terça-feira, 31 de março de 2020

lidos (3) e assistidos (10) em março

whiplash (2014)
tava na minha lista de filmes do letterboxd de puiupo (além da dos filmes que talita já viu) e gabriel escolheu esse pra gente ver junto. sabia que era de bateria, mas não muito mais. logo talita já falou que tinha uma cena "famosa" em que o baterista sangrava de tanto praticar, caia na caixa clara (fingindo que eu tenho noção do que é o quê) e tal. o menino estuda numa faculdade de música, parece, que é a melhor do país, e tem um maestro ou sei lá que é o bonzão e ele quer fazer parte da banda dele. o cara é um ridículo, fica humilhando toda e qualquer pessoa, manipula o garoto com as informações que consegue fingindo se importar. um nojo. e o moleque é meio idiota também, dispensa uma menina bonitona que trabalhava no cinema onde ia com o pai regularmente só porque precisa se dedicar aos estudos. chega a dizer que já sabe como vai ser, que ele vai dar pouca atenção a ela, eles vão brigar, ela vai se sentir mal, então prefere nem começar. tem uma parte terrível em que o velho escroto não tá satisfeito com nenhum dos três bateristas, incluindo o protagonista, e ele faz eles tocarem revezando por horas e horas até ele achar que ficou bom. isso tudo com o resto da banda tendo que ficar na escola esperando, madrugada adentro, e os três músicos morrendo de dor e suor e sangue. como se não bastasse, num dia que iam ter uma competição importante o ônibus que o menino tava quebra, ele sai correndo pra um lugar de alugar carro, esquece as baquetas lá, chega já atrasado e tem que voltar pra pegar elas, corre que nem doido no carro e é atropelado por um caminhão ou sei lá, sai do carro sangrando morrendo mas pega as baquetas e corre pro lugar da competição... mano. depois dessa tiraram ele da banda, uma advogada foi pedir testemunho dos abusos do professor (ele tinha contado de um aluno que morreu, chorou até, mas a real é que o menino se matou pelas pressões dele), ele saiu da escola e o pai ficou cuidando... no fim ele encontra o velho estúpido tocando num restaurante, demitido já, e ainda vai num negócio de música que ele tá organizando. mas o velho quer se vingar, e toca uma música diferente da que tinha passado pro menino. daí ele toca loucamente, recebe uma iluminação divina, e a última cena é o olhar feliz do velho idiota que tinha dito que nunca conseguiu que um aluno se tornasse um gênio como os que haviam antes (segundo ele o método cruel era que tinha criado os sucessos do jazz de antigamente). que merda esses ambientes. cisne negro da música esse filme. agoniante, disparou ansiedade de julia até. a música é boa, mas tem a coisa de superioridade.

the l word: generation q season 1 (2019)
uhuu, massa demais ver uma série lésbica retornando depois de incríveis 10 anos (e massa demais ela ter existido há 10 anos atrás). começou sem graça, talvez porque precisavam apresentar um monte de personagem novo, mas depois do terceiro ou quarto episódio (quando teve um threesome...) ficou bastante bom, divertido e bons assuntos. quem tá das originais é bette, shane e alice, e tina se contar a aparição pequena dela. angie tá com 15 anos, fugindo da escola pra fumar maconha com a amiga jordi, por quem ela tem crush. bette tá concorrendo a prefeita de los angeles, bastante contundente sobre a questão de fármacos que causam vícios e de gente em situação de rua. ficam falando que é um tópico particular dela e já comecei a suspeitar, e mais pra frente falam que kit porter morreu depois de ter recaída por causa de medicamento inadequado :/ shane tá voltando pra cidade e recebendo papeis de divórcio, apesar de trocar mensagens de "i miss you" – a esposa quiara é modelo ou sei lá famosa e quer ter filhos, mas shane não. ela acaba aparecendo na festa surpresa de aniversário que montam pra shane no bar que ela compra (pra transformar em bar lésbico) e ficam juntas de novo, quiara já grávida, mas vai embora quando shane mostra alívio depois dela perder o bebê. antes o bar era de tess, que namorava lena, que dá em cima de shane antes de quiara voltar e claro que a idiota não resiste. palhaçada isso. não fala na história mas a atriz que interpreta tess é trans, uma famosa que fez sense8. ela tava sóbria há meses mas bebe que nem doida quando terminam, e fica com finley, que é a melhor personagem nova. estilinho mais próximo do que talita e eu somos, humor bestinha e reações que eu consigo imaginar em pessoas reais. percebi que a cara dela lembra muito a de ariel bissett! a boquinha meio pra fora quando fala e tal. ela trabalha no programa de tv (ui, dá licença) de alice como faz-tudo, e chega a morar de favor na casa de shane um pouco. quem também trabalha lá é sophie, que namora dani, ambas latinas. no começo dani trabalhava na fábrica de remédios do pai, mas vai trabalhar pra bette depois dela arregaçar com ela. mas é workaholic demais, nem dá bola pra sophie, sendo que acabou de pedir ela em casamento. no começo o pai critica e depois aparece oferecendo salão chique e o escambau, mas com umas condições ridículas do tipo se sophie tiver filhos eles não terão direito à fortuna da família de dani. sophie foi irritante numa hora pressionando dani a conversar logo após o desentendimento com o pai, mas dani nunca queria conversar também (aperto no peito demais, me identificando). quando a vó de sophie vai parar no hospital quem dá apoio é finley, dani mal aparece, e nessa as duas começam a criar uma paixãozinha. o fim da temporada é finley, dani e sophie no aeroporto, finley indo pra casa dos pais pro casamento da irmã (a família nem avisou ela, parece que não a aceitam) e dani pro havaí onde combinaram se casar, mas não mostra pra qual das duas sophie foi. alice tá com nat, que tem duas crianças pequenas, e é engraçado ela tentando cuidar deles toda sem jeito. alice tenta reaproximar nat e a ex-mulher dela/outra mãe deles, gigi (hotzona), e acaba que as três viram um trisal depois do ménage na festa de shane. maravilhosa a cena delas dando a mão na peça de angie e jordi, e bette e as outras arregalando os olhos admiradas uashuh. pena que dá errado :( nat volta com alice durante um programa dela, ao vivo. mas já é um exemplo das coisas ~novas~ que tão tratando direito agora. tem vários trans também, micah que mora com sophie e começa a namorar o vizinho bonitinho (no final aparece o marido do cara na exposição dele, clássico), o gerente de campanha de bette... tina aparece porque tão caindo em cima de bette por ela ter empurrado um cara escada abaixo depois da peça de teatro, apesar de ter sido pra proteger angie que ele derrubou também. o cara é (ex-)marido de uma tal felicity, com quem bette teve um caso, e tudo isso é parte dos ataques também. mas tina vem nessa de dar apoio e conversa com angie sobre se descobrir, que ela fez isso no tempo errado porque desde nova esteve com bette e ficaram juntas por muito tempo... de novo o aperto no peito. ah, esse sentimento com finley falando de coisa de religião também! porque no começo ela tá de romance com uma pastora. enfim, já falei muito, tá massa e espero que as próximas temporadas façam muito sucesso.

o cheiro do ralo (2006)
não imaginei que ia ter umas perversões idiotas. o cara trabalha num lugar estranho que é tipo um galpão, e o que ele faz é comprar coisas que ele acha interessante. não mostra ele vendendo, mas numa parte aparece onde tudo fica guardado. a maioria das pessoas vai lá porque precisa do dinheiro, tipo uma magrela estilosa que quando não tem nada mostra o corpo pro cara e ele se masturba :( achava ela tão bonitinha. tem uma parte que ela tira a roupa e acusa ele de abusar ela, e todo mundo que tava na sala de espera cai em cima, a polícia se envolve e o escambau. no final ela que aparece com um revólver e atira nele. mas voltando, o cara frequenta uma lanchonete ruim só porque tá obcecado com a bunda da atendente. nem mostra o nome dela, quando ela fala fica mudo – ele diz que era um nome impronunciável, feio demais ou algo assim. ela tá toda felizinha com o cara mas ele dá uma bola fora (fala que daria qualquer coisa pra ver a bunda dela) e ela manda ele embora xingando, dizendo que teria ficado nua pra ele de graça se não fosse essa merda toda. ela aparece onde ele trabalha depois, sei lá pra quê, e ele enfia a cara na bunda dela. véi. o nome do filme é porque tem um banheirinho na salona do cara que tem um ralo fedido, e ele sempre avisava pras pessoas que era de lá que vinha o cheiro. com o tempo ele fica fascinado por isso também, depois de mil tentativas de tapar o buraco, tudo dando errado porque ele não queria gastar dinheiro com reforma. no fim, depois do tiro da menina, ele se arrasta pra lá pra morrer com a cara no ralo. doido total. ficou pra lá e pra cá com um olho de vidro que comprou, dizendo pros outros que foi do pai.

zoom (2015)
filme indicado por alan, umas coisas misturando desenho e realidade. atriz que é a baterista do sex bob-omb, gael garcía bernal e mariana ximenes (pois é). a primeira (emma) trabalha numa fábrica bizarra de bonecas sexuais, o segundo (edward) é diretor de cinema e a terceira (michelle) é modelo. emma faz quadrinhos onde inventa histórias pra edward, que só existe lá, e no fim tá dirigindo a atuação de michelle num filme ruim, enquanto michelle escreve a história de emma. aqueles filmes de ideia legal mas execução peba. agonia de mariana ximenes falando inglês, "i'm in it" mas pronunciado "i mean it". ela morava no canadá com um cara chato que não acredita no potencial de escritora dela, e então volta pro brasil e vai pra um povoado pequeno (é claro) onde os pais se conheceram e a conceberam. uma brisa dela na praia vendo um casal fazendo sexo nas pedras e depois uma boneca (de criança, dessa vez), que segundo as meninas é ela (e o casal os pais). nesse lugar ela se pega com a dona do bar onde caiu de bêbada, também. o namorado aparece falando que precisam fugir, tem gente atrás dela, perseguição, helicóptero, explosão. tudo porque um outro cara assumiu a direção do filme e tá lá controlando michelle. emma se desenha com peitões, bota silicone, se arrepende, entra num negócio de tráfico de cocaína dentro duma boneca sexual pra poder ter dinheiro pra des-cirurgia... a boneca vai pro lugar errado, cara que mandou fazer igual a ex-mulher, bizarrice. tiroteio e silicones estourados vazando no papel onde ela desenhou edward, e lá vai todo mundo do mundinho do cinema ficar borrado e esquisito. antes edward era o bonzão, pintudo, mulheres, e pra descontar as frustrações emma diminiu o pênis dele. ele vai atrás de mil coisas, compra uma prótese mágica que as mulheres adoram (apesar dele só ficar de boa sentindo nada), mas pifa o negócio indo nadar na praia. um lance de karma, emma precisou devolver o tamanho do pinto dele pra que as coisas começassem a melhorar. michelle avisando um, que avisa o outro e etc. filme doido da zorra. meio cômico numas horas, sei lá. não gostei muito.

kubo and the two strings (2016)
que linda a música do final, regina spektor (!) cantando while my guitar gently weeps (!), aquele instrumento japonês de corda tocado com casco de tartaruga (shamisen!!) que acho muito massa. a história segue kubo em busca de uns elementos que faziam parte da armadura do pai, que lutou contra o sogro pra poder ficar com a mãe de kubo. no começo ela parece doente, apática e com a mente enevoada, mas na hora do perigo ela usa os poderes pra ajudar o filho a escapar. ela é filha da lua, se me lembro bem, e se voltou contra o pai porque ele queria espalhar a escuridão no mundo. coisa de maldade, também, e eles não podem ser vistos de noite. e o pai de kubo era um guerreiro samurai com muitas façanhas heróicas, e que mostrou pra ela as coisas boas da terra. kubo tem uns poderes também, consegue manipular papel pra fazer origamis que atuam nas histórias que toca e canta, tão bonitinho. vai nessa jornada com uma macaca que era brinquedo dele mas ganhou vida, pra protegê-lo, e logo um guerreiro que diz ter sido seguidor do pai dele se junta. ele foi transformado num inseto pelos ruins e perdeu a memória. acaba que a macaca era a mãe e o guerreiro era o pai, de um jeito meio espiritual, como guias do menino, mas eles são mortos pelas irmãs ainda malvadas. kubo arrebenta as três cordas do shamisen dele e usa um fio de cabelo da mãe, a corda do arco do pai e um fio do próprio cabelo pra tocá-lo e derrotar o avô, que tinha virado um bichão. ele perde os poderes e vira um velhinho esquecido, e kubo e a vila toda o recebe de braços abertos, bonito. umas questões envolvendo memória sempre, e uma mensagem de que elas são a magia mais poderosa de todas e não podem nunca ser destruídas. muito gostosinho a história, a animação incrível também... já tinha visto esse vídeo no passado e só fui ver o filme porque julia animou de rever.

