já tinha visto mas não lembrava de tudo. saoirse ronan é muito perfeitinha, chega a ser estranho. decepcionada com o final que o assassino levou, podia ter sofrido bem mais, nem preso foi. e a menina prefere beijar o garoto que fazer algo contra o cara...? sei lá esse negócio de perdão, viu. mas ok, interessante até. bem irreal as cenas do "céu" e tudo mas não me incomodou, esperava isso mesmo. agoniazinha da situação toda.
otherlife (2017)
droga de pingar no olho que dá experiência de muito tempo em pouco tempo e claro que vira black mirror numa hora. um cara usa uma amostra sem teste e se estrebucha todo, a mulher responsável é "condenada" a viver um ano dentro da coisa. passa o tempo mas recomeça, e aí ela percebe que tá num lugar real isolada. não entendi quando troca de um pra outro. perseguição pra recuperar um negócio que a mulher fez pro irmão que tá em coma; no final ele só queria morrer em paz. me identifico. achei meio filme de larissa.
apocalypse now redux (1979)
explosões e mortes e absurdos. this is the end, my only friend. coronel-tenente ou sei lá doido que pensa em surfar durante batalha e gosta do cheiro de napalm pela manhã, gente se drogando pra suportar, cara enlouquecido no meio de nativos. o coração das trevas só que vietnã. review/comentários relevantes aqui e aqui. nem vou falar muito sobre porque estudar isso em TL e fazer resenha dessas coisas já fez dar o que tinha que dar.
o coração das trevas (joseph conrad)
rt a última frase. resenha aqui.
kimi no na wa (2016)
troca de corpo e incongruência no tempo inesperada. me perguntei mesmo porque não ligaram um pro outro antes, mas entendi. só fica estranho como não perceberam as datas na escola ou nos celulares, sei lá. será que aconteceu de verdade uma queda de meteorito em algum lugar e destruiu gente? não imaginava que faziam um tipo de sakê mastigando e cuspindo o negocinho. só em filme essa coisa de jovens explodindo o lugar que distribui energia e repassando comunicado em postes alto-falantes (ou, pelo menos, difícil de imaginar possibilidade). legal sobre a hora dourada/mágica. emocionei que ele escreveu "te amo" em vez do nome; talita disse que faria muito e eu provavelmente também. já tava angustiada deles não se falarem no final, porque pareceu aquele outro filme japonês que vi. reconheci o intérprete da música tema mas não lembro onde ouvi radwimps antes, talvez trilha sonora de anime mesmo.
la battaglia di algeri (1966)
sobre a guerra de independência da argélia. batalha de alger, a capital, várias estratégias dos "rebeldes", questão da mídia, segregação e outros assuntos. bacana o filme, diretor comunista e tal. li ensaio de edward said sobre ele. parece que um personagem é interpretado pela pessoa real que participou das coisas. resenha aqui.
l'avenir (2016)
chato. professora de filosofia com mãe deprimida que uma hora morre. o marido tem amante e decide ir embora. ela fica com a gata da mãe, visita fazenda onde ex-aluno mora, a gata se aventura pelo mato. o neto nasce e a filha chora.
meursault, contra-investigação (kamel daoud)
livro pra dar identidade e história ao árabe morto por meursault em o estrangeiro. o irmão mais novo vai contando, questionando, provocando. fala da guerra de independência da argélia, de ter matado um francês, da maneira como foi afetado por tudo. interessante e bacana que existe, mas não achei aquelas coisas. li o contraponto antes como sugestão de elena, pra não ir com a ideia de que uma obra depende da outra. umas falas boas.
Anotaste bem? O meu irmão chamava-se Moussa. Tinha um nome. Mas permanecerá o árabe, e para sempre. O último da lista, excluído do inventário do teu Robinson. Estranho, não? Desde há séculos, o colono aumenta a sua fortuna dando nomes àquilo de que se apropria e retirando-os ao que o incomoda.
(...) O último dia da vida de um homem não existe. Fora dos livros que narram, nenhuma salvação, apenas bolas de sabão que rebentam. É o que melhor prova a nossa condição absurda, caro amigo: ninguém tem direito a um último dia, somente a uma interrupção acidental da vida.
(...) Mas não, ele não o nomeou, porque, desse modo, o meu irmão teria colocado um problema de consciência ao assassino: não se mata facilmente um homem quando ele tem um nome.
(...) Para mim, a religião é um transporte coletivo que não utilizo. Gosto de me aproximar desse Deus, se for preciso a pé, mas não em viagem organizada. Detesto as sextas-feiras, creio que desde a Independência. Serei crente? Resolvi a questão do céu através de uma evidência: entre todos aqueles que se entretêm a falar sobre a minha condição – grupos de anjos, de deuses, de diabos ou de livros –, soube, muito jovem, que eu era o único a conhecer a dor, a obrigação da morte, do trabalho e da doença. Sou o único a pagar as facturas de eletricidade e a ser comido pelos vermes no fim. Portanto, rua! Para começar, detesto as religiões e a submissão. Ocorre a alguém correr atrás de um pai que quase nunca pôs o pé na terra e que nunca teve de conhecer a fome ou o esforço para ganhar a vida?
o estrangeiro (albert camus)
já sabia tanto sobre a história que não foi nada inesperado. matou por causa do sol e do sal, foi julgado pela insensibilidade no velório da mãe, ninguém se importou com o árabe. gente em TL dizendo que tem a ver com existencialismo, angústia do ser, nada faz sentido e não importa quem seja; várias coisas a serem analisadas sob a ótica da experiência imperial francesa. vou estudar mais disso então nem vou comentar muito, mas dá certo incômodo de ler, toda hora falando de coisa física e o protagonista indiferente a tudo. talvez proposital. irônico ter que fazer essa leitura bem quando me sinto angustiada em existir.



