensando nos sexo, pensando na vida de casado e adulto. o último é "rachel, jack and ashley too", em que miley cyrus faz uma cantora pop famosona que na verdade tá deprimida e querendo parar tudo. a tia é a agente dela e faz com que ela entre em coma de propósito, pra poder explorar mais ela até o contrato vencer (quando ela tiver 22 anos ou sei lá). usam uma tecnologia avançada pra extrair músicas da atividade cerebral dela. tinham lançado uma boneca de inteligência artificial, ashley too, que tem a personalidade dela e tudo, mas quando ela entra em coma a coisinha pifa, todas. uma menina fã dela tem uma que pediu pro pai, que acabou deixando de lado depois da irmã mais velha alternativa esconder e etc. acaba que a boneca acorda, fica lá estranha, e a irmã usa um programa do pai (que é dedetizador de rato) pra deletar um negócio do cérebro da boneca, e puf, ela vira a cantora, sem nenhum filtro, dizendo que aprisionaram a consciência dela ali. tipo aquele outro episódio. com ela vão pra casa da cantora tentar salvar ela, conseguem com dificuldade, chegam com ela bem onde a tia tá fazendo um show doidão com um holograma dela. mostra o dedo do meio e vira cantora punk. massa!

misfits S02 (2010)
mesma coisa, só que agora com simon do futuro tendo romance com alisha. desnecessário, viu, os toques no rosto pra beijar e esse romance trouxa. ah, o cara do jogo é aqui, porque é quando simon do futuro morre e tem que ser queimado. bonita demais a mulher do transplante de coração, pô... me faz pensar que deve ser difícil viver perto. eles se desfazendo dos poderes assim por nada, VÉI. umas histórias forçadas pra ter coisa acontecendo e mais do mesmo. engraçado às vezes, bom por ser tão ruim.

elisa y marcela (2019)
começa em 1900 e pouquinho, mas a pessoa contando volta pra 1800 e tanto. espanha. marcela começa a estudar numa escola de freiras e conhece elisa no primeiro dia, porque chega molhada e atrasada pra aula e ela a ajuda a se secar e mostra onde fica a sala. bonitinhas e tímidas, elisa tá no terceiro ano. marcela vai sem guarda-chuva de propósito de novo, conversa com elisa, fica se imaginando dando bom dia pra ela. o pai não quer que ela aprenda demais, e começa a achar ruim essa amizade. um dia elas saem pra uma prainha, tomam banho no riachinho, elisa diz que foi o dia mais feliz da vida dela. marcela dá beijo na bochecha e diz que um dia vai dar um cavalo pra ela. ela entra correndo feliz em casa, meio tarde já, e é recebida com um tapa na cara do pai dela. parece que tinha vivido esse tempo todo num orfanato, até aparecer esse casal dizendo que são os pais verdadeiros dela. o pai não quer mais deixar ela ir pra escola e manda ela pra um internato em algum lugar longe, onde ela estuda por três anos. troca cartas com elisa, apaixonadas e poéticas, bonito. lunares. um dia marcela aparece onde elisa dá aula, se abraçam, vão pra casa dela e fazem amor. marcela passa a dar aula lá também e vivem juntas, mas começam a ser alvo de ofensa quando um cara fica paquerando marcela. as duas bolam um plano e elisa parte, marcela transa com o cara, elisa volta vestida de homem e chamando-se de mario e elas casam. não acreditam, jogam pedras na janela, coisa triste. querem ir pra argentina. são presas em portugal, o bebê nasce na cadeia, um cara responsável pelo processo lá as ajuda e elas conseguem fugir. marcela deixa a criança, chora na carruagem. voltando pra 1900 e agora entende-se que a mulher visitando marcela é a filha, que ficou pro cara e a esposa que não tinham filhos. a filha pergunta se valeu a pena e marcela avista elisa chegando montada num cavalo. pô, massa. história real e bem mais convincente elisa real vestida de homem. sempre fico pensando na voz e tal.

