dark season 3 (2020)
ok... depois de duas temporadas incríveis, as expectativas tavam enormes, né, e a terceira temporada não esteve bem à altura das outras. só de vir com isso de outro mundo já fiquei meio cabreira porque podia virar cringe. analisando enquanto assistia com as meninas entendi o problema: o jeito de contar a história e revelar os mistérios não foi igual antes, e por isso ficou tão destoante do que a gente conhecia. fiquei lembrando de um vídeo sobre como j.k. rowling escreve histórias de mistério em harry potter, em contraste com a série sherlock: no primeiro a gente vai descobrindo as coisas gradualmente, tendo pistas pra poder juntar e formular hipóteses como se estivéssemos participando de tudo, acompanhando os personagens, enquanto na outra tudo é jogado na cara sem que haja tempo pra gente pensar sozinho, porque sherlock pensa em tudo e já vai dando as respostas. e foi isso que fizeram nessa temporada, sendo que antes era do outro jeito; se tivessem mudado a ordem das revelações em vez de ficar repetindo as mesmas falas de adam com eva podia ter sido melhor. mas os três últimos episódios foram bons, e gostei do final – achei bem coerente, a coisa de ser três dimensões e não duas sempre esteve na nossa cara (tem o meio além do começo e do fim, tem 2019, 1986 e 1953...), afinal. e putz, os personagens!!! silja filha de HANNAH COM EGON, meia irmã tanto de jonas quanto de claudia, então. hannah dando o colarzinho do padroeiro dos viajantes pra mãe de katharina, que depois MATA katharina, puta merda. silja e bartosz virando casal e TENDO NOAH, jesus. e um meio termo entre jonas adulto e adam, tenso demais, chega a matar hannah. queria ter visto mais da convivência de elisabeth e noah no futuro, de como ela se tornou aquela líder fodona. MEU DEUS o pai dela morrendo, aquela faca entrando no pescoço em câmera lenta, logo depois dela quase ser estuprada. jovenzinha e se vingou do cara brutalmente, hein. que dó, mano. melhor personagem ela, afinal, mas fiquei chateada de ver que ela não é surda de verdade. no segundo mudo quem é surda é franziska, bartosz é esquisitão e o namoradinho de martha é irmão do erik que desaparece. uma das coisas que mais me incomodou foi como essa martha chorava o tempo inteiro; muito ruim essa caracterização. meio confuso as inúmeras marthas, cinco minutos de diferença entre elas, sei lá. e que vergoinha tocar what a wonderful world enquanto todo mundo desaparece da existência ashuhs. massa o jantar dos colegas, tiraram uma com a cara dos fãs quase falando do olho de wöller, ainda por cima.
killing eve season 1 (2018)
comecei sem planejar muito e foi uma surpresa agradável. sandra oh showzona como eve polastri, uma detetive que vê e quer mais do que o emprego permite. um assassinato feio e ela tem certeza que é uma mulher; tem juntado informações sobre outros crimes que ela acha ter algo em comum. a criminosa é vilanelle, russa que mora na frança e responde a konstantin, quem dá os serviços pra ela. muito talentosa e inteligente, psicopata também, meio attention-seeker. cruza com eve logo antes de ir matar a testemunha do último crime e se atrai por ela, diz pra usar o cabelo solto. um massacre traumático e nessa eve é demitida, mas é recrutada como parte de um grupo secreto que investiga esses mesmos casos em busca da tal assassina. logo cai a ficha de eve sobre a "enfermeira" que falou com ela no banheiro e a partir daí vira uma dupla obsessão (esse é o título da série em português, aliás), vilanelle provocando eve e mandando coisas pra ela, eve tentando encontrá-la e não parando de pensar nela. a doida chega a invadir a casa de eve, véi, pede pra jantar junto, conversam. várias coisas, viagens, vilanelle mata brutalmente o parceiro de eve, no meio da balada, porque ele percebeu que ela tava atrás de eve e ficou seguindo ela. o marido de eve é polonês, acho, por isso o sobrenome; chegou até a ajudar numa tradução lá no começo antes da testemunha ser morta. mas ele começa a ficar cabreiro com o trabalho dela, muitos riscos, ela mudando, só trabalha, esquece dos compromissos com ele e os amigos. enfim, a chefe da investigação é uma tal de carolyn, toda fodona e com experiência de décadas, mas estranhamente ela conhece konstantin (tiveram um casinho no passado) e fala diretamente com vilanelle quando ela tá na cadeia num dos trabalhos dela. eve passa a desconfiar e fazer coisas sozinha, acha a casa de vilanelle e aparece lá quebrando tudo. a ota chega, elas conversam, se deitam na cama e eve esfaqueia ela. mas logo em seguida se desespera, tenta ajudar, quase se matam, e a ota foge. kkkk véi. já tinham se aproximado de novo antes, quando vilanelle tá perseguindo um carinha que tinha sido chefe de eve na polícia e que tá fazendo coisa pra organização potentona pra quem vilanelle trabalha. ela passa com o carro por cima da ex-namorada, jesus, e nem mata. por isso vai pra cadeia, pra terminar de matar a coitada. enfim, várias coisas, tô curtindo. 3 temporadas.