i am not okay with this S01 (2020)
mais uma série bem netflix. menina sydney com poderes que não controla, que só fazem destruir as coisas ao redor dela quando saem (que é geralmente quando ela tá com muita raiva). ela vai conversando, narrando, porque escreve num diário. fim inesperadíssimo dela explodindo a cabeça do cara idiota que pegou o diário dela e que namorava a melhor amiga, em quem tem crush. syd beijou a amiga mas ela ficou confusa, meio na defensiva de que syd tinha entendido algo errado. o irmão mais novo de syd sofre bullying, tem um porco-espinho que morre talvez pelos poderes doidos dela. fazem um funeral pro bichinho e ela fala coisas bonitas, que parecem ser mais direcionadas ao pai deles, que se matou. também tinha poderes, aparentemente (ela descobre coisa dele no sótão, assim bem dark). na rua dela mora stanley, bobinho mas traficante de maconha, afim dela. amigos e uma hora transam. okzinho de ver, nada surpreendente, rapidinho e esperado.

como falar com garotas em festas (neil gaiman, fábio moon & gabriel bá)
é um conto do neil gaiman que os irmãos brasileiros fizeram em hq, ilustrado e tal. dois amigos em londres, acho, de quinze anos só mas com umas caras de homem adulto chato. enn é quem a gente acompanha, mas o amigo vic é quem leva ele pra festa. só tem garotas, todas estonteantes e misteriosas. enn se interessou pela que abriu a porta mas vic, galã, já domina a atenção. a primeira com quem enn conversa é a mais esquisita: diz que é uma "segunda", que não pode procriar e tem que contar tudo à progenitora dela. umas coisas de viajar e retornar com as impressões dos lugares por onde esteve, e as outras também tem coisa disso. a segunda é meio triste, fala sobre nadar em piscinas de fogo solar com baleias, que o pai a mandou pra "mundo" apesar dela querer ficar em "sol". a última é massa, diz que é uma forma de poema (ou um padrão, ou uma raça cujo mundo foi engolido pelo mar), tem uma aparência de máscara de teatro. ela beija enn e começa a sussurrar no ouvido dele, contando a história do povo dela, e wow. mas aí ele tem que fugir com vic porque ele fez algo errado com stella, tavam no andar de cima transando ou sei lá. e vem uma ira absurda, "você não gostaria de deixar um universo bravo". poético. quero ler de novo, revisitar. vou acabar ficando com ele por muito tempo por causa da suspensão das atividades da faculdade.

spider-man: far from home (2019)
poxa, fraquinho demais. esse vilão que começa parecendo bom e na real é só um monte de gente que trabalhava pro stark botando efeitos visuais em tudo. donnie darko é o tal mysterio. fury chama peter pra ajudar, de todos os heróis que prestam mais, ok. recebe um óculos de tony stark, um sistema tipo o da armadura que tinha, e quase que peter mata o rivalzinho. peter dá o óculos pra mysterio porque acha ele mais merecedor, mas logo depois descobre coisas com mary jane e tentam arrumar. se beijam! ela suspeitava que ele era o homem-aranha, duh. ned do nada começa a namorar a loirinha irritante na viagem pra itália, mas terminam como dois adultos maduros haushs. e no final fury era um metamorfo daqueles de capitã marvel, oxe. acaba com mysterio liberando um vídeo revelando que peter é o homem-aranha.

william wilson (edgar allan poe)
dá pra resumir o conto em poucas frases, como fez tatiana feltrin aqui, mas é tão socado de detalhamento e prolixismo que o negócio fica com mais de 20 páginas. lembrava do final, em que os dois caras se encontram numa sala com um espelho, e na real é só o primeiro cara vendo o próprio reflexo. apesar de demorado é interessante, todos os detalhes de como o sósia ia absorvendo as características do outro, na escola e quando reaparecia. tenso, essa coisa das histórias de poe de deixar um mistério pairando mesmo depois que o negócio acontece, assim meio inexplicável e sinistro. chega a ser engraçado as partes em que a narração era tão rebuscada que a gente lê e não entende bulhufas.

waking life (2001)
o quão besta foi reassistir esse filme justamente pra conseguir fazer review mas deixar passar dois meses de atraso? vou ter que ver de novo, né. tantas coisas que chamam a atenção que mal dá pra acompanhar, refletir sobre. mas deve ser pra dar a sensação de sonho, do monte de informação que a gente recebe e só vai descendo pela mente sem dar tempo de processar. igual as mudanças constantes no estilo de desenho, cores e efeitos, coisa derretendo, como um sonho bem doido. aquela cena da mulher com quem ele tromba, o assunto das formigas, deve ser o que é mais citado por aí como sendo waking life. revi com talita mas fiquei lembrando de como foi ver com aldivo, bem a cara dele, ser todo cheio de ideias e filosofias a ponto de ser difícil de tirar um sentido uniforme.

o poço e o pêndulo (edgar allan poe)
resenha decente aqui. um dos contos que eu lembrava de já ter lido, mas ainda me surpreendi com alguns detalhes. um cara aprisionado pela inquisição espanhola, parece, num lugar escuro e subsolo feito pra torturar gente fisica e psicologicamente. interessante que ele tenta construir uma imagem mental da cela caminhando e contando, mas quando consegue enxergar vê que tava tudo errado. um poço onde ele não caiu por pouco, ratos em busca da comida dele, e logo ele fica amarrado numa espécie de cama. acima dele um pêndulo com uma lâmina na ponta, indo e vindo que nem aquelas armadilhas de filme de terrorzão. será que poe que deu essa ideia? conforme o tempo passa mais baixo o pêndulo fico, até que no último instante o cara usa os ratos pra roerem as fivelas de couro que o seguram na cama, e então consegue escapar com vida. alguém aparece pra tirá-lo dali, também, talvez porque acabou o período tenso que tava acontecendo. massa esse, a atmosfera que a narração passa e tudo.

what the health (2017)
documentário com produção de joaquin phoenix. de novo um cara bem americano, loiro e alto, de cabelo comprido num boné ainda por cima, conduzindo a discussão e as buscas. muito chato ele, o tempo todo fazendo analogias desnecessárias com tabaco, do tipo "a associação do coração recebendo dinheiro da indústria da carne, blá blá blá, isso é como se a associação dos pulmões recebesse dinheiro da indústria do cigarro!"... amigo, eu entendi sozinha. os médicos e gentes entrevistadas pareciam estar atuando, sei lá; tipo o doutor que mandou um "meu deus, odeio quando me perguntam isso" assim pro ladinho quando o cara questionou sobre deficiência proteica se não comer carne ou algo assim, ou o velho duma instituição relacionada a diabetes que se recusou a falar sobre dieta e pediu pro cara ir embora porque tava perdendo o tempo dele. o cara olhava uns sites de associações grandes de saúde e criticava que tinha receita gordurosa e com carne, ou que não avisava sobre o consumo de leite (acho) dar mais chance de ter câncer de mama em mulheres que já tiveram, ou que não sugeria dieta vegetariana estrita... esse do câncer de mama o cara foi na sede questionar, véi, negócio de mulher lá e ele todo bam-bam-bam. tem umas coisas sobre a diabetes ser causada pela gordura, na verdade, que atrapalha a absorção de açúcar (que serve de energia e não tem tanto problema consumir mais do que precisa, já que ficaria acumulado) e aí causa a doença. não sabia. ah, outra coisa estranhíssima é que ele fala com uma mulher de 60 anos, de aparência jovem até, que usa andador e toma uma dezena de remédios pra dor e doença, com outra acima do peso que não conseguia respirar direito e podia ter ataque cardíaco a qualquer hora... e supostamente duas semanas depois, com elas tendo adotado uma alimentação vegetariana estrita, já tão muito melhores e não precisando de remédios. peraí, isso é possível? e aquela coiseira de gente que melhorou muito a vida comendo assim, etc, uma iluminação quase. eu entendo que nesses casos o que mostram é gente que tava com a saúde bem debilitada, ou então atletas que devem conhecer bem os corpos e seu rendimento físico, que dai´tem essa mudança espiritual com o veganismo. talita critica falando que não é tudo isso e eu também não vi tantos resultados no meu corpo, apesar de com certeza enxergar a coisa energética de não consumir bicho morto, mas acho que é porque começamos muito jovens e não temos essa dependência tão grande do corpo pras coisas, né. enfim, sei lá.

i love you phillip morris (2009)
filme de jim carrey que tava na lista de johnny ripper de talita. ele (steven) começa falando sobre como sempre se esforçou pra ser uma pessoa boa, depois dos pais terem contado que ele era adotado. policial, tocava na igreja e tudo. tão improvável uma pessoa real ter tantas expressões quanto esse cara, véi... ninguém tem essa cara. enfim, casado, uma filha, a esposa levando um tempão rezando agradecendo por tudo antes de dormirem. no meio do sexo ele puxa assunto de ter obtido resultados de uma procura que ele fez pela mãe biológica. nem deu bola quando ele bateu na porta dela no meio de uma festa de aniversário de outro filho. ele sofre um acidente de carro e quase morre, e daí decide que vai viver de forma mais verdadeira. se assume gay abertamente (ele já tinha casos enquanto casado), rodrigo santoro namoradinho que morre de aids, cachorrinhos de madame e etc. ele leva a vida sendo vigarista, tendo mil cartões, trapaçeando as coisas tudo. logo vai preso, depois de tentativas dramáticas de se matar e/ou quebrar todo. passa um tempo e ele encontra phillip morris, que é ewan mcgregor loirinho viadinho, e trocam cartas o tempo todo (phillip tava sendo transferido de ala). com sua influência e contatos steven consegue ir dividir cela com ele, e vivem um romancezinho por um tempo, até steven ser mudado de cadeia. quando saem vão viver juntos, steven continuando nos crimes pra agradar o outro, mansão e tal, mas trabalhando demais. phillip o confronta sobre mentiras e steven desconversa, mas logo descobrem as fraudes dele na empresa e levam ele preso, com phillip de possível cúmplice. discutem e terminam, pra no fim steven dar o golpe-mor que é se passar por aidético e "morrer" pra voltar e tirar phillip da cadeia. promete que vai parar, o outro não tem garantia nenhuma, e claro que acaba com ele sendo pego mais uma vez. não achei nada de mais, podia não ter assistido tranquilamente. umas coisinhas engraçadas, rodrigo santoro inesperado, a coisa toda de gay também, afinal. música irritante do caramba.

manuscrito encontrado numa garrafa (edgar allan poe)
achei bastante bom e com boas palavras, e bem curto perto dos outros. um cara vai viajar de navio e tem uma tempestade pesadona, que mata toda a tripulação menos ele e um velho sueco. eles ficam à deriva, comendo o resto de um tal de açúcar chamado jagra, até que no sexto dia surge um navio novo. tudo escuro e tenebroso, uma onda gigantesca com esse barco preto todo estranho no topo, e quando ele desce o precipício o cara voa de onde tava e cai lá de um jeito impossível. ele vai percebendo que os tripulantes nem enxergam ele (menciona mais de uma vez que "não prestaram a menor atenção" nele), que todos são velhos e doentes. um monte de instrumento de matemática e navegação abandonada. em todos esses contos os narradores são os próprios protagonistas, e sempre descrevem a personalidade que tinham no começo – esse aqui tinha pouca imaginação, forte apego à verdade, intelecto árido... tudo pra dizer que o que aconteceu não poderia ter sido história dele. parece que a madeira do navio cresce como um corpo, que a embarcação vai velejando sozinha, que tem algo de ancestral nisso tudo; a tripulação condenada a "continuar flutuando no limiar da eternidade, sem nunca dar esse derradeiro mergulho no abismo". tudo é noite e escuridão, tempestade e queda, gelo pra todo lado, até ele terminar falando que "os círculos rapidamente ficam cada vez menores — mergulhamos desvairadamente nas garras da voragem — e em meio aos rugidos, aos clamores, aos estrondos do oceano e da tempestade, o navio estremece — ai, Deus! — e —— desce!" gosto como a repetição dá esse clima de entorpecimento da viagem, do mar turbulento. tem uma nota falando que anos depois descobriram umas cartas em que representavam o oceano como uma correnteza pra dentro das entranhas da terra.

