sexta-feira, 31 de janeiro de 2020

lidos (4) e assistidos (19) em janeiro

ant-man (2015)
um cara com mestrado em engenharia elétrica saindo da prisão depois de 3 anos. tinha assaltado uma grande companhia e dado o dinheiro a gente que merecia, algo assim. tem uma filha pequena mas a mãe não deixa ele a visitar, porque não tem casa, nem emprego, nem nada. então ele topa fazer outro roubo com uns amigos bestas dele, e no cofre só tem uma roupa de herói, que ele descobre ser capaz de encolher quem veste até o tamanho de uma formiga. acaba que o dono é um velho cientista que queria que ele roubasse o negócio, na verdade, pra juntos recuperarem um outro traje que o protegido dele tinha desenvolvido na empresa que era dele antes, mas o cara assumiu. o velho tem uma filha, hope, que treina o ladrão (scott) pra ser o homem-formiga. o velho já usava o traje no passado, e a esposa usava outro, a "vespa"; no final ele dá um protótipo que tá melhorando pra filha (a esposa supostamente – digo isso porque o outro filme dele chama homem-formiga e a vespa – morreu porque "went subatomic"; scott faz isso mas consegue voltar por causa de algo que alterou no negócio que ativa o encolhimento). falcão aparece naquele depósito dos vingadores em que termina o último filme; luta contra homem-formiga enquanto ele rouba um negócio que era do stark pai. trenzinho de brinquedo (thomas e seus amigos) e formiga (virou cachorrinho da filha) aumentados de tamanho; formiga voadora (anthony) atingida pelo tiro do cara mau; desafio de encolher, mergulhar pelo buraco da porta e voltar ao normal; amigo luís bestão engraçado; sokovia mencionada. não foi tão ruim quanto talita tinha dito que seria; nem ela achou (segunda vez que viu). comparado àquele hulk de 2008...

captain america: civil war (2016)
gente criticando os vingadores, falando de destruição e morte, aquela coisa de sempre. as nações unidas fazem um tal de "acordo de sokovia" pra assinarem, tornando os vingadores uma iniciativa pública/mundial e não privada. capitão américa é contra e junta uma galera pra resgatar bucky, que foi preso suspeito de atacar o prédio das nações unidas na hora que iam fazer o acordo. o rei de wakanda morre nisso e o filho veste o manto de pantera negra pra se vingar e matar bucky, mas é armação de um cara aleatório que perdeu a família toda no incidente de sokovia e tem o objetivo de destruir os vingadores por dentro com esses desacordos. fica capitão américa, bucky, falcão, homem-formiga, gavião arqueiro e wanda (a menina da telecinese) de um lado e homem de ferro, o amigo dele lá, visão, homem-aranha (!!!) e pantera negra do outro. viúva negra tá com tony, mas no final ajuda steve a fugir. a questão é que tem mais soldados invernais e o cara aleatório tá indo atrás de onde eles tão congelados. bucky diz que são muito potentes e poderiam derrubar um país antes que alguém percebesse. homem de ferro fica sabendo por friday (a nova jarvis) que não foi bucky que fez o atentado, que teve toda uma armação (o cara interrogou ele quando preso também, e reativou o negócio dele fazer o que mandam só pra bucky ficar mal visto de novo), e vai atrás do lugar dos outros soldados invernais também. acaba que tudo o que o cara queria era fazer um ficar contra o outro e ver eles se matando – ele mostra uma filmagem de câmera antiga onde bucky mata os pais de tony, que começa a lutar com ele, que é protegido por capitão américa. fazer um ficar contra o outro e ver eles se matando. termina com steve indo tirar o time dele da prisão subaquática cuiuda. não esperava homem-aranha já aqui, muito menos pantera negra! massa. ah, ele leva bucky pra wakanda e botam ele pra congelar de novo, com bucky querendo e steve junto.

doctor strange (2016)
bem melhor do que eu esperava. não esperava nada, na verdade, mas também não sabia praticamente nada sobre, só que o personagem seria aquele ator feio que dubla smaug no hobbit. ele é um doutor mesmo, neurocirurgião, e só pega casos que o interessam e que ele tem certeza de que vai conseguir resolver e levar fama por eles. sofre um acidente de carro e arruina as mãos; vai atrás de um homem que se curou de uma paralisia severa e descobre um lugar no nepal chamado kamar-taj. lá tilda swinton é "the ancient one", uma feiticeira poderosa que mostra a ele a dimensão astral, que possibilita ao espírito fazer coisas que o corpo não imagina. muito bom quando ela joga ele no multiverso; esse filme é muito obra de arte, loucura de repetições e padrões e prédios e vidros. ele começa a estudar e ser ensinado nisso tudo e vai avançando rápido, olhando feitiços proibidos, e tem um tal de kaecilius (ator feio de hannibal) que quer invocar dormammu, uma entidade de antes do tempo que quer devorar a terra (de novo isso). kaecilius joga na cara de strange, que luta com ele por acaso, que a anciã tira poder da dimensão negra (onde dormammu vive e de onde feitiços são proibidos) pra viver eternamente, e que com dormammu todos vão ter isso. quando tá morrendo ela diz que fazia isso não gostando, mas pra continuar protegendo a terra. strange usa um feitiço de tempo pra desfazer a destruição de um lugar atacado pelos caras de kaecilius (cena bem massa, de tudo voltando pra trás e umas pessoas não, lutando) e faz uma barganha com dormammu pra salvar tudo. mas mestre mordo, que lutou com ele e foi aprendiz da anciã, não concorda com a violação das leis da natureza que strange fez pra resolver as coisas, e sai desse caminho. próximo vilão à vista. enfim, bonito de assistir, interessante a história e os poderes, inesperadíssimo que no fim o bibliotecário fala na maior naturalidade que a joia no artefato que possibilita mexer com o tempo é uma joia do infinito. cena pós-créditos de strange falando com thor.

guardians of the galaxy vol. 2 (2017)
começa com eles matando um bichão num tal de país dos soberanos (sovereign). era pra fazer só isso que receberiam a irmã azul de gamora em troca, mas rocket rouba umas baterias, então vão atrás deles. eles fogem e a nave fica toda destruída, mas conseguem porque receberam ajuda de um carinha, que aparece onde eles caíram e diz ser o pai de peter. ele é convidado pro planeta de ego (o nome do pai), onde ele mostra que é um celestial, tipo um deus, e que criou a si mesmo e tudo aquilo. mostra a peter que ele tem poder de criação também, enquanto a luz daquele planeta existir. ego tem uma menina com ele, mantis, que parece servir principalmente pra ajudá-lo a dormir; ela tem antenas e é toda ingênuazinha, e faz amizade com drax. engraçado. ela conta pra ele que ego tem planos malignos, e gamora e a irmã (lutando) descobrem um bocado de esqueletos numas cavernas perto do "coração" do planeta. no fim o que ele quer é fazer todo o universo ser ele, disse que plantou um pedaço de si mesmo em tudo quanto é planeta, que testou ter filhos com tudo quanto é criatura, mas que só peter tinha sido capaz de manipular o poder como ele. enfim, lutam, yondu que criou peter ajuda porque os saqueadores dele se rebelaram e ele acaba se juntando a rocket e groot... morre no final, o verdadeiro pai de peter, que não o entregou de volta a ego quando o abduziu da terra justamente porque sabia o quão ruim o cara era. groot adolescente nos pós-créditos; engraçado ele fazendo tudo errado no começo como bebezinho.

spider-man: homecoming (2017)
peter gravando vídeo de happy e tudo envolvendo stark e a participação dele na luta contra capitão américa. fica cancelando planos e saindo de matérias pra ficar livre caso stark chame ele de novo, mas nada acontece. acaba vendo uns caras usando armas alienígenas modificadas e tenta fazer algo por conta própria, até um velho com asonas de máquina aparecer e jogar ele no rio. homem de ferro tira ele de lá remotamente e dá uma bronca, mas peter vai pra uma olimpíada do colégio só porque é perto do covil dos caras. o amigo ned tá com um negocinho roxo que arrancaram de uma arma que deixaram cair, e peter descobre que é uma bomba enquanto tá preso no negócio de contenção de danos ou sei lá do governo (porque deu errado o confronto dele com os criminosos). o traje dele é tipo o do homem de ferro, com um bocado de funções e combinações de teias e uma "moça" falando com ele (ned desbloqueou o protocolo "training wheels"). ned passa num detector de metais pra ver o monumento a washington (obelisco) e ativa a bomba, que explode enquanto tão no elevador; homem-aranha salva nos últimos segundos. de volta a nova york ele ainda tenta pegar os caras porque sabia que iam fazer uma venda numa balsa, e acaba dividindo o barco todo no meio e dando prejuízo; nessa homem de ferro aparece e pega o traje de volta, cancela o "estágio" dele e etc. ele fica triste, mas passa um tempão concentrado na escola e calmo. até descobrir que o pai da menina que ele gosta e chamou pro baile é o velho das asas. parece que no começo era só peter que tava muito tenso, mas conforme a menina fala dele sumir em washington, na festa dela e blá blá o cara se toca de que ele é o homem-aranha, ameaça ele e tudo. claro que peter abandona o baile pra ir atrás dele; salva as coisas da mudança de stark (amarra o vilão junto com um recadinho) mas o avião se destrói todo (ele fica todo quebrado também). com essa tony oferece um traje melhor ainda e o convida pra ser parte dos vingadores, mas peter recusa bem maduramente. massa! segunda vez que eu vi, mas não tem como não gostar de homem-aranha (só aquele chato que é ruim). engraçadinho e jovem, "mj" sendo a menina toda foda-se protestos inteligente. até o vilão faz sentido, o discurso sobre a galera poderosona (stark) ter tudo e o resto ficar só com as sobras. as coisas alienígenas loucas dos combates todos sendo roubadas por criminosos também é outra resposta.

thor: ragnarok (2017)
véi, que merda foi essa ahsuhu. parece que até quem faz os filmes tava cansado das mesmas coisas e fez um filme totalmente nonsense guia do mochileiro das galáxias pra trazer thor de volta e mostrar onde hulk (!) foi parar. odin morto, thor e loki jogados num planeta com um buraco de minhoca chamado de "ânus do diabo" (...), um tal de grande mestre que coleciona gladiadores (hulk sendo o grande campeão dele), uma valquíria de asgard alcólatra trabalhando como catadora de lixo. loki assistindo tudo como amiguinho do mestre, traumatizado com hulk kkk. thor sem mjölnir porque hela, primogênita de odin e deusa da morte, destruiu. mas como stark diz pra peter parker, se ele não é nada sem o martelo não deveria usar o martelo; bom quando ele invoca raios e trovões e fica com os olhos brilhando. corte de cabelo novo. banner volta depois de 2 anos como hulk, coitado; muito bom ele caindo de cara na bifrost achando que ia se transformar pra lutar contra fenris. hela é cate blanchett, af, fica passando a mão no cabelo pra virar um negócio feio toda hora. poderosona, tem que matar todo mundo mesmo. no final causam o ragnarok de propósito, pro bichão de fogo acabar com asgard e matar ela. "asgard não é um lugar, é um povo", e thor levando a galera toda pelo universo pra terra (mas no final encontra uma nave gigantesca que não mostra de quem é; será que thanos já? guardiões?). terminou com natalie portman, como assim, e já tá meio de paquera com a valquíria. o gladiador de pedra haush, muito bom como fala, "hey bro". no começo teve doctor strange mostrando onde odin tava, só isso. fico só pensando no quão deturpada ficou a mitologia, mas claro que iam fazer isso né. heimdall juntou as pessoas pra fugir.