bridge to terabithia (2007)
já vi tanto esse filme, li o livro e tudo, mas toda vez sinto uma angústia grande e vontade de chorar quando leslie morre. quando começa a chover eu já penso que vai acontecer, mas primeiro tem a ida à igreja. crush na professora que compartilho, acho que foi com esse filme que conheci zooey deschanel. fiquei gostando da atriz que faz leslie também, lembro de ver um filme de alienígena com o the rock que ela tá. fez música pra trilha sonora, tem miley cyrus também (e eu sei cantar tudo). ah, ela tá em a fantástica fábrica de chocolate também, né! gosto de josh hutcherson também, tem ele em viagem ao centro da terra, etc. dois atores que eram casal numa novela da globo dublaram na época, sendo que eles são bem mais velhos que os personagens. apesar disso, voz boa pra jessie, menino calminho, bonitinho. e leslie super estilosa. fico pensando que queria ser mais criativa.

sexta-feira, 31 de maio de 2019

lidos/assistidos em maio (10)

the amazing spider-man (2012)
véi, que filme ruim. baseado nos quadrinhos do jeito supostamente certo, só que ruim; parece uma releitura do filme com tobey maguire, com as mesmas coisas acontecendo de jeitos diferentes. demoradíssimo, ator chato e feioso, nem tem mary jane (kirsten dunst). tem gwen, que é emma stone; inteligentona no colégio e estagiária na oscorp. fica dando em cima de peter. no começo mostra os pais dele deixando ele criança com os tios e sumindo. o pai trabalhava na oscorp com pesquisa de regeneração e cura, peter se infiltra num negócio e se mete num lugar cheio de aranhas. leva a picada, fica grudando em coisa no metrô, quebrando tudo sem controlar a força. acaba que um cientista colega do pai injeta um negócio em si mesmo sem autorização e vira um lagartão. quer transformar toda a cidade nisso espalhando um gás, mas peter consegue trocar pelo antídoto. morre o pai de gwen, que era chefe da polícia. o tio ben morre de um jeito parecido com o primeiro filme também. agonia demais de ver, principalmente a cena que ele pula gwen com a teia pra beijar/contar que ele era o homem-aranha. deus me livre.

the kids are all right (2010)
tinha escolhido pra passar na movie class antes mesmo de assistir, e tive que trocar por causa das cenas de gente nua transando sexo. um casal de lésbicas (para sempre alice e mais uma) juntas há muito anos, com dois filhos, joni (mia wasikowska) e laser (josh hutcherson). o menino quer conhecer o pai biológico (hulk), o cara que doou sêmen pra elas engravidarem – porque parece que cada uma gerou um dos filhos. a menina que liga porque é mais velha, e vão escondidos conhecer ele. as mães descobrem, querem conhecer também, e depois a ruiva vai trabalhar no paisagismo do jardim da casa dele e eles começam a ter um caso. só quem não gostava dele era a outra, que sentia que ele tava roubando a família dela, já que todo mundo fazia alguma coisa com o cara. quando ela tá finalmente de boa, jantando na casa dele, ela vê cabelo da ota nas coisas e descobre o caso. brigam, as crianças ficam sem graça com ela também, param de ver o pai. a ruiva pede desculpas de um jeito bom. levam a menina pra onde ela vai começar a faculdade e o menino diz, na volta, que elas não deviam terminar porque eram muito velhas. tinha lido uma review que dizia que a única pessoa sem "final feliz" foi o pai, é. filme legalzinho mas muito ruim isso dos sexos, véi, pra quê. essa imagem pra lésbica... a ruiva sendo a tina da relação e tal. tem alguma coisa verdadeira assim que eu gostei que tinha, mas não tô lembrando.