vozes negras (amanda condasi, flor, priscila, isa souza, maria ferreira e pétala souza)
dos 4 contos, gostei mais do segundo e do terceiro: "carimbos e memórias", de flor, priscila, e "não existem sinônimos suficientes para futuro", de isa souza e pétala souza. nesse primeiro a história é sobre essa menina chamada glorinha, que quando mais jovem ajudou numa pesquisa com a comunidade pra nomear a biblioteca da escola, e através disso conheceu carolina maria de jesus, de quem a tia do sorvete tinha sido vizinha no passado. a menina cresce, sempre gostando de escrever; vence um concurso de poesia da TV (o poema dela cita noémia de souza, carolina maria de jesus, maya angelou e a própria mãe; bem bonito) e começa a pensar que quer ter uma profissão onde pode escrever e viajar o mundo. no final ela tá num avião em direção a mais uma reportagem, de muitas, e dá a entender que ela é a glória maria. ela fala sobre ser um símbolo para outras meninas negras e tal. a outra história é mais ficção científica, bizarramente próxima do contexto atual de isolamento e pandemia. um tal de omega vírus que mata muita gente, uma doença que tem a ver com compatibilidade genética. passam muitos anos, duas gerações ou mais, e todo esse tempo as pessoas viveram em isolamentos familiares. agora tem projetos de reinserção na sociedade, jovens "trangênicos" que não provocam novos surtos, uma festa pra dar início ao convívio não-digital. mas aleduma vem de um quilombo, um refúgio onde a vida continuou sem isolamento, e a missão dela é levar enyin pra lá, mas contrariando as expectativas ela quer ficar, fazer a mudança de dentro. não sei se gosto do fim, porque foi só uma insistência a mais de aleduma e a outra se viu desmotivada e foi junto, pronto. mas a história em si foi massa, trechos bonitos, uma coisa sobre espelhos e verdade. bem escrito. os outros contos não me chamaram muito a atenção: o primeiro é daquela maria do canal/instagram impressões de maria, e fala de um relacionamento que deu errado, ida dela de salvador pra são paulo pra estudar letras, o cara negro não conseguia ficar com uma negra por causa da pressão que sofreria no ambiente de trabalho e contatos. meio sem sal, não cativou em nada, pareceu muito relato pessoal. o último é até ok, uma menina que encontra sapatilhas de balé quando ajudava a mãe no lixão, alimenta o sonho e faz aulas em ONGs até ser convocada pela companhia de dança do harlem. um indício de romance que não leva pra nada, duas amigas, festa de aniversário e bebidas, uma delas sapatão. não consigo deixar de ler esses livros e ver os erros de escrita, as letras comidas ou invertidas, a falta de ou falha na revisão. também não gosto da indecisão sobre que linguagem usar, umas coisas do tipo "ai, amiga, eu a vi no instagram" no meio de uma conversa coloquial, sabe. queria histórias que usam a linguagem do dia-a-dia mesmo, sem tentar se aproximar do literário, porque fica esse estranhamento, não parece natural. no mais, ilustrações massa. no final tem referências de livros, autores e obras.