black panther (2018)
t'challa virando rei de wakanda com a morte do pai em viena. parece ser par romântico com lupita nyong'o. a cerimônia de coroação remove os poderes de pantera negra pra dar a possibilidade de alguém lutar pelo trono, e um cara da tribo das montanhas (única das 5 tribos da região que não se juntou pra formar wakanda) o desafia, mas perde. a irmã mais nova de t'challa é a inventora, cheia de tecnologia, mas estranho ser só uma pessoa levando isso à frente. notícias de que aquele klaue que roubou vibranium e lutou contra os vingadores em ultron foi visto não sei onde, e planejam uma missão pra capturá-lo, dizendo que ele ainda viver era um dos maiores arrependimentos do pai. mas uns parceiros dele o recuperam, só pra um deles matar ele e o resto falando que queria ir pra wakanda. ele revela a tatuagem dentro do lábio e escarificações pra cada pessoa que ele matou – t'challa descobre que ele é seu primo, filho do irmão do rei anterior, que foi morto por ele porque traiu wakanda. abandonaram a criança mas ele cresceu querendo ir pra lá, com muita raiva deles terem abandonado os irmãos pelo mundo, que sofrem e morrem todos os dias. quando ele chega em wakanda desafia t'challa e o vence, se tornando um rei muito louco que manda até queimarem a flor que dá o poder de pantera negra depois de tomar (porque era pros próximos reis, e parece que ele não quer que haja mais depois dele). o que ele quer é revelar ao mundo sobre o país, a tecnologia e desenvolvimento que têm, ajudar as pessoas, mas tudo começando com revoluções com a intenção de matar os brancos no poder. t'challa tá vivo salvo pela tribo das montanhas, e junto com lupita e a irmã recuperam tudo. até bilbo ajuda pilotando uma nave pra impedir que saiam com as coisas de vibranium. no fim t'challa compra o prédio onde o tio morreu e uns ao lado pra fazer um centro de apoio internacional, e depois tá na onu falando que vão compartilhar suas coisas com o mundo. massa esse conflito necessário pra esse passo, e muito triste, também. muito bonito tudo, quero até ver de novo pra prestar atenção nos detalhes de wakanda. massa as pessoas falando em xhosa, as crenças e tudo. poder demais.

call me by your name (2017)
não conseguimos botar vingadores na tv de fábio e vimos esse que tava passando num canal. aqueles filmes que eu sei que é interessante e quero ver mas não vou atrás logo. itália no verão, muitas piscinas e rios, pêssegos e damascos colhidos na hora, todo mundo de roupa pouca e descalço. elio tem 17 anos e os pais são acadêmicos, professores de antropologia, parece, e recebem o americano oliver pra orientar. no começo ele é bem arrogante e prepotente, e fica meio que numa disputa com elio (ficam com meninas e se exibem um pro outro). a mãe lê um romance francês do século xvi pra elio e o pai e é sobre um jovem apaixonado por uma moça, que se sente tão humilde e embasbacado que não consegue falar sobre seus sentimentos. "é melhor falar ou morrer?", e ela diz pra falar, mas tá em guarda, com receio, e ele não fala. isso e outras coisas (o pai falando sobre estátuas, uma sensualidade que desafia a desejá-las) que são metáforas pro que tá acontecendo entre elio e oliver. músicas de piano como orgulho e preconceito. elio fala bem, direto, oliver mesmo comenta isso. diz que sabe sobre muitas coisas mas não sobre as que importam. nadam juntos, se beijam, elio todo animadinho e saltitante. encontro pra transar à meia-noite. e os quartos, doideira, conjugados com um banheiro no meio, por onde elio tem que passar pra sair (deu o quarto dele pra oliver). "me chame pelo seu nome e eu te chamo pelo meu", diz oliver, que vira elio. masturbação com pêssego e oliver comendo, choro de elio. não quer mais que ele vá embora. oliver viaja pra bérgamo e mandam elio junto, e se divertem lá nas montanhas e ruas de pedra. despedida na estação de trem e elio chorando no carro da mãe de volta pra casa. conversa inesperada com o pai, que diz que foi muito especial o que os dois tiveram, a amizade que foi mais que amizade. que ele teve sorte em encontrar isso, e que o pai nunca realmente teve o mesmo. bonito, muito puro, sei lá. chorei nessa fala do pai. no fim já tão na casa normal, porque aquela era onde passavam o verão, e oliver conta que vai se casar na primavera, mas que se lembra de tudo, "oliver"... marzia paquerinha do começo abraçando no fim, amiga. inglês, italiano, francês e alemão falado. brasileiro na produção.

disobedience (2017)
ronit é uma fotógrafa que vive em nova york. ela é avisada por um rabino no telefone que o pai, também rabino, morreu. viaja pra cidade natal e ninguém tá esperando ela, ninguém nem contou que o pai tava doente de pneumonia. o cara que foi amigo de infância diz pra ela ficar hospedada na casa dele, e a esposa que ela não sabia quem era acaba sendo a outra amiga de infância, com quem ela teve coisas e que culminou na expulsão de ronit da comunidade judia. esti (a esposa/amiga) usa uma peruca, ronit faz piada botando uma da loja do tio e dizendo que virou "prum"; nunca tinha visto nada sobre isso, parece que mulheres casadas têm que cobrir o cabelo pra preservar sua beleza pro marido ou algo assim. bem ortodoxo, no caso; todos lá são. esti beija ronit quando vão na casa do pai que morreu pra pegar qualquer coisa que ela acha que deva, e ficam que nem adolescentes passeando e se beijando por onde faziam quando eram jovens. mas oto rabino vê e conta pro marido e pra diretora da escola que esti trabalha, que parece ser judia, só pra meninas. ela confessa que sempre quis isso, que nunca parou de desejar mulheres. conflito, ela não fazendo as coisas, ronit decidida a ir embora antes da última coisa que fazem depois que alguém morre, sete dias depois (hesped). chegaram a alugar um quarto de hotel pra ficarem juntas; cuspida na boca inesperada. pior ainda quando esti descobre que tá grávida – pede sua liberdade ao marido, que não dá de imediato, mas no hesped faz um discurso não planejado relembrando as últimas palavras do rabino (que morreu durante um culto), sobre ser livre pra escolher, e diz que "você é livre". abraço dos três do lado de fora. ronit vai embora sozinha, mas diz que ama esti e pra ela avisar quando tiver se reinstalado quando esti corre pra beijá-la no táxi. filme sofrido, tudo escuro, luto e tristezas, intolerância religiosa, religião demais. não gosto muito dessas atrizes.

avengers: infinity war (2018)
nave de thor atacada, todo mundo morto e até loki, aparentemente, thanos na loucura de ter todas as joias do infinito pra restaurar o equilíbrio pro universo matando metade da população dele, aleatória e imparcialmente, pra que tudo seja possível e os recursos finitos não se consumam. um vilão lógico até, quase vegano. thor se bate com os guardiões, peter fica imitando ele porque quer se exibir e tem ciúmes de gamora, thor sai numa navezinha com rocket e groot pra ir fazer um novo martelo pra destruir thanos (que convencido). lá o anão de game of thrones é um anão gigante, sozinho no planeta porque thanos já passou por lá e fez ele fazer a "luva" que segura todas as joias dele, e matou geral. faz um machado capaz de invocar a bifrost e com isso ele aparece na terra, em wakanda, onde capitão américa com cara de nicolas cage e o resto da galera tá lutando contra alienígenas. que mistura doida. enquanto isso homem de ferro, homem-aranha e doutor estranho lutam diretamente com thanos, num plano que peter quill estraga sendo idiota (soube por nebula que ele matou gamora pra ter a joia da alma, que tava sendo guardada pelo caveira vermelha, véi. por quê. como). na terra thanos derrota os poucos que cruzam o caminho dele e pega a joia da mente porque usa a do tempo (que doutor estranho deu pra ele no último momento) pra refazer visão e arrancar da testa do coitado. ele tava tendo um romancezinho com wanda muito desnecessário. estalar de dedos com o indicador que faz metade da população ir embora em cinzas, incluindo muitos vingadores, pantera negra, groot, homem-aranha, agente hill, nick fury. o último momento é ele chamando alguém, aparentemente capitã marvel, mas sei lá o que ela tem pra oferecer nessa. e acaba assim, finalmente aquilo que talita e eu conversamos sobre um vilão conseguindo fazer o que quer e a gente vendo o depois. mas certeza que vão usar a joia do tempo pra consertar tudo no ultimato.

ant-man and the wasp (2018)
meu deus, que bosta. scott em prisão domiciliar depois de ajudar capitão américa. como que só ele recebe essas coisas, fica preso toda hora?... não é grande o suficiente pra fugir, provavelmente. sonha com a mãe de hope brincando com ela de esconde-esconde (ela criança) e contata pym, que construiu um túnel subatômico pra ir buscar a esposa. precisa das coordenadas de onde ela tá, o que acham que tá no subconsciente de scott. um vilão besta, cara rico que quer as coisas de pym, e uma tal de fantasma, que é um mulher vivendo entre fases por causa de um acidente com outro túnel subatômico. quando a mulher de pym volta ela é curada por um poder mentiroso que a mulher adquiriu no reino subatômico. coiseirada de defeito do traje de scott, ficou gigantão algumas vezes, cansado por isso, sei lá. o amigo besta ajudando em certas coisas, tentando ter uma empresa de segurança. nada de mais, enrolado, sem graça, mentiroso. no final ele tá indo pro reino subatômico pra pegar átomos de cura, mas não volta porque pym e os outros se pulverizaram por causa de thanos.

captain marvel (2019)
uma tal de vers treinando com um cara que diz pra ela controlar suas emoções pra dominar seu poder. ela dispara prótons pelos punhos, como um canhão. eles são kree, igual aquele ronan de guardiões da galáxia, e partem numa missão pra recuperar um espião deles. mas era uma emboscada de uns bichos verdes de uma raça chamada skrull, que capturam vers e acessam suas memórias em busca de uma informação que querem, relacionada a uma tal de dra. lawson. mas vers não lembra quem foi essa pessoa, apesar de ser quem aparece quando ela fala com a inteligência artificial dos kree, que toma a forma de quem a pessoa mais admira. ela foge e cai na terra, onde uns skrulls a perseguem também, e ela topa com a s.h.i.e.l.d. – nick fury com dois olhos e cabelo junto com aquele que sempre aparecia e morreu com loki, mas novato aqui. 1995 isso. ela fala que os skrulls são metamorfos e tão infiltrados, fury acredita quando mata um que entrou no carro com ele disfarçado de novato, e vai atrás dela pra ajudar. a tal de lawson tá ligada com uma coisa de aviação chamada pegasus, e lá vêem uns arquivos falando que ela morreu num acidente quando testava uma nave, junto com carol danvers, a pilota – que é vers. parece que lawson tinha um motor experimental de velocidade da luz, sei lá. vão atrás da última pessoa que as viu vivas, maria rambeau, que era a melhor amiga de carol. o líder skrull aparece mas explica o que quer, que são as coordenadas que lawson diz na gravação da caixa preta da aeronave. eles ouvem e carol descobre como obteve o poder que tem, e que o cara que a treinava era na verdade inimigo de lawson – ela também era kree, mas trabalhava no motor dela pra terminar as guerras, porque o povo kree tava fanático e matando gente inocente, igual o que a gente já sabe de ronan mesmo. então carol, fury, maria e o skrull se juntam e vão pra base de lawson, que orbita a terra, onde a família do skrull tá refugiada e onde a fonte do motor (o tesseract...) tá. mas os krees ruins chegam e capturam carol, que libera seu poder por completo enfrentando a inteligência artificial, derrota os caras ruins e espanta ronan. muito massa o moicano de quando ela tá com o capuz todo! e gosto de gente com olho branco de luz. bem apelona ela, dá pra ver que vai enfrentar thanos facilmente. no final ela aparece pro resto dos vingadores, que mantiveram o pager de fury chamando ela. ah, fury perdeu o olho porque o "gato" que acham em pegasus arranhou – nera gato, era algum alien diferente doido com uns tentáculos na boca que come o tesseract e regurgita na mesa de fury mais tarde. personagem legal, humorzinho bom, potencial lésbico, look show (o moicano). mas não sei onde ela tava esse tempo todo, né.

