terça-feira, 31 de julho de 2018

lidos/assistidos em julho

spider-man (2002)

créditos nos começo do filme. mary jane com namorado trouxa, peter tendo que correr atrás do ônibus, nada a ver. a aranha perigosa desaparece e todo mundo de boa com isso, nenhuma precaução tomada. as imagens que aparecem enquanto ele tá ganhando poderes hauhsu dna, caveiras, aranhas... osborne descontrolado exagera no teste de algo sobre força, usa a si mesmo de cobaia e vira duende verde (dupla personalidade, uma nem lembra do que acontece quando a outra assume). peter descobrindo/testando a teia no refeitório da escola e ninguém acha estranho nem nada, inclusive depois de ele lutar com o namorado de mj. apelação as fotos boas que peter tem de homem-aranha pro jornal. "com grandes poderes vem grandes responsabilidades". vai em negócio de luta livre e o cara chama ele de homem-aranha em vez de aranha humana, deixa ladrão fugir com dinheiro e ele atira no tio, que morre. quer se vingar agora e começa a fazer coisas de herói, mas osborne quer ele morto. beijo de ponta cabeça show e eu desejando ser como talita que pensava nisso como icônico. duende verde morre e nem é muito culpa de aranha. no final ele rejeita mary jane porque tem medo do que pode acontecer com ela se ficarem próximos. muito massa os dentes de mary jane. tia may me lembra um pouco tia zinha, um rosto amigável, apesar de parecer mais tranquila.

solanin 2 (inio asano)

o 2º volume conta a história de como se conheceram, como lidavam com a banda, etc. todos tristes ou chateados com a morte de taneda, meiko deprimida. ela começa a trabalhar numa floricultura... fala algo de se distrair pra não ficar pior. ela aprende a tocar guitarra pra fazer show com os meninos, canta a música chamada solanin. no final tá mudando de casa, indo pra outro bairro. interessante isso de ser bem real, ter problemas identificáveis.

the witch (2015)

tempos de idade média, família indo morar na nova inglaterra por causa de alguma opinião divergente do pai sobre religião. do lado da casa tem uma floresta, ninguém por perto, etc. primeiro some o bebê enquanto a filha mais velha tá brincando com ele, depois ela se perde do menino do meio enquanto tão na floresta e ele volta depois de um tempo, nu e perturbado. ele morre depois de uns delírios falando de jesus de uma forma bem sensual, misturando com o que a bruxa fez com ele... os pais concluem que a menina é uma bruxa, prendem ela e os filhos mais novos (gêmeos) no celeiro planejando partirem pra outro lugar na manhã seguinte. os gêmeos ficam cantando coisa de "black phillip", que seria o bode que eles têm, mas associam à satã... durante a noite aparece a bruxa no celeiro, mata as crianças, o pai morre soterrado por pedaços de madeira depois de lutar com o bode, a mãe começa a brigar com a menina e ela mata a mulher pra se proteger. tenta falar com o bode, que responde e a leva até as bruxas na floresta. se torna uma. não dá medo, fica tendo umas músicas de suspense em hora que não tá acontecendo nada... esperava mais, mas entendo que seja a história de bruxa clássica, tradicionalzona.

coda (2015)

curta sobre um cara morre e fica fugindo da morte, pede pra reviver várias coisas, fica como um bebê passando pelas coisas que viveu. bonitinho o traço, tranquilo de assistir, calminho. pra mim coda é o nome do irmão urso, mas parece que o significado tem a ver com conclusões. engraçacinho a morte sentando no banquinho e dobrando a perna bem embaixo, mesmo sendo altona.

et si on vivait tous ensemble? (2012)

primeiro filme do cinema da casa do mato. se passa na frança, cinco velhos velhos amigos se vendo sempre, dois casais e um solteiro com problema de coração. um dos homens tem alzheimer, a esposa dele tá doente terminal mas não contou pra ninguém. o outro casal tem uma casa grandona, o homem é ativista e sugere que todos vão morar juntos lá. contratam um universitário alemão pra passear com o cachorro do esquecido e ele acaba mudando o tema da tese que tá fazendo, passa a pesquisar idosos europeus e fica observando os velhos, vai morar com eles também. o cardíaco só pensa em transar, depois descobrem que ele teve um caso com as duas amigas ao mesmo tempo há 40 anos atrás. o ativista quase mata ele, a doente morre. fazem coisas que ela queria além do caixão rosa, tomam champagne no velório, saem antes que seja enterrada. acaba com o viúvo saindo pra procurar ela, gritando o nome pela rua, todo mundo fazendo igual. bonito final, bacana assistir. certo incômodo de pensar em velhice e dificuldades. lembrou bastante a coletividade da casa do mato, reuniões, engraçado.

spider-man 2 (2004)

difícil a vida de trabalho/desemprego de peter, nunca consegue visitar mary jane ou chegar a tempo de vê-la nas peças e tal. ela tá noivando um cara influente, acho que do exército ou sei lá. harry leva peter pra conhecer octavius, o cientista da oscorp que tá buscando um jeito de ter uma fonte de energia infinita. dá errado o experimento dele e os 4 tentáculos metálicos se fixam nele como se fossem novos órgãos, que acabam tendo algum controle sobre ele. harry não gosta de homem-aranha por causa do conflito entre ele e o pai e então faz algum acordo com octopus pra que ele capture homem-aranha. peter tenta se aposentar e ficar longe do heroísmo, mas né. cena do trem! muito massa isso e os cidadãos ajudando, devolvendo a máscara e apoiando ele, apesar de octopus não dar a mínima. ele leva aranha até harry pra que ele o mate e é aí que descobre que é peter. mary jane tá meio que de refém de octopus num lugar perto da água onde ele tá tentando refazer o negócio da energia. muitos gritos de doer garganta, qual a necessidade? resolve nada. acaba que homem-aranha vai deter octopus, que toma o controle dos braços mecânicos e ajuda a afundar o equipamento pra parar o processo, show. então mary jane descobre que aranha é peter e eles conversam sobre o risco que ela correria se envolvendo com ele apesar de se amarem. estranho que harry é meio que assombrado pelo pai, que o convence a ser duende verde no lugar dele... mary jane foge do casamento vestida de noiva pra ficar com peter.

spider-man 3 (2007)

abertura com créditos mostrando cenas dos filmes passados. criminoso que foge e quer ajudar a filha e ex-esposa, acaba indo pra um lugar onde tão fazendo testes ou sei lá e é transformado em areia. engraçado como não percebem que tem uma pessoa lá, nada de câmera ou monitoramento. muito desnecessário peter/aranha beijar a filha do prefeito... tudo errado no encontro com mary jane, os músicos e tal. esclarecimentos sobre o incidente da morte do tio ben, foi o cara de areia que matou sem querer (precisava de dinheiro pra filha doente). mj atuando pra terminar com peter... engraçado como peter vira emo quando o negocinho toma ele (muito bom essa cena com áudio realista). cruelzíssimo o que ele faz no bar onde mary jane tá trabalhando (perdeu o emprego de atriz), dançar com a outra esfregando na cara dela. o outro fotógrafo faz montagem pra incriminar homem-aranha, vira do mal com o negócio preto (que afinal não tem explicação nenhuma), exagerado a vontade dele de matar peter. harry morre :/ tinha ajudado homem-aranha com o cara de areia e venom, assumindo a identidade de duende verde (não se lembra do passado). o da areia é até tranquilo, só quer proteger a filha. termina com mary jane dando a mão a peter depois de cantar num restaurante.

glitch S02 (2017)

bem devagar, quase nada acontece, revelações fracas. o que não lembrava seu nome nem nada descobre que era da marinha e se chamava william, era a única pessoa que a doutora planejava ressuscitar. parece que se conhecem de épocas atrás, não explica bem isso nem como funciona o experimento, algo com células tronco e sons. o padrasto de beau mata elishia de um jeito que nunca vi, enfiando a faca devagar bem na veia do pescoço. cientista da noregard se envolve mais, usa a pesquisa de elishia pra fazer as coisas; ela me lembra tia zinha. kirstie descobre que foi estuprada, charlie descobre que se matou, paddy consegue restituir a herança dos fitzgerald pros descendentes de aborígenes e é morto por sarah. ela e o padrasto de beau são alguma coisa que voltou à vida pra cumprir o próposito de retornar os mortos, igual vic. não explica muito isso também, o padrasto fala sobre as coisas nascerem, crescerem e morrerem nessa ordem, mas nada sobre como funciona o retorno espontâneo deles com o dever de consertar os processos. o policial (james) tá sempre chegando ou saindo dos lugares, não se comunica direito no telefone, etc. kate tá com um paquera levemente suspeito. no final sarah mata o padrasto e ele mata ela. esperava mais.

frances ha (2012)

nova york, duas amigas muito amigas, engraçado como se cumprimentam e se comportam juntas. começam a se afastar depois que sophie vai morar em outro bairro, começa a namorar, vai viver no japão, fica noiva... frances muda muito de endereço, é dançarina, não parece adulta. viaja pra paris por dois dias... história sem muito o que descrever, mas nem dá vontade porque sei que vou querer reassistir sempre, não vou esquecer. diálogos e etc muito reais, misturando assuntos, comentários simples. gosto de como frances se mexe e fala, dança de um jeito muito livre, parece muito espontânea, constrange os outros um pouco mas eu acharia perfeito. é como talita nesse sentido de se comunicar bem, ter um jeito próprio que admiro, não sei. gosto quando fala do que quer de um relacionamento, concordo também, legal que é o que tem com a amiga apesar de qualquer coisa. filme em preto e branco, bonito. a atriz coescreveu, é diretora e tem a ver com um movimento de cinema que chama mumblecore, bem a cara do filme. muito bom o porquê de "frances ha" :)

x-men (2000)

não lembrava de muita coisa, mas alguns pedaços imaginava o que ia acontecer. começa com vampira quase matando o paquerinha, depois foge de casa e encontra wolverine. dente-de-sabre ataca os dois, mas tempestade, jean e scott os ajudam e levam pra escola de superdotados. pensam que magneto tá querendo wolverine, mas o interesse é em vampira... ele consegue criar um campo magnético que ativa mutações em humanos normais, e a intenção dele é transformar um bocado de gente em mutante para que "nossa luta se torne a deles" (e vampira serviria pra fazer isso com o poder de magneto, sem matar magneto). magneto destrói tudo o trem quando podia simplesmente abrir uma portinha... tem um senador querendo identificar e expor todos os mutantes; magneto provoca a mutação nele e no final ele acaba morrendo, mas magneto não sabe do erro e por isso prossegue com o plano. depois resolvem as coisas, vampira ganha uma mecha de cabelo branca e magneto fica na prisão de vidro, bonito o xadrez. mística bem legal e se mexe muito bem. interessante ver legendado e não ouvir wolverine falando como um velho. vampira chama "rogue". parece que não sabem pronunciar os nomes direito, "uolverine", "professor zeivier", "magnito" haush. quando é o próprio professor se apresentando ele diz "éxzeivier", não sei se de propósito pra ter o x. efeitos bem ruinzinhos e erros que não fazem sentido, tipo wolverine coisando as garras em si mesmo e magicamente se soltando do ferro onde magneto o prendeu, ou jean não movendo as coisas simplesmente. ela é adulta mas não consegue controlar direito os próprios poderes... mesmo assim, filme bem massa.