the legend of korra S03 (2014)
depois da convergência harmônica começou a aparecer dobradores de ar em todas as nações, e entre eles um criminosão malvado que se livra e vai libertar os companheiros – um cara dobrador de terra que consegue dobrar lava, uma mulher sem braços dobradora de água e uma ota com terceiro olho dobradora de fogo daquele jeito de explosões. tão atrás de korra e até zuko aparece pra ajudar a protegê-la, mas só bem mais tarde ela entende a motivação deles. são a lótus vermelha, organização de que o tio unalaq fazia parte, que supostamente é a lótus branca do jeito que devia ser. não querem líderes mundiais porque acreditam que a ordem natural de tudo é a não-ordem. matam uma rainha chatona de ba sing se, zaheer (o que ganhou dobra de ar) tira o ar dos pulmões dela e a sufoca, pesado. sem sentido como ele dobra o ar tão bem sem treinamento algum, mas parece que ele estudava uns gurus, então quem sabe veio daí. tentam matar korra durante o estado avatar induzido por um veneno. mas claro que ela fica mais forte e miseravona, só não conseguia se controlar direito. mesmo zaheer não conseguindo deter korra ele achava que ela ia morrer por causa das toxinas, mas jinora grita que é metálico e a irmã da chefe beifong tira tudo do corpo dela, porque dobra metal. lin resolve conflitos com ela depois de uma sessão de acupuntura, visitaram a cidade de metal de onde ela é rainha. a filha dessa irmã também é das novas dobradoras, paquerinha de bolin. ele descobre que consegue dobrar lava quando tá ajudando tenzin a fugir. mako eletrocuta a mulher da água. eles destruíram o templo de ar do norte todo, judiaram de tenzin e os irmãos dele (bumi é um dos novos dobradores também)... no final korra tá na cadeira de rodas, bem debilitada, e tenzin estabelece jinora como mestre que vai guiar os novos dobradores a fazer o papel de korra pelo mundo (ela recebe as tatuagens de seta! carequinha). jinora de paquerinha com kai, um menino da tribo da terra novo dobrador (parece talita, olho verde e metade de baixo do cabelo raspado, pele não-branca). zaheer aprendeu a voar quando se "libertou de todos os desejos mundanos", ficava falando uns mantras com "enter the void", interessante. achei bem boa essa temporada.

the amazing spider-man 2 (2014)
tá melhor a qualidade nesse. melhor cena é gwen morrendo, puxada por uma teia na barriga mas batendo a cabeça no chão. chocante e inesperado uma morte feiona assim. talita disse que botaram gwen porque não podiam matar mary jane. dessa vez tão se formando no ensino médio, gwen é oradora da turma e peter perde porque tá combatendo crime. tem esse engenheiro elétrico que trabalha na oscorp, max, que é salvo pelo homem-aranha uma vez e é todo fã dele, finge que são best friends. ele se acidenta tentando consertar uns fios, cai num aquário de enguias e vira um ser de eletricidade que controla as coisa tudo. ninguém dava muita atenção pra ele antes e quando se encontra com homem-aranha assim diz que sente muito poder e raiva. aqui aparece o filho de osborne, harry, que tem uma doença genética que matou o pai. ele quer o sangue do homem-aranha pra se curar, mas peter (que é amigo dele de infância) acha que ele pode não aguentar e morrer. acaba que ele liberta electro de uma prisão e injeta o veneno das aranhas em si mesmo, e se salva vestindo uma armadura que regenera as feridas. doido total, vira duende verde, luta com homem-aranha logo após ele derrotar electro com muita ajuda de gwen, que aparentemente sabe tudo, e é nessa que ela morre caindo do relógio. termina com peter voltando a ser homem-aranha depois de muito tempo em luto. agonias de novo com ele e gwen tentando ser amigos e estabelecendo regras toscas como "você não pode dar essa risadinha, tem que ser mais insuportável".