avengers: endgame (2019)
vinte dias passam e tony stark tá magro e fraco, gravando última mensagem pra pepper, dizendo que na manhã seguinte o oxigênio acaba. capitã marvel acha a nave que ele tá com nebula e rocket e traz eles pra terra, e tony dá uma de "eu avisei" pros outros. cinco anos passam e capitão américa tá fazendo terapia em grupo, tony mora no campo e tem uma filhinha com pepper, gavião arqueiro tá sendo kira e matando criminosos por aí. homem-formiga volta do reino subatômico dizendo que só passou 5 minutos lá, e bota pilha nos outros que viagem no tempo pode ser a solução pro desastre que aconteceu. bruce tá sendo hulk full-time, mas totalmente consciente, e faz uma máquina ruim que traz scott criança, idoso e bebê até voltar ao normal. tony consegue fazer um esquema super rápido e se reúne com os outros (antes tinha recusado fazer parte), e cada um tem um frasquinho da partícula pym pra ir e outro pra voltar. se dividem pra cada grupo ficar responsável por uma joia do infinito, mas claro que dá uns problemas no meio do caminho. nebula que tá junto com rhodes é detectada por si mesma do passado, e thanos vê que no futuro consegue fazer tudo e é "inevitável", e trocam as nebulas que voltam pro presente. natasha morre pra clint levar a joia da alma. loki preso recém-pós-ny pega o tesseract e tony e steve voltam pra mais antes ainda pra recuperarem (tony encontra e conversa com o próprio pai; steve pega mais partículas pym pra outras viagens). thor gordo e de cabelo comprido, véi, encontra com a mãe, feiticeira, que entende tudo o que tá acontecendo e dá conselho pra ele. enfim, no fim todos voltam e tony faz uma "luva" de thanos versão homem de ferro e hulk estala os dedos pra consertar tudo. dá certo, mas na mesma hora thanos destrói toda a sede dos vingadores com a nave dele. homem de ferro, thor e capitão américa lutam contra ele, steve usando o mjölnir que thor pegou de asgard e ele usando stormbreaker (o machado novo que fez); nebula do presente se une a gamora do passado pra impedir nebula do passado de devolver as joias pra thanos. quase tudo por água abaixo quando steve recebe uma mensagem de sam (falcão) dizendo que tão chegando, e puf, mil portais dos magos trazendo gente de tudo quanto é lugar, todos os que morreram no estalo de dedos de thanos e lutavam junto. não vou negar que chega a ser emocionante. doutor estranho faz sinal de 1 chance em sei lá quantas que conseguem vencer e tony veste a luva e estala os dedos, o que o mata, mas todos os ruins se desfazem em cinzas. mesmo assim steve rogers devolve as joias pra onde pegaram (e fica pra envelhecer com carter, sei lá como), não porque o passado vai acontecer de novo mas porque elas têm que existir, parece, pra não criar ramificações caóticas (a anciã que disse). várias coisas absurdas nessa pegada de viagem no tempo, mas já cansei de esmiuçar. foi um bom final, afinal. legal ter ficado tanto tempo mostrando a vitória do vilão. ainda raiva de quill rt.

sex education season 2 (2020)
a primeira temporada foi melhor, mas vimos tudo num dia só, então foi bom também. pelo menos nessa ola assumiu a lesbiandade que a cerca. personagem mais bonita da série, toda legal e compreensiva, precisava de um upgrade, né. começou a namorar lily, a das histórias de sexo no espaço. musical de romeu e julieta adaptado por ela, loucura total, pênises e vaginas pra todo lado, músicas falando coisa do tipo "mais forte", engraçado. jackson como romeu, novo hobby enquanto recuperava a mão. botou no meio de uns pesos de academia de propósito, pra ficar livre da pressão absurda da mãe. faz amizade com viv, a melhor aluna da escola, que ajuda ele no teatro em troca dele ajudar com o menino que ela gosta. competidores naqueles quizes, maeve participa também quando volta pra escola, aprende a trabalhar em equipe. a mãe dela volta, filha bebê, diz que tá limpa há mais de um ano mas tem uma recaída de heroína (parece) e maeve denuncia pra proteger a irmãzinha. vizinhos novos dela, dois irmãos, um na cadeira de rodas por cair da árvore aos 10 anos. são travessos, na verdade, e roubam dois botijões de gás de maeve antes de se conhecerem melhor e ficarem amigos (ela e o da cadeira de rodas). ele apaga a mensagem de voz que otis manda pra ela se desculpando e dizendo que tava orgulhoso dela. otis deu uma festa absurda na casa, ficou muito bêbado, criticou ela e ola pra todo mundo ouvir, fez sexo com aquela patricinha popularzona. vão juntos comprar pílula do dia seguinte pra ela. no começo ele tava viciado em se masturbar, depois achou que tava arrasando masturbando ola mas não, depois aprendeu a fazer chuca com o aluno novo (a ser mencionado) jean mãe de otis começa a trabalhar na escola dele e as pessoas param de frequentar a clínica dele, já que a mãe não cobra nada e é melhor, ainda. menina assexual, a que interpreta julieta na peça; jean ajudou ela a se entender. namoro com jakob pai de ola acaba, jean com problemas de comprometimento e independência, beijo no pai de otis. ele leva otis e eric pra acamparem, dá tudo errado, descobrem que ele traiu a esposa, tá por lá porque não tem pra onde ir. aluno novo da frança, descolado, se interessa por eric e começam a namorar. fica meio indeciso por um tempo, porque adam volta do colégio militar (dois meninos que se beijavam botaram maconha nas coisas dele e foi expulso) e fica chamando ele de noite pra quebrar coisas e se beijarem. depois ele interrompe o musical todo pra pedir a eric (tava fazendo a trilha sonora) que segure sua mão. conflitos dele ter machucado eric por tanto tempo e por não assumir o "relacionamento" às claras. aimee assediada no ônibus, onde um cara se masturbou e gozou nela; fica com trauma depois. triste. pintos sendo o que une as meninas de castigo depois que o diretor vazou as anotações de jean. mãe de adam se separando e se redescobrindo sexualmente, amiga de jean.

us (2019)
esperava mais. ideia bem boa mas a execução e a condução da história foram ruins. a principal é lupita nyong'o mesmo, que quando criança se afastou dos pais e entrou num túnel estranho no parque de diversões, e num negócio de espelhos viu a si mesma de costas. tá passando as férias num lugar perto com o marido e o casal de filhos, e vão passar o dia na praia onde isso aconteceu. o filho vê um cara com a mão sangrando, os braços estendidos, e a mãe fica vendo coincidências em tudo, 11:11, etc. quando tá de volta na casa contando pro marido do trauma de infância a energia acaba, e percebem que tem uma família do lado de fora, de mãos dadas feito boneco de papel que recorta e fica juntinho. são pessoas iguaizinhas a eles, e invadem a casa e tentam matá-los. a mulher fala sobre uma menina que tinha uma sombra, que a sombra comia coelhos e brincava com tesouras enquanto a menina tinha tudo, que a filha nasceu rindo, que o filho gostava do fogo. coisas em comum com os normais, tipo isso do fogo e do menino se mexer feito macaco, porque o filho tenta uns truques de magia e tem uma máscara de gorila. o que dizem é que foram feitos como clones, pra controlar as pessoas de cima (os iguais vivem em túneis subterrâneos), mas quando falhou viraram qualquer coisa, deixados lá. agora todos tão tomando o lugar dos de cima. não esperava que fosse ser assim geral, pensei que ia ser só a família da principal. talvez seja só estados unidos, também, porque numa hora que a mulher pergunta quem são eles a ota responde "we are americans". roupas vermelhas, um bocadão de gente fazendo aquilo de dar as mãos que nem o coisinho de papel, atravessando o país todo. no final a principal mata a ota, todos os clones da família dela são mortos, mas parece que o que aconteceu foi que quando ela era criança elas trocaram de lugar, na verdade. sei lá. doideira, história estranha.

parasite (2019)
muito bom! filme coreano. uma família de 4 pessoas, todos desempregados, ganhando trocados montando caixas de pizza pra uma pizzaria. um universitário amigo do filho visita eles e os dá uma pedra de presente, que era do avô, dizendo que ela traz dinheiro pra quem a possui. tá indo estudar fora e pede pro amigo assumir o trabalho de tutor dele, dando aulas de inglês pra uma menina rica (que ele gostava). a irmã falsifica uns documentos e ele consegue o emprego, e logo tá de paquera com a menina também. ela tem um irmãozinho espoleta e a mãe comenta dele já ter tido professores de arte, que ele é muito expressivo nas pinturas, que vai ser artista. o cara aproveita a oportunidade pra indicar uma tal de jessica, que cursou artes e estuda psicologia e terapia da arte, pra ser a nova professora do menino. então vai a irmã dele se fingir disso e trabalhar lá, de um jeito convincente que até toca num trauma que o menininho teve. logo ela faz parecer que o motorista dos ricos tá tendo relações sexuais com mulheres drogadas no carro, e quando ele é demitido ela fala sobre um motorista que o pai tinha quando era criança, e puf, o pai ganha o emprego. por último tiram a governanta fazendo parecer que ela tá com tuberculose, que na verdade é alergia de pelo de pêssego, e a mãe assume o cargo. num dia em que os ricos saem pra acampar eles todos desfrutam da casa, comem e bebem na sala, até a ex-governanta aparecer pra alimentar o marido que mora no bunker embaixo da cozinha. nem os donos sabem que tem isso na casa; ela sabe porque antes trabalhava pro arquiteto que fez a casa, e quando o cara saiu ela aproveitou pra enfiar o marido lá. vivem assim porque têm muitas dívidas, uma péssima condição de vida e tal. ela descobre que os quatro são família e também parasitam os ricos, e nessa começa uma disputa louca entre eles, que acaba na ex-governanta morta e no marido saindo durante a festinha do menininho pra esfaquear a família parasita. eles tavam ressentidos com os ricos nesse ponto, porque antes se admiravam de serem legais, mas no dia que iam acampar choveu demais e os 4 perderam tudo, a casa alagou inteira, e os ricos falando de como foi bom ter chovido, que a grama tava bonita, decidindo fazer festa (além de terem falado do "cheiro de quem pega metrô" que o motorista tem). nessa confusão toda o pai esfaqueia o pai-rico, e se esconde no bunker, pra ser descoberto muito tempo depois pelo filho que sabia código morse (controlava umas lâmpadas de lá de baixo). no fim o menino tá sonhando com o dia em que vai ter muito dinheiro, depois de ter estudado e trabalhado, e vai comprar a casa pra família toda viver em paz. massa os assuntos, o humor peculiar, o drama.