x-2 (2003)

não lembrava que xavier podia parar todo mundo. ataque na casa branca; ficamos tentando adivinhar o nome de noturno, sabendo que era religioso e pensando que era italiano ou espanhol, e era alemão (kurt wagner). bem bacana ele, mas lembra muito elena de teoria literária... tempestade, jean e etc vão encontrá-lo e enquanto isso a escola é invadida, os mutantes fogem, depois capturam xavier. um cientista militar que lidera isso tudo, william stryker (o mesmo que "criou" wolverine). ele tem um negócio que pinga nos mutantes e permite que sejam controlados; fez isso com noturno pra que ele atacasse o presidente e atraísse olhares ruins pra mutantes. bobby vai ver os pais e conta sobre o poder dele, apresenta wolverine como professor de arte... acaba que o pessoal se junta ao grupo de magneto pra tentar encontrar a instalação de stryker, porque mística descobriu que ele tinha construído um segundo cérebro (a máquina em que xavier consegue ver e controlar todas as pessoas do mundo) e ia usá-lo pra matar todos os mutantes. stryker usa o próprio filho, jason, pra controlar o professor criando ilusões. quando chegam lá magneto inverte o negócio pra que xavier mate todos os humanos, depois vai embora com mística e leva pyro junto. wolverine luta com a mulher das unhas de adamantium. noturno e tempestade param jason, que poderia ter feito uma ilusão melhor do que uma criancinha pra eles, e o lugar é inundado (era uma represa). jean faz questão de sair do jatinho pra segurar a água o suficiente pra que decolassem, diz adeus e se deixa no meio da represa explodida. agora o óculos de ciclope não parece um headphone enorme. efeitos melhores, bom filme também.

x-men: the last stand (2006)

é esse que começa com o menino das asas de anjo, que eu sempre lembrava quando pensava em x-men. sala especial onde projetam obstáculos e coisas pra treinar, aparece ellen page aí (ela tem poder de atravessar superfícies). o governo arrumou uma cura pra mutação, usando um mutante que inibe o poder dos outros. magneto aparece num lugar onde tem vários mutantes reunidos e tenta convencê-los a formar um exército pra impedir a cura. ciclope vai onde jean supostamente morreu e acaba sendo morto pela fênix, que é a outra personalidade dela, que antes tava reprimida. o primeiro teste da cura ia ser no cara das asas, agora crescido, porque o pai dele que lidera esse negócio. mas ele muda de ideia no último momento e sai voando, quebra o vidro do prédio e etc, pessoas fazendo "oh". mística perde os poderes entrando na frente de magneto pra protegê-lo de um tiro que tem a cura. xavier vai atrás de jean na casa dela e ela o explode depois de discutirem. magneto a recruta pra seu exército. vampira tá com ciúme do namorado de poder de gelo porque ele tá sempre com a personagem de ellen page. vai embora porque quer a cura, quer poder namorar normalmente e outras coisas. pyro (que tá do lado de magneto) gera conflito num protesto contra a cura e faz com que comecem a pensar que os mutantes são agressivos quanto a isso, faz gerar meio que uma guerra. tem um mutante nojento que solta umas estacas de madeira. mutante que pode se multiplicar atrai gente do governo fingindo que é várias pessoas. deslocamento desnecessário da ponte golden gate por magneto pra chegar no lugar que tem o menino do poder que "cura". confronto entre mutantes que termina em kitty (ellen page) fugindo com o menino e wolverine matando jean. fera enfia uns negocinho de cura em magneto e ele perde os poderes, mas consegue mexer uma peça de xadrez de metal no finalzinho. nos créditos tem xavier tomando o corpo de um cara que tava em coma. massa.

x-men origins: wolverine (2009)

james, que é wolverine criança, perde o pai assassinado e cresce garrinhas de osso. o irmão victor tem unhas de felino, um negócio meio perturbador. como são imortais ficam participando de várias guerras em vários países durante os anos. conhecem stryker, que contrata mutantes – will.i.am, chapéuzinho de caubói e teletransporte; wade, que é deadpool, habilidoso com armas; etc. o irmão gosta de matar, ficam capturando mais mutantes, mas james não. finge que tá sendo bom o que fazem mas num negócio de matar gente inocente ele percebe que não quer mais trabalhar com stryke, e foge. começa uma vida com uma mulher, trabalhando numa serralheria ou sei lá que corta lenha (tem a ver com madeira), mas victor encontra ele e finge matar a namorada. ela é mutante e faz as pessoas fazerem o que ela quer pelo toque, da galera de stryke, faz tudo porque ele tinha a irmã dela e prometia soltá-la. wolverine quer se vingar e quando chega no lugar stryke fez um deadpool mentirosão com várias coisas de vários mutantes, costurando a boca porque "falava demais". acaba que wolverine concorda em injetarem adamantium nele pra que fique mais forte e consiga matar o irmão, mas ele perde a memória com uma bala que stryke manda nele. gambit o ajuda a sair de lá porque foi o único mutante que conseguiu fugir do lugar. victor morre lutando contra wolverine. a namorada que conta história sobre o bicho wolverine apaixonado pela lua, onde ela era a lua e ele era wolverine (por isso ficou com o nome). esse ator que faz victor tem muita cara de fera.

x-men: first class (2011)

toda a galera jovem, iniciante. breve aparecimento de wolverine mandando magneto e xavier se foderem quando eles o abordam enquanto recrutam mutantes pelo mundo. mística (raven) encontra xavier (ou o contrário) quando ela invadiu a casa dele pra pegar comida, os dois ainda crianças. ele é herdeiro, muito rico, e cria ela feito irmã (ficou feliz em encontrar outro mutante, a primeira). vai atrás de fera porque precisa de uma tecnologia pra mapear mutantes (fera é cientista inteligentão), e é assim que constroem o cérebro. acham um monte de gente: irmão de ciclope (destrutor/havok), que solta uns raios de vórtice vermelhos do corpo, que fera redireciona pra um negócio no peito que ele faz; banshee, que voa gritando, ondas sonoras potentes; darwin que se adapta a qualquer ambiente... tem essa mulher vilãzona telepata que vira diamante, aliada desse cara que absorve energia e libera quando quer (sebastian shaw). ele que trabalhava num negócio nazista na polônia e achou magneto criança, matou a mãe dele pra estimular o poder através da raiva. azazel também é dessa galera, um noturno vermelho, bem diabão. fera se achava feio e mística o apoia, dizendo que é "mutant and proud" – ele tomava remédio pra não aparentar do jeito que é (os dois seriam rejeitados pela sociedade se não se alterassem em público). ela era paquera dele, mas vira paquera de magneto e passa pro outro lado concordando com as ideias de erik (não se esconder, lutar, ir de encontro aos políticos e tudo). shaw quer a terceira guerra mundial, magneto quer matar ele e todos os humanos, xavier quer a paz. moira, agente da cia infiltrada nos maus, descobre o plano de shaw de causar mais guerra, e vai atrás de xavier pra entender as coisas de mutações. xavier salva magneto numa hora que ele tá tentando se vingar de shaw, e assim se conhecem e se juntam. numa divisão da cia que tem hank (fera). no final tem uma quase guerra, uns navios, eles tentando deter os mísseis pra não declararem guerra... erik entra no submarino de shaw, pega o capacete isolante, xavier imobiliza ele e magneto mata ele com uma moedinha. xavier fica paraplégico por causa de uma bala que magneto desvia, atirada por moira nele. magneto foge com mística e umas galeras. xavier limpa a memória dela, que era paquera dele, e vai embora, criando a escola de mutantes mais tarde.

the wolverine (2013)

japão, visitando um cara que ele salvou a vida em nagazaki, agora velho e morrendo. uma vilã meio cobra, quase nenhum mutante além de wolverine e dela. ele perde o poder de cura por causa de um negócio no coração que víbora coloca. uma menina que vê como as pessoas vão morrer. luta benzinho. o cara queria era o poder de cura. faz um robô samurai de adamantium pra ficar dentro, manter ele vivo. cortou as garras de wolverine e nasceu de volta as de osso. nada a ver o romancezinho dele com a filha do cara, adotada. fraquíssimo e chato o filme, desnecessário.

x-men: days of future past (2014)

futuro. sentinelas robôs que rastreiam o gene mutante e matar a pessoa (ela tendo mutações ou não). um pessoal forte, ellen page mandando gente de volta no tempo pra conseguirem saber o que acontece e se defenderem. todos vão morrer, então faz isso com wolverine pra voltar lá atrás e não deixar mística matar trask (criador dos robôs), o que fez as pessoas aprovarem os robôs com o argumento de que mutantes são violentos. wolverine é o único que aguenta a viagem longa assim porque os outros teriam a mente comprometida. no passado xavier toma remédio pra andar, mas fica sem poder. eles chamam mercúrio, filho de magneto, pra salvar magneto da prisão. impedem mística e aparecem na tv. magneto exagerado bota um estádio de futebol ao redor do negócio dos robôs, e controla eles com algum ferro que enfiou neles. taca wolverine no mar, enrolado em um metal. mística tira ele depois, disfarçada de striker, e acaba assim misteriosamente. ele tava ainda com os ossos então pode ser daí que se deu as coisas de adamantium... confuso. dá uns pensamentos de qual seria a lógica pra isso tudo, sei lá. pode ter qualquer linha do tempo agora.