daredevil (2003)
Elektra morta pelo Mercenáriooutros filmes da marvel que não fazem parte dos vingadores. talita dizendo que era legal, o cara é cego, sente tudo ao redor, massa. nem tava com expectativa alta porque aprendi com a marvel toda, mas caramba, hein. demolidor até tudo bem, ben afflect e happy, advogados de hell's kitchen (isso é um lugar? é, bairro de nova york. por que esse nome?), "cegos" porque pegam casos de gente humilde, pro bono. matt murdock sente quando o réu tá falando a verdade, que é quando o coração não acelera (será mesmo que qualquer mentira altera batimentos cardíacos em qualquer pessoa?), e assim escolhe quem vai defender. ficou cego porque caiu um líquido radioativo na cara dele quando foi procurar o pai nas docas, algum transporte estranho e inexplicado. o pai tinha sido boxeador, jack "the devil" murdock, e na época tava beberrão e trabalhando pra algum cara do crime (o que matt descobriu nessa ida pra onde o pai era pra estar trabalhando honestamente). o pai volta pra luta e não obedece o chefão do crime que manda ele perder uma luta, e na saída matam ele. deixam uma rosa no corpo, esse é o sinal. um dia ele espertinho vai dar em cima de elektra e tem que persistir porque ela não dá bola, e dali dois minutos tão os dois lutando (sensual e) cuiudamente num parquinho de crianças. ela é filha de um ricasso da cidade, de sobrenome natchios (é grego, não doritos). numa noite de chuva  (em que, supostamente, ele consegue enxergar muito bem porque os pingos e o barulho permitem que ele perceba tudo ao redor, inclusive a ~beleza~ de elektra) eles se beijam, mas ele vai embora pra impedir bullseye (horrível e ridículo demais) de matar o pai dela. só que aí o cara pega o nunchaku/bengala de matt e manda no coração do véio, e elektra quer se vingar de demolidor, que até pouco tempo era lenda urbana. eles chegam a lutar e ela enfia a faquinha nele, e chora arrependida quando tira a máscara dele e entende a história. nessa bullseye "mata" ela (aspas porque tem filme dela depois, não sei se morreu mesmo) igualzinho essa imagem aí embaixo, esticando a roupa e tudo. e deixa uma rosa no corpo, o que faz com que matt ligue os pontos e vá atrás do kingpin (que nome bosta pra "rei do crime"), depois de uma luta mentirosíssima na igreja aumentada contra bullseye. não mata o chefão de propósito, blá blá blá. o jornalista protege a identidade dele no fim. umas músicas dramáticas, evanescence haushs e talita lésbica por elektra... matt numas roupas de couro, dormindo num negócio de interstellar. aiai.

o gato preto (edgar allan poe)
muito bom esse também. talita disse que foi o mais claro de todos, verdade. sem muita firula na escrita, direto ao ponto. esse já tem uma pegada de crime, pra além do mistério. o narrador/protagonista começa, igual aos outros, contando que desde criança tinha sido muito terno, e nutria um grande afeto por animais de estimação. tinha alguns bichos e dentre eles um gato preto chamado pluto (que inesperado). só que o cara foi mudando, ficando irritável demais, maldoso. se alcolizava também. foi começando a descontar nos bichos. até que numa noite arrancou um dos olhos de pluto só porque o gato deu uma mordidinha na mão dele. e a frase na ecobag que carol ganhou da tag: "coro, enrubesço, estremeço conforme descrevo a abominável atrocidade". foi ficando pior, sentindo uma perversidade, uma maldade por si só: "foi esse inescrutável anseio da alma de atormentar a si mesma — de violentar sua própria natureza — de cometer o mal em nome do mal simplesmente — que me impeliu a continuar e finalmente consumar o agravo que já infligira à inofensiva criatura". então ele pega e enforca o gato no galho de uma árvore no quintal, simplesmente. acontece que na noite desse dia a casa dele pega foto e ele perde tudo, e vê que na única parede que fica de pé tem a figura de um gatão igualzinho pluto, com corda no pescoço e tudo. um tempo depois o cara tá bebendo num bar e vê um gato muito parecido com pluto, exceto por uma mancha branca que depois ele percebe ter o formato de um patíbulo, aquele negócio antigo de enforcar condenados. chega a ser um pouco engraçado o jeito dramático como ele descreve isso: "era agora a representação de um objeto que tremo em nomear — e por isso, acima de tudo, nutria ódio, e pavor, e teria me livrado do monstro caso ousasse — era agora, afirmo, a imagem de uma coisa hedionda — de uma coisa macabra — do PATÍBULO! — ah, pesaroso e terrível maquinismo de Horror e de Crime — de Agonia e de Morte!" no fim ele fica mais doido ainda, mete um machado na cabeça da esposa quando ela defende o gato de ser atingido, o cara coloca o corpo na parede e sem perceber bota o gato junto, que mia e o denuncia quando a polícia visita sua casa. massa a relação toda com paredes e enforcamentos.

safety of objects (2001)
kristen stewart novinha e parecendo tanto um menino que a história até faz uso disso. talita falou que parecia muito ela criança, e eu fiquei querendo ter sido assim. quatro famílias vizinhas que se conectam de algum jeito: kristen tem uma irmã autista, talvez, e é amiguinha de uma menina loirinha que mora ali do lado; a mãe da loirinha faz uns negócios meio yoga-terapia ("eu não me arrependo dos meus atos") e fica controlando as coisas dela falando que ela cresceu; um menino que às vezes vai brincar com elas é namorado de uma boneca que ele vê falando e vivendo, e chega até a beijar e fazer safadeza com ela, até ficar duro com um boneco e aí parar (ele mostra pra loirinha, que fala pra ele voltar quando tiver descido); o pai dele é advogado e se chateia por ser só promovido, enquanto outro funcionário vira sócio do escritório, e para de ir trabalhar mentindo pros outros que teve ameaça de bomba; uma mulher cuida do filho acamado em coma (?) e decide competir num negócio de resistência pra ganhar um carro pra filha adolescente chateada e o advogado assume o compromisso de motivar e ajudar ela... o jardinheiro da galera, um jovem-adulto musculosão de cabelo médio liso, leva kristen pra casa dele alegando que a mãe dela queria tirar um tempo sozinha, bem quando o pai divorciado dela aparece pra visitar depois de três meses e briga com a mãe, e aí faz parecer que ele levou ela pra viajar pro méxico, então a mãe só descobre depois de dias. tudo porque o cara perdeu o irmãozinho no acidente que deixou o outro menino acamado (tavam junto, o menino atrás sem cinto, os amigos bebendo cerveja) e não tinha superado, ficou fingindo que kristen era "johnny". a irmã do cara acidentado tava de namorinho com o irmão mais velho da loirinha, e eles tavam no carro que quase trombou com o do irmão dela, que capotou e causou isso tudo. a mãe do acamado faz o negócio de resistência e sai falando que se acontecer algo não é culpa dela, depois diz pro advogado ter cuidado com o que pede a deus, porque pode receber exatamente aquilo... dá pra ver que ela se arrepende de ter desejado que o filho vivesse, porque o jeito que ele tá agora não é melhor que a morte. tá meio que torcendo que ele morra nesses dias dela ausente, e quando volta pra casa depois de ter soltado a mão com um susto e perdido ela sufoca ele chorando. enfim, tudo interligado e triste, gente incerta e sem "closure", precisando de apoio e sentido na vida... no fim a filha dessa mulher canta uma musiquinha bonita com a guitarra que era do irmão (ele tinha uma banda). "and you are all i need... lift me up, i'm crying". bem melhor que eu esperava o filme, interessante e tal, as histórias e tudo.

wo die grünen ameisen träumen (1984)
era um dos filmes que talita baixou há um tempão pra tati, e como já vimos yume pensei que ia ser do mesmo diretor. é daquele werner herzog, alemão, apesar de só o título e os créditos estarem em alemão no filme todo (o arquivo tava salvo como "where the green ants dream"). tem uma empresa de mineração na áustralia querendo usar um território que os aborígenes dizem ser onde as formigas verdes sonham, e que se cavarem a terra elas vão morrer e vai ser a destruição do mundo. o geólogo liderando a exploração (ainda nem sabem se vai ser possível usar aquele espaço) começa a ir atrás de pessoas pra entender o que pode ser feito, o que já têm feito, etc. num supermercado tem um pedaço de um corredor onde aborígenes se sentam em cículos pra sonhar suas crianças, segundo um empregado. diz que tinha uma árvore grande lá antes, que tiraram pra construir, e já que não pararam de ir lá botaram os produtos menos procurados naquela seção. o geólogo ouve os aborígenes também, conversa, leva pra falar com o chefe da empresa. nessa o elevador pifa duas vezes. compram roupas e relógios pra eles, comem num restaurante, tudo pra agradar. enquanto comem o geólogo ri falando que eles ainda tão no elevador presos, que é tudo um sonho coletivo. um dos anciões pede um avião verde, que eles dão depois de construir uma pista decente, e tem um aborígene que fica bebendo e se exibindo sobre ser piloto que decola o negócio com um dos velhos juntos. parece que caíram nas montanhas, uns outros viram "grandes asas verdes". isso relacionado às formigas, que um cientista ou sei lá meio doido explica que são insetos parentes da barata, na verdade, que vivem lá e voam pras montanhas quando precisam criar uma nova rainha pra ficar dando a luz à população toda. acaba que no tribunal a empresa ganha, pelos aborígenes não terem evidência dos problemas que alegam e por causa de uma lei de terras bizarra que os britânicos inventaram na colonização. uma das coisas mais tristes foi um aborígene que chamavam de "mudo" porque era o último sobrevivente de uma nação cuja língua era diferente dos líderes, então ele não podia falar com ninguém. o geólogo parece estar com um filtro de esticar a cara o tempo todo de tão magro e alto. triste o filme, assim quieto, uma música nativa bem boa.

gone (2012)
filme da cinegrafia de shane. ela é uma policial, haush, descabelada e com aquela cara de sempre. trabalha com uns bonitões, ator namoradinho de miranda bailey e oto que faz aquele doido da barba legal em jogos vorazes. amanda seyfred no papel principal, que é essa menina jill que mora com a irmã e trabalha numa lanchonete de noite. faz um ano que jill foi encontrada perdida no meio de um parque que tem na cidade (portland, aliás. só acontece coisa ruim, já sabemos por crepúsculo – quase certeza que tô confundido as cidades na real asuhsu), toda morrendo, supostamente fugida de um cara que a raptou e manteve num buraco onde ela viu ossos de vítimas anteriores. mas parece que a investigação da polícia não achou nada, e os caras da delegacia não acreditam muito nela porque teve algum histórico de psicose, ficou até internada numa instituição psiquiátrica. só que aí acontece dela voltar pra casa de manhã e a irmã ter sumido, sendo que era dia de prova importante dela, e nessa jill começa a investigar a zorra toda. descobre com um vizinho creepy que apareceu uma van de madrugada, ameaça com um revólver um cara pra saber o nome de quem tava com a van, vai numa loja de ferramentas onde o balconista dá informação demais sobre quem comprou x coisa, chega num colega de classe da irmã, invade o apartamento abandonado do suspeito... tudo isso inventando uma história pra cada pessoa, primeiro a vó, depois o vô, a mãe, sei lá. vai fazendo parecer que ela pode estar só paranóica mesmo, com esse tanto de imaginação. mas no fim ela consegue o telefone do cara e ele a conduz pra floresta. doideira isso de ter que ir até o fim numa coisa que não sai da sua cabeça. e ela acha fotos de outras mulheres mesmo, cai no buraco de novo, mas dessa vez (da outra ela meteu um osso no ombro dele pra fugir) ela dá uns tiros e ainda taca querosene e fogo nele. a irmã tinha sido presa embaixo da própria casa, só, porque o que ele queria era mesmo ela. jill volta fingindo que não encontrou nada mas termina com ela mandando as fotos e um mapa pra polícia – será que esperou os vestígios do assassinato irem embora? bem tenso, instigante como filme desse estilo mesmo, tava dando menos pra ele.