seeds of love (eduardo amos, elisabeth prescher & ernesto pasqualin)
livrinho em inglês, daqueles de acordo com o nível de proficiência do aluno. uma sociedade do ano 3000 que é um misto de 1984 com fahrenheit 451. vivem numas coisas a milhares de metros do chão, sob ruínas do passado; lá embaixo tem "red zones" proibidas de acessar, mas claro que um menino entra e descobre uma biblioteca. leva o pequeno príncipe, lê romeu e julieta com a colega... se percebem apaixonados, protestam contra o sistema anti-sentimentos quando são julgados, mudam o mundo. wow hein. bem fraco.

a day to remember (eliana, maria clara & neuza)
mesma coisa do outro. nesse uma menina conta de quando foi ao show da banda do cantor preferido dela e ele foi pessoalmente devolver o celular que ela perdeu nas escadas do lugar. super realista. bestinha.

fire in the forest (eduardo amos, elisabeth prescher & ernesto pasqualin)
ainda esse tipo de livro. melhorzinho, sobre escoteiros ajudando a conter um incêndio na floresta. destroem o dique do castor (no glossário traduziram beaver pra esquilo...) pra apagar o fogo. cub é lobinho, não sabia esse vocabulário.

swallow valley (eduardo amos, elisabeth prescher & ernesto pasqualin)
swallow eu também desconhecia como andorinha, só sabia do verbo. nesse os alunos de uma escola protestam contra a contrução de uma fábrica de partes de computador bem no vale das andorinhas na cidadezinha deles. o professor de matemática chega a levar um tiro e morrer mas nem falam direito disso. só fazem um acordo da fábrica usar o dinheiro que gastaria com o centro comunitário que tava prometendo pra arrumar a estrada em outro canto da cidade.

gravity (2013)
já tinha assistido, com minha mãe até, mas não lembrava 100%. talita quis ver, chamou alzi (ela deu 2,5 pro filme). massa que é bem realista a passagem do tempo, como se todos os eventos acontecessem enquanto a gente tá vendo. loucura de agonia e medo de ficar solto no espaço daquele jeito, ter que fazer tudo sozinha, ver gente morta brutalmente. "no one's fault" mas quem destruiu o próprio satélite e causou os destroços todos foi a rússia, né. paraquedas preso no negócio, barulhinho das coisas que soltam ar, cena do ~renascimento~ da mulher. queria um corpo daqueles. queria que não tivesse coisa sobre filho e decidir viver, sei lá. isso dela dirigir sem rumo e tomar as rédeas da vida depois da viagem no gás carbônico. muito massa os efeitos, os reflexos, a visão de tudo, a busca pela gravidade. não tem filme de astronauta tranquilo mesmo, né?

il buono, il brutto, il cattivo (1966)
the good, the bad and the ugly finalmente. é um filme italiano, um tal de "spaghetti western", ano que meu pai nasceu. daí que vem a música de faroeste mais clássica de todas, showzona. tem 2h58, dentre os quais muito tempo é enrolação de câmera em um, câmera em oto, câmera na mão sobre o revólver, pra fazer suspense. se passe durante a guerra de secessão dos estados unidos, gente falando dos yankees e dos confederados. não sei como acertei a data dessas coisas de caubói, entre fim do século 19 e começo do 20. soldados se embebedando pra lutar e morrer, com certeza umas críticas sociais que não peguei totalmente. todo mundo muito suado e sujo, nojento e o escambau do deserto. um feio, procurado com recompensa de 2 mil dólares, pego pelo bom, que entrega ele pra depois livrá-lo da forca e dividirem o dinheiro. numa hora o bom decide que não quer mais fazer isso e deixe ele há 100km de uma cidade, e quando se encontram de novo é o feio que faz isso com ele. rosto e lábios nojentos de feridas de insolação e desidratação, maquiagem ruim. encontram um bill carson, que na verdade tem outro nome, que é de quem o mau tá atrás. ele tá morrendo e diz onde tem um dinheirão, 200 mil dólares, mas uma parte do segredo fica com o feio e outra com o bom. no meio do caminho são pegos pelos yankees e o mau se livra do feio pra continuar a busca  com o bom, mas no final eles voltam a se juntar contra ele. aquela coisa bem faroeste de uns caras afastados esperando pra ver quem atira primeiro em quem. o bom mata o mau e deixa o feio pendurado numa cruz com a cabeça numa corda e metade do dinheiro sob ele, só pra atirar na corda de bem longe antes de ir embora. até massa essa história toda, tem sentido e as coisas vão acontecendo. interessante pensar em como era o entretenimento e o cinema há mais de 50 anos atrás.

palmeras en la nieve (2015)
espanha. um tal jacobo morre no começo dos anos 2000 e a filha fica curiosa com as coisas antigas do tio, killian (a prima tem que cuidar dele, dar banho e tudo), que mandou dinheiro pra uma mulher na guiné equatorial a vida toda. vem a história paralela sobre esses tempos de quando os dois irmãos viveram e trabalharam lá enquanto ainda era colônia, onde o pai tinha terras. bem no começo killian vê uma nativa chorando numa cachoeira, e depois reencontra ela como enfermeira, e bem mais tarde como amante (é ela a mulher que recebe o dinheiro, daniela bisila). o pai deles conhecia a cultura e falava a língua, morreu doente mas feliz por estar lá. jacobo era um bosta, bebia muito e fazia burrada, e numa hora estupra bisila com uns amigos, sem nem se dar conta de quem era. o marido dela mata os outros da maneira antiga e vai atrás de jacobo no hospital, mas leva tiro dele. killian manda o irmão embora e bisila diz que vai se afastar durante um ano pras coisas se acalmarem e eles poderem ficar juntos publicamente. ela já tinha um filho com o marido e engravidou nesse estupro. quando a filha de jacobo chega na guiné ela encontra esse filho mais velho e o mais novo, por acaso, e bisila conta a história toda; não faz sentido o mais novo ser tão jovem (diz que tá na faculdade, estudando na espanha) sendo que essa parte se passa nos anos 70 ou até um pouco antes (vi que a independência foi em 1968). enfim, enquanto conseguiram viver juntos ela e killian "se casaram", mas com a independência todos os espanhóis foram expulsos do país, então se separaram. a filha de jacobo ainda tem romancezinho com o filho mais velho de bisila. no final eles vão pra espanha visitar e bisila aparece entrando no mar, não sei se como metáfora de já poder partir ou sei lá. umas coisas de tartarugas voltarem pra praia que nasceram pra ter filhos, que nunca esquecem de sua origem. interessante por ser sobre uma história que não conhecia, mas a mesma coisa de um branco "bonzinho" e paixão proibida entre etnias diferentes, classes sociais diferentes, etc.

terça-feira, 31 de dezembro de 2019

lidos (11) e assistidos (15) em dezembro

the end of the f***ing world S02 (2019)
pô, véi, chorei com essa temporada, o final e tudo. quando bonnie percebe que alyssa e james não tem nada de maldade por ter matado o professor, que o cara era abusador, e aí decide se matar e eles caem em cima dela pra impedir. uma frase boa, what do i do? what do i do with all the pain? (fui lá conferir e já tô quase chorando de novo) e james assustado porque pensou que alyssa tinha ido se matar na casa do professor... sei lá, me tocou bastante tudo. muito boa personagem essa bonnie, muito bom como todo mundo nessa série é esquisito. alyssa deprimida, mudada, se casando pra ver se sentia alguma coisa. a irmã do menino morando com a namorada muda haush. bem ruim a coisa de punição da mãe de bonnie, mas quando ela manda ela comer o batom fiquei pensando que é um trechinho perfeito pra ensinar a diferença de "eat" pra "it". a bala escrito o nome de alyssa errado, as cinzas do pai de james que ficaram nojentas. sabia que alguém ia se ferir naquele chifre de veado no hotel, lugar muito nada a ver de estar, altura ruim demais. agonia de sairem do restaurante logo após pedir a comida, sem nem levar pra viagem.

three billboards outside ebbing, missouri (2017)
assistimos no avião. louco ter uns personagens engraçados de tão idiotas no meio do drama todo. muito fortes umas cenas, em especial aquela que o policial joga o menino pela janela, que é isso. tive que parar pra respirar. a mulher muito butch (pensava que ia ser casal com a ota da loja que ela trabalhava), super impulsiva e cheia de atitude, massa. coragem. pensei que o filho ia ser todo religioso por causa do padre na casa no começo (e também porque esse ator tem uma cara de chatildo). o pai e a namorada adolescente, mds... que horrível as circunstâncias da morte da menina também, a briga dela com a mãe e as malditas palavras sobre estupro e morte. putz, tem o chefe de polícia que se mata brutalmente também, que é isso. e o anão, coitado. muito bom no geral, legal ter assistido.

spider-man: into the spider-verse (2018)
tinha visto (sem assistir) um vídeo sobre a música nesse filme e fiquei prestando atenção enquanto assistia. legal aquela primeira, que o menino gosta. muito bom o homem-aranha da pancinha, parece que ele seria o do tobey maguire que é o melhor. mais velho e tal. voz ótima por sinal. também previ que o tio ia ser o cara do mal, putz. aquele barulho de elefante (!) apavorante. e aquele porco-aranha, mds haushus. gwen sendo aranha também, legal, mas meio blé a coisa delicada de bailarina. legal que o menino faz grafitti e pode ficar invisível (e o que mais?). estranho como pode fazer um portal interdimensional dentro de um lugar pequeno daqueles mas ô, não dá pra falar sobre absurdices em desenho de super-herói, né. mas bem bonito aquele monte de cores no final. absurdo de grande aquele vilão também.

akira (1988)
gostei bastante da trilha sonora. meio confuso ainda a existência de akira, mas muito louco. dá pra imaginar a questão de bomba nuclear e acidente radioativo pro japão. e 1988, técnicas de animação inovadoras, massa. medo dos bichos de pelúcia no quarto, aquela música também. legal que tem poderes incontroláveis, a coisa de amplificar a questão de tetsuo com kaneda e tal. no começo pensava que ele que seria o principal. legal as motos também, apesar de não fazer sentido serem estudantes jovens que não tem nada mas isso sim. as crianças parecem velhos porque são mesmo, é isso? nojento isso de andar/cair no esgoto, viu. botei o filme pra começar só porque tava sem rumo na vida mas fiquei vidrada até o fim. talita não gostou muito e laiz acha superestimado, mas ok. ing lee e outras artistas que eu gosto lançaram coletânea de contos inspirados em akira pra homenagear, por isso quis ver. agora quero ler. 

germes (cynthia b.)
aqui dá início um bocado de zines de tiago de salvador. esse lembra demais aquele feuchtgebiete, deu vontade de rever. a menina tá numa festa e vai fazer xixi no banheiro, senta na privada, pega algum germe nojento que explode pelo corpo dela todo. saindo pelo nariz, olhos, ouvido... vai num médico que tira um pouco, mas ainda tá lá nojenta no ônibus indo embora. no banco da frente tem um bebê com a boca no banco onde as pessoas seguram; os dois se juntam numa germezeira louca. haush mds.

bastião da justiça (dw ribatski & gabriel goés)
um herói bolsominion. seduz uma beata mas bate nela quando tão prestes a fazer sexo, diz que ele escolheu esperar, e depois que ela sai ele vai atrás como bastião da justiça pra punir a "vadia". tá matando um monte de gente, maconheiros, viados transando no mato... bem louco. bem ruim (de pensar).