x-men: apocalypse (2016)

numa época de xavier e magneto meio velhos e jean, tempestade e tal adolescentes (outros atores), wolverine adulto. desde o egito antigo tem esse cara que pode trocar de corpo e absorver poder do outro corpo, que se acha um deus por isso (tem uns seguidores). ficou preso numa pirâmide depois de uma rebelião de mutantes lá atrás, que matou uns mutantes também. um pessoal que o adorava tá procurando essa pirâmide ou escombros enterrados pra libertá-lo e o fazem, ele acorda. moira vê. faz uma gangue com tempestade, que é da região e fã de mística. uma mulher com espada laser nas mãos, um anjo de metal (isso tudo porque o "deus" intensifica os poderes, melhora). magneto nisso também, já que sente o poder dele e vai atrás (o cara aumenta o poder dele pra poder controlar o metal da terra, do chão, doideira). quando o cara descobre xavier decide que quer o corpo e o poder dele, pra ampliar a si mesmo absurdamente. striker com algo do governo explode a escola de xavier, mércurio salva todo mundo numa rapidez bem massa com música e tudo, mas o irmão de ciclope é esquecido e morre. no fim ele não tem coragem de falar pra magneto que é seu filho, mas conta pra mística. wolverine foge da base de striker quando jean e uma galera que tinha sido capturada é resgatada pelos que ficaram livres; só aparece meio pelado indo embora. jean mata o deus com ajuda de todo mundo, que luta junto também (até tempestade, seguindo mística).

deadpool (2016)

fica falando com quem assiste, quebra da "forth wall", comenta erros de wolverine (filme) sobre ele mesmo. sempre tentando fazer piada. namora uma mulher, se dão muito bem, competindo pra ver quem é mais sofrido. precisam se separar porque ele descobriu que tava com câncer, não queria fazer ela sofrer, mais miseravice. virou deadpool porque fizeram experimento nele, ver se se cura, mas botam muito stress e dor pra ativar a mutação. ele explode um negócio em que o botaram pra ficar sem oxigênio e consegue fugir, mas fica deformado com as queimaduras. tem poder de se regenerar mas isso não cura. cena da mãozinha ridícula, muito engraçado. vive com uma senhora cega. o cara que fez os experimentos nele é um bonitão que não sente nada, dor nem sentimentos. wade (deadpool) tá atrás dele porque quer que ele reconstitua o rosto, o filme todo é isso, mas se passa em pouco tempo, dias. os x-men tão atrás de wade porque ele tá destruindo a cidade enquanto faz isso, querem recrutá-lo, mas ele não quer. o bonitão rapta a namorada dele e ele vai atrás dos x-men, só tem dois na mansão (negasonic, que é uma menina careca que faz algo de explosão, e colossus, um fortão de metal). eles o ajudam, tem que lutar contra um pessoal do outro cara, uma mulher fortona. no final a namorada beija ele mesmo ele sendo feio, tudo certo. wade tem uns gritinhos, umas coisas assim de graça.

logan (2017)

xavier velho gagá, sem muito controle dos poderes, tendo que ficar isolado pra não machucar gente. um albino (caliban, que é um rastreador que apareceu em apocalypse e não pode tomar sol) e wolverine cuidando dele. wolverine ficando velho também, meio pra morrer, algo de doença talvez, os poderes já não muito eficientes. algo aconteceu pra isso, os mutantes morreram/sumiram, um futuro que não explicam. xavier deve ter errado algo que matou muitos. existem quadrinhos de x-men no filme. tem cientistas fazendo crianças mutantes pra serem armas, descobrem como fazer mutantes sem consciência própria (tipo o deadpool de wolverine origins) e resolvem se livrar delas. umas fogem com ajuda de uma enfermeira e tal, ela leva uma menininha pra wolverine. é a filha dele, logan – não filha filha, mas feita usando o dna mutante dele, então ela tem os mesmos poderes (garrinhas de adamantium nas mãos e nos pés). usam caliban pra achar wolverine, depois ele se mata. encontro de wolverine com o outro wolverine, o que fizeram sem consciência própria; ele mata as pessoas que ajudaram wolverine, logan e xavier, além de matar xavier também. vão pra um lugar que sabem pelos quadrinhos, onde tão com as crianças que sobreviveram daquilo de mutações. um monte de gente atrás deles, bad wolverine, lutas e wolverine morre enfiado num tronco depois de usar um negócio que deixa mais forte. logan mata o bad wolverine com uma bala de adamantium que wolverine tava guardando pra se matar quando chegasse a hora.

bidu: caminhos (eduardo damasceno & luís felipe garrocho)

historinha pra como bidu se tornou amigo de franjinha. outros personagens caninos, como bugu e algum outro que não sei nome. chuva e enchente, canil, bidu cruel e depois arrependido, ajuda brutus. bonitinho o desenho e bacana como os autores fizeram pras "falas" dos cachorros. foi o livro dessa coleção que dei pra karina (li com talita, emprestado de alan).

segunda-feira, 25 de junho de 2018

lidos/assistidos em junho

je ne suis pas un homme facile (2018)
cara machistão toma uma batida forte na cabeça e acorda num mundo matriarcal, onde as mulheres tão mais presentes no mercado de trabalho, têm mais poder no geral, assediam homens e etc. forçam sexo oral, fazem xixi em pé, não se depilam e os homens que se preocupam com isso e aparência, unhas (depois o cara deixa um risquinho de pelo no peito que nem um tipo de depilação íntima feminina, nojentinho). ele vai aprendendo umas coisas sentindo na pele o que mulheres vivem; tenta conquistar umazona lá. tem uma passeata de uns caras vestindo seios de mulher e exigindo que possam mostrar os mamilos... muita abertura pra pensar sobre isso e como seriam as coisas todas ao contrário. absurdo de ver como o mundo é pra gente, um pouco desesperador o nível de opressão e a onipresença disso nas coisas.

dirk gently's holistic detective agency S01 (2016)
umas coisas muito guia do mochileiro das galáxias mesmo – um militar fortão e idiota, dois policiais meio bestas, um grupo de gente destruidora de coisas que se alimenta de medo e angústia (legal eles)... tem viagem no tempo e troca de alma, um cara que fala chiado de um jeito bizarro, uma doença que faz ter alucinações, algo envolvendo pessoas com sensibilidade acima do normal e tal (no sentido de holismo, ver tudo conectado). muito boa a personagem bart, mata todo mundo menos ken, que é massa também. engraçadinho mas nada incrível que dê vontade de ficar falando igual uma galera faz. não entendi bem a coisa de dirk saber tudo (contar pra si mesmo) desde o começo.

fun home - a family tragicomic (alison bechdel)
hq de uma autora lésbica famosa sobre a infância, juventude e etc numa família disfuncional. o pai era gay e meio pedófilo, morreu atropelado de um jeito um pouco suicidioso. fun home é por causa da funerária que tinham (moravam nela), o pai preparava os corpos e muitas vezes os filhos pequenos viam. a casa era cheia de coisas, como um museu, e o pai adorava restaurar tudo. ela reclama da dificuldade de limpar uns móveis. o livro todo é ela analisando a vida do pai, seu relacionamento com ele, relacionando com mil coisas literárias (difícil de acompanhar as referências) e pesadas. ela teve toc quando pequena, muito angustiante; fala sobre masturbação e menstruação, se descobrir lésbica, desenhar. muitas idas e vindas no tempo; legal o traço dos corpos. li com talita e tinha muitas palavras desconhecidas.

un cuento chino (2011)
filme argentino com aquele ator de xxy e relatos salvajes (inclusive a parte de tudo dar errado lembra bastante esse último). um chinês com sua noiva numa canoa, ia dar aliança pra ela mas cai uma vaca do céu e a mata. ele vai para a argentina em busca de um tio (porque, aparentemente, não tem mais família nenhuma) mas não sabe nada de espanhol nem onde encontrá-lo. um cara dono de uma loja de ferragens, bastante mau-humorado e colecionador de notícias de jornal bizarras, o encontra e não consegue não ajudá-lo. vão na embaixada chinesa, no bairro chinês, o cara coloca ele pra "trabalhar", a irmã de um vizinho passeia com ele... interessante o contraste entre o cara, que acha que nada faz sentido, e o chinês, que vê sentido em tudo. engraçado e surpreendente, história simples mas muito massa. baseado em história real isso da vaca caindo do céu – foi um grupo de criminosos que fugia transportando vacas num avião e o negócio abriu.

joven y alocada (2012)
filme chileno sobre uma menina de 17 anos que tem um blog pra escrever sobre as aventuras sexuais que vive. a família é religiosíssima e ela é meio viciada em sexo. bacana os pedaços de texto e a fonte (aquela de máquina de escrever), os comentários das postagens com imagem das pessoas escrevendo ("barbage, a tigresa do ocidente"), as cores e pedaços monocromáticos. inesperado os flashes de pornografia e desagradável o monte de pinto que aparece. a menina faz umas expressões massa, tem cara de tranquilidade mas é sutil a safadeza. é expulsa do colégio e vai trabalhar numa emissora (tudo evangélico), onde começa a namorar um cara – demora um pouco mas consegue convencê-lo a transar com ela, e se envolve também com uma lésbica que trabalha lá (mas não é evangélica). tem uma tia religiosa também mas menos mal, talita comentou de (quase) todo mundo ter uma tia assim legal.