sábado, 29 de fevereiro de 2020

lidos (8) e assistidos (6) de fevereiro

neon genesis evangelion (1995)
ah, sei lá, né. "parabains" no final por shinji ter entendido no último momento que todas as merdas que aconteceram com ele o moldam, que ele pode escolher o que fazer com tudo. insatisfatório porque queria que falassem mais dos EVAs, o que são, porque tem cheiro de sangue o plug, monstros, anjos. uns vídeos falando que não é esse o foco da história, que tudo gira em torno dos personagens, e eu entendo, é verdade, mas poxa. esperava mais, menos conceito, talvez. no começo surpreendeu (gostei) por ter tanta depressão de shinji, vários segundos de nada acontecendo, tudo parado, ele confrontando a questão toda de ter 14 anos e receber a função de pilotar uma máquina de matar alienígenas. pai usando ele total, tudo planejado, arquitetado. tava do outro lado. mas também pouco explicado o que são anjos, o tal de adam, lilith, que é isso. ayanami rei muito deprimida também, não se importa de existir ou morrer, faz o que deve fazer. ama o pai de shinji e faz parecer que é a mãe dele renascida. e aquilo tudo de cópias dela? não entendi muito bem. tinha uns episódios que a gente terminava e se olhava com cara de interrogação total. umas tecnologias e cálculos e escarcéus. um monte de ataque de anjo, combates meio que esperados, apesar das estratégias mudando. asuka chata demais, pelo amor de deus. ela falando alemão, "hallo", "guten morgen" e "wie geht's" auhsh. aiai, tem filme pra agradar os fãs que caíram em cima dos dois últimos episódios terminados no fim do orçamento, e mais outro pra resumir a história, talvez, nem sei. um dia a gente dá continuidade pra encerrar essa coiseirada. boa a música da abertura, sticky total.

zhazira (lovelove6)
sobre zhazira zhapparkul, halterofilista do cazaquistão, medalhista olímpica. sobre inspirar, mostrar a força da mulher, a não-conformidade de gênero na aparência e tal. legal o formato da zine, papelzinho dobrado, pequeno.

as pessoas são frágeis e ignorantes (lovelove6)
várias histórias curtas, já tinha visto a maioria no issuu da autora, eu acho. críticas ao estado, à sociedade machista, racista, heteronormativa, reducionista. "uma mulher não, qual!"; lembrava dessa frase. alguma sobre aborto, também. desenho legal. aquela coisa de querer fazer coisa assim.

fortona (lovelove6)
mais de lovelove6 animadona com mulheres halterofilistas, fortes, independentes, intimidadoras. "você tem medo de sangue? eu sangro todo mês." não sei se todas são reais e/ou personagens, tem uma que parece brianne de game of thrones. "venha comigo, conheço um lugar cheio de mina foda!" cores massa, risografia, se não tô errada. curtinho.

sheiloca (lovelove6)
não esperava que sheiloca fosse ser tão chata, pelo menos no início. toda bully com fedora, só por causa da vagina perto do umbigo. nem sei porque o nome da hq foi esse em vez de amapô perigosa, por exemplo, que é mais centro da história... ou até fedora, as manas, não sei. o que acontece é que belly descobre que os ovos de onde vem as manas tão acabando, que elas vão se extinguir, e no fim acaba apoiando sheiloca embaraçada pra ter uma filhote, mesmo a cultura delas colocando isso como selvagem. loucura isso, talvez por precisar de um macho, e já que a sociedade toda é só de minas... mas claro que amapô, com esse nome, ia ser do vale. trans, parece, sem peitos, rejeitada pela própria comuna. fedora dá atenção, se apaixona, tempo passa e amapô até cria barba. vive nas árvores, onde se encontram, e um dia fedora aparece embaraçada. sheiloca faz as misturas pra ela abortar depois de levar broncona de fedora, que diz pra ela fazer o que quiser (no caso, ter o filho) se um dia estiver nessa situação, mas pra não se meter na decisão dela. strike pra defesa do direito ao aborto. quando vai ajudar ela a fugir sheiloca pede sêmen pra amapô e depois fica lá com as pernas pro alto, com isso na vulva. parece ter gozado quando dava a luz, tinha mesmo falado que se dedos ~lá~ já são bons, imagine um filhote... eita, hein. as doulas de alargador e pinturas legais no corpo, as divas velhonas tossindo. mana de soror sendo tipo uma parceira estabelecida, arranjada, não parece ter romance. difícil imaginar uma sociedade matriarcal com esse tipo de problema, mas massa o enredo da história e o rumo tomado. não sei por que gi não entendeu.

sonhei com quando vivíamos sobre as árvores (lovelove6)
isso tá em topografias, então já tinha lido. a autora disse que foi o começo de sheiloca, inspirações e tal. bonito, mulheres juntas, uma impedindo a outra de se deitar com um homem. questionamentos sobre a origem do ciúme. "amor é coisa do futuro".

grey's anatomy season 8 (2011-2012)
é aqui que tem o acidente de avião, não esperava. até cristina fala sobre tudo de ruim acontecer com eles, que quer se mandar de seattle; a própria série incrédula com a forçação de barra nisso. mas entendo que não dá pra ficar introduzindo personagem o tempo todo só pra outras pessoas morrerem. e tudo acontece em seattle, né, casos raros e tragédias insanas. ok, enfim, lexie morre, não lembrava :( tão bonita e legalzinha. mark também, mais tarde, sai falando epifanias no surto de energia logo antes de ficar pior. 30 dias sem melhora, então desligam os aparelhos, conforme o testamento de última hora. também não lembrava que cristina ficava malzão de novo, sem falar por muito tempo, não dormiu nos 4 dias na floresta, ouviu animais disputando o corpo de lexie. de novo derek quase perdendo as funções da mão, acidente clássico demais pra cirurgiões, viu. arizona foi no lugar de karev e aconteceu tudo isso, callie amputou a perna porque não tinha mais o que fazer, ela tá brigadona com os dois. kepner transa com avery, perde jesus, reprova nos exames, é demitida. todo mundo planejando ir pra outros programas, outras cidades; quero só ver se vão mesmo. grey como atendente ganha apelido de medusa, e bailey de booty call bailey por causa da paixãozinha com o anestesista. cristina e owen caindo aos pedaços, ele traindo ela com alguém qualquer, ela querendo saber de todos os detalhes e chorando copiosamente, depois rindo por estar perdendo tempo com um garoto quando deveria estar estudando pro exame decisivo dos médicos tudo. menina fugida de um cativeiro de muitos anos, dificuldade de lidar com gente, se liga a meredith, diz sentir falta do cara às vezes, teve bebê até. gêmeas siamesas de pais jovens, mulher com um leão de estimação, conferência nerd e um hobbit apaixonado por kepner. resumão: derek furioso com meredith por ela estragar o experimento, ela afastada da neurologia e indecisa sobre em que área se especializar (fica com bailey em cirurgia geral), eles ficando sem zola um tempão por causa dos conflitos mas depois recuperando, a mãe de avery toda flertosa e gente tentando impressionar ela, a irmã de tahani espiando avery e depois ficando com ele, o marido de teddy morrendo com yang operando sem saber que era ele, um tempão de teddy brava mandando ela dar detalhes sobre tudo o que aconteceu, webber sendo interrompido na cirurgia número 10000 porque a esposa com alzheimer tá descontrolada, ela indo pra uma casa de repouso e arranjando um namoradinho lá. a coisa de sempre dos pacientes trazerem questões e/ou levarem mensagens que são totalmente pros médicos atendendo eles, como lexie ajudando a escritora e discutindo que a personagem devia ficar com um cara e não o outro (confrontando o amor por mark e o conforto com avery) e yang mandando um cara aceitar que o marido foi morrendo gradualmente e que teria sido melhor se tivesse sido de uma vez, pra que ele não tivesse dúvidas.

girl, interrupted (1999)
não lembrava que o diagnóstico dela era de borderline. filme massa. ambivalente, escolher entre o diagnóstico de louca ou a vontade de ser sã. angelina jolie punkzera controladora, horrível a cena dela falando "verdades" pra daisy e na manhã seguinte a outra achar ela enforcada no banheiro. sei lá a coisa dos frangos embaixo da cama dela. não lembrava de whoopi goldberg e muito menos da principal sendo racista com ela enquanto dá uma de lisa. não lembrava que o namoradinho era jared leto, af. e muito menos que a menina da cara queimada era a atriz de handmaid's tale! legal a menina que faz a mentirosa patológica, mas parece que nunca tá em nada. e tão bonitinha susanna, o cabelinho, estilo. mas é, perto do que poderia ter sido, aquela instituição era muito tranquila. a terapeuta, também... doido pensar nessas situações e nas amizades, me faz lembrar de um passado conturbado em que eu imaginava ser susanna, praticamente. a gente sabe tão pouco de tudo. escrever pensamentos, mesmo que sejam ruins e a gente saiba que são, só pra tirar de si (bem cruel a cena de lisa lendo o que susanna escreveu sobre as outras meninas pra elas). "i'm going to write". deep. é aqui que a personagem fala de ter um joguinho em que fica pensando "live" ou "die" de acordo com o sucesso com as coisas simples da vida? porque muito real.

the good place season 4 (2019-2020)
eleanor fica no controle do experimento, fingindo ser arquiteta, e tem uma bobeirinha de ~só ela ser capaz de fazer isso tudo, sendo humana, tendo melhorado tanto e tal. passam um bom tempo tentando descobrir mais sobre os quatro humanos-alvo, que são um cara idiotíssimo machista racista rico convencido de que é melhor que todo mundo, um gayzão fofoqueiro, aquela neurocientista australiana massa e chidi. simone (a neurocientista) acha que é tudo brisa do cérebro dela pós-morte, no começo, e fica toda doida. os humanos novos descobrem que jianyu é jason, simone tem uma teoria perfeita de que estão sendo observados e testados, eleanor e michael usam o último recurso clássico de dar risada maligna e confirmar que "esse é o bad place". acaba que três dos quatro humanos do experimento novo melhoraram, exceto o cara idiotão, e a juíza concorda que michael tá certo sobre o sistema ser falho, mas declara que vai reiniciar a humanidade pra começar tudo de novo, direito. todas as janets se unem e escondem o aparelhinho de exterminar humanos pra dar tempo de bolarem um plano, e sugerem uma prova que as pessoas tomam ao morrer, podendo acessar as memórias e sabendo onde erraram, pra que todos tenham a mesma chance de escolher se tornar melhores ou não. arquitetos do bad place designam as provas, colocando desafios morais pra cada dificuldade da pessoa e atuando na coisa toda. vicky é a melhor nisso, porque passou um tempão tentando ~entrar na mente~ de michael com o traje de michael que fizeram pra sabotar o experimento. no fim os quatro vão pro good place por terem salvo a humanidade, mas ao chegar lá descobrem que todos estão apáticos e meio lesados porque têm a eternidade pra terem todos seus desejos satisfeitos, então nada mais tem graça. dura pouco esse problema porque eleanor logo se dá conta de que o que faz a vida ser especial é o fato de que ela acaba, assim como férias e etc, e aí eles (janet) inventam essa porta que supostamente te dá grande paz e te devolve ao universo. passam diferentes números de jeremy bearimys e os quatro vão indo, primeiro jason (que acaba esperando na floresta como um monge até janet reaparecer pra dar o colar que fez pra ela nunca esquecer dele), depois tahani só que não (ela resolve aprender a ser uma arquiteta), chidi ("mandaram bem, budistas" – a onda retornando ao oceano) e por último eleanor. michael queria e não conseguia, então transformaram ele em humano e ele foi viver na terra pra um dia poder morrer. um bom final. na real não vi muita vantagem pro povo do bad place, porque a maioria dos humanos tava passando o teste; eles vão ficar só nessa de fazer a prova mesmo, sem ganhar uma boa quantia de gente pra torturar? quer dizer, ótimo, mas parece que eles também se tornaram melhorzinhos.