dois garotos num navio (slaeff)
curtinho, de ler em uma sentada. referências ao passado, aparentemente recente, de quando o pai de um deles viu os dois se beijando. parece ter sido um problema, o cara reagiu mal, o filho pede desculpas pro outro. atmosfera de sonho, não querendo abrir os olhos. primeiro estão numa rua, bastante gente em volta, mas através de um beijo se transportam pro titanic. noite fria, jantam juntos, precisam correr pra ir embora porque sabem o que vai acontecer em seguida. e no fim a mãe do menino narrando o acorda, e ele vai pro velório do outro garoto. "naufrágio de um de nós". interessante a construção, foi o melhor desses young adults que tô lendo esses tempos. melancolia, né. ainda vejo defeitinhos, erros de digitação e coisa e tal, mas a composição em si foi tranquila.
onheama, a infância de um guerreiro (pequeno teatro do mundo, 2020)
uma ópera de marionetes transmitida pelo "em casa com o sesc" que analuísa chamou pra ver. sobre um eclipse – uma onça monstrona que engoliu o sol e a única esperança de trazê-lo de volta é uma criança. no caminho ele encontra yara e o boto cor-de-rosa, que se juntam a ele pra ajudar (ou atrapalhar, no caso do boto). o jeito é mandar uma flecha no focinho da onça, pra ela espirrar e vomitar o sol... ahushs, show. ela é toda robótica futurista. difícil de entender a letra às vezes, principalmente na voz da mulher, por ser agudo. podia ter legenda ou uma transcrição em algum lugar. foi divertido, bem bonito, as marionetes e tal. parece que eles mesmos que fazem, deve ser massa demais.
jeanne dielman, 23 quai du commerce, 1080 bruxelles (1975)
quanto tempo levei pra assistir esse filme de três horas? foram muitos almoços observando jeanne viver. muito louco essa abordagem, a revolução que isso foi lá atrás. tudo acontece quando nada acontece, né. eu já sabia que ela ia matar um cara, mas foi massa ir vendo as pistas. ela abre o presente e deixa a tesoura ali na penteadeira, já imaginei que seria a arma do crime. antes ela teve vários momentos de ficar com o olhar perdido, derrubar e quebrar coisas, fazer coisa errado. aquele bebê da vizinha, véi, fiquei tensa pensando que ela ia fazer algo com ele. não parava de chorar. o filho é meio tosco, né, não é capaz nem de tirar os próprios pratos. bem bosta isso da mãe/mulher cuidar da casa toda, da comida, da roupa, tudo. e ainda é uma realidade. foi bom assistir, devia ser mais conhecido. parece que a amanda miranda aqui de sbo curte muito essa diretora. se liga nas minhas anotações enquanto assistia:
- super empoeirado o cobertor na cama, viu. ela bate pra limpar e sai uma fumaça.
- então é assim que se usa uma banheira. tinha aquecedor no banheiro, então deve ser mais tranquilo no frio. e ela limpou depois de tomar banho, olha lá.
- aquela cortina pertíssimo do fogão, medo. por que as panelas tavam pra fora? talvez a geladeira seja só o clima do lado de fora mesmo. esquentou rapidinho até jantarem.
- eles nem mastigam direito, só vão engolindo. aposto que aquela comida toda no prato dele foi pro lixo, pena.
- ela lê a carta quase sem respirar. o menino nem fala nada, que bosta.
- só saíram de noite pra botar a coisa pra fora e dar uma volta?
- ele não tem quarto, então. toda noite tem que afastar os móveis e fazer isso
- abriu a janela mas tá tão cedo que nem iluminou
- ligou o aquecedorzinho... trocou toda a roupa do cara. até engraxou o sapato
- agora tem duas cadeiras na cozinha!
- que rápido esse café
- haha isso de deixar a roupa de dormir debaixo do travesseiro
- dois segundos de bebê
- a velhinha ali só de enfeite
- que escuro esse lugar que ela toma café. vontade de acender o lustre acima dela
- a hora do cara estranho!!! dois segundos e já saem, mas ela tá de cabelo bagunçado. o cara da dinheiro e diz "até quinta-feira"... sabia que ia acontecer coisa desde de manhã que ela botou aquele paninho na cama. eca
- perspectiva diferente da cozinha! será que ela percebeu que deixou a panela no fogo? parece meio atordoada, levando a panela pra lá e pra cá. só mais uma batata, é isso? vai sair pra comprar ou emprestar?
- coitada. terceira vez que vai na rua no mesmo dia
- essas batata marronzona. aí tem que descascar mesmo. olhar vazio, perdida em pensamentos
- sempre mandando ele parar de ler e comer
- aff ele parado depois de terminar. ela já pega os pratos e leva pra cozinha...