the legend of korra S04 (2014)
esperando beijo entre korra e asami o tempo todo, mas o que aconteceu mesmo foi elas dando as mãos e virando de frente uma pra outra no final de tudo. começa tendo passado três anos que korra tá se recuperando, o pessoal esperando ela chegar em republic city com o pai dela que tá visitando. ele diz que já era pra ela ter chegado, que tinha saído da casa dos pais há seis meses, velejando. aí pronto, percebem que ela tá desaparecida (meio sem sentido, porque andavam mandando muita carta pra ela, e se seis meses se passaram os pais teriam continuado a receber cartas dos amigos dela... mas ok). ela tá disfarçada de dobradora de terra, roupas verdes e cabelo curto de bissexual (bem bonita assim, por sinal). tentando aquelas competições de luta que toph participava, mas se dando bem ruim. tá perturbada vendo assombração de si mesma no estado avatar, não conseguindo melhorar. devagar vai mostrando como ela voltou a andar e tudo, katara ajudando, uns sentimentos de revolta. até que ela segue um espiritinho e acha aquele pântano da árvore gigantesca, e lá encontra toph! velhinha brocadeira, "ensina" ela a não pensar enquanto luta. numa hora solta que korra que não quer se livrar do veneno no corpo dela, e ela nem tinha percebido que ainda tinha – sintoma da extrema falta de equilíbrio por que ela tá passando. toph diz que as filhas nunca foram dobradoras de metal muito boas. tenta tirar, mas korra agoniza muito; toph fala pra ela se virar e tirar quando estiver disposta a desapegar do veneno. aprende a sentir o pântano todo conectado pelas raízes da árvore, a ir além – toph mesmo diz que consegue ver o mundo inteiro, sabe como a família tá e tudo. nessa conexão pela árvore jinora e os outros filhos de tenzin identificam korra (tavam na missão de encontrá-la). korra dobra o metal pra fora de si mesma, suando o veneno. no mundo o que acontece é que kuvira, aquela militar que ajudou o pai de korra quando caiu do penhasco lutando com zaheer, assumiu o controle do reino da terra (depois daquela rainha ter sido morta), e tá unificando todos os estados feito uma ditadora. quer zaofu, a cidade de suyin, e tá cheia dos exércitos pra fazer isso. korra perde lutando com ela, não entende por que ainda tá fraca... varrick tava com kuvira desenvolvendo uma arma a partir de cipós espirituais, mas decide parar os experimentos quando percebe a possibilidade de causar tragédias – o que a aborrece, claro. zhu li se alinha a ela pra continuar o projeto, mas na verdade fica lá impedindo que dê certo. toph ajuda korra e a filha de suyin numa missão secreta pra salvar a família, que tava refém, e zhu li. kuvira então quer "tomar de volta" republic city e a cidade se prepara pra um ataque, que vem adiantado – ela construiu foi um robô absurdo de enorme com uma arma usando os cipós lá, bem guerra dos mundos com um raio rosa. muita destruição tentando pará-la, mako quase morre eletrocutado, o pai de asami é tirado da prisão pra ajudar e se sacrifica, entram na máquina que nem muriçocas de beija-flor. korra entende kuvira pois se vê muito nela, e a compaixão faz com que ela se entregue pra ser detida/punida (mas já tava sem saída, então ne). korra entra na frente de um raio pra salvar kuvira, o detém poderosona e com isso cria mais um portal pro mundo espiritual. equilíbrio de várias coisas que tava faltando. varrick e zhu li se casam, zhu li exigindo não ser tratada como assistente, vai "do the thing" forever com ele. asami foi a única pessoa cuja carta korra respondeu; se aproximaram bastante e pesquisando vi que os produtores dizem que o final é mesmo um começo de relacionamento. pena não ter tido nos episódios oficiais. gostei dessa temporada, os personagens tão mais agradáveis e interessantes, boa história também. vilãs mulheres é massa. dobradores de ar com roupinha de esquilo voador.

o meu primeiro abc da rua (kjell van ginkel)
livro de um colega de tati, estuda na faculdade de educação também. ele é holandês, artista visual, site legalzinho até. o livro é isso mesmo, o alfabeto, mas com fotografias da rua – sinais no asfalto, canos de qualquer coisa, "tartarugas" no chão, etc. massa, as páginas da direita convidam a adicionar fotos das letras no espaço urbano também.