fired (ricardo coimbra)
um cara empenhado em fazer a empresa que trabalha ganhar um prêmio de melhor lugar pra trabalhar e sei lá o quê. fica fazendo umas dinâmicas chatas de coach, chamando os funcionários de "colaboradores" e essa chatice toda. só tinha um cara que não participava (os outros eram tudo com cara de sofrimento). ele vai no escritório do cara e fica lá sem falar nada um tempão, só escutando o outro falar que precisa que todo mundo teja nessa junto pra ganharem o prêmio. começa a ficar descontrolado, xingar, até que o cara tira um isqueiro com spray e taca fogo no escritório, fired né. quando os outros abrem o chato tá com a bunda pelada pra cima falando pro outro comer ele se quiser... jesus. engraçado, bom até.

a mediocrização dos afetos (fabiane langona)
bem chato. negócio de como usam a palavra "amor" hoje em dia. um coração feio contando.

roomates - mórbida diferença (bruno maron)
um cara feio de óculos e calvo acorda e logo já vem o cara que mora com ele falar sobre hipocrisia, sociedade, identidade, um bilhão de coisas com nomes complexos e tristezas existênciais, todo raivoso, atacando o oto. sai e deixa ele lá processando tudo, sofrendo. vai o feio falar que ficou abalado e o cara tá no quarto de boa falando que tava brincando ahsuhu véi. muito bom. o quarto com pôster de taylor swift e papertoy de pikachu. desenhos feio pique puiupo, doideiras.

areia #1 (thiago sá & aline zouvi)
parece que é o primeiro de uma série de zines sobre sonhos sonhados pelo autor aí. a ilustradora é da unicamp, do iel? acho que sim. parecido com o próximo; uma coisa de vila pequena, igreja, padre, limiar entre a fé e não sei o quê. nada demais.

mary (magno costa)
sem falas, curtinho, quadrado. capa bonita com umas árvores vistas de baixo, os galhos sem folha formando o título. é uma bruxa que queimam, época da igreja forte, parece. depois que ela morre as coisas começam a dar errado pra vila e pro pastor que comandou tudo, como se estivessem amaldiçoados. simples, massa contar tudo só com imagens. terminei essa review e começou uma música chamada mary no spotify...

babilônia (jéssica groke)
capa bonita, laranja, parecendo giz de cera, o título escrito como pixação vertical em prédio alto. desenhos dentro feito com carvão, bonito os traços certos, simples, gostei bastante. umas cinzas que apareciam na casa da personagem, até um dia começar a cair papeizinhos queimando, com o que parece ser versículos da bíblia falando da babilônia, pecados, sei lá. ela sai correndo, encontra um monstrão, foge até uma porta mas lá só tem mais. bem massa.



iron man (2008)
pra seguir com a lista dos filmes da marvel. bem metido ele, né, 2s pra admitir que queria ser reconhecido como homem de ferro sim, no final. não sabia que o negócio no peito tinha sido feito por outra pessoa pra salvar a vida dele. e por que deixar sempre exposto, não é perigoso tomar tiro lá e morrer? bem improvável as coisas, construir aquilo tudo sem terem percebido nada antes (na caverna), ainda dar errado e deixar a armadura toda lá despedaçada. assim que vi o velho careca imaginei que ele fosse ser o vilão. chato a quantidade de mulher que esse cara consegue, nada a ver. me fez pensar no quão superficial e tudo igual é filme de herói. pelo menos tem uma crítica a produção de armas e responsabilização pelas coisas.

cumbe (marcelo d'salete)
histórias de negros na época da escravidão no brasil. primeiro um planejando fugir e querendo que a parceira também vá, mas a mata quando ela se recusa pois a tratam bem na casa grande; depois uma outra que também trabalha dentro da casa grande, dá à luz ao filho e a senhora joga ele num poço (sumidouro), e então ela mata o senhor; vários escravos se unindo pra uma rebelião, mas os brancos os descobrem e os matam, apesar deles terem tido umas baixas também; por fim uma vingança por um senhor ter estuprado a irmã pequena de um negro, todos os escravos libertos e fogo na fazenda toda. parece que tem uma certa progressão nisso, tipo, primeiro um plano individual e insano, depois vingança e (mais) motivação, uma tentativa falha e então uma união que prospera. massa, muita pesquisa envolvida, no fim tem glossário e referências bibliográficas bem interessantes. tem um bicho de boca na nuca parecendo lobo, medo.

the incredible hulk (2008)
filme podre, meu deus. a abertura que mostra toda a transformação de bruce em hulk, ele descontrolado machucando gente, se separando da namorada também cientista, fugindo do governo que quer usar as células dele como arma. o filme começa na favela da rocinha (?!) com bruce trabalhando numa fábrica de bebidas, com uns caras ridículos que claramente não são brasileiros. o pior é o oriental dentuço chamando ele de gringo. ele faz aula de alguma arte marcial e o professor ensina a se acalmar, diminuir os batimentos cardíacos (coisa que ele precisa pra não virar hulk). descobrem ele de um jeito mentiroso (mandam procurar um branco na fábrica) e quando ele acorda de ter virado hulk já tá na guatemala. vai andando de um jeito mais mentiroso ainda até os estados unidos, onde encontra a ex-parceira, que ajuda ele a chegar até um biólogo com quem ele conversava de outro jeito mentiroso. mas claro que o cara tinha multiplicado as células dele de um jeito mentiroso e tinha intenção de usar pra curar doença e a zorra toda. eles conseguem conter um episódio de transformação dele mas não curam; o que acontece é que um soldado besta do governo toma um soro que eles já tinham e injeta o que o cientista tirou de bruce pra virar um bichão feio destruidor. luta entre eles, os maus percebendo que hulk é legal, separação do casal de novo, etc. no final vem tony stark chamar o comandante pra participar ~daquela coisa~.

bongolê bongoró (vários artistas)
negócio chato cheio de quadrinho de macho falando de sexo. a lombada diz "manual de educação doméstica fascículo 3", algo assim, uma das coisas boas. a maioria falando enrolado, umas histórias sem sentido, várias coisas escritas afinal. um tema de loteria e enriquecer em comum. uns textos me lembravam daquelas aulas sobre recursividade e etc da linguagem humana, podia mandar pra charlotte e aquiles usarem. algumas coisas a gente ria, mas raro. longo demais também. aqui umas partes boas.

 







iron man 2 (2010)
tony stark promovendo uma feira de ciências típica da empresa dele durar um ano. falando sobre como ele tem trazido a paz pro mundo, que o futuro é o que importa, o que vão deixar pra posteridade, blá blá blá. o governo tentando tomar iron man como posse pública, pra ser uma arma de estado, preocupado com gente que tenta tecnologias similares pra fazer maldade. um russo feio com um palito de dente nojento inventa um negócio de choque com um reatorzinho que nem o dele, vai pra corrida de fórmula 1 ou sei lá que tony resolveu participar com o carro das indústrias stark, e ataca ele. conversando quando ele já tá preso o cara diz pra tony que o paládio do geradorzinho dele é um jeito bem ruim de morrer. no caso, tá durando cada vez menos a plaquinha que ele bota no negócio, além de deixar o sangue dele com um bocado de toxicidade. tony tá assim inconsequente, faz uma festa onde ele destrói a casa inteira com a armadura, e o amigo chefe de num sei o quê do exército leva uma delas pro governo. mas tem um idiota que produz armamento, mesmo ator do policial ruim de two billboards outside ebbing, missouri, que tira o russo da prisão pra produzir um iron man pra ele que o permita acabar com tony. claro que o russo faz as coisas conforme os próprios planos e controla os robô tudo pra ir atrás de tony, né. a essa altura a s.h.i.e.l.d. já entrou em contato com ele e falou que ele precisa de outro elemento pro gerador, que ele inventa por causa da planta da cidade do futuro que o pai deixou e dedicou a ele, puta mentira improvável, mas normal. viúva negra aparece como assistente nova dele quando pepper vira a presidente das indústrias stark (mas é espiã da s.h.i.e.l.d., no caso). no final ele consegue derrotar o cara por causa desse novo negócio, que faz o geradorzinho triangular. beijo do casalzinho no final, etc, etc.

thor (2011)
deus do trovão, filho de odin, tá sendo nomeado rei de asgard mas é interrompido por uns gigantes de gelo invadindo o cofre de armas tentando recuperar um cubo potentão deles. loki, irmão de thor, que deixou eles entrarem, e era só pra pregar uma peça no irmão e retardar mais um pouco o reinado dele. acaba que thor vai pra jotunheim se vingar e provoca guerra entre as raças, o que mostra a impulsividade e falta de juízo dele, então odin o bane pra terra. ele chega numa tempestade que natalie portman tá estudando e fica por aí com ela, um velho cientista também (amigo dela) e uma menina que não sei se é irmã, mas tem uns comentários engraçados. mjölnir, o martelo de thor, tá caído feito a espada do rei arthur que ninguém consegue levantar, nem mesmo thor, porque ainda tá indigno. em asgard loki descobre que é filho de laufey, o reizão dos gigantes de gelo, e que odin só adotou ele porque era um bebê no meio do campo de uma batalha que tiveram no passado. loki se autoproclama rei enquanto odin tá doente num sono mágico lá, conta umas mentiras pra thor e manda um tal de destruidor pra matar ele. nessa thor recupera a dignidade, o martelo voa pra ele, ele destrói o bichão e volta pra asgard, não sem antes dar um beijinho em natalie portman. qual a necessidade de ter romancezinho em tudo que é filme, véi. enfim, lá ele resolve as coisas todas, loki cai no espaço quando thor destrói a bifrost, odin fica orgulhoso dele, blá blá blá. no final dá pra ver o cientista amigo da ota seguindo ordens de loki. a s.h.i.e.l.d. que faz a instalação ao redor do martelo pra estudar, e gavião arqueiro aparece pra fazer nada.