- a entrada é sempre uma sopa, então
- "un petit minute"
- nem conversam eles, ele nem responde o que ela diz
- que negócio é esse que ele faz e tem prova de natação?
- esse corte confuso, bem quando ele afasta o livro muda pra ela segurando um e depois fechando, ele escrevendo no caderno
- "não vamos ligar o rádio hoje?" por que você mesmo não faz, véi?
- o "sair" deles é dar uma volta no quarteirão? sempre esse escuro que não dá pra ver nada, só ouvir o saltinho dela
- que papo doido é esse, menino. o membro masculino é uma espada que machuca, uhum. idade de se interessar por mulheres, ele diz, com essa cara de vinte e poucos
- ela sempre abotoa todo o negócio azul que veste
- todo dia engraxar sapato, véi
- os mesmos gestos, até. o jornal debaixo do braço, o sapato em cima do lixo...
- ele apontou o botão aberto... wow
- tinha achado estranho ela colocar o prato ensaboado no escorredor e ela percebe, fica confusa! show
- tem uma bacia que fica sempre na pia. interessante
- nossa, super fino esse "colchão" onde o cara dorme né
- todo dia ela faz tudo sempre igual...
- derrubou um talher, tinha derrubado a escova de engraxar... olha só
- não entendo esse lugar que ela vai. bureau, ingang... ela que saiu cedo demais, foi?
- esqueceu a sacola...
- o número 23 esquisito fechado? que lugar é esse?
- que trabalho infinito essa carne...
- olha a sacada!!!
- que é isso que ela tirou da panela?
- nossa, jogou o leite com café todo fora??? chega pensei que era o leite estragado
- queria menos café será? esses cubinhos de açúcar, jamais vi
- de novo!!!!!! por quê? tá ruim o café?
- chaleira engraçada, uma rosquinha
- tá na bad hoje, né, minha filha. i feel you
- arrumar/limpar a casa pra ver se se apruma
- eita, vai receber gente. é agora
- sempre teve essas poltronas e a mesinha? não tô lembrando
- só bonjour e nada mais, que seco né
- que choro gritado horrível
- pega, senta, repete... que agonia
- essa porta nunca é trancada né
- cenário novo! escadas rolantes
- já tinha gente onde ela senta...
- não vai tomar? pô
- o marido morreu então
- antes as roupas vinham com papel assim mesmo, né? lembro
- a tesoura ficou ali.............
- o cara sem reação aí em cima dela... não entendi se ela tava querendo tirar ele porque tava desagradável ou porque ela tava gostando. a cara que ela faz, se esconde no cobertor...
- wow hein. e todo esse tempo contemplativa. uma expressão de felicidade?
- FIM
crickets (2020)
curta de kristen stewart nessa série da netflix "feito em casa". talita correu assistir assim que carol avisou que tinha ela. uns pensamentos de isolamento, insônia, delírios. very relatable. massa que ela fez sozinha com a namorada, aparece no final (e também os nomes de quem editou e tratou a imagem). los angeles, parece, né. é isso, tá todo mundo na merda.
12 years a slave (2013)
mano, que história pesada. solomon northup existiu mesmo, e depois daquilo tudo se tornou um grande antiescravagista, atuando nos eua todo. ele vivia com a esposa e os dois filhos numa casa própria e era um violinista bem sucedido, mas numa viagem com uns caras do circo foi capturado e mandado para o sul como escravo. teve que fingir ser analfabeto, foi traído quando tentou mandar uma carta pra família e por isso desistiu, sofreu muita dor e humilhação. a personagem de lupita nyong'o, meu deus do céu, que horror. ela pedindo que solomon a matasse, o ciúme da esposa do senhor, os castigos, as feridas... o prêmio que ganhou pelo papel foi mais que merecido. quanto branco de merda, até os mais gentis não tinham coragem de peitar o sistema perverso. brad pitt aparece pra questionar isso e por fim ajuda solomon, que até outro nome tinha recebido. muito triste ele ser levado embora enquanto os outros negros que conheceu ficam pra trás. tem essa matéria sobre luiz gama, "nosso solomon northup", que quero ler ainda.