the truman show (1998)
truman burbank é a primeira pessoa a ser adotada por uma emissora de televisão. construíram um estúdio enorme, uma cidade numa ilha dentro de hollywood, pra funcionar ao redor dele e ser transmitido 24h por dia – truman sendo a estrela de algo que acredita ser real, mas é tudo planejado e encenado. teve uma figurante por quem ele se interessou, mas levaram ela embora porque começou a contar que tudo era mentira. mais tarde ele fica lembrando disso, querendo ir pra fiji (pra onde o "pai" da mulher disse que iriam se mudar). com uns 30 anos começa a se questionar depois de ver seu pai como mendigo na rua, sendo que tinha morrido numa tempestade ao cair do barco em que estavam (estratégia pra deixar truman com medo de água e incapaz de sair da cidade). truman vai percebendo que ninguém faz nada ruim com ele, que relevam qualquer atitude imprevista, que coisas acontecem em padrões, e tenta fugir das câmeras e dar um jeito de ir embora. pega um barco, quase o matam com ondas e vento, mas ele continua e bate numa parede no fim do cenário. achei que poderia ter mais coisa depois que ele sai. as coisas da cidade eram bem malfeitas também, fácil de perceber erro. interessante, acredito que já tinha visto pedaços mas não lembrava.

dirk gently's holistic detective agency S02 (2017)
todd agora com pararibulitis, mas aparecem pouquíssimos ataques. me pareceu ter mais sentido as explicações e etc dessa temporada, apesar de bem bizarro. contos de fada/sonho, amor proibido de casal gay por serem de famílias inimigas, gente de cabelo rosa, tesouras como espadas (maior representatividade lésbica sem lésbicas que já vi). cidade de nome bergsberg, policial informado sobre coisas holísticas e pedindo ajuda a todd/farah/dirk em vez de mantê-los presos, ajudante engraçada viciada em drogas comendo o tempo inteiro. bart não matando muita gente, saindo e voltando da cela quando quer, faz amizade com panto trost. dirk diversas vezes desistindo e se lamentando de estragar a vida dos outros. mulher de nariz arrebitado encontra varinha mágica e vira má só pra atrapalhar tudo, sem sentido mesmo. ken começa a ajudar o cara besta da black wing e fica todo chato, atira em dirk, nada a ver. personagens melhores que os da primeira temporada também, gostei mais dessa.

solanin 1 (inio asano)
meiko e taneda são um casal que mora em tóquio, cada um vindo de um lado do japão. ele é freelancer numa agência de design e ela trabalha num escritório, mas decide se demitir. taneda tem uma banda com amigos, gravam um cd demo pra mandar pra gravadoras e tentar alguma coisa, mas sem muito sucesso. pensam nas possibilidades, ele comenta sobre voltar pro interior, se questionam sobre onde gostam ou gostariam de viver. sentimentos de insatisfação e falta de sentido, ter um dinheiro que dá pra ficar sem emprego por um tempo, coisas que tenho pensado com talita. interessante o monte de coincidências entre a vida e essas histórias que peguei pra ler enquanto tem greve. acaba com taneda se acidentando com a moto dele.

slumdog millionaire (2008)
já assisti algumas vezes, acho um filme massa. dois irmãos que ficam órfãos, vivem por aí vendendo coisas e roubando comida, acham a menina latika e o cara ruim que usava crianças aleijadas pra pedir esmola na rua, etc. quando chegam no taj mahal percebem que explorar turista é muito lucrativo. salim (o irmão mais velho) sempre atrapalhava tudo e depois vira criminoso, latika é praticamente propriedade do chefão da cidade, jamal tenta encontrá-la a todo custo. muitos problemas, muita pobreza, muita dificuldade. se jogando no cocô pra poder ver o ator famoso no começo, nojentão mas pelo menos abriram caminho pra ele passar. sem explicação a visão do deus hindu, mas tem a questão de hinduístas perseguirem muçulmanos (a mãe deles era muçulmana, os nomes deles são árabes). jamal era menino do chá na empresa de telemarketing, conhecia várias coisas e vai no programa "who wants to be a millionaire" porque sabia que latika estaria assistindo. tinha as respostas pra quase tudo baseado nas coisas que viveu. o apresentador dá dica errada porque queria eliminá-lo mas jamal não segue, depois o prendem por achar que tá trapaceando, não entendem como um menino da favela pode ir tão longe. agonia da ligação pro celular do irmão, latika percebendo que deixou no carro, correndo e quase não dá pra atender. só pra falar que também não lembra o nome do terceiro mosqueteiro. muito bom a dança no final.

man on the moon (1999)
sobre um cara chamado andy kaufman, humorista que não se dizia humorista, interpretado por jim carrey. não dá pra saber quando ele tá atuando e quando não tá (se é que existe algum momento que não tá), faz as coisas mais pra entreter a si mesmo do que aos outros. começo interessante, ele anunciando que era o final, passa créditos, coloca musiquinha pra tocar. um personagem machistão, fazia luta livre contra mulheres, sempre aparecia algum ator que ele tinha contratado pra participar da coisa. tem courtney love no papel da namorada de andy, não sabia que tinha atuado. no final ele supostamente morre de um câncer raro no pulmão, mas tem coisa recente dizendo que era plano dele fazer esse número por 30 anos.

glitch S02 (2015)
se passa na austrália, diferente. sete pessoas saem dos próprios túmulos numa noite, todas vivas e saudáveis. algo relacionado a uma indústria farmacêutica, mas nada foi aprofundado ainda. só dois policiais na cidade, me lembrou bergsberg em dirk gently's. o que vai ver o que tá acontecendo era marido de uma das mulheres que retornam, tinha morrido há dois anos, o cara já tem outra esposa (era a melhor amiga da mulher) que tá explodindo de grávida. ele e uma doutora que tem uma clínica ficam escondendo o pessoal, dizendo que se outros os acharem vão abri-los pra fazer experiências e sei lá mais o quê, a descoberta mais importante da ciência e tal. as pessoas são de épocas diferentes – um foi o primeiro prefeito da cidade, outro esteve na primeira guerra mundial, uma foi morta nos anos 80, etc. ninguém toma banho direito, umas orelhas sujas de terra o tempo todo. um policial de outro distrito se acidenta e em seguida começa a ir atrás dos mortos, parece um zumbi, como se outra coisa tivesse assumido o corpo dele. devagar vão lembrando como morreram, não sei porque não pesquisam logo pelo nome no histórico policial ou sei lá pra verem direito. termina com o outro policial sabendo que a doutora tinha morrido há quatro anos. aparentemente a farmacêutica trabalha pra ela também.

chuva de letras (luis alberto brandão)
livro grosso mas rapidinho de ler porque a cada 2 páginas tem 4 linhas de texto, no máximo. sobre esse garoto chamado nelson, mora na favela, vê letrinhas aparecendo na tv em noites de chuvisco. anagrama do nome formando lonnes, coisa de solidão, loneliness. mensagens de seu próprio futuro, uma vida melhor, etc. okzinho, bacana as barras sendo chuva, percebi o anagrama de primeiro.

quinta-feira, 31 de maio de 2018

lidos/assistidos em maio

things fall apart (chinua achebe)
livro desse autor nigeriano importante, teórico literário e tal. conta sobre uma aldeia igbo, foco em um cara chamado okonkwo. seu pai não gostava de trabalhar, morreu de doença, pesava sobre ele como um lembrete do que ele era no fundo. okonkwo fica responsável por um jovem de outra aldeia que recebem pra compensar a morte de uma moça, mas mais pra frente o mata. bate nas esposas e nos filhos, é raivoso, etc. mata alguém sem querer com uma flecha, acho, e se exila por alguns anos na aldeia de onde sua mãe viera. chegam os brancos com a religião cristã e mais coisas passam a despedaçar. é bem sobre isso, sobre coisas que já estavam desmoronando serem intensificadas com a colonização ocidental. no final ele se suicida e termina de um jeito chocante, o branco refletindo que daria um bom trecho pro livro sobre aquela região, aquela conquista. achei um pouco maçante o desenvolvimento do livro, mas o contexto todo é bem pesado. mais que uma resposta aos cânones, tem a ver com devolver a história a um lugar que não teve direito a ela.

beginners (2010)
tem o cara de perfect sense. o pai dele se assume gay com uns 70 anos, depois da mãe morrer. depois de pouco tempo descobre que tá com câncer e morre. o cara trabalha como ilustrador, tá meio deprimido, cuida do cachorro do pai (que não consegue ficar sozinho). conhece uma mulher numa festa à fantasia que os amigos o levam, ela é atriz e não fica muito em nenhuma cidade. os dois têm costume de deixar pessoas e por isso são "iniciantes" na coisa do relacionamento. legal as partes com imagens e ele narrando algo como "these are the stars in 1970. this is the president. this is the couples", etc.

frank (2014)
banda de gente doida, o principal sendo um cara que usa o tempo todo uma cabeça de sei lá o quê. um tecladista entra no grupo e acaba manipulando as coisas do jeito que acha que vai dar certo, com youtube e internet, mas só estraga tudo. no fim consegue reuni-los de volta, o cara já sem a cabeçona que usava (porque foi atropelado e ela quebrou). baseado em coisa real, um tal de chris sievey que tinha esse personagem chamado frank sidebottom, cabeça parecida com a do filme e tal. mudava a personalidade e tudo. filme sem muita graça, levemente interessante.

léon (1994)
assassino profissional que acaba tendo que cuidar de uma menina cuja família era vizinha dele, mas foi morta por policiais corruptos envolvidos com tráfico de drogas. ela vira sua aprendiz, finge que é sua filha ou amante, etc. ele se afeiçoa à menina, diz que todo o dinheiro que fez com seu trabalho vai ficar pra ela, percebe que sua vida não tinha sentido antes. finalmente vendo a referência de "this is from mathilda". legal.

out of africa (1985)
dinamarquesa se casa com um amigo pra poder ser baronesa e ter uma fazenda na áfrica (no quênia). plantam café apesar de não ser terra pra isso, ela faz o que quer com os "nativos dela", etc. se apaixona por um explorador e tal. filme longo demais, nenhuma novidade sobre a visão imperialista.

guerra e spray (banksy)
fernanda disse que tinha dois livros em casa e me deu um deles. artes de banksy que é difícil de não ler/falar bansky, uns textos, legal. humor ácido e grafite massa.

preconceito linguístico (marcos bagno)
livro pra tratar sobre isso, questões de ensino, etc. fiz uma resenha pra aula de introdução aos estudos da linguagem, então nem vou me aprofundar aqui.