joker (2019)
tão triste e sombrio. música incrível, compositora (mulher!) islandesa (!). arthur é bastante deprimido, constantemente humilhado, tem aquela doença mental que faz a pessoa rir do nada sem controle (uma opinião boa aqui). mora com a mãe e cuida dela, sempre checando a correspondência porque ela espera receber resposta de um tal wayne, ricão da cidade de gotham (batman/bruce é filho dele, aparece criança). um outro palhaço que trabalha com arthur dá um revólver a ele, e uma noite no trem quando três caras começam a bater nele, ele os mata a sangue frio. a mãe diz que só wayne pode ajudar com os problemas deles e da cidade, que tá numa greve de coleta de lixo e tendo serviços sociais cortados, mas arthur abre uma carta e vê a mãe falando que ele é filho do cara. mais tarde descobre que foi adotado, que a mãe tinha psicose e distúrbio nascisista, que sofreu maus tratos dela quando criança. ele percebe que fantasiou sobre um romancezinho com a vizinha, também, e vai criando uma raivona. depois do assassinatos no metrô começou a ter movimentos na cidade protestando contra os ricos, geral usando máscara de palhaço, e ele vai se sentindo mais confiante. um apresentador de tv que ele sempre assiste passa um vídeo dele fazendo um stand up e rindo sem controle, faz piada, e putz, véi, que bosta. depois chamam ele pro programa e lá ele confessa o crime, começa a falar da negligência das autoridades pra com as pessoas humildes, que se ele tivesse morto na sargeta iam passar por cima sem nem olhar. piadas suicidas, do tipo "i hope my death makes more cents than my life". e então "what do you get when you cross a mentally ill loner with a society that abandons him and treats him like trash? you get what you fucking deserve." e bang no apresentador, um tiro na cabeça. tudo muito chocante e forte. no final alguém mata os pais de bruce na rua, tiram arthur do carro de polícia e o aplaudem. bom filme.

jojo rabbit (2020)
criancinha nazistinha indo pra um acampamento infantil que educa sobre o nazismo e as técnicas de guerra. não sei se existiu de verdade um negócio desses. o capitão ou sei lá é aquele ator que faz o policial idiota em three billboards outside ebbing, missouri, e desde lá nunca mais consego olhar pra ele sem ter raiva. perdeu a visão de um dos olhos na guerra e tá ali porque não serve mais. bebe o tempo todo. jojo vira jojo rabbit porque não consegue quebrar o pescoço de um coelho que deram na mão dele. tem hitler como amigo imaginário, que é o próprio diretor, taika waititi. que dirigiu thor ragnarok, aquela doideira toda. ele é indígena neozelandês e faz um humor legal, pelo menos. mas enfim, esse hitler incentiva jojo a aproveitar as qualidades do coelho, e acaba que ele se taca numa granada e se fere todo. fica com uns negócios na cara e não anda mais perfeitamente, mas nada a ponto de justificar ele ficar se chamando de aberração. a mãe é scarlett johansson, toda animadinha e criativa, secretamente da resistência contra a guerra. o pai supostamente tá lutando por hitler, mas depois tudo se explica, ele também faz coisas contra (mas tá em outro país). por causa dos ferimentos jojo fica em casa e descobre que tem uma menina escondida na parede, que era amiga da irmã mais velha dele (que morreu). judia, claro. primeiro ele a ameaça, ficam em conflito, jojo maquinando as coisas com o hitler dele, fazendo um livro sobre judeus (dormirem como morcegos, virem do centro da terra, um monte de besteira). mas eles vão se tornando amigos, e jojo até tem uma quedinha por ela (bem bonita mesmo). triste quando ele percebe a mãe enforcada junto com traidores, em praça pública. só mostra os sapatinhos que ela sempre usava. no final os americanos invadem a cidade, o capitão xinga ele de judeu pra que fique livre (parece gay com um soldadinho assistente), o amigo gordinho levando canhão admite que não é um bom momento pra ser nazista... e a judia dança, como prometido quando a guerra acabasse. bem bonito, outro jeito de se contar essa história. quero ver mais do cara agora. preciso pesquisar as músicas alemãs da trilha sonora também.

harry potter and the sorcerer's stone (j.k. rowling)
reli pra acompanhar talita, mas usei o kindle de julia pra ser em inglês. ótimo que dá pra ver dicionário só pressionando sobre uma palavra desconhecida, então não tive muitos problemas (e a maioria das coisas já sabia, por causa da internet e do fandom mesmo). massa a coisa de ler sabendo o que esperar e, portanto, sabendo onde notar os detalhes da "realidade". lembrava mais do que imaginei, mas ainda me peguei surpresa com snape salvando harry de quirrell no quadribol, e não amaldiçoando, por exemplo. não esperava que hagrid fosse ter um jeito de falar diferente (que, se eu tiver entendido direito, é cockney, um dialeto da classe operária de londres); na tradução não fizeram nada especial e não me recordo de nada na legenda do filme também. quero rever logo também. ah, isso de ler junto é interessante também pra ir comparando a tradução, pensando nas equivalências. não gosto muito de mudarem nomes: will pra gui – eu sei que william/willhelm é guilherme em português –, charles pra carlinhos, ficarem chamando hagrid de rúbeo – entendível, não costumamos usar sobrenome pra chamar os outros, mas né –, dean pra dino – esse é até engraçado... se o livro fala claramente que se passa em londres, deixa as coisa acontecer sem localização (como termo da tradução, aqui). de qualquer forma, é um livro pra criança e adolescente, então quem sabe. não lembrava de hermione demorando pra se tornar colega, tava esperando aquilo do filme dela entrar no vagão se metendo na conversa... meu deus, eu era muito ela, véi. estudiosa pra caramba e toda espertinha. que tios horríveis harry tinha, viu. muito bom ele libertando a jiboia (boa constrictor) e ela dando um "thankssss, amigo" depois de "brazil, here i come"! às vezes tudo que a gente precisa é reler livros que dão um quentinho, em que as coisas vão pra frente sem enrolação, a escrita é fluida e a história interessante sempre. talita comentou da falta de sentido nas armadilhas até a pedra, já que três alunos do primeiro ano conseguiram passar por tudo... e falando que esse era a câmara secreta ahushu.

how to sell drugs online (fast) (2019)
comecei a ver pra estudar alemão, mas até que é boazinha. muita coisa moderninha de conversa aparecer na tela, bem como coisa da internet e sei lá mais o quê... história sendo contada rápida, coisa acontecendo enquanto fala, pá, pum. sons legais, cada vez gosto mais de ouvir alemão. felizona de entender frases inteiras ou captar o sentido das estruturas que não estudei. um dia vou falar rápido assim. e todas as escolas tem aquela arquitetura moderna, daqui e de dark? uau. mas a história: moritz namorava lisa, que ficou um tempão nos eua de intercâmbio e voltou diferente, usando drogas, não querendo mais namoro. um tal de dan tá sempre com ela, bonitinho da escola, e moritz nerdzão hackeia a conta dela no facebook pra ficar apagando respostas dele. ela descobre, usa o microfone de anúncios da escola pra dar uma lição, ok. moritz e o amigo lenny se envolvem com um traficante, buba, que fornecia coisa pra dan, que repassava. ficam devendo um monte, o cara vai preso, acha que foi eles que denunciaram, quando é solto pega eles e quase mata mas acaba estourando os miolos testando a arma feita em impressora 3d que lenny tinha. tinham começado um site na darknet pra vender ecstasy, botam na cleanweb e mudam de fornecedor. no fim acabam tendo que se juntar a dan pra dar continuidade ao site. parece que tão contando a história da prisão ou sei lá, gente gravando, lenny de barba no finzinho... câmera e tudo. lenny é massa, tem alguma doença, precisa usar cadeira de roda, vai morrer em breve e parece que a mãe tá vendo coisa de adoção pra depois (supostamente). lisa beija dan uma hora, na festa da amiga, que overdosa de droga comprada no site deles... ah, acaba com lisa vendo drogas com moritz. músicas legais também.

charlie's angels (2019)
já tinha visto vários vídeos no youtube de kristen e as outras duas jogando alguma coisa e falando sobre bem por cima, então fui ver sem esperar nada de mais, só que seria pra rir, leve, que nem kristen disse. talita achou pior que d.e.b.s. porque, segundo ela, "debs pelo menos não tava tentando pagar de não esculhambado". não concordo, mas tipo, bem, beeem raso, né. começou horrivelmente com kristen em missão no brasil, falando um português que não dava pra defender nem vindo dela, porque o que custava ver como o tradutor reproduziria aquela fala, gente. professor xavier sendo aposentado, cientista/inventora de uma empresa sendo oprimida por macho que não escuta a razão, negócio de inteligência artificial que mexe com energia sendo uma arma em potencial e caindo nas mãos erradas, obviamente. acaba se metendo com as espiãs pra resolver a coisa toda, ir atrás do comprador e recuperar o negócio, e quando a chefe some faz parecer que ela era parte da trama toda. mas claro que é o professor xavier, malvado. o dono da empresa é aquele de me before you, mas o personagem é tão tosqueira... na festa que ele dá o atirador fodão acaba morto caindo numa escultura de gelo e sendo perfurado, que é isso, do nada uma brutalidade dessas. inesperado. e as mulheres todas da festa eram angels... claro... aiai, mais um filme só pra olhar pra kristen. e foi massa ver ela fazendo uma personagem toda diferente, animada, engraçadinha. só não peguei muito onde tava o "assumidamente lésbica" que vi em algum lugar que ela tinha exigido que a personagem fosse.

sexta-feira, 31 de janeiro de 2020

lidos (4) e assistidos (19) em janeiro

ant-man (2015)
um cara com mestrado em engenharia elétrica saindo da prisão depois de 3 anos. tinha assaltado uma grande companhia e dado o dinheiro a gente que merecia, algo assim. tem uma filha pequena mas a mãe não deixa ele a visitar, porque não tem casa, nem emprego, nem nada. então ele topa fazer outro roubo com uns amigos bestas dele, e no cofre só tem uma roupa de herói, que ele descobre ser capaz de encolher quem veste até o tamanho de uma formiga. acaba que o dono é um velho cientista que queria que ele roubasse o negócio, na verdade, pra juntos recuperarem um outro traje que o protegido dele tinha desenvolvido na empresa que era dele antes, mas o cara assumiu. o velho tem uma filha, hope, que treina o ladrão (scott) pra ser o homem-formiga. o velho já usava o traje no passado, e a esposa usava outro, a "vespa"; no final ele dá um protótipo que tá melhorando pra filha (a esposa supostamente – digo isso porque o outro filme dele chama homem-formiga e a vespa – morreu porque "went subatomic"; scott faz isso mas consegue voltar por causa de algo que alterou no negócio que ativa o encolhimento). falcão aparece naquele depósito dos vingadores em que termina o último filme; luta contra homem-formiga enquanto ele rouba um negócio que era do stark pai. trenzinho de brinquedo (thomas e seus amigos) e formiga (virou cachorrinho da filha) aumentados de tamanho; formiga voadora (anthony) atingida pelo tiro do cara mau; desafio de encolher, mergulhar pelo buraco da porta e voltar ao normal; amigo luís bestão engraçado; sokovia mencionada. não foi tão ruim quanto talita tinha dito que seria; nem ela achou (segunda vez que viu). comparado àquele hulk de 2008...

captain america: civil war (2016)
gente criticando os vingadores, falando de destruição e morte, aquela coisa de sempre. as nações unidas fazem um tal de "acordo de sokovia" pra assinarem, tornando os vingadores uma iniciativa pública/mundial e não privada. capitão américa é contra e junta uma galera pra resgatar bucky, que foi preso suspeito de atacar o prédio das nações unidas na hora que iam fazer o acordo. o rei de wakanda morre nisso e o filho veste o manto de pantera negra pra se vingar e matar bucky, mas é armação de um cara aleatório que perdeu a família toda no incidente de sokovia e tem o objetivo de destruir os vingadores por dentro com esses desacordos. fica capitão américa, bucky, falcão, homem-formiga, gavião arqueiro e wanda (a menina da telecinese) de um lado e homem de ferro, o amigo dele lá, visão, homem-aranha (!!!) e pantera negra do outro. viúva negra tá com tony, mas no final ajuda steve a fugir. a questão é que tem mais soldados invernais e o cara aleatório tá indo atrás de onde eles tão congelados. bucky diz que são muito potentes e poderiam derrubar um país antes que alguém percebesse. homem de ferro fica sabendo por friday (a nova jarvis) que não foi bucky que fez o atentado, que teve toda uma armação (o cara interrogou ele quando preso também, e reativou o negócio dele fazer o que mandam só pra bucky ficar mal visto de novo), e vai atrás do lugar dos outros soldados invernais também. acaba que tudo o que o cara queria era fazer um ficar contra o outro e ver eles se matando – ele mostra uma filmagem de câmera antiga onde bucky mata os pais de tony, que começa a lutar com ele, que é protegido por capitão américa. fazer um ficar contra o outro e ver eles se matando. termina com steve indo tirar o time dele da prisão subaquática cuiuda. não esperava homem-aranha já aqui, muito menos pantera negra! massa. ah, ele leva bucky pra wakanda e botam ele pra congelar de novo, com bucky querendo e steve junto.