death note (2006-2007)
muito bom! quero ver quanto tempo vai levar pra trilha sonora sair da minha cabeça. ryuk deixa um dos death notes que tem cair na terra porque tá entediado, e yagami light o pega e começa a usar pra julgar criminosos. não demora pra polícia entrar em ação, e logo vem l enfrentar kira nos desafios. lind l. taylor morrendo pra mostrar que kira precisa do nome e do rosto pra matar. os primeiros episódios são ótimos por causa desses embates que eles têm. e light é muito cheio das manhas, véi, como pode planejar tudo tão bem? e nerd que é nerd mesmo sabe de tudo, né, até hackear coisa e fazer telefonemas pro presidente dos eua. triste ver l ser morto, mais ainda por não ter ficado claro se ele morreu convencido de que light era kira. na verdade não entendo por que rem achou necessário fazer aquilo naquela hora; l nem ia fazer nada com misa ainda. e que menina cagada também, ganhou uns anos de vida porque o shinigami matou pra proteger ela e morreu, depois vira o segundo kira e perde metade da vida restante no acordo dos olhos, aí esquece tudo e perde metade de novo quando volta a ser kira e renova o acordo, só pra no fim esquecer de novo e ficar viúva. não lembrava de muita coisa, nem que o desenho que eu fiz do carinha escrevendo no death note loucamente era teru mikami, o x-kira. bem devoto a "deus", hein. os dois já tão insanos no final, aquelas risadas e gritos e atitudes exageradas. mello morre sequestrando a outra kira mas não entendo por que tinha que ser ele dirigindo o caminhão e fazendo tudo isso. near fofinho brincando, e sei lá essas habilidades mentirosas de uma pessoa gênio desvendar tudo a esse ponto. mas massa que deu um passo a frente de light na coisa do death note falso. tenso o olho de mikami olhando pela frestinha da porta pra matar todos, terror. e light fica sendo o falso l pra poder manipular as investigações em benefício próprio e pra ficar por dentro do que tá rolando só, né, porque podia ter se afastado e continuado as coisas de kira longe. louco como ele é psicopata e manipulador. e os shinigamis tomando ordens deles, aceitando tomar ordens... mas não tô entendendo como foi que a polícia ficou com dois death notes, se light devolve um pro shinigami feio que chegou em mello e diz que "só precisamos de um" (fingindo que tem só mais um, mas tem dois). ele deu o de rem pra polícia quando ele vira areia? não, ele esconde, parece. só se deu o que era de misa, mas como, quando? a irmã de light ficou em choque, pelo jeito. e até o pai faz o acordo dos olhos, véi! não lembrava nem um pouco. a segunda parte (depois da morte de l) é mais fraca mesmo, o grupo de gente que sobrou investigando kira deixa light muito no controle, aquilo dos encontros terem só escutas e não câmeras foi demais. mikami mexendo os lábios falando que não tinha shinigami e o pessoal de near acreditando ser espontâneo, também, estranho. o empresário estúpido querendo casar com misa, nossa, um rolê todo pra pegar ele. a coisa de light renunciando caderno, rem e ryuku trocando de posse... até raye penber vai pro limbo entre o céu e o inferno por causa de ter usado o death note, mesmo sem saber que era, né. triste a morte da noiva dele, tão esperta mas caiu na ladainha de light. enfim, foi bom rever, ainda tem mais um bocado de filme e etc. ler o mangá um dia seria interessante também. bem bosta as personagens mulheres da história serem menos importantes e usadas por homens, né. música muito parecida com akira, aquele "da da da-da"...

captain america: the first avenger (2011)
o melhorzinho desses da marvel que a gente tem visto, viu. capitão américa é o único que não se acha, não fica impressionando as mulheres, não erra estupidamente, entende os oprimidos... no começo steve era fraquinho, cheio de problema de saúde, mas queria muito servir o país na segunda guerra mundial. tem um amigo que tá indo pra guerra, bucky, e um cientista fugido de hitler ouve a conversa de que ele queria muito poder fazer alguma coisa. então convida ele pra esse projeto de um soro que causa mutação imediata nos músculos, metabolismo 4x mais rápido e tal. steve topa, mostra que é muito mais inteligente e nobre que os colegas da divisão, e finalmente vira fortão e alto com o negócio. fica famoso porque na mesma hora um espião nazista (que na verdade é da tal hidra) infiltrado rouba um tubo do soro (por que diabos deixaram sobrar um?) e sai matando gente pra fugir, e steve o detém um pouco mentirosamente (socão quebrando vidro embaixo d'água). em vez de continuar no exército vira garoto propaganda, sai fazendo performances musicais pra chamar gente pra se alistar, já como capitão américa. tem hq e tudo. numa hora que reencontra a agente carter descobre que o amigo bucky tá desaparecido e vai atrás pra resgatar soldados capturados. tavam sendo usados pela hidra como mão de obra. essa hidra era a divisão de invenções ou sei lá do exército nazista, mas se separou quando o tal schmidt (smith de matrix) arruma um cubo poderoso de odin (e thor não tem nada a declarar sobre isso pelo jeito né). caveira vermelha, feioso demais, capitão américa resgatando 400 homens e destruindo os pontos todos onde a hidra constrói coisa. no fim precisam deter schmidt porque ele tá indo destruir a costa leste norte-americana, e steve tem que mandar a aeronave no chão pra impedir que os mísseis sejam lançados. por que não se saiu com paraquedas não sei. fica lá 70 anos em coma, perde o encontro que marcou com carter, acorda com nick fury. engraçado carter dando beijo e falando pra ir pegar schmidt, e o capitão dirigindo o carro "eu não vou te dar beijo". pai de tony stark envolvido em muitas coisas, trabalhando pro exército e ajudando steve! ele acha o cubo no final, caído no mar. bucky morre.

the avengers (2012)
natasha (viúva negra) capturada sendo interrogada, mas na verdade era ela interrogando os caras. vai buscar bruce (hulk, mudado pra mark ruffalo) na índia, que achava que tava escondido mas a s.h.i.e.l.d. observava de longe, e vão pra uma nave cuiuda gigantesca que tá servindo de sede da coisa e pros vingadores. tony stark fica alimentando caraminhola na cabeça dos outros pra tentar descobrir o que a s.h.i.e.l.d. realmente quer com o tesseract (aquele cubo que o caveira vermelha arrumou e que ficou com o pai de stark, mas loki chegou roubando e possuindo erik selvig e o gavião arqueiro), e descobrem que tem uma iniciativa de construir arma nuclear e não sei o quê. acaba que tá todo mundo discutindo, confrontando nick fury, e ele querendo explicar que seria pra se defender da imensidão do universo, e natasha querendo falar que loki (capturado) tem interesse no hulk, e a essa altura bruce tá com o cetro de loki mandando um discurso de ódio sem perceber. coisa do próprio loki mesmo, fazer todo mundo se desentender e desunir os vingadores pra derrotá-los. nessa gavião arqueiro rompe a invisibilidade da nave, explode uma turbina, provoca a raiva de hulk, e no fim tá ele caído em algum lugar e thor em outro e tudo doido. com erik loki faz um portal pros monstrão com quem fez acordo, que não são os gigantes de gelo, e sim uns bicho-máquina feio, bem no prédio novo auto-sustentado de tony stark. lutam um bocado, capitão américa comanda a polícia, gavião arqueiro (trazido de volta) atira as flechas dele com uns defeitos (de acordo com esse vídeo), hulk aparentemente "esmaga" controladamente (só os monstros e não os colegas), mas quem faz mais coisa é iron man mesmo, que quase morre; chega a ir pro espaço no portal, até. boa a última cena deles todos em silêncio numa lanchonete comendo shawarma. phil morre, o cara da s.h.i.e.l.d. que apareceu primeiro e mais que todo mundo. grande fã do capitão américa. talita comentou que esse ator de hulk parece brasileiro, e também achei, sei lá. ele parece gente normal.

iron man 3 (2013)
um terrorista que se chama de "o mandarim" ameaçando o presidente dos eua e fazendo uma série de ataques que ele chama de "lições". era só um ator bestão servindo de rosto pro vilão real, um cara que queria conversar com tony na suíça em 1999 e que ele abandonou no telhado. ele desenvolveu um negócio junto com a cientista com quem tony ficou na mesma noite que regenera e melhora o código genético das pessoas, num processo que envolve elas ficando quentes feito lava e se explodindo nos ataques terroristas às vezes. tony tinha ameaçado o mandarim, dado até o endereço da casa dele, e claro que recebe um bombardeio em troca. tinha feito dezenas de armaduras, uma delas especialmente pra vestir pepper e proteger ela. tony acaba indo parar em outro estado pra investigar um dos caras que se explodiu, recebe ajuda de um garotinho, fica tendo crise de ansiedade e nova york vira trigger, etc etc. no fim faz cirurgia pra finalmente arrumar direito o negócio dos estilhaços no coração e supostamente joga o mini-reator no porto onde a casa ficava antes. o vilão morre, pepper (que recebeu o negócio de regeneração doido e ficou toda lutadora pra proteger tony) aparentemente volta ao normal (não sei como), o garotinho recebe um bocado de equipamento de última geração como recompensa... nada de mais, bem homem de ferro em conflito existencial, mais humano. tem a coisa das armaduras todas se autocontrolarem (jarvis, né) pra lutar com os caras-lava.

thor: the dark world (2013)
me pergunto por que as pessoas querem esses filmes de herói cheio de pancadaria e tiros e destruição. gastar um bocado só pra isso, as mesmas coisas sempre, raramente com alguma história boa pra se tirar disso. até quando é sobre deuses nórdicos eles conseguem enfiar umas naves e tecnologia que solta tiros e raios laser, véi. um tal de éter que é uma arma de destruição do mundo, que transforma toda matéria em matéria escura; coisa de uns tais elfos negros (dark elves) que reinavam no começo do universo e querem voltar. natalie portman descobre um lugar onde a gravidade tá meio doida e tem um portal doido e acaba indo pra onde esse éter foi escondido pelo pai de odin na guerra contra os elfos; claro que ela toca no negócio e ele entra nela, causando explosões em quem toca nela depois. pensei que ia ver uma natalie portman do mal, que é raro, mas nem isso; tiraram dela antes. loki fingindo a própria morte pra no final fingir ser odin e assumir o trono; não mostra como fez essa parte, só thor admitindo que não saberia ser rei e prefere ficar defendendo os mundos e beijando natalie portman. o tal erik, cientista do primeiro filme que foi controlado por loki nos vingadores, tá meio doido; melhor cena é thor chegando com natalie na terra e falando pra ele que loki tava morto, e ele "graças a deus" ahsuh. e thor deixando mjölnir pendurado junto com casacos. de resto é só loucura de portais e o martelo correndo pelo universo pra ir pra onde thor tá e os elfos destruindo as coisas e matando a esposa de odin (que não é freya, mas frigga. como assim). isso tudo envolvia todos os 9 realms, incluindo a terra; por que pra isso não precisou dos vingadores? no fim os amigos de thor dão o éter (acho) pra um tal de colecionador, que diz "uma já foi. agora faltam 5"... mencionaram alguma coisa de gema do infinito, sei lá, coisa do próximo filme pelo jeito.

captain america: the winter soldier (2014)
explosão, destruição, gente apanhando. sabia que o amigo de steve rogers ia voltar do mal, só não sei onde ou quando descobri isso. no começo ele trabalhando com natasha pra uma tal de s.t.r.i.k.e., e ela com uma missão diferente dele (recuperar informações sigilosas da s.h.i.e.l.d.); logo nick fury é atacado só pra fazerem uma perseguição de carro absurda (ele foge fazendo um buraco no asfalto com um sabre de luz), aparece no apartamento de steve e "morre" na cirurgia (volta com hill escondido num tipo de caverna ou sei lá). steve e natasha nessa de fugir da própria s.h.i.e.l.d. e descobrir qual é disso tudo; claro que era um negócio mentiroso da zorra: a mente do dr. zola feiudo lá da hidra conservada num bocado de computador velho. ele fez um algoritmo que analisa a vida toda da pessoa e consegue prever o futuro dela, pra decidir se é uma ameaça à hidra (que resistiu infiltrada na s.h.i.e.l.d. etc etc) e matar o quanto antes. tão fazendo uma arma que usa satélites pra localizar alvos, e planejam matar 20 milhões de pessoas pra "proteger 7 bilhões". ah, steve faz um novo amiguinho, sam, que lutava pro exército com um traje que voava (falcão). eles dois mais viúva negra (com ajuda de nick e hill – ah, ela apareceu em os vingadores, robin! massa) se infiltram no prédio de nome feio da s.h.i.e.l.d., avisam geral sobre o que tá acontecendo e lutam com os maus. steve no final se recusando a atacar buck, que é esse soldado invernal (quando caiu do trem foi recuperado pela hidra, que afinal tinha feito uns experimentos nele quando ficou capturado antes de steve resgatar a galera, né). a cena pós-créditos é um negócio que não entendi nada, com aquela ladainha de falar tipo "hidra, s.h.i.e.l.d., eles acabaram mas ~nós~ somos maiores" e blá blá blá, mostrando uns tais de gêmeos parecendo mutantes.