chappie (2015)
filme de robô com yolandi visser e ninja, dev patel e hugh jackman. engenheiro criador de androides que substituem policiais na áfrica do sul aperfeiçoa as coisas pra fazer um robô capaz de ter emoções e etc igual a seres humanos. criminosos (die antwoord) sequestram o cara e ficam com o robô, yolandi põe nome de chappie, trata ele como filho. umas perseguições entre criminosos, depois um outro engenheiro querendo acabar com as coisas do primeiro pra poder ganhar espaço na empresa com seu projeto maior e mais violento. chappie precisa de outro corpo porque a bateria dele já tava no fim e não dava pra trocar, descobre um jeito de transmitir consciência e faz isso com o criador também, de uma forma inexplicável e do nada. bem bestinha.

frango com ameixas (marjane satrapi)
história de como o tio-avô da autora morreu. era músico mas a esposa quebrou o instrumento dele, não encontrou nenhum tão bom quanto o que tinha, observou que era infeliz e decidiu morrer – levou 8 dias pra falecer. frango com ameixas era a comida preferida dele. interessante o que acontece, as questões, o anjo da morte que aparece, etc. fala de quando a mãe dele morreu, que antes tinha ficado acamada e pediu a ele que parasse de pedir a deus que ela não morresse porque era a única coisa que a impedia disso. triste e me fez pensar em coisas que ouvi dizerem.

segunda-feira, 30 de abril de 2018

lidos/assistidos em abril

the lovely bones (2009)
já tinha visto mas não lembrava de tudo. saoirse ronan é muito perfeitinha, chega a ser estranho. decepcionada com o final que o assassino levou, podia ter sofrido bem mais, nem preso foi. e a menina prefere beijar o garoto que fazer algo contra o cara...? sei lá esse negócio de perdão, viu. mas ok, interessante até. bem irreal as cenas do "céu" e tudo mas não me incomodou, esperava isso mesmo. agoniazinha da situação toda.

otherlife (2017)
droga de pingar no olho que dá experiência de muito tempo em pouco tempo e claro que vira black mirror numa hora. um cara usa uma amostra sem teste e se estrebucha todo, a mulher responsável é "condenada" a viver um ano dentro da coisa. passa o tempo mas recomeça, e aí ela percebe que tá num lugar real isolada. não entendi quando troca de um pra outro. perseguição pra recuperar um negócio que a mulher fez pro irmão que tá em coma; no final ele só queria morrer em paz. me identifico. achei meio filme de larissa.

apocalypse now redux (1979)
explosões e mortes e absurdos. this is the end, my only friend. coronel-tenente ou sei lá doido que pensa em surfar durante batalha e gosta do cheiro de napalm pela manhã, gente se drogando pra suportar, cara enlouquecido no meio de nativos. o coração das trevas só que vietnã. review/comentários relevantes aqui e aqui. nem vou falar muito sobre porque estudar isso em TL e fazer resenha dessas coisas já fez dar o que tinha que dar.

o coração das trevas (joseph conrad)
rt a última frase. resenha aqui.

kimi no na wa (2016)
troca de corpo e incongruência no tempo inesperada. me perguntei mesmo porque não ligaram um pro outro antes, mas entendi. só fica estranho como não perceberam as datas na escola ou nos celulares, sei lá. será que aconteceu de verdade uma queda de meteorito em algum lugar e destruiu gente? não imaginava que faziam um tipo de sakê mastigando e cuspindo o negocinho. só em filme essa coisa de jovens explodindo o lugar que distribui energia e repassando comunicado em postes alto-falantes (ou, pelo menos, difícil de imaginar possibilidade). legal sobre a hora dourada/mágica. emocionei que ele escreveu "te amo" em vez do nome; talita disse que faria muito e eu provavelmente também. já tava angustiada deles não se falarem no final, porque pareceu aquele outro filme japonês que vi. reconheci o intérprete da música tema mas não lembro onde ouvi radwimps antes, talvez trilha sonora de anime mesmo.

la battaglia di algeri (1966)
sobre a guerra de independência da argélia. batalha de alger, a capital, várias estratégias dos "rebeldes", questão da mídia, segregação e outros assuntos. bacana o filme, diretor comunista e tal. li ensaio de edward said sobre ele. parece que um personagem é interpretado pela pessoa real que participou das coisas. resenha aqui.

l'avenir (2016)
chato. professora de filosofia com mãe deprimida que uma hora morre. o marido tem amante e decide ir embora. ela fica com a gata da mãe, visita fazenda onde ex-aluno mora, a gata se aventura pelo mato. o neto nasce e a filha chora.

meursault, contra-investigação (kamel daoud)
livro pra dar identidade e história ao árabe morto por meursault em o estrangeiro. o irmão mais novo vai contando, questionando, provocando. fala da guerra de independência da argélia, de ter matado um francês, da maneira como foi afetado por tudo. interessante e bacana que existe, mas não achei aquelas coisas. li o contraponto antes como sugestão de elena, pra não ir com a ideia de que uma obra depende da outra. umas falas boas.

Anotaste bem? O meu irmão chamava-se Moussa. Tinha um nome. Mas permanecerá o árabe, e para sempre. O último da lista, excluído do inventário do teu Robinson. Estranho, não? Desde há séculos, o colono aumenta a sua fortuna dando nomes àquilo de que se apropria e retirando-os ao que o incomoda.
(...) O último dia da vida de um homem não existe. Fora dos livros que narram, nenhuma salvação, apenas bolas de sabão que rebentam. É o que melhor prova a nossa condição absurda, caro amigo: ninguém tem direito a um último dia, somente a uma interrupção acidental da vida.
(...) Mas não, ele não o nomeou, porque, desse modo, o meu irmão teria colocado um problema de consciência ao assassino: não se mata facilmente um homem quando ele tem um nome.
(...) Para mim, a religião é um transporte coletivo que não utilizo. Gosto de me aproximar desse Deus, se for preciso a pé, mas não em viagem organizada. Detesto as sextas-feiras, creio que desde a Independência. Serei crente? Resolvi a questão do céu através de uma evidência: entre todos aqueles que se entretêm a falar sobre a minha condição – grupos de anjos, de deuses, de diabos ou de livros –, soube, muito jovem, que eu era o único a conhecer a dor, a obrigação da morte, do trabalho e da doença. Sou o único a pagar as facturas de eletricidade e a ser comido pelos vermes no fim. Portanto, rua! Para começar, detesto as religiões e a submissão. Ocorre a alguém correr atrás de um pai que quase nunca pôs o pé na terra e que nunca teve de conhecer a fome ou o esforço para ganhar a vida?

o estrangeiro (albert camus)
já sabia tanto sobre a história que não foi nada inesperado. matou por causa do sol e do sal, foi julgado pela insensibilidade no velório da mãe, ninguém se importou com o árabe. gente em TL dizendo que tem a ver com existencialismo, angústia do ser, nada faz sentido e não importa quem seja; várias coisas a serem analisadas sob a ótica da experiência imperial francesa. vou estudar mais disso então nem vou comentar muito, mas dá certo incômodo de ler, toda hora falando de coisa física e o protagonista indiferente a tudo. talvez proposital. irônico ter que fazer essa leitura bem quando me sinto angustiada em existir.

sábado, 31 de março de 2018

lidos/assistidos em março

vendo vozes (oliver sacks)
tava na lista de quero ler e surpreendentemente foi uma das primeiras leituras solicitadas na faculdade. é sobre surdez, mas vai bem além disso – língua, linguagem, pensamento, aprendizagem, cultura surda, ativismo… muito massa e interessante, aprendi bastante. várias coisas que eu nunca tinha considerado, eventos incríveis através da história, coisas péssimas cuja influência persiste até hoje. lá vai resumão: os surdos receberam maior atenção pela primeira vez no século 18, com um abade francês que se preocupava com a questão de não serem capazes de se confessar nem de ouvir a palavra de deus. ele percebeu que se comunicavam por sinais e se dedicou a ensinar a gramática francesa a essas pessoas, pensando que faltava algo em sua linguagem (o que não era bem verdade), no que chamou de “sinais metódicos”. até então, esses surdos viviam como marginais, pobres andarilhos, cujos direitos humanos fundamentais eram negados; trinta anos depois já existiam 21 escolas para surdos na europa, com muitos alunos se tornando filósofos e educadores. tem aí uma perspectiva iluminista de universalidade, levar o conhecimento para todos e tal. já no século 19, um surdo que havia sido aluno de uma dessas escolas foi para os estados unidos e co-fundou o american asylum for the deaf, que mais tarde se tornaria a primeira instituição de ensino superior para surdos no país, a gallaudet university. a língua de sinais americana derivou-se da francesa, portanto (acho que o mesmo aqui, na verdade, porque quem sugeriu a criação de uma escola para surdos no brasil foi um ex-aluno dos métodos do abade também). lá pra 1870 surge a figura de alexander graham bell, que desfaz o trabalho de um século em poucas décadas – inventor do telefone, popularizou o ensino oralista nos estados unidos e influenciou a decisão tomada em 1880 num congresso de educadores de surdos: abolir o uso da língua de sinais nas escolas. fala-se bastante sobre como o ensino oral significa deterioração no aproveitamento educacional e na instrução de surdos, não só pelo tempo enorme gasto ensinando crianças a falar mas também pela menor exposição ao aprendizado “incidental” que ocorre fora da escola. imensamente importante que crianças surdas tenham língua de sinais como primeira aquisição, já que é sua língua natural – bebês são capazes de fazer o sinal pra “leite” com 4 meses de idade… terríveis consequências quando existe privação de linguagem – (...) ser deficiente na linguagem, para um ser humano, é uma das calamidades mais terríveis, porque é apenas por meio da língua que entramos plenamente em nosso estado e cultura humanos, que nos comunicamos livremente com nossos semelhantes, adquirimos e compartilhamos informações. Se não pudermos fazer isso, ficaremos incapacitados e isolados, de um modo bizarro. (...) E, de fato, podemos ser tão pouco capazes de realizar nossas capacidades intelectuais que pareceremos deficientes mentais. não só isso, mas a língua atua como intermediadora do pensamento abstrato – Falamos não apenas para dizer a outras pessoas o que pensamos, mas para dizer a nós mesmos o que pensamos. A fala é uma parte do pensamento. muitos casos de surdos que levam décadas até receberem abordagens adequadas e adquirirem consciência de seus próprios pensamentos, do conceito de passado e futuro, várias coisas absurdas – a língua transforma a experiência. a influência do fator emocional nessa aprendizagem, a necessidade de transação com outra pessoa para desenvolver linguagem, a existência fantástica de comunidades bilíngues inclusivas, a visão de mundo totalmente diferente que línguas de sinais possibilitam a quem as utiliza, o embate entre deficiência e cultura… só nos anos 60 a língua de sinais foi reconhecida como língua de verdade, estudada por um linguista – o que possibilitou um resgate, mas que tem se dado a passos lentos; tem muitos fonoaudiólogos que proíbem surdos de gesticular, pais que não admitem que os filhos não pertençam a seu mundo, gente que discrimina… tantas questões. muito o que pensar!