sorry to bother you (2018)
cassius green, sobrinho do pai de todo mundo odeia o chris, começa a trabalhar numa agência de telemarketing. aprende que, pra conseguir vender as coisas, tem que usar sua white voice – e vai bombando até ser promovido a power caller, num andar diferente, pegando elevador que precisa de uma senha gigantesca, vendendo principalmente um tal de worry free (serviço de escravidão moderna em que a pessoa mora num lugar e trabalha lá dentro, tendo todo o resto garantido pela vida toda). tinha participado num protesto pequeno dentro da empresa, comandado pelo coreano de the walking dead, mas os chefes o selecionaram pra virar power caller assim mesmo. a namorada, artista que usa uns brincos com frases, acha que ele tá traindo os amigos e se corrompendo. cassius vai pra festa do dono dessa worry free e o cara quer falar com ele, dá um pó branco pra ele cheirar. cassius vai no banheiro pela porta errada e vê vários cavalo-humanos bizarríssimos, volta apavorado, o cara com um revólver apontado pra ele porque quer mostrar um vídeo de como estão criando uma nova espécie, equisapiens, cujo potencial de trabalho é muito maior que o de humanos... depois dessa cassius vaza um vídeo que os equisapiens gravaram pelo celular dele (que caiu no banheiro), se junta aos protestos pesados, vira líder e reconquista a namorada, pra no final começar a crescer um focinho de cavalo. absurdíssimo, muito doido, mas fala sobre várias coisas. isso de white voice, code switch... sociolinguística. passei na movie class e tudo se resumia a concordar com como o diretor define o filme: "an absurdist dark comedy with magical realism and science fiction, inspired by the world of telemarketing".

punch-drunk love (2002)
adam sandler tem uma empresinha de sei lá o quê. tá vestindo um terno pro trabalho e todo mundo pergunta por quê. tem 7 irmãs, uma mais irritante que a outra, que sempre ficam lembrando de coisa vergonhosa que ele fez quando mais novo. percebe um erro de marketing com um produto que dá milhas pra viajar e compra um monte de pudim. conhece uma amiga de uma irmã, loirinha com sotaque não-americano, que já tinha visto um dia que ela deixou o carro na mecânica do lado do galpão dele. descobre mais tarde que era só ela querendo conhecer ele, tinha visto foto de família, se interessou. nesse mesmo dia do carro ele pegou da rua um órgãozinho, botou no escritório. ligou pra um número de sexo por telefone porque queria alguém pra conversar, contar como se sentia. tinha visitado irmãs e contado pra um cunhado que às vezes chorava muito, que se odiava e não sabia o motivo. claro que logo todo mundo tava sabendo. a mulher com quem falou pelo telefone fica perseguindo ele, tentando extorquir dinheiro, e acaba brigando e usando toda a raiva dele pra proteger a loirinha (saíram). vai até o estado onde fica a loja do cara que tem esse negócio e o ameaça, diz pra deixar em paz, que tem a força do amor pra usar. viaja pro havaí pra encontrar a loirinha. felizes. filme legal, agonia grande das irmãs, várias cenas assim bagunçadas. não esperava adam sandler.