killing eve season 2 (2019)
a primeira terminou assim que eve esfaqueia vilanelle e essa termina quando vilanelle atira em eve. não entendo essas coisas de série em que a polícia acha o criminoso e faz acordos com ele, usam ele pra resolver outra coisa. é o que acontece aqui, vilanelle participando do interrogatório de uma assassina fodona que nem ela, depois fingindo ser amiga da irmã de um steve jobs escroto pra se aproximar dele e descobrir com o que tava envolvido. claro que no fim ela o mata, numa cena em que eve pensou que vilanelle ia se virar contra ela, mas carolyn tinha isso dentro das expectativas e não tá nem aí. foi à gota d'água pra eve; combinou de fugir com vilanelle e por um momento tava tudo lindo, lésbicas nas ruínas de roma, meu deus se beijem, mas ela amarela e toma um tiro de raiva de oksana. essa temporada foi massa, as coisas se intensificando; o que foi aquela cena de oksana transando com eve pela escuta? e o boy tosco da investigação junto, usado por eve, coitado. quase morre, eve deixa ele pra ir salvar oksana, véi, o amor. e ela com o machado no cara dos twelve!!! puta merda. é nessa temporada que ela quase empurra um cara na linha do metrô, né? porque ele passou trombando nela sem nenhuma educação. acho que tô curtindo mulheres assassinas, hein. oksana mandando a real na terapia com a irmã do cara lá, falando sobre estar sempre entediada e não saber por que faz o que faz, o que quer, etc. tô misturando um pouco a segunda e a terceira temporadas porque emendei uma na outra, mas gostei de ambas igualmente.
killing eve season 3 (2020)
no começo oksana tá se casando mas nunca mais tocou no assunto, não entendi a necessidade. aparece uma russa dinossaura que foi a professora dela, ginasta. aí ela decide voltar pros twelve e tentar subir de nível, mas perde a paciência com o aprendiz e o mata, véi. o menino era gay também, fez a maior patchotcheira matando a vítima na festinha de criança. eles vestidos de palhaço ahushs. roupas de oksana sempre on point, adoro a lesbian energy dos terninhos. e woooah o beijo dela e eve no ônibus!!! uma luta toda doida e depois isso, aiai. antes ela nem sabia que eve tinha sobrevivido, coitada. eve tá mal, vivendo num apartamento minúsculo, trabalhando num restaurante de comida coreana com conhecidos da família. carolyn surge pra avisar que vilanelle voltou à ativa. kenny morre, pô!!! brutal demais, caído do prédio. e claro que konstantin tá no meio de tudo. a filha dele, aliás, não falei dela antes, mas what a little lesbian! gosto de como é andrógina e irritantemente inteligente. a coitada mata o padrasto, parece influenciada por vilanelle, no fim tem que ficar numa instituição por causa dos sinais de psicopatia. adorei o final! ela e eve se perguntando sobre o que viria depois, oksana falando pra andarem cada um pra um lado e não olharem mais pra trás, e depois de uns metros as duas olham pra trás *------* asuhsuh. nossa, o marido de eve quase morre nas mãos daquela véia ginasta, lá na polônia (teve PTSD depois de oksana matar a paquerinha dele e deixou eve – "fuck off forever" haush). oksana visita a família, mãe doida, mata ela explodindo a casa toda. deixa dinheiro pro menininho fã de elton john, só deixou ele e outro irmão vivos. tem várias coisas bobinhas, tipo isso de konstantin voltar toda hora ou outras repetições nada surpreendentes, mas o humor e a narrativa são muito únicas. não resolveu tanta coisa assim, mas acho que foi um bom final. ou pensei que ia ser, né, mas esses dias vi na internet que as filmagens da quarta foram adiadas por causa do corona. não acho que precisa, mas MANDA.
struwwelpeter (heinrich hoffmann)
umas historinhas bizarras sobre crianças malcriadas que sofrem consequências absurdas, pra ensinar pelo medo o que não fazer. anisha deu uma história chamada die geschichte vom suppen-kaspar, em alemão (super punk e tenso esse vídeo), e reconheci as ilustrações; era desse livro que era de rômulo, acho. li as outras rapidinho, são em forma de poema, com rimas e tal. interessante de pensar como era isso, ou se sempre foi humor mesmo. é de 1840 mais ou menos.