uma era de ouro (tahmima anam)
história que se passa durante o período da guerra de independência de bangladesh, que antes era paquistão oriental e eu não sabia (pensava até que bangladesh era cidade indiana). no caso, o paquistão ocidental ocupa o país por 9 meses tentando unificar, apesar de cada um estar de um lado da índia. única parte interessante é isso, na real… narração arrastada, romance desnecessário, protagonista sem graça. umas reações incomuns às coisas, sem tentar agradar – talvez isso seja inovador, mas nada que me tenha feito gostar mais da leitura. ela é viúva, os filhos vão morar com o tio porque não tinha como cuidar deles, ela rouba uma joia de um velho pretendente e constrói uma casa pra alugar, recupera as crianças. os filhos são estudantes, comunistas, apoiam a independência de bangla. tem a questão das línguas, urdu e bengali… os que invadiram o país massacrando tinham preconceito com hindus também. ruinzão as torturas de guerra e tudo o mais, acampamentos de refugiados, cidades abarrotadas de gente, agoniante. nojentinho o breve relacionamento; no final o cara se entrega fingindo ser o filho procurado dela, já que sabia que ela faria qualquer coisa pra não perder os filhos de novo.


Quando me ordenais que cante, meu coraçãoparece se romper de orgulho.Olho vosso rosto e sinto nos lábioso sabor molhado das minhas lágrimas.Minha adoração abre suas asascomo um pássaro alegre a voar sobre os mares.Somente assim, minha voz, é que a vós me entrego.Ébrio da alegria sublime de cantar,esqueço-me a mim mesmo e vos chamo de amante,a vós, que sois senhora de mim.Vós me fizeste parte do que é eterno, porque assim o quiseste.

Ela se lembrou de um verso de Ghalib. Zindagi yun bhi guzar hi jaati. A vida teria seguido seu curso previsível, teria continuado como sempre, não fosse o amor. Tudo nela agora estava diferente.


byōsoku go senchimētoru (2007)
primeiro filme do netflix que baixei pra  ver e que merda, escolhi justamente o que falava de relacionamento à distância e era triste. a chain of short stories about their distance – no primeiro conta como esse casal de amigos se conheceu na escola, crianças, e antes de começar o ensino médio a menina se muda da cidade. trocam cartas e uma hora o menino vai de trem visitá-la, atrasa um monte por causa do clima de neve, senti a angústia junto. fiquei pensando se no japão deixam de verdade adolescentes irem sozinhos buscar amigos nas estações ou ficarem andando na rua deserta tarde da noite. passam poucas horas juntos mas rola romance e começam a namorar. o segundo é quando o menino se muda também, tem uma garota nova que se apaixona por ele; nada acontece, ela percebe que ele tá sempre olhando pra “coisas longínquas”, não pra ela. tão escolhendo carreira (estranho esse processo no japão) e essa menina não quer nada, mas aprende indiretamente com ele a ir fazendo o que der. numa hora diz algo como “você é tão gentil comigo que me dá vontade de chorar”; parece que filmes japoneses tem o costume de dizer umas coisas assim, sei lá, mais reais (pra mim, pelo menos). na última parte já cresceram, ele tá trabalhando muito e o relacionamento já não existe. quer dizer, sei nem se o que ele se refere de ter durado três anos é com a menina do começo ou outra pessoa, porque não reconheci o nome e os detalhes da aparência que mostram. a do começo parece que vai se casar… o cara tá triste e se demite, percebe que a vida não tá fazendo sentido; não por causa do término, mas só isso mesmo. claro que chorei. não entendo por que falam os nomes diferente do que aparece na legenda. e supostamente cinco centímetros por segundo é a velocidade que leva pras pétalas de cerejeira caírem no chão.

suffragette (2015)
filme sobre o movimento da classe operária feminina britânica que lutou pelo voto pras mulheres. absurdo a repressão e o tempo que levou, pior ainda pensar que tem muita coisa pra mudar no mundo ainda. merda o cara dando o garotinho pra adoção porque supostamente não podia ser pai e mãe dele sozinho, sendo que tem tanta mulher que faz isso... não deve ser real essa parte da maud watts mas bem capaz de ter acontecido, triste pensar. me pergunto se seria capaz de fazer greve de fome, se participaria de ativismos assim em outras épocas. bem merda também que acaba sendo uma conquista de uma pequena parcela das mulheres; tem nem personagem negra, por exemplo. apesar disso é massa pensar o que significou, o que temos hoje e devemos às sufragistas. chorei em vários pontos porque sou besta e qualquer coisinha relacionada a minorias me abala forte.

coraline (2009)
não lembrava se já tinha assistido isso antes e muito capaz que sim, porque é reconhecível muita coisa. bizarrinho, negócio meio pesadeloso, mas ok. coraline chata, irritante como fala e age… me incomodava quando começava a comer alguma coisa e largava um monte. o nome é como inverter as primeiras vogais de caroline mesmo, né? só penso em cora coralina, mas nem sei se é nome real ou inventado.

equals (2015)
achei ruim, mas pelo menos tem kristen. engraçado ela fazer filme de futuro fictício onde humanos não têm emoção, considerando o que falam da falta de expressão dela (na real eu gosto das caras que ela faz). parece tão lésbica, podia muito bem ser casal homossexual os protagonistas. acho besta a cara daquele ator, não sei, talvez por lembrar do filme lá que ele é zumbi... e bem nada a ver e esquisito de pensar essa realidade, mas falando assim pareço meu pai que despreza todo filme que tem coisa impossível. pensei que seria um romeu e julieta distópico, com suicídio e tudo, desperdício aí. em vários momentos quis mandar gente ir se f*der. como ninguém percebeu que de noite ela ia pro apartamento dele? e queria saber de onde vinha as comidas, pra quem ficava esse trabalho. doido pensar na tensão sexual e ninguém tendo ideia de como funciona isso. bem desumanizador esse negócio de não ter sentimentos, né.

13th (2016)
documentário sobre o encarceramento em massa nos estados unidos desde os anos 70 e sua ligação histórica com a escravidão e a exclusão da comunidade negra. 2 milhões de detentos nos eua, 25% da população carcerária do mundo inteiro – como pode? não imaginava que existia uma emenda na lei americana que coloca prisioneiros no nível de escravos, nem que sentenças são determinadas previamente e que quase não tem julgamentos; absurdo demais. isso de prenderem ex-escravos por qualquer coisinha após a abolição, segregação racial, crack, guerra às drogas, stand your ground, 3 strikes, campanhas políticas, policiais assassinos, véi! tanta coisa colocando negros como o alvo, genocídio mesmo, além de outras poc e imigrantes. muita merda no mundo, angústia no peito e lágrimas nos olhos. muita coisa pra ser arrumada. mostra o black lives matter, pelo menos uma esperançazinha no final.

the black panthers: vanguard of the revolution (2015)
documentário que conta a história de um dos movimentos mais relevantes do século 20, os panteras negras. vi logo em seguida desse último então algumas coisas já sabia, certas figuras que são estatística dessa política criminal horrível… na verdade esses dois filmes passaram em sessões de cinema no iel, mas eu não quis ficar até de tarde pra assistir lá. legal saber melhor como isso funcionou – essa questão de policiais abusarem de violência nas capturas motivou um grupo de negros a sair armado pra ficar por perto quando alguém era detido, só pra supervisionar que nada passasse dos limites (e pra intimidar também). foi ganhando popularidade e se espalhou pelos eua inteiro, criou um programa de sobrevivência que dava café da manhã pra crianças, vendeu jornais pra caramba, mais tarde registrou muita gente pra votar. vários símbolos e líderes; bacana o nome huey e os dentes desse cara. bem merda a violência, mortes, injustiça e tudo. show por ter ido contra o governo americano, ter unido tanta gente, pela resistência, reafirmação e tal. gente estilosa. power to the people… mesmo tendo se dividido e depois acabado, as lutas continuam atuais e necessárias. parafraseando, pode-se prender revolucionários mas não pode-se deter uma revolução.

into the wild (2007)
massa. filme que a gente assiste em dia triste e fala umas coisas que dá vontade de chorar. vontade de ir viver sozinha também, longe desse negócio todo de carreira e família, pensamentos de nada fazer sentido e impossível ficar bom. não sabia que tinha kristen. me pergunto se dá pra fazer esse tipo de coisa e se manter vegano; deve ser complicado em lugares tipo alaska e tal. dá pra arrumar empregos sem identidade e tudo? trabalhar quando precisa juntar dinheiro e ir fazendo o que dá, parece bom. não lembrava que era daí a frase happiness only real when shared. essa necessidade do outro… pra validar tudo, poder afirmar que a gente existe. meio desesperador. ficava sempre pensando como seria se fosse mulher fazendo isso tudo, apesar de ter uma ideia pelo filme wild que vi ano passado com talita. o senhorzinho do monte da salvação parecia real, não ator; será? enfim, gostei e alguma hora vou querer voltar e rever, ou então ler.