doctor strange (2016)
bem melhor do que eu esperava. não esperava nada, na verdade, mas também não sabia praticamente nada sobre, só que o personagem seria aquele ator feio que dubla smaug no hobbit. ele é um doutor mesmo, neurocirurgião, e só pega casos que o interessam e que ele tem certeza de que vai conseguir resolver e levar fama por eles. sofre um acidente de carro e arruina as mãos; vai atrás de um homem que se curou de uma paralisia severa e descobre um lugar no nepal chamado kamar-taj. lá tilda swinton é "the ancient one", uma feiticeira poderosa que mostra a ele a dimensão astral, que possibilita ao espírito fazer coisas que o corpo não imagina. muito bom quando ela joga ele no multiverso; esse filme é muito obra de arte, loucura de repetições e padrões e prédios e vidros. ele começa a estudar e ser ensinado nisso tudo e vai avançando rápido, olhando feitiços proibidos, e tem um tal de kaecilius (ator feio de hannibal) que quer invocar dormammu, uma entidade de antes do tempo que quer devorar a terra (de novo isso). kaecilius joga na cara de strange, que luta com ele por acaso, que a anciã tira poder da dimensão negra (onde dormammu vive e de onde feitiços são proibidos) pra viver eternamente, e que com dormammu todos vão ter isso. quando tá morrendo ela diz que fazia isso não gostando, mas pra continuar protegendo a terra. strange usa um feitiço de tempo pra desfazer a destruição de um lugar atacado pelos caras de kaecilius (cena bem massa, de tudo voltando pra trás e umas pessoas não, lutando) e faz uma barganha com dormammu pra salvar tudo. mas mestre mordo, que lutou com ele e foi aprendiz da anciã, não concorda com a violação das leis da natureza que strange fez pra resolver as coisas, e sai desse caminho. próximo vilão à vista. enfim, bonito de assistir, interessante a história e os poderes, inesperadíssimo que no fim o bibliotecário fala na maior naturalidade que a joia no artefato que possibilita mexer com o tempo é uma joia do infinito. cena pós-créditos de strange falando com thor.

guardians of the galaxy vol. 2 (2017)
começa com eles matando um bichão num tal de país dos soberanos (sovereign). era pra fazer só isso que receberiam a irmã azul de gamora em troca, mas rocket rouba umas baterias, então vão atrás deles. eles fogem e a nave fica toda destruída, mas conseguem porque receberam ajuda de um carinha, que aparece onde eles caíram e diz ser o pai de peter. ele é convidado pro planeta de ego (o nome do pai), onde ele mostra que é um celestial, tipo um deus, e que criou a si mesmo e tudo aquilo. mostra a peter que ele tem poder de criação também, enquanto a luz daquele planeta existir. ego tem uma menina com ele, mantis, que parece servir principalmente pra ajudá-lo a dormir; ela tem antenas e é toda ingênuazinha, e faz amizade com drax. engraçado. ela conta pra ele que ego tem planos malignos, e gamora e a irmã (lutando) descobrem um bocado de esqueletos numas cavernas perto do "coração" do planeta. no fim o que ele quer é fazer todo o universo ser ele, disse que plantou um pedaço de si mesmo em tudo quanto é planeta, que testou ter filhos com tudo quanto é criatura, mas que só peter tinha sido capaz de manipular o poder como ele. enfim, lutam, yondu que criou peter ajuda porque os saqueadores dele se rebelaram e ele acaba se juntando a rocket e groot... morre no final, o verdadeiro pai de peter, que não o entregou de volta a ego quando o abduziu da terra justamente porque sabia o quão ruim o cara era. groot adolescente nos pós-créditos; engraçado ele fazendo tudo errado no começo como bebezinho.

spider-man: homecoming (2017)
peter gravando vídeo de happy e tudo envolvendo stark e a participação dele na luta contra capitão américa. fica cancelando planos e saindo de matérias pra ficar livre caso stark chame ele de novo, mas nada acontece. acaba vendo uns caras usando armas alienígenas modificadas e tenta fazer algo por conta própria, até um velho com asonas de máquina aparecer e jogar ele no rio. homem de ferro tira ele de lá remotamente e dá uma bronca, mas peter vai pra uma olimpíada do colégio só porque é perto do covil dos caras. o amigo ned tá com um negocinho roxo que arrancaram de uma arma que deixaram cair, e peter descobre que é uma bomba enquanto tá preso no negócio de contenção de danos ou sei lá do governo (porque deu errado o confronto dele com os criminosos). o traje dele é tipo o do homem de ferro, com um bocado de funções e combinações de teias e uma "moça" falando com ele (ned desbloqueou o protocolo "training wheels"). ned passa num detector de metais pra ver o monumento a washington (obelisco) e ativa a bomba, que explode enquanto tão no elevador; homem-aranha salva nos últimos segundos. de volta a nova york ele ainda tenta pegar os caras porque sabia que iam fazer uma venda numa balsa, e acaba dividindo o barco todo no meio e dando prejuízo; nessa homem de ferro aparece e pega o traje de volta, cancela o "estágio" dele e etc. ele fica triste, mas passa um tempão concentrado na escola e calmo. até descobrir que o pai da menina que ele gosta e chamou pro baile é o velho das asas. parece que no começo era só peter que tava muito tenso, mas conforme a menina fala dele sumir em washington, na festa dela e blá blá o cara se toca de que ele é o homem-aranha, ameaça ele e tudo. claro que peter abandona o baile pra ir atrás dele; salva as coisas da mudança de stark (amarra o vilão junto com um recadinho) mas o avião se destrói todo (ele fica todo quebrado também). com essa tony oferece um traje melhor ainda e o convida pra ser parte dos vingadores, mas peter recusa bem maduramente. massa! segunda vez que eu vi, mas não tem como não gostar de homem-aranha (só aquele chato que é ruim). engraçadinho e jovem, "mj" sendo a menina toda foda-se protestos inteligente. até o vilão faz sentido, o discurso sobre a galera poderosona (stark) ter tudo e o resto ficar só com as sobras. as coisas alienígenas loucas dos combates todos sendo roubadas por criminosos também é outra resposta.

thor: ragnarok (2017)
véi, que merda foi essa ahsuhu. parece que até quem faz os filmes tava cansado das mesmas coisas e fez um filme totalmente nonsense guia do mochileiro das galáxias pra trazer thor de volta e mostrar onde hulk (!) foi parar. odin morto, thor e loki jogados num planeta com um buraco de minhoca chamado de "ânus do diabo" (...), um tal de grande mestre que coleciona gladiadores (hulk sendo o grande campeão dele), uma valquíria de asgard alcólatra trabalhando como catadora de lixo. loki assistindo tudo como amiguinho do mestre, traumatizado com hulk kkk. thor sem mjölnir porque hela, primogênita de odin e deusa da morte, destruiu. mas como stark diz pra peter parker, se ele não é nada sem o martelo não deveria usar o martelo; bom quando ele invoca raios e trovões e fica com os olhos brilhando. corte de cabelo novo. banner volta depois de 2 anos como hulk, coitado; muito bom ele caindo de cara na bifrost achando que ia se transformar pra lutar contra fenris. hela é cate blanchett, af, fica passando a mão no cabelo pra virar um negócio feio toda hora. poderosona, tem que matar todo mundo mesmo. no final causam o ragnarok de propósito, pro bichão de fogo acabar com asgard e matar ela. "asgard não é um lugar, é um povo", e thor levando a galera toda pelo universo pra terra (mas no final encontra uma nave gigantesca que não mostra de quem é; será que thanos já? guardiões?). terminou com natalie portman, como assim, e já tá meio de paquera com a valquíria. o gladiador de pedra haush, muito bom como fala, "hey bro". no começo teve doctor strange mostrando onde odin tava, só isso. fico só pensando no quão deturpada ficou a mitologia, mas claro que iam fazer isso né. heimdall juntou as pessoas pra fugir.

black panther (2018)
t'challa virando rei de wakanda com a morte do pai em viena. parece ser par romântico com lupita nyong'o. a cerimônia de coroação remove os poderes de pantera negra pra dar a possibilidade de alguém lutar pelo trono, e um cara da tribo das montanhas (única das 5 tribos da região que não se juntou pra formar wakanda) o desafia, mas perde. a irmã mais nova de t'challa é a inventora, cheia de tecnologia, mas estranho ser só uma pessoa levando isso à frente. notícias de que aquele klaue que roubou vibranium e lutou contra os vingadores em ultron foi visto não sei onde, e planejam uma missão pra capturá-lo, dizendo que ele ainda viver era um dos maiores arrependimentos do pai. mas uns parceiros dele o recuperam, só pra um deles matar ele e o resto falando que queria ir pra wakanda. ele revela a tatuagem dentro do lábio e escarificações pra cada pessoa que ele matou – t'challa descobre que ele é seu primo, filho do irmão do rei anterior, que foi morto por ele porque traiu wakanda. abandonaram a criança mas ele cresceu querendo ir pra lá, com muita raiva deles terem abandonado os irmãos pelo mundo, que sofrem e morrem todos os dias. quando ele chega em wakanda desafia t'challa e o vence, se tornando um rei muito louco que manda até queimarem a flor que dá o poder de pantera negra depois de tomar (porque era pros próximos reis, e parece que ele não quer que haja mais depois dele). o que ele quer é revelar ao mundo sobre o país, a tecnologia e desenvolvimento que têm, ajudar as pessoas, mas tudo começando com revoluções com a intenção de matar os brancos no poder. t'challa tá vivo salvo pela tribo das montanhas, e junto com lupita e a irmã recuperam tudo. até bilbo ajuda pilotando uma nave pra impedir que saiam com as coisas de vibranium. no fim t'challa compra o prédio onde o tio morreu e uns ao lado pra fazer um centro de apoio internacional, e depois tá na onu falando que vão compartilhar suas coisas com o mundo. massa esse conflito necessário pra esse passo, e muito triste, também. muito bonito tudo, quero até ver de novo pra prestar atenção nos detalhes de wakanda. massa as pessoas falando em xhosa, as crenças e tudo. poder demais.

call me by your name (2017)
não conseguimos botar vingadores na tv de fábio e vimos esse que tava passando num canal. aqueles filmes que eu sei que é interessante e quero ver mas não vou atrás logo. itália no verão, muitas piscinas e rios, pêssegos e damascos colhidos na hora, todo mundo de roupa pouca e descalço. elio tem 17 anos e os pais são acadêmicos, professores de antropologia, parece, e recebem o americano oliver pra orientar. no começo ele é bem arrogante e prepotente, e fica meio que numa disputa com elio (ficam com meninas e se exibem um pro outro). a mãe lê um romance francês do século xvi pra elio e o pai e é sobre um jovem apaixonado por uma moça, que se sente tão humilde e embasbacado que não consegue falar sobre seus sentimentos. "é melhor falar ou morrer?", e ela diz pra falar, mas tá em guarda, com receio, e ele não fala. isso e outras coisas (o pai falando sobre estátuas, uma sensualidade que desafia a desejá-las) que são metáforas pro que tá acontecendo entre elio e oliver. músicas de piano como orgulho e preconceito. elio fala bem, direto, oliver mesmo comenta isso. diz que sabe sobre muitas coisas mas não sobre as que importam. nadam juntos, se beijam, elio todo animadinho e saltitante. encontro pra transar à meia-noite. e os quartos, doideira, conjugados com um banheiro no meio, por onde elio tem que passar pra sair (deu o quarto dele pra oliver). "me chame pelo seu nome e eu te chamo pelo meu", diz oliver, que vira elio. masturbação com pêssego e oliver comendo, choro de elio. não quer mais que ele vá embora. oliver viaja pra bérgamo e mandam elio junto, e se divertem lá nas montanhas e ruas de pedra. despedida na estação de trem e elio chorando no carro da mãe de volta pra casa. conversa inesperada com o pai, que diz que foi muito especial o que os dois tiveram, a amizade que foi mais que amizade. que ele teve sorte em encontrar isso, e que o pai nunca realmente teve o mesmo. bonito, muito puro, sei lá. chorei nessa fala do pai. no fim já tão na casa normal, porque aquela era onde passavam o verão, e oliver conta que vai se casar na primavera, mas que se lembra de tudo, "oliver"... marzia paquerinha do começo abraçando no fim, amiga. inglês, italiano, francês e alemão falado. brasileiro na produção.

disobedience (2017)
ronit é uma fotógrafa que vive em nova york. ela é avisada por um rabino no telefone que o pai, também rabino, morreu. viaja pra cidade natal e ninguém tá esperando ela, ninguém nem contou que o pai tava doente de pneumonia. o cara que foi amigo de infância diz pra ela ficar hospedada na casa dele, e a esposa que ela não sabia quem era acaba sendo a outra amiga de infância, com quem ela teve coisas e que culminou na expulsão de ronit da comunidade judia. esti (a esposa/amiga) usa uma peruca, ronit faz piada botando uma da loja do tio e dizendo que virou "prum"; nunca tinha visto nada sobre isso, parece que mulheres casadas têm que cobrir o cabelo pra preservar sua beleza pro marido ou algo assim. bem ortodoxo, no caso; todos lá são. esti beija ronit quando vão na casa do pai que morreu pra pegar qualquer coisa que ela acha que deva, e ficam que nem adolescentes passeando e se beijando por onde faziam quando eram jovens. mas oto rabino vê e conta pro marido e pra diretora da escola que esti trabalha, que parece ser judia, só pra meninas. ela confessa que sempre quis isso, que nunca parou de desejar mulheres. conflito, ela não fazendo as coisas, ronit decidida a ir embora antes da última coisa que fazem depois que alguém morre, sete dias depois (hesped). chegaram a alugar um quarto de hotel pra ficarem juntas; cuspida na boca inesperada. pior ainda quando esti descobre que tá grávida – pede sua liberdade ao marido, que não dá de imediato, mas no hesped faz um discurso não planejado relembrando as últimas palavras do rabino (que morreu durante um culto), sobre ser livre pra escolher, e diz que "você é livre". abraço dos três do lado de fora. ronit vai embora sozinha, mas diz que ama esti e pra ela avisar quando tiver se reinstalado quando esti corre pra beijá-la no táxi. filme sofrido, tudo escuro, luto e tristezas, intolerância religiosa, religião demais. não gosto muito dessas atrizes.

avengers: infinity war (2018)
nave de thor atacada, todo mundo morto e até loki, aparentemente, thanos na loucura de ter todas as joias do infinito pra restaurar o equilíbrio pro universo matando metade da população dele, aleatória e imparcialmente, pra que tudo seja possível e os recursos finitos não se consumam. um vilão lógico até, quase vegano. thor se bate com os guardiões, peter fica imitando ele porque quer se exibir e tem ciúmes de gamora, thor sai numa navezinha com rocket e groot pra ir fazer um novo martelo pra destruir thanos (que convencido). lá o anão de game of thrones é um anão gigante, sozinho no planeta porque thanos já passou por lá e fez ele fazer a "luva" que segura todas as joias dele, e matou geral. faz um machado capaz de invocar a bifrost e com isso ele aparece na terra, em wakanda, onde capitão américa com cara de nicolas cage e o resto da galera tá lutando contra alienígenas. que mistura doida. enquanto isso homem de ferro, homem-aranha e doutor estranho lutam diretamente com thanos, num plano que peter quill estraga sendo idiota (soube por nebula que ele matou gamora pra ter a joia da alma, que tava sendo guardada pelo caveira vermelha, véi. por quê. como). na terra thanos derrota os poucos que cruzam o caminho dele e pega a joia da mente porque usa a do tempo (que doutor estranho deu pra ele no último momento) pra refazer visão e arrancar da testa do coitado. ele tava tendo um romancezinho com wanda muito desnecessário. estalar de dedos com o indicador que faz metade da população ir embora em cinzas, incluindo muitos vingadores, pantera negra, groot, homem-aranha, agente hill, nick fury. o último momento é ele chamando alguém, aparentemente capitã marvel, mas sei lá o que ela tem pra oferecer nessa. e acaba assim, finalmente aquilo que talita e eu conversamos sobre um vilão conseguindo fazer o que quer e a gente vendo o depois. mas certeza que vão usar a joia do tempo pra consertar tudo no ultimato.

ant-man and the wasp (2018)
meu deus, que bosta. scott em prisão domiciliar depois de ajudar capitão américa. como que só ele recebe essas coisas, fica preso toda hora?... não é grande o suficiente pra fugir, provavelmente. sonha com a mãe de hope brincando com ela de esconde-esconde (ela criança) e contata pym, que construiu um túnel subatômico pra ir buscar a esposa. precisa das coordenadas de onde ela tá, o que acham que tá no subconsciente de scott. um vilão besta, cara rico que quer as coisas de pym, e uma tal de fantasma, que é um mulher vivendo entre fases por causa de um acidente com outro túnel subatômico. quando a mulher de pym volta ela é curada por um poder mentiroso que a mulher adquiriu no reino subatômico. coiseirada de defeito do traje de scott, ficou gigantão algumas vezes, cansado por isso, sei lá. o amigo besta ajudando em certas coisas, tentando ter uma empresa de segurança. nada de mais, enrolado, sem graça, mentiroso. no final ele tá indo pro reino subatômico pra pegar átomos de cura, mas não volta porque pym e os outros se pulverizaram por causa de thanos.

captain marvel (2019)
uma tal de vers treinando com um cara que diz pra ela controlar suas emoções pra dominar seu poder. ela dispara prótons pelos punhos, como um canhão. eles são kree, igual aquele ronan de guardiões da galáxia, e partem numa missão pra recuperar um espião deles. mas era uma emboscada de uns bichos verdes de uma raça chamada skrull, que capturam vers e acessam suas memórias em busca de uma informação que querem, relacionada a uma tal de dra. lawson. mas vers não lembra quem foi essa pessoa, apesar de ser quem aparece quando ela fala com a inteligência artificial dos kree, que toma a forma de quem a pessoa mais admira. ela foge e cai na terra, onde uns skrulls a perseguem também, e ela topa com a s.h.i.e.l.d. – nick fury com dois olhos e cabelo junto com aquele que sempre aparecia e morreu com loki, mas novato aqui. 1995 isso. ela fala que os skrulls são metamorfos e tão infiltrados, fury acredita quando mata um que entrou no carro com ele disfarçado de novato, e vai atrás dela pra ajudar. a tal de lawson tá ligada com uma coisa de aviação chamada pegasus, e lá vêem uns arquivos falando que ela morreu num acidente quando testava uma nave, junto com carol danvers, a pilota – que é vers. parece que lawson tinha um motor experimental de velocidade da luz, sei lá. vão atrás da última pessoa que as viu vivas, maria rambeau, que era a melhor amiga de carol. o líder skrull aparece mas explica o que quer, que são as coordenadas que lawson diz na gravação da caixa preta da aeronave. eles ouvem e carol descobre como obteve o poder que tem, e que o cara que a treinava era na verdade inimigo de lawson – ela também era kree, mas trabalhava no motor dela pra terminar as guerras, porque o povo kree tava fanático e matando gente inocente, igual o que a gente já sabe de ronan mesmo. então carol, fury, maria e o skrull se juntam e vão pra base de lawson, que orbita a terra, onde a família do skrull tá refugiada e onde a fonte do motor (o tesseract...) tá. mas os krees ruins chegam e capturam carol, que libera seu poder por completo enfrentando a inteligência artificial, derrota os caras ruins e espanta ronan. muito massa o moicano de quando ela tá com o capuz todo! e gosto de gente com olho branco de luz. bem apelona ela, dá pra ver que vai enfrentar thanos facilmente. no final ela aparece pro resto dos vingadores, que mantiveram o pager de fury chamando ela. ah, fury perdeu o olho porque o "gato" que acham em pegasus arranhou – nera gato, era algum alien diferente doido com uns tentáculos na boca que come o tesseract e regurgita na mesa de fury mais tarde. personagem legal, humorzinho bom, potencial lésbico, look show (o moicano). mas não sei onde ela tava esse tempo todo, né.

avengers: endgame (2019)
vinte dias passam e tony stark tá magro e fraco, gravando última mensagem pra pepper, dizendo que na manhã seguinte o oxigênio acaba. capitã marvel acha a nave que ele tá com nebula e rocket e traz eles pra terra, e tony dá uma de "eu avisei" pros outros. cinco anos passam e capitão américa tá fazendo terapia em grupo, tony mora no campo e tem uma filhinha com pepper, gavião arqueiro tá sendo kira e matando criminosos por aí. homem-formiga volta do reino subatômico dizendo que só passou 5 minutos lá, e bota pilha nos outros que viagem no tempo pode ser a solução pro desastre que aconteceu. bruce tá sendo hulk full-time, mas totalmente consciente, e faz uma máquina ruim que traz scott criança, idoso e bebê até voltar ao normal. tony consegue fazer um esquema super rápido e se reúne com os outros (antes tinha recusado fazer parte), e cada um tem um frasquinho da partícula pym pra ir e outro pra voltar. se dividem pra cada grupo ficar responsável por uma joia do infinito, mas claro que dá uns problemas no meio do caminho. nebula que tá junto com rhodes é detectada por si mesma do passado, e thanos vê que no futuro consegue fazer tudo e é "inevitável", e trocam as nebulas que voltam pro presente. natasha morre pra clint levar a joia da alma. loki preso recém-pós-ny pega o tesseract e tony e steve voltam pra mais antes ainda pra recuperarem (tony encontra e conversa com o próprio pai; steve pega mais partículas pym pra outras viagens). thor gordo e de cabelo comprido, véi, encontra com a mãe, feiticeira, que entende tudo o que tá acontecendo e dá conselho pra ele. enfim, no fim todos voltam e tony faz uma "luva" de thanos versão homem de ferro e hulk estala os dedos pra consertar tudo. dá certo, mas na mesma hora thanos destrói toda a sede dos vingadores com a nave dele. homem de ferro, thor e capitão américa lutam contra ele, steve usando o mjölnir que thor pegou de asgard e ele usando stormbreaker (o machado novo que fez); nebula do presente se une a gamora do passado pra impedir nebula do passado de devolver as joias pra thanos. quase tudo por água abaixo quando steve recebe uma mensagem de sam (falcão) dizendo que tão chegando, e puf, mil portais dos magos trazendo gente de tudo quanto é lugar, todos os que morreram no estalo de dedos de thanos e lutavam junto. não vou negar que chega a ser emocionante. doutor estranho faz sinal de 1 chance em sei lá quantas que conseguem vencer e tony veste a luva e estala os dedos, o que o mata, mas todos os ruins se desfazem em cinzas. mesmo assim steve rogers devolve as joias pra onde pegaram (e fica pra envelhecer com carter, sei lá como), não porque o passado vai acontecer de novo mas porque elas têm que existir, parece, pra não criar ramificações caóticas (a anciã que disse). várias coisas absurdas nessa pegada de viagem no tempo, mas já cansei de esmiuçar. foi um bom final, afinal. legal ter ficado tanto tempo mostrando a vitória do vilão. ainda raiva de quill rt.

sex education season 2 (2020)
a primeira temporada foi melhor, mas vimos tudo num dia só, então foi bom também. pelo menos nessa ola assumiu a lesbiandade que a cerca. personagem mais bonita da série, toda legal e compreensiva, precisava de um upgrade, né. começou a namorar lily, a das histórias de sexo no espaço. musical de romeu e julieta adaptado por ela, loucura total, pênises e vaginas pra todo lado, músicas falando coisa do tipo "mais forte", engraçado. jackson como romeu, novo hobby enquanto recuperava a mão. botou no meio de uns pesos de academia de propósito, pra ficar livre da pressão absurda da mãe. faz amizade com viv, a melhor aluna da escola, que ajuda ele no teatro em troca dele ajudar com o menino que ela gosta. competidores naqueles quizes, maeve participa também quando volta pra escola, aprende a trabalhar em equipe. a mãe dela volta, filha bebê, diz que tá limpa há mais de um ano mas tem uma recaída de heroína (parece) e maeve denuncia pra proteger a irmãzinha. vizinhos novos dela, dois irmãos, um na cadeira de rodas por cair da árvore aos 10 anos. são travessos, na verdade, e roubam dois botijões de gás de maeve antes de se conhecerem melhor e ficarem amigos (ela e o da cadeira de rodas). ele apaga a mensagem de voz que otis manda pra ela se desculpando e dizendo que tava orgulhoso dela. otis deu uma festa absurda na casa, ficou muito bêbado, criticou ela e ola pra todo mundo ouvir, fez sexo com aquela patricinha popularzona. vão juntos comprar pílula do dia seguinte pra ela. no começo ele tava viciado em se masturbar, depois achou que tava arrasando masturbando ola mas não, depois aprendeu a fazer chuca com o aluno novo (a ser mencionado) jean mãe de otis começa a trabalhar na escola dele e as pessoas param de frequentar a clínica dele, já que a mãe não cobra nada e é melhor, ainda. menina assexual, a que interpreta julieta na peça; jean ajudou ela a se entender. namoro com jakob pai de ola acaba, jean com problemas de comprometimento e independência, beijo no pai de otis. ele leva otis e eric pra acamparem, dá tudo errado, descobrem que ele traiu a esposa, tá por lá porque não tem pra onde ir. aluno novo da frança, descolado, se interessa por eric e começam a namorar. fica meio indeciso por um tempo, porque adam volta do colégio militar (dois meninos que se beijavam botaram maconha nas coisas dele e foi expulso) e fica chamando ele de noite pra quebrar coisas e se beijarem. depois ele interrompe o musical todo pra pedir a eric (tava fazendo a trilha sonora) que segure sua mão. conflitos dele ter machucado eric por tanto tempo e por não assumir o "relacionamento" às claras. aimee assediada no ônibus, onde um cara se masturbou e gozou nela; fica com trauma depois. triste. pintos sendo o que une as meninas de castigo depois que o diretor vazou as anotações de jean. mãe de adam se separando e se redescobrindo sexualmente, amiga de jean.