angola janga (marcelo d'salete)
li cumbe na casa de thiago e peguei angola janga na biblioteca antes da pandemia estragar tudo. fui ler só agora, na pretatona, mas pelo menos deu certo de eu ter um quadrinho de um autor negro pra preencher uma das categorias. massa como ele enfatiza que essa é uma história de palmares, não a história, porque tem tantas possíveis. aqui zumbi foi criado como livre, tendo sido tomado pelos portugueses quando bebê, porque os pais foram mortos num ataque a um quilombo. era instruído e protegido por um padre, e num dia em que outro menino ameaça machucá-lo com instrumentos de tortura de escravos ele foge pela serra da barriga. mas o quadrinho vem desde antes, acompanhando um escravo fugido chamado soares, que depois vai ser a mão direita de zumbi. no final é quem entrega seu paradeiro, também, sob a promessa de liberdade dos bandeirantes. um antagonista que eu não conhecia era zumba, que foi ganga de um quilombo também, mas que fez um acordo de paz com os portugueses pra viver em cucaú. zona era quem o influenciava, mais que tudo, e esse tinha sido homem de zumbi antes de discordar com ele e partir caminhos. a história mostra isso tudo, o massacre de indígenas no recrutamento pra guerra, a guerra em si. o uso de canhões foi decisivo na vitória dos portugueses. muita destruição e dor na construção dessa terra, né. mas é isso, olhar pra perspectiva não hegemônica, ouvir as vozes negras contando sua própria história. muitas referências, mapas e dados no final; 11 anos de dedicação... foda. espero que teja circulando bem, nas escolas e tal. uma leitura bem importante.
the ones who walk away from omelas (ursula k. le guin)
que conto incrível. o narrador vai descrevendo esse lugar chamado omelas, que parece utópico, e numa hora ele até provoca dizendo que aquilo não era nada irreal. que as pessoas eram complexas e educadas como qualquer um de nós, que a ausência de problemas e maldades não se explicava por nenhuma simplicidade. sem guerras, doenças, tristeza. massa como o narrador às vezes diz pro leitor imaginar o que quiser, que não se importa. e aí ele conta a que custo omelas é assim: em algum lugar de omelas há uma criança, sozinha, trancada perpetuamente num armário de vassouras, vivendo sobre o próprio excremento, demente. alguns habitantes vão vê-la, outros voltam a vê-la, mas todos prosseguem com suas vidas. nessa já entendi porque existiam aqueles que abandonam omelas, e é por isso mesmo. aqueles que não conseguem continuar fazendo parte daquilo sabendo o que o sustenta. pequeno e impactante, gostei de começar a ler ursula le guin por aqui. muitos pensamentos reverberando, por muito tempo, com certeza. quero fazer as meninas lerem a tradução do projeto cápsula pra gente conversar sobre.
pequeno manual antirracista (djamila ribeiro)
what we do in the shadows (2014)
vimos sob o uso de cannabis e foi absurdamente bom, mas já queremos rever porque tem referência demais pra pegar em só uma assistida. feliz que toparam ver taika waititi em vez de qualquer filme americano, e já baixei mais um monte de coisas dele porque gosto do humor e do estilo que ele tem e coloca nas histórias que conta. muito bom a coisa de vampiros serem gatos e lobisomens cachorros!!! a velhinha dizendo que já conheceu um lobisomem, que era muito gentil ahushus. sempre bonzinhos e preocupados em serem justos. se acorrentando pra lua cheia huash, até o camera man é atingido... e a surpresa do colega humano reaparecendo ahsuhs véi. muito tosco o vampiro mais novo, nick, né? e the beast sendo a ex-namorada de vlad haushus. coitado do nosferatu. talita disse que na cena do baile teve um espelho em que só o humano aparecia haushs muito boa essa parte! todo mundo chocado e tentando entender o que ele era kkkk. julia já tinha recomendado, apesar de eu conhecer antes disso e ter visto no letterboxd de puiupo também, e na hora sugeri que a gente visse com ela ou esperasse ela voltar pra vermos juntas. agora tá uma bosta, né, tudo arruinado e esquisito. mas foi bom, espero que dê pra contar pra ela o que achamos, sei lá.
hibisco roxo (chimamanda ngozi adichie)
bem curtinho, vários capítulos pra tratar os diferentes âmbitos atravessados pelo racismo e orientações de como assumir atitudes antirracistas diante disso. achei conciso mas completo, discussões bem amarradas, bastante didáticas. é mesmo o que se propõe, um manual. fiquei desejando dar pra minha mãe ler, minha família. quem sabe. muitas referências pra consultar, também; muitos escritores negros e trabalhos importantes. não cheguei a anotar porque já reuni umas coisas (que vão me consumir por um bom tempo), e também porque sei que posso pegar sempre, já que é de carol, mas penso em ter esse livro um dia.
what we do in the shadows (2014)
vimos sob o uso de cannabis e foi absurdamente bom, mas já queremos rever porque tem referência demais pra pegar em só uma assistida. feliz que toparam ver taika waititi em vez de qualquer filme americano, e já baixei mais um monte de coisas dele porque gosto do humor e do estilo que ele tem e coloca nas histórias que conta. muito bom a coisa de vampiros serem gatos e lobisomens cachorros!!! a velhinha dizendo que já conheceu um lobisomem, que era muito gentil ahushus. sempre bonzinhos e preocupados em serem justos. se acorrentando pra lua cheia huash, até o camera man é atingido... e a surpresa do colega humano reaparecendo ahsuhs véi. muito tosco o vampiro mais novo, nick, né? e the beast sendo a ex-namorada de vlad haushus. coitado do nosferatu. talita disse que na cena do baile teve um espelho em que só o humano aparecia haushs muito boa essa parte! todo mundo chocado e tentando entender o que ele era kkkk. julia já tinha recomendado, apesar de eu conhecer antes disso e ter visto no letterboxd de puiupo também, e na hora sugeri que a gente visse com ela ou esperasse ela voltar pra vermos juntas. agora tá uma bosta, né, tudo arruinado e esquisito. mas foi bom, espero que dê pra contar pra ela o que achamos, sei lá.
não sabia nada sobre, e confesso que acho as edições da companhia das letras meio feias. não as ilustrações ou as cores (apesar de eu não gostar mesmo do roxo da capa desse ou da combinação roxo e vermelho), mas as fontes, véi... essa do título e a que sempre botam o nome da autora. enfim, já comecei me interessando pelo que a orelha propõe, dizendo que o leitor brasileiro poderia se reconhecer nos temas abordados, colonialismo e cristianismo. mas não esperava que fosse tão forte, sensível e bonito. primeira vez que leio chimamanda escrevendo literatura, e que talento, viu. umas coisas sutis mas absurdamente potentes; as diferenças entre a família de kambili e da tia ifeoma, como o pai pedia pra deus salvar a alma do avô "pagão" enquanto a tia pedia por sua saúde, como ela rezava pelo riso e confiava nos filhos pra fazer os saltos que ela esperava deles. a mudança no tratamento que a prima amaka dava a ela, como vão se tornando irmãs. jaja incorporando a rebeldia, sempre protegendo a irmã e a mãe. a língua dos olhos que tinham. e a mãe, meu deus, as descrições dela com o olho da cor de abacate muito maduro, ela envenenando eugene!!! não esperava por isso. que horror as agressões que elas sofriam, beatrice perdendo o bebê, kambili quase morrendo. e o romance platônico com o padre amadi, não imaginei que teria, também. mas foi tão doce, triste. o hibisco roxo, experimento da amiga da tia, como símbolo da mudança. tudo isso no meio de uma crise nacional, ainda por cima; golpe, paralizações, subornos, desigualdade. muita dor nesse livro, tão profundo essa coisa de religião e colonialismo e vida. kambili não sabia conversar, sabe, nunca sorria. corria assim que terminava a aula na escola porque senão apanhava por tomar tempo do motorista da família. o breve contato com papa-nnukwu, a pureza de ser "pagão", a conexão dele e amaka. a pintura, o enterro. nossa, que livro. daquelas histórias que marcam mesmo, que eu sei que releria um dia. que bom que é tão conhecido.
the half of it (2020)
filminho romance de netflix que você já sabe o que esperar. quando ellie e aster tão conversando na água fiquei prevendo as falas, "lonely" pra não acreditar em deus, etc. e que tosquinho a menina falando de se casar com o namorado idiota, você não tem nenhum senso de autonomia, não? imaginei ellie reagindo àquilo do jeito que falou do filme em que o cara corre atrás do trem, "morons". quais as chances de alguém ter teorias tão assertivas sobre o amor e relacionamentos? isso de alguém conquistar uma garota através da escrita ou planejamento de outra pessoa... previsível, né. essas coisas de filme adolescente em que as pessoas fazem arte juntas, criam uma coisa toda nova e inusitada, que jamais aconteceria na vida real. fiquei pensando nos produtores arquitetando isso, algo irreal mas faz parecer romântico. (elas grafitam uma parede juntas, "pincelada" por "pincelada", enquanto deixam recados sobre arte e blábláblá.) a voz da atriz que faz ellie é muito boa de ouvir, que é isso... mas também não é uma voz rara, né, dá pra imaginar um nome pra como essa voz é conhecida, até. meio rouca ou garganta raspando, madura, lésbica. e o menino apaixonado por aster, que feio, putz. enfim, filme okzinho, chorei fazendo paralelos com a minha vida medíocre. "have you ever loved someone so much you don't want them to change anything?"
black is king (2020)
no mesmo dia que lançou carol já recebeu link pra baixar em torrent e assistimos em 1080p, com legenda e tudo (loucura a pirataria). eu nem ia assistir, mas ela e analuísa ficaram enroladas esperando mariana (que no fim nem viu) e aí deu pra eu pegar tudo. analuísa disse que ficou arrepiada desde o começo, o que foi uma sensação ruim de ficar ligadona por tanto tempo... mas todo mundo ficou sem palavras. chorei algumas vezes, mas na maior parte do tempo estive com os olhos arregalados tentando não perder nenhum detalhe. sinto beyoncé como um messias, sei lá, alguém que chama e guia uma multidão. e é isso mesmo, né? as partes em que ela fala, sem cantar, umas coisas potentes e grandiosas... afrofuturismo no deserto. a filhinha junto atuando e dançando, orgulhosa do "this bloodline" na música do they'll never take my power. wow. feliz em ver isso. carol chamou a gente pra ver o lemonade qualquer dia, e topam rever black is king também; vou aproveitar as oportunidades.
the half of it (2020)
filminho romance de netflix que você já sabe o que esperar. quando ellie e aster tão conversando na água fiquei prevendo as falas, "lonely" pra não acreditar em deus, etc. e que tosquinho a menina falando de se casar com o namorado idiota, você não tem nenhum senso de autonomia, não? imaginei ellie reagindo àquilo do jeito que falou do filme em que o cara corre atrás do trem, "morons". quais as chances de alguém ter teorias tão assertivas sobre o amor e relacionamentos? isso de alguém conquistar uma garota através da escrita ou planejamento de outra pessoa... previsível, né. essas coisas de filme adolescente em que as pessoas fazem arte juntas, criam uma coisa toda nova e inusitada, que jamais aconteceria na vida real. fiquei pensando nos produtores arquitetando isso, algo irreal mas faz parecer romântico. (elas grafitam uma parede juntas, "pincelada" por "pincelada", enquanto deixam recados sobre arte e blábláblá.) a voz da atriz que faz ellie é muito boa de ouvir, que é isso... mas também não é uma voz rara, né, dá pra imaginar um nome pra como essa voz é conhecida, até. meio rouca ou garganta raspando, madura, lésbica. e o menino apaixonado por aster, que feio, putz. enfim, filme okzinho, chorei fazendo paralelos com a minha vida medíocre. "have you ever loved someone so much you don't want them to change anything?"
black is king (2020)
no mesmo dia que lançou carol já recebeu link pra baixar em torrent e assistimos em 1080p, com legenda e tudo (loucura a pirataria). eu nem ia assistir, mas ela e analuísa ficaram enroladas esperando mariana (que no fim nem viu) e aí deu pra eu pegar tudo. analuísa disse que ficou arrepiada desde o começo, o que foi uma sensação ruim de ficar ligadona por tanto tempo... mas todo mundo ficou sem palavras. chorei algumas vezes, mas na maior parte do tempo estive com os olhos arregalados tentando não perder nenhum detalhe. sinto beyoncé como um messias, sei lá, alguém que chama e guia uma multidão. e é isso mesmo, né? as partes em que ela fala, sem cantar, umas coisas potentes e grandiosas... afrofuturismo no deserto. a filhinha junto atuando e dançando, orgulhosa do "this bloodline" na música do they'll never take my power. wow. feliz em ver isso. carol chamou a gente pra ver o lemonade qualquer dia, e topam rever black is king também; vou aproveitar as oportunidades.