the butterflies of zagorsk (1990)
documentário sobre os surdocegos da escola fundada por lev vygostky, na rússia. absurdo e incrível; o método foi pioneiro nos anos 70, em um contexto de união soviética que procurava valorizar a todos e não ver ninguém como incapaz (apesar de os estudos desse psicólogo levarem o nome de defectologia). pra quem perde a visão e/ou a audição na infância ou adolescência ainda dá pra compreender como se dá o aprendizado de novas formas de comunicação, mas e quem nasce assim? aquilo de surdez pré-linguística e pós-linguística de que oliver sacks fala em vendo vozes… vi sobre helen keller e haben girma também, e a última oraliza perfeitamente pois tem audição residual, diferente de helen, que tem “sotaque de surdo” (e haben fala high-pitched porque provavelmente consegue ouvir melhor nessa frequência, o que a permite controlar sua fala). os sinais ensinados em zagorsk são o alfabeto manual soletrado, o que me parece bem complicado de fazer, mas entendível já que se usa apenas uma mão… impressionante a rapidez em que gesticulam. inacreditável tudo; eleonora se emociona e disse que chora o filme todo. legal de existir.

quarta-feira, 28 de fevereiro de 2018

lidos/assistidos em fevereiro

laranja mecânica (anthony burgess)
massa, nada muito diferente do filme de stanley kubrick – mas este é baseado na edição americana que omite o último capítulo, no qual alex tá "crescendo" e começando a pensar sobre família (coisa que achei bem estranho, mas ok). não lembrava do final do filme, se tem isso de ele ser curado depois da tentativa de suicídio. muitos extras na edição especial de 50 anos; colocam ao lado de admirável mundo novo e 1984 como distopia. "laranja mecânica" por causa da condição de automatizar o orgânico, "o casamento forçado de um organismo e um mecanismo". bastante ênfase na questão da perda da escolha, Será que Deus quer bondade ou a escolha da bondade? Será que um homem que escolhe o mal é talvez melhor do que um homem que teve o bem imposto a si? muito nadsat misturando palavras russas e linguajar da classe operária britânica, fico pensando assim, às vezes. parece que o autor falou numa entrevista que alex se torna um grande compositor depois dos eventos descritos no livro, coisa reforçada pela aparência semelhante à beethoven, e a técnica ludovico tem esse nome por causa de ludwig também, não tinha percebido. bacana os textos do autor no final (talvez um pouco desnecessário o tal de os russos humanos), pensamentos sobre submissão social e etc – trabalhadores têm pouquíssimo espaço para o individualismo, dá pra entender a submissão como férias da necessidade de escolha; estamos mais acostumados a ser instruídos a não fazer o mal do que estimulados a fazer o bem... trechos também dos extras: rei james na bíblia diz "no amor não há medo; antes, o perfeito amor lança fora o medo; porque o medo envolve castigo; e quem tem medo não é perfeito no amor" (1 joão 4:18) e goethe "cuidado ao desejar qualquer coisa na juventude, pois você a terá na meia-idade".

a clockwork orange (1971)
reassisti pra comparar com o livro e também porque não lembrava de tudo. gostei menos do que antes e prefiro o livro mesmo... não pensei que o escritor lá que provocou a tentativa de suicídio de alex, porque no livro os colegas com interesses políticos parecem genuínos (apesar de que o cara pode ter ido visitar o quarto ao lado de onde hospedaram alex quando o reconheceu também). os ex-druguis dele não fazem quase nada com alex no filme comparado à "ultraviolência" original, grande coisa bater com aquele cacetete. lembrei da música, aquele "tontontontonton", mas a respeito do tratamento só mencionam a nona sinfonia. no livro o que segura os olhos dele abertos são coisas puxando a testa, o que me parece cumprir o propósito de um jeito menos angustiante que aqueles ferrinhos nas pálpebras, mas bom que pensaram na coisa de lubrificar os olhos. não lembrava que ele fica arrotando quando passa mal. no mais é bem fiel à narrativa... e mais cinematográfico acabar na cura mesmo. ruim que na história geral alex nem passa muito tempo sofrendo com os efeitos do negócio. e nem falam muito sobre a hipnopedia que o trouxe de volta, né.

língua: vidas em português (2001)
documentário que passaram na primeira semana de introdução aos estudos da linguagem. fala basicamente sobre isso, aspectos linguísticos do português – falamos a mesma língua, mas ela não é falada da mesma maneira; (...) não há uma língua portuguesa, há línguas em português. se passa na índia, em portugal, moçambique, brasil, japão e frança. pensamentos sobre a identidade do idioma, sobre portugal ter dado à luz um filho maior que o pai, sobre a língua ter ficado "sem dono" e "se sujado" e se transformado em cada lugar que ficou (falas de mia couto). legal de ver, certa emoção de falar português e estar na faculdade de linguística.

quarta-feira, 31 de janeiro de 2018

lidos em janeiro

os big noses e os insanos - corporation of the insanos (quadrinhos de talita dias aka TMS)
acho massa demais a criatividade que talita tem desde sempre (são de 2006), muita coisa engraçada e bem feita. nunca que eu teria noção de desenho pra fazer a família dos big noses com 12 anos de idade (não tenho até hoje, né). gosto do final do primeiro dos big noses, uma fotografia... o primeiro volume dos insanos é "estilo mangá"; tem muita luta, fusões, "bora ver" e nomes ótimos – principal, tudo, nunca, quem, do mal, tudo principal do mal d'flash – além de capítulos dando spoiler – o hulk, o ataque do hulk, a morte do hulk haushshu muito bom!

the yolo pages (adefisayo adeyeye, beach sloth, gabby bess, liz bowen, melissa broder, jos charles, richard chiem, santino dela, brian ecklund, pancho espinosa, joshua espinoza, catalina gallagher, cean gamalinda, james ganas, cassandra gillig, amelia gillis, lara glenum, philip gordon, tom hank, michael hessel-mial, @horse_ebooks, brett elizabeth jenkins, raymond johnson, kenji khozoei, ji yoon lee, tao lin, cayla lockwood, patricia lockwood, carrie lorig, sharon mesmer, stephen michael mcdowell, luna miguel, k. silem mohammad, moon temple, ashley opheim, anthony peregrine, @postcrunk, john rogers, amy saul-zerby, bob schofield, lk shaw, angela shier, bianca shipton, alexandra simone, andrew w.k., sara woods, dylan york, joseph kendrick, steve roggenbuck, e.e. scott, rachel younghans & charlie the dog emeritus)
livro massa cheio de alt-lit, o preferido de talita e talvez a antologia mais completa (não sei se teve mais coisa assim desde 2014, o ano que foi lançado). bastante motivacional, talvez todo mundo vegano, vários LGBTs, show. única coisa que não gostei tanto foi flarf poetry. anotei vários poemas que curti aqui e aqui e os poetas que mais gostei foram os seguintes (deixando aqui pra pesquisar mais depois): adefisayo adeyeye, beach sloth, joshua espinoza, catalina gallagher, tom hank, kenji khozoei, cayla lockwood, luna miguel, moon temple, ashley opheim, john rogers, amy saul-zerby, bob schofield, lk shaw, bianca shipton, alexandra simone (alli simone defeo), andrew w.k., russ woods, joseph kendrick, steve roggenbuck e e.e. scott. cadastrei o livro no skoob!

terça-feira, 30 de janeiro de 2018

assistidos em janeiro

the hitchhiker's guide to the galaxy (2005)
bem bostinha. poucas coisas engraçadas de verdade, ênfase desnecessária nos golfinhos no começo (com direito a música), desvio total pra criar romance com trillian... marvin não era quadrado e cinza como imaginava, zaphod parecia o cara de nickelback. não tem enredo nenhum, é só um amontoado de coisas nonsense jogadas de qualquer jeito. já sabia das críticas mas esperava mais.

another (2012)
o live-action é do mesmo ano que o anime e cada mídia consegue modificar as coisas de um jeito. não lembro mais como é no mangá mas sei que prefiro o final original, apesar de ainda gostar do anime. achei o filme ruinzinho e fraco, malfeito, uns efeitos bizarros. a primeira morte, do guarda-chuva, chega a ser engraçada porque dá pra perceber claramente que usaram um robô esquisito. alteraram como as mortes aconteciam também, encurtaram pedaços e inventaram umas coisas. só quem conhece a história vai se interessar, acho. esperava mais (2).

black mirror S04 (2017)
gostei bastante dessa temporada. uss callister tem a atriz que faz a mãe de how i met your mother como principal; massa eles pilotando em direção ao buraco de minhoca/atualização dizendo "espero que a gente morra", mas pensei que se excluiriam mesmo em vez de ficar no jogo pela nuvem, meio ruim pensar na eternidade dos coitados. arkangel é previsível nas possibilidades de dar merda, muito azar a mãe olhando justo nas piores horas. tenso que o implante não é removível; imaginei como seria isso de transmitir o que uma pessoa vê e que seria diferente, 3Dzão talvez, e seria show se desse pra fotografar. me pergunto se não dava pro menino avisar ela que a mãe tinha ameaçado e vigiava ainda; se fosse eu, tentava. não esperava a violência no final e fiquei pensando se a menina organizava as próprias coisas o bastante pra saber as prioridades do que levar pra fugir de casa. um pouco de medo de carona com caminhão mas ok. crocodile eu não entendi porque tem esse nome mas dá pra ficar pensando. show que foi na islândia e reconheci logo; o cabelo da mulher parecia o meu mal-cortado. absurdo que ela escolhe fazer toda aquela carnificina em vez de deixar o cara mandar uma carta; show que pegaram pelo bichinho que ela esqueceu. hang the dj achei muito bom, não esperava nem um pouco o jeito que terminou, raro um final feliz. bizarro o personagem do ator que faz athelstan em vikings e inesperado ter a música de the smiths depois. talita tinha percebido que não faziam nada no lugar, que todos eram magros porque no tempo livre faziam exercícios e etc, mas não pensei em simulações e coisas virtuais tipo o primeiro episódio. bacana que pelo menos um dos relacionamentos foi lésbico; triste pensar nessas coisas de quanto tempo duram. metalhead não tem explicação nenhuma e pouquíssimas falas, parece que foi tentativa de fazer um episódio assim mesmo e trabalhado no terror. interessante o aspecto do monocromático, a musiquinha agoniante; me lembrava lars von trier de alguma forma. não achei ruim mas fico sem entender aquilo tudo. essas coisas de gente sobrevivendo a coisas perigosonas me fazem pensar que eu jamais iria longe num mundo assim. black museum foi show, pesadíssimo, praticamente três episódios em um e cheio de referências à própria série. o nome do museu me fez pensar em gente negra, mas era mais a questão de black mirror mesmo (apesar de não deixar de ter a ver com o primeiro). angustiante demais todas as situações, o ponto em que as coisas chegaram. não sei se seria permitido acontecer isso de usar a pessoa virtual e tudo, acho que teriam noção de que são capazes de sentir igual... pareceu um bom final de série. melhor parte foi assistir com talita e poder parar pra conversar e pensar sobre cada episódio.