guardians of the galaxy (2014)
começa com a mãe de um menino, peter, morrendo de câncer. ele não pega na mão dela e ela diz que um dia o pai dele ia buscá-lo, algo sobre ele (o pai) ser um anjo (não sei o quão metafórico é isso). ele sai correndo do hospital e é abduzido, e corta pra 20 e tantos anos depois, ele sendo um saqueador e pegando um tal de orbe. isso é uma bolota que guarda uma das joias do infinito, capaz de destruir uma civilização inteira só de tocar o chão do planeta. quem quer isso é ronan, um cara azul dessa raça ou sei lá kree, que trabalhava pro titã thanos mas se rebela contra ele pra ser o próprio vilãozão. peter é preso junto com rocket (um guaxinim), groot (uma árvore) e gamora (uma mulher verde filha de thanos, adotiva na verdade, que tá é traindo ele e ronan). eles concordam em se ajudar a fugir da prisão pra venderem o orbe pro colecionador (aquele que já tem o éter) e dividirem o dinheiro, e arranjam um tal de drax (fortão cinza e vermelho que usa palavras difíceis) na fuga. engraçado rocket explicando o plano e groot indo logo pra parte prática, tendo que apressar tudo. no fim eles conseguem o apoio dos saqueadores pra lutar contra ronan, avisam o país/cidade que ele quer destruir e recebem ajuda da patrulha/polícia de lá também, e recuperam a joia com peter segurando, apesar dele ser matéria orgânica (o que, tecnicamente, o negócio destrói – precisa de um grande poder pra usá-la e tal). no fim ele descobre que é só metade terráqueo, que o pai é antigo como o universo, mas não diz quem é. enganam o líder dos saqueadores que criou peter e deixam a joia com a cidade salva, viram os guardiões da galáxia. legalzinho até, umas músicas dos anos 70 numa fita que a mãe fez pra peter, personagens engraçados. muitos personagens apresentados, meio difícil, mas melhorzinho que os outros filmes por enquanto.

avengers: age of ultron (2015)
eles todos recuperando o cetro de loki e enfrentando os gêmeos. o menino é super rápido e a menina tem poder de telecinese e controle de mentes. ela faz tony stark ter uma visão dos medos dele, mas acaba que isso faz ele ir adiante num plano doido de proteger o mundo de ataques como o de nova york. de novo essa coisa de prevenir guerras gerar problemas por antecipação, falta de liberdade, etc. ele descobre dentro da joia do cetro uma inteligência artificial feito jarvis, mas bem mais desenvolvida. aí acha uma boa ideia integrar a nova a ele, mas o que acontece é que a nova ataca jarvis (sei lá como) e vira o vilão, ultron. tá em todo lugar, acessando internet e tudo feito jarvis mesmo, e ainda habitando corpos de metal feito as armaduras de tony. usa uma doutora coreana pra fabricar tecido orgânico pra fazer um corpo, que acaba sendo pego pelos vingadores antes que ele faça a transferência. tony aproveita pra botar jarvis no lugar, e thor ajuda dando a energia com um raio (tinham tentado interromper de novo). o resultado tem a voz de jarvis, mas finalmente o ator aparecendo (é aquele branquelo do código da vinci); parece uma versão pacífica de ultron, e eles sabem que podem confiar nele porque o cara levanta o martelo de thor... então é digno, sem discussão. ultron juntou um bocado de vibranium (que dessa vez tony explica que vem de wakanda!) e tá fazendo um meteoro que vai usar pra destruir o mundo, porque não vê diferença entre salvação e condenação da humanidade. quer que o ser humano evolua. no fim a cidade inteira de sokovia é explodida, a galera corre pra salvar as pessoas, o menino rápido morre e gavião arqueiro (que tem uma família isolada no campo) não (apesar de parecer muito que ia), hulk some (começo de romance com natasha, um negócio de canção de ninar pra trazer bruce de volta, etc), thor já fala que parece ter gente mexendo com as joias do universo... nada mencionado sobre como se informaram sobre a joia de guardiões da galáxia. no final aparece thanos. coiseirada da zorra.

magra de ruim (sirlanney)
esperava mais, mas já tinha visto umas reviews no skoob falando que era só um compilado de artes dela através dos anos, e não uma hq sequencial. não gosto tanto do traço de sirlanney também, e os assuntos são sempre similares, sei lá. fala bastante de ser ruim no que faz, não ganhar dinheiro, estar deprimida, sexo. gostei de um que fez citando trópico de câncer de henry miller, em que o autor ou o narrador diz que toda a literatura já saiu dele, que não há mais livros a escrever, e que agora é o homem mais feliz do mundo, mesmo não tendo dinheiro, recursos ou esperança. fiquei pensando sobre essa ideia da arte que uma pessoa é capaz de produzir terminar, se libertar dela; interessante. me identifiquei com uns quadrinhos sobre procrastinação e não conseguir fazer nada. alguém fala no começo que sirlanney é bi, mas no livro todo só tem uma vez que ela fala de mulheres; o resto é tudo homem, paixão por homem, sexo com homem... pena.

sábado, 30 de novembro de 2019

lidos (3) e assistidos (6) em novembro

als wir träumten (2015)
único filme da mini-mostra em comemoração aos 30 anos da queda do muro de berlim que vi. norma que montou, esse foi o último dia/filme de 3. baseado num livro de mesmo nome, que ela disse gostar muito. sobre a juventude de um grupo de amigos nos tempos seguintes à queda do muro, em leipzig (norma estudou lá, acho que é de lá também). muita doideira, carros roubados, direção alcoolizada, destruição de coisas. uns se envolvem com drogas, um vendendo e outro se viciando (esse morre). o principalzinho fica preso por uns meses, intencionalmente, pra ver se melhorava as coisas pra mãe e pra vida. apanhou feio de uma gangue (skinheads?) de gente otária, só porque gostava da namoradinha de um. "Sternchen", estrelinha. reconheci várias coisas em alemão, mas não dava pra anotar tudo. quem sabe assistindo de novo. mas a música tema é muito boa!

paprika (2006)
vi de novo com talita pra poder fazer review. um aparelho que pode ver os sonhos das pessoas, controlar, sei lá. paprika é essa mulher que consegue entrar nos sonhos, conversar, fazer qualquer coisa. depois de um tempo de filme dá pra entender que ela é a cientista séria da empresa que fabrica esse aparelho, mas ainda não sei por que ela tem essa capacidade extra. um dos caras que trabalhava no negócio rouba ele e usa pra criar um sonho/delírio coletivo absurdo. difícil dizer o sentido das coisas nesse filme. o gordão que gosta da mulher (paprika) também cai no sono infinito nesse sonho doido. a cidade toda um caos. no fim é o velho nojento diretor da empresa que tá tramando coisa, usa outro cientista do grupo pra conseguir as coisas, cena agoniante dele arrancando a "roupa" de paprika da mulher, rasgando a pele dela pregada como borboleta numa mesa. tudo muito surreal. gosto da trilha sonora, pra variar. massa e confuso os encontros virtuais (?) do policial com paprika no barzinho. e no fim ele perseguindo a si próprio, suicídio ou ele matando o amigo, etc.

die legende von paul und paula (1975)
esses dois moram na mesma rua, um de frente pro outro, em prédios. paula trabalha um bocado, tem uma filha criança e um filho menorzinho. não tem marido, não sei por quê. um dia sai pra curtir de noite e vê paul no clube. acho que ele tá com a mulher e dança com ela, ou com outra pessoa, e um velho feio com paula. mas no final, indo embora, o próprio velho troca e eles saem juntos. ficam de amor e sexo e se vêem de vez em quando. paula toda dramática, emocionada num concerto de cordas, aplaudindo antes de terminar e tudo. numa vez prepara toda uma recepção pra paul na casa dela, junta camas, enche de comida... nojentinho aquela mistura de comida e sexo, mas é breve. alguma coisa sobre a família dela ser meio doidinha, ter coisa de barco, sei lá. o filho pequeno morre atropelado, se não me engano. em algum momento ela engravida e o médico diz que ela pode morrer se tiver o filho, mas ela não se importa. por quê, véi? sério que precisa de uma criança no romance? claro que ela morre e o cara fica com os filhos que sobraram, né. o ator que faz paul é ulrich velho em dark!

einheit spd-kpd (1946)
sei lá, alguma coisa sobre a união dessas duas coisas na alemanha. dois partidos, um comunista e outro socialista. curtinho, uns 15 minutos, vi errado esperando que fosse die mauer.

die mauer (1990)
sobre a queda do muro de berlim. foi o segundo filme da mini-mostra. umas movimentações ao redor do muro, gente levando pedaço de recordação (aquela história de que tio jr. tem um, mas nunca se sabe da veracidade). turistas virando o ano novo lá. gente subindo de um jeito confuso, como se fosse só um degrauzão num pedaço. e as máquinas tirando as placas inteiras, como que já pensando em botar em museu. interessante, doido de pensar. ficou 30 anos de pé, né.

wer die erde liebt (1973)
pelo que eu entendi é um documentário sobre um tal festival da juventude da alemanha soviética que aconteceu nesse ano em berlim oriental. angela davis tava lá, jovem, altona né. falou em alemão no microfone. mensagens de incentivo e inspiração, felicidade pelo socialismo e sei lá. um bocado de apresentações musicais, gente com cara de hippie, falas anti-imperialistas. reconheci frases como "Frieden für alle", "Solidarität mit dem Vietnamesischen Volk", "Revolutionares Völke der Welt", "Die Jugend der DDR grüßt" e "Die Jugend der Welt". umas músicas/gritos tipo "Wir, wir, wir! Und zusammen!" e "Solidarität / Das ist unser Lied". num momentinho breve, em que se via a multidão filmada de cima, achei uma bandeira do brasil dançando lá no meio.

read this outside (joseph kendrick)
li duas vezes, a segunda traduzindo (revisão de talita). planos de alguma hora fazer uma versão em português. mas na verdade nem tudo é bom: tem uma página inteira sobre steve roggenbuck e outra sobre durianriders, e atualmente os dois foram acusados de abuso ou coisa pior. bom as partes sobre a vida de joseph, como a viagem de bicicleta em que acampou na floresta. excesso de falação sobre lil b the based god, mas engraçado. difícil entender se a tradução devia ser informal ou não muito, porque joseph faz umas frases tão bem feitinhas... caça-palavras que na verdade tem os opostos das palavras que ele coloca na lista de encontrar, que são coisas ruins. não esperava que todos os livros que ele recomenda no "further reading" teriam traduções em português. coisa de budismo e mindfullness. coisa de anotar sonho pra ter sonho lúcido, uns melhores momentos também. tô voltando a anotar, deu uma reanimada.

1984 (george orwell)
demorei pra ler por causa da faculdade e da vida, mas puta merda, que livro bom. já tinha certas espectativas por ser o que é, mas superou demais, nunca que eu poderia esperar qualquer coisa daquilo. tudo muito perfeito, bem pensado, meticulosamente planejado. é o extremo da distopia; não tem como qualquer outra coisa ser mais absurdamente completo do que 1984. anotei tanta citação que deu quase outro livro, mas por elas dá pra ter uma noção do que é essa história. o livro de o'brien, véi, come pode. o fim é muito bom também. acho que não vou esquecer de nada desse livro. foi massa ler em inglês também, bem tranquilo, gostei bastante do ritmo.