dark S01 (2017)
série alemã que talita viu e gostou, começou a me contar de memória a um tempo atrás mas parou e por isso resolveu rever comigo. se passa numa cidadezinha que tem uma usina nuclear, em 2019, e um menino desapareceu. tão procurando, a polícia se esforçando e as pessoas meio críticas, lembrando da situação parecida que aconteceu nos anos 80 com outra criança, irmão mais novo (mads) do chefe de polícia atual (ulrich). uma caverna esquisita e uns jovens zoando de noite, uns barulhos e coisas estranhas e outro desaparecimento de criança, dessa vez o filho mais novo do chefe de polícia (mikkel). do nada acham um corpo mas vêem que não é do filho dele, e depois de um tempo ele começa a achar que é o corpo do irmão que sumiu há 33 anos. vai se envolvendo mais e mais na investigação, entrelaçando os dois casos, tentando invadir a usina – que não podem acessar, apesar da caverna dar pra ela – pra descobrir coisas incompletas. um menino, jonas, é recém órfão de pai (michael) porque o cara se suicidou. jonas ficou um tempo num hospital psiquiátrico se recuperando e agora começa a mexer nas coisas do pai. ah, ulrich é amante da mãe dele (hannah). tem uma carta que o pai deixou pra não ser aberta antes de tal data, que era quando o filho do policial desapareceu... jonas vai achando coisas, recebendo sinais e orientação de um cara estranho que aparece pra se hospedar na cidade, e a questão é que o pai, michael, é o menino que desapareceu, mikkel. de 2019 ele foi 33 anos pra trás e cresceu lá até se tornar pai de jonas. e a viagem no tempo vai além, porque envolve a usina e um padre esquisitão, noah, e uma missão que não se entende direito. ulrich consegue viajar no tempo mas vai 66 anos pra trás, e agride um menininho (helge) que no futuro se torna um cara que ajuda nos sequestros e transportes no tempo. ele não consegue matar o menino e fica lá preso no passado, e isso sai no jornal da época e uma policial de agora (charlotte) vê ele no jornal antigão. tudo doido e conectado. a policial tem uma filha surda (elisabeth) que encontra noah numa vez que ela some brevemente. charlotte tem outra filha (franziska) que começa a namorar o filho mais velho do policial (magnus), que fumava maconha na escola. a mãe dele (katharina) é diretora. e a irmã (martha) é atriz, teve um casozinho com jonas mas agora tá com o amigo dele (bartosz), depois do tempo que ele levou pra se reabilitar. tem uma travesti prostituta misteriosa, um policial com tapa-olho estranho inexplicado, a dona do hotel (regina, mãe de bartosz, casada com aleksander) tá sempre com cara de sofrimento. no passado a mãe dela (claudia) foi a primeira diretora mulher da usina, e descobriu que tinha problemas a resolver, toda a cidade pela qual se responsabilizar. um monte de tonéis perigosos. esse cara estranho que dá coisas pra jonas é jonas do futuro!!!, na esperança de conseguir destruir a câmara onde as viagens acontecem... eita que essa review tá doidona também. mas que série massa, a trilha sonora, a história, tudo showzão. assistimos em maio pra ver a segunda temporada no fim de junho. coisa de tentar reconstruir quem é quem nos diferentes anos, quais as conexões, ver que jonas tá beijando a própria tia quando jovens. episódios bons, sem ser suspense manjado ou sei lá.

desmundo (2002)
esse filme tenta recriar o português de 1500. tem que assistir com legenda, nem tudo se parece. umas jovens órfãs são levadas pro brasil pra serem esposas dos colonos, e a principal, oribela, se recusa a aceitar o cara que a quer. apanha da freira mas não cede, as mãos ardendo. outro cara a aceita, leva pra fazenda dele, quer logo fazer sexo. ela pede pra esperar, pra deixar ela o conhecer. no começo ele concorda, mas depois de oribela ser gentil com um judeu colega dele claro que ele a estupra. talvez antes disso ela tinha tentado fugir, chega na praia, pede ajuda pra uns caras que tem "nave" mas eles já tão tentando estuprar ela quando o marido chega. leva ela de volta presa ao cavalo, tendo que andar o caminho todo. fica presa num quartinho por muito tempo. grita que não é "animalia". volta se oferecendo pro marido. mais tarde foge de novo, fingindo ser homem, e chega numa cidadezinha, mas o judeu diz que não vai durar muito. o marido já tá lá esperando, procurando, e ela pede que o judeu a abrigue. tem um lugar meio escondido na casa dele e ela fica lá por um tempão. ele a trata bem, é tranquilo, e os dois ficam de romance. tentam fugir juntos, de cavalo, mas o marido persegue. ela no meio, tentando fazer parar, mas ouve-se um tiro... última cena é ela com um bebê, com o marido, sendo levada não sei pra onde numa espécie de rede que os escravos (índios, talvez) carregam. melhor do que tava esperando, apesar de ser ruim o assunto e tal. quis ver porque iam passar no cine do iel.