us (2019)
esperava mais. ideia bem boa mas a execução e a condução da história foram ruins. a principal é lupita nyong'o mesmo, que quando criança se afastou dos pais e entrou num túnel estranho no parque de diversões, e num negócio de espelhos viu a si mesma de costas. tá passando as férias num lugar perto com o marido e o casal de filhos, e vão passar o dia na praia onde isso aconteceu. o filho vê um cara com a mão sangrando, os braços estendidos, e a mãe fica vendo coincidências em tudo, 11:11, etc. quando tá de volta na casa contando pro marido do trauma de infância a energia acaba, e percebem que tem uma família do lado de fora, de mãos dadas feito boneco de papel que recorta e fica juntinho. são pessoas iguaizinhas a eles, e invadem a casa e tentam matá-los. a mulher fala sobre uma menina que tinha uma sombra, que a sombra comia coelhos e brincava com tesouras enquanto a menina tinha tudo, que a filha nasceu rindo, que o filho gostava do fogo. coisas em comum com os normais, tipo isso do fogo e do menino se mexer feito macaco, porque o filho tenta uns truques de magia e tem uma máscara de gorila. o que dizem é que foram feitos como clones, pra controlar as pessoas de cima (os iguais vivem em túneis subterrâneos), mas quando falhou viraram qualquer coisa, deixados lá. agora todos tão tomando o lugar dos de cima. não esperava que fosse ser assim geral, pensei que ia ser só a família da principal. talvez seja só estados unidos, também, porque numa hora que a mulher pergunta quem são eles a ota responde "we are americans". roupas vermelhas, um bocadão de gente fazendo aquilo de dar as mãos que nem o coisinho de papel, atravessando o país todo. no final a principal mata a ota, todos os clones da família dela são mortos, mas parece que o que aconteceu foi que quando ela era criança elas trocaram de lugar, na verdade. sei lá. doideira, história estranha.

parasite (2019)
muito bom! filme coreano. uma família de 4 pessoas, todos desempregados, ganhando trocados montando caixas de pizza pra uma pizzaria. um universitário amigo do filho visita eles e os dá uma pedra de presente, que era do avô, dizendo que ela traz dinheiro pra quem a possui. tá indo estudar fora e pede pro amigo assumir o trabalho de tutor dele, dando aulas de inglês pra uma menina rica (que ele gostava). a irmã falsifica uns documentos e ele consegue o emprego, e logo tá de paquera com a menina também. ela tem um irmãozinho espoleta e a mãe comenta dele já ter tido professores de arte, que ele é muito expressivo nas pinturas, que vai ser artista. o cara aproveita a oportunidade pra indicar uma tal de jessica, que cursou artes e estuda psicologia e terapia da arte, pra ser a nova professora do menino. então vai a irmã dele se fingir disso e trabalhar lá, de um jeito convincente que até toca num trauma que o menininho teve. logo ela faz parecer que o motorista dos ricos tá tendo relações sexuais com mulheres drogadas no carro, e quando ele é demitido ela fala sobre um motorista que o pai tinha quando era criança, e puf, o pai ganha o emprego. por último tiram a governanta fazendo parecer que ela tá com tuberculose, que na verdade é alergia de pelo de pêssego, e a mãe assume o cargo. num dia em que os ricos saem pra acampar eles todos desfrutam da casa, comem e bebem na sala, até a ex-governanta aparecer pra alimentar o marido que mora no bunker embaixo da cozinha. nem os donos sabem que tem isso na casa; ela sabe porque antes trabalhava pro arquiteto que fez a casa, e quando o cara saiu ela aproveitou pra enfiar o marido lá. vivem assim porque têm muitas dívidas, uma péssima condição de vida e tal. ela descobre que os quatro são família e também parasitam os ricos, e nessa começa uma disputa louca entre eles, que acaba na ex-governanta morta e no marido saindo durante a festinha do menininho pra esfaquear a família parasita. eles tavam ressentidos com os ricos nesse ponto, porque antes se admiravam de serem legais, mas no dia que iam acampar choveu demais e os 4 perderam tudo, a casa alagou inteira, e os ricos falando de como foi bom ter chovido, que a grama tava bonita, decidindo fazer festa (além de terem falado do "cheiro de quem pega metrô" que o motorista tem). nessa confusão toda o pai esfaqueia o pai-rico, e se esconde no bunker, pra ser descoberto muito tempo depois pelo filho que sabia código morse (controlava umas lâmpadas de lá de baixo). no fim o menino tá sonhando com o dia em que vai ter muito dinheiro, depois de ter estudado e trabalhado, e vai comprar a casa pra família toda viver em paz. massa os assuntos, o humor peculiar, o drama.

seeds of love (eduardo amos, elisabeth prescher & ernesto pasqualin)
livrinho em inglês, daqueles de acordo com o nível de proficiência do aluno. uma sociedade do ano 3000 que é um misto de 1984 com fahrenheit 451. vivem numas coisas a milhares de metros do chão, sob ruínas do passado; lá embaixo tem "red zones" proibidas de acessar, mas claro que um menino entra e descobre uma biblioteca. leva o pequeno príncipe, lê romeu e julieta com a colega... se percebem apaixonados, protestam contra o sistema anti-sentimentos quando são julgados, mudam o mundo. wow hein. bem fraco.

a day to remember (eliana, maria clara & neuza)
mesma coisa do outro. nesse uma menina conta de quando foi ao show da banda do cantor preferido dela e ele foi pessoalmente devolver o celular que ela perdeu nas escadas do lugar. super realista. bestinha.

fire in the forest (eduardo amos, elisabeth prescher & ernesto pasqualin)
ainda esse tipo de livro. melhorzinho, sobre escoteiros ajudando a conter um incêndio na floresta. destroem o dique do castor (no glossário traduziram beaver pra esquilo...) pra apagar o fogo. cub é lobinho, não sabia esse vocabulário.

swallow valley (eduardo amos, elisabeth prescher & ernesto pasqualin)
swallow eu também desconhecia como andorinha, só sabia do verbo. nesse os alunos de uma escola protestam contra a contrução de uma fábrica de partes de computador bem no vale das andorinhas na cidadezinha deles. o professor de matemática chega a levar um tiro e morrer mas nem falam direito disso. só fazem um acordo da fábrica usar o dinheiro que gastaria com o centro comunitário que tava prometendo pra arrumar a estrada em outro canto da cidade.

gravity (2013)
já tinha assistido, com minha mãe até, mas não lembrava 100%. talita quis ver, chamou alzi (ela deu 2,5 pro filme). massa que é bem realista a passagem do tempo, como se todos os eventos acontecessem enquanto a gente tá vendo. loucura de agonia e medo de ficar solto no espaço daquele jeito, ter que fazer tudo sozinha, ver gente morta brutalmente. "no one's fault" mas quem destruiu o próprio satélite e causou os destroços todos foi a rússia, né. paraquedas preso no negócio, barulhinho das coisas que soltam ar, cena do ~renascimento~ da mulher. queria um corpo daqueles. queria que não tivesse coisa sobre filho e decidir viver, sei lá. isso dela dirigir sem rumo e tomar as rédeas da vida depois da viagem no gás carbônico. muito massa os efeitos, os reflexos, a visão de tudo, a busca pela gravidade. não tem filme de astronauta tranquilo mesmo, né?

il buono, il brutto, il cattivo (1966)
the good, the bad and the ugly finalmente. é um filme italiano, um tal de "spaghetti western", ano que meu pai nasceu. daí que vem a música de faroeste mais clássica de todas, showzona. tem 2h58, dentre os quais muito tempo é enrolação de câmera em um, câmera em oto, câmera na mão sobre o revólver, pra fazer suspense. se passe durante a guerra de secessão dos estados unidos, gente falando dos yankees e dos confederados. não sei como acertei a data dessas coisas de caubói, entre fim do século 19 e começo do 20. soldados se embebedando pra lutar e morrer, com certeza umas críticas sociais que não peguei totalmente. todo mundo muito suado e sujo, nojento e o escambau do deserto. um feio, procurado com recompensa de 2 mil dólares, pego pelo bom, que entrega ele pra depois livrá-lo da forca e dividirem o dinheiro. numa hora o bom decide que não quer mais fazer isso e deixe ele há 100km de uma cidade, e quando se encontram de novo é o feio que faz isso com ele. rosto e lábios nojentos de feridas de insolação e desidratação, maquiagem ruim. encontram um bill carson, que na verdade tem outro nome, que é de quem o mau tá atrás. ele tá morrendo e diz onde tem um dinheirão, 200 mil dólares, mas uma parte do segredo fica com o feio e outra com o bom. no meio do caminho são pegos pelos yankees e o mau se livra do feio pra continuar a busca  com o bom, mas no final eles voltam a se juntar contra ele. aquela coisa bem faroeste de uns caras afastados esperando pra ver quem atira primeiro em quem. o bom mata o mau e deixa o feio pendurado numa cruz com a cabeça numa corda e metade do dinheiro sob ele, só pra atirar na corda de bem longe antes de ir embora. até massa essa história toda, tem sentido e as coisas vão acontecendo. interessante pensar em como era o entretenimento e o cinema há mais de 50 anos atrás.

palmeras en la nieve (2015)
espanha. um tal jacobo morre no começo dos anos 2000 e a filha fica curiosa com as coisas antigas do tio, killian (a prima tem que cuidar dele, dar banho e tudo), que mandou dinheiro pra uma mulher na guiné equatorial a vida toda. vem a história paralela sobre esses tempos de quando os dois irmãos viveram e trabalharam lá enquanto ainda era colônia, onde o pai tinha terras. bem no começo killian vê uma nativa chorando numa cachoeira, e depois reencontra ela como enfermeira, e bem mais tarde como amante (é ela a mulher que recebe o dinheiro, daniela bisila). o pai deles conhecia a cultura e falava a língua, morreu doente mas feliz por estar lá. jacobo era um bosta, bebia muito e fazia burrada, e numa hora estupra bisila com uns amigos, sem nem se dar conta de quem era. o marido dela mata os outros da maneira antiga e vai atrás de jacobo no hospital, mas leva tiro dele. killian manda o irmão embora e bisila diz que vai se afastar durante um ano pras coisas se acalmarem e eles poderem ficar juntos publicamente. ela já tinha um filho com o marido e engravidou nesse estupro. quando a filha de jacobo chega na guiné ela encontra esse filho mais velho e o mais novo, por acaso, e bisila conta a história toda; não faz sentido o mais novo ser tão jovem (diz que tá na faculdade, estudando na espanha) sendo que essa parte se passa nos anos 70 ou até um pouco antes (vi que a independência foi em 1968). enfim, enquanto conseguiram viver juntos ela e killian "se casaram", mas com a independência todos os espanhóis foram expulsos do país, então se separaram. a filha de jacobo ainda tem romancezinho com o filho mais velho de bisila. no final eles vão pra espanha visitar e bisila aparece entrando no mar, não sei se como metáfora de já poder partir ou sei lá. umas coisas de tartarugas voltarem pra praia que nasceram pra ter filhos, que nunca esquecem de sua origem. interessante por ser sobre uma história que não conhecia, mas a mesma coisa de um branco "bonzinho" e paixão proibida entre etnias diferentes, classes sociais diferentes, etc.