"Don't you see that the whole aim of Newspeak is to narrow the range of thought? In the end we shall make thoughtcrime literally impossible, because there will be no words in which to express it. (...) Every year fewer and fewer words, and the range of consciousness always a little smaller. Even now, of course, there's no reason or excuse for committing thoughtcrime. It's merely a question of self-discipline, reality-control. But in the end there won't be any need for that. The Revolution will be complete when the language is perfect. (...)"
"Even the literature of the Party will change. Even the slogans will change. How could you have a slogan like 'freedom is slavery' when the concept of freedom has been abolished? The whole climate of thought will be different. In fact there will be no thought, as we understand it now. Orthodoxy means not thinking—not needing to think. Orthodoxy is unconsciousness."
Quickly, with an occasional crackle of twigs, they threaded their way back to the clearing. When they were once inside the ring of saplings she turned and faced him. They were both breathing fast, but the smile had reappeared round the corners of her mouth. She stook looking at him for an instant, then felt at the zipper of her overalls. And, yes! It was almost as in his dream. Almost as swiftly as he had imagined it, she had torn her clothes off, and when she flung them aside it was with that same magnificent gesture by which a whole civilization seemed to be annihilated. (...)
"Listen. The more men you've had, the more I love you. Do you understand that?"

"Yes, perfectly."

"I hate purity. I hate goodness. I don't want any virtue to exist anywhere. I want everyone to be corrupt to the bones."
"Well, then, I ought to suit you, dear. I'm corrupt to the bones."
"You like doing this? I don't mean simply me; I mean the thing in itself?"
"I adore it."
That was above all what he wanted to hear. Not merely the love of one person, but the animal instinct, the simple undifferentiated desire: that was the force that would tear the Party to pieces.
(...) In the old days, he thought, a man looked at a girl's body and saw that it was desirable, and that was the end of the story. But you could not have pure love or lust nowadays. No emotion was pure, because everything was mixed up with fear and hatred. Their embrace had been a battle, the climax a victory. It was a blow struck against the Party. It was a political act.
She began to enlarge upon the subject. With Julia, everything came back to her own sexuality. As soon as this was touched upon in any way she was capable of great acuteness. Unlike Winston, she had grasped the inner meaning of the Party's sexual puritanism. It was not merely that the sex instinct created a world of its own which was outside the Party's control and which therefore had to be destroyed if possible. What was more important was that sexual privation induced hysteria, which was desirable because it could be transformed into war fever and leader worship. The way she put it was: "When you make love you're using up energy; and afterwards you feel happy and don't give a damn for anything. They can't bear you to feel like that. They want you to be bursting with energy all the time. All this marching up and down and cheering and waving flags is simply sex gone sour. If you're happy inside yourself, why should you get excited about Big Brother and the Three-Year Plans and the Two Minutes Hate and all the rest of their bloody rot?" That was very true, he thought. There was a direct, intimate connection between chastity and political orthodoxy. For how could the fear, the hatred, and the lunatic credulity which the Party needed in its members be kept at the right pitch except by bottling down some powerful instinct and using it as a driving force? The sex impulse was dangerous to the Party, and the Party had turned it to account. They had played a similar trick with the instinct of parenthood. The family could not actually be abolished, and, indeed, people were encouraged to be fond of their children in almost the old-fashioned way. The children, on the other hand, were sistematically turned against their parents and taught to spy on them and report their deviations. The family had become in effect an extension of the Thought Police. It was a device by means of which everyone could be surrounded night and day by informers who knew him intimately.
(...) From the moment when the machine first made its appearance it was clear to all thinking people that the need for human drudgery, and therefore to a great extent for human inequality, had disappeared. If the machine were used deliberately for that end, hunger, overwork, dirt, illiteracy, and disease could be eliminated within a few generations. And in fact, without being used for any such purpose, but by a sort of automatic process—by producing wealth which it was sometimes impossible not to distribute—the machine did raise the living standards of the average human being very greatly over a period of about fifty years at the end of the nineteenth and the beginning of the twentieth centuries.But it was also clear that an all-round increase in wealth threatened the destruction—indeed, in some sense was the destruction—of a hierarchical society. In a world in which everyone worked short hours, had enough to eat, lived in a house with a bathroom and a refrigerator, and possessed a motorcar or even an airplane, the most obvious and perhaps the most important form of inequality would already have disappeared. If it once became general, wealth would confer no distinction. It was possible, no doubt, to imagine a society in which wealth, in the sense of personal possessions and luxuries, should be evenly distributed, while power remained in the hands of a small privileged caste. But in practice such a society could not long remain stable. For if leisure and security were enjoyed by all alike, the great mass of human beings who are normally stupefied by poverty would become literate and would learn to think for themselves; and when once they had done this, they would sooner or later realize that the privileged minority had no function, and they would sweep it away. In the long run, a hierarchical society was only possible on a basis of poverty and ignorance.
(...) And at the same time the consciousness of being at war, and therefore in danger, makes the handing-over of all power to a small caste seem the natural, unavoidable condition of survival.War, it will be seen, not only accomplishes the necessary destruction, but accomplishes it in a psychologically acceptable way. In principle it would be quite simple to waste the surplus labor of the world by building temples and pyramids, by digging holes and filling them up again, or even by producing vast quantities of good and then setting fire to them. But this would provide only the economic and not the emotional basis for a hierarchical society. (...)
(...) The problem is the same for all three superstates. It is absolutely necessary to their structure that there should be no contact with foreigners except, to a limited extent, with war prisoners and colored slaves. Even the official ally of the moment is always regarded with the darkest suspicion. War prisoners apart, the average citizen of Oceania never sets eyes on a citizen of either Eurasia or Eastasia, and he is forbidden the knowledge of foreign languages. If he were allowed contact with foreigners he would discover that they are creatures similar to himself and that most of what he has been told about them is lies. The sealed world in which he lives would be broken, and the fear, hatred, and self-righteousness on which his morale depends might evaporate. It is therefore realized on all sides that however often Persia, or Egypt, or Java, or Ceylon may change hands, the main frontiers must never be crossed by anything except bombs.
(...) The best books, he perceived, are those that tell you what you know already. (...)
In principle, membership in these three groups is not hereditary. The child of Inner Party parents is in theory not born into the Inner Party. Admission to either branch of the Party is by examination, taken at the age of sixteen. Nor is there any racial discrimination, or any marked domination of one province by another. Jews, Negroes, South Americans of pure Indian blood are to be found in the highest ranks of the Party, and the administrator of any area are always drawn from the inhabitants of that area. In no part of Oceania do the inhabitants have the feeling that they are a colonial population ruled from a distant capital. Oceania has no capital, and its titular head is a person whose whereabouts nobody knows. Except that English is its chief lingua franca and Newspeak its official language, it is not centralized in any way. Its rulers are not held together by blood ties but by adherence to a common doctrine. (...)
The alteration of the past is necessary for two reasons, one of which is subsidiary and, so to speak, precautionary. The subsidiary reason is that the Party member, like the proletarian, tolerates present-day conditions partly because he has no standards of comparison. He must be cut off from the past, just as he must be cut off from foreign countries, because it is necessary for him to believe that he is better off than his ancestors and that the average level of material comfort is constantly rising. But by far the more important reason for the readjustment of the past is the need to safeguard the infallibility of the Party. It is not merely that speeches, statistics, and records of every kind must be constantly brought up to dat in order to show that the predictions of the Party were in all cases right. It is also that no change of doctrine or in political alignment can ever be admitted. For to change one's mind, or even one's policy, is a confession of weakness. (...)
The mutability of the past is the central tenet of Ingsoc. Past events, it is argued, have no objective existence, but survive only in written records and in human memories. The past is whatever the records and the memories agree upon. And since the Party is in full control of all records, and in equally in full control of the minds of its members, it follows that the past is whatever the Party chooses to make it. It also follows that though the past is alterable, it never has been altered in any specific instance. For when it has been re-created in whatever shape is needed at the moment, then this new version is the past, and no different past can ever have existed. This holds good even when, as often happens, the same event has to be altered out of recognition several times in the course of a year. At all times the Party is in possession of absolute truth, and clearly the absolute can never have been different from what it is now. It will be seen that the control of the past depends above all on the training of memory. To make sure that all written records agree with the orthodoxy of the moment is merely a mechanical act. But it is also necessary to remember that events happened in the desired manner. And if it is necessary to rearrange one's memories or to tamper with written records, then it is necessary to forget that one has done so. The trick of doing this can be learned like any other mental technique. It is learned by the majority of Party members, and certainly by all who are intelligent as well as orthodox. In Oldspeak it is called, quite frankly, "reality control." In Newspeak it is called doublethink, although doublethink comprises much else as well.
"But how can you stop people remembering things?" cried Winston, again momentarily forgetting the dial. "It is involuntary. It is outside oneself. How can you control memory? You have not controlled mine!"

O'Brien's manner grew stern again. He laid his hand on the dial. "On the contrary," he said, "you have not controlled it. That is what has brought you here. You are here because you have failed in humility, in self-discipline. You would not make the act of submission which is the price of sanity. You preferred to be a lunatic, a minority of one. Only the disciplined mind can see reality, Winston. You believe that reality is something objective, external, existing in its own right. You also believe that the nature of reality is self-evident. When you delude yourself into thinking that you see something, you assume that everyone else sees the same thing as you. But I tell you, Winston, that reality is not external. Reality exists in the human minds, and nowhere else. Not in the individual mind, which can make mistakes, and in any case soon perishes; only in the mind of the Party, which is collective and immortal. Whatever the Party holds to be truth is truth. It is impossible to see reality except by looking through the eyes of the Party. That is the fact that you have got to relearn, Winston. It needs an act of self-destruction, an effort of the will. You must humble yourself before you can become sane."
O'Brien smiled slightly. "You are a flaw in the pattern, Winston. You are a stain that must be wiped out. Did I not tell you just now that we are different from the persecutors of the past? We are not content with negative obedience, not even with the most abject submission. When finally you surrender to us, it must be of your own free will. We do not destroy the heretic because he resists us; so long as he resists us we never destroy him. We convert him, we capture his inner mind, we reshape him. We burn all evil and all illusion out of him; we bring him over to our side, not in appearance, but genuinely, heart and soul. We make him one of ourselves before we kill him. It is intolerable to us that an erroneous thought should exist anywhere in the world, however secret and powerless it may be. Even in the instant of death we cannot permit any deviation. In the old days the heretic walked to the stake still a heretic, proclaiming his heresy, exulting it. Even the victim of the Russian purges could carry rebellion locked up in his skull as he walked down the passage waiting for the bullet. But we make the brain perfect before we blow it out. The command of the old despotisms was 'Thou shalt not.' The command of the totalitarians was 'Thou shalt.' Our command is 'Thou art.' No one whom we bring to this place ever stands out against us. Everyone is washed clean. (...)

hamoni (monge han)
dá pra ler no perfil dele. sobre a avó coreana, quando ela tava morrendo. fala de como ela era o centro da família, dos impasses pelas línguas diferentes, do quanto se sentiu enxergado na última vez que se olharam. ele tem essa coisa de desenhar três olhos, só um aberto, e quando a pessoa tá morrendo os outros abrem; interessante, queria saber se tem alguma crença envolvida ou é só artístico. bem bonito o quadrinho, triste. curtinho.