vips (2010)
é sobre esse cara que é piloto e vai assumindo umas identidades diferentes toda hora. baseado em história real, mas não sei se o estelionatário também perdia a noção do que era invenção da mente dele ou não; coisa de transtorno de personalidade mesmo. wagner moura jovem emo... bem irreal. vários pedaços difíceis de entender com criminosos falando espanhol. não achei grande coisa mas não lembrava disso das personalidades tão fortes, apesar de ter lido sinopse um tempo atrás. bacana a coisa de pilotar, me pergunto como ele sabia tanto mesmo com um pai piloto inventado (o que dá sentido à roupinha e chapéu constantes). triste pelo coqueiro que arrancaram só por causa que tava na frente da placa da gol.

kaze tachinu (2013)
menino míope que não pode ser piloto decide construir aeronaves. sonha sempre com esse engenheiro italiano, caproni, que o motiva a ir em frente (diz que "aviões são lindos sonhos amaldiçoados, esperando que o céu os engula"). repete algumas vezes a frase "le vent se lève, il faut tenter de vivre" – que é parte de um poema de um filósofo francês. filmes do studio ghibli têm sempre umas texturas brilhosas, as coisas volumosas de um jeito específico, as mulheres principais com a mesma cara. acho massa a animação de um pedaço onde o protagonista (jiro) trabalha numa daquelas escrivaninhas inclinadas, meio mal sentado na cadeira, os olhos com zoom pelo óculos. jiro tá construindo coisas pra usarem na segunda guerra mundial, ao lado da alemanha; é sobre uma pessoa real mesmo, embora baseado numa biografia ficcionalizada. caproni diz que um artista é criativo por 10 anos apenas. tem romance também, com uma menina que ajudou depois de um terremoto (o grande sismo de kantou) e jamais esqueceu, depois se reencontram mas ela tá morrendo de tuberculose.  uma hora ele vai pra casa e fica trabalhando numa mesinha do lado dela, que tá deitada pra dormir, e ficam de mãos dadas... bonitinho, faria muito. demorei pra terminar, não dava muita vontade de ver direto nem foi o melhor deles que vi, mas bacana.
mosquiteirão da zorra.
earthlings (2007)
documentário sobre a dependência humana nos animais, dividido em tópicos como pets, comida, roupas, testes... dificílimo de assistir, chorei bastante e mantive as mãos cobrindo o rosto na maior parte do tempo. tenho certeza que se as pessoas assistissem repensariam tudo e passariam pro vegetarianismo/veganismo; mal consegui olhar pra carne que minha mãe trouxe do mercado no outro dia. é narrado pelo joaquin phoenix, de signs e her, que é vegano há muito tempo – "virei vegano aos três anos, quando vi uns pescadores destriparem peixes e perguntei à minha mãe, chorando, por que ela não tinha me contado de onde vinha a carne". até na questão da religião e gente que usa o argumento de que "deus deu entendimento pro homem então temos o direito de fazer isso", não consigo conceber um criador que tá de boa com essa situação; em outros tempos, quando as próprias pessoas cuidavam da produção de sua comida e tudo era mais próximo, até ok, mas hoje em dia... f*da. me parece um documentário que chamariam de sensacionalista ou exagerado, mas mesmo que não seja tudo igual é mostrado não dá pra negar que essas coisas acontecem. mas é tanto absurdo, não faz sentido que tão pouca gente pare pra refletir seus comportamentos; espero muito que isso continue mudando. tem umas falas bem boas no filme, como de que na questão dos animais todos os homens são nazistas (abaixo) e de que testes em animais só mostram resultados válidos pra animais, que é uma ofensa à ciência verdadeira. essas partes que copiei são da introdução.

Nobel Prize winner Isaac Bashevis Singer wrote in his bestselling novel 'Enemies, A Love Story’ the following: “As often has Herman had witnessed the slaughter of animals and fish, he always had the same thought: in their behavior toward creatures, all men were Nazis. The smugness with which man could do with other species as he pleased exemplified the most extreme racist theories, the principle that might is right”.
The comparison here to the holocaust is both intentional and obvious: one group of living beings anguishes beneath the hands of another. Though some will argue the suffering of animals cannot possibly compare with that of former Jews or slaves, there is, in fact, a parallel. And for the prisoners and victims of this mass murder, their holocaust is far from over.
In his book ‘The Outermost House’ author Henry Beston wrote: “We need another and a wiser and perhaps a more mystical concept of animals. Remote from universal nature, and living by complicated artifice, man in civilization surveys the creatures through the glass of his knowledge and sees thereby a feather magnified and the whole image in distortion. We patronize them for their incompleteness, for their tragic fate of having taken form so far below ourselves. And therein we err, and greatly err. For the animal shall not be measured by man. In a world older and more complete than ours they move finished and complete, gifted with extensions of the senses we have lost or never attained, living by voices we shall never hear. They are not brethren; they are not underlings; they are other nations, caught with ourselves in the net of life and time, fellow prisoners of the splendor and travail of the earth”.

food choices (2016)
esse documentário traz várias questões relacionadas à alimentação e saúde, defendendo uma dieta à base de plantas. acho interessante que comentaram, já que não é muito discutido, isso de que ao longo da história o ser humano se comportava como caçador-coletor, mas que esses coletores eram mulheres – o que liga essa questão ao machismo, já que quem caçava recebia a glória em vez de quem providenciava a base feita de vegetais e etc. bastante coisa que eu já sei, mas interessante ver especialistas falando sobre: as pessoas comem proteína em excesso, o que sobrecarrega órgãos e promove o risco de doenças; a proporção de ômega 3 e 6 tá muito acima do recomendado e pílulas de ômega 3 são tentativas de diminuir essa anormalidade obtendo lucros; a pecuária extensiva pode dar uma criação mais "humana" mas não muda o fato de que as mortes continuam inumanas (além de que o gado alimentado por grama produz mais metano que aquele alimentado por grãos, e obviamente exige mais espaço)... tem uma mulher que conta que tinha depressão, tentou suicídio, e depois conheceu o veganismo e decidiu nunca mais colocar dentro do corpo dela o sofrimento de outros animais, massa. falam de veganos acima do peso e que o que faz diferença de verdade é cortar "calorias vazias", que seriam os óleos vegetais, gorduras, açúcares e comidas processadas; que se continuar do jeito que tá, em 2048 os peixes comerciais estarão todos extintos; que precisamos parar de ser tão egoístas e olhar como nossas escolhas afetam aqueles ao nosso redor e principalmente as gerações futuras. e é isso, véi.

mudando a vida de geral que vê, né...
GAWI (2015)
curta bem curto sobre "uma menina presa em um estado de paralisia do sono (que) mergulha nas texturas dos sonhos". bacana os barulhos e o traço/animação mas nada de mais. a pessoa que postou chama de "student film", na verdade. deu um pouco de medinho, ainda mais se tratando de paralisia do sono, mas não tem susto.

e cabelo massa.
the true cost (2015)
esse é sobre a indústria da moda, bem bom. "roupas são a pele que a gente escolhe". falam que as pessoas pensam em comer alimentos orgânicos para não ingerir tantos químicos mas não param pra pensar que é a mesma coisa com roupas, que a pele é o maior órgão do corpo, etc. que a indústria têxtil é a segunda mais poluente, só atrás do petróleo; que só olham para o produto final, sem ver o custo verdadeiro que essa produção envolve; mostram as péssimas condições de trabalho e vida de indianos e cambojanos (em sua maior parte, mulheres) empregados de fábricas de tecido, gente que não tem escolha a não ser trabalhar nisso recebendo pouquíssimo... horrível. é absolutamente necessário que o sistema mude como um todo. tô ficando triste vendo esses documentários, meio que perdendo a pouca esperança no mundo; certo medo de continuar vivendo e do que vou ver no futuro.

janghwa, hongryeon (2003)
a tale of two sisters, em inglês, é um filme coreano de drama/suspense. já começa com a menina mais velha parecendo olhar direto pra câmera e dando disfarçadinha. na verdade começa com ela num hospital psiquiátrico, um médico pedindo pra ela contar sobre "aquele dia"... não entendi de primeira quem era a pessoa porque tava de cabeça abaixada, cabelo escorrido na cara. ela vive protegendo a irmã mais nova, que parece até infantil demais. têm uma madrasta que detestam, as trata mal e questiona se estão loucas mais de uma vez. a mãe morreu... vão vendo umas assombrações e não sei quem é a pessoa com distúrbios, primeiro parecia a irmã mais nova, depois a madrasta, depois a tia que vai jantar lá, depois o pai; no final é a garota mais velha mesmo. a mais nova morreu e a madrasta nem tá na casa com ela e o pai, ela que tem alucinações e personifica as outras duas. tenso, tinha apreensão de olhar pra tela nos pedaços que tinha possível susto. termina com a menina sendo levada à clínica, lembrando do que aconteceu pra mãe e a irmã morrerem – o pai aparentemente se casa com a mulher lá, a mãe deprimida se enforca dentro do armário, a menina mais nova encontra o corpo, fica chacoalhando tentando revivê-la e acaba fazendo o armário cair em cima dela. todo mundo na casa ouve o barulho mas ninguém vai olhar, ninguém tá com pressa, absurdo a filmagem de todo mundo virando o rosto mas ficando imóvel. quase o filme inteiro sem entender nada, mas interessante, e não me lembro de ter visto um filme coreano